28 de fev de 2019

O que eu li em fevereiro

quinta-feira, fevereiro 28, 2019

Foram 14 HQs lidas durante o mês de fevereiro, praticamente apenas títulos da Marvel e da DC e com uma predominância de quadrinhos que contam com mulheres como protagonistas.

Abaixo estão pequenos textos sobre cada uma dessas leituras, e também os links para compra de cada uma delas na Amazon (as que estão disponíveis por lá, é claro).

E você, o que leu durante este mês?


O terceiro encadernado do Aquaman de Geoff Johns (agora sem a parceria de Ivan Reis, substituído por Paul Pelletier) vai ao passado de Atlântida para revelar a história do continente submerso e, por consequência, do próprio Arthur Curry. O ritmo segue frenético, como um grande filme de ação repleto de ganchos, e a arte, apesar da saída de Reis, mantém um ótimo nível pelas mãos de Pelletier. Uma leitura bem legal e que, ao lado dos dois volumes anteriores, reposiciona o Aquaman no Universo DC, enterrando visões cômicas e equivocadas apresentadas anteriormente.

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Os X-Men sempre foram os meus personagens favoritos da Marvel. E, entre eles, Jean Grey sempre foi dona do número 1. Aqui neste encadernado acompanhamos a jovem Jean Grey, que veio do passado, lidando com a iminente chegada da entidade Fênix em sua vida. Apavorada, a garota procura ajuda tanto em seus amigos mutantes como em outros personagens, como Thor e o Doutor Estranho. A história possui um humor pontual enquanto revela, aos poucos, o que realmente está acontecendo. É uma leitura leve e divertida, indicada sobretudo para quem é fã e está habituado com o universo dos X-Men, com referências a histórias e momentos do passado em profusão. Não vai a mudar a vida de ninguém. Mas, na boa: é só uma história em quadrinhos, e HQs realmente não precisam fazer isso.


Lançada no início dos anos 2000, a linha Ultimate Marvel veio com o objetivo de reapresentar os personagens clássicos da editora para uma nova geração de leitores. Foi dessa iniciativa que nasceram o novo Homem-Aranha Miles Morales e os celebrados Supremos. Em relação aos X-Men, temos Mark Millar apresentando uma nova interpretação para os mutantes em um trabalho anterior ao que ele faria em Supremos. Esse encadernado é, como todo roteiro de Millar, carregado de ação, e vem também com doses emblemáticas de violência. As novas encarnações dos personagens são competentes, principalmente a de Jean Grey. Uma leitura prazerosa, com certeza. Só não lembro se mais encadernados dessa fase saíram por aqui. Alguém sabe responder?


Escrita por Jeph Loeb e desenhada por Tim Sale, As Quatro Estações é um poema em forma de história em quadrinhos. O texto é lúdico e extremamente bonito, utilizando as estações do ano como metáfora para as fases da vida do Superman. É uma história muito mais focada em Clark Kent, no que ele representa, do que em seu alter ego super poderoso. Uma HQ linda e à altura do maior super-herói de todos os tempos.

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Scott Snyder possui um problema. O roteirista norte-americano não consegue escrever uma história simples. É incapaz de fazer isso. Sua fase no Batman estava legal. A Noite das Corujas e A Corte das Corujas foram um bom início. Ano Zero é ambiciosa, mas possui mais acertos do que erros. Mas esse Fim de Jogo é difícil. Um emaranhado de ação costurado por um texto pretensioso que tem como objetivo contar uma história grandiosa e digna dos melhores momentos do Batman, mas se perde totalmente no caminho. É confusa, sem sentido. O que salva é a arte de Greg Capullo, sempre incrível, e a encarnação do Coringa, que surge totalmente psicopata e amedrontador. Mas o saldo final é uma história que não vale a pena e não acrescenta nada digno de nota à mitologia do Homem-Morcego.

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Publicada em 2015 pela Marvel, a saga Guerras Secretas deu um fim belíssimo para a trajetória da família Richards na editora. Reed, Sue, Franklin e Valeria foram homenageados com uma das mais belas conclusões que um roteirista poderia imaginar, méritos do escritor Jonathan Hickman. Mas Ben Grimm e Johnny Storm seguem nesse mundo, e não aceitam que seus parceiros de décadas simplesmente não existam mais. Essa é a história contada aqui. A Marvel finalmente deixou de ser guiada apenas pelo que acontece nos cinemas (os filmes são muito legais, mas são outro universo. Os quadrinhos sempre serão a alma da editora), olhou para a sua trajetória e colocou novamente o Quarteto Fantástico em um lugar de destaque. O Coisa e o Tocha Humana exploram o multiverso em busca de seus amigos em uma HQ que traz aventura e doses certeiras de emoção. Uma ótima leitura, recomendada pra todo mundo que tem a Marvel como parte importante de sua vida.


O conceito dessa HQ é bem legal. Animais treinados pela Força Aérea norte-americana cumprem suas missões e são dispensados pelo governo. Bioprojetados, todos possuem aprimoramentos e carregam armamentos pesados. Um cão, um gato e um coelho, todos com personalidades próprias. A partir daí, é sangue aos montes, ação constante e um dos mais belos trabalhos do desenhista Frank Quitely. Além do traço habitual, que já é de cair o queixo, Quitely, com a ajuda de Morrison, faz experimentos na narrativa gráfica, criando páginas e sequências que você nunca viu e provavelmente jamais verá em qualquer outra HQ. Falaram pouco desse quadrinho por aí. Pelo que entrega, deveria ser muito mais recomendado e chegar a um número muito maior de pessoas. Se encontrar pela frente, pegue na hora!

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Quando o roteirista Jason Aaron criou a Thor, muita gente chiou. Sem razão, claro. A trajetória da outrora médica Jane Foster no papel da Deusa do Trovão é um dos grandes momentos da Marvel em décadas. E que desde o início nasceu com começo, meio e fim já determinados. Jane tem câncer, e, ao empunhar o martelo e se tornar Thor, todo o tratamento que faz contra a doença se desfaz. Ou seja: ser Thor a mata lentamente. Mas a personagem é tão bem escrita, tão inspiradora e conta uma história tão épica que não há como desgrudar das páginas. Aaron sabe escrever sobre os deuses asgardianos como ninguém, e a arte de Russell Dauterman complementa esse trabalho de maneira incrível. Há detalhes deliciosos aqui, como a passagem em que o Thor do futuro recria a Terra concebendo seus próprios Adão e Eva e batizando-os com o nome dos humanos que mais admirou em toda a sua vida: Steve e Jane. Essa história é de arrepiar!

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Nesta edição, Matt Murdock se torna prefeito de Nova York após o titular, Wilson Fisk, ficar gravemente ferido em um atentado cometido pelo Tentáculo. Para tirar NY das mãos da instituição criminosa, Matt convoca os super-heróis, que estavam sendo cassados pelo Rei do Crime, e monta uma força tarefa para retomar o controle. De todos os volumes do Demolidor escritos pelo roteirista Charles Soule, esse certamente é o mais fraco. Mas mesmo assim, dá pra se divertir com a leitura.


Injustiça é baseada no jogo homônimo e traz os personagens da DC em uma realidade diferente da cronologia habitual. Aqui, após perder Lois Lane (que estava grávida) devido a um plano do Coringa, o Superman mata o palhaço psicopata e decide governar todo o planeta. Batman não concorda com a política autoritária de Clark, e os personagens da editora se dividem em dois grupos. Como é algo que se passa fora do cânone, o escritor Tom Taylor tem liberdade pra descer a mão - e ele faz isso. Muita gente morre, muita gente toma decisões chocantes. Este terceiro encadernado traz John Constantine e os personagens mágicos da DC entrando na briga. É ação do início ao fim, uma leitura divertida e que traz grandes doses de entretenimento. E os diálogos de Constantine são impagáveis. Se quer ver um Superman totalmente diferente do bom moço habitual, leia que você irá gostar.

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Red Skin conta a história de uma bela agente secreta russa que é enviada aos Estados Unidos para se tornar uma super-heroína aos olhos da mídia e impedir a ascensão de uma política fortemente ligada ao extremismo religioso e ao conservadorismo. A história é cheia de ação e possui um ritmo delicioso, enquanto que o texto critica fortemente os absurdos defendidos em nome de uma suposta ideologia baseada em Deus. As ilustrações são lindas e trazem elementos de pop art, e isso tudo fica ainda mais incrível devido ao formato gigante em que a HQ foi publicada aqui no Brasil pela Mythos Editora. Um ótimo divertimento, uma excelente leitura!

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Um dos principais méritos da dupla Brian Azzarello e Cliff Chiang em sua passagem pela Mulher-Maravilha é atualizar os mitos olimpianos, tanto lírica quanto visualmente. Pele segue a fase da dupla, com ótimo texto e ilustrações incríveis. E todo um mergulho na história grega, no passado de séculos e séculos, que serve de inspiração para uma das melhores fases da Princesa das Amazonas. Leia!

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Contexto: é isso que esse encadernado oferece. De maneira leve e bastante competente, somos apresentados à vida de Carol Danvers, a Capitã Marvel. Sempre vagando entre o presente e o passado, o roteiro serve como uma bela apresentação da personagem, cujo filme próprio estreará no início de março. A arte é legal, o texto é bem escrito e tudo funciona. Ah, e as capas são lindas. Uma parcela de fãs da Marvel tem um ranço injustificado em relação à personagem, o que é uma bobagem sem tamanho. Bem legal esse encadernado, recomendo a leitura.


Quem já perdeu alguém será especialmente afetado pela conclusão da saga da Thor. Seja pelas memórias da perda, seja pela impotência em não conseguir evitar o inevitável, seja pela saudade que faz parte do dia a dia. E até mesmo a incompreensão dos motivos que fizeram os deuses que veneramos e acreditamos em nossa fé particular permitirem vivenciarmos tamanha dor. 

A Morte de Thor é uma história sobre a vida. Sobre seguir o caminho correto. Sobre não abrir mão daquilo que acreditamos ser o certo a fazer. Sobre querer, e ser, a cada dia uma pessoa melhor. 

O roteirista Jason Aaron escreve uma conclusão extremamente emocional, repleta de momentos de arrepio puro onde as lágrimas forçam sua saída. E isso acontece porque todos nós sabemos que o destino da personagem é também o nosso. Só nos resta fazer de tudo para que nossas vidas também consigam impactar o mundo como a Thor impactou o seu.

Pra quem não lê histórias em quadrinhos, tudo que está escrito até aqui pode soar como exagero ou não fazer sentido. E há um enorme engano em pensar assim. Uma HQ tão bem escrita e desenvolvida como esta tem impacto semelhante no leitor ao que um ótimo livro produz, ao que um filme incrível faz sentir. 

Existem histórias em quadrinhos que são mais que histórias em quadrinhos. Esta é uma delas.

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27 de fev de 2019

A discografia dos Beatles em números

quarta-feira, fevereiro 27, 2019

Os Beatles mudaram o mercado da música de maneira definitiva, e sua influência foi sentida em diversas outras áreas. A banda esteve na ativa por pouco mais de dez anos, entre 1960 e 1970, mas seu impacto na cultura pop foi tão profundo que é sentido até os dias de hoje.

John Lennon, Paul McCartney, George Harrison e Ringo Starr gravaram 13 álbuns de estúdio e lançaram 5 discos ao vivo, 53 compilações, 64 vídeos, 21 EPs, 63 singles e 15 boxes. São eles:


Discos de estúdio:

Please Please Me (1963)
With The Beatles (1963)
A Hard Day's Night (1964)
Beatles for Sale (1964)
Help! (1965)
Rubber Soul (1965)
Revolver (1966)
Sgt. Pepper's Lonely Hearts Club Band (1967)
Magical Mystery Tour (1967)
The Beatles (The White Album) (1968)
Yellow Submarine (1969)
Abbey Road (1969)
Let It Be (1970)


Álbuns ao vivo:

Live! At the Star-Club in Hamburg, Germany, 1962 (1977)
The Beatles at the Hollywood Bowl (1977)
First Live Recordings (1979)
Live at the BBC (1994)
On Air - Live at the BBC Volume 2 (2013)


Principais compilações:

The Beatles' Story (1964)
A Collection of Beatles Oldies (1966)
Hey Jude (1970)
1962-1966 (The Red Album) (1973)
1967-1970 (The Blue Album) (1973)
Rock 'n' Roll Music (1976)
Love Songs (1977)
Rarities (1978)
The Beatles Ballads (1980)
Reel Music (1982)
20 Greatest Hits (1982)
Past Masters, Volume One (1988)
Past Masters, Volume Two (1988)
Anthology 1 (1995)
Anthology 2 (1996)
Anthology 3 (1996)
Yellow Submarine Soundtrack (1999)
1 (2000)
Let It Be ... Naked (2003)


Boxes:

The Beatles Collection (1978)
The Beatles Box (1980)
The Beatles EP Collection (1981)
The Beatles: The Collection (1982)
The Beatles Mono Collection (1982)
The Beatles Box Set (1988)
The Capitol Albums, Volume 1 (2004)
The Capitol Albums, Volume 2 (2006)
The Beatles in Mono (2009)
The Beatles Stereo Box Set (2009)
Anthology Box Set (2010)
Live at the BBC: The Collection (2013)
The U.S. Albums (2014)
The Japan Box (2014)
The Christmas Records (2017)


A discografia dos Beatles possui versões distintas na Inglaterra e nos Estados Unidos, onde os álbuns foram lançados com datas diferentes e, em algumas vezes, com títulos e capas também diferentes. Tanto que as versões norte-americanas acabaram sendo reunidas em um box chamado The Capitol Albums, lançado no início dos anos 2000. Além disso, vários álbuns do quarteto foram disponibilizados em versões mono e estéreo, edições essas que também ganharam caixas específicas.

Abaixo está o ranking com os discos dos Beatles que mais venderam em todo o mundo, tendo como base números fornecidos pelas instituições que fazem esses levantamentos. Como é bastante difícil mensurar esses dados, vamos com o que de mais confiável encontramos:

1 Sgt. Pepper´s Lonely Hearts Club Band (32 milhões)
2 1 (31 milhões)
3 Abbey Road (16,3 milhões)
4 1962-1966 (The Red Album) (16,1 milhões)
5 1967-1970 (The Blue Album) (15,8 milhões)
6 The White Album (13,7 milhões)
7 Anthology 1 (8,8 milhões)
8 Magical Mystery Tour (7,3 milhões)
9 Rubber Soul (7 milhões)
10 A Hard Day´s Night (6,2 milhões)
11 With the Beatles (6,2 milhões)
12 Revolver (5,9 milhões)
13 Live at the BBC (5,6 milhões)
14 Beatles for Sale (5,3 milhões)
15 Let It Be (4,8 milhões)
16 Help! (3,5 milhões)
17 Hey Jude (3,4 milhões)
18 Love Songs (3,2 milhões)
19 Anthology 2 (3,1 milhões)
20 Please Please Me (2,2 milhões)

Pra fechar, uma pergunta: quais são os melhores discos dos Beatles na sua opinião? 



Músicos do Pearl Jam, Soundgarden, Foo Fighters e Melvins juntos em nova superbanda

quarta-feira, fevereiro 27, 2019

Novo supergrupo na área. Ainda sem nome, um trio de peso está sendo formado por Matt Cameron (baterista do Pearl Jam e do Soundgarden), Taylor Hawkins (baterista do Foo Fighters) e Buzz Osborne (vocalista e guitarrista do Melvins).

Não há maiores informações sobre o projeto, mas tudo indica que se trata de uma nova banda e que outros músicos podem estar envolvidos. Os caras estão gravando material, e vídeos da banda em estúdio foram postados nos stories de Cameron. Assista abaixo:


O que eu ouvi em fevereiro

quarta-feira, fevereiro 27, 2019

Fevereiro foi um mês de mudanças. E nessas horas, a música ganha ainda mais importância, seja como companhia ou como trilha para pensarmos qual será o próximo passo, qual caminho queremos seguir daqui em diante.

Durante o mês mais curto do ano, mergulhei em minha coleção e ouvi alguns dos itens que fazem parte da minha estante. Teve de tudo como sempre, e abaixo estão os comentários sobre cada um destes CDs.


Quinto disco do Outkast, esse álbum duplo chamado Speakerboxxx/The Love Below colocou a dupla de hip-hop norte americana nos ouvidos de todo mundo. O disco também é o retrato da divisão criativa entre Andre 3000 e Big Boi, os integrantes do grupo, com cada um deles sendo responsável por um dos CDs. Enquanto Big Boi experimenta sonoridades mas mantém-se dentro do universo sonoro do rap, Andre 3000 extrapola e entrega um trabalho multifacetado e brilhante, que vai do hip-hop ao jazz sem cerimônia e ainda deu ao mundo o single "Hey Ya". Quando alguém, em pleno 2019, ainda insistir com aquele papo furado de que rap não é música, mostre esse disco.


Lançado em 3 de setembro de 1984, Powerslave é o quinto álbum do Iron Maiden e um dos discos que define o que é o heavy metal. Da abertura com "Aces High" ao fechamento com a incrível "Rime of the Ancient Mariner", temos riffs repletos de melodia, solos absolutamente apaixonantes e linhas vocais inspiradíssimas. E ainda tem "The Duellists" pelo caminho, umas das melhores e mais subestimadas músicas da banda. É um dos discos da minha vida e o melhor álbum do Iron Maiden, na minha opinião. Quando alguém perguntar pra você o que é heavy metal, aqui está uma das respostas.


O rock pode ser resumido ou explicado em apenas alguns discos? Sim, pode. Apesar de ser um estilo extremamente variado, como todo gênero musical o rock também possui aqueles álbuns que redefiniram conceitos. Os chamados clássicos, do início ao fim e na perfeita concepção da palavra. Nevermind é um desses casos. O segundo disco do Nirvana chegou às lojas em 24 de setembro de 1991 e mudou tudo. O rock olhou pra ele, respirou fundo e mudou de curso. De direção. Foi por outro caminho. Foram mais de 30 milhões de cópias vendidas em todo o mundo. E, quase chegando aos 30 anos de vida, não há nada em suas 12 faixas que indique o menor sinal de envelhecimento. Atemporal, imortal e sem igual: esse é Nevermind, o disco que transformou o Nirvana em uma lenda.


A clássica estreia da Allman Brothers Band, lançada em 4 de novembro de 1969. Duane e Dickey Betts mostrando todo o poderio de suas guitarras, Gregg Allman arrepiando. E desde o início a musicalidade sem limites da banda já ficava evidente, com canções que vão do blues ao rock e ao jazz durante sua duração. As imortais "Trouble No More", "Dreams" e "Whipping Post" fazem parte do tracklist. Ou seja, não tem como ser ruim. E não é.


O disco que transformou a Allman Brothers Band em uma lenda. Um dos mais icônicos, e melhores, álbuns ao vivo de todos os tempos. Lançado em julho de 1971, At Fillmore East traz apenas sete músicas em pouco mais de 78 minutos. Solos antológicos e faiscantes de Duane Allman e Dickey Betts, vocais repletos de feeling de Gregg Allman e uma cozinha que vale mais que uma bateria completa de uma escola de samba. Duane Allman morreria três meses depois de o disco chegar às lojas, no dia 29 de outubro de 1971, após um acidente de moto. Ele tinha apenas 24. Passados 47 anos, seu legado continua inabalável e só cresce. Se alguém lhe perguntar o que é a música, mostre esse disco.


Quarto álbum do U2, The Unforgettable Fire é também o disco que marca a transição entre a primeira fase da carreira da banda irlandesa e a segunda, quando eles se transformaram em gigantes mundiais com The Joshua Tree (1987). Lançado em 1984, traz os últimos ecos da influência pós-punk que marcou os primeiros trabalhos e, simultaneamente, as primeiras pistas da mega banda de estádio que iria surgir pouco depois. Estão aqui o hit "Pride (In the Name of Love)", a belíssima "Bad" (provavelmente a minha música preferida do U2) e a pouco comentada faixa que dá nome ao álbum, e que é uma das mais belas composições do grupo. É um disco pouco comentado na discografia da banda e que merece ser redescoberto.


O maior mérito da passagem do vocalista Blaze Bayley pelo Iron Maiden foi deixar claro o quanto a banda inglesa precisa de Bruce Dickinson. Blaze gravou apenas dois discos com o Maiden - o mediano The X Factor (1995) e o horrível Virtual XI (1998) -, saindo no início de 1999 para o retorno de Bruce. Porém, a sua carreira solo é outra história. Os quatro primeiros álbuns de Blaze - 
Silicon Messiah (2000), Tenth Dimension (2002), Blood & Belief (2004) e The Man Who Would Not Die (2008) - são ótimos e trazem um metal tradicional com elementos modernos e que mostram todo o talento do vocalista. Este é o seu terceiro disco, vem com dez músicas e é um trabalho muito consciente, pesado e com ótimos riffs e canções. Heavy metal sem firulas, atual e empolgante. O que mais eu poderia querer além disso?


Lançado em 2004, Contraband é o disco de estreia do Velvet Revolver, banda que reuniu três integrantes do Guns N' Roses (Slash, Duff e Matt Sorum) com o vocalista do Stone Temple Pilots, Scott Weiland. Vendeu dois milhões de cópias e chegou ao primeiro lugar da Billboard. No entanto, acho meio irregular. Uma das críticas comuns ao álbum é que ele só une elementos do Guns e do STP e não traz nada de novo. Faz certo sentido. No entanto, acho um disco meio longo e com músicas desnecessárias. E a banda funciona melhor quando tira um pouco o pé do acelerador nas ótimas "Fall to Pieces" e "Slither", excelentes exemplos do que poderíamos chamar de classic rock contemporâneo.


Eu nunca tinha ouvido nada do Tool antes deste disco. E confesso que, após a audição, entendo o status que a banda possui. Lançado em 1993, no auge do grunge, Undertown foi fundamental para reafirmar o heavy metal como gênero musical que ainda tinha muito a dizer. O som é extremamente percussivo, no sentido de que a dupla baixo-bateria forma a espinha dorsal da música do quarteto, porém com uma abordagem que difere totalmente de outros gêneros que também possuem essa característica, como é o caso do funk (e se alguém achou que eu falei do funk carioca nesse comentário, por favor vá ouvir mais música e descubra sobre o que eu estou me referindo especificamente). O som é extremamente original, com elementos de prog que tornam a música ainda mais interessante. Ótimo disco!


Tem muita gente que não gosta do Nirvana, mas ama esse disco. E isso é totalmente entendível. O grunge do trio dá lugar a canções repletas de melancolia e beleza. Despidas da raiva e do peso, as músicas de Kurt Cobain revelam a sua verdadeira essência: contos sobre a vida erguidos com acordes contemplativos e melodias que tocam a alma. Um dos mais belos discos acústicos de todos os tempos.


Segundo álbum do trio norte-americano formado pelo pianista John Medeski, pelo baixista Chris Wood e pelo baterista Billy Martin, It's a Jungle in Here saiu em 1993 e ganhou edição nacional pela extinta gravadora Trama. O som é um jazz-funk maravilhoso, com direito a versões para músicas de Thelonious Monk, Bob Marley e John Coltrane ao lado de ótimas composições próprias.


Lançada em 1994, esta compilação traz apenas músicas do sétimo e oitavo discos da Allman Brothers Band, respectivamente Reach for the Sky (1980) e Brothers of the Road (1981). Trata-se de um recorte histórico bastante interessante, pois mostra uma das maiores bandas da década de 1970 moldando a sua música para os anos 1980. Mesmo sem se equiparar à época clássica do grupo, traz boas músicas e comprova que quem tem a manha jamais perde a majestade.


Edição de 30 anos de Diamond Dogs, o excelente oitavo álbum de David Bowie. O disco foi lançado em 1974 e é inspirado no clássico livro 1984, de George Orwell. A capa causou discussão e foi alterada nas versões anteriores, apagando a genitália que aparecia na arte original. Musicalmente, trata-se de um dos trabalhos mais rock and roll de Bowie, com destaque para a faixa título, "Rebel Rebel", "Rock 'n Roll with Me", "1984" e "Sweet Thing". Esta edição comemorativa vem com um CD bônus com outtakes e faixas raras, tudo embalado em um box muito bonito. Ah, e saiu no Brasil, por incrível que pareça.


Um dos discos responsáveis por moldar o metal dos anos 1990, Vulgar Display of Power foi lançado no final de fevereiro de 1992 e é o sexto álbum do Pantera. Aqui, a fórmula apresentada em Cowboys from Hell (1990) e que mostrou o quarteto texano mudando totalmente o seu som foi refinada ainda mais. O resultado é um trabalho que mudou a forma como o heavy metal era feito até então, acrescentando doses insanas de groove intensificadas pelos riffs sempre originais de Dimebag Darrell e pela interação entre o baixo de Rex Brown e a bateria de Vinnie Paul. No tracklist, ao menos três clássicos definitivos: "Mouth for War", "Walk" e "This Love". Ainda que o vocalista tenha se revelado um dos maiores idiotas da música com suas declarações de apoio a movimentos racistas, nada tira o status de clássico deste álbum. Discoteca básica, e ponto final!

Discoteca Básica Bizz #149: R.E.M. - Murmur (1983)

quarta-feira, fevereiro 27, 2019

A primeira vez que se ouve R.E.M., a sensação é quase sempre de estranhamento. Como uma banda pode soar tão pop e tão esquisita no espaço estreito de uma música? Como pode estar no mainstream e no underground ao mesmo tempo? A resposta está na história do grupo.

Tudo começou em 1978, quando Michael Stipe, um tímido estudante de pintura e fotografia na Universidade da Georgia, foi comprar discos na loja onde Peter Buck trabalhava em Athens - a Wuxtry Records. Eles gostavam das mesmas coisas: basicamente Velvet Underground, as novas bandas inglesas e o punk literário de Nova York, do tipo Patti Smith Group e Television. Conheceram Bill Berry e Mike Mills numa festa e formaram o R.E.M. O primeiro show foi em 1980, numa igreja reformada. Passaram a tocar a torto e a direito pelo sul dos EUA, em qualquer espelunca. Tocavam as músicas que a audiência pedisse, de Sex Pistols a Hank Williams.

Em 1981 deram um passo decisivo e lançaram o single "Radio Free Europe", que foi eleito pelo jornal Village Voice o melhor single do ano. Começava o mito. Veio o excelente EP Chronic Town e, então, Murmur, uma estreia perfeita.


A composição de Murmur, em que se misturam o country e a modernidade da new wave, o folk poético e a atitude do punk, refletia o estilo único de cada um dos integrantes. Bill Berry, o homem do aneurisma e das sobrancelhas grossas (infelizmente ele deixou a banda), toca uma bateria simples, marcada, de forte acento new wave. Ele abre o disco com a batida entusiasmante do hino anti-conformista "Radio Free Europe". Mike Mills, o nerd genial, toca como se fosse guitarrista, de modo sinuoso, bastante melódico. É também responsável pelos vocais de apoio. Em Murmur, ele se destaca tanto pela linha de baixo como pelos vocais, na belíssima "Pilgrimage" e em "Catapult".

Peter Buck é o guitar hero esquisitão que dá o tom da banda. Seus riffs curtos, evocativos, ultra funcionais, são como versões minimalistas dos Byrds. Basta ouvir a levada e o dedilhado de "Sitting Still", os espasmos cortantes de "Song 9-9" e o riff antológico de "Talk About the Passion" para saber por que ele é um puta guitarrista. E, por fim, Michael Stipe, um dos vocalistas e letristas mais originais do rock. Em Murmur ele não apenas canta, mas murmura (ops!), balbucia, rasga a garganta, hesita, recita, dialoga. Stipe junta as palavras mais pelo som do que pelo sentido.

Não há um refrão fácil no disco, e só "Perfect Circle" pode ser chamada de canção de amor. Cita personagens da mitologia greco-romana (Laconte, em "Laughing"), da Revolução Francesa (Marat, em "We Walk") e usa palavras em latim e francês. Em "West of the Fields", professa a confusão e sentidos: "ouvir com os olhos".

Num certo sentido, o R.E.M. é a banda mais subversiva dos EUA.

Texto escrito por Daniel Benevides e publicado na Bizz #149, de dezembro de 1997

26 de fev de 2019

Morre Paulo Cavalcanti, um dos maiores jornalistas musicais do Brasil

terça-feira, fevereiro 26, 2019

Paulo Cavalcanti, ex-editor da Rolling Stone Brasil durante muitos anos, faleceu nesta terça-feira, 26 de fevereiro, vítima de um infarto fulminante. Ele passou também pela redação da Bizz e do folclórico jornal Notícias Populares.

Considerado um dos maiores jornalistas de música do Brasil e uma verdadeira enciclopédia ambulante, Paulo Cavalcanti ficou um durante um longo período à frente da edição brasileira da Rolling Stone e foi um dos responsáveis por consolidar a revista por aqui. 

Foi através do Paulo que consegui publicar alguns textos na RS, algo que tenho muito orgulho até hoje.

Segundo Sergio Martins, editor de música da revista Veja e o maior jornalista musical brasileiro, Paulo Cavalcanti estava trabalhando junto com André Barcinski em uma série sobre músicos populares dos anos 1970.

Vá em paz, e obrigado por tudo.

Bad Religion anuncia novo disco e mostra nova música

terça-feira, fevereiro 26, 2019

O Bad Religion lançará um novo álbum em maio. O disco tem o título de Age of Unreason e chegará às lojas dia 03/05 pela Epitaph Records. O trabalho é o sucessor de True North (2013). A banda também liberou o primeiro single, "Chaos From Within", que pode ser ouvido abaixo.

Age of Unreason vem com 14 músicas (além de uma faixa bônus em algumas edições específicas) e fala sobre temas que estão gerando muito discussão nos Estados Unidos, país natural do grupo, atualmente. As letras exploram assuntos como a eleição de Donald Trump, o racismo, a degradação da classe média, o protesto do jogador da NFL Colin Kaepernick, teorias da conspiração, fake news e outros pontos. 


Este é o décimo-sétimo disco do Bad Religion e a produção é da própria banda ao lado de Carlos de la Garza (Paramore, Ziggy Marley, Wolf Alice).

A discografia do Queen em números

terça-feira, fevereiro 26, 2019

Bohemian Rhapsody, filme que conta a trajetória do Queen, venceu quatro das cinco categorias em que foi indicado ao Oscar: Melhor Mixagem de Som, Melhor Edição de Som, Melhor Montagem e Melhor Ator para Rami Malek, que interpreta Freddie Mercury. Essa é uma ótima oportunidade para sabermos mais sobre uma das maiores e mais importantes bandas de rock de todos os tempos, através de um mergulho na discografia do quarteto.

O Queen foi fundado em 1970 e permaneceu com a mesma formação até a morte de Mercury, em novembro de 1991. O vocalista, mais o guitarrista Brian May, o baixista John Deacon e o baterista Roger Taylor gravaram 15 álbuns de estúdio, 10 discos ao vivo, lançaram 15 compilações, 7 EPs, 72 singles e 11 boxes ao longo de sua carreira. São eles:


Discos de estúdio:

Queen (1973)
Queen II (1974)
Sheer Heart Attack (1974)
A Night at the Opera (1975)
A Day at the Races (1976)
News of the World (1977)
Jazz (1978)
The Game (1980)
Flash Gordon (1980)
Hot Space (1982)
The Works (1984)
A Kind of Magic (1986)
The Miracle (1989)
Innuendo (1991)
Made in Heaven (1995)


Álbuns ao Vivo:

Live Killers (1979)
Live Magic (1986)
At the Beeb (1989)
Live at Wembley '86 (1992)
Queen on Fire - Live at the Bowl (2004)
Queen Rock Montreal (2007)
Hungarian Rhapsody: Queen Live Budapest (2012)
Live at the Rainbow '74 (2014)
A Night at the Odeon - Hammersmith 1975 (2015)
On Air (2016)


Compilações:

Greatest Hits (1981)
Greatest Hits II (1991)
Classic Queen (1992)
The 12" Collection (1992)
Queen Rocks (1997)
Greatest Hits III (1999)
Stone Cold Classics (2006)
The A-Z of Queen, Volume 1 (2007)
Absolute Greatest (2009)
Deep Cuts, Volume 1 (1973-1976) (2011)
Deep Cuts, Volume 2 (1977-1982) (2011)
Deep Cuts, Volume 3 (1984-1995) (2011)
Icon (2013)
Queen Forever (2014)
Bohemian Rhapsody: The Original Soundtrack (2018)


Boxes:

The Complete Works (1985)
CD Single Box (1991)
Box of Tricks (1992)
Ultimate Queen (1995)
The Crown Jewels (1998)
The Platinum Collection: Greatest Hits I, II & III (2000)
The Singles Collection - Volume 1 (2008)
The Singles Collection - Volume 2 (2009)
The Singles Collection - Volume 3 (2010)
The Singles Collection - Volume 4 (2010)
The Studion Collection (2015)


O single de "Bohemian Rhapsody" é o terceiro mais vendido da história do Reino Unido e entrou para o Top 40 da Billboard em três décadas diferentes: 1975, 1992 e 2018. A primeira compilação do Queen, Greatest Hits (1981), é o álbum mais vendido do Reino Unido com 6 milhões de cópias comercializadas até 2014. O segundo volume, Greatest Hits II (1991), vendeu 3,8 milhões na Grâ-Bretanha e está no top 10 dos discos mais vendidos da Inglaterra em todos os tempos.

Abaixo está o ranking com os discos do Queen que mais venderam em todo o mundo, tendo como base números fornecidos pelas instituições que fazem esses levantamentos. Como é bastante difícil mensurar esses dados, vamos com o que de mais confiável encontramos:

1 Greatest Hits II (23,2 milhões)
2 Greatest Hits (17,8 milhões)
3 Made in Heaven (6,8 milhões)
4 News of the World (5,6 milhões)
5 A Night at the Opera (4,5 milhões)
6 The Game (4,5 milhões)
7 Live at Wembley '86 (4,1 milhões)
8 Live Killers (4 milhões)
9 Classic Queen (3,5 milhões)
10 Innuendo (2,6 milhões)
11 A Kind of Magic (2,5 milhões)
12 Live Magic (2,3 milhões)
13 The Works (2,1 milhões)
14 Greatest Hits III (2 milhões)
15 Jazz (1,7 milhões)

Pra fechar, uma pergunta: quais são os melhores discos do Queen na sua opinião? 


25 de fev de 2019

Discoteca Básica Bizz #148: New Order - Low-Life (1985)

segunda-feira, fevereiro 25, 2019

Qual a sua melhor lembrança dos anos 1980? Existe aquela grudada no inconsciente de todo adolescente da época: a tardia chegada da new wave ao Brasil, a temporada de camisetas verde-limão e a onipresença de bandas como Duran Duran e Culture Club, que temperavam suas (boas) canções pop com roupas que pareciam saídas da Beija-Flor.

Mas não são poucos os que associam a década de oitenta com o lançamento do single "Blue Monday", do New Order, em março de 1983. Ali foi o princípio de tudo: das bases da dance music tal qual ela é conhecida hoje até a exploração pop dos teclados que transformou o Pet Shop Boys numa das bandas mais populares do planeta - num documentário sobre o New Order, Neil Tennant confessa ter sonhado com a batida do hit dias antes de ele ser lançado na Inglaterra.

"Blue Monday" foi um passo importante na carreira do New Order. A banda lúgubre que saiu das cinzas do Joy Division mostrou seu poder nas pistas e transformou a dance em algo acessível. "Eu ouvia bastante o álbum Street Hassle, de Lou Reed, quando me interessei por Giorgio Moroder, Donna Summer. Achei que aquela seria a direção certa", confessou Bernard Sumner à revista inglesa Mojo.


O sucesso de "Blue Monday" abriu as portas para Low-Life, o disco definitivo do New Order. Ainda que o anterior, Power, Corruption & Lies (1983), também tenha sido importante na ruptura de alguns dogmas da era Joy Division - adotando a bateria eletrônica combinada a ritmos humanos.

Algumas canções foram aprovadas em turnê. "The Perfect Kiss" - batizada inicialmente como "I’ve Got a Cock Like the M1" - foi o primeiro single. E ficou tão boa que acabou entrando em Low-Life. Contrariou um hábito da banda de não incluir seus singles em álbuns de carreira. Trata-se de uma gema, com o baixo de Peter Hook ditando o ritmo para Gillian Gilbert e Stephen Morris programarem nos espaços da banda. As múltiplas passagens e mudanças de ritmo não entediam.

Mas seria injusto resumir Low-Life ao sucesso de "The Perfect Kiss". O álbum abriga uma excelente coleção de singles, melhor até do que muita compilação desse quarteto de Manchester. Tem "Love Vigilantes", em que o baixão galopante de Hook dialoga com a escaleta de Sumner. A letra é de uma simplicidade só, o lamento de um soldado que, ao voltar à sua terra natal, descobre que foi dado como morto.

Low-Life ainda tem "This Time of Night", com sua letra sobre solidão; "Sunrise", prova cabal de que o New Order ainda sabia lidar com instrumentos "humanos"; a instrumental "Elegia", cuja melodia é composta apenas de guitarra, baixo e teclados; e "Sub-Culture", com sua influência de Kraftwerk.

Depois de Low-Life o New Order ainda soltou álbuns legais (Brotherhood, Technique), mas o estrago já estava feito. Que o digam Prodigy, Chemical Brothers, ...

Texto escrito por Sérgio Martins e publicado Bizz #148, de novembro de 1997

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