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12 de jun de 2018

Caixa compila álbuns solo de Nick Mason, baterista do Pink Floyd

terça-feira, junho 12, 2018

A caixa Unattended Luggage será lançada dia 31 de agosto e traz três dos álbuns solo de Nick Mason, baterista do Pink Floyd. O box vem com os discos Nick Mason’s Fictitious Sports (1981), Profiles (1985) e White of the Eye (1987), os dois últimos em parceria com Rick Fenn, guitarrista do 10cc.

Unattended Luggage terá versões em CD e vinil. Além disso, o material será disponibilizado também nos apps de streaming.


17 de abr de 2018

Pink Floyd irá lançar Animals com áudio 5.1

terça-feira, abril 17, 2018

Em entrevista para a rádio holandesa NPO Radio 2, Roger Waters confirmou que o álbum Animals, lançado pelo Pink Floyd em 1977, ganhará uma nova edição com áudio 5.1.

Segundo Waters: “Acabei de trabalhar com Aubrey Powell em uma reedição de Animals com um remix 5.1. Teremos também novas fotos da Battersea Power Station para a capa, e está ficando lindo”.

The Dark Side of the Moon e Wish You Were Here já ganharam edições com áudio 5.1. Caso tenhamos esquecido de algum título, por favor nos corrijam nos comentários.

Não há data oficial para o lançamento desta nova edição de Animals.

22 de mar de 2018

Pulse, clássico ao vivo do Pink Floyd, ganha nova edição em vinil

quinta-feira, março 22, 2018

Lançado em 1995, Pulse é cultuado pelos fãs do Pink Floyd e de rock em geral como um dos melhores discos ao vivo da história. E pelo jeito o culto ao álbum ganhará um novo impulso com o relançamento do título.

Chegará às lojas dia 18 de maio uma nova edição de Pulse em um box com quatro LPs de 180 gramas, cada um deles com uma capa diferente. A caixa virá também com um livro de capa dura de 52 páginas. 

O áudio foi totalmente remasterizado e Aubrey Powell, do estúdio Hipgnosis, recriou a arte junto com Peter Curzon, que trabalhou ao lado de Storm Thorgerson no conceito original.

9 de mar de 2018

A história das coincidências entre O Mágico de Oz e The Dark Side of the Moon

sexta-feira, março 09, 2018

Uma das convergências mais estranhas e aleatórias entre duas peças de arte clássicas da história da cultura pop é a noção de que o filme O Mágico de Oz (1939) serve como um companheiro de vídeo perfeito para o álbum The Dark Side of the Moon (1973), do Pink Floyd.

Não se sabe quem surgiu com a ideia de tocar as duas obras simultaneamente, mas o fato foi levado pela primeira vez à atenção do público pelo jornalista Charles Savage, que escreveu um artigo para o Fort Wayne Journal Gazette em 1 de agosto de 1995. Na matéria ele observou que se você começar a tocar o CD no mesmo instante em que o leão da MGM dá o primeiro rugido, as músicas e o vídeo sincronizam-se de forma estranha em diversos momentos. O artigo foi batizado como The Dark Side of the Rainbow, que desde então passou a ser o nome comum adotado ao mashup.

Entre as semelhanças, Savage encontrou: Dorothy começa a correr durante a frase “No one told you when to run” (“Ninguém lhe disse quando correr”) presente na letra de “Time”; David Gilmour canta “Home, home again” em “Breathe" quando é dito para Dorothy voltar para casa; e “Brain Damage” começa quase no mesmo instante em que o Espantalho canta “If I Only Had a Brain” (“Só Se Eu Tivesse um Cérebro”) e dança na Yellow Brick Road enquanto Roger Waters canta “Got to keep the loonies on the path” (“Mantenha os lunáticos no caminho”).

De forma ainda mais estranha, “The Great Gig in the Sky” (“O Melhor Show no Céu”) coincide com a chegada do tornado, e Dorothy abre a porta da casa para encontrar o colorido País dos Munchkin - quando se dá o início do segundo ato do filme - ao mesmo tempo em que “Money”, a primeira música do lado B de The Dark Side of the Moon, começa a tocar. E assim que o álbum cai em um batimento cardíaco, Dorothy coloca a orelha no peito do personagem Tin Woodsman.

Ao longo dos anos a história de Savage se espalhou, e dois anos após a publicação original a MTV deu em rede nacional a história toda, com bastante destaque. O engenheiro de som do disco, Alan Parsons, foi perguntado se aquilo tinha sido intencional e negou tudo. “Simplesmente não havia equipamentos para fazer algo assim naquela época”, declarou Parsons. “Nós não tínhamos meios de reproduzir vídeos no estúdio onde gravamos o álbum, e além disso o VHS ainda não havia sido lançado em 1972, certo?”. Alan Parsons está correto. Mesmo que a gravação de programas de TV através de fitas de vídeo tenha iniciado em 1956, elas foram projetadas apenas para uso profissional e a tecnologia não ficou disponível para uso doméstico até meados dos anos 1970.

O baterista Nick Manson, no entanto, tem outra versão. “Isso é um absurdo absoluto. O disco não tem nada a ver com O Mágico de Oz, tudo foi baseado em A Noviça Rebelde (filme lançado em 1956 e cujo título original é The Sound of Music)”.

Em 2011 a revista norte-americana Goldmine publicou um artigo que expõe todas as coincidências e explicou o que acontece se você tocar o CD novamente depois que ele termina. Ou você pode simplesmente assistir ao vídeo abaixo:

Tradução de Ricardo Seelig

6 de mar de 2018

Estreia do Pink Floyd ganha edição especial para o Record Store Day

terça-feira, março 06, 2018

Uma nova versão remasterizada do primeiro álbum do Pink Floyd, The Piper at the Gates of Dawn, será lançada em vinil durante o Record Store Day, que neste ano acontecerá no dia 21 de abril.

A nova edição foi remasterizada a partir do mix original mono de 1967 e foi supervisionada pelos produtores James Guthrie, Joel Plante e Bernie Grundman. 

The Piper at the Gates of Dawn será lançado em uma tiragem limitada para o Record Store Day em vinil de 180 gramas de 12 polegadas, com direito a um poster em seu encarte. A capa, diferente da original, ilustra este post.

1 de mar de 2018

Clássico do Pink Floyd quase teve o Surfista Prateado na capa

quinta-feira, março 01, 2018

No 45° aniversário do álbum The Dark Side of the Moon, lançado no dia 1 de março de 1973, o site Ultimate Classic Rock destacou uma história que já é conhecida de muitos fãs do Pink Floyd. Conforme revelado por Aubrey Powell, chefe do estúdio de design Hipgnosis, a capa do lendário disco da banda britânica contaria com o personagem Surfista Prateado, da Marvel.

"Estávamos curtindo a Marvel e o Surfista Prateado parecia ser uma imagem singular e fantástica. Nunca teríamos permissão para usar, mas gostávamos da imagem de um homem prateado, em uma prancha de surf prateada, surfando pelo universo. Tinha propriedades místicas. Muito cósmico, cara!", disse Aubrey, em entrevista à Rolling Stone.

Embora Powell reconhecesse que não conseguiria autorização da Marvel, seria mais fácil naquela época do que nos dias de hoje. Quando The Dark Side of the Moon foi lançado a Marvel já era uma empresa de porte considerável, no entanto estava muito longe de ter as proporções atuais, devido ao sucesso de seu universo cinematográfico.


Vale lembrar que o Surfista Prateado está na capa de outra grande álbum da história do rock, Surfing with the Alien, segundo disco do guitarrista Joe Satriani, lançado em 15 de outubro de 1987.




23 de nov de 2017

Roger Waters e Phil Collins farão shows no Maracanã em 2018

quinta-feira, novembro 23, 2017

Segundo o UOL, a agenda do Estádio do Maracanã contará com diversos shows em 2018. Além dos já confirmados Foo Fighters em 25/02 e Pearl Jam no dia 21/03, mais dois concertos gigantescos estão confirmados no estádio.

De acordo com a coluna (leia mais aqui), Phil Collins retornará para o Brasil e se apresentará no Maracanã no dia 23 de fevereiro. E no segundo semestre teremos a passagem da nova turnê de Roger Waters pelo país, com um show no Maracanã no dia 24 de outubro.

Vale mencionar que os shows de Phil Collins e Roger Waters ainda não foram confirmados oficialmente e, caso sejam, devem contar também com outras datas em mais cidades brasileiras.

11 de set de 2017

Discografia do Pink Floyd será relançada no Japão em CDs réplica de vinil

segunda-feira, setembro 11, 2017

Todo mundo que coleciona discos sabe que as edições japonesas são famosas pelo seu incrível acabamento e qualidade, tanto sonora quanto gráfica. Pois bem: por isso é motivo para comemorar o lançamento de toda a discografia do Pink Floyd em CDs réplica de vinil no mercado japonês em novembro. 

Os discos chegarão às lojas do país oriental no dia 01/11 e cobrem todos os títulos do grupo inglês, de The Piper ar the Gates of Dawn (1967) a The Endless River (2014). As novas edições replicam a design das versões originais lançadas em LP na Inglaterra.


31 de jul de 2017

Ouça na íntegra o disco do Doom Side of the Moon, tributo do guitarrista do The Sword ao Pink Floyd

segunda-feira, julho 31, 2017

A estreia do Doom Side of the Moon, projeto do guitarrista Kyle Schutt que homenageia o Pink Floyd e o clássico The Dark Side of the Moon (1973), está disponível na íntegra para audição online.

O álbum será lançado em CD digipak e LP azul no dia 4 de agosto e conta com as participações da cozinha do The Sword, Bryan Richie (baixo) e Santiago Vela III (bateria), além do vocalista Alex Marrero (Brownout), do saxofonista Jason Grey (Black Joe Lewis) e do tecladista Joe Cornetti (Croy & The Boys).

A banda apresentará o disco na íntegra em um show no dia 5 de agosto no Emo, em Austin.

Aumente o volume e ouça abaixo:

24 de jul de 2017

Eddie Vedder sobe ao palco e canta “Comfortably Numb” junto com Roger Waters

segunda-feira, julho 24, 2017

Último sobrevivente entre os vocalistas das bandas clássicas do grunge, Eddie Vedder subiu ao palco de Roger Waters e cantou “Comfortably Numb” junto com o lendário Roger Waters.

A performance ocorreu durante o show do ex-Pink Floyd em Chicago ontem, 23 de julho. O público de 23 mil pessoas ainda viu Vedder assumir o violão ao final da canção.

Assista abaixo:

23 de jul de 2017

Assista ao preview de Live at Pompeii, novo ao vivo de David Gilmour

domingo, julho 23, 2017

David Gilmour divulgou um preview com mais de três minutos de duração do ao vivo Live at Pompeii. O show foi gravado em 2016 na lendária cidade italiana.


Live at Pompeii passará nos cinemas brasileiros em sessão única no dia 13 de setembro e será lançado em diversos formatos no dia 29/09.


Assista abaixo:


19 de jul de 2017

A curiosa relação da atriz Naomi Watts com o Pink Floyd

quarta-feira, julho 19, 2017

O Pink Floyd tinha um roadie durante os anos 1970 chamado Peter Watts. Ele trabalhou vários anos com a banda e faleceu em 1976, aos 31 anos, após sofrer uma overdose de heroína durante uma das turnês da banda.

Sensibilizados com a situação da família de Peter, que ficou totalmente desamparada, Roger Waters, David Gilmour, Rick Wright e Nick Manson chamaram a viúva de Watts e doaram milhares de dólares para que ela pudesse se manter e criar a única filha do casal, Naomi. Anos mais tarde, Naomi cresceu e se transformou em uma atriz conhecida em todo o mundo, estrelando filmes como Cidade dos Sonhos, O Chamado e 21 Gramas.

Esta história foi revelado pelo The Guardian, que conversou com Naomi: “Meu pai não tinha nenhum dinheiro guardado e a minha mãe também não tinha nada, então a banda foi muito gentil conosco. Eles doaram alguns milhares de dólares para a minha mãe para que seguíssemos com nossas vidas. Foi uma quantia generosa e um gesto muito carinhoso por parte deles. Eles também me deram algumas fotos dele. As poucas que eu tinha eram todas fora do foco e ele estava sempre sério. Nas imagens que recebi, pude ver pela primeira vez o seu sorriso”.

Na foto abaixo, Naomi está à esquerda, no colo de sua mãe e ao lado de seu pai. A imagem mostra o Pink Floyd e sua equipe em Saint Tropez, em meados da década de 1970.



17 de jun de 2017

David Gilmour nos cinemas brasileiros

sábado, junho 17, 2017

A Rede Cinemark exibirá em algumas de suas salas de cinema o filme David Gilmour - Live at Pompeii, show realizado pelo vocalista e guitarrista inglês na lendária cidade italiana durante a sua turnê de 2016.


O show terá sessões únicas somente no dia 13 de setembro em 28 salas do Cinemark, conforme listagem abaixo:



David Gilmour Live At Pompeii

Datas e horários: 13 de setembro, às 20 horas
Preço: R$ 40 (inteira) e R$ 20 (meia); salas VIP: R$ 60 (inteira) e R$ 30 (meia)
Duração: 125 minutos
Classificação Indicativa: a consultar

Complexos participantes:


Aracaju (SE)

Shopping RioMar – Rua Delmiro Gouveia s/nº

Belo Horizonte (MG)

Pátio Savassi – Av. do Contorno, 6061

Brasília (DF)

Pier 21 – S.C.E. Sul, Trecho 2

Campinas (SP)

Iguatemi Campinas – Av. Iguatemi, 777

Curitiba (PR)

Shopping Mueller – Av. Candido de Abreu, 127

Florianópolis (SC)

Floripa Shopping – Rod. Virgilio Várzea, 587

Goiânia (GO)

Flamboyant – Av. Jamel Cecilio, 3300

Mogi das Cruzes (SP)

Mogi Shopping – Av Vereador Narciso Yague Guimarães 1001

Niterói (RJ)

Plaza Shopping Niterói – Rua XV de Novembro, 8

Porto Alegre (RS)

Barra Shopping Sul – Av. Diário de Notícias, 300

Recife (PE)

RioMar – Av. República do Líbano, s/nº

Rio de Janeiro (RJ)

Botafogo Praia Shopping – Praia de Botafogo, 400
Downtown – Av. das Américas,500

São Paulo (SP)

Eldorado – Av. Rebouças, 3970
Cidade São Paulo – Avenida Paulista, 1230
Market Place – Av. Dr. Chucri Zaidan, 920
Metrô Santa Cruz – Rua Domingos de Morais, 2564
Pátio Higienópolis – Av. Higienópolis, 646
Cidade Jardim –Av. Magalhães de Castro, 12000

São Caetano do Sul (SP)

ParkShopping São Caetano – Alameda Terracota, 545

Salvador (BA)

Salvador Shopping – Av. Tancredo Neves, 2915

Uberlândia (MG)

Uberlândia Shopping – Av. Paulo Gracindo, 15

Ribeirão Preto (SP)

Novo Shopping – Av. Presidente Kennedy, 1500

Natal (RN)

Midway Mall Natal – Av. Bernardo Vieira, 3775

Manaus (AM)

Studio 5 – Av. Rodrigo Otávio, 555

Londrina (PR)

Boulevard Londrina Shopping – Av. Theodoro Victorelli, 150

Guarulhos (SP)

Internacional Shopping Guarulhos – Rodovia Pres. Dutra, 397/650

Cuiabá (MT)

Goiabeiras Shopping – Av. José Monteiro de Figueiredo, 500

5 de jun de 2017

Guitarrista do The Sword regrava álbum clássico do Pink Floyd em versão doom; ouça "Money"

segunda-feira, junho 05, 2017

Kyle Shutt, guitarrista da banda norte-americana The Sword, decidiu regravar o clássico The Dark Side of the Moon, lançado pelo Pink Floyd em 1973 e um dos álbuns mais emblemáticos do rock. 

O projeto foi batizado como Doom Side of the Moon e conta com a participação dos companheiros de banda Bryan Richie (baixo) e Santiago Vella III (bateria). O vocalista Alex Marrero (Brownout), o saxofonista Jason Grey (Black Joe Lewis) e o tecladista Joe Cornetti (Croy & The Boys) completam o time. A produção é de Stuart Sikes (The White Stripes).

A nova versão tem o título de Doom Side of the Moon e será lançada dia 4 de agosto em CD e vinil. Pré-venda aqui.

E pra sentir o clima, foi divulgado um vídeo com a releitura de “Money”. Eu curti pra caramba!

Assista abaixo:

19 de mai de 2017

“The Last Refugee”, novo clipe de Roger Waters

sexta-feira, maio 19, 2017

Roger Waters divulgou mais uma música de seu novo disco. Depois de “Smell the Roses” e “Déjà vu”, a faixa da vez é “The Last Refugee”. A canção ganhou um belo clipe dirigido por Sean Evans, colaborador de longa data do baixista e que dirigiu anteriormente Roger Waters: The Wall, lançado em 2015.

Is This the Life We Really Want?, o primeiro disco de rock de Roger Waters em 25 anos, chegará às lojas dia 2 de junho.

9 de mai de 2017

Nick Mason desenha pra quem ainda não entendeu: não existe chance de reunião do Pink Floyd

terça-feira, maio 09, 2017

Promovendo a The Pink Floyd Exhibition: Their Mortal Remains, mostra sobre a banda inglesa que acontecerá em Londres a partir do dia 13 de maio e ficará na cidade por vinte semanas, Nick Mason respondeu mais uma vez a pergunta sobre a possibilidade de uma reunião do Pink Floyd com Roger Waters.

E a resposta foi a mais clara possível, como pode ser visto no vídeo abaixo:

8 de mai de 2017

Roger Waters mostra mais uma música de seu novo disco

segunda-feira, maio 08, 2017

Atenção, floydmaníacos: tem outra música nova de Roger Waters na área! O baixista e vocalista divulgou a segunda prévia de seu novo álbum, Is This the Life We Really Want?, cuja data de lançamento está marcada para o dia 2 de junho.

Em "Déjà Vu” ouvimos Waters trilhar novamente o caminho acústico de obras-primas como “Mother" e “Hey You” (sim, há ecos do clássico The Wall aqui), em um arranjo que evolui em lindas melodias e conta com a presença de instrumentos clássicos como violinos e violoncelo.

De arrepiar!

13 de abr de 2017

Assista documentário da BBC sobre o genial David Gilmour

quinta-feira, abril 13, 2017

Produzido pela BBC, o documentário Wider Horizons foi lançado em 2015, na mesma época em que o mais recente álbum do guitarrista, Rattle That Lock, chegou às lojas. No filme, Gilmour explica as suas influências, conta como aprendeu a cantar e a tocar guitarra e fala sobre o então novo disco.

O material está disponível no YouTube com legendas em português. Uma ótima dica para saber mais a respeito de um dos maiores músicos da história do rock.

Assista abaixo:

16 de nov de 2016

Pink Floyd e a trilha-sonora de 2001: Uma Odisséia no Espaço

quarta-feira, novembro 16, 2016

Em 1968, Stanley Kubrick, diretor de cinema norte-americano, lançava o que muitos consideram até hoje a sua obra prima. 2001: Uma Odisseia no Espaço é reverenciado até hoje como um dos melhores filmes já feitos - para muitos, o melhor. Tratando sobre a evolução da nossa espécie desde seus primórdios até um futuro com robôs e viagens interplanetárias, Kubrick faz mais que um filme: promove uma obra de arte com fotografias impressionantes e uma trilha sonora espetacular. Mas você sabia que, dizem os boatos, a trilha-sonora da película poderia ter sido feita pelo Pink Floyd?

No fim de 1967 o Pink Floyd não era a sensação pela qual todos o conhecemos agora. O catálogo da banda consistia em dois singles (“See Emilly Play” e “Arnold Layne”) e um álbum de estúdio, a estreia The Piper at the Gates of Dawn. Apesar de pouco material, a banda já tinha feito duas faixas que pode ser classificadas como space-rock, “Astronomy Domine” e “Interstellar Overdrive”.


Já do outro lado da moeda, Kubrick ouvia todo tipo de música possível em busca da trilha ideal para o seu filme, fato já confirmado pelo próprio diretor numa entrevista com Jeremy Bernstein, em 1966. Por essa procura incessante de Kubrick, a sua filha já disse em entrevista que acha totalmente possível que ele tenha contatado a banda inglesa para trabalhar na trilha de 2001.

Kubrick me disse que achava que ele tinha ouvido quase todas as composições modernas disponíveis em registros, em um esforço para decidir o estilo de música que caberia no filme. Aqui, novamente, o problema era encontrar algo que soasse peculiar e distintivo, mas não tão incomum a ponto de ser uma distração. ”  - Jeremy Bernstein

Mas apesar de tudo isso parecer apenas especulação, há um forte indício de que esse contato realmente aconteceu. Em 1991, Nicholas Schaffner escreveu em A Saucerful of Secrets, uma das primeiras biografias respeitáveis do Pink Floyd, o seguinte parágrafo: "Roger Waters, ainda para recusar a associação à ficção científica, chegou a dizer que seu 'grande arrependimento' foi não ter feito a trilha sonora para 2001: Uma Odisseia no Espaço, onde partes da mesma, particularmente na longa, surpreendente e alucinante sequência perto do fim, parecem notavelmente Floydianas”. Schaffner, por algum motivo, não pôs a fonte da entrevista no livro, mas isso não impediu que diversos sites e revistas perpetuassem esse trecho como prova de que houve contato entre Kubrick e Pink Floyd para a trilha sonora de 2001


Entre tantas meias verdades, há algo muito curioso sobre esse caso. E tem a ver com a música “Echoes”, presente no sexto álbum de estúdio do Pink Floyd, Meddle (1971). A maioria de nós sabe do estranho sincronismo entre The Dark Side of the Moon (1973) e O Mágico de Oz (1939), mas esse não é o único caso desse tipo a acontecer com o Pink Floyd. Três anos depois do lançamento de 2001: Uma Odisseia no Espaço, o Pink Floyd lança o álbum Meddle, dando destaque a música “Echoes”, que com sua longa duração (23:29) ocupa todo o lado B do disco. Pois, curiosamente, se sincronizarmos a música com o quarto ato do filme, para qual Kubrick deu o nome de “Jupiter and Beyond the Infinite”, percebemos que a estrutura da canção se ajusta totalmente as cenas, até mesmo na duração. Assim chega a ser difícil dizer que a música não foi feita pensando no filme de 1968. 

Seria essa uma tentativa de Roger Waters se redimir consigo mesmo após ter se arrependido de negar o convite de Stanley Kubrick? Ou será que foi tudo mera coincidência? Acaso ou não, saímos ganhando na história, presenteados com obras de arte vindas de ambas as partes. 

Por Eduardo Palini

28 de out de 2016

As 10 melhores capas de álbuns de bandas progressivas

sexta-feira, outubro 28, 2016

Grandes capas de discos adquirem status de obras de arte por mérito próprio, acrescentando profundidade e significado aos álbuns que embalam. Enquanto as músicas fornecem um trampolim para a imaginação do ouvinte, as capas das bandas progressivas ajudaram a eliminar fronteiras e definiram novos padrões estéticos. Abaixo estão as dez melhores.


10 Caravan - In the Land of Grey and Pink (1971)

A graciosa ilustração de Anne Maria Anderson e sua colorização delicadamente suave trocam o clima idílico explorado até então pelo Caravan por uma fantasia ao estilo de J.R.R. Tolkien. Evocativa e graciosa, é curiosamente desprovida de pessoas. Talvez elas estejam todas em outro lugar, curtindo uma atmosfera romântica em um campo de golfe invisível?


9 The Nice - Elegy (1971)

Definindo grande parte da sofisticada linguagem visual multi-camadas dos anos 1960 e 1970, o estúdio criativo Hipgnosis não pensou em fugir do deserto para montar uma duna ondulante com bolas estrategicamente encaixadas. Enigmática, essa linha de areia sugere um monumento efêmero a uma banda que poderia ser muito mais do que foi.


8 The Moody Blues - A Question of Balance (1970)

Um universo turbulento desdobra-se na meditação épica de Phil Travers, sobre as consequências da vida na era Einstein. Ponderando ameaças apocalípticas, agitação social, industrialização descontrolada e capitalismo insaciável, suas mensagens ameaçadoras parecem tão relevantes agora como eram nos anos 1960.


7 Hawkwind - In Search of Space (1971)

A arte de Barney Bubbles emprega linhas elegantes, art-deco e retro-futurismo para assemelhar-se a um cartaz de recrutamento para a frota do espaço interplanetário no marco do space-rock gravado pelo Hawkwind. Com a figura de Hermes no centro, implicando em um impulso irresistível em direção à velocidade e à descoberta, certamente marca a localização desse item tão desejável no tesouro extraterrestre.


6 Rush - Hemispheres (1978)

Imaginada por Hugh Syme, colaborador de longa data do Rush, vemos figuras expostas frente a frente, refletindo o jogo de poder arquetípico da música. Os opostos polares, a figura lógica e a análise inspirada em Magritte confrontam uma variação dionisíaca do homem das estrelas do Rush, que defende uma criatividade irrestrita - duas qualidades características frequentemente associadas à banda.


5 Genesis - Nursery Crime (1971)

A perspectiva forçada de Paul Whitehead de uma majestosa paisagem vitoriana é a casa perfeita para os contos do Genesis sobre decapitação, suicídio e revoltas botânicas inquietantes. Os insetos reais, capturados depois que Whitehead envernizou a lona original, acrescentam a percepção de corrupção e escuridão neste retrato de uma Inglaterra distorcida e angustiante.


4 Emerson, Lake & Palmer - Brain Salad Surgery (1973)

As criações xenomórficas de HR Giger estão hoje firmemente enraizadas na cultura popular. No entanto, em 1973 o mundo não estava familiarizado com suas visões distorcidas de um pesadelo distópico, soldando homem e máquina em um só. A gravadora, incapaz de engolir o ato sexual controverso originalmente presente na arte original de Giger, insistiu que ele fosse aerografado.


3 Yes - Fragile (1971)

Já um designer experiente, a parceria de Roger Dean com o Yes começou aqui. Com um trabalho abrangente, ele continuou explorando um universo sedutor em uma vasta, detalhada e impressionante escala. Repleto de locais exóticos, flora e faunas pitorescas, os conceitos extremamente influentes de Dean estabeleceram uma ressonância poderosa muito além da música.


2 Pink Floyd - Wish You Were Here (1975)

O conceito visual desenvolvido pela Hipgnosis revela camadas complexas de imagens memoráveis e impressionantes, ressoando e conectando-se aos temas sombrios e líricos do disco. O casaco queimado simbolizando a máquina corporativa tornou-se uma das imagens mais duradouras da longa parceria entre o estúdio criativo e o Pink Floyd.


1 King Crimson - In the Court of the Crimson King (1969)

Quando o King Crimson encomendou ao chapa Barry Godber algo para o seu disco de estreia, ninguém tinha ideia do que esperar. Com uma intensidade assustadora, baseada em um auto-retrato hiper-estilizado do artista, a capa anunciou a surpreendente volatilidade da música e encarnou os espíritos turbulentos e esquizóides do seu tempo.

Por Syd Smith, do TeamRock
Tradução de Ricardo Seelig

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