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5 discos de rock e metal que muita gente nem sabe que existem


Mesmo os fãs mais apaixonados por rock e metal costumam descobrir, de tempos em tempos, discos que provocam uma reação imediata: “Como eu nunca ouvi falar disso antes?”. E o mais curioso é que muitos desses álbuns envolvem músicos gigantescos, integrantes de bandas lendárias e projetos que, em teoria, deveriam ter recebido muito mais atenção.

Mas por diferentes motivos — época errada, divulgação limitada, propostas experimentais ou simplesmente por fugirem das expectativas do público — alguns trabalhos acabaram esquecidos pelo tempo, escondidos nas discografias de artistas famosos ou restritos a nichos muito específicos.

A seguir, selecionamos cinco discos que se encaixam perfeitamente nessa categoria: álbuns excelentes, curiosos e surpreendentes que muita gente ainda desconhece.


Walk the Walk... Talk the Talk
— The Head Cat (2011)

Quando se fala em Lemmy Kilmister, a primeira imagem que vem à cabeça é o peso bruto do Motörhead. Mas no The Head Cat, o lendário músico mostra outra de suas grandes paixões: o rock and roll dos anos 1950.

Ao lado de Slim Jim Phantom (baterista do Stray Cats) e Danny B. Harvey (guitarrista e pianista do The Rockats), Lemmy mergulha de cabeça no rockabilly, revisitando clássicos de Elvis Presley, Buddy Holly e outros pioneiros do gênero.

O resultado é um disco divertido, espontâneo e extremamente autêntico, que revela as raízes musicais que ajudaram a moldar toda a personalidade do Motörhead. Ainda assim, é um trabalho que permanece praticamente desconhecido fora do círculo mais dedicado de fãs do Lemmy.


Awoken Broken
— Primal Rock Rebellion (2012)

Muita gente sequer sabe que Adrian Smith lançou vários projetos paralelos fora do Iron Maiden, como o A.S.A.P. e o Psycho Motel, bandas que entregaram álbuns interessante no período em que o guitarrista estava fora da banda, durante os anos 1990. Mas o Primal Rock Rebellion surgiu após o retorno de Adrian para o Maiden, e passa longe do heavy metal tradicional associado à Donzela.

Criado em parceria com Mikee Goodman, vocalista da banda de metal progressivo inglesa SikTh, o único álbum do grupo mistura metal alternativo, prog e experimentalismo em uma sonoridade moderna, imprevisível e bastante sombria. Em vez de riffs épicos e refrães grandiosos, o disco aposta em atmosferas densas, estruturas pouco convencionais e uma abordagem quase introspectiva.

É justamente essa diferença que torna Awoken Broken tão interessante. O álbum mostra um Adrian Smith disposto a explorar territórios completamente diferentes de sua zona de conforto, entregando um trabalho ousado e injustamente ignorado.


Storm Corrosion
— Storm Corrosion (2012)

A união entre Steven Wilson e Mikael Åkerfeldt parecia destinada a gerar um grande álbum de metal progressivo. Mas o resultado surpreendeu completamente o público.

Storm Corrosion é um disco minimalista, melancólico e profundamente atmosférico, muito mais próximo do folk obscuro, do rock psicodélico e da experimentação setentista do que de qualquer coisa pesada. O álbum exige paciência e imersão, funcionando quase como uma experiência sensorial.

Talvez justamente por fugir das expectativas criadas em torno de seus autores, o trabalho acabou ficando à margem até mesmo entre fãs de progressivo. Ainda assim, é um disco fascinante, cheio de detalhes e com uma identidade artística muito própria.


Plastic Planet
— GZR (1995)

Lançado em plena década de 1990, Plastic Planet mostra um lado pouco conhecido de Geezer Butler. Em vez de revisitar o som clássico do Black Sabbath, o baixista decidiu apostar em uma mistura moderna de heavy metal, industrial, groove e rock alternativo.

Com vocais de Burton C. Bell, do Fear Factory, o álbum apresenta uma atmosfera pesada, urbana e futurista, como se o Sabbath tivesse sido transportado para um cenário cyberpunk.

Mesmo extremamente criativo e surpreendente, Plastic Planet acabou soterrado pelo contexto da época e raramente aparece em listas ou discussões sobre grandes discos dos anos 1990. O que é curioso, porque o álbum envelheceu muito melhor do que muita coisa lançada naquele período.


Pride & Glory
— Pride & Glory (1994)

Muito antes de fundar o Black Label Society, Zakk Wylde lançou um disco que pegou muita gente de surpresa. Em vez do heavy metal agressivo pelo qual ficou conhecido ao lado de Ozzy Osbourne, Pride & Glory mergulha fundo no southern rock, no blues e no hard rock clássico americano. Acompanhado pelo baixista James LoMenzo (Megadeth) e pelo baterista Brian Ticky (Whitesnake), o disco traz influências de Lynyrd Skynyrd, Allman Brothers e até música country em vários momentos.

Como foi lançado em 1994, durante o auge do grunge e do rock alternativo, o disco acabou ficando perdido no tempo. Hoje, porém, soa como uma peça cult da carreira do Zakk Wylde e um dos seus trabalhos mais interessantes justamente por mostrar um lado menos conhecido do guitarrista.


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