12 de abr de 2019

Estamos matando nossos ídolos?

sexta-feira, abril 12, 2019

Se há algo que resume a situação perigosa vivida no circuito da nostalgia musical, os Rolling Stones saíram fora do New Orleans Jazz Festival devido à doença e seu substituto, o Fleetwood Mac, teve que cancelar a sua apresentação pelo mesmo motivo.

O rock está ficando velho e ninguém se aposenta.

A atual turnê de Ozzy, No More Tours II, tem sido afetada por doenças e lesões, fazendo shows serem cancelados e a turnê ser esticada até 2020.

Quando Bob Seger lançou sua turnê Runaway Train em 2017, ela durou apenas 13 dos 32 shows anunciados, até que suas vértebras pediram socorro e as apresentações restantes precisaram ser canceladas. Após meses de fisioterapia, ele está de volta à estrada ainda cumprindo essas datas.

Brian May tem uma longa lista de datas para cumprir com o Queen e Adam Lambert, mas há apenas dois anos cancelou uma tour pelo Reino Unido para lidar com uma doença persistente que ele descreveu como “algo que estava destruindo minha energia e minha vontade”.

Nós poderíamos continuar. E nós vamos. Dê uma olhada na terrível lista de músicos que perdemos nos últimos anos, e o denominador comum em quase todos os casos é o mesmo: eles ainda estavam ativos. Eles poderiam não estar gravando, mas estavam na estrada, ao contrário de todos nós. Enquanto esperamos ansiosamente por aposentadorias sedentárias, eles estão acumulando milhagem, indo de hotel em hotel e transbordando milhas aéreas. Não é um estilo de vida saudável e não é de admirar que muitos sejam suscetíveis a doenças.


Ninguém está negando o direito de um músico fazer turnê. Uma vez que você tenha experimentado o amor não diluído que uma multidão pode oferecer, deve ser algo difícil de esquecer. E quanto ao argumento “eles não precisam de mais dinheiro para a aposentadoria”, bem, quando isso se aplica a qualquer um? Nunca?

A culpa é nossa. Toda vez que uma banda faz tours, nós temos uma versão reduzida da experiência anterior, e ainda assim pagamos pra ver. Os Rolling Stones de 2018 podem ter sido uma explosão, mas as datas da No Filter realmente foram tão boas quanto as da Bigger Bang, uma década atrás? Ou de Voodoo Lounge, dez anos antes? Em algum ponto, retornos decrescentes devem ser afetados, e tocar com uma banda é uma tarefa bastante atlética. Usain Bolt se aposentou aos 31 anos, então por que esperamos que nossos astros do rock sigam na estrada aos 70 anos?

Por que nós ainda vamos assisti-los? Só para estar no mesmo local que essas lendas uma última vez, e até a próxima? É para prestar homenagem a quem eles costumavam ser? Olhe para Brian Wilson: não há como duvidar de sua genialidade, mas se você filtrar a sua carreira até as partes que realmente importam, estará olhando para um período de dezoito meses a mais de meio século atrás. No entanto, como uma lenda vida, ele está maior do que nunca.


Porque não podemos deixar os rock stars se aposentarem?

A verdade é que sabemos o motivo. Nós construímos barganhas com nossos músicos favoritos. Nós demos a eles uma carreira, e eles nos deram uma vida cheia de memórias. E essa é a palavra chave: vida. Eles têm sido uma parte íntima de nossos relacionamentos, estando sempre ao nosso lado quando outras pessoas não estiveram. Eles estavam perto no nascimento de nossos filhos. Eles encheram nossas casas e fizeram a trilha de nossos verões. E eles ainda estão fazendo isso.

Não há um estatuto que estipule limitações nesse ramo. Ele continua até o final, e só é rasgado quando uma ou outra parte desce do palco uma última vez e vai para a escuridão.

Rock stars não queimam. Elas não desaparecem. Elas apenas param. Geralmente sem aviso. Normalmente, quando menos esperamos. E nunca quando estamos prontos.

Por James Cleveland, da Classic Rock Magazine
Tradução de Ricardo Seelig

11 de abr de 2019

Aleatoriedade colecionável, ou a coleção espontânea

quinta-feira, abril 11, 2019


Um dia desses estava pensando sobre a forma como compro discos, a maneira como sempre adquiri discos. E me dei conta que foram poucas às vezes em que entrei em uma loja com um objetivo bem definido na cabeça. É claro que as exceções sempre existiram em se tratando das minhas bandas do coração como Led Zeppelin, Iron Maiden e Metallica, mas praticamente somente à elas.

Vou explicar melhor. Sempre gostei de entrar em uma loja de discos sem ter algo definido na cabeça. Sempre curti chegar e começar a olhar o que estava à venda, o que estava disponível, quais eram os CDs que estavam me olhando e pedindo para serem levados pra casa. A sensação de estar olhando e olhando e de repente dar de cara com um álbum que você nem lembrava que queria, ou que até já tinha esquecido que existia (ou nem sabia que existia), ou que leu sobre em uma revista ou livro e sabe que é legal. Essa sensação de imprevisibilidade, essa surpresa que faz o coração bater mais forte, foi o que guiou a construção da minha coleção ao longo de todos esses anos.

Muito provavelmente seja por isso que não gosto de comprar discos online. Ter que ficar olhando e definindo o que quero em páginas e páginas de fotos pequenas e preços nem tanto nunca fez a minha cabeça. Gosto do ambiente, do clima, do cheiro, do tato e do papo. De pegar na mão, olhar o encarte, sentir a textura. Todas essas coisas fora de moda e que, no fim das contas, justificam o porque de eu ainda seguir comprando CDs em um tempo em que a mídia é dada como morta pelos entendidos de plantão – os mesmos que, anotem, celebrarão o retorno do disquinho daqui a alguns anos como a mais nova sensação da indústria musical.


Porém, as lojas de discos praticamente não existem mais. Grandes cidades seguem tendo-as, mas médias e pequenas não sabem mais o que é isso. Aqui em Floripa, temos uma: a Roots Records. Se estendermos o raio para a Grande Floripa, o número duplica e teremos duas com a adição da Tumba do Faraó Discos, que fica no Centro Histórico de São José. E ambas com prateleiras onde itens novos dividem espaço com peças usadas. 

O que fazer então para ter mais pluralidade e mais opções? A melhor opção são os bons, velhos e aparentemente imortais sebos. E por aqui existem boas opções com discos a preços muito convidativos e títulos fora da curva. Os dois principais são a Elemental Livros Usados e o Sebos Império, ambos no centro da cidade e relativamente próximos um ao outro. Nos dois, a “era dos CDs a 10 reais” está estabelecida e faz a alegria de quem ama a música e não abre mão do formato, como eu.


A visita periódica a esses lugares faz com que a aleatoriedade que sempre marcou a minha coleção siga viva e atuante. É nessas lojas que encontro discos que recebem o convite espontâneo para fazerem parte do meu acervo. O resultado é uma coleção bastante variada e que me orgulha cada vez mais. Um acervo onde Zeca Baleiro está ao lado de ZZ Top, onde Chico Buarque é amigo íntimo do pessoal do Concrete Blonde e onde Metallica e Miles Davis trocam figurinhas enquanto dividem o mesmo espaço.

É claro que há uma predominância estilística nas prateleiras, e vocês sabem bem qual é. O rock e o metal dominam minhas estantes, tanto pelo gosto pessoal quanto pelos anos de recebimento de material de divulgação de gravadoras de ambos os gêneros (antes que vocês perguntem: os itens que me agradam ficam, os que não curto vão para os sebos).

E assim a vida segue e a coleção cresce. Aleatória, espontânea, surpreendente. Como a música que tanto amamos.

Discoteca Básica Bizz #151: Funkadelic - Maggot Brain (1971)

quinta-feira, abril 11, 2019

Assim como James Brown, George Clinton é referência obrigatória e objeto de zilhões de samples, não só no meio do rap como na música pop em geral. Porém, muitos dos que balançam ao som de "What's My Name?" (releitura do rapper Snoop Doggy Dogg para "Atomic Dog", de Clinton) não conhecem a real extensão do trabalho do mestre do funk espacial.

A primeira investida musical de Clinton - até então um pacato cabeleireiro de Nova Jersey - na virada dos anos 1950 para os 1960 foi com os Parliaments. O grupo emplacou a singela canção de amor "(I Wanna) Testify" na parada de R&B americana. Animado, o artista mudou-se para Detroit e foi tentar a carreira como compositor da Motown.

Em Detroit, Clinton entrou em contato com a psicodelia e o som de garagem de bandas como MC5 e Stooges. Os donos dos cigarros Parliament não queriam ver o nome de seu produto associado a um grupo de doo wop e entraram na justiça contra o cantor. Era o que faltava para Clinton mudar o nome da banda e seu estilo musical. Sob a alcunha de Funkadelic, o combo psicodélico do Dr. Funk assinou com a Westbound em 1967. Quatro anos depois, lançaria sua obra-prima: Maggot Brain. O disco é um exemplo perfeito do caleidoscópio sonoro que é a obra do artista, clássico da black music, além de um dos melhores álbuns lançados na década de 1970.

As gravações dessa maravilha rolaram em festas regadas a ácido - denunciado pelo clima viajante do disco. O ouvinte desavisado com certeza vai estranhar a primeira faixa, uma viagem guitarrística de mais de dez minutos executada em um único take por Eddie Hazel (guitarrista do P-Funk, morto em 1994 e que era uma espécie de reencarnação de Jimi Hendrix). "Maggot Brain" é até hoje marca registrada dos shows da banda.


Encerrada a psicodelia melancólica da faixa título, "Can You Get to That" entra para o deleite dos funkeiros. Manhosa e malaca ao extremo, a composição faz parte de qualquer top 10 do grupo. Preste atenção em "Hit It and Quit It", em que também fica clara a influência de Hendrix não só no som da guitarra, mas sobre a sonoridade do Funkadelic como um todo. Já "You and Your Folks, Me and My Folks" é um groove chapadão que explora as raízes gospel e R&B, cuja batida é daquelas que fica o tempo todo na mesma levada sem encher o saco.

"Super Stupid" é um caso à parte. Serviu de base para pelo menos umas cinco canções dos Red Hot Chili Peppers, antecipando em vinte anos aquilo que ficaria conhecido no começo dos anos 1990 como funk-o-metal. Comandada pelo baixo (que ainda não era tocado por Bootsy Collins, considerado o braço direito de Mr. George), "Back in Our Minds" é a penúltima faixa, a mais hippie do disco. Com tanta lisergia rolando, o maluco Dr. Funk não resistiu à tentação de fechar o registro com outra de suas viagens conceituais. Ainda bem, pois os quase dez minutos de "Wars of Armageddon" não podem ser definidos com outro termo que não funkadélicos.

E, no fim das contas, essa é a virtude que torna Maggot Brain tão especial: o improvável equilíbrio entre rock psicodélico e funk music.

Texto escrito por Rodrigo Brandão e publicado na Bizz 151, de fevereiro de 1998

As 50 melhores músicas do Fleetwood Mac

quinta-feira, abril 11, 2019

Dono de um dos catálogos mais impressionantes de todos os tempos, o Fleetwood Mac colecionou hits durante a sua carreira. A banda, que nasceu em Londres, possui duas fases bastante distintas. A primeira é voltada para o blues, com o guitarrista Peter Green à frente. Este período foi de 1968 a 1974. 

Em 1975 o grupo passou por uma reformulação com a chegada da vocalista Stevie Nicks e do cantor e guitarrista Lindsey Buckingham (na época um casal), e mudou-se de maneira definitiva para os Estados Unidos. Essa mudança se refletiu também na música, que passou a ser um pop repleto de harmonias vocais, melodia e refrãos inesquecíveis.

Ao longo de sua história, o Fleetwood Mac colocou 27 singles nas paradas, teve 4 álbuns no número 1 e superou a marca de 100 milhões de discos vendidos.


Abaixo você encontra uma playlist com as 50 melhores canções da banda, porém ela possui algumas características. A primeira, e mais importante, é que ela é focada no período a partir de 1975 – ou seja, no período mais pop do grupo. Essa escolha se deu por um critério inteiramente pessoal, pois sou fascinado pela sonoridade da segunda fase da carreira do quinteto e quis dividir essa paixão com vocês. 

O segundo ponto é que decidi incluir nesse levantamento também os principais sucessos das carreiras solo de seus integrantes, então você terá canções dos discos de Stevie Nicks, Lindsey Buckingham e Christine McVie presentes. 

E o terceiro ponto é que a pesquisa foi feita tendo como base outras matérias semelhantes e também através da audição de todos os discos do grupo. O resultado final, e a ordem das músicas, é uma questão puramente pessoal. Ah, e as faixas estão organizadas em ordem decrescente, indo da número 50 até chegar à número 1.

Algumas curiosidades: o disco com mais músicas na lista, como não poderia deixar de ser, foi Rumours (1977). O álbum mais vendido da banda, com mais de 30 milhões de cópias nas coleções de todo o planeta, emplacou 12 músicas no top 50. A seguir temos Tusk (10), Fleetwood Mac (8), Mirage (5), Tango in the Night (4) e Say You Will (2). Como a banda sempre gostou de incluir gravações inéditas em suas coletâneas, temos aqui 3 músicas vinda de 50 Years - Don't Stop (2018) e 1 de Greatest Hits (1988). E fechando a conta, 2 músicas de Bella Donna (Stevie Nicks), 1 de Law and Order (Lindsey Buckingham) e 1 do álbum que Lindsey e Christine McVie gravaram juntos em 2017, além de 1 faixa presente no ao vivo Live, de 1980.


Vale mencionar que o Fleetwood Mac segue na ativa e está em turnê atualmente. A formação da banda passou por uma alteração em 2018, quando Lindsey Buckingham deixou o grupo por divergências com os demais integrantes. Ele foi substituído pelo vocalista e guitarrista neo-zelandês Neil Finn, ex-Crowded House, e pelo guitarrista Mike Campbell, parceiro de longa data de Tom Petty no The Heartbreakers.

Dê play e descubra uma banda absolutamente incrível, que irá iluminar o seu dia e alimentar o seu coração.

Hellion Records anuncia lançamento que celebra os 25 anos do Amon Amarth

quinta-feira, abril 11, 2019

A Hellion Records anunciou o lançamento do novo ao vivo do Amon Amarth. The Pursuit of Vikings - 25 Years in the Eye of the Storm, como o título deixa claro, celebra os 25 anos de carreira da banda sueca com um show especial.

O material será lançado no Brasil em uma edição especial com DVD duplo + CD e com acabamento diferenciado. O título estará disponível durante o mês de maio.


Abaixo está o tracklist completo:

DVD 1:
Live At Summer Breeze: The Movies

01. The Persuit Of Vikings
02. As Loke Falls
03. First Kill
04. The Way Of Vikings
05. At Dawn's First Light
06. Cry Of The Blackbirds
07. Deceiver Of The Gods
08. Destroyer Of The Universe
09. Death In Fire
10. Father Of The Wolf
11. Runes To My Memory
12. War Of The Gods
13. Raise your Horns
14. A Dream That Cannot Be
15. Guardians Of Asgaard
16. Twilight Of The Thunder God

DVD 2:
Documentary: The Pursuit Of Vikings - 25 Years In The Eye Of The Storm

CD 1
Live At Summer Breeze: The Album

17. The Persuit Of Vikings
18. As Loke Falls
19. First Kill
20. The Way Of Vikings
21. At Dawn's First Light
22. Cry Of The Blackbirds
23. Deceiver Of The Gods
24. Destroyer Of The Universe
25. Death In Fire
26. Father Of The Wolf
27. Runes To My Memory
28. War Of The Gods
29. Raise your Horns
30. A Dream That Cannot Be
31. Guardians Of Asgaard
32. Twilight Of The Thunder God

Izzy Stradlin está perto de voltar ao Guns N’ Roses de maneira definitiva

quinta-feira, abril 11, 2019


Em entrevista ao podcast do jornalista Mitch Lafon, o ex-manager do Guns N’ Roses, Alan Niven, revelou que uma reunião entre a banda e o guitarrista Izzy Stradlin está mais próxima de acontecer do que muitos imaginam.

Segundo Niven: “Eles esperam ter Izzy no palco e não apenas para uma passagem de som, mas para uma performance completa. É algo como ‘vamos ver como ele está, se está se sentindo confortável, e daí podemos nos preparar para o próximo ano’. Definitivamente, se eu tivesse que apostar nisso, cravaria que Izzy estará de volta ao Guns em breve. Eu não estaria surpreso se uma verdadeira reunião fosse anunciada nas próximas semanas”.

O Guns N’ Roses retornará a Not in This Lifetime Tour no final de setembro, com um show no Louder Than Life Festival em Louisville, Kentucky, no dia 28/09. Tudo aponta para que Izzy Stradlin toque com a banda durante essa apresentação, e, se tudo correr bem entre o guitarrista e os demais músicos, é bastante provável que o Guns anuncie o seu retorno em definitivo. Vale lembrar que Axl, Slash e Duff já confirmaram que a banda está trabalhando em novas músicas e entrará em estúdio no final do ano para gravar um novo álbum.

Izzy deixou o Guns em 1991, após o lançamento da dobradinha Use Your Illusion. Ao longo dos anos ele participou de alguns shows da banda, mas nunca retornou de maneira permanente. O guitarrista possui uma longa carreira solo que já rendeu onze discos, sendo que o mais recente saiu em 2010 com o título de Wave of Heat.

Rush lança Time Machine 2011: Live in Cleveland pela primeira vez em vinil

quinta-feira, abril 11, 2019


O Rush lançará o ao vivo Time Machine 2011: Live in Cleveland em vinil pela primeira vez. A nova edição chegará às lojas no dia 7 de junho em LP quádruplo.

Time Machine 2011: Live in Cleveland saiu em 8 de novembro de 2011 e traz um show gravado no dia 15/04 daquele ano na Quicken Loans Arena, a casa do Cleveland Cavaliers. O material foi disponibilizado em Blu-ray, DVD e em CD duplo, sendo que a parte de vídeo teve produção e direção da Banger Films de Sam Dunn, que já havia trabalhado com a banda no excelente documentário Beyond the Lighted Stage (2010).

Como curiosidade, vale mencionar que a parte do show em que a banda toca o álbum Moving Pictures (1981) já havia sido disponibilizada em vinil em Moving Pictures: Live in 2011, lançado na mesma época que Time Machine.

10 de abr de 2019

Jason Bonham foi apresentando à cocaína por Jimmy Page

quarta-feira, abril 10, 2019

Participando do programa de Howard Stern, Jason Bonhan relembrou sua primeira experiência com cocaína, apresentada e ele por ninguém menos que o próprio Jimmy Page.

De acordo com o baterista: “Fomos chamados ao quarto de Jimmy. Eu tinha 16 anos na época, e havia uma mulher no chão com uma coleira, miando, e ele tinha tudo pronto já. Olhou pra mim e disse: ‘Aqui está. Você já fez isso antes, certo?’. Eu agradeci e falei: ‘Claro que sim’. Então ele entregou tudo, cheiramos e ele falou: ‘Você é como seu pai. Você sabe, isso deveria ser pra todos nós’”.

Jason também falou sobre as comparações que faziam entre ele e seu John Bonham, principalmente pelo consumo de drogas e álcool durante as turnês: “Eu costumava receber elogios e sair falando coisas como ‘Ah, eu sou como o meu pai’. Na verdade, eu estava cometendo erros. Às vezes, quando ficava bêbado, as pessoas falavam ‘ele é igualzinho ao Bonzo’”. Sóbrio há 17 anos, Jason Bonham contou que ainda lhe perguntam se é preciso retirar as bebidas do frigobar quando chega aos hotéis, ao que responde: “Não, não precisa. Mas, por favor, tire os doces”.


John Bonham faleceu no dia 25 de setembro de 1980 com apenas 32 anos, sufocado pelo próprio vômito após consumir mais de 40 doses de vodka durante um ensaio do Led Zeppelin. Jason Bonham está com 52 anos e nasceu em 15 de julho de 1966. Ele tinha 16 anos em 1982, o que indica que o caso relatado aconteceu provavelmente no show em que Jimmy Page tocou com Jeff Beck no Hammersmith Odeon em março de 1981, ou na turnê do projeto A.R.M.S., que aconteceu em 1983 e foi organizado para ajudar Ronnie Lane, baixista do Faces que sofria de esclerose múltipla. Jason é também o baterista das reuniões do Led Zeppelin após a morte de seu pai, além de dono de um currículo que inclui passagens por bandas como Black Country Communion, The Circle, California Breed, Foreigner e Joe Bonamassa.

Novo filme de Rob Zombie encerrará a trilogia sobre a Família Firefly

quarta-feira, abril 10, 2019


Rob Zombie acabou as filmagens de seu novo filme, que tem previsão de lançamento no outono norte-americano, também conhecido como primavera aqui no hemisfério sul. Com o título de Three From Hell, o longa traz a conclusão da saga da sanguinária Família Firefly.

Os Firefly foram apresentados no primeiro filme do vocalista, A Casa dos 1.000 Corpos, lançado em 2003. Depois, sua história foi aprofundada no excelente Rejeitados pelo Diabo, que chegou aos cinemas em 2005. O que temos é uma família de serial killers que habita uma pequena cidade no interior dos Estados Unidos, onde comete crimes hediondos e de revirar o estômago. O primeiro filme é apenas mediano, mas em Rejeitados pelo Diabo o diretor Rob Zombie conseguiu dar um clima de road movie e imprimir um ritmo contagiante à história. Trata-se de um dos meus filmes favoritos.

Three From Hell é focado nos personagens Captain Spaulding, Otis Driftwood e Baby Firefly, interpretados respectivamente por Sid Haig, Bill Moseley e Sheri Moon Zombie, esposa do vocalista. O filme conta com um elenco que traz nomes como Danny Trejo (famoso no papel do atirador de facas Machete e figura fácil em obras thrash), Dee Wallace (que viveu a mãe no clássico E.T., de Steven Spielberg), Emilio Rivera (o Marcus  Álvarez de Sons of Anarchy) e outros.

A filmografia de Rob Zombie conta também com uma nova versão para o clássico Halloween em duas partes (a primeira lançada em 2007 e a segunda em 2009), a animação The Haunted World of El Superbeasto (2009), As Senhoras de Salem (2012) e 31 (2016), além da direção de shows musicais, colaborações com Robert Rodriguez e Quentin Tarantino e o episódio dezesseis da oitava temporada de CSI: Miami, chamado LA.

Ouça “Seasons”, nova música do Baroness

quarta-feira, abril 10, 2019

O Baroness divulgou “Seasons”, o segundo single do seu aguardado novo disco, Gold & Grey. O quinto álbum da banda norte-americana é o sucessor de Purple (2015) e será lançado dia 14 de junho. 

O trabalho marca a estreia da guitarrista Gina Gleason em estúdio.

Você pode ouvir “Seasons” abaixo:

Discoteca Básica Bizz #150: Sociedade da Grã-Ordem Kavernista Apresenta: Sessão das 10 (1971)

quarta-feira, abril 10, 2019

Entre a anarquia tropicalista dos Mutantes e a mistura feita pelos Novos Baianos no disco Acabou Chorare (1972), um quarteto virou a MPB de pernas pro ar. Foi a Sociedade da Grã-Ordem Kavernista, formada por Raul Seixas, Miriam Batucada, Sérgio Sampaio e Edy Star. O único disco da turma, Sessão das 10, trouxe um deboche típico do mais endiabrado mutante.

O ano era 1971. Raulzito ainda não tinha pousado na sopa da música brasileira e defendia um troco produzindo artistas como o lendário Jerry Adriani. Sérgio Sampaio ainda não tinha botado seu bloco na rua. Miriam Batucada fazia pouco barulho. Edy Star, que assinava apenas Edy, se juntou ao trio de pé-rapados e malditos para fundar a Sociedade, ainda sob os ecos tropicalistas.

O LP, corrosivo, saiu pela CBS (atual Sony Music), mas encalhou nas prateleiras. Difícil imaginar esse trabalho consumido em larga escala. A começar pela vinheta circense que abre o disco, anunciando que tudo ali não passa de uma saudável palhaçada. E o que dizer da vinheta final, em que se ouve com nitidez o som de uma descarga levando tudo esgoto adentro?


Sessão das 10 estava longe de ser uma bosta. Entre o circo e a merda, há vida inteligente nas onze músicas do grupo. "Êta Vida" é um pop descarada e deliciosamente comercial, no pior sentido do termo. A faixa título, em clima seresteiro, sacaneia com todos os boêmios que levavam as serenatas a sério. Era deboche puro - a diferença é que com material próprio, enquanto os Mutantes, um ano antes, jogavam pedra no até então intocável "Chão de Estrelas".

O samba "Eu Vou Botar Pra Ferver" denuncia a alegria burocratizada que reinava (e ainda reina) nos salões carnavalescos. O quarteto queria era rir, como deixa claro em outro sambinha, "Eu Acho Graça". A vinheta que precede a faixa cutuca a mania in de ser hippie que alucinava, com um certo atraso, parte da juventude brasileira. "Chorinho Inconsequente" já diz tudo desde o título, na voz linda, leve e solta de Miriam Batucada, que acabaria encontrada morta em São Paulo, no começo dos anos 1990, sem nunca ter alcançado o sucesso que tanto perseguiu.

Sessão das 10 tem um repertório eclético. Em "Quero Ir", a turma pinta seu pop com umas tintas rurais sem desbotar a música. "Soul Tabarôa", assinada pela dupla Antônio Carlos e Jocafi, mistura coco e embolada, enquanto "Aos Trancos e Barrancos" traz a típica batucada dos morros cariocas.

A anarquia sonora era pretexto para o quarteto denunciar a doença de uma sociedade que perdera a alegria e a descontração - artigos que sobravam na Ordem Kavernista. Os tempos eram negros, Médici transformava o Brasil num imenso porão, mas havia luz no túnel escavado pela turma liderada por Raulzito.

Texto escrito por Mauro Ferreira e publicado na Bizz #150, de janeiro de 1998

Bruce Dickinson participará de concerto que celebrará obra de Jon Lord

quarta-feira, abril 10, 2019


Acontecerá em Quebec, no Canadá, no dia 21 de novembro, um show em homenagem a um dos trabalhos mais importantes de Jon Lord, falecido tecladista do Deep Purple. A apresentação celebrará o cinquentenário de Concerto for Group and Orchestra, disco que marcou a transição entre a primeira e a segunda fase do Deep Purpe, onde a banda conquistou o mundo com a chegada de Ian Gillan e Roger Glover e dez uma mudança considerável em sua música.

As composições serão tocadas pela Quebec Symphony Orchestra com condução do maestro Paul Mann, grande amigo de Lord. A Paul Deslauriers Band também fará parte do show, que terá a participação mais do que especial de Bruce Dickinson. Para quem não sabe, o vocalista do Iron Maiden era próximo de Jon Lord e mantinha uma relação de amizade com o tecladista, participando de discos como a nova versão de Concerto for Group and Orchestra lançada em 2012. Os dois tinham inclusive planos de fazer uma turnê conjunta tocando apenas clássicos do Deep Purple, uma das bandas favoritas de Bruce.

John Douglas Lord faleceu no dia 16 de julho de 2012 de complicações provocadas por um câncer no pâncreas.



9 de abr de 2019

O conforto auditivo

terça-feira, abril 09, 2019


Sempre gostei de pesquisar sobre música, descobrir novas bandas, ouvir novos discos. E, pra falar a verdade, acredito que essa seja uma característica comum em pessoas como eu, que consomem música em quantidades acima da média, colecionam discos, lêem sobre o assunto e estão sempre devorando algo sobre o tema.

Porém, tenho percebido que meus hábitos em relação à música estão mudando um pouco. Sigo consumindo discos, a coleção continua aumentando, porém não há muitas novidades chegando aos meus ouvidos ultimamente. E esse foi um movimento, a princípio, inconsciente. Só percebi que estava ouvindo bandas e artistas que já conhecia e não me aventurando por terrenos desconhecidos como outrora depois de um certo tempo. E fiquei pensando porque isso aconteceu.

Tudo bem que, pra um cara como eu, com 46 anos nas costas e que consume discos de forma quase compulsiva há quase 35 anos – comecei a ouvir rock seriamente a partir de 1985, com o primeiro Rock in Rio -, digamos que o que pode ser catalogado como “bandas conhecidas” agrega uma esfera um tanto quanto variada. Então, talvez, o termo seja outro: estou ouvindo apenas os mesmos gêneros de sempre. É rock, metal e uma certa tendência ao soft rock, que desde o final de 2018 está chegando aos meus ouvidos em uma quantidade cada vez maior.

Fiquei incomodado com isso porque percebi que perdi o lado aventureiro da minha relação com a música. Perdi o fator surpresa, a característica que me fez ir por novos caminhos e bater de frente com artistas que não chegariam até a minha vida caso essa curiosidade não fosse tão forte. E que, no fim das contas, é um dos aspectos que fazem surgir bandas fora da curva vez por outra aqui no site, e que gosto tanto de compartilhar com vocês.

Mas daí pensei: o que há de errado nisso? O que existe de errado em me acomodar um pouco dentro do universo sonoro que me é familiar, me faz bem e significa tanto para a minha vida? Por que haveria algum problema nisso? E não, não há nenhum problema nisso.

Tudo isso tem me levado a ouvir coisas que não ouvia há um certo tempo. Enquanto escrevo essas palavras estou, por exemplo, emendando a audição de dois clássicos do Dream Theater que há tempos não visitavam meus ouvidos: Images and Words (1992) e Awake (1994). E estou adorando essa experiência. A ausência que certos discos importantes na nossa formação como ouvinte às vezes tomam do nosso cotidiano traz sensações interessantes. Não lembrava da maioria das canções, ao mesmo tempo que não ouvia há um bom tempo clássicos como “Pull Me Under”, “Take the Time” e “Erotomania”. A sensação de redescoberta que o tempo proporciona ao ouvir esses álbunss novamente é similar ao da primeira vez que eles entraram na minha vida. As qualidades que o convívio frequente muitas vezes fazem cair na rotina ressurgem com força total, reativando o sentimento de encantamento que esses discos sempre possuíram.

Talvez essa relação que estou relatando aqui seja algo bem particular e não aconteça com a maioria de vocês. Talvez ela seja própria de quem possui uma quantidade razoável de discos em casa, um dos benefícios que apenas uma coleção de CDs – ou qualquer outro formato físico – pode proporcionar. Ou talvez seja apenas um devaneio saudosista de um cara que ama ouvir música e escrever na mesma proporção.

Seja qual for o caso, fica a conclusão: seja velha ou nova, conhecida ou não, música sempre faz bem.

A discografia do Guns N’ Roses em números

terça-feira, abril 09, 2019


O Guns N’ Roses possui uma discografia relativamente pequena. A banda gravou apenas 6 discos, lançou 1 álbum ao vivo, 1 compilação, 9 home vídeos, 21 videoclipes, 3 EPs e 19 singles. 

No entanto, essa curta discografia foi suficiente para mudar o hard rock nos anos 1980 e transformar o grupo liderado por Axl Rose e Slash em uma das maiores bandas de todos os tempos.


Discos de estúdio:

Appetite for Destruction (1987)
G N’ R Lies (1988)
Use Your Illusion I (1991)
Use Your Illusion II (1991)
The Spaghetti Incident? (1993)
Chinese Democracy (2008)


Álbum ao vivo:

Live Era ’87-’93 (1999)

Compilação:

Greatest Hits (2004)


Abaixo está o ranking com os discos do Guns N’ Roses que mais venderam mundialmente, tendo como base os números fornecidos pelas instituições responsáveis por esse tipo de levantamento. Estima-se que a banda tenha vendido aproximadamente 100 milhões de álbuns em todo o planeta.

Esses foram os discos do Guns que mais venderam até hoje:

Appetite for Destruction (30 milhões)
Use Your Illusion II (19 milhões)
Use Your Illusion I (18 milhões)
Greatest Hits (13 milhões)
G N’ R Lies (10 milhões)
The Spaghetti Incident? (4 milhões)
Chinese Democaracy (3 milhões)
Live Era ’87-’93 (2,7 milhões)

Pra fechar, uma pergunta: qual é o seu disco favorito do Guns N’ Roses?

8 de abr de 2019

Slash conta o que achou de The Dirt

segunda-feira, abril 08, 2019


Em entrevista para a rádio chilena Futuro 88.9 FM, Slash comentou sobre The Dirt, produção da Netflix que conta a história de seus companheiros de geração, o Mötley Crüe. O guitarrista é inclusive retratado em uma rápida passagem do filme.

Segundo Slash: “Achei o filme ótimo e ele me levou de volta aos primórdios dos anos 1980, me fazendo lembrar de tudo que rolou com a banda. E revelou também alguns aspectos que eu não estava ciente. Achei excelente”.

O músico também comentou sobre um possível filme contando a história do Guns N’ Roses: “Não consigo imaginar quem interpretaria cada um de nós. Pra mim, não me parece algo possível de ser feito”.

Show: Kamasi Washington | 27 de março de 2019 | Audio | São Paulo

segunda-feira, abril 08, 2019

Em noites como essa somos privilegiados em presenciar a história acontecendo. Na luta por um mundo com mais música, amor e justiça, Kamasi Washington e sua banda tocaram pela segunda vez na cidade de São Paulo, porém agora consolidados no hall dos gigantes da nova geração, carregando nas costas o aclamado disco duplo Heaven and Earth, lançado em 2018. O que se viu e ouviu na Audio foi uma aula de música, em um dos possíveis melhores shows do ano.

Não é à toa que artistas do porte de Kendrick Lamar, Lauryn Hill, Snoop Dogg e Flying Lotus utilizaram o talento do americano natural de Los Angeles, que transpira musicalidade, gentileza e muito amor pelo que faz. Assim como as gravações em estúdio, o show foi longo e complexo, no bom sentido da palavra. Expoente da nova geração do jazz, Kamasi não reinventa a roda mas propõem uma nova estética que traz o estilo tão antigo para a modernidade.

Abrindo o show, "Street Fighter Mas" contém todos os elementos que descrevem o trabalho da banda. Jazz, groove com uma pitada de fim do mundo. O clima é de um belo apocalipse, onde o caos beira o sublime. A vocalista Patrice Quinn é a encarregada mestra ao interpretar, sozinha, um coro de mais de 30 vozes. No gogó e na raça ela condensou todo o clima épico que as múltiplas vozes proporcionam, às vezes sorrindo ou se contorcendo, não deixou nada a desejar. Se a noite teve tons de transcendência, muito se deve à ela.



Demonstrando espírito de coletividade, o saxofonista anunciou que iria tocar uma composição do seu tecladista e arranjador Brandon Coleman, "Giant Feelings", dando espaço para ele brilhar no Fender Rhodes. No meio do show, foi a vez de apresentar os bateristas com o elogio do chefe, ao dizer que são os melhores do mundo. Do lado esquerdo, Tony Austin, e do direito, Ronald Bruner Jr., irmão do baixista Thundercat, um verdadeiro monstro das baquetas. O peso e o impacto sonoro que a banda apresenta sāo dignos de destaque. Uma tonelada de peso. 

Passeando pela discografia, "The Rhythm Changes" foi o primeiro tema do disco The Epic (2015) a ser apresentado. Bebendo na fonte das antigas big bands e abusando de paisagens sonoras que hipnotizam, este lançamento deixando o mundo do jazz em choque. "Re Run" foi a outra música que apareceu no final como uma surpresa, já que não estava sendo apresentada nos outros shows desta tour.


Como tudo que é bom fica para o fim, foi na música "Fists of Fury" a comprovação que o jazz segue voando na mão de artistas do quilate do Kamasi Washington. A música versa sobre a poderosa força que não se deixa derrubar pelas injustiças, não pedindo permissão e sim afirmando sua soberania com gentileza e amor. Foram alguns dos vinte minutos mais sublimes da noite, onde a percepção coletiva era de participar de uma missa contemplando o fim, em paz de ter cumprido sua missão. Depois desta saraivada de acordes,  os mais de dois mil presentes na Audio precisaram tomar água e dar uns 5 minutos de descanso porque foi difícil voltar. 

É inspirador ver que em pouco tempo o saxofonista se consolidou como um músico fundamental no jazz contemporâneo, se transformando em uma figura icônica que deve estar ao nosso lado pelos próximos anos. E, para quem não conhece, corra e se jogue na discografia dele. É golaço!


A noite contou com uma atração de abertura de respeito. Diretamente de terras baianas, o menino espoleta Giovani Cidreira. Figura carimbada da nova cena de música brasileira que rola por São Paulo, ele aproveitou a oportunidade para apresentar as músicas de seu novo lançamento MIX$TAKE, que seria disponibilizado à meia-noite do mesmo dia. 

Conferimos em primeira mão esta nova fase, onde saem a formação baixo/batera/guitarra e entram percussão, sintetizadores e bateria eletrônica. Apostando em uma roupagem mais dançante, a mixtape foi produzida pelo guitarrista Benke Ferraz dos Boogarins, trazendo o som do cantor para uma vibe mais contemporânea, fazendo um mix com influências de trap, vaporwave e beats low fi como suporte para as letras introspectivas e proféticas que já estavam presentes no disco Japanese Food, de 2017.  Outro ponto positivo foi a qualidade da banda de apoio, com o também Boogarins Ynaiã na bateria, o multi-instrumentista Lucas Martins, Cuca Ferreira no Sax Barítono e a cantora Jadsa Castro.

Por Denis Fonseca
Fotos: Leandro Godoi

As 50 melhores músicas do AC/DC

segunda-feira, abril 08, 2019

A Louder perguntou aos seus leitores quais seriam as melhores músicas do AC/DC, e o resultado você confere na lista abaixo. São 50 faixas que passeiam pelos mais de quarenta anos de carreira da banda australiana, e que servem de ótima porta de entrada para quem quer conhecer mais sobre um dos maiores nomes da história do rock.

Alguns dados estatísticos: o disco com mais músicas presentes na lista é Powerage (1978). Simplesmente TODAS as 9 faixas do álbum entraram no top 50, feito que não foi alcançado por nenhum dos outros trabalhos do quinteto. Seria, então, Powerage o melhor álbum do AC/DC? Na sequência temos Highway to Hell com 8 faixas presentes, Dirty Deeds Done Dirt Cheap (7), Let There Be Rock (6), Back in Black (6), High Voltage (5), The Razors Edge (3), ’74 Jailbreak (2), Backtracks (1), For Those About to Rock (1), Who Made Who (1) e Black Ice (1).

Outro ponto é que 38 músicas são do período com Bon Scott, enquanto somente 12 vem da fase com Brian Johnson nos vocais. Ou seja, 76% do material é da fase clássica com Scott à frente. Outro ponto digno de nota: entre as 10 músicas mais votadas, 4 são de Back in Black (1980), disco mais vendido da carreira do AC/DC, com mais de 50 milhões de cópias comercializadas em todo o mundo.

Abaixo você confere a lista completa e também ouve uma playlist com todas as músicas presentes na lista.

Esse é o top 50 do AC/DC na opinião dos leitores da Louder:

50 Go Down
49 The Razors Edge
48 Kicked in the Teeth
46 Ain’t No Fun (Waiting Round to Be a Millionaire)
46 Squealer
45 Cold Hearted Man
44 Beating Around the Bush
43 Moneytalks
42 Rocker
41 Big Balls
40 Have a Drink on Me
39 Soul Stripper
38 Rock ‘n Roll Train
37 Gimme a Bullet
36 Girls Got Rhythm
35 What’s Next to the Moon
34 Up to My Neck in You
33 High Voltage
32 Problem Child
31 The Jack
30 Walk All Over You
29 Rock and Roll Ain’t Noise Pollution
28 Bad Boy Boogie
27 Rock ‘n’ Roll Damnation
26 Shot Down in Flames
25 Night Prowler
24 Live Wire
23 Jailbreak
22 Overdose
21 Hell Ain’t a Bad Place to Be
20 Who Made Who
19 Sin City
18 Gone Shootin’
17 If You Want Blood (You’ve Got It)
16 T.N.T.
15 Dirty Deeds Done Dirt Cheap
14 Ride On
13 Riff Raff
12 Down Payment Blues
11 For Those About to Rock (We Salute You)
10 Shoot to Thrill
9 Hells Bells
8 Touch Too Much
7 Let There Be Rock
6 It’s a Long Way to the Top (If You Wanna Rock ‘n’ Roll)
5 Back in Black
4 You Shook Me All Night Long
3 Highway to Hell
2 Whole Lotta Rosie
1 Thunderstruck

Chegaram os quebra-cabeças que reproduzem clássicos do heavy metal

segunda-feira, abril 08, 2019


As bandas continuam procurando formas de expandir seus catálogos de merchandising, e a novidade do momento no cenário heavy metal é a chegada dos quebra-cabeças oficiais de alguns dos nomes mais famosos do gênero. Aqui no Brasil, por exemplo, é possível encontrar quebra-cabeças de bandas como os Beatles em grandes lojas de brinquedos.

Lá fora, a Zee Productions está lançando uma coleção de doze puzzles com capas de discos clássicos de ícones como Iron Maiden, Slayer, Judas Priest e Motörhead. Todos contam com 500 peças e chegarão às lojas dia 31 de maio. No formato 39x39 centímetros, podem ser enquadrados e expostos como ótimos itens de decoração pra quem é fã.

Por enquanto, não há previsão de lançamento dos quebra-cabeças no Brasil.













Álbum clássico de Miles Davis é relançado em vinil

segunda-feira, abril 08, 2019


Birth of the Cool, um dos discos mais importantes de Miles Davis e da história do jazz, está sendo relançado em uma edição bastante especial. Pela primeira vez, todas as sessões de gravação do álbum serão reunidas em vinil. A nova versão será lançada pela Blue Note / UMe dia 15 de maio, comemorando o aniversário de 70 anos do título.

Gravado nos anos de 1949 e 1950, Birth of the Cool só chegou às lojas em 1957. O disco traz faixas tocadas pelo grupo de músicos formado por Miles, Gerry Mulligan, Lee Konitz, Max Roach e John Lewis, além de arranjos de Gil Evans.

O álbum marcou época por trazer uma nova abordagem para o jazz, com arranjos influenciados pela música clássica e técnicas como a polifonia. Sua influência foi sentida de maneira profunda e marcou uma nova forma de fazer jazz após a explosão do bebop nos anos 1940. O disco é considerado o marco zero do cool jazz, que seria desenvolvido ainda mais a fundo por Miles e outros músicos nos anos seguintes.



Catálogo do King Crimson está chegando ao Spotify

segunda-feira, abril 08, 2019


Uma das maiores ausências dos serviços de streaming será corrigida em breve. Segundo David Singleton, manager do King Crimson, a banda inglesa disponibilizará todo o seu catálogo em breve no Spotify e nos demais serviços de streaming. A informação foi dada em um evento para a imprensa que aconteceu em Londres no final de semana. Singleton informou que a iniciativa faz parte da comemoração dos 50 anos da banda, que contará também com uma turnê festejando o seu cinquentenário.

Os treze álbuns de estúdio gravados pelo grupo serão disponibilizados no Deezer e Apple Music durante o mês de maio, e só desembarcarão no Spotify no dia 10 de junho, data em que o King Crimson iniciará a sua turnê de 50 anos com um show em Leipzig, na Alemanha. O manager explicou o motivo: “A razão para sermos mais lentos no Spotify do que nos demais apps de streaming é que, ao contrário do que todo o resto da indústria está nos dizendo - que o formato físico está morto -, tivemos um aumento na venda da mídia física nos últimos dez anos, e que foram lançados pelo próprio selo da banda, o DGM. Mas esse argumento foi válido por um tempo e infelizmente não é mais. No final das contas, nossa principal função é divulgar a música, e o Spotify se tornou definitivamente um dos lugares onde as pessoas, principalmente os mais jovens, encontram a música”.

Celebrando os seus 50 anos, a banda também lançará um novo box de seu disco de estreia, o clássico In the Court of the Crimson King, cujos detalhes serão anunciados em breve.

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