29 de mar de 2019

Spotify, rádio e metal espadinha

sexta-feira, março 29, 2019

Respondendo ao convite do leitor e parceiro Diego Cataldo, participei de um podcast acadêmico que discutiu o impacto do Spotify no mercado atual da música e a popularidade do heavy metal dentro do serviço. Aliás, o Diego também escreve sobre música – e muito bem, por sinal -, e você pode conferir os seus textos clicando aqui.

O programa ficou bem legal e conta também com a participação de Luci Moret, coordenadora artística da Rádio Mix Rio.

Ouça abaixo:

28 de mar de 2019

Rammstein anuncia novo disco e mostra novo clipe

quinta-feira, março 28, 2019

O novo álbum do Rammstein será lançado dia 17 de maio e tem como título apenas o nome da banda. O disco é o sucessor de Liebe Ist Für Alle Da (2009) e foi produzido pelos próprios músicos ao lado de Rich Costey (Muse, Franz Ferdinand, Rage Against the Machine).

O sétimo trabalho dos alemães dá fim a uma década sem material inédito. O primeiro single, “Deutschland”, ganhou um clipe dirigido por Jonas Akerlund, parceiro de longa data do grupo e que assinou recentemente o filme Lords of Chaos e tem no currículo videoclipes para nomes como Beyoncé, Lady Gaga, Metallica e muitos outros grandes nomes da música.

Público chileno esgota show do Iron Maiden com 6 meses de antecedência

quinta-feira, março 28, 2019


O show que o Iron Maiden realizará no dia 15 de outubro no Estadio Nacional de Santigo, capital do Chile, teve todos os seus 63 mil ingressos esgotados com seis meses e meio de antecedência. Isso motivou a banda a anunciar uma segunda data na cidade, com uma apresentação dia 14/10 na Movistar Arena.

O promotor Phil Rodriguez, fundador e CEO da Move Concerts, comentou: "Com todos os ingressos vendidos para o show do Estadio Nacional e literalmente milhares de fãs ainda clamando para ver o Maiden no Chile, perguntei à banda se eles considerariam fazer uma data extra e eles gentilmente concordaram. Esta situação é sem precedentes para nós. É uma conquista incrível lotar o estádio com tanta antecedência - algo que, incidentalmente, o Maiden já fez pela quarta vez consecutiva -, mas outra bem diferente é vender quase sete meses antes do show e testemunhar essa surpreendente demanda. Tendo assistido ao show da turnê Legacy of the Beast no ano passado na Europa, entendo completamente porque os fãs estão desesperados para colocar as mãos em um ingresso. É simplesmente de cair o queixo! Estou absolutamente encantado por termos sido capazes de garantir a Movistar Arena para que ainda mais fãs tenham a oportunidade de ver a banda este ano”.

O Iron Maiden gravou um dos seus mais recentes álbuns ao vivo, En Vivo!, no Estadio Nacional de Santiago durante a The Final Frontier World Tour, no dia 10 de abril de 2011. O material foi lançado em CD, LP, DVD e Blu-ray em 26 de março de 2012 e é um dos melhores registros da banda em cima do palco, devidamente potencializado pela paixão do público chileno. O vídeo do show chegou ao primeiro lugar em dez países, incluindo Inglaterra, Alemanha, Espanha e Suécia.



O início da briga entre Axl Rose e Kurt Cobain

quinta-feira, março 28, 2019

A rixa entre Kurt Cobain e Axl Rose não é lá muito secreta. Os dois trocavam farpas e evitavam a companhia um do outro, e chegaram até mesmo a quase chegar às vias de fato. Apesar disso, a relação dos músicos não começou conturbada. Pelo contrário. Na época do lançamento de Nevermind, disco icônico do Nirvana, Axl Rose e o Guns N’ Roses apoiavam a banda grunge com emoção. O vocalista chegou até mesmo a usar o boné do Nirvana durante o clipe de "Don't Cry". 

Uma das discussões mais conhecidas que rolaram entre Kurt e Axl aconteceu em 1992, quando Rose pediu para o colega “botar a esposa na linha” quando Courtney Love brincou dizendo que queria Axl como padrinho da filha, Frances. Entre os atritos das bandas, depois disso foi só ladeira abaixo.


Mas mesmo antes dessa confusão, Kurt não ia muito com a cara do vocalista do Guns, conforme contou Danny Goldberg, antigo empresário da banda, em seu novo livro, Serving the Servant: Remembering Kurt Cobain. O produtor contou sobre a vez que ele e o vocalista saíram de fininho pela porta dos fundos de uma casa de show só para evitar encontrar com Axl Rose. Leia a íntegra traduzida de trecho publicado na Rolling Stone EUA abaixo:

Era 27 de outubro de 1991, um mês depois do lançamento do Nevermind, o Nirvana ia tocar no Palace Theatre, que tinha 2.200 lugares, o maior lugar que o Nirvana tinha tocado até aquele momento. O show esgotou rapidamente. A banda vinha fazendo ótimos shows, e esse não foi exceção. Depois, no backstage, Eddie Rosenblatt (presidente da gravadora do Nirvana) disse que tinha ido ao show com Axl Rose e perguntou se podia levá-lo ao camarim para dizer ‘oi’ para o Kurt. Quando eu repassei o pedido, Kurt fez uma careta e disse que realmente não queria conhecer o cantor do Guns N’ Roses. Eu não queria colocar o presidente em uma saia justa, então sugeri que o Kurt saísse do camarim e depois eu daria os passes de backstage para o Rosenblatt. Assim, não pareceria que estávamos excluindo ele, e sim que a gente não conseguiu achar o Kurt. Ele concordou e eu saí, entreguei os passes para o presidente da gravadora e perguntei se eles podiam esperar cinco minutos para o Nirvana ‘trocar de roupa'. Aí voltei, agarrei o Kurt, e a gente saiu abaixado pela porta dos fundos. Rosenblatt nunca falou disso depois, então a estretégia funcionou, mas duvido que Rose tenha ficado feliz.”

Fonte: Rolling Stone

Dave Ellefson se sentiu aliviado com o fim do Megadeth em 2002

quinta-feira, março 28, 2019

O Megadeth está com tudo. A banda acabou de lançar Warheads on Foreheads, disco de greatest hits, e se prepara para um novo álbum de inéditas. David Ellefson, baixista da banda, revelou em entrevista ao Ultimate Guitar que está feliz com a posição que se encontra atualmente.

Mas o músico, integrante do Megadeth desde 1984, nem sempre se sentiu assim. Na entrevista, também destacou algumas dificuldades em tocar há muito tempo com as mesmas pessoas. “Quando estou no palco eu me divirto e aproveito muito, mas é como tentar manter uma família unida. Tem hora que você tem que fazer algumas coisas que nunca imaginaria, mas você é parte da banda, e tudo isso faz parte da vida como músico. Todos nós temos aspectos dos nossos trabalhos que não são tão glamourosas, e faz parte da vida”, desabafou.

Entre as dificuldades de manter o grupo junto e ficar afastado dos filhos, o baixista revelou que chegou a ficar aliviado com o final da banda em 2002. “Um dia o Dave me ligou e disse que ele estava saindo do Megadeth e a banda tinha acabado. Por um lado fiquei muito aliviado porque eu odiava ficar longe dos meus filhos. E aí pensei ‘ah, talvez essa fase da minha vida tenha acabado’, seguido de imediatamente de ‘merda! Como vou pagar pela minha casa?”, brincou.

Apesar das partes ruins, o músico garantiu que sempre amou fazer parte da banda. E, mais do que isso, acreditou no sucesso do grupo desde o início. “As pessoas sempre me perguntaram se eu acreditava que o Megadeth seria grande, e eu digo que sim. Quando conheci o Dave, eu disse ‘isso vai ser enorme! Não vai ser fácil, trabalharemos duros, nós passaremos aperto e ficaremos pobres. Mas eu sempre soube que daria certo”, declarou.

O Megadeth se separou em 2002 após Dave Mustaine sofrer uma lesão nos nervos do braço. O grupo se reuniu dois anos depois e, desde então, já lançou seis álbuns e se prepara para lançar o sétimo. 

Fonte: Rolling Stone

Machine Head vai regravar disco de estreia com a nova formação

quinta-feira, março 28, 2019

Robb Flynn revelou para a revista inglesa Kerrang! que o Machine Head regravará o seu clássico disco de estreia com a atual formação. Lançado em 1994, Burn My Eyes apresentou a banda ao mundo e é um dos clássicos do groove metal.

Segundo Flynn, a nova versão de Burn My Eyes será disponibilizada no final de 2019 e traz o atual time do Machine Head – Robb, o baixista Jared MacEachern, o guitarrista Logan Mader e o baterista Chris Kontos, reunidos para a turnê que celebrará os 25 anos do disco – tocando o álbum na íntegra no estúdio. De acordo com o vocalista e guitarrista, esta nova versão deverá ser lançada somente nos formatos digitais. Em relação ao line-up que gravou o debut do quarteto, apenas o baixista Adam Duce, que deixou a banda em 2013, não participa do projeto.

O Machine Head está também realizando audições para novos integrantes e deve anunciar seus novos guitarrista e baterista nas próximas semanas.

27 de mar de 2019

Nikki Sixx revela como surgiu seu nome artístico

quarta-feira, março 27, 2019

Nikki Sixx, baixista, líder e cérebro do Mötley Crüe, nem sempre teve esse nome diferentão. De fato, nasceu como Frank Ferrana Jr. O Nikki só veio vários anos depois, em 1978. O Sixx, porém, não veio de cara. O primeiro complemento escolhido foi London. “Eu era Nikki London da London, porque as minhas bandas favoritas eram todas de Londres, e eu não era realmente um grande pensador na época”, brincou o músico em entrevista ao radialista Eddie Trunk.

Então,  percebi que não queria ser o Nikki London da London. Eu não sei porque isso ficava martelando na minha cabeça, e aí eu ia mudar o nome para Nikki Nine”, relembrou. “Mas aí… Tinha essa garota. A gente estava dormindo junto, e ela tinha um namorado que chamava Nikki Six. Aí eu disse: ‘Não vou só roubar a namorada do cara, vou roubar o nome dele também'. Foi só uma piada mas acabou pegando. Estranho, né?

Nikki também desencorajou as expectativas para novos shows do Mötley Crüe. “Todo mundo está pensando nisso, mas nós, não. E nem é algo negativo, mas a gente nem falou sobre isso. O filme foi importante para nós, e a música também. Mas eu e Tommy somos bem realistas sobre o fato de que a banda acabou definitivamente.” 

Fonte: Rolling Stone

Prioridade do Metallica é manter saúde física e mental durante as turnês

quarta-feira, março 27, 2019

Com 38 anos de estrada, os integrantes do Metallica têm prioridades bem definidas em sua carreira: a saúde física e mental. Lars Ulrich, baterista da banda, revelou ao Courier Mailque que agora que todos eles chegaram na casa dos 50, estão se preocupando cada vez mais com seu corpo e com o que fazem dele. Ele ainda falou um pouco do método que a banda usa para poder manter a cabeça no lugar durante turnês, como a que realizarão na Austrália e na Nova Zelândia ainda este ano.

Fazemos turnos de duas semanas de apresentações, e aí voltamos pra casa para recarregar as nossas baterias. A melhor coisa desse modelo é que você pode sempre se apoiar no fato de que você vai estar em casa se recompondo depois de umas semanas. Tentamos combinar isso e achar um equilíbrio para ter tanto estabilidade física quanto mental. E não precisamos fazer o que os outros fazem em turnês", revelou Lars.

Ele também disse que o Metallica não tem intenção alguma de parar e que querem fazer shows durante um bom tempo, e para isso se inspiram em músicos como Paul McCartney, Neil Young e os Rolling Stones, todos experientes na estrada.

Fonte: Rolling Stone


Legado do Rage Against the Machine está com o System of a Down, diz Brad Wilk

quarta-feira, março 27, 2019

Brad Wilk (baterista do Rage Against the Machine, Audioslave e Prophets of Rage, e o cara que gravou o instrumento em 13, derradeiro álbum do Black Sabbath), postou em seu Instagram nesta segunda, 25, uma foto cheia de reminiscência. O músico apareceu ao lado de diversos outros artistas, e relembrou tanto o começo conturbado da banda quanto seu fim.

Uma das pessoas que estavam no clique era Shavo O, baixista do System of a Down. O ex-RATM relembrou a conexão que sua banda teve com os colegas quando se separaram. “Eu e Shavo nos conhecemos há muito tempo, e eu sinto que quando o Rage Against the Machine deixou os palcos pela última vez, nós passamos o bastão para o System of a Down, mesmo eles já tendo o próprio”, revelou.


Ele também relatou algumas das dificuldades que o RATM encontrou no início da carreira e como as pessoas presentes na foto os ajudaram. “Quando começamos, nenhuma banda no mundo do rock queria que nós abríssemos para eles. Foram Public Enemy, Cypress Hill e House of Pain que realmente nos deram todo o apoio.

Finalizando, relembrou uma noite de loucuras que teve ao lado do House of Pain. “Épico! Em só uma cidade, noite de show em Baltimore … A gente teve John Waters, um braço quebrado, disputa de promoters, tiros, uma revolta, um incêndio e uma tentativa de tombar um ônibus. Depois, descansamos, muito loucos de cogumelos, no Disneyworld. O Everlast estava viajando no brinquedo dos Piratas do Caribe e Timmy Saw chegou a ver deus”, brincou.

Fonte: Rolling Stone


26 de mar de 2019

Elton John anuncia autobiografia

terça-feira, março 26, 2019

Elton John anunciou em seu perfil oficial do Twitter a capa, título e data de lançamento de sua primeira e única autobiografia. Com o título de Eu, Elton John, o livro chegará às lojas a partir do dia 15 de outubro e a pré-venda já está disponível. 

No início de março, o artista comentou sobre o lançamento: ''Minha vida tem sido uma montanha-russa e agora estou pronto para contar a minha história com as minhas próprias palavras''.

A capa do livro apresenta uma imagem em preto e branco de John em sua juventude. ''Esta é a primeira vez que alguém vê isso, além de mim, claro'', disse o cantor ao anunciar o lançamento no Twitter.


De acordo com a descrição oficial: ''Em sua primeira e única autobiografia oficial, o ícone da música Elton John revela a verdade sobre a sua extraordinária vida. Eu, Elton John é uma história alegre, honesta e comovente do cantor e compositor de maior sucesso de todos os tempos''.

Ao falar sobre o projeto, Elton fez uma declaração: ''Eu não costumo ser uma pessoa nostálgica. Muitas vezes sou acusado de ser muito ansioso pelo meu próximo show ou projeto criativo. É uma grande surpresa para mim estar nesse processo de escrever as minhas próprias memórias. Quando eu olho para trás, percebo que vida louca tive o privilégio de viver'', completa o artista. 

Ainda não há previsão de lançamento da autobiografia de Elton no Brasil, mas é bem provável que o livro desembarque em nossas livrarias até o final do ano.

Fonte: Rolling Stone

Nikki Sixx revela reação de Roger Taylor ao filme que conta a história do Mötley Crüe

terça-feira, março 26, 2019


Em entrevista ao Planet Rock, Nikki Sixx revelou a reação de Roger Taylor, baterista do Queen, ao assistir The Dirt, o filme que conta a vida do Mötley Crüe.

De acordo com o baixista: “Recebi um e-mail de Roger há algumas semanas, onde ele contou que foi a uma exibição particular e achou ótimo, e que entende o quão difícil é fazer um filme como The Dirt porque eles tentaram produzir algo similar sobre o Queen durante mais de dez anos. Ele falou: ‘É um filme incrível, é honesto e eu realmente desejo boa sorte a vocês com isso’. As palavras de Roger significaram muito para mim, porque o Queen sempre foi uma grande influência na minha vida”.

Nikki também comentou sobre os motivos que levaram a Netflix a lançar The Dirt apenas pelo streaming e não nos cinemas. “Eles queriam o filme que fizemos. Foi muito importante para eles e isso significou muito para nós, porque não queríamos ter que lidar com isso dia após dia, adequando a história às normas de censura que são aplicadas na indústria cinematográfica. Não queríamos discutir todos os dias o que deveria entrar e o que deveria ficar de fora, porque nós tínhamos uma história para contar”.

Machine Head celebra 25 anos de Burn My Eyes com turnê com a formação clássica

terça-feira, março 26, 2019


Após implodir e perder o guitarrista Phil Demmel e o baterista Dave McClain, o Machine Head ficou reduzido ao vocalista e guitarrista Robb Flynn e ao baixista Jared MacEachern. Enquanto o futuro da banda não é definido – e eles abriram audições para novos músicos -, uma volta ao passado foi anunciada.

Flynn celebrará os 25 anos do clássico primeiro disco do Machine Head, Burn My Eyes, com uma turnê que contará com a participação do guitarrista Logan Mader e do baterista Chris Kontos, que gravaram o álbum e formaram a banda com Robb Flynn e o baixista Adam Duce no início dos anos 1990. Os shows contarão com duas partes distintas. Na primeira a banda tocará seus sons atuais, já contando com a presença dos novos guitarrista e baterista, que ainda não foram escolhidos. E na segunda parte teremos e execução completa de Burn My Eyes, com Robb e Jared ao lado de Logan e Chris. A tour rolará na Europa a partir de novembro.

Após deixar o Machine Head em 1998, Logan Mader tocou em diversas bandas até se estabilizar no Once Human, que já lançou dois discos. Ele participou do primeiro álbum do Soulfly e também do EP Tribe, lançado em 1999 pela banda de Max Cavalera. Já Chris Kontos saiu do Machine Head em 1995, antes da gravação do segundo disco do grupo. Desde então tocou em diversos projetos, incluindo passagens pelo Testament e pelo Exodus.

25 de mar de 2019

Filme: The Dirt – Confissões do Mötley Crüe (Netflix, 2019)

segunda-feira, março 25, 2019


Estamos definitivamente na era dos filmes sobre bandas de rock, das cinebiografias que contam a história de grandes nomes da música. Após o sucesso arrebatador de Bohemian Rhapsody, filme sobre o Queen que arrecadou quatro Oscars, a tendência é de que mais e mais obras do gênero cheguem ao público.

E elas realmente estão começando a chegar. Após assistir Lords of Chaos, que conta a controversa história do Mayhem – leia o review aqui -, chegou a vez de conferir The Dirt, que traz para o grande público as loucuras inacreditáveis vividas pelo Mötley Crüe. O filme é baseado no livro The Dirt: Confessions of the World’s Most Notorious Rock Band, escrito pelos quatro músicos da banda norte-americana e publicado em 2001. Produzida pela Netflix, a adaptação foi dirigida por Jeff Tremaine e teve o roteiro escrito por Rich Wilkes. No papel dos músicos temos Douglas Booth como Nikki Sixx, Iwan Rheon (o Ramsay Bolton de Game of Thrones) como Mick Mars, Colson Baker (que possui uma carreira como rapper onde atende pelo nome de Machine Gun Kelly) como Tommy Lee e Daniel Webber como Vince Neil.


Antes de mais nada, é preciso contextualizar o Mötley Crüe para quem nunca acompanhou ou se interessou pela banda. O quarteto surgiu em Los Angeles em 1981 e é, muito provavelmente, o mais importante nome do glam metal. Influenciados por grupos como New York Dolls, Aerosmith e a cena punk rock, e contemporâneos dos finlandeses do Hanoi Rocks, que estavam fazendo um som similar no Velho Mundo, o Mötley Crüe definiu as bases sonoras e estéticas de toda cena hard rock que teve o seu epicentro na cidade californiana e tomou de assalto as paradas de discos e a programação da MTV até o início da década de 1990. Ainda que o Guns N’ Roses seja a maior e mais bem sucedida banda do estilo, foi o Mötley Crüe que definiu como tudo deveria ser feito e influenciou todo mundo que veio depois. O rock básico, os grandes riffs, o visual espalhafatoso e exagerado, músicas com refrãos pegajosos, o som que atiçava o apetite sexual: tudo isso veio do quarteto.

E um dos pontos mais comentados durante toda a história do Mötley Crüe foram justamente as histórias inacreditáveis vividas pela banda durante as suas turnês. Quartos de hotel depredados, sexo aos montes, orgias antológicas, quilos de cocaína, piscinas de whisky e todos os exageros possíveis fizeram da banda um dos nomes mais lendários dos anos 1980. E tudo regado a ótimas músicas, como não poderia deixar de ser.


The Dirt, o filme, não se priva de mostrar toda a loucura que fazia parte do cotidiano dos músicos. Mas deixa claro que eles eram, também, muito mais do que isso. A direção de Tremaine é dinâmica e impõe um ritmo quase frenético ao filme. As atuações do quarteto que interpreta os integrantes é competente, com destaque para Douglas Booth e Daniel Webber, que carregam as doses mais dramáticas nos papéis de Nikki Sixx e Vince Neil. A história é contada de uma forma divertida, mas sem varrer para baixo do tapete os pontos sombrios da trajetória da banda como o pesado vício em heroína de Sixx, o acidente de carro em que Vince Neil causou a morte de Nicholas ‘Razzle’ Dingley (baterista do Hanoi Rocks) e a violência contra a mulher que se tornou algo frequente na vida de Tommy Lee. Merecem destaque as aparições de Ozzy Osbourne (em uma cena antológica e hilária, interpretado pelo ator Tony Cavalero, da série Escola do Rock da Nickelodeon), David Lee Roth (vivido por Christian Gehring) e Slash (não consegui encontrar quem faz o papel do guitarrista do Guns N’ Roses).

O saldo final é muito positivo. The Dirt é um excelente filme, que contribui para tornar a lenda do Mötley Crüe ainda maior. A banda, que encerrou as atividades no final de 2015, gravou quatro faixas inéditas para a trilha sonora, que está disponível nos serviços de streaming e será lançada nos formatos físicos.

The Dirt é o rock and roll transformado em filme. Você assiste e fica com uma vontade imensa de ouvir a banda e mergulhar em sua discografia. E, convenhamos, não existe elogio maior para essa categoria de filme do que esse.

Ozzy realmente cheirou uma carreira de formigas, como mostra o filme sobre o Mötley Crüe?

segunda-feira, março 25, 2019

Disponível na Netflix desde sexta-feira, 22, o filme biográfico do Mötley Crëe, The Dirt, apresenta o jovem Ozzy Osbourne (interpretado por Tony Cavalero, o professor da série Escola do Rock, da Nickelodeon) em uma memorável aparição de 1984, em que o Príncipe das Trevas tocou com a banda em Los Angeles. 

Em um dia, todos estavam na piscina do hotel,  no intervalo entre os shows, e Ozzy fez um discurso motivacional para os meninos sobre a seriedade de estarem em uma turnê e dicas sobre o perigo das drogas e o sexo desprotegido. E então, ele tira um canudinho, ajoelha-se no chão e cheira uma fila de formigas. Depois, ele urina no chão e lambe, desafiando o baixista do Crüe, Nikki Sixx (interpretado por Douglas Booth), a fazer o mesmo.

Na vida real, Osbourne não é estranho às experiências desagradáveis. Em 1982, ele ficou famoso por enfiar um morcego na boca e dar uma mordida ao vivo no palco. Ele também mordeu a cabeça de duas pombas, não durante um show, mas durante um encontro com os executivos da CBS Records, em 1981, porque ele estava bêbado e irritado com um dos publicitários da gravadora. Cheirar formigas, em teoria, se assemelha com esse comportamento.



Mas essa história é real? De acordo com o The Dirt, a autobiografia do Mötley Crüe, de 2001, em que o filme é baseado, a resposta é sim. O filme basicamente reproduz o que está escrito no livro, inclusive os diálogos. O prefácio é escrito por Sixx, e ele conta sobre o quão importante foi Osbourne na história da banda. O Príncipe das Trevas serviu como exemplo para todas as loucuras que os integrantes da banda fariam no auge da fama. ''Achamos que tínhamos elevado o comportamento a uma forma de fazer arte'', conta Sixx em um dos primeiros capítulos do livro. ''Mas então nós conhecemos Ozzy'', e ele conta que essa turnê foi o ponto de partida que colocou toda a banda em intensa energia. 

Mas então, o que exatamente aconteceu quando a banda e Ozzy estavam na piscina em uma parada da turnê na Flórida? Como o livro conta, o vocalista do Black Sabbath pediu aos integrantes do Crüe por um pouco de cocaína. Quando Sixx disse que não tinha, Ozzy solicitou um canudinho. No livro, Sixx conta: ''Entreguei o canudo e ele caminhou até uma fresta na calçada e se inclinou. Eu vi uma longa fila de formigas, marchando para um pequeno formigueiro. E eu pensei: 'Não, ele não faria isso', e ele fez. Ozzy colocou o canudo no nariz e mandou toda a fila de formigas fazendo cócegas no nariz dele. Ozzy então levantou o seu vestido e mijou na calçada. Sem sequer se importar para quem estava olhando - todos da turnê estavam observando-o, enquanto as mulheres idosas e as famílias no deque da piscina fingiram que não viram ele fazer isso. Ozzy se ajoelhou e lambeu o chão. Ele não apenas encostou a língua, ele fez meia dúzia de prolongados e completos movimentos, como um gato. Então ele se levantou e, com os olhos brilhando e a boca molhada de urina, olhou diretamente para mim e disse: 'Faça isso, Sixx!'".

Em algumas entrevistas, Ozzy alegou que não lembra desse acontecimento em específico:"Não tenho absolutamente nenhuma lembrança de fazer isso", ele disse.

No final, é a palavra de Ozzy contra Nikki Sixx. Até hoje a banda afirma que isso realmente aconteceu. A Page Six perguntou recentemente para Sixx se a história era verdadeira, e ele reconfirmou alegremente: “Claro. Nós éramos uma banda jovem e selvagem e Ozzy meio que nos colocou debaixo de sua asa. Pensamos que poderíamos competir com isso, mas você não pode com o Ozzy. Ele ganhou."

Fonte: Rolling Stone

Gene Simmons e Paul Stanley falam sobre a parceria que mantém o Kiss vivo e na estrada

segunda-feira, março 25, 2019

Gene Simmons, vocalista do Kiss, admitiu para o Yahoo! 7 Notícias que ele e o guitarrista Paul Stanley têm suas diferenças e às vezes ele o enlouquece. "Sou peculiar", Gene diz. "Reconheço isso. Eu sou egocêntrico. Eu sou todo 'tudo é sobre mim mesmo'. Eu amo o som da minha própria voz."

O baterista Eric Singer descreveu a relação entre Gene e Paul como: ''Yin-yang. É como uma bateria, com um lado positivo e o lado negativo, mas que juntos criam a energia elétrica que é necessária para que algo tenha força''.  

Em recente entrevista para à revista Guitar World, Gene disse que ele estaria em ''lugar nenhum" se não tivesse conhecido Paul há quase meio século. "Há uma química entre nós", explicou. "Embora seja justo dizer que eu e o Paul somos pessoas completamente diferentes, nós somos dois lados diferentes da mesma moeda. Eu não tenho nenhum irmão ou irmã por parte de mãe. Mas certamente Paul seria o irmão que eu nunca tive. Nós constantemente discordamos sobre várias coisas, mas nós compartilhamos valores importantes que fazem os grandes relacionamentos durarem uma vida." Gene segue: "Ame sua família. Não abandone seus filhos. Apareça na hora. Faça seu trabalho. Seja gentil. Tenha ética de trabalho. Faça todas essas coisas. Se você tiver sorte, e se for você for abençoado por ter a coisa certa no lugar certo e na hora certa, você pode encontrar alguém que possa trabalhar junto. Porque se o Mick Jagger tiver uma noite de folga, os Rolling Stones não serão tão bons, mas se eu tiver uma noite de folga, eu sei que o Paul vai impulsionar todo o processo para atingirmos o nosso objetivo. O mesmo se ele tirar uma noite de folga. E não se enganem, o Tommy Thayer e Eric são bons para acertar também''. 

Em outra entrevista, o jornal Arizona Republic perguntou a Paul Stanley como eles conseguiram continuar trabalhando uns com os outros por tanto tempo, e ele respondeu: "Eu acho que talvez por causa de nossas origens. Nós acreditamos que é preciso trabalhar duro em tudo que nos é dado. Não somos preguiçosos, e também acredito que construímos uma relação de confiança e de respeito um pelo outro. Isso não significa que não tenhamos brigado ou tido os nossos momentos. Mas eu acho que o Gene é a coisa mais próxima que eu tive de um irmão. Eu posso contar com ele em qualquer situação. Ele esteve lá para mim e eu sempre estarei lá para ele ", conta ao guitarrista. "Isso não nega o fato de que somos pessoas muito diferentes em como reagimos ou respondemos às coisas. Concordo com muitas coisas que ele diz ou certas coisas que ele faz? Claro que não. Eu gosto de certos comportamentos? Não. Mas o nosso relacionamento não é sobre isso. Nem precisa ser. Somos pessoas diferentes. Mas no fundo, há alguns princípios básicos que são muito sintonizamos e acho que os anos juntos consolidou isso e nos fez estar muito mais perto''. 

Em seu livro, Face The Music: A Life Exposed, lançado em 2014, Stanley insistiu que seu relacionamento com Gene melhorou lentamente ao longo do tempo. Mas ele também escreveu: "Gene escolheu ignorar alguns de seus problemas, e com isso, criou uma barreira que, infelizmente, fez com que ele se sentisse obrigado a derrubar qualquer um que ameaçasse a sua singularidade de estar no centro das atenções." 

Fonte: Rolling Stone

"Estou perto do fim", declara Ozzy Osbourne

segunda-feira, março 25, 2019

O Príncipe das Trevas, Ozzy Osbourne, refletiu sobre a sua própria morte em uma recente entrevista para a Metal Hammer. Osbourne sugeriu que o motivo dele ainda estar vivo é pura sorte.

Sim, eu penso sobre isso. Estou chegando perto do fim agora. Fazer 70 anos torna você ciente da mudança fenomenal que está acontecendo no mundo. É uma loucura. Tudo está acelerado em um nível ridículo agora. Você consegue fazer mais coisas em uma hora do que você poderia fazer em uma semana. Eu acho que a humanidade está se movendo muito rápido. Ainda não consigo trabalhar com um computador. Mas envelhecer faz você perceber como o tempo é valioso também. Eu odeio estar atrasado para qualquer coisa. Se você disser: 'esteja lá às oito', estarei lá às sete e meia. Eu odeio me atrasar. Isso é motivo de discussão lá em casa o tempo todo. Minha esposa nunca chegou cedo em sua vida''.

Em outra entrevista para à revista Metal Hammer, Osbourne disse que se tivessem perguntado para ele há alguns anos até que idade ele achava que viveria, ele teria dito: “Eu vou estar morto até os 40!”.

Na entrevista, ele falou sobre a primeira vez em que tentou largar as drogas e que nunca imaginou que chegaria o dia em que ele preferiria a sobriedade. A sorte me acompanhou a vida inteira. Não seria surpresa para ninguém se algum dia publicassem a manchete ‘Ozzy Osbourne é encontrado morto em quarto de hotel’. Você não pensaria ‘Nossa, é sério?’, mas sim ‘Claro, obviamente’”.

Fonte: Rolling Stone


Michael Jackson não será retirado do Rock and Roll Hall of Fame, apesar das acusações de pedofilia

segunda-feira, março 25, 2019

Apesar das graves acusações de abuso sexual de menores apresentadas contra Michael Jackson no documentário Leaving Neverland, o cantor não vai perder seu lugar no Hall da Fama do Rock. Coroado de Rei do Pop por sua legião de fãs, ele foi induzido duas vezes na cobiçada instituição: a primeira vez em 1997, como integrante do Jackson 5, e a segunda em 2001, como artista solo.

De acordo com a TMZ, ele é “reconhecido por seu talento e excelência musical, além de ter gerado um impacto permanente no rock and roll. Em outras palavras, Michael Jackson mudou a música para sempre”.

Recentemente, a franquia de museus de cera Madame Tussauds também declarou que as representações do cantor devem permanecer em exposição, apesar de fazerem constantes análises das obras disponíveis e recolherem feedback dos visitantes. “As figuras expostas são de pessoas que tiveram um impacto na cultura popular, e são essas pessoas que o público espera ver”, contou um representante da rede.

Taj Jackson, sobrinho de Michael, revelou também que está preparando um documentário para rebater as acusações de Leaving Neverland.

Fonte: Rolling Stone

Filme contará a história do Sex Pistols

segunda-feira, março 25, 2019

Não há dúvidas de que o enorme sucesso de Bohemian Rhapsody resultou, entre os produtores de filmes, em uma busca imediata por histórias de bandas ou músicos que tenham potencial para virarem uma cinebiografia. E o próxima da lista é o Sex Pistols.

A trajetória do grupo anarquista britânicos dos anos 1970 vai virar filme. A agência Starlight Films é a responsável, e tem trabalhado nas etapas iniciais do projeto ao longo dos últimos 18 meses. 

As gravações ainda não começaram. De acordo com a produtora, iniciaram agora as discussões sobre os possíveis atores que interpretarão Sid Vicious, Johnny Rotten, Steve Jones e Paul Cook.

A trama terá como foco principal Malcolm McLaren, empresário da banda, e sua relação com a lendária designer de moda Vivienne Westwood. A partir disso, a ascensão e queda dos músicos será contada. McLaren e Vivienne eram donos de uma loja de roupas durante os anos 1970 chamada SEX, que influenciou a estética e a moda do movimento punk naquela época.

Essa será a mais nova cinebiografia que os cinéfilos devem ver nos cinemas, mas certamente não a última. Estão em produção filmes sobre David Bowie e Celine Dion. Além disso, Rocketman, longa sobre a trajetória de Elton John, chega aos cinemas em 31 de maio, e The Dirt, sobre a caótica carreira do Motley Crue, chegou à Netflix na última sexta, 22.

Fonte: Rolling Stone

Rebel Machine mostra novo single e prepara segundo álbum

segunda-feira, março 25, 2019

Uma das melhores bandas brasileiras da atualidade, o Rebel Machine está preparando o terreno para o lançamento de seu segundo disco, sucessor do ótimo Nothing Happens Overnight (2016).

Tendo como principal influência o The Hellacopters, o quarteto gaúcho lançará em maio o seu novo álbum, Whatever It Takes. O disco segue a sonoridade apresentada na estréia, mas também traz a banda experimentando novos caminhos e mostrando composições mais melódicas.

O Rebel Machine vive ótimo momento e será a banda de abertura dos shows do Black Label Society (30/03 no Bar Opinião) e Slash (21/05 no Pepsi on Stage) em Porto Alegre.

O  primeiro single de Whatever It Takes, “Square One”, ganhou um clipe e você pode assisti-lo abaixo:

24 de mar de 2019

Quadrinhos: Intrusos, de Adrian Tomine

domingo, março 24, 2019

Primeira HQ do cartunista norte-americano Adrian Tomine a ser publicada no Brasil, Intrusos justifica toda a adulação que o quadrinista recebe mundo afora. O título saiu nos Estados Unidos em 2015 como Killing and Dying, título original de um dos contos presentes em suas páginas, e aqui foi rebatizado como Intrusos, seguindo o padrão de outros países – o tradutor ÉricoAssis falou sobre o assunto neste texto.

Intrusos é um lançamento da editora Nemo e chega ao Brasil no formato 16,6 x 23,6 cm, capa brochura, lombada quadrada e acabamento muito bem feito, com direito a orelhas com informações sobre a obra e o autor. O álbum é composto por seis contos gráficos: Breve Histórico da Arte Conhecida como Hortescultura, Amber Sweet, Vamos Owls, Tradução do Japonês, Triunfo e Tragédia e Intrusos. Todos possuem como tema recorrente a presença de personagens masculinos que atravancam, atrapalham e puxam para baixo a vida de personagens femininas. É a masculinidade tóxica retratada em toda a sua transparência e força destrutiva, em histórias escritas com inteligência, acidez e grandes doses de sensibilidade.


O encadernado está sustentado na força de três contos absolutamente incríveis. Em Breve Histórico da Arte Conhecida como Hortescultura, conhecemos um jardineiro com aspirações artísticas que desenvolve uma nova forma de arte. No lindo Amber Sweet, somos apresentados à história de uma garota que é extremamente parecida com uma famosa atriz de filmes adultos e sofre na pele as conseqüências disso. E em Triunfo e Tragédia vemos uma garota tímida e gaga que decide se tornar comediante stand up enquanto tenta tornar o relacionamento com o seu pai algo mais saudável. No meio disso tudo temos violência contra a mulher, abuso psicológico, machismo inserido profundamente na sociedade, relacionamentos abusivos e vários outros tópicos retratados de forma precisa por Tomine. Sua arte é simples e bela, abrindo mão de cenários grandiosos e meticulosamente desenhados e focando no que realmente importa, que é a construção de personagens complexos, cativantes, perturbadores e extremamente humanos. De modo geral, Intrusos funciona como uma espécie de estudo psicológico de patologias não necessariamente médicas, mas tão nocivas quanto. A força da obra de Tomine está em retratar e contar histórias que soam como reais e não apresentam, necessariamente, conclusões definitivas. Como a vida que vivemos, diga-se de passagem.

E no meio disso tudo ainda há espaço para a experimentação de Tradução do Japonês, onde toda a história é contada apenas com paisagens urbanas, e para a arte mais suja e underground do conto que batiza o livro, que destoa das demais no aspecto estético mas apresenta uma história igualmente incrível.



Intrusos é excelente. Um ótimo cartão de visitas de um dos mais celebrados nomes do atual quadrinho norte-americano para o público brasileiro. É daqueles livros que você lê e fica pensando durante dias, matutando sobre as situações que foram apresentadas e como aquilo mexe com a sua vida. Como diz Chris Ware, autor de Jimmy Corrigan, conta na orelha da obra: “Todo quadrinista que se preze nutre o desejo secreto de criar ‘O Livro’, aquele tipo de obra que pode ser dado para um amante de literatura que geralmente não lê quadrinhos sem um pedido de desculpas antecipado. Intrusos talvez seja finalmente esse livro”.

Não há definição melhor.

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