15 de mar de 2019

Review: Dream Theater – Distance Over Time (2019)

sexta-feira, março 15, 2019


Quando Mike Portnoy saiu do Dream Theater em 2010, a banda norte-americana perdeu muito mais do que o seu baterista. O quinteto ficou sem liderança, que acabou sendo absorvida pela dupla John Petrucci e Jordan Rudess. Mas, sobretudo, abriu a mão da sua alma, do ingrediente que tornava a banda mais humana e próxima do público.

Portnoy, além de um baterista fenomenal, é um fã de música. Um cara inovador e que mostrou isso após a saída do Dream Theater, aventurando-se em jornadas musicais distintas com o Adrenaline Mob, Avenged Sevenfold, Flying Colors, The Winery Dogs, Metal Allegiance, Sons of Apollo e mais uma dezena de formações. Mike Portnoy era o lado humano do Dream Theater, e isso só ficou claro após a sua saída.

Desde então, o grupo gravou quatro discos: A Dramatic Turn of Events (2011), Dream Theater (2013), The Astonishing (2016) e Distance Over Time (2019). Todos com Mike Mangini, o novo dono da bateria na principal banda de prog metal do planeta. Um cara que é irretocável tecnicamente, mas que não consegue traduzir toda a sua exuberância instrumental em algo atraente para os ouvidos. Mangini, de modo geral, é aquele tipo de baterista que funciona muito bem isoladamente, deixa todo mundo de queixo caído em vídeos no YouTube, mas que não consegue se encaixar de maneira fluída quando tem uma banda ao seu lado. Isso aconteceu em todos os discos que ele gravou com o Dream Theater. Até agora.


Distance Over Time é, facilmente, o melhor álbum do quinteto formado por James LaBrie, John Petrucci, Jordan Rudess e John Myung desde a chegada de Mangini. É um trabalho muito melhor que os anteriores, mais dinâmico e com canções que soam mais naturais, quentes e menos mecânicas que os discos anteriores, especialmente o megalomaníaco The Astonishing. E é também mais do que isso, pois não seria exagero classificá-lo como o álbum mais sólido do Dream Theater desde o pesado e sombrio Train of Thought, lançado em 2003, e que foi o último grande disco da banda com Portnoy.

O que faz de Distance Over Time um álbum tão bom é a abordagem mais direta e descomplicada das músicas. O Dream Theater não abriu mão de sua tradição prog metal, mas trabalhou a técnica muito acima da média dos músicos a favor das canções. O resultado são faixas que funcionam isoladamente, trazem bons ganchos melódicos e refrãos atrativos em faixas que são inegavelmente mais diretas. É claro que o disco tem as tradicionais canções mais longas, como é o caso de “At Wit’s End” e “Pale Blue Dot”, mas elas soam super bem resolvidas e sem momentos desnecessários e auto indulgentes, como já aconteceu em situações anteriores.

Mike Mangini soa menos amarrado, menos duro, menos robótico, conseguindo sair de seu universo essencialmente técnico e entregando uma performance que conversa e contribui decisivamente para o ótimo resultado alcançado. E os outros músicos seguem igualmente essa abordagem, fazendo com que o disco soe mais humano e próximo do ouvinte. A sensação é de estar ouvindo um álbum de prog metal que funciona e empolga como a banda já fez anteriormente em sua carreira em clássicos como Images and Words (1992), Awake (1994) e Metropolis Pt. 2: Scenes from a Memory (1999). Não estou afirmando que o Dream Theater alcançou o grau de excelência desses discos, mas a sensação que a audição do álbum proporciona é semelhante ao que esse trio nos fez sentir no passado.

Se você andava distante do Dream Theater, Distance Over Time é um bom momento para você voltar a ouvir a banda. Uma surpresa agradável está a sua espera.

O álbum está sendo lançado no Brasil pela Hellion Records em uma edição exclusiva, que pode ser adquirida aqui.


14 de mar de 2019

Novo encadernado de Black Hammer será lançado em breve pela Intrínseca

quinta-feira, março 14, 2019

A editora Intrínseca publicará em breve o terceiro volume da elogiada Black Hammer, uma das melhores HQs lançadas no Brasil em 2018. O terceiro encadernado da série já foi registrado no ISBN e possui 136 páginas.

Black Hammer: Era da Destruição – Parte 1 vem com roteiro de Jeff Lemire e arte de Dean Ormston, Dave Stewart e Todd Klein, e dá sequência imediata ao que foi apresentado nos dois primeiros volumes da série. Graficamente, a edição seguirá o padrão dos volumes anteriores, com capa brochura e papel couché.

A obra de Jeff Lemire, que é publicada nos Estados Unidos pela Dark Horse Comics, já ganhou dois Eisner Awards e foi indicada mais seis vezes para a premiação. O quadrinho conta a história de um grupo de super-heróis que fica preso em uma fazenda de uma pequena cidade do interior após enfrentar uma grande ameaça. Uma adaptação para o cinema ou para a TV já foi negociada com a Legendary Entertainment, uma das maiores produtoras dos Estados Unidos, responsável por títulos como o premiado Infiltrado na Klan, de Spike Lee.

No Brasil, a Intrínseca já publicou os dois primeiros encadernados de Black Hammer, Origens Secretas e O Evento, ambos ótimos.




Tudo sobre Gold & Grey, o novo álbum do Baroness

quinta-feira, março 14, 2019

O novo disco do Baroness se chama Gold & Grey e será lançado dia 14 de junho. O quinto trabalho do quarteto norte-americano foi produzido por Dave Friedmann, o mesmo de Purple (2015), e traz 17 canções inéditas. O álbum será duplo e marcará a estreia em estúdio da guitarrista Gina Gleason, que está na banda desde 2017, quando substituiu Peter Adams.

A bela capa é uma ilustração do vocalista e guitarrista John Baizley, que falou sobre o trabalho: "Nosso objetivo é, foi e sempre será escrever músicas cada vez melhores, mais honestas e atraentes, e desenvolver um som mais original e desafiador. Tenho certeza de que acabamos de terminar nosso melhor e mais aventureiro álbum até hoje. Nos esforçamos incrivelmente, nos desafiamos e registramos um disco que eu tenho certeza de que nunca mais poderemos fazer igual".




Gleason também comentou sobre Gold & Grey: "Ter a chance de criar música sem quaisquer limites preconcebidos era ao mesmo tempo libertador e intimidador. Ao passarmos por nossa zona de medo e conforto, nós quatro nos conectamos de uma forma que nos permitiu criar livremente, elevar uns aos outros e construir o mundo sonoro único que é Gold & Grey”.


Gold & Grey é o quinto álbum da banda natural de Savannah, cidade do estado norte-americano da Georgia, e marca mais um capítulo em uma discografia que já conta com Red Album (2007), Blue Record (2009), Yellow & Green (2012) e Purple (2015).


O quarteto divulgou também o primeiro single do material, a música "Borderlines", que pode ser ouvida abaixo:


Rolling Stones anunciam nova compilação

quinta-feira, março 14, 2019


Os Rolling Stones anunciaram o lançamento de uma nova coletânea chamada Honk. O disco chegará às lojas e aos serviços de streaming dia 19 de abril, e traz faixas de todos os álbuns lançados pela lenda britânica entre Sticky Fingers (1971) e Blue & Lonesome (2016), totalizando 36 músicas.

O principal atrativo, no entanto, são 10 faixas gravadas ao vivo durante a turnê mais recente dos Stones e que trazem a banda tocando seus clássicos ao lado de nomes como Dave Grohl, Ed Sheeran, Florence Welch e Brad Paisley.

Honk será disponibilizado em CD duplo, CD triplo, vinil quádruplo com LPs coloridos e vinil quádruplo com LPs na cor preta, e conta com o seguinte tracklist:


Disc 1

1. Start Me Up
2. Brown Sugar
3. Rocks Off
4. Miss You
5. Tumbling Dice
6. Just Your Fool
7. Wild Horses
8. Fool To Cry
9. Angie
10. Beast Of Burden
11. Hot Stuff
12. It’s Only Rock’n’Roll (But I Like It)
13. Rock And A Hard Place
14. Doom And Gloom
15. Love Is Strong
16. Mixed Emotions
17. Don’t Stop
18. Ride ‘Em On Down

Disc 2

1. Bitch
2. Harlem Shuffle
3. Hate To See You Go
4. Rough Justice
5. Happy
6. Doo Doo Doo Doo Doo (Heartbreaker)
7. One More Shot
8. Respectable
9. You Got Me Rocking
10. Rain Fall Down
11. Dancing With Mr D
12. Undercover (Of The Night)
13. Emotional Rescue
14. Waiting On A Friend
15. Saint Of Me
16. Out Of Control
17. Streets Of Love
18. Out Of Tears

Disc 3 – Live Tracks

1. Get Off My Cloud
2. Dancing With Mr D
3. Beast Of Burden (with Ed Sheeran)
4. She’s A Rainbow
5. Wild Horses (with Florence Welch)
6. Let’s Spend The Night Together
7. Dead Flowers (with Brad Paisley)
8. Shine A Light
9. Under My Thumb
10. Bitch (with Dave Grohl)

Robert Trujillo fala sobre o novo álbum do Metallica

quinta-feira, março 14, 2019


Participando do podcast The Music, Robert Trujillo, baixista do Metallica, falou sobre o novo álbum da banda, sucessor de Hardwired ... To Self-Destruct, que saiu em 2016.

Segundo Trujillo: “Nós temos uma zona que chamamos de The Tuning Room, que é um espaço onde podemos tocar e nos aquecer antes do show. Estamos sempre lá com ideias tudo é gravado, sempre. E depois, claro, em casa, todo mundo tem idéias para novas músicas. Death Magnetic  foi, na maior parte, um esforço colaborativo. Hardwired foi mais centrado nas concepções de James, mantendo o espírito do que fizemos no álbum anterior. Estou animado com o próximo álbum, porque acredito que também será o ponto culminante dos dois discos e o ponto de partida de outra jornada. Não há falta de ideias originais, essa é a beleza de estar nessa banda. O novo disco virá muito mais cedo do que os dois anteriores . Desta vez eu acho que seremos capazes de fazer tudo muito mais rápido, entrar no estúdio e começar a trabalhar. Todos nós prometemos fazer isso mais cedo do que antes. Agora, em quanto tempo? Eu não sei. Nós estamos em turnê sem parar. Já faz mais de dois anos. Em algum momento, com certeza, nós vamos precisar dar um tempo. E será a coisa certa a fazer, pois estamos trabalhando duro para isso”.

De acordo com a Billboard, Hardwired ... To Self-Destruct foi  o décimo-segundo álbum da banda a vender mais de 1 milhão de cópias nos Estados Unidos desde que a Nielsen Music começou a fazer o levantamento desses dados, em 1991. No total, estima-se que o Metallica tenha vendido mais de 58 milhões de cópias apenas no mercado norte-americano. O best seller da banda nos EUA segue sendo o Black Album, com mais de 17 milhões de cópias comercializadas.

13 de mar de 2019

Baroness anuncia novo disco

quarta-feira, março 13, 2019

O Baroness anunciou que o seu novo álbum será lançado no final de 2019 e terá o título de Gold & Grey. O disco é o sucessor de Purple, que saiu em 2015.

O título do quinto trabalho do quarteto norte-americano mantém a tradição da banda de batizar os seus álbuns com nomes de cores. Além disso, Gold & Grey será duplo, fazendo companhia a uma discografia que já conta com Red Album (2007), Blue Record (2009), Yelow & Green (2012) e Purple (2015).


Como de praxe, a arte da capa conta com uma linda ilustração criada pelo vocalista e guitarrista John Baizley. “Como o próprio álbum em si, a capa é o resultado de um processo criativo intenso, incansável e psicologicamente complicado. Tanto artística como musicalmente, o Baroness sempre adotou uma abordagem sem compromissos para nossos lançamentos, e não posso expressar com intensidade suficiente o quanto estamos empolgados por estar tão perto do limite de nosso mais novo lançamento. Esta pintura nasceu de uma reflexão profundamente pessoal sobre os últimos 12 anos da história desta banda e será a sexta e última peça em nossos discos com temas cromáticos. Tem sido uma viagem absolutamente louca, uma verdade muito mais estranha que a ficção, com quase tantos pontos baixos quanto tem havido altos, mas ao longo de tudo, essa banda me ofereceu um lugar inspirador para me expressar e encontrar algum nível de conforto.  Espero que todos gostem da capa do álbum. Não olhem muito de perto, pois vocês podem ver todos os elementos ocultos. Queremos agradecer a todos pelo seu apoio sincero ao longo dos anos, significa o mundo para nós. Gold & Grey sairá em breve, e então a verdadeira diversão começará. E eu garanto que não temos planos de desacelerar tão cedo”, declarou Baizley.

Gold & Grey marcará a estreia da guitarrista Gina Gleason em um álbum do Baroness. Na banda desde 2017, Gina substituiu Peter Adams.

O grupo também já começou a tocar ao vivo o primeiro single do disco, a faixa “Borderlines”, que deve ser divulgada de maneira oficial nos próximos dias.

Estudo mostra que death metal traz alegria, não violência

quarta-feira, março 13, 2019


A Macquarie University, da Austrália, reuniu 70 pessoas para realizar um estudo psicológico. Dessas, 32 amavam death metal, e 48 não eram muito fãs.


Como parte da experiência, as pessoas ouviram "Eaten", do Bloodbath, e para contrastar, "Happy", de Pharrell Williams. Então, duas imagens eram apresentadas, uma para cada olho. Uma delas era uma cena violenta, e a outra uma situação pacífica.

O objetivo principal da experiência era saber se pessoas que curtem metal são mais propensas à violência por causa do conteúdo das letras. Se fosse o caso, a música atrairia mais olhares para a imagem violenta. Mas descobriram que não: pelo contrário, as pessoas não se deixam abalar pelo teor, e os índices de foco são semelhantes em ambos estilos de música.

O Professor Bill Thompson, um dos responsáveis pelo projeto, chegou a elogiar os fãs do estilo musical. “São pessoas legais. Eles não vão sair por aí e machucar as pessoas.”

Para o psicólogo, isso pode acabar com o argumento de pais e religiosos de que isso deixa quem curte death metal violento. “Se fãs de músicas violentas se inclinassem para a violência, que é o que vários pais, grupos religiosos e censores no geral dizem, eles não teriam mostrado o mesmo resultado que os não fãs”, completou.




12 de mar de 2019

Bohemian Rhapsody deve ganhar sequência

terça-feira, março 12, 2019

O sucesso avassalador de Bohemian Rhapsody, a cinebiografia do Queen, deverá ganhar uma sequência. A informação vem de Rudi Dolezal, filmmaker austríaco que já produziu vários trabalhos da banda.

Falando ao Page Six, o profissional disse que essa possibilidade está sendo discutida pelos integrantes do grupo britânico. “Estou certo que a banda tem planos para fazer uma continuação a partir do show do Live Aid”, disse Dolezal, destacando o momento no qual se encerra a história do filme que foi levado aos cinemas.

Não há uma confirmação oficial do Queen, no entanto, numa entrevista à Classic Rock em dezembro do ano passado o guitarrista Brian May deixou no ar a hipótese de uma sequência de Bohemian Rhapsody.

Até o momento, os próximos trabalhos relacionados ao Queen são Freddie Mercury: In His Own Words, uma coleção de entrevistas de Dolezal com o vocalista; My Friend, Freddie, livro de lembranças de Dolezal com Freddie Mercury; e The Show Must Go On: The Queen + Adam Lambert Story, documentário que vai estrear em abril na rede americana ABC.

Fonte: Rádio Rock


Ozzy achava que iria morrer antes dos 40 anos

terça-feira, março 12, 2019

Em entrevista recente à revista Metal Hammer, Ozzy Osbourne falou sobre as várias experiências que quase o mataram, sobre aproveitar a vida como um homem sóbrio e a proximidade de uma aposentadoria.

O Príncipe das Trevas contou que não bebe, não fuma e nem usa qualquer tipo de droga: “Eu amo isso! Eu nunca imaginei que chegaria o dia em que Ozzy Osbourne preferiria a sobriedade. E com certeza estou cantando melhor do que antes por causa disso”.

O músico de 70 anos disse também que, se tivessem perguntado para ele há alguns anos até que idade ele achava que viveria, ele teria dito: “Eu vou estar morto até os 40!”.

Ele revelou que a primeira vez em que tentou largar as drogas, realmente percebeu que era melhor sem elas “porque antes eu vivia largado em algum banheiro coberto em mijo. Aí eu cansei de mim mesmo. Foi divertido por um tempo, mas depois, com tantas substâncias, eu quase morria diariamenteA sorte me acompanhou a vida inteira. Não seria surpresa para ninguém se algum dia publicassem a manchete ‘Ozzy Osbourne é encontrado morto em quarto de hotel’. Você não pensaria ‘Nossa, é sério?’, mas sim ‘Claro, obviamente’”.

Ele garantiu também que a aposentadoria não virá tão cedo. Muito pelo contrário: ainda pensa em gravar mais um disco, mas tem um porém. “É muito caro fazer um álbum. Aí a galera vai, baixa, e é isso. Mas sim, gostaria de lançar mais um. Tenho dez ideias para músicas.”

Ozzy falou sobre amar ser avô, mas que trocar fraldas não é com ele. “Eu não gosto da minha própria merda, imagina a dos outros!”.

Fonte: Rolling Stone

Todo poder e glória de Biff Byford: entrevista com o vocalista do Saxon

terça-feira, março 12, 2019

Poucos são os ídolos do heavy metal que conseguem envelhecer bem. Os excessos da vida na estrada cobram seu preço. Mas essa conta parece não ter chegado ainda para Biff Byford, vocalista do Saxon. Aos 67 anos — mais de 40 deles dedicados à banda que ajudou a fundar —, o inglês mantém a disposição para fazer música e a voz irretocável. 

Ele mesmo afirma que o grupo é “100% ao vivo”, ou seja: mostra o que sabe no palco, postura que demanda energia. A longa cabeleira, que hoje oscila entre tons de louro e de grisalho, esconde algumas rugas, e revela que ainda há muita vida naquele que é um dos grandes frontman do rock até os dias de hoje.

Com uma discografia que inclui mais de 20 álbuns de estúdio, o Saxon faz sua estreia em Porto Alegre dia 13 de março, no Opinião (José do Patrocínio, 834).

Aproveitamos a oportunidade para conversar com o pioneiro da New Wave of British Heavy Metal (NWOBHM). Na entrevista que segue, lord Biff aborda o novo trabalho Thunderbolt (2018), dá sua definição de heavy metal e lembra o finado parceiro Lemmy. 

Prepare a calça jeans e a jaqueta de couro, pois o Saxon está prestes a chegar por aqui com todo seu poder e glória.


O Saxon tem mais de 40 anos em atividade. Olhando para trás, quais apontaria como grandes conquistas da banda?

Biff Byford — Ainda estar por aí fazendo som e gravando bons discos. 

Vocês são um dos nomes que despontaram com a New Wave of British Heavy Metal (NWOBHM). Como era a cena à época? Que outras bandas eram parceiras do Saxon?

Era um período bastante excitante. A gente esteve muito tempo ao lado do Motörhead nessa fase, conhecemos muitas bandas. Entre elas, Judas Priest, Iron Maiden, Whitesnake, Nazareth e por aí vai.

Falando em NWOBHM: a banda sente-se confortável com esse rótulo? Afinal, há quem afirma que o Saxon é rock and roll, o que não se pode dizer que é errado.

Somos os dois ao mesmo tempo. Por exemplo: "Wheels of Steel" é mais rock and roll, enquanto "20,000 Ft" é definitivamente heavy metal.

O que era ser heavy metal há quatro décadas e o que define essa alcunha hoje em dia?

Para mim, heavy metal é a mentalidade, o jeito que a música é tocada e escrita para soar 100% de seu potencial.

O Saxon está celebrando o aniversário de 40 anos com shows grandiosos na Inglaterra, previstos para outubro. Quais diferenças dessas apresentações para as que serão executadas no Brasil?

O repertório vai ser o mesmo, mas a produção diferente. Você sabe, o Saxon é uma banda 100% ao vivo. Então, eu posso alterar as coisas se o público deseja um som específico.

Poderia elencar seus trabalhos preferidos do Saxon?

Thunderbolt, Wheels of Steel e Denim & Leather.


O álbum mais recente, Thunderbolt (2018), é tão bom quanto qualquer outra na discografia da banda. Como seguir lançando discos interessantes atualmente?

Sou totalmente dedicado e focado em escrever e produzir boas composições.

Você era bem próximo do Lemmy, um ícone não apenas para o metal, mas também para o rock. Como a passagem dele o afetou?

Fiquei triste ao saber da morte dele, pois era um grande cara e amigo próximo.

A faixa "They Played Rock n Roll", do Thunderbolt (2018), é uma homenagem ao líder do Motörhead. Foi uma necessidade fazer algo assim para homenagear o velho amigo?

Na verdade, é a história de nosso primeiro encontro e turnê juntos com o Motörhead, uma excelente banda e grande influência.

Digamos que você não é mais tão jovem. A morte do próprio Lemmy e de outros rockeiros o fez refletir sobre partir desse mundo?

É algo que está sempre lá. Quando é a hora, não há o que fazer.

O que você diria a bandas novas de heavy metal que pretendem viver da música?

Tente, mostre algo diferente. E nunca desista.

O que uma banda precisa fazer para impressionar o velho Biff?

Se entregar 100%.

Por Homero Pivotto Jr./Abstratti Produtora

11 de mar de 2019

Hellion Records anuncia chuva de lançamentos

segunda-feira, março 11, 2019

A Hellion Records anunciou o lançamento de nada mais nada menos que 32 CDs nos próximos dois meses. Alguns títulos já estão disponíveis para venda no site oficial da gravadora - acesse http://www.hellion.com.br/site2/index.asp -, enquanto outros chegarão nas próximas semanas.

Entre os destaques temos os novos álbuns do Candlemass, Dream Theater, King Diamond, Saxon, Europe, Jason Becker, Monster Truck, Primal Fear, Whitesnake, Uriah Heep e Entombed, além de relançamentos de discos clássicos de nomes como Behemoth, Bang e Paradise Lost.

Confira a lista completa abaixo:

Já disponíveis:
Candlemass - The Door to Doom - Novo álbum, marcando a volta de Johan Längquist, o vocalista original da banda

Dream Theater - Distance Over Time - Edição exclusiva para a América do Sul com slipcase e pôster

King Diamond - Songs for the Dead Live (2CD/DVD digipack com pôster)

Saxon - Let Me Feel Your Power (2CD/DVD digipack super luxo)

Taking Back Sunday - XX

Lançamentos para março e abril:
Bang - Return to Zero (pela primeira vez disponível em edição nacional)

Bang - The Maze (pela primeira vez disponível em edição nacional)

Bang - The Best of Bang (pela primeira vez disponível em edição nacional)

Behemoth - Satanica (relançamento remasterizado)

Buffalo Summer - Second Sun

Crack Jaw - Nightout (disco de 1985 desta cultuada banda alemã)

Europe - The Final Countdown: 30th Anniversary Show - Live at the Roundhouse (2CD/DVD digipack)

Impellitteri - The Nature of the Beast

Iron Fire - Beyond the Void

Isengard - Vinterskugge

Jason Becker - Triumphant Hearts (novo álbum do lendário guitarrista, com participação de nomes como Joe Satriani, Steve Vai, Joe Bonamassa, Uli Jon Roth, Steve Morse, Marty Friedman, Paul Gilbert, Neal Schon, Richie Kotzen, Jeff Loomis e outros)

Jordan Rudess - Wired for Madness (novo álbum do tecladista do Dream Theater)

Marius Danielsen's Legend of Valley Doom Part 2 (disponível também o primeiro volume do projeto)

Monster Truck - True Rockers

Paradise Lost - Lost Paradise (relançamento do primeiro álbum com faixas bônus)

Paragon - Controlled Demolition

Primal Fear - Apocalypse

Rage - Reign of Fear (relançamento remasterizado do primeiro disco, com faixas bônus)

Reece - Resilient Heart (novo álbum de David Reece, ex-vocalista do Accept)

Rock Godess - This Time

RPWL - Tales From Outer Space

Sad Iron - Chapter II: The Deal

Solitude Aeturnus - Adagio

Uriah Heep - Living the Dream

Yngwie Malmsteen - Blue Lightning (final de março)

Lançamentos para maio:
Entombed - Live Clandestine

Whitesnake - Flesh & Blood

Novo volume de The Boys já está em pré-venda

segunda-feira, março 11, 2019

Num mundo em que heróis uniformizados cortam os céus e vigilantes mascarados espreitam à noite, alguém tem de cuidar para que esses “supers” não saiam da linha. E é o que acontece mesmo. Billy Carniceiro, Hughie Mijão, Leite Materno, O Francês e A Fêmea são The Boys, uma equipe da CIA formada por pessoas muito perigosas, cada uma delas dedicada à luta contra a força mais mortífera da Terra – os superpoderes. Alguns super-heróis precisam ser vigiados. Alguns devem ser controlados. E outros, às vezes, têm de ser tirados de cena. É aí que você chama The Boys.

Abalado por causa de acontecimentos catastróficos em Nova York, Hughie volta para sua casa em Auchterladle, a quase idílica cidade costeira escocesa onde foi criado. Ele só quer um tempo junto da família e dos amigos para colocar as ideias em ordem após dois anos de caos inimaginável. Mas a sorte do nosso herói nunca foi seu forte, e o ambiente familiar que ele tanto deseja não é mais o mesmo, seus velhos amigos parecem muito diferentes, alguns forasteiros na cidade não têm as melhores das intenções e uma figura do passado recente de Hughie ressurge para resolver assuntos pendentes. Sempre é possível voltar para casa outra vez. Mas, se isso é recomendável ou não, aí já é outra história.




O serviço de streaming Amazon Prime encomendou uma série live action de The Boys, com estreia prevista para 2019 e produção executiva de Erik Kripke (Supernatural) e da dupla Seth Rogen e Evan Goldberg (responsáveis por Preacher).

Ficha Técnica

Título Original: The Boys Vol. 8: The Highland Laddie 
Editora original: Dynamite
Roteiro: Garth Ennis 
Desenhos: John McCrea e Keith Burns 
Tradução: Marquito Maia
Formato: 16,5x24cm 
Estrutura: 152 páginas, miolo colorido 
Acabamento: Brochura 


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Cidadãos de Singapura criam petição para proibir shows de bandas de heavy metal no país

segunda-feira, março 11, 2019

Os moradores da cidade-estado de Singapura iniciaram uma petição online para que bandas de metal não se apresentem mais lá. Mais de 16 mil pessoas já assinaram o documento. A iniciativa tem como objetivo alertar o Ministério da Cultura, Comunidade e Juventude dos shows dos grupos suecos Watain e Soilwork, que se apresentariam na cidade.

Em um comunicado, os organizadores escreveram: “Essas bandas de heavy metal não representam a cultura que queremos para nossa juventude. Suas letras carregam mensagens subliminares de suicídio e morte. Assine esta petição para que nossos deputados criem leis para evitar esse tipo de banda de se apresentar em Singapura”, conclui.

Fonte: Rolling Stone

David Bowie optou por suicídio médico assistido, de acordo com biógrafa

segunda-feira, março 11, 2019

Em entrevista à rádio BBC, a jornalista inglesa Lesley-Ann Jones, autora da biografia Hero: David Bowie, revelou detalhes sobre os últimos dias do cantor, e sobre sua última decisão antes de morrer.

De acordo com ela, após sua longa batalha contra o câncer, Bowie teria optado por um suicídio médico assistido. Ou seja, ele próprio pediu ao médico a prescrição para uma dose letal de medicamento.

Lesley-Ann revelou que conversou com diversas pessoas envolvidas no momento e, com base em vários depoimentos, tudo indica que foi essa a escolha final do músico. “Quem o auxiliou nessa missão e como isso foi feito jamais será revelado. Tenho certeza que ele não envolveu familiares e amigos para que eles ficassem protegidos”, contou.

A família de Bowie ainda não se pronunciou sobre a declaração.

Diferente da eutanásia, nesse caso é obrigatório que o paciente, com diagnóstico de uma doença terminal e com expectativa de no máximo seis meses de vida, esteja em plena consciência e com suas capacidades mentais funcionando normalmente para poder fazer o pedido de forma voluntária.

O suicídio médico assistido é legal em países como a Holanda, Canadá, Bélgica, Colômbia, Suíça e em alguns estados dos Estados Unidos.

Fonte: Rolling Stone

Devir anuncia último volume de Parker, de Darwyn Cooke

segunda-feira, março 11, 2019

Jogo Mortal é o novo título da aclamada série Parker, publicada pela Devir. Nesta graphic novel inédita, Parker é colocado à prova contra policiais corruptos e gângsteres sórdidos depois que um assalto dá errado. Ele se vê encurralado em um parque de diversões fechado durante o inverno e é envolvido em uma perigosa disputa de gato e rato. Uma disputa que começa a favorecer o rato. E mais: no conto O Sétimo, Parker retorna para um ajuste de contas.

Richard Stark é o pseudônimo mais conhecido do mundialmente famoso autor Donald Westlake (1933-2008). Em 1962, ele criou o ladrão profissional Parker e deu início a uma série de romances que tem sido reconhecida como obra de referência da ficção policial. Vários livros de Westlake foram levados ao cinema e sua adaptação do romance Os Imorais (The Grifters) lhe valeu uma indicação ao Oscar de melhor roteiro adaptado. 

Westlake ganhou diversos prêmios por sua obra literária e, em 1993, a Mystery Writers of America o nomeou como Grande Mestre, a mais alta homenagem concedida por essa prestigiada associação.



Darwyn Cooke (1962-2016) foi um designer gráfico e animador que voltou sua atenção para as histórias em quadrinhos no final dos anos 1990. Conhecido principalmente pelo seu trabalho com a linha de super-heróis da DC Comics, Cooke sempre teve afinidade com ficção policial e, muitas vezes, citou os livros de Parker como uma grande fonte de inspiração criativa.

Cooke recebeu vários prêmios Eisner, Harvey e Shuster, além do prêmio de Melhor Série da National Cartoonist Society. Em 2008, Cooke foi indicado ao Emmy Award pela adaptação em desenho animado da sua obra-prima, A Nova Fronteira.

Este é o último e quarto volume da coleção Parker, que começou a ser publicada em agosto de 2015.

Jogo Mortal (Slayground, no original) foi transformado em filme em 1983, estrelado por Peter Coyote. Também merecem destaque O Troco com Mel Gibson (1983) e Parker com Jason Statham (2013).



Ficha Técnica

Título Original: Parker, Slayground 
Editora original: IDW Publishing
Roteiro: Darwyn Cooke, baseado na obra de Richard Stark 
Desenhos: Darwyn Cooke 
Tradução: Marquito Maia
Formato: 15x23cm 
Estrutura: 100 páginas, miolo em duas cores e papel offset 
Capa: capa dura 
Peso : 379g 

Devir lança nova HQ do universo de A Liga Extraordinária, de Alan Moore e Kevin O'Neill

segunda-feira, março 11, 2019

O ano é 1975. Janni Dakkar, a rainha pirata da Ilha Lincoln e líder da lendária família Nemo, está com 80 anos e começa a demonstrar um tênue apego à realidade. Perseguindo as sombras de seu passado – ou da sua imaginação – ela embarca naquela que pode ser sua derradeira viagem pela vastidão da Amazônia, uma última tentativa para dar um repouso aos espectros encharcados de sangue da velhice.

Com adversários e aliados novos e velhos, acompanhamos o envelhecimento de uma predadora em sua jornada obcecada através do cenário cultural de um estranho novo continente, das ruínas da cidade de Yu-Atlanchi ao fabuloso platô da terra de Maple White. Enquanto os fios de sua narrativa sombria se conectam numa teia inescapável, a Capitã Nemo comanda o Nautilus numa empreitada desesperada atrás de horrores que todos imaginavam estar mortos há décadas.

Através do espetáculo exótico de uma América do Sul imaginada, Alan Moore e Kevin O'Neill conduzem a trilogia de Nemo até uma conclusão memorável nas águas revoltas de um Rio de Espíritos.






Ficha Técnica

Título Original: Nemo: River of ghosts 
Editora original: Top Shelf/Knockabout
Roteiro: Alan Moore 
Desenhos: Kevin O´Neill 
Tradução: Marquito Maia
Formato: 20,5x27x5cm 
Estrutura: 64 páginas, miolo colorido 
Acabamento: capa dura Peso: 454g (estimado) 

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