Ranking de Discos: Sepultura


Formada em Belo Horizonte em 1984 pelos irmãos Max e Iggor Cavalera, o Sepultura é a maior e mais importante banda da história do metal brasileiro. Nenhuma banda nacional, seja ela em que gênero for, alcançou tanto renome e impacto internacional quanto o quarteto mineiro. 

A trajetória desse fenômeno da música pesada sofreu um fortíssimo baque em 1996, quando Max Cavalera deixou o grupo e formou o Soulfly. O norte-americano Derrick Green assumiu o seu lugar, enquanto o guitarrista Andreas Kisser ficou responsável pelo direcionamento musical – ele havia entrado em 1987 no lugar de Jairo Guedz, que seguiu a sua trajetória no Eminence e no The Mist. Wagner Lamounier, o cérebro do Sarcófago, integrou a banda por um breve período bem no seu início. Iggor deixou o Sepultura em 2006, sendo substituído por Jean Dolabella, que saiu em 2011 e hoje está no Ego Kill Talent. Seu substituto foi o fenomenal Eloy Casagrande, na banda desde então.

A discografia do Sepultura é formada por 15 discos de estúdio, 3 álbuns ao vivo, 4 compilações, 4 EPs, 21 singles, 6 VHS/DVD/Blu-ray e 21 videoclipes. Para destrinchar essa história perguntei para os seguidores da Collectors Room quais eram os melhores discos da banda. Foram quase 2.000 votos no total. E vale uma observação: tanto Bestial Devastation (1985) quanto Revolusongs (2002) não entraram na disputa, pois ambos não são álbuns completos e sim EPS.


Este foi o resultado final do ranking de discos do Sepultura:

1 Chaos A.D. (1993) – 20,5%
2 Arise (1991) – 19,5%
3 Beneath the Remains (1989) – 14,5%
4 Roots (1996) – 12,4%
5 Quadra (2020) – 11,2%
6 Schizophrenia (1987) – 6,6%
7 Machine Messiah (2017) – 5,2%
8 Kairos (2011) – 2,4%
9 Morbid Visions (1986)- 2,2%
10 Against (1998) – 1,4%
11 Dante XXI (2006) – 1,3%
12 Nation (2001) – 0,9%
13 A-Lex (2009) – 0,7%
14 Roorback (2003) – 0,6%
15 The Mediator Between Head and Hands Must Be the Heart (2013) – 0,6%

Como esperado a fase com Max Cavalera dominou os primeiros lugares, com os fenomenais Chaos A.D. e Arise disputando voto a voto a primeira colocação. Destaque também para as ótimas posições dos dois últimos discos da banda, Quadra e Machine Messiah, que mostram a banda vivendo um novo e excelente período criativo. Os álbuns de transição entra a saída de Max e a chegada de Eloy, que deu um novo gás para o grupo, acabaram ficando abaixo dos demais, com destaque para Kairos, de 2011.

Abaixo você tem uma playlist com duas músicas de cada disco do Sepultura (com exceção de Dante XXI e Roorback, que não estão disponíveis nos apps de streaming), alternando entre clássicos e canções não tão óbvias assim, para ouvir no volume máximo enquanto revisita ou dá os primeiros passos na discografia da banda.

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