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9 de fev de 2018

Brownout, a versão funk do Black Sabbath

sexta-feira, fevereiro 09, 2018

A influência do Black Sabbath é conhecida por todos. Da criação do heavy metal ao impacto profundo na cultura pop, a banda inglesa é um dos maiores nomes da história da música. Todo mundo sabe disso.

O que talvez nem todo mundo saiba é da existência do combo texano Brownout. Natural de Austin, o grupo está na ativa desde a segunda metade dos anos 2000 e executa um funk com pitadas latinas e rockeiras de primeira. 

Mas o pulo do gato e assunto deste post é a relação entre o Black Sabbath e o Brownout. Os caras lançaram em 2014 o seu quarto disco, Brownout Presents Brown Sabbath. Trata-se de um álbum em homenagem ao Sabbath com versões cheias de personalidade para sete clássicos da banda britânica, incluindo desconstruções antológicas para hinos do quilate de “The Wizard”, “Iron Man” e “N.I.B.”. A ótima recepção do projeto motivou os cowboys a lançarem o segundo volume, que saiu em 2016 com o título de Brownout Presents Brown Sabbath Vol. II. Dessa vez, as releituras abrangeram faixas como “Snowblid”, “Sabbath Bloody Sabbath” e “Symptom of the Universe”.

Como falei antes, não sei se muita gente chegou a ouvir esses dois discos e esse texto tem justamente esse objetivo: apresentar dois álbuns bem legais e um tanto inusitados, e que certamente explodirão cabeças.

Ambos estão disponíveis no Spotify e nos players abaixo, então boa diversão:

6 de fev de 2018

Geezer Butler é homenageado pelo Aston Villa, seu time do coração

terça-feira, fevereiro 06, 2018

Nascido em Birmingham, Geezer Butler sempre foi um torcedor fanático do Aston Villa, tanto que durante a indução do Black Sabbath ao Rock ad Roll Hall of Fame soltou um “Up the Villa!” no palco da cerimônia.

Essa paixão foi retribuída, com o baixista sendo agraciado na Calçada da Fama da equipe. O prêmio foi entrega a Geezer antes da partida entre Aston Villa e Burton Albion no estádio Villa Park, em Birmingham, neste último sábado, 3 de fevereiro.

Fundado em 21 de novembro de 1874, o Aston Villa conquistou títulos importantes durante os seus 143 anos de vida. A equipe de Birmingham foi 7 vezes campeã inglesa, venceu 7 vezes a FA CUP e 5 vezes a Copa da Liga Inglesa. O principal título do time é a Copa Europeia de 1981-82, nome pelo qual a futura UEFA Champions League era conhecida na época. Atualmente o Aston Villa disputa e segunda divisão inglesa e está na 3ª posição, lutando para retornar para a Premier League. John Terry, zagueiro ex-Chelsea, é o capitão da equipe.

21 de nov de 2017

Bill Ward cancela turnê e é hospitalizado com problemas cardíacos

terça-feira, novembro 21, 2017

A nova banda de Bill Ward, o Day of Errors, cancelou a sua atual turnê devido aos problemas de saúde do baterista Bill Ward. O ex-integrante do Black Sabbath foi hospitalizado com sérios problemas cardíacos, relatados pelo próprio músico como algo que ele nunca havia experimentado antes.

É importante lembrar que quando o Black Sabbath anunciou o retorno de sua formação original Ward estava incluído, mas foi afastado alguns meses depois. O músico postou um monte de textos falando que havia sido injustiçado, enquanto a banda sempre sustentou que o baterista não tinha mais condições de saúde para aguentar um turnê mundial como a que o Sabbath estava planejando.

4 de out de 2017

Último show do Black Sabbath será lançado em diversos formatos

quarta-feira, outubro 04, 2017

O histórico último show do Black Sabbath, realizado em fevereiro na cidade natal da banda, Birmingham, será lançado oficialmente dia 17/11 em vários formatos.

Com o título de The End, o material será disponibilizado em versões blu-ray/DVD + CD duplo, LP triplo e CD duplo. Além disso, o material também terá um box comum livro de 32 páginas e outros brindes, mais um CD chamado The Angelic Sessions com quatro músicas.


Abaixo estão os tracklists:

DVD and Blu-Ray
Black Sabbath
Fairies Wear Boots
Under The Sun / Every Day Comes And Goes
After Forever
Into The Void
Snowblind
Band Intros
War Pigs
Behind The Wall Of Sleep
Bassically / N.I.B.
Hand Of Doom 
Supernaut / Sabbath Bloody Sabbath / Megalomania
Rat Salad / Drum Solo
Iron Man
Dirty Women
Children Of The Grave
Paranoid

EXTRAS
THE ANGELIC SESSIONS
The Wizard
Wicked World
Sweet Leaf
Tomorrow’s Dream
Changes

Double CD and Triple Vinyl 
Black Sabbath
Fairies Wear Boots
Under The Sun / Every Day Comes And Goes
After Forever
Into The Void
Snowblind
Band Intros
War Pigs
Behind The Wall Of Sleep
Bassically / N.I.B.
Hand Of Doom 
Supernaut / Sabbath Bloody Sabbath / Megalomania
Rat Salad / Drum Solo
Iron Man
Dirty Women
Children Of The Grave
Paranoid

24 de jul de 2017

Assista ao trailer do documentário que conta a despedida do Black Sabbath

segunda-feira, julho 24, 2017

The End of the End, documentário que traz o último show da carreira do Black Sabbath e conta os últimos momentos da lendária banda inglesa, acaba de ganhar um trailer.

O filme mostra o show realizado pelo grupo em Birmingham, sua cidade natal, no dia 4 de fevereiro deste ano, no encerramento da turnê do álbum 13.

O documentário terá uma sessão única nos cinemas de todo o planeta no dia 28 de setembro e depois será lançado nos formatos de home video.

Assista ao trailer de The End of the End abaixo:

12 de jul de 2017

Bill Ward revela os seus dez discos de metal favoritos

quarta-feira, julho 12, 2017

O baterista original do Black Sabbath, Bill Ward, contou para a Rolling Stone quais são os seus dez discos favoritos de heavy metal. Destaque para a inclusão dos brasileiros do Krisiun entre as escolhas de Ward.

A matéria original, com comentários do músico sobre cada um dos discos, está aqui.

E abaixo está o top 10 do metal na opinião de Bill Ward:

10 Dead Cross - Dead Cross (2017)
9 DevilDriver - Beast (2011)
8 Fear Factory - Mechanize (2010)
7 Krisiun - Southern Storm (2008)
6 Type O Negative - October Rust (1996)
5 Motörhead - The Wörld is Yours (2010)
4 Judas Priest - The Best of Judas Priest: Living After Midnight (1997)
3 Slipknot - .5: The Gray Chapter (2014)
2 Metallica - Metallica (1991)
1 Black Sabbath - Master of Reality (1971)

6 de jul de 2017

Livro analisa o clássico Paranoid, segundo disco do Black Sabbath

quinta-feira, julho 06, 2017

Black Sabbath: The Illustrated Lyrics Vol. 2: Songs of Protest & Apocalypse é um livro da editora The Royal Publisher of Oz que analisa as letras do segundo e clássico disco do Black Sabbath, Paranoid, lançado em 18 de setembro de 1970.

O título é o segundo de uma série de oito livros escritos por Joe Bongiorno, cada um deles dedicado a um dos álbuns lançados pela banda inglesa durante a década de 1970. O livro traz análises profundas sobre cada uma das músicas do disco, mais de 200 ilustrações de diversos artistas e que se relacionam com a temática do álbum, fotos raras da banda e mais material sobre os pais do heavy metal.

O primeiro volume, que possui o subtítulo Supernatural Horror in Music, foi dedicado à estreia do quarteto.


28 de jun de 2017

Último show do Black Sabbath será exibido em cinemas de todo o mundo

quarta-feira, junho 28, 2017

O filme The End of the End, que traz a íntegra do último show da carreira do Black Sabbath, realizado na cidade natal da banda, Birmingham, no dia 4 de fevereiro de 2017, será exibido nos cinemas de todo o mundo.

No dia 28 de setembro, 1.500 salas de diversos países passarão o filme, que tem direção de Dick Carruthers (Led Zeppelin: Celebration Day). Além do show, o filme conta também com cenas de backstage e depoimentos dos músicos. As salas que exibirão a obra aqui no Brasil ainda não foram divulgadas.

No final do ano, a banda lançará em vários formatos (ainda não revelados) um material intitulado The End: Live in Birmingham, que deve conter o show que passará nos cinemas e mais algumas coisinhas.

26 de jun de 2017

Ozzy Osbourne revela quais são os seus dez discos de metal favoritos

segunda-feira, junho 26, 2017

Um dos criadores do heavy metal, Ozzy Osbourne revelou à Rolling Stone quais são os seus dez discos favoritos do estilo.

O vocalista do Black Sabbath falou um pouco sobre as suas escolhas na matéria original - em inglês, aqui -. E, como era de se esperar em se tratando de um músico que viveu in loco o aumento do peso no rock, incluiu álbuns que alguns podem considerar como de hard rock, mas isso é só um detalhe.

Abaixo estão os dez discos de metal favoritos de Ozzy, em ordem alfabética:

AC/DC - Highway to Hell (1979)
Alice in Chains - Dirt (1990)
Guns N’ Roses - Appetite for Destruction (1987)
Judas Priest - British Steel (1980)
Led Zeppelin - Led Zeppelin IV (1971)
Megadeth - Rust in Peace (1990)
Metallica - Master of Puppets (1986)
Motörhead - Ace of Spaces (1980)
Pantera - Cowboys From Hell (1990)
Rob Zombie - Hellbilly Deluxe (1999)

Parceria entre Tony Iommi e Brian May deve ganhar disco em breve

segunda-feira, junho 26, 2017

Com grande tempo livre após o fim do Black Sabbath, Tony Iommi está disposto a reativar a parceria com Brian May. A dupla deve lançar um disco em conjunto nos próximos meses.

Segundo Tony: “Brian veio até a minha casa há algumas semanas, e começamos a falar nisso novamente. É bem provável que façamos um disco juntos, mas vamos ter que esperar um pouco, porque ele está em turnê no momento. Mas sim, é algo que eu quero fazer com Brian”.

A dupla já trabalhou junto em “Flame On”, faixa presente no álbum Iommi, lançado em 2000. 

22 de jun de 2017

E o mistério do Black Sabbath era pra lançar mais um box com os discos da Era Ozzy …

quinta-feira, junho 22, 2017

O Black Sabbath enfim revelou o que se trata a tal The Ten Year War. E, frustrando os fãs e explorando sem maiores constrangimentos o fanatismo de seus apreciadores, o que temos é mais um box trazendo os oito discos gravados com Ozzy Osbourne durante 1970 e 1978. Só pra vocês terem ideia, este é o sexto (!) box lançado pela banda inglesa com praticamente o mesmo conteúdo. 

Antes, tivemos The Complete 70’s Replica CD Collection: 1970-1978 (lançada em 2001), Black Box: The Complete Original Black Sabbath 1970-1978 (2004), The Ozzy Years: Complete Albums Box Set (2010), The Vinyl Collection: 1970-1978 (2012) e The Complete Albums 1970-1978 (2014).

Dessa vez, temos um box limitado em vinil com os oito discos lançados entre 1970 e 1978 (outra vez, mais uma vez, de novo e novamente) além de “uma variedade de raridades”, segundo a banda. Como o tracklist não foi informado, provavelmente não serão faixas extras e raras. A caixa vem com uma nova capa criada pelo artista Shepard Fairey, um crucifixo de metal com o áudio em alta qualidade de todos os discos, uma brochura com a arte de The Ten Year War e outros extras como encarte em capa dura, o programa oficial da turnê de 1978, um pôster de 1972 e afins.

Na boa, gente: tem que ser muito fã (ou retardado) ou ter dinheiro sobrando pra valer pra comprar pela sexta vez a mesma coisa, né não?

20 de jun de 2017

Black Sabbath divulga teaser misterioso e deixa diversas dúvidas no ar

terça-feira, junho 20, 2017

O Black Sabbath postou hoje em suas redes sociais um vídeo teaser com 19 segundos de duração, onde informa que lançará dia 29 de setembro um material intitulado The Ten Year War.

Ninguém sabe do que se trata, mas  a banda publicou um livro com esse título na época do álbum Never Say Die! (1978), e poderia estar relançando o material.



Mas não é isso não. Aposto as minhas fichas que o que teremos no final de setembro é um álbum ao vivo trazendo o último show do grupo, realizado em Birmingham há alguns meses atrás. A tal "guerra de dez anos"  citada no título parece fazer referência aos conflitos que atrasaram a reunião do grupo, concretizada apenas em 2013 com o lançamento do ótimo 13. Ou até mesmo aos dez anos iniciais de Ozzy no grupo, onde a banda gravou os seus maiores clássicos.


O mistério será revelado nesta terça, dia 22/06, data em que o Sabbath deve revelar mais detalhes sobre o que vem por aí.


Enquanto isso, assista ao teaser abaixo:


16 de jun de 2017

Fãs e músicos mostram indignação com ação de Gene Simmons para registrar como seu o gesto com as mãos clássico do heavy metal

sexta-feira, junho 16, 2017

A ação de Gene Simmons para registrar como criação sua o gesto manual que define o heavy metal - o chifrinho com as mãos - causou revolta em diversos músicos e fãs. 


Nikki Sixx, baixista do Mötley Crüe, postou em seu Twitter a mensagem abaixo, deixando explícito o que muitos pensam sobre o processo levado à frente pelo baixista do Kiss.




Já Wendy, viúva de Ronnie James Dio, afirmou que “tentar fazer dinheiro com isso é nojento. Esse gesto pertence a todos, não a apenas uma pessoa. É de domínio público, não pode ser registrado. É uma ideia patética dele, e acho que Gene está fazendo papel de idiota ao levar isso adiante”. 


E para provar mais uma vez que Gene não tem nada a ver com a criação do clássico gesto com as mãos, os fãs foram atrás e encontraram uma imagem de Geezer Butler, baixista do Black Sabbath, fazendo o gesto com as mãos em 1969. O próprio Geezer retuitou a postagem, mostrando o seu descontentamento com a iniciativa de Simmons.






Vale lembrar também que o gesto pode ser visto na capa de Yellow Submarine, disco lançado pelos Beatles em 13 de janeiro de 1969, e também no encarte da cultuada estreia da banda norte-americana Coven (pioneira do occult rock), Witchcraft Destroys Minds & Reaps Souls, também de 1969. Ou seja: Gene, vai catar coquinho e vê se para de fazer papel de ridículo!

13 de jun de 2017

Tony Martin confirma novo disco solo

terça-feira, junho 13, 2017

O ex-vocalista do Black Sabbath, Tony Martin, confirmou que iniciou os trabalhos de seu novo disco solo. O terceiro álbum de Martin traz o músico ao lado do baterista Danny Needham (Venom, e que já tocou com o cantor no Headless Cross) e do guitarrista Scott McClellan.

O disco tem o título provisório de Thornz e trará dez faixas, a maioria parcerias entre ele e McClellan. Ainda não há uma data prevista para o lançamento.

A carreira solo de Tony Martin possui dois álbuns: Back Where I Belong (1992) e Scream (2005).

31 de mai de 2017

Segundo Tony Martin, Iommi quer relançar álbuns de seu período no Black Sabbath

quarta-feira, maio 31, 2017

Em entrevista ao Metal Jacket Magazine, Tony Martin revelou que Tony Iommi tem o desejo de lançar novas edições dos álbuns que o Black Sabbath gravou com ele no vocal. São ao todo cinco discos, lançados entre 1987 e 1995: The Eternal Idol (1987), Headless Cross (1989), Tyr (1990), Cross Purposes (1994) e Forbidden (1995).

Segundo Martin, Iommi comprou uma nova casa e está construindo um novo estúdio, e revelou a ele o desejo de relançar estes discos em edições especiais com faixas bônus.

São álbuns controversos, para dizer o mínimo. Mas há boas canções em The Eternal Idol e em Headless Cross, ainda que Tyr e Forbidden sejam meio indefensáveis.

Que venham as cenas dos próximos capítulos.

25 de abr de 2017

18 curiosidades sobre Heaven and Hell, um dos melhores discos do Black Sabbath

terça-feira, abril 25, 2017

Heaven and Hell, um dos melhores discos e um dos mais adorados trabalhos do Black Sabbath, comemora 37 anos de vida neste dia 25 de abril de 2017. Para comemorar, além de ouvir o álbum em um volume acima do recomendado, listamos 18 curiosidades sobre o disco.

- Heaven and Hell é o nono álbum de estúdio do Black Sabbath

- o disco, lançado em 25 de abril de 1980, marcou a estreia da nova formação da banda, com Ronnie James Dio substituindo Ozzy Osbourne nos vocais. Toni Iommi, Geezer Butler e Bill Ward seguiram em seus postos habituais

- quem apresentou Ronnie James Dio a Tony Iommi foi Sharon Arden (que mais tarde se casaria com Ozzy e ficaria conhecida como Sharon Osbourne). O primeiro encontro entre o vocalista e o guitarrista aconteceu em 1979, após Dio sair do Rainbow e Iommi estar na procura de um substituto para o instável Ozzy

- o álbum foi produzido por Martin Birch, no primeiro trabalho do produtor inglês com o grupo - ele também assinaria o disco seguinte, Mob Rules (1981). Pra quem não sabe, Birch é um dos maiores produtores da história do rock e marcou época em álbuns de bandas como Deep Purple, Whitesnake, Wishbone Ash e Iron Maiden

- Martin Birch foi o primeiro cara de fora da banda a produzir sozinho um disco do Black Sabbath desde Master of Reality. Todos os discos anteriores haviam sido produzidos pela própria banda, com o auxílio de outros produtores

- o disco foi gravado no Criteria Studios, em Miami, mesmo local em que o Black Sabbath gravou Technical Ecstasy (1976). Algumas gravações foram feitas também no Studio Ferber, em Paris



- a icônica capa do álbum é uma pintura do artista norte-americano Lynn Curlee inspirada em uma fotografia de 1928 que mostrava algumas mulheres vestidas como anjos e fumando cigarros em uma folga de um trabalho universitário. A obra tem o título de Smoking Angels e se tornou uma das imagens gráficas mais conhecidas da mitologia do Black Sabbath

- a ilustração da contracapa do disco, que traz toda a banda, foi criada pelo artista norte-americano Harry Carmean



- o álbum traz oito faixas, todas compostas pela banda e com letras escritas por Ronnie James Dio

- “Children of the Sea”, uma das melhores músicas do disco, chegou a ter uma versão demo gravada com a voz de Ozzy. No entanto, essa versão inicial possuía uma letra diferente e outra linha melódica nos vocais

- foram lançados três singles para promover Heaven and Hell. O primeiro saiu antes do disco e trouxe “Children of the Sea / Lady Evil”, o segundo veio em julho de 1980 com “Neon Knights” e uma versão ao vivo para “Children of the Sea”, e o terceiro chegou às lojas em dezembro de 1980 com “Die Young” e uma “Heaven and Hell” ao vivo



- Geoff Nicholls, parceiro de longa data de Tony Iommi, participa do disco tocando teclado. Heaven and Hell foi a sua estreia como músico de estúdio do Black Sabbath. Mais tarde, em 2004, Nicholls seria efetivado como membro permanente da banda. Ele faleceu em 29 de janeiro deste ano

- sucesso comercial e de crítica, Heaven and Hell alcançou a posição número 28 da Billboard e vendeu mais de 1 milhão de cópias somente nos Estados Unidos

- na Inglaterra, o disco chegou à nona posição nas paradas e foi o primeiro álbum do Black Sabbath a receber a certificação Prata, vendendo mais de 60 mil cópias. As vendas continuaram subindo, e o álbum ganhou Disco de Ouro da British Phonographic Industry em abril de 1982, marcando as 100 mil cópias comercializadas. Heaven and Hell é o único álbum do Black Sabbath a possuir essas duas certificações de vendas do mercado inglês 

- na Argentina, o disco ganhou uma versão em fita-cassete lançada em 1986 e com o título traduzido para o espanhol, Cielo e Infierno



- Heaven and Hell teve um impacto duradouro na história do Black Sabbath, e é considerado, de maneira justa, como um dos melhores discos da banda inglesa. Isso pode ser verificado pela quantidade de covers para as suas faixas. A música que dá nome ao trabalho foi regravada por nomes como Solitude Aeturnus (em 1998), Benedictum (2006), Manowar (2010) e Stryper (2011)

- Iron Savor, Queensrÿche e Anthrax regravaram “Neon Kinghts”, enquanto Jorn Lande fez uma competente versão de “Lonely is the Word” no álbum Unlocking the Past (2007) 


- uma das homenagens mais bonitas à Heaven and Hell e ao próprio Dio foi feita por Robb Flynn, do Machine Head. Após a morte do icônico vocalista, o líder do Machine Head gravou um vídeo com uma linda releitura acústica para “Die Young”

6 de fev de 2017

Algumas palavras sobre o fim do Black Sabbath

segunda-feira, fevereiro 06, 2017

13 de fevereiro de 1970. Uma sexta-feira. O dia em que o primeiro disco do Black Sabbath chegou às lojas do Reino Unido. O dia em que o heavy metal nasceu.

É claro que já havia rock pesado antes de Ozzy Osbourne (cujo nome saiu grafado com Ossie no LP original), Tony Iommi, Geezer Butler e Bill Ward lançaram o seu primeiro álbum. Nomes como Jimi Hendrix Experience, Vanilla Fudge, Blue Cheer, Cream, Deep Purple, The Who e Led Zeppelin já haviam amplificado o volume e o poder do gênero a um nível até então inédito. Mas nada que veio antes preparou os ouvidos da moçada para aquilo que o Black Sabbath trazia em suas canções.

Os acordes eram mais sombrios, tensos, soturnos. A música que batiza a banda e abre o seu disco de estreia dá medo e causa arrepios até hoje. O primeiro álbum do Black Sabbath apagou as luzes multicoloridas do Flower Power e apresentou uma nova maneira de fazer rock. Tão nova que até ganhou outro nome: heavy metal.

Os seis primeiros álbuns do quarteto são como seis grandes ensinamentos, pilares que trazem os arquétipos de praticamente tudo que o estilo exploraria nos anos posteriores, com cada vez mais intensidade e agressividade. Master of Reality (1971) é a essência do doom. Os riffs cavalgados de “Children of the Grave” são uma espécie de proto-thrash. Paranoid (1970), seu segundo disco, é uma quintessência de riffs. Vol. 4 (1972), o ápice dos exageros - químicos e todos os outros. Em Sabbath Bloddy Sabbath (1973), a incursão de novas influências e o flerte com diferentes gêneros mostrou a fórmula para ampliar e tornar a sonoridade ainda mais rica. E Sabotage (1975) é o canto do cisne da criatividade de uma formação que ainda gravaria dois discos - Technical Ecstasy (1976) e Never Say Die! (1978) - com bons momentos, mas longe do brilhantismo sem igual de outrora.

Sempre que penso no Black Sabbath, lembro da minha adolescência. Da época em que conheci a banda, quando tinha uns 15 ou 16 anos. E em como aquelas músicas e aquela energia mexeram demais comigo. Passava horas, dias, semanas, ouvindo apenas os LPs do grupo. E o que pensei ser uma experiência só minha, com o passar dos anos e o contato com diferentes pessoas dos mais diferentes lugares, se revelou uma sensação conjunta: todo mundo ficava fissurado nos riffs do Iommi e não conseguia ouvir outra coisa.

Ainda que a entrada de Ronnie James Dio tenha possibilitado ao Sabbath a exploração de caminhos mais complexos do que o esquema de cantar sempre junto com o riff, uma das marcas registradas da fase Ozzy, permitia, a sonoridade clássica e que mudou o mundo está nos primeiros álbuns e segue imortal. Heaven and Hell (1980) e Mob Rules (1981) são incríveis - principalmente o primeiro - e mostraram a reinvenção total de uma banda dada como acabada, mas a fina flor da pancadaria, da podridão e das luzes piscantes ligadas com fios desencapados está entre 1970 e 1975.

Tudo que veio depois, nasceu com o Black Sabbath. O rock mudou. O heavy metal nasceu. O mundo se transformou. O que ouvimos hoje quando colocamos um disco para tocar, seja ele de rock, metal ou até mesmo outros gêneros como pop e hip-hop, tem influência da banda. E mais importante do que isso: eles foram os pais do estilo que tanto amamos. Até existiria metal sem o surgimento do Black Sabbath, as coisas estavam caminhando para isso. Mas tudo soaria diferente sem o quarteto inglês, isso é inegável.

4 de fevereiro de 2017. Um sábado. O dia em que o Black Sabbath fez o último show de sua carreira, justamente na cidade onde nasceu: Birmingham. O dia em que o heavy metal ficou órfão.

Última música, último show: Black Sabbath publica vídeo oficial mostrando o momento final de sua carreira

segunda-feira, fevereiro 06, 2017

Aconteceu neste sábado, 4 de fevereiro, o último show da carreira do Black Sabbath. A banda tocou en Birmingham, sua cidade natal, para um público ensandecido e que sabia que estava presenciando um momento histórico.

Provavelmente este material deverá ser lançado oficialmente pela banda daqui há alguns meses. Até lá, dá pra curtir o vídeo que o grupo postou em seu canal no YouTube, com a derradeira performance de “Paranoid”, a última música tocada no último show de sua carreira.

O mundo era um antes do Black Sabbath. A música era outra antes da banda. Obrigado por tudo Ozzy, Tony, Geezer, Bill e todos que fizeram parte da incrível história dos pais do heavy metal.

5 de dez de 2016

Show: Black Sabbath | 5 de dezembro de 2016 | Estádio do Morumbi | São Paulo

segunda-feira, dezembro 05, 2016

A noite prometia: a última vez que veríamos Ozzy Osbourne, Tony Iommi e Geezer Butler juntos num palco sul-americano. Depois de um dia de calor intenso, uma queda brutal de temperatura no final da tarde acompanhada de ventos frios, chuviscos e tempestades veio dar o tom macabro apropriado a um especialmente emocionante show do Black Sabbath. O público atendeu à expectativa e encheu o estádio do Morumbi. Só o cenário poderia ser melhor.

Não é novidade ao paulistano que o Morumbi é um estádio obsoleto, numa área da cidade mal servida de transporte público ou de ruas adequadas ao fluxo das mais de 60 mil pessoas que foram ao show do Black Sabbath. A estrutura da casa do São Paulo Futebol Clube também não é boa: para entrar e sair, não há portões em quantidade razoável para dar vazão rápida às filas. Do lado interno há poucos banheiros para a alta demanda, precários e de difícil acesso, opções reduzidas e escassas de alimentação. A visibilidade é ruim em quase todos os setores, com arquibancadas e cadeiras muito distantes do palco, bem como um setor “premium” que divide quase pela metade a pista sobre o gramado.

Todos detalhes que atrapalham a plena experiência, mas pouco influem na atuação da banda em cima do palco. A percepção, porém, piora quando a qualidade de som deixa a desejar como neste domingo. A guitarra de Tony Iommi por vários momentos embolava com o baixo de Geezer Butler. A bateria de Tommy Clufetos demorou a sair dos PAs com o peso necessário, ao contrário da proeminência muitas vezes descabida para o teclado do escondido Adam Wakeman. O volume geral variava conforme a intensidade do vento e da chuva. Apenas a voz de Ozzy, inconfundível como sempre, reinava soberana.

Antes, porém, tivemos o Rival Sons que, por quarenta minutos, quase passou despercebido do público no estádio. Ainda que telões indicando apenas o nome do grupo sem mostrá-lo não tenham colaborado, o descaso também denota um pouco da má vontade do roqueiro típico paulistano com bandas novas, brasileiras ou não. Enquanto os americanos conquistam cada vez mais adeptos no mundo fazendo seu rock retrô soar organicamente moderno com uma altiva performance de palco de seu vocalista Jay Buchanan, as pessoas em geral preferiram ficar conversando nas enormes filas de bebida como se estivessem num boteco ouvindo um Emmerson Nogueira da vida. Azar o delas.


O Black Sabbath entrou no palco quase pontualmente às oito e meia da já fria noite. Um vídeo meio nebuloso com cidades sendo destruídas no telão não preparava tão bem a atmosfera quanto o vento e a garoa que já castigavam o público quando Tony Iommi empunhou sua guitarra e pudemos ouvir, com certa dificuldade, aquelas três malditas notas infernais da canção auto-intitulada que revolucionou o mundo e abriu a apresentação do grupo neste domingo.

A sequência foi um deleite para os fãs. Enquanto uma tempestade desabava sobre nossas cabeças e prejudicava a visão e o som, aumentava a empolgação a cada mínimo acorde reconhecível de “Fairies Wear Boots”, “Into the Void”, “After Forever”, “Snowblind” e ”Behind the Wall of Sleep”, que soavam como uma aula a tantos imitadores do som típico do Black Sabbath nesses últimos quase cinquenta anos, mesmo sentida a ausência de Bill Ward - Tommy Clufetos é um baterista sólido suficiente para qualquer ótima banda de metal, mas é gritante a falta daquele swing jazzístico único da formação original, até hoje ainda não reproduzido a contento nos inúmeros seguidores no doom metal ou stoner rock, nem pelo próprio grupo nesta noite.

De resto, foi um típico show do Sabbath, sem surpresas para o iniciado, não por isso menos emocionante. Ignorando o celebrado disco 13 e com um telão alternando imagens ora psicodélicas, ora distópicas, ao longo de pouco mais de uma hora e meia clássicos foram executados beirando à perfeição para um público animado, que se atrapalhava e se divertia nas palmas ao cantar em jogral com Ozzy os versos de “War Pigs”, ou explodia catártico ao solo de baixo de Geezer Butler que iniciou “N.I.B.” para um dos coros mais bonitos da noite em seu macabro refrão, ou ainda ao entoar a plenos pulmões as melodias da morosa “Iron Man” e da apocalíptica “Children of the Grave”, até a frenesi final avassaladora da incendiária “Paranoid”.


Nem tudo foram flores, como a inaceitável qualidade de som ou o insosso solo de bateria de quase dez intermináveis minutos de Clufetos, introduzido por “Rat Salad”, e até mesmo “Dirty Women”, um momento em que a banda claramente se divertia nas constantes mudanças de andamento enquanto segurava a base para o longo solo improvisado de Tony Iommi, que em vez de embasbacar o público, já exausto pelas condições climáticas, começava a dispersar mais do que nas intermináveis acrobacias do baterista pouco antes.

Todos detalhes insignificantes quando presenciamos o entrosamento absurdo de Iommi e Butler ao reproduzir todos aqueles sons que permeiam em maior ou menor grau toda a nossa coleção de discos de rock, cativados pelo carisma inabalável de Ozzy Osbourne, com sua característica voz já desgastada e sua alegria contagiante de quem, como seus dois velhos parceiros, não sabe o que teria feito da vida se não estivesse ali tocando juntos, talvez pelas últimas vezes.

É difícil apostar na seriedade da turnê de despedida quando uma raposa dos negócios musicais como Sharon Osbourne está envolvida, apesar de o tempo não correr a favor dos músicos e não haver muitos motivos para vender grandiosamente uma futura turnê de reunião. Também é improvável crer num retorno futuro à América do Sul, que só foi agraciado pela presença da formação quase original uma década e meia após sua tão esperada reunião.

Contudo, num ano em que a mortalidade de nossas referências culturais se evidencia com vários chutes na boca do estômago, quando deixamos o Morumbi encharcados pela chuva e, perdão pelo clichê, de alma lavada, éramos gratos não só pelo ótimo show ou pela carreira lendária de riffs eternos, ou ainda todo um estilo musical que esses hoje senhores de Birmingham criaram há quase meio século, mas por podermos guardar na memória a imagem do Black Sabbath triunfante, como os detentores de um legado tão importante merecem.

Por Thiago Martins


16 de nov de 2016

Os 10 discos essenciais do heavy metal setentista

quarta-feira, novembro 16, 2016

A década de 1970 definiu tudo o que sabemos, amamos e curtimos no heavy metal. Foi uma época gloriosa em que as regras não existiam e uma atitude livre permitiu o nascimento de um gênero, que tomou o som pesado de bandas do final dos anos 1960 como Cream e The Who e transformou em algo novo.

Não que alguém tenha chamado isso de “metal" na época. Era heavy rock, ou hard rock - uma fusão de blues e psicodelia embalada com uma atitude vinda direto da cultura do motocilismo. Os fãs foram atraídos pela devoção às guitarras barulhentas, à imagem machista e a algo muito distante das tendências do pop, da disco music e do punk que dominavam o mainstream no período.

Para ser honesto, não há uma definição real de heavy metal nos anos 1970, porque os caminhos sonoros propostas pelas bandas eram muito abrangentes. Era mais do que música: era uma espécie de religião. Um tempo de verdadeiros pioneiros, acentuada pela ingenuidade e pela inocência. Foi quando os gigantes nasceram. E, vamos encarar a verdade, as grandes bandas de metal daquela época ainda reinam supremas.


Black Sabbath - Black Sabbath (1970)

O disco que resumo não apenas o heavy metal dos anos 1970, mas o irresistível apelo de todo o gênero. A faixa-título é a encarnação de tudo que o metal representa. Meditativa, misteriosa, épica, o mais próximo que uma canção poderia chegar de representar o heavy metal com o seu clima sombrio, distorção retorcida e o blues sendo filtrado através da ótica britânica, em um trabalho realizado por músicos com origem na classe trabalhadora. O fato é que quase não se sente a produção do disco, realçando a qualidade atemporal de faixas como “The Wizard” e “N.I.B.”. De uma simplicidade genial, o álbum é um monumento à inovação gerada pela falta de recursos.


Deep Purple - Machine Head (1972)

Tem “Highway Star”, “Space Trickin’” e, claro, “Smoke on the Water”, indiscutivelmente o mais conhecido riff de guitarra da história. O melhor momento da MK II do Deep Purple permanece um testamento à maneira com que o metal é capaz de unir uma atmosfera evocativa, musicalidade incrível e vocais arrasadores. Sua mistura voraz de momentos virtuosos e força de vontade tem inspirado inúmeras bandas nos últimos 40 anos. Cada canção teve até a última gota de inspiração arrancada, e ouvi-lo não deixa dúvidas de que estamos presenciando uma das maiores bandas de todos os tempos no auge de seus poderes.


Kiss - Alive! (1975)

O Kiss se tornou um fenômeno cultural com este álbum duplo. A banda colocou as cartas na mesa, e as coisas funcionaram. De maneira brilhante, pra falar a verdade. Entregando um show ao vivo sempre impressionante, o grupo uniu de maneira inteligente os maiores hinos dos três discos de estúdio anteriores, em versões cheias de energia. É um trabalho totalmente arrebatador, que levou gerações de crianças à frente de seus espelhos, pintados com as maquiagens de suas mães e cerrando os punhos enquanto cantavam “Rock and Roll All Nite” e “Strutter" a plenos pulmões. Quantos destes pequenos não chegaram ao próprio estrelato anos mais tarde?


Ted Nugent - Ted Nugent (1975)

Se soa muito alto, é você que está muito velho!”, declarou Nugent sobre sua estreia solo, que destruiu os tímpanos de todo mundo quando chegou às lojas - e que ainda soa incrível quatro décadas depois. Após dar início à sua carreira com o The Amboy Dukes, Ted Nugent deixou para trás qualquer tipo de sutileza e tocou o mais alto que conseguiu. Este é um disco cheio de momentos clássicos, de “Stranglehold" a “Stormtoopin'" e “Motor City Madhouse”. Nugent foi o mais louco FDP a empunhar uma Gibson Byrdland salivando raiva!


Judas Priest - Sad Wings of Destiny (1976)

Foi com este disco que o Judas Priest encontrou sua identidade e se transformou em uma das pedras fundamentais do heavy metal. Depois de tropeçar em suas ideias na estreia Rocka Rolla, a banda mudou as coisas aqui. As guitarras gêmeas de Glenn Tipton e K.K. Downing definiram um novo caminho para o gênero, quanto a voz de Rob Halford decolou e conquistou corações e mentes. “Victim of Changes”, “The Ripper”, “Dreamer Deceiver”, “Tyrant" e “Genocide" ainda fazem marmanjos sentirem arrepios na espinha. O disco não foi apenas um marco para a banda, mas também para todo o gênero, tornando-se um modelo que muitos iriam seguir nos anos que viriam.


Rush - 2112 (1976)

Um álbum conceitual baseado nos escritos do obscuro autor de direita Ayn Rand e interpretado por três canadenses, um dos quais - o baterista Neil Peart - exibia um vistoso bigode. Sim, temos aqui uma bela receita para um prog metal brilhante! Não apenas o disco que apresentou o Rush para um público muito mais amplo, 2112 exibiu tamanha confiança, bravura e técnica que permanece quase intocável como o pináculo do metal conceitual. Alguns interpretaram o trabalho como se o Rush tivesse opiniões conservadoras e de direita, mas os fãs entenderam: 2112 era uma senhora obra de arte.


Rainbow - Rising (1976)

Magos, arco-íris, mulheres místicas. Tudo isso está no disco que colocou o Rainbow no mapa. O histrionismo da guitarra de Ritchie Blackmore encontrou o companheiro ideal na voz de Ronnie James Dio, um homem vindo direto de um mundo medieval habitado por castelos, reis e rainhas. Se “Stargazer" era a tour de force, então “Tarot Woman”, “Starstuck" e “Run With the Wolf” também apresentavam belos golpes de fantasia. Apesar das pretensões de seu lirismo e de suas aspirações musicais, o disco foi feito com tamanha convicção que qualquer fã de metal reconhece a sua força, mesmo atualmente.


Van Halen - Van Halen (1978)

No fim da década o metal necessitava de algo novo, e obteve a resposta com o Van Halen. Eddie reinventou a figura do herói da guitarra com sua técnica, fazendo nascer uma geração de imitadores. David Lee Roth trouxe humor e non-sense para a mistura, e cada faixa deste disco de estreia soa como uma obra-prima. O Van Halen ganhou o direito de liderar uma nova era no metal, com um álbum que era totalmente diferente de tudo que havia sido feito antes. O Kiss pode ter se auto-proclamado “a banda mais quente do mundo”, mas em 1978 esses quatro garotos eram a banda mais legal do planeta.

Scorpions - Lovedrive (1979)

Revigorando completamente a sua música e o seu estilo, a desde sempre maior banda de metal da Alemanha encontrou seu nicho com este notável disco. Você podia quase sentir as doses cavalares de testosterona que foram despejadas em músicas como “Another Piece of Meat”, “Loving You Sunday Morning” e “Can't Get Enough”. Apesar de algumas canções descaradamente mais descontraídas como “Holiday" e “Coast to Coast”, o Scorpions construiu uma reputação duradoura com Lovedrive. Eles definiram vários clichês do heavy metal, e nós amamos isso.


Motörhead - Overkill (1979)

O Motörhead era o primo assimétrico do Hawkwind - mais sujos, mais desagradáveis e mais rock and roll que os antigos empregadores de Lemmy Kilmister. Overkill convenceu o público de metal cético que o trio era essencial. Muito distante da adversidade mais manufaturada e uniforme da maioria dos seus pares, o Motörhead apenas aumentou o volume e deixou tudo rolar. Foi com o pé no fundo e em alta velocidade, em todos os sentidos, transformando Lemmy, “Fast" Eddie Clarke e “Philthy Animal” Taylor em ícones para os iconoclastas. “No Class”, “Damage Case”, “Metropolis" e a imortal faixa-título são clássicos imunes ao tempo.

Por Malcolm Dome, da TeamRock
Tradução de Ricardo Seelig

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