9 de fev de 2019

Guns N' Roses entrará no estúdio após a atual turnê de Slash

sábado, fevereiro 09, 2019

Em entrevista ao St. Louis Post-Dispatch, Richard Fortus, guitarrista do Guns N' Roses, afirmou que a banda entrará em estúdio após a atual turnê de Slash.

Segundo Fortus: "Slash está em turnê agora. Assim que ele voltar, vamos fazer mais algumas gravações e esperamos conseguir um álbum em breve. E depois voltaremos à turnê."

O próprio Slash já declarou que a banda trabalha com o plano de lançar um novo álbum em breve: "Acho que todo mundo acha que é uma boa ideia, e todo mundo gostaria de fazer isso. Não há escassez de ideias de todos os envolvidos, mas estamos tão ocupados na estrada que realmente não houve tempo de entrar e sentar e dizer: 'Ok, vamos fazer um disco'".

O trabalho mais recente do Guns N' Roses é Chinese Democracy, que foi lançado em 2008. Já o último álbum a contar com Slash e Duff McKagan foi The Spaghetti Incident?, de 1993. A atual formação da banda conta com Axl Rose, Slash, Richard Fortus, Dizzy Reed, Melissa Reese, Duff McKagan e Frank Ferrer.

Slash está com shows marcados até meados de agosto. A atual turnê do guitarrista passará pelo Brasil entre o final de maio e o início de junho, com oito shows entre os dias 21/05 e 03/06 em Porto Alegre, Florianópolis, Curitiba, Barra Funda, Uberlândia, Brasília, Recife e Fortaleza.

8 de fev de 2019

Filme: Lords of Chaos, de Jonas Akerlund (2019)

sexta-feira, fevereiro 08, 2019

Pela própria natureza de seu assunto, o filme Lords of Chaos, do diretor Jonas Akerlund, não é pra todo mundo. Especificamente, a subcultura de black metal, por natureza, é excludente e underground, então os true metalheads noruegueses (incluindo aqueles em que o filme foi baseado) a escreveram como blasfêmia muito antes da história começar a ser filmada. Da mesma forma, muitos fãs de cinema tradicionais podem não estar interessados neste filme pelo simples fato de que ele aborda um gênero musical que a maioria pode achar difícil de aceitar e ouvir. No entanto, como no filme baseado no livro de 1997 com o mesmo título e que também abordou a cena do black metal norueguês do início dos anos 1990, trata-se de um olhar inflexível sobre rivalidade, insegurança e crianças fazendo besteiras transformado com sucesso em um filme muito interessante.

Qualquer headbanger que se preze leu Lords of Chaos: The Bloody Rise of the Satanic Underground (infelizmente, o livro nunca foi publicado no Brasil). Muitos outros cresceram sabendo sobre a lista de incêndios de igrejas históricas na Noruega, e que foram cometidos por músicos de bandas como Mayhem e Emperor. O black metal ainda estava em seus estágios iniciais, mas o Mayhem ajudou a impulsionar o gênero. E, no final do livro (e filme), o black metal teve a sua própria versão sinistra da batalha entre os rappers da costa leste e oeste norte-americana, que aconteceria vários anos depois.


Narrado pelo guitarrista do Mayhem, Euronymous (interpretado por Rory Culkin), Lords of Chaos começa como um filme biográfico - um garoto em uma casa suburbana com uma família amorosa, formando uma banda e alegando que vai conseguir alcançar os seus objetivos. As coisas, é claro, ficam mais chocantes e sombrias quando Pelle “Dead” Ohlin (vivido por Jack Kilmer) junta-se ao grupo. Sua propensão em carregar animais mortos dentro de sacos, se cortar no palco, enterrar as roupas que usaria nos shows para que elas cheirassem como a terra e atirar animais mortos na plateia ajudaram o Mayhem a se tornar famoso. Obviamente as coisas não funcionam bem para ele, e o que acontece após a sua morte prematura é realmente o foco da história.

Embora muitos filmes saiam de seu caminho original para se afundarem em clichês sobre o metal, isso acontece com moderação aqui. Na verdade, as imagens que o Metallica usou da obra em seu vídeo para a música “ManUnkind” são provavelmente cerca de um terço das filmagens de “performance”. De fato, o que faz o sucesso de Lords of Chaos é que ele é mais sobre a natureza humana do que qualquer outra coisa. É claro que Euronymous sabe que ele pode ajudar a lenda do Mayhem a crescer glorificando o suicídio de Dead. E maldito seja se Varg Vikernes (interpretado por Emory Cohen) sendo ridicularizado por Euronymous pelo adesivo do Scorpions em sua jaqueta jeans não alimenta sua raiva e o faz se esforçar ainda mais para se encaixar nos parâmetros definidos pelo guitarrista. O filme toca na relação entre Euronymous e Varg, com um deles liderando os incêndios às igrejas e, eventualmente, cometendo até mesmo assassinato. Vikernes, é claro, é o vilão do filme, e Cohen faz um ótimo trabalho em retratar alguém como um estranho que sai cada vez mais dos trilhos à medida que o filme vai contando a sua história.

Akerlund faz um trabalho admirável em não romantizar nada do que aconteceu. Lords of Chaos é muito violento, com a câmera mostrando sem muitos filtros o trágico esfaqueamento de Euronymous e cenas de auto-imolação. Mas não faz o suicídio ou o assassinato parecerem legais ou divertidos, como os filmes de terror que seus protagonistas assistem continuamente. Na verdade, as queimas da igreja parecem bastante radicais, mas não o suficiente para iniciar uma tendência de imitação semelhante ao que aconteceu 27 anos atrás.


Enquanto inicialmente se pensava que a música do Mayhem não seria incluída na trilha sonora, há um punhado de faixas em destaque, o que significa que mesmo que Varg estivesse na trilha (merecidamente) e odiasse o filme, alguém do Mayhem deixou as músicas do Burzum de fora. Em outra parte, a antiga banda de Akerlund, o Bathory, tem algumas músicas na trilha, junto com faixas de Dio, Sodom e Tormentor, entre outras. E embora a presença do Sigur Ros na trilha sonora a princípio causou preocupação em alguns fãs, seu post-rock não diminui o filme.

Desde o início de Lords of Chaos, onde o filme afirma que é baseado em "verdade ... mentiras ... e o que realmente aconteceu", você sabe que não está recebendo uma representação 100% fiel da época, mas todas as biografias - de Bohemian Rhapsody a Walk the Line - trazem liberdades aos eventos reais para criar uma história mais atraente. E mesmo que Akerlund não tivesse uma visão panorâmica da história como ela realmente aconteceu, seu tempo na banda de black metal Bathory na vizinha Suécia provavelmente influenciou algumas das escolhas que ele fez na direção. Do jeito que está, vemos a Noruega parecendo um bom país com subúrbios de classe média, em oposição a uma paisagem sombria e congelada. E mesmo que não se aprofunde muito nas motivações de Euronymous, Dead, Varg e Faust além do desejo de chocar, ou até mesmo atitudes para fugir do tédio, talvez isso seja intencional. Em última análise, embora não seja vital, Lords of Chaos ainda é um filme interessante e que vale a pena assistir.

Lords of Chaos estreia hoje en cinemas selecionados por toda a Europa e Estados Unidos, e será lançado em Blu-ray e DVD no dia 22 de fevereiro.

Tradução de Ricardo Seelig

Exposição celebrará o cinquentenário do Black Sabbath

sexta-feira, fevereiro 08, 2019

Os 50 anos do Black Sabbath serão comemorados com uma exposição especial na cidade natal da banda, Birmingham. Batizada como Home of Metal: 50 Years of Black Sabbath, a mostra acontecerá entre 22 de junho e 29 de setembro na cidade inglesa, celebrando o legado dos inventores do heavy metal. Mais informações aqui https://homeofmetal.com

Todos os quatro integrantes da banda falaram sobre a exposição e o orgulho que sentem em ter feito história com o Black Sabbath:

É uma honra fazer parte do Home of Metal. Eu sou apenas um cara de Birmingham que foi abençoado por ter fãs tão dedicados ao longo da minha carreira. Como eu sempre disse: não sou nada sem eles". 
Ozzy Osbourne

"Os fãs são a nossa alma, eles sempre estiveram lá para nos apoiar". 
Tony Iommi

"Sempre afirmei que os fãs do Sabbath são os mais leais, honestos e de mente mais independente. Agradeço a cada um deles pelo incrível apoio que deram ao longo dos anos". 
Geezer Butler

"Você é um fã do Sabbath, e tudo sobre você é lindo e vale a pena. Eu sou muito grato por ter tocado para você, e ter me entregado de coração e alma em cada música. Fique seguro, seja bom para si mesmo, e tenha o rock sempre junto de você”.
Bill Ward



Gaahl, ex-vocalista do Gorgoroth, está com nova banda e mostra música inédita

sexta-feira, fevereiro 08, 2019

Ex-vocalista do Gorgoroth, Gaahl está lançando um novo disco e liderando uma nova banda chamada Gaahls Wyrd. Ao lado do músico estão o guitarrista Lust Kilman (Ole Walaunet, com passagens por The Batallion  e God Seed), o baixista Eld (Frode Kilvik, ex-Aeternus) e o baterista Spektre (Kevin Kvåle, do Horizon Ablaze).

O disco de estreia do quarteto tem o título de GastiR - Ghost Invited, e será lançado dia 31 de maio pela Season of Mist. O álbum foi gravado no Solslottet Studios, na Noruega, com produção de Iver Sandøy, baterista do Enslaved. Antes, a banda havia liberado o ao vivo Bergen Nov '15, que saiu em 2017.

Gaahl, cujo nome verdadeiro é Kristian Eivind Espedal, integrou o Gorgoroth entre 1998 e 2007, período em que gravou quatro discos com a banda norueguesa: Destroyer (1998), Incipit Satan (2000), Twilight of the Idols (2003) e Ad Majorem Sathanas Gloriam (2006).

O primeiro single do disco, a música "Ghost Invited", pode ser ouvida abaixo e surpreenderá quem espera algo rapidíssimo e na linha clássica do black metal norueguês. Ouça:


7 de fev de 2019

Rotting Christ mostra “Ветры злые (Vetry Zlye)”, sua nova música

quinta-feira, fevereiro 07, 2019

O quarteto grego Rotting Christ divulgou uma prévia de seu novo disco, The Heretics, que será lançado dia 15 de fevereiro. A música tem o título de “Ветры злые (Vetry Zlye)” e é baseada na cultura russa. A faixa conta com a participação da vocalista Irina Zybina.

O vocalista e guitarrista Sakis Tolis falou sobre a canção: "É uma música que foi influenciada pelo paganismo e, especificamente, pelas religiões pagãs eslavas através da história do tempo, e exalta o poder da mãe natureza. Esta é, provavelmente, a faixa mais melódica do nosso novo álbum".


The Heretics é o décimo-terceiro disco do Rotting Christ e sucede Rituals, que saiu em 2016. O álbum será lançado pela Season of Mist, que é a gravadora da banda desde 2007.

Ouça “Ветры злые (Vetry Zlye)” no player abaixo:


Ozzy Osbourne é hospitalizado

quinta-feira, fevereiro 07, 2019

Ozzy Osbourne foi hospitalizado nesta quarta, 06/02, devido à uma forte gripe. O quadro foi intensificado devido à grave infecção respiratória que levou o vocalista a cancelar a sua atual turnê europeia. Ozzy está no Keck Hospital, na University of Southern California, em Los Angeles. O músico chegou ao hospital acompanhado de sua esposa e manager, Sharon, e de seu filho, Jack.

Sharon Osbourne postou em suas redes sociais um breve comunicado: "Como alguns de vocês podem estar sabendo, Ozzy foi internado no hospital depois de algumas complicações causadas por uma gripe. Seus médicos acham que esta é a melhor maneira de levá-lo em um caminho mais rápido para a recuperação. Obrigado a todos por sua preocupação".

Ozzy está com 70 anos e vem enfrentando problemas de saúde desde o final de 2018, o que tem deixado seus fãs em todo o mundo bastante preocupados. Desejamos melhoras ao Madman!

6 de fev de 2019

“Eu Não Posso Mais”, novo clipe da banda mineira Pense

quarta-feira, fevereiro 06, 2019

A busca por sua verdade sem se importar com o que pensam é o mote do novo clipe da banda mineira Pense. Um dos principais nomes do novo rock nacional no país, o grupo une diversas pessoas em um grito por amor próprio no vídeo “Eu Não Posso Mais”. A faixa faz parte do último álbum, Realidade, Vida e Fé.

Com mais de dez anos de estrada, a Pense ficou conhecida por unir o peso do som com mensagens profundas em suas letras. Com três álbuns de estúdio - Espelho da Alma (2011), Além Daquilo Que Te Cega (2014) e Realidade, Vida e Fé (2018), mais o ao vivo Viva Como Se Houvesse um Final (2016) -, a banda é formada por Lucas Guerra (vocal), Judá Ramos (baixo), Charles Taylo (bateria), Cristiano Souza (guitarra) e Ítalo Nonato (guitarra). Foi Nonato quem compôs a faixa que ganhou clipe. 

Essa música surgiu depois de levar uns tapas da vida, estava cansado fisicamente e mentalmente, insatisfeito profissionalmente, um acúmulo de coisas. Estava tomando decisões a partir de opiniões dos outros e ignorando o que eu tinha realmente vontade de fazer, deixando de ser quem eu era, para ser bem vindo com as pessoas com quem eu convivia. O clipe surgiu meio que junto com a música. À medida que ia escrevendo, olhava em volta e via várias pessoas em situações similares à minha, amigos próximos, parentes precisando se aceitar, acreditar mais em si mesmo, ter mais autoconfiança”, conta Ítalo.

Essa preocupação marca o álbum Realidade, Vida e Fé, lançado no último ano. Nesse trabalho, o grupo reforça suas ideias de abordar questões pessoais, acreditando que a mudança primeiro precisa ser interna, antes de ser externa. Para isso, no vídeo eles reuniram diferentes corpos, raças e sexualidades.

Demorou tanto para gente chegar no século XXI e conseguir quebrar paradigmas, reafirmar a importância e o direito de se expressar, direito de amar, ser feliz da forma que quiser, independente de opção sexual, ou da sua aparência, ou da quantidade de grana que tem, ou de onde mora. Essa mensagem da música é mais uma afirmação de que se curvar diante do preconceito, e de vários pensamentos ultrapassados como o machismo, homofobia, sexismo não vai nos levar a evolução nenhuma”, reflete Nonato.

O clipe foi dirigido por Alexandre Lima e Fábio Roque e pode ser assistido abaixo:

Assista “My Delirium”, novo clipe da banda carioca Melyra

quarta-feira, fevereiro 06, 2019

Venha para o meu delírio”, ordena a primeira faixa do disco de estreia da banda Melyra. Seguindo a temática de fuga da realidade, o clipe de “My Delirium” mostra um mundo em que a luz e a escuridão se complementam, em uma valsa sem fim. A faixa de trabalho faz parte do álbum Saving You From Reality, já disponível nas principais plataformas de streaming.

No refrão nós convidamos às pessoas a entrarem no nosso mundo e descobrirem se o delírio lhes convém. Brincamos com várias nuances de luz no clipe para instigar o espectador. Essa ideia nós desenvolvemos junto com o diretor, e foi concebida para mostrar o nosso delírio, para mostrar o outro lado da normalidade. O claro, com luz de frente é o usual; o escuro, no contra-luz, é o nosso delírio. Se bem explorado, o delírio pode ser interessante”, analisa Fe Schenker, guitarrista e backing vocal.

Primeiro clipe do recém-lançado disco Saving You From Reality, o vídeo traz um conceito audiovisual diferenciado em relação aos anteriores, valorizando outras linguagens. A Melyra é formada por Nena Accioly (baixo e guturais), Roberta Tesch (guitarra e backing vocal), Verônica Vox (voz), Drika Martins (bateria), além de Fe.

O vídeo contou com a participação da baterista Cynthia Tsai e foi dirigido e produzido por Gabriel Peres, também participaram Bruno Fernandes e Vladmir Mello, como apoio técnico.

A banda foi formada em 2012 no Rio de Janeiro e sua influência principal é o metal dos anos 1980, com algumas pitadas de outros estilos. O quinteto estreou com o EP Catch Me If You Can, que saiu em 2014.

Assista ao clipe de “My Delirium” abaixo:

Jair Rodrigues ganha documentários inéditos e shows pelos seus 80 anos de nascimento

quarta-feira, fevereiro 06, 2019

Hoje, 6 de fevereiro, Jair Rodrigues faria 80 anos. A data dá início à série de homenagens dos herdeiros Jair Oliveira e Luciana Mello ao artista e abre contagem regressiva pelo seu centenário em 2039, por meio de uma série de lançamentos. Para este ano, as novidades incluem a produção de dois documentários biográficos inéditos e shows.

Luciana Mello explica que o objetivo do projeto é resgatar a obra de Jair Rodrigues, tornando sua música acessível a todos os públicos, desde contemporâneos até a nova geração, que talvez não conheça o legado de 55 anos do artista. Ela adianta que há dois documentários inéditos em produção que deverão chegar ao circuito comercial a partir do final deste ano.

Produzido por Confeitaria de Cinema com direção de Rubens Rewald, Deixa que Digam vai narrar as características marcantes de um dos mais importantes cantores da história da música brasileira. Do sorriso franco à alegria contagiante, do samba à MPB, do rap ao sertanejo, a obra mostrará a popularidade de um dos mais versáteis e anárquicos intérpretes brasileiros. O documentário encontra-se em fase de filmagens e inclui entrevistas de Jair Oliveira e Luciana Mello.

Jairzão – O Documentário pretende resgatar a trajetória do artista retratado, por meio do olhar dos filhos Luciana Mello e Jair Oliveira. O roteiro acompanhará as origens familiares desde Igarapava, no interior paulista onde nasceu, até a chegada à capital São Paulo, que culminou no sucesso pessoal e profissional. O documentário é uma coprodução da Santa Rita Filme e Cantarolar Produções, com produção executiva de Marcelo Braga e direção de Alexandre Sorriso. Encontra-se em captação de recursos com início de filmagens previstas para o primeiro semestre deste ano.


Hoje, 6, a cantora subirá pela segunda vez (primeiro show foi ontem, 5) ao palco do Theatro NET, em São Paulo, ao lado do irmão para show-tributo com releituras de clássicos e últimos sucessos que ganharam interpretação marcante do pai. As apresentações são acompanhadas por banda formada por violões, cavaco, bateria, percussão, baixo e teclado, com produção da S de Samba. Em São Paulo, os shows têm patrocínio exclusivo da HP. A marca promoverá o seu posicionamento institucional Reinvente Memórias imprimindo fotos do cantor com tecnologias tanque de tintas, látex e cartucho, que irão compor memórias de momentos icônicos da vida e carreira do homenageado. “O início como ‘crooner’ das noites, a sua consagração como intérprete da música brasileira e versatilidade que lhe permitia passear pela bossa nova, sertanejo, seresta e samba. Vamos celebrar todas essas fases marcantes do nosso pai nos shows”, comenta Jair Oliveira. “Dentro de nossa proposta de promover acessibilidade musical de Jair Rodrigues, pretendemos levar esse espetáculo a outras capitais brasileiras”, adianta Luciana Mello.

As letras das músicas, além da própria figura do Jair Rodrigues, são bastante visuais e de interesse popular. Por isso, estamos abertos a desmembrar o projeto em diversas linguagens, que vão desde musical para teatro, cinebiografia, exposição interativa e licenciamentos em geral”, explica Jair Oliveira.


Nascido em Igarapava, no interior paulista, Jair Rodrigues Oliveira teve diversas profissões antes de atingir a fama, como cantor, engraxate, mecânico e pedreiro. Iniciou a carreira musical como ‘crooner’ na década de 1950 em São Carlos, no interior paulista, chegando a participar de festivais de calouros em rádios e, posteriormente, no início da década de 1960, em televisões da capital paulista. Já famoso, em 1964 apresentou o programa O Fino da Bossa ao lado de Elis Regina, na TV Record e, em 1966, venceu o II Festival da Música Popular Brasileira com a canção "Disparada".

Gravou mais de 40 discos ao longo da carreira, sendo que seu primeiro LP O Samba como Ele É, de 1964, fez sucesso com o samba "O Morro Não Tem Vez’’, de Tom Jobim e Vinicius de Moraes. É considerado o primeiro rapper brasileiro pelos versos declamados de "Deixa Isso pra Lá", de 1960. 

Jair Rodrigues faleceu em 8 de maio de 2014, deixando para os fãs o seu último trabalho inédito na música produzido pelo filho, o CD duplo Samba Mesmo, lançado pela Som Livre.

Uganga mostra seu novo clipe, "Servus"

quarta-feira, fevereiro 06, 2019

Servus, novo disco do Uganga, está quase pronto. Com produção de Gustavo Vazquez e do vocalista Manu “Joker”, o quinto álbum de estúdio do grupo mineiro, sucessor do aclamado Opressor (2014), está sendo financiado por dois relevantes prêmios, o Wacken Foundation, organização alemã sem fins lucrativos idealizada em 2008 pelos produtores do Wacken Open Air - o maior festival de heavy metal do mundo - e que apoia projetos de hard rock e heavy metal de todas as partes do mundo, tendo nomes como o de Alice Cooper entre os doadores, e também pelo Programa Municipal de Incentivo à Cultura (PMIC) de Uberlândia, Triângulo Mineiro, de onde a banda é originária.

Servus vai reunir 13 faixas: “Anno Domini” (Intro), “Servus”, “Medo”, “O Abismo”, “Dawn”, “Imerso”, “7 Dedos”, “Couro Cru”, “Hienas”, “Lobotomia”, “Fim de Festa”, “E.L.A. (Elo)” e “Depois de Hoje...”. O desenho da capa foi desenvolvido pelo artista pernambucano Wendell Araújo que já trabalhou com outras bandas de destaque como Ratos de Porão e Cólera.

Servus vai ser lançado em março, mas o primeiro single do álbum já está disponível no formato de videoclipe. A música escolhida foi a faixa-título. Produzido por Eddie Shumway e Manu “Joker”, o videoclipe de “Servus” foi filmado em três diferentes locações na zona rural de Araguari, triângulo mineiro, próximo à divisa com o estado de Goiás. 


"'Servus' é uma canção que trata de conflitos ideológicos, filosóficos. Trouxemos uma interpretação metafórica para o videoclipe, como numa situação de aprisionamento. Optamos por um roteiro que contasse uma história de busca. Busca por sabedoria e liberdade, eu diria. Por isso mesmo escolhemos uma locação de grandes dimensões, tanto para tornar a busca perceptível e abrangente como para mostrar o infinito das possibilidades”, declarou o diretor Eddie Shumway.

Repleto de cenas aéreas e panorâmicas, o videoclipe “Servus” contou com uma boa diversidade de equipamentos e movimentou uma grande equipe. “Usamos imagens de drone em grande parte do vídeo - escolha certa para mostrar grandes cenários -, mas também usamos câmeras na mão, principalmente em momentos mais fechados e individuais. Contamos com o Icronio Souza e o Gabriel Cunha para pilotar o drone e Daniel Moreira nas câmeras de mão. Eu e o Manu Joker fizemos visitas às locações, planejamos todo o cronograma em função do clima e do tempo hábil. A fotografia não teve muito segredo também, levamos o clima em consideração, escolhemos um dia claro e organizamos tudo para tentar pegar os melhores momentos para cada cena. Foi uma tarefa intensa, tínhamos que aproveitar tudo sem pensar muitas vezes, mas, como sempre, nos divertimos e chegamos a um resultado que nos deixou satisfeitos”, acrescentou Shumway.

Assista ao clipe de “Servus” abaixo:

Discoteca Básica Bizz #142: Banda Black Rio - Maria Fumaça (1977)

quarta-feira, fevereiro 06, 2019

Tio Sam ainda confundia samba com rumba naquela época, mas a tal mistura de chiclete com banana cantada por Jackson do Pandeiro - e posteriormente por Gilberto Gil - ganhou a sua melhor expressão na Banda Black Rio. Samba, funk, jazz, gafieira: uma arrebatadora simbiose sonora como poucas vezes se ouviu no Brasil.

Exatos vinte anos depois, Maria Fumaça, álbum de estreia do grupo, continua insuperável. Tanto que agora, nos anos 1990, DJs e músicos londrinos da cena acid jazz descobriram seu som. A Banda Black Rio é uma das fontes onde beberam grupos como Incognito, Brand New Heavies e James Taylor Quartet, que vagam nas ruas de Portobello Road, em Londres, à procura de álbuns da trupe carioca. Pena que a Black Rio tenha encerrado suas atividades em 1984, quando seu fundador e mentor, o saxofonista Oberdan Magalhães, morreu num acidente de automóvel.

No Brasil, apesar de cultuada por alguns poucos, a banda penou para sobreviver. E sofreu ataques pesados de críticos xenófobos que não percebiam a singular e original receita criada por aqueles cobras. Para rebater tais cobranças nacionalistas, Oberdan Magalhães costumava lembrar Pixinguinha e seus Oito Batutas que, já nos anos 1920, também beberam do jazz sem demérito algum.

Formado na tradição dos grupos de bailes dos subúrbios cariocas, Oberdan liderou nos anos 1960 o Impacto 8. Depois passou pelo grupo Abolição, do pianista Dom Salvador (músico que a partir do início dos anos 1970 se radicou nos EUA), no qual também tocavam o baterista Luis Carlos, o trombonista Lúcio e o trompetista Barrosinho. Com eles, o saxofonista partiria para a Banda Black Rio, completada pelo guitarrista Cláudio Stevenson (o único branco da turma, que também morreu precocemente, em 1985), Jamil Joanes (baixo) e Cristovão Bastos (teclados).


A primeira, e melhor, formação da Banda Black Rio gravou, entre o final de 1976 e o começo de 1977, este Maria Fumaça. Liminha, que depois se firmaria como o principal produtor do pop brasileiro, tinha acabado de entrar para a então nascente Warner brasileira e cuidou da produção. No disco, ele está creditado como diretor de estúdio. A faixa-título e de abertura, assinada por Oberdan e Luiz Carlos, dá uma boa noção do que o álbum traz: naipes de metais suingados trocando figurinhas com a guitarra soul carioca de Stevenson e a cuíca de um dos quatro percussionistas da sessão rítmica; o baixo funk manemolente de Jamil; a bateria nota dez de Luiz Carlos e os teclados jazzísticos de Cristovão (que na época já tocava com Paulinho da Viola e hoje também trabalha com Chico Buarque e Edu Lobo). 

Eles alternaram temas originais, como "Mr. Funky Samba", "Caminho da Roça" (Oberdan e Barrosinho), "Metalúrgica" (Stevenson e Bastos), "Leblon Via Vaz Lobo" (Oberdan) e a balada "Júnia" (Jamil), com clássicos da MPB. "Na Baixa do Sapateiro" (Ary Barroso), por exemplo, é a síntese do samba-jazz-funk que marcaria a receita da banda, enquanto "Casa Forte" (Edu Lobo), com sua alternância de ritmos, concretiza muito do que os adeptos de fusion algum dia sonharam fazer.

Depois de Maria Fumaça, a primeira formação da Banda Black Rio começaria a se desfazer. Até seu fim, em 1984, mais de quinze músicos passaram pelo grupo, que lançou ainda Gafieira Universal (1978) e Saci Pererê (1980), ambos com ótimos momentos, mas sem a magia e a perfeição do seu clássico disco de estreia.

Texto escrito por Antônio Carlos Miguel e publicado na Bizz #142, de maio de 1997

Quadrinhos: O Essencial da Calvin e Haroldo - Uma Coletânea Especial, de Bill Watterson

quarta-feira, fevereiro 06, 2019

Criado pelo cartunista norte-americano Bill Watterson em 1985, Calvin e Haroldo é uma das mais populares tiras de jornal do século XX. As histórias trazem as aventuras de Calvin, um garoto que precisa lidar com o mundo e tem como companhia o seu tigre de pelúcia, Haroldo. 

Calvin é um garoto de 6 anos muito inteligente, dono de um vocabulário extenso e cheio de questões filosóficas sobre a vida. Já Haroldo é um tigre antropomórfico com ideias próprias e atitudes independentes e que, segundo o próprio autor, faz o papel da realidade na vida do pequeno menino.

O Essencial de Calvin e Haroldo é um lançamento da editora Conrad e que traz, como o título diz, uma coletânea com as melhores histórias da dupla. O material vem no formato 28x20,6 centímetros, 256 páginas e capa mole. As páginas entregam essencialmente as tirinhas publicadas em jornais de todo o planeta durante 1985 e 1995, ano em que a série chegou ao fim. As histórias são predominantemente em preto e branco, com exceção para algumas tramas coloridas de página inteira que funcionam como uma espécie de abertura temática para os capítulos. E ainda vem com uma história inédita de 12 páginas, que abre o livro. E como cereja do bolo temos um breve prefácio escrito por Charles M. Schulz, ninguém mais ninguém menos que o criador de Peanuts, de onde vieram os imortais Charlie Brown e Snoopy.


O que eu mais gostei nessa HQ é o fato de ela conversar com todas as idades. Essa sempre foi uma característica inerente à criação de Watterson, e que se manteve forte com o passar dos anos. Presenciei isso de maneira prática, já que meu filho Matias, que tem 10 anos e adora ler tanto livros quanto quadrinhos, viu a HQ, pegou e não largou mais. E isso é super importante, porque uma das funções de uma história em quadrinhos é formar leitores, característica que grandes editoras como Marvel e DC parecem ter esquecido (pelo menos, em relação ao que a Panini decide publicar por aqui, essa é a sensação).

A inteligência com que Watterson constrói raciocínios irônicos e sarcásticos em suas tirinhas é desconcertante, apresentando um humor atemporal que questiona aspectos práticos da vida, e não apenas de um garoto de 6 anos como Calvin. A obra de Bill fala com leitores de todas as idades, impactando-os de maneiras distintas mas sempre fazendo-os pensar. E tudo isso com humor. A presença, por exemplo, de Susie Derkins, a amiguinha pela qual Calvin é apaixonado, traz a discussão de igualdade de gênero para as histórias de uma maneira nada sutil e gratuita, e isso anos e anos antes do tema entrar na pauta diária das mais variadas camadas da sociedade.

Para quem é pai de uma criança, como é o meu caso, a identificação com os pais de Calvin acaba sendo inevitável. E a alegria é imensa ao ver o seu filho lendo e adorando algo que é comprovadamente brilhante, traz um conteúdo muito legal e reforça a paixão pelos quadrinhos em uma criança que está se tornando um pré-adolescente, como é o caso do Matias.

Pra fechar, uma ótima notícia. Eu não sei como andam os lançamentos da Conrad nos últimos anos, mas tenho quase certeza de que a editora diminuiu o ritmo e não colocou tantos títulos novos nas livrarias e bancas. O release que acompanha esse livro informa que a editora irá retomar a agenda habitual de lançamentos, o que é ótimo para quem ama quadrinhos. Basta lembrar que a melhor edição da aclamada Sandman já publicada aqui no Brasil é da Conrad, só para citar um exemplo.

Quem venham mais quadrinhos tão bons como esse!

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5 de fev de 2019

Dave Mustaine revela quais são os seus LPs favoritos

terça-feira, fevereiro 05, 2019

Conversando com a College Radio News Network, Dave Mustaine revelou quais são os seus três discos de vinil favoritos de todos os tempos.

O líder do Megadeth declarou: "Se eu fosse forçado a escolher meus três melhores discos de vinil, provavelmente escolheria alguns clássicos antigos, por causa da tonalidade dos instrumentos naquela época e muitos dos amplificadores analógicos, bem como os consoles analógicos e dispositivos de gravação. Mesma coisa com os microfones analógicos. Então, provavelmente eles seriam o The White Album dos Beatles, o Wish You Were Here do Pink Floyd - ou o The Dark Side of the Moon, que é outro grande álbum para sons como esses -, e, definitivamente, o Let There Be Rock do AC/DC, porque é algo muito pessoal para mim. E, como eu disse, para mim todo o equipamento analógico tinha um som realmente quente. E, claro, você precisa ter um ótimo sistema estéreo e de reprodução para fazer tudo acontecer. Mas se você é tão crítico e exigente com isso tudo, então provavelmente já tem uma ótima aparelhagem em casa”.

O Megadeth está lançando uma nova coletânea chamada Warheads on Foreheads, que celebra os 35 anos da banda com 35 músicas escolhidas pelo próprio Dave Mustaine. O disco chegará às lojas em diversos formatos a partir do dia 22 de março.

Sweet Cheddar of Mine ou Pour Some Gouda on Me: qual o seu preferido?

terça-feira, fevereiro 05, 2019

E quem diria: depois de cervejas, todo tipo de bebidas alcoólicas e os mais variados itens de vestuário, a nova tendência entre bandas e artistas é o licenciamento de marcas próprias de queijo. 

A partir desta quarta-feira, 6 de fevereiro, a rede supermercadista alemã Aldi, que possui mais de 10 mil lojas em 20 países, começará a oferecer em suas unidades espalhadas pelos Estados Unidos uma linha de queijos com produção limitada, inspirada em grandes nomes da música. 

Estarão à venda os seguintes produtos: Sweet Cheddar of Mine (do Guns N’ Roses, obviamente), Pour Some Gouda on Me (Def Leppard), Girls Just Wanna Have Fontina (Cindy Lauper), Billie Goat is My Lover (Michael Jackson), Total Eclipse of the Havarti (Bonnie Tyler) e Wake Me Up Before You Goat-Goat (Wham!). Os rótulos dos produtos são todos inspirados nos artistas, com vacas substituindo as figuras humanas.

E não, estes queijos não estarão à venda nos supermercados brasileiros.

Sunn O))) retorna com o lançamento de dois álbuns

terça-feira, fevereiro 05, 2019

Maior referência do drone metal em todo o planeta, a banda norte-americana Sunn O))) anunciou o lançamento de dois novos álbuns em 2019, ambos produzidos por Steve Albini, o mesmo produtor do aclamado In Utero (1993), do Nirvana.

Life Metal sairá em abril pela Southern Lord Recordings, enquanto Pyroclasts, classificado pela banda como um trabalho mais contemplativo, só chegará às lojas no segundo semestre.

O álbum mais recente da banda é Kannon, de 2015.

A banda liberou um preview de Life Metal, que pode ser ouvido abaixo:

Discoteca Básica Bizz #141: The Smiths - The Queen is Dead (1986)

terça-feira, fevereiro 05, 2019

Talvez ainda seja cedo demais para avaliar o verdadeiro impacto dos Smiths na história do rock e da cultura pop. Poucas vezes foi tão rápido e fácil conquistar a adulação simultânea de público e crítica, pelo menos na velha Grã-Bretanha. E as primeiras manifestações mágicas da parceria Morrissey/Marr - singles preciosos como "Hand in Glove" e "What Difference Does It Make?" - já chegaram com sabor de clássicos instantâneos. Por outro lado, não é nada fácil encontrar traços de suas influências na atual geração de bandas.

Os Smiths foram o último suspiro de originalidade no rock britânico, a última banda relevante da explosão indie e o último legado da linhagem de Manchester, que havia dado Buzzcocks e Joy Division. Seus verdadeiros trunfos estavam em suas excentricidades: conseguiram soar ao mesmo tempo extremamente punk e pop, sem contar o homoerotismo celibatário, sem plumas ou paetês, desconcertante para os padrões da usina de entretenimento infantojuvenil.

O grupo estava mais que estabelecido no Olimpo do estrelato quando atingiu a maturidade e a perfeição em The Queen is Dead. O disco implodia de maneira grandiloquente a enxuta estrutura musical da banda. Uma orquestra de cordas transformando algumas das canções em verdadeiros épicos era o gesto de maior risco, tornando o som dos Smiths mais deslocado no tempo do que nunca. Este era o caso da ultra debochada faixa-título, do romantismo suicida de "There is a Light That Never Goes Out” e da quase patológica "I Know It's Over", certamente o momento mais ousado de Morrissey, compondo uma dilacerante canção de amor e adeus para a própria mãe.

A grande surpresa do disco estava, porém, no humor desenfreado, trazendo leveza de alma e os confortos do ceticismo à artilharia pesada que avacalhava a família real sem misericórdia em The Queen is Dead: imaginava mortes sádicas para Margaret Thatcher em "Bigmouth Strikes Again”, ridicularizava todos os medíocres do planeta em “Franky, Mr. Shankly" e extraía boas gargalhadas da obsessão pelo sexo com a impagável "Some Girls Are Bigger Than Others".


Nem um amigo como Howard Devoto - outro grande letrista de Manchester, líder do Magazine - escapou ileso da febre zombeteira que tomou o vocalista dos Smiths. Em "Cemetery Gates" ele compõe um hilariante manifesto narrando um passeio dos dois entre lápides e exibições de erudição, para concluir: "Você tem Keats e Yeats ao seu lado, mas perde / Porque Oscar Wilde está no meu." A mensagem é fechada, para quem desconhece a literatura inglesa do século XIX, mas basta dizer que, celebrando a vitória do mais leviano senso de humor sobre a sisudez, o idealismo e o classicismo, Morrissey resumia em uma cápsula o espírito do disco.

Tentando sacudir seus conterrâneos para acordarem de seu "passado glorioso" antes que McDonalds, Pizza Hut, Tom Cruise e Demi Moore tomassem conta, o bufão da agonia fracassou de maneira retumbante. Como pop star, porém, não se deu mal: seus discos solos podem ser irregulares mas nunca entediantes (mesmo perdendo as insuperáveis melodias de Johnny Marr), e suas turnês norte-americanas atraem multidões de adolescentes histéricas. O mesmo não se pode dizer do parceiro guitarrista, que hoje se dedica ao derivativo duo Electronic, em que ele e Barney Summer sujam a reputação de Smiths, Joy Division e New Order - isto é, pelo menos 80% do melhor rock de Manchester.

É realmente intrigante para a geração que deixou a adolescência pela chamada idade adulta nos anos 1980 (ouvindo coisas como Echo & The Bunnymen e Smiths) estar representada hoje, no mega estrelato, por baba diluída como R.E.M. (afinal, Michael Stipe tietou Morrissey incansavelmente) e U2 (provando que Brian Eno realmente transforma água em vinho). Mas, assim como o Oasis xeroca os Beatles, ainda podem surgir alguns moleques ingleses para refrescar a memória coletiva bebendo na fonte de Morrissey e Marr.

Texto escrito por José Augusto Lemos e publicado na Bizz #141, abril de 1997

Conheça o Hey Norway, o canal perfeito pra você que é fã de metal e quer saber mais sobre a Noruega

terça-feira, fevereiro 05, 2019

Descobri um canal muito interessante em minhas pesquisas no YouTube, e quero compartilhar com vocês. 

Trata-se do Hey Norway, onde uma brasileira conta a sua experiência morando na Noruega. E o que torna o canal mais legal é que a garota é fã de metal e frequentemente posta vídeos visitando e mostrando os lugares marcantes da cena black metal norueguesa, além de lojas de discos e festivais que rolam por lá. Para se inscrever, clique aqui.

Separei abaixo alguns vídeos que gostei muito no canal, e que dão uma ideia da abordagem que você vai encontrar e como os vídeos são realmente muito bons e cheios de informação pra quem é fã de black metal e tem interesse pela cena norueguesa, como é o meu caso.

Valeu, e espero que vocês curtam tanto quanto eu curti!

Greta Van Fleet cancela shows devido a problema de saúde de seu vocalista

terça-feira, fevereiro 05, 2019

Josh Kiszka, vocalista do Greta Van Fleet, postou uma mensagem nas redes sociais da banda norte-americana informando que, por problemas de saúde, o quarteto foi forçado a cancelar dois shows da atual turnê australiana. O músico está com laringite, e, seguindo recomendações médicas, precisa descansar a sua voz para evitar danos permanentes.

O comunicado de Josh pode ser lido na íntegra abaixo:

"Tenho algumas notícias comoventes. Infelizmente, em algum ponto entre a viagem dos Estados Unidos para o Japão e a Austrália, desenvolvi uma infecção respiratória que gradualmente evoluiu para laringite. Tenho tentado me recuperar, mas não consigo me livrar disso. Os médicos me informaram que o desempenho nessa condição pode causar danos às minhas cordas vocais, algo que não posso arriscar e, portanto, precisamos reagendar nossos shows hoje à noite e amanhã. Significa tudo para mim ser capaz de tocar e cantar para vocês, e parte meu coração ter que fazer isso e cancelar os shows, mas devo levar minha saúde muito a sério para não correr o risco de causar danos mais preocupantes. Estou muito triste em fazer este anúncio. Já estamos trabalhando em datas para fazer retorno importante para vocês, e vamos anunciar isso muito em breve. Espero que vocês possam entender. Esta tem sido uma situação difícil e decepcionante para todos nós."

O Greta Van Fleet tocará no Lollapalloza Brasil 2019, subindo ao palco do festival no domingo, 7 de abril. Antes, a banda tocará também no Rio de Janeiro no dia 05/04 (Fundição Progresso) e mais uma vez em São Paulo no dia 08/04 (Audio).

4 de fev de 2019

Novo disco do AC/DC já está gravado

segunda-feira, fevereiro 04, 2019

O novo álbum do AC/DC já está gravado e a banda está planejando quais serão os seus próximos passos. A informação é de Eddie Trunk, um dos mais conhecidos jornalistas especializados em hard rock e heavy metal em todo o planeta.

Segundo Trunk: “Minha fonte me contou que, até onde se sabe, o álbum está pronto e foi gravado em um estúdio no Canadá. Como muitos estão especulando, traz ideias deixadas por Malcolm Young. O disco foi gravado em tributo a ele. É uma forma de celebrar sua música e o AC/DC. Eles ainda não sabem o que fazer com esse álbum, quando e como ele chegará. Até onde essa minha fonte sabe, não há planos para shows. No entanto, há um disco gravado e eles ainda vão decidir como trabalhar”.

A formação que gravou o novo disco do AC/DC conta com Brian Johnson, Angus Young, Stevie Young, Cliff Williams e Phil Rudd, e é a mesma do mais recente álbum da banda, Rock or Bust, que saiu em 2016. 

O novo trabalho será o décimo-sétimo disco do AC/DC e ainda não tem data confirmada de lançamento, mas, ao que tudo indica, chegará às lojas em 2019. O álbum deve ser o último de toda a carreira do quinteto australiano, encerrando assim a trajetória de uma das maiores bandas da história do rock.

Livro conta como a parceria entre Aerosmith e Run-D.M.C. mudou a música norte-americana

segunda-feira, fevereiro 04, 2019

Escrito pelo jornalista Geoff Edgers, do Washinton Post, o livro Walk This Way: Run-D.M.C., Aerosmith and the Song That Changed American Music Forever será lançado nesta terça, 05/02, pela Blue Rider Press.

O livro detalha a parceria entre o trio de hip-hop e a banda na regravação da clássica “Walk This Way”, lançada originalmente no terceiro álbum do Aerosmith, Toys in the Attic (1975), e regravada em 1986 com o Run-D.M.C., parceria que reapresentou o quinteto para uma nova geração de ouvintes e deu o pontapé inicial na segunda fase da carreira do grupo de Steven Tyler e Joe Perry. O livro apresenta o raciocínio de que a parceria foi fundamental para que o rap chegasse aos ouvintes de todas as idades e classes sociais, estabelecendo o gênero como um dos pilares da música norte-americana moderna.

"É difícil acreditar que as pessoas tenham estranhado a parceria nos anos 1980, porque hoje o hip-hop é o principal gênero musical aqui nos Estados Unidos atualmente. É o tipo de música que você ouve no rádio todos os dias, a música que nossos garotos conhecem. É o gênero musical que está na maioria dos comerciais de TV, mas houve um momento em que ela estava muito fora do mainstream, e essa parceria entre o Run-D.M.C. e o Aerosmith mudou tudo. ‘Walk This Way’ foi importante para mim porque, quando eu era um garoto no subúrbio em 1986, ela foi a primeira canção de rap a tocar de maneira maciça nas estações de rádio. Foi a primeira música de rap tocada na WBCN, que era uma espécie de rainha da rádio na região de Boston”, declarou o autor.

Não há previsão de lançamento no Brasil. A quem se interessar pela obra, ela pode ser adquirida com desconto no link abaixo:

Greta Van Fleet fará show no Rio de Janeiro

segunda-feira, fevereiro 04, 2019

Uma das atrações do Lollapalooza Brasil 2019, que acontecerá entre os dias 5 e 7 de abril no Autódromo de Interlagos, em São Paulo, a banda norte-americana Greta Van Fleet tocará também no Rio de Janeiro.

O show na Cidade Maravilhosa acontecerá no dia 5 de abril, na Fundição Progresso, segundo informação do Jornal Destak. No Lolla, o show será no domingo, 07/04.

O Greta Van Fleet foi fundado em 2012 na cidade de Frankenmuth, no Michigan, pelos irmãos Josh, Jake e Sam Kiszka, mais o baterista Danny Wagner. A banda chamou a atenção em abril de 2017, com o lançamento do EP Black Smoke Rising, principalmente pela semelhança com o Led Zeppelin. Este disquinho ganhou mais músicas e foi relançado em From the Fires, que saiu no final daquele ano. O primeiro álbum completo do grupo, Anthem of the Peaceful Army, chegou às lojas em outubro de 2018 e mostrou uma clara evolução, com a banda experimentando outros caminhos e indo além da comparação pura e simples com a turma de Jimmy Page. Segundo informações dos próprios músicos, o novo disco do grupo será lançado em 2019.

Discoteca Básica Bizz #140: Dusty Springfield - Dusty in Memphis (1969)

segunda-feira, fevereiro 04, 2019

Considerando o que Mary O'Brien cantava na adolescência, ela deveria ter se tornado, na melhor das hipóteses, uma Carolyn Hester - cantora folk que teve seu apogeu na década de 1960 - da Era Beat. Mary gostava de folk e quis o destino que, fazendo parte do trio The Springfields, integrasse o primeiro grupo vocal/instrumental inglês a entrar na parada musical americana.

Em 1963, Mary O'Brien adotou o nome de Dusty Springfield e deslanchou uma carreira solo de sucesso, chegando a ser considerada "a melhor cantora de rock que a Grã-Bretanha já produziu." Mas, verdade seja dita, Dusty Springfield sequer é uma cantora "de rock". Ela tem uma qualidade raríssima entre os cantores brancos: Dusty tem soul. Pega um standard surrado e nocauteia o ouvinte, deixando-o prostrado de emoção.

Em três anos, a cantora inundou as paradas com uma corrente de hits, como os clássicos pop "I Only Want to Be With You", "Stay Awhile" e "Wishin' and Hopin'". Outro sucesso da época foi "You Don't Have to Say You Love Me", que pôs Pino Donaggio no alto das paradas na Inglaterra (primeiro lugar) e EUA (quarto lugar) em 1966.


Em novembro de 1968, Dusty apareceu espetacularmente com "Son of a Preacher Man", um single irretocável, imaculado, que se transformou num clássico da soul music. A música era o anúncio do álbum Dusty in Memphis, gravado com os músicos que vinham fazendo o máximo em matéria de música negra, acompanhando luminares como Wilson Pickett. A ideia era emular o som de Aretha Franklin e da Atlantic Records da época tanto que, além do estúdio e dos músicos, foram contratados os produtores responsáveis pelo som de Aretha, o trio Jerry Wexler, Tom Dowd e Arif Mardin.

Dusty não cai na armadilha de fazer toda aquela ginástica no gogó, para não virar um pastiche. Dá a volta, canta suave, põe muito mais sentimento (soul) do que técnica, brincando com o ritmo, atrasando o tempo das canções.

As cantoras brancas daquela e de outras épocas têm de engolir esta: quem melhor capturou o sentido, compreendeu o sentimento e reinterpretou a soul music dos anos 1960 foi uma roceira inglesa, cafoníssima, com penteado "bolo de noiva" e quilos de maquiagem nos olhos.

Texto escrito por Rene Ferri e publicado na Bizz #140, de março de 1997

3 de fev de 2019

Rudy Sarzo fala sobre Metal Health, maior clássico do Quiet Riot

domingo, fevereiro 03, 2019

Rudy Sarzo, baixista da formação clássica do Quiet Riot, relembrou os tempos com a banda e o estouro do quarteto em meados dos anos 1980. Questionado sobre seus sentimentos sobre Metal Health, o disco que mudou a carreira do Quiet Riot, Sarzo comentou: "Eu estava desde o início com Kevin Dubrow e Frankie Banali, quando fazíamos parte do Quiet Riot com Randy Rhoads. Isso foi antes de eu me juntar à banda de Ozzy. Depois que Randy faleceu, eu não fui maduro o suficiente para saber como lidar com a sua perda e precisei fugir de tudo aquilo. Foi quando recebi uma ligação de Kevin me convidando para tocar em uma música, "Thunderbird". Era uma música que Kevin escreveu quando Randy deixou o Quiet Riot para juntar-se a Ozzy, mas depois que Randy morreu, ele assumiu um significado totalmente diferente. Fui ao estúdio para tocar naquela música e, quando deixei a sessão, tinha gravado quase metade do álbum. Voltei para meus compromissos com Ozzy e retornei algumas semanas depois, quando terminei as músicas. Toquei em todas, exceto em 'Metal Health' e 'Don't Wanna Let You Go', que foram gravadas por Chuck Wright. Eu encontrei refúgio emocional tocando e me divertindo com meus amigos novamente, e redescobri a alegria de tocar. Isso é o que esse disco significa para mim. Era um lugar onde eu me sentia confortável."

Perguntado se os membros do Quiet Riot tinham alguma ideia de quão especial seria esse álbum, Rudy disse: "Nós realmente sentimos que poderia ser algo grande. Eu lembro que na época ninguém queria administrar a banda. Nós tivemos que implorar ao manager original da época de Randy Rhoads para sair da aposentadoria, e mesmo ele estava cético. Eu estava ciente da nova onda de metal e da possibilidade de que a nossa banda poderia ser aceita fora de Los Angeles, porque eu estava em turnê com Ozzy por alguns anos e nós tivemos Motörhead, Def Leppard, UFO e Starfighters abrindo pra gente. Pensei que nós poderíamos vender uns 50 mil discos, que era a marca chave para uma banda jovem conseguir gravar um novo álbum. Então a MTV aconteceu e eles começaram a tocar 'Cum On Feel The Noize' a cada meia hora. Isso fez uma diferença incrível".

Lançado em 11 de março de 1983, Metal Health é o terceiro disco do Quiet Riot e foi o primeiro álbum de heavy metal a chegar ao primeiro lugar da Billboard, superando Synchronicity, do The Police, em novembro daquele ano. Metal Health vendeu mais de 6 milhões de cópias somente nos Estados Unidos e é um dos maiores clássicos do metal norte-americano. Na época, a banda era formada por Kevin Dubrow (vocal), Carlos Cavazo (guitarra), Rudy Sarzo (baixo) e Frankie Banali (bateria).

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