23 de jan de 2009

Hardão 70: Bang, o Black Sabbath americano?

sexta-feira, janeiro 23, 2009

Por Marcos A. M. Cruz
Colecionador e Editor do Whiplash! Rock e Heavy Metal
Whiplash

"Muitas bandas de heavy rock dos anos setenta não tiveram o reconhecimento que mereciam naquela época, só anos mais tarde é que começaram a ser cultuadas, pois o que fizeram influenciaria todo o som pesado que viria nas décadas seguintes. Foi lá que tudo começou". (Frank Ferrara)

"Faço gravações de raridades em fita K7. Mande selos para receber catálogo".

Mais que depressa, respondi ao anúncio, e logo que recebi a lista fiz meu primeiro pedido; dentre outros, um tal de Bang, que até então nunca tinha ouvido falar, mas que de acordo com a descrição, era "parecido com Black Sabbath".

Alguns dias depois, ao receber o material, constatei que a descrição era mais que precisa, pois se tratava de um power trio pesadíssimo para a época (início dos anos setenta), e gostei tanto da coisa que passei a encher o saco do indivíduo que havia me gravado a fitinha, até que consegui comprar o bolachão, pagando a bagatela de trinta ou quarenta dólares, não lembro ao certo.

Mas a referência à Iommi & companhia dizia respeito apenas à sonoridade da banda, pois a temática nada tinha a ver com o som do Sabbath, até porque a terra natal dos integrantes do Bang é os Estados Unidos, mas precisamente a Filadélfia, embora alguns pensem que eles sejam originários da Flórida, devido ao fato de ter havido por lá na época uma banda chamada The Bangs, que chegou a ser citada aqui no Brasil numa edição da revista Pop.

Por outro lado, somente o primeiro disco (que na realidade foi o segundo gravado pelo grupo) é "pesado", os demais são bem mais suaves, embora muitíssimo interessantes em minha opinião (que no fundo não conta muito, pois sou apaixonado pelos seventies).


Final de 1969: o baterista Tony D'Iorio responde a um anúncio de jornal e se encontra com o guitarrista Frank Gilcken e o baixista Frank Ferrara, ambos com apenas dezessete anos mas que já tinham experiência com várias bandas formadas desde que iniciaram na escola secundária, influenciados principalmente pelos Beatles. Como a química havia funcionado, começam a ensaiar, inicialmente contando com um vocalista conhecido apenas como CJ, com quem fariam sua primeira apresentação, ocorrida num manicômio(!), que era o lugar onde CJ estava morando ...

Após tentar vários vocalistas (e até tecladistas), decidem que o melhor seria se estabelecer como um power trio; na época, eles tocavam sob o nome Magic Band, até que um dia D'Iorio se deparou com um artigo na revista Rolling Stone intitulado "English groups bang in USA", que falava sobre a explosão das bandas inglesas nos EUA.


Nada de grande aconteceria até 1971, tempo este que seria aproveitado pelo grupo, já batizado de Bang, para compor e ensaiar material próprio para o que viria a ser o LP "Death of a Country", que seria engavetado pela gravadora, permanecendo inédito até 1999.

Gravadora? Pois é, graças a um contato na Flórida (justamente onde havia aquela outra banda quase homônima), eles são convidados a abrir shows para artistas do quilate de Rod Stewart, James Gang, Deep Purple, Uriah Heep, Steppenwolf, e um pouco mais tarde, o Black Sabbath (parece que todo mundo abriu para eles naqueles tempos), além de muitos outros. Estes shows acabam rendendo um contrato com a Capitol Records, onde gravam o tal álbum em agosto de 1971, que de certa forma se tratava de um trabalho conceitual, com letras falando sobre o apocalipse, inclusive tendo ao final uma reprodução (bastante distorcida) do som da explosão de uma bomba atômica.


Mas a Capitol achou o trabalho extremamente anti-comercial, e acaba por rejeitá-lo, designando para Michael Sunday (que havia trabalhado, entre outros, com o pessoal do Blue Cheer) a incumbência de produzir outro disco. Michael decide realçar o aspecto "heavy" do grupo, e lhes dá duas semanas de prazo para compor um novo álbum, que resulta no auto-intitulado LP gravado em fevereiro de 1972 e lançado poucos meses depois, com a capa inspirada no que teria sido o primeiro trabalho (originalmente deveria ser dupla, não se sabe porquê saiu simples - contenção de despesas?). Um single ("Future Shock"/ "Questions") também é editado na mesma época.


Em novembro do mesmo ano os rapazes registram mais um álbum, desta vez sob a produção de Jeffrey Cheen e John Palladino, que seria lançado ainda em dezembro: "Mother / Bow to the King", que pode de fato ser considerado como dois trabalhos distintos, pois as capas e até os selos do Lado A e B apresentam diferenças. Outros dois singles são lançados: "Keep On"/ "Red Man" e "Idealist Realist"/ "No Sugar Tonight". Mas os produtores aprontam uma sacanagem com D'Iorio, tendo substituído sua gravação original pelo trabalho de dois bateristas de estúdio: Duris Maxwell e Bruce Gary (Knack). Isto provocaria uma crise no grupo, que resultaria em sua saída, embora ainda permanecesse como letrista e tenha passado para a função de empresário.


Como a gravadora não havia investido em publicidade, eles não conseguem sequer fazer uma turnê para promover o álbum, mas mesmo assim, como tinham assinado um contrato para gravar quatro discos, em junho de 1973 registram algumas músicas, novamente com Bruce Gary na bateria, que seriam lançadas no mesmo ano no LP "Music", além do compacto "Feels Nice" / "Slow Down". Era o fim. Gilcken vai para o Texas, tocar numa banda local, Ferrara parte para carreira solo e Tony sai do meio musical.


"Wanna trade some rare 70's stuff? Write for me!".

Logicamente não resisti ao apelo, e mandei um e-mail para o gringo, que demonstrou ser profundo conhecedor da coisa. Conversa vai, conversa vem, perguntei se ele conhecia o Bang, ao que ele respondeu: "They have an official website, look at bangmusic.com". Quase caí da cadeira ao constatar que eles não só haviam voltado à ativa, como o webmaster do site se tratava do Tony D'Iorio em pessoa, que já estava online desde 1996.


Em 1999 eles lançam mais um álbum, "RTZ", naturalmente bem longe da sonoridade que os notabilizou no passado, mas ainda assim até que interessante - mal comparando, dá para fazer uma analogia entre o que o Grand Funk fez no passado com o que oferece hoje em dia.

Há projetos de se lançar um novo trabalho em breve, cujo título deverá ser "Isle of Hope", e de acordo com eles vai trazer regravações de faixas como "Love Sonnet" e "Bow to the King".

Os dois discos de 1972 foram relançados em CD por uma gravadora européia chamada Lizard Records, na realidade uma subsidiária da famosa SPM, que como muitos sabem não se trata exatamente de um selo "legítimo"; por sinal, o Bang está brigando na justiça pelos direitos sobre seu catálogo, em poder da Capitol até hoje, e que pelo visto dificilmente serão relançados digitalmente pela gravadora, que ainda por cima se recusa a liberar as masters originais.


Entretanto, todo o catálogo da banda (incluindo logicamente o "RTZ") pode ser adquirido diretamente no website dos caras em edições dois em um; uma com os dois discos de 1972 (curiosamente sem a versão de "No Sugar Tonight" de Randy Bachman, provavelmente ausente devido à questões autorais), e a outra trazendo o "Music" de 1973, o inédito "Death of  a Country", além do single de 1973 e uma faixa inédita, "Make Me Pretty", das mesmas sessões de gravação.

Minha opinião? Se for para gastar uma grana com o lançamento pirata da Lizard, melhor investir neste feito pelos próprios integrantes do grupo, que embora também tenha sido extraído dos velhos LPs (em excelente estado de conservação, tal como os usados pela gravadora européia) traz um livreto com toda a ficha técnica e as letras das músicas.


Nota do editor: em 2004 o grupo lançou o álbum "The Maze", trazendo um som similar ao som mais pesado que faziam no início dos anos setenta. Como esse texto do Socram foi escrito antes dessa data, essa informação não consta nele.





Castiga! - The Kinks e o Império Britânico

sexta-feira, janeiro 23, 2009

Por Marco Antonio Gonçalves
Colecionador

Um dos maiores representantes do rock britânico, os Kinks também foram protagonistas da chamada Invasão Britânica - um marco na história do rock, cujo estopim foi o desembarque dos Beatles no aeroporto de Nova York em fevereiro de 1964. O fenômeno foi responsável pela popularização de bandas inglesas na terra do Tio Sam, lançando no mercado americano não só os Beatles, como os Rolling Stones, The Who, The Animals, Yardbirds, Small Faces … e claro, os Kinks, uma das prediletas da casa.

Nascido das cinzas do Ravens em 1963, o grupo era composto em sua formação original pelos irmãos Ray Davies - vocalista, guitarrista, principal compositor e também a alma da banda - e Dave Davies (guitarra e vocais), e ainda Pete Quaife (baixo e vocais) e Mick Avory (bateria). Nem sempre tão lembrados como os Fab Four ou os Stones, mas tão importantes e influentes quanto, tocaram do rock and roll ao pop, passando pelo rhythm and blues, psicodelismo, country e folk. Com o single “You Really Got Me”, em 1964 alcançaram o primeiro lugar na parada britânica, lançando as bases do hard rock.


O som dos Kinks pode ser pressentido principalmente através dos acordes potentes e distorcidos da guitarra de Dave e, claro, nas sensacionais composições de humor refinado interpretadas por Ray, um autêntico cronista do modo de vida britânico e simplesmente um dos melhores letristas da história do rock. Legítimos bad boys, desenvolveram uma carreira cercada de polêmicas, envolvendo conflitos internos, agressões mútuas entre os músicos e condutas deploráveis em algumas turnês.

Nos Estados Unidos, após performances viscerais na tour de 1965, foram proibidos de pisar em solo americano até meados de 1969. Os motivos nunca foram revelados, mas o comportamento selvagem nos palcos, as desavenças com os promotores locais por causa dos cachês, shows inacabados ou cancelados e as confusões e brigas envolvendo os integrantes são alguns dos fatores que certamente contribuíram para que o veto ocorresse. A “doce” relação entre os irmãos Davies foi definida pelos próprios na música “Hatred (A Duet)”, do disco "Phobia" de 1993: “o ódio é a única coisa que nos une”.


Com uma carreira sólida que se estendeu até 1996, gravaram mais de trinta álbuns, alguns indispensáveis, como a estréia homônima (64), "Kinks-Size" (65), "The Kinks Kontroversy" (65), "Face to Face" (66), "Something Else by the Kinks" (67), "The Village Green Preservation Society" (68), "Lola Versus Powerman and the Money-Go-Round - Part One" (70) ou "Muswell Hillbillies" (71), só pra citar alguns. O disco que escuto neste momento é sem dúvidas um dos meus favoritos: "Arthur (Or the Decline and Fall of the British Empire)".

Lançado em 1969, Arthur era a trilha sonora de um projeto da TV Britânica que acabou não indo adiante, no qual Ray Davies colaborava com o dramaturgo e roteirista Julian Mitchell. Um álbum menosprezado pela crítica da época e atropelado meses depois pela ópera rock "Tommy" do The Who. Considerado ultrapassado e recebido de forma gélida pelos súditos da coroa, o long-play passou longe das paradas de sucesso e vendeu pouco, tornando-se um fracasso comercial do selo Pye. Algo que não dá para entender, já que o registro é simplesmente maravilhoso. "Arthur" marca também a estréia do baixista John Dalton (ex- Mark Four) como membro fixo, substituindo Pete Quaife, que preferiu respirar novos ares, montando a sua própria banda, o Mapleoak.


Obra conceitual retratando o declínio e a queda do Império Britânico pós-Segunda Guerra Mundial, numa crônica debochada e miserável de Mr. Ray Davies. Um almanaque sonoro contendo uma coleção de críticas sociais e políticas das mais irônicas ao modo de vida britânico, em meio à reconstrução nacional do pós-guerra. O que se ouve são verdadeiros hinos detonando as guerras, o imperialismo, a monarquia reinante e o establishment inglês. Letras sarcásticas disparando contra a pequena burguesia, a decadência moral e econômica, o panorama desalentador da classe operária, o incógnito mercado de trabalho em outro país, lavagem cerebral e repressão institucional, vitórias e derrotas, sonhos e desilusões, o glorioso e o banal.

Faixas altamente pegajosas, embaladas por levadas empolgantes, numa sucessão de melodias e composições insuperáveis. Belos arranjos vocais, riffs memoráveis, orquestrações, naipe de metais e seção rítmica
made Távola Redonda, com o quarteto mostrando porque era a mais inglesa das bandas inglesas. O que dizer de maravilhas como “Victoria”, “Yes Sir, No Sir”, “Some Mother’s Son”, “Drivin”, “Brainwashed”, “Austrália” … e eu nem cheguei no lado B do vinil. Não preciso falar mais nada. Escutem e tirem as suas conclusões! Um chiclete sonoro … simples assim!!


Obra-prima à parte, o que me motivou a escrever esta resenha foi a confirmação de que a banda está voltando à ativa após um recesso de doze anos. O anúncio foi dado à BBC de Londres por ninguém menos que Ray Davies, que afirmou que um álbum de inéditas já vem sendo esboçado, possivelmente para ser lançado em 2009.

Esse retorno, por sinal, vem sendo cogitado há alguns anos, mas foi adiado por conta do quadro de saúde dos irmãos Davies. Em 2004, enquanto Dave sofria um derrame cerebral, Ray era alvejado com um tiro na perna, após uma perseguição a assaltantes. Reestabelecidos, parece que agora o negócio é pra valer. Não foram divulgadas datas de lançamentos ou shows, mas uma coisa é certa: o retorno aos palcos será com a formação clássica. Fiquei na espectativa!


22 de jan de 2009

O Jazz e Sua Formação - Parte 2

quinta-feira, janeiro 22, 2009

Por Fábio Pires
Pesquisador e Colecionador
Isto é Jazz

O surgimento do jazz, geograficamente, é reconhecido por muitos por ter se dado em New Orleans, onde até hoje as raízes do estilo continuam na vida social dos habitantes, mesmo após a trágica enchente de 2005. Mas não somente lá ele se desenvolveu, como também em outros estados (Memphis, St. Louis, Kansas e Missouri). 

Mais especificamente no Missouri, em Sedalia, temos o advento do ragtime, considerado por muitos como o pré-jazz, sendo o seu primeiro estilo. O ragtime não possuía um improvisação específica como acontecia no jazz, desde seu início, mas já era swingado desde sua origem. Seu pico de popularidade, podemos dizer, foi de 1897 à 1918. Como música de dança, era uma modificação das famosas marchas militares baseadas em tempos de 2/2 ou 4/4, com notas graves e de melodia acompanhadas na mão direita. Essas batidas sincopadas levam o ouvinte a vibrar com a cadência da música. 


Scott Joplin, mencionado no primeiro tópico, era considerado o Rei do Ragtime. O mesmo pregava um ritmo mais lento para que depois se pegasse o swing da melodia. O termo ragged time (uma marcação não regular para a música, esse é o termo que achamos no dicionário Cambridge Advanced Learning) virou ragtime posteriormente.

Em New Orleans, a miscigenação de raças com franceses, espanhóis, russos, italianos, cubanos e africanos moldou o cenário exato para a formação do jazz. Escutava-se valsas, marchas prussianas, canções italianas, africanas e cubanas, isso sem contar os
spirituals das lavouras de algodão (canções de lamentação dos negros escravos), as canções blues e os shouts (gritos de lamentação diferenciados dos spirituals).


Naquela época em New Orleans, não somente os negros tinham a tradição jazzística, mas também os brancos com seus instrumentos refinados e caros, que criaram um jazz mais sofisticado, mencionando todas as influências citadas acima. Com harmonia mais limpa, sonoridade mais fiel às canções européias, os brancos não utilizavam os sons estridentes caracteríticos dos negros. Obviamente que os brancos, detentores do poder, refletiam essa característica negra também em suas canções com, por exemplo, o artista branco Papa Jack Laine. Ele conferiu uma maior notoriedade ao estilo com suas orquestras Original Dixieland Jazz Band e a New Orleans Rhythm Kings. Não havia muito ainda a presença do solo, e a improvisação era a marca registrada desse início do estilo. Canções como “Tiger Rag”(1917) e “At the Jazz Band Ball”(1919) ajudaram a divulgar o jazz branco que se difundia então.

Em 1917, a Original Dixieland Jazz Band consegue gravar o primeiro disco de jazz com grande sucesso em Nova York, difundindo assim a palavra
jazz como uma maneira de se fazer música, que se iniciou mais claramente no sul dos Estados Unidos.

Nota do autor: nessa pesquisa o site e-Jazz e a obra "The Rough Guide to Jazz" foram duas de minhas fontes. 

Tiamat - Amanethes (2008)

quinta-feira, janeiro 22, 2009

Por Ricardo Seelig
Colecionador
Why Dontcha

Cotação: ****

Nono álbum dos suecos do Tiamat, "Amanethes" escancara o quanto o grupo liderado pelo vocalista e guitarrista Johan Edlund mudou o seu som ao longo dos anos. Qualquer pessoa que comparar a estreia dos caras, "Sumerian Cry", de 1990, com o novo disco, dirá que trata-se de uma banda diferente, tamanhas as diferenças. O death metal do início se transformou em um gothic metal repleto de peso, receptivo a outros estilos musicais e executado com grande competência.

Celebrando vinte anos de carreira (o grupo foi fundado na cidade de Taby em 1988), o Tiamat, que além de Edlund conta com Thomas Wyreson nas guitarras, Anders Iwers no baixo e Lars Skold na bateria, gravou um bonito álbum de heavy metal com influências de rock progressivo e pop, acrescentando ainda mais cores ao seu som.

O início com "The Temple of the Crescent Moon" é um hard rock gótico, enquanto "Equinox of the Gods" explora o peso com propriedade, com uma bateria veloz e mudanças de andamento interessantes. Ecos de Sisters of Mercy e Bauhaus podem ser sentidos em "Until the Hellbounds Sleep Again", que nos remete à cena gótica européia do final dos anos oitenta. "Lucienne" é outro bom momento, cadenciada e carismática.

"Raining Dead Angels" traz de volta à ordem do dia os vocais guturais de Johan Edlund, e o resultado é excelente, alterando o caminho que o trabalho vinha seguindo, com Edlund se limitando a explorar apenas os tons mais graves de sua potente voz. "Raining Dead Angels" quebra o disco ao meio, pois separa, de maneira bem clara, as duas partes do play: a primeira, mais pesada e agressiva, da segunda, mais calma e contemplativa.

"Misantropolis" inicia esse novo momento, e se revela uma tremenda balada para curtir na estrada. A emocionante e melancólica "Amanitis", com uma bela melodia construída sobre uma base de violões, mostra todo o lirismo dos suecos, e introduz "Meliae", influenciadíssima pelo Pink Floyd de "The Wall", com guitarras que emulam David Gilmour e os vocais de John Edlund soando como os do grupo inglês. "Meliae" é uma excelente composição, com sensíveis linhas vocais, um bonito solo de teclado e um solo final de guitarra arrebatador.

A tétrica "Via Dolorosa" vai fundo nas entranhas do ouvinte, alternando passagens mais calmas e com vocais limpos com momentos mais agressivos e vozes guturais. "Circles" e "Amanes" exploram andamentos mais lentos, transmitindo angústia e melancolia em suas notas, fechando o álbum de maneira arrepiante, com uma aura de vampirismo quase palpável.

"Amanethes" possui dois pólos distintos, antagônicos e únicos, mas em ambos a banda mostra competência e criatividade, desbravando caminhos sonoros com a competência de sempre.

Olhando para o passado do Tiamat é impossível prever onde o grupo estará em seu futuro. O próximo álbum pode agregar qualquer gênero musical ao som da banda. O fato é que, seja para que lado o amanhã levar esses suecos, uma coisa é certa: o talento que possuem é a garantia de que eles sempre estarão fazendo boa música.


Faixas:
1. The Temple of the Crescent Moon - 5:33
2. Equinox of the Gods - 4:35
3. Until the Hellhounds Sleep Again - 4:07
4. Will They Come? - 5:13
5. Lucienne - 4:41
6. Summertime is Gone - 3:53
7. Katarraktis Apo Aima - 2:42
8. Raining Dead Angels - 4:18
9. Misantropolis - 4:13
10. Amanitis - 3:21
11. Meliae - 6:11
12. Via Dolorosa - 4:06
13. Circles - 3:48
14. Amanes - 5:29

Bandas de Um Disco Só: Cargo - Cargo (1972)

quinta-feira, janeiro 22, 2009

Por Ronaldo Rodrigues
Colecionador

A História

Aqui o lance é pra quem se amarra em guitarras solando desvairadamente, clima de jam session e um bom rock n’ roll de peso. 

Começaram com o nome de September, em 1970, em Amsterdam. O pessoal que integrou o grupo já era bem rodado no cenário musical da cidade, tocando com bandas de rock garagem e psicodélico. A primeira formação contava com Jan de Hont (guitarras e vocal), Ador Otting (teclados), Willem de Vries (baixo e vocal) e Frans Smit (bateria). 


Esta formação registrou, pelo selo Imperial , um compacto com as canções “Little Sister” e "Walk On By". Conseguiram com essas canções até uma pequena repercussão na Holanda, mas por pouco tempo. O baterista Frans Smit pulou fora para ingressar no Brainbox (grupo do qual fazia parte o guitarrista Jan Akkerman, antes de tocar com o Focus), e foi substituído pelo baterista Jerry Göbbel. 


Em 71, mais mudanças – sai o tecladista Ador Otting e entra Hessel de Vries, e o irmão de Jan, o também guitarrista Adri de Hont, entra para o grupo. Esta formação lançou outro compacto - "Jelly Rose"/"If Mr. Right Comes Along" . Veio o próximo single - "Chocker"/"Lydia Purple" e a formação da banda já era diferente - não contava mais com um tecladista e o baterista Jerry Göbbel cedeu a cadeira para Dennis Whitbred (que tinha tocado anteriormente com o Ekseption de Rick Van der Linden).


1972 foi um ano de mudanças. Vendo que os trabalhos anteriores não estavam dando em nada, decidiram mudar o direcionamento musical e o nome, passando a se chamar Cargo. Em meio ao efervescente mercado de rock do período e suas novas tendências, decidiram abandonar os singles e trabalhar em um álbum, com o foco agora no trabalho instrumental. Entraram em estúdio e registraram quatro longas e poderosas faixas, combinando um pesado hard rock com muito groove e space-rock.

A imprensa holandesa acolheu bem o trabalho, mas as vendas foram fracas, o que provavelmente motivou o fim do grupo no mesmo ano de 72.

O Disco


O disco de 1972 é repleto de andamentos maliciosos e riffados selvagens. Bateria e baixo precisamente alinhados fazem a agitação livre que move por puro frenesi majestosos solos de guitarra. O trabalho das guitarras não é algo que beire o surpreendente, mas é explorado ao máximo da amplitude que o redil daqueles talentos lhes permitia alcançar. Em todo o disco há sensatas parcerias harmônicas entre as guitarras, sempre tocadas com garra, musicalidade e senso sonoro. Os trechos com vocais são curtos e bem espaçados, sendo uma presença secundária, porém interessante na trajetória do som.

Em faixas como “Crossfind” e “Summerfair” há o típico
groove setentista – wah-wahs, baixo bem marcado e toneladas de cordas de guitarra chacoalhando pulsadamente o ar ao redor com suas vozes ardidas e bárbaras. As reverberações e o fraseado constante em alguns momentos do disco oferecem um poder levemente hipnótico, que induz a vários minutos de extasiamento auditivo, mesclando suavidade e profundidade com muito peso. Contribuem para isso os timbres, que são encantadoramente datados, providos de toda a gordura e fluidez analógica.

De forma geral, não há muito o que destacar individualmente no álbum, que soa como um todo poderoso e original. A impressão que temos no trabalho é que alguém disparou as fitas de rolo e simplesmente deixou a coisa acontecer (o que aconteceu muito bem)!

O relançamento em CD deste disco, realizado em 1993 pelo selo Pseudonym, traz os três
singles do September, que também são interessantes, mas possuem uma premissa diferente – ali, a idéia era soar mais como canção e menos como “viagem sonora”, com incursões de teclados e com os vocais capitaneando o som. Há bons momentos, especialmente no single “Chocker/Lydia Purple”, que tem sonoridade bem similar às faixas do disco. “Lydia Purple” é uma balada tocante, memorável. O vinil original da época é uma raridade grande e custará algo que beira o nível do “excêntrico” para ser adquirido.

SoulSpell - A Legacy of Honor - Act I (2008)

quinta-feira, janeiro 22, 2009

Por Ricardo Seelig
Colecionador
Cotação: ***1/2

Após o lançamento da primeira parte do projeto Avantasia, em 16 de janeiro de 2001, ao ler as palavras "Metal Opera" todo fã de música pesada, mesmo inconscientemente, tem como parâmetro de qualidade a obra concebida pelo vocalista Tobias Sammet. O primeiro trabalho do SoulSpell não foge à regra.

Totalmente desenvolvido, composto e executado por músicos brasileiros, "A Legacy of Honor - Act I" surpreende pelo alto nível das suas trezes faixas. A figura principal do SoulSpell é o baterista Heleno Vale, autor de todas as composições. Ao seu lado estão Fabiana Oliveira (teclados), Tito Falaschi (baixo), Thiago Amendola (guitarra), Daniel Manso (guitarra) e Cleiton Carvalho (guitarra).

Mas, além da já citada qualidade das músicas, o que coloca o SoulSpell em outro nível são as participações especiais de algumas das melhores vozes da cena metálica nacional. Marcam presença em "A Legacy of Honor - Act I" Leandro Caçoilo (Eterna), Bruno Maia (Tuatha De Dannan), Nando Fernandes (Hangar), Renato Tribuzy (Tribuzy), Christian Passos (Wizards), Mário Linhares (Dark Avenger), Iuri Samson (Hibria), Daisa Munhoz (Vandroya) e Maurício Del Bianco (Innerforce), além do já citado Tito Falaschi, que além de tocar baixo também canta no play.

Após a introdução "The Gathering", "Age of Silence" abre os trabalhos de maneira avassaladora. Um típico
speed metal, a canção conta com linhas vocais muito bem desenvolvidas, tendo Leandro Caiçolo como figura principal, amparado por excelentes performances de Nando Fernandes e Iuri Samson. "Troy" é a próxima, e, sem demérito algum, soa bastante similar ao Avantasia, com um grande refrão e a muito bem-vinda participação de Daisa Munhoz, com o seu timbre doce contrastando de uma maneira muito legal com os inúmeros vocais masculinos. O ritmo cai um pouco com "Alexandria" e "Milvian Bridge", essa última uma balada fenomenal com grande participação de Bruno Maia, além de Leandro Caiçolo.

As composições passeiam pelo heavy metal melódico, power metal e prog metal, reunindo o que de melhor cada um desses gêneros possui. "The Blackmith" é mais cadenciada e carismática; "The Impaler" é um soco no estômago, com ótimas guitarras e uma participação sensacional de Caiçolo nos vocais; "Army of Just One Mind" é épica e pesada, e tem Nando Fernandes, Christian Passos e Leandro Caiçolo se revezando nos vocais; Mário Linhares dá as caras em "Soulspell", outra com andamento mais cadenciado; já "Weight of Evil" acelera tudo novamente, em mais um grande momento do disco.

Mas é na última faixa de "A Legacy of Honor - Act I", "The Last Life", que o disco revela o seu momento mais cristalino. Uma típica composição que une o metal melódico e o prog metal, traz linhas vocais empolgantes, ricas e intricadas passagens instrumentais, mudanças de andamento, um ótimo coro e outras inúmeras características em mais de nove minutos de uma jornada pelo que de melhor a música pesada produziu na década de noventa. Comece a ouvir o álbum por essa faixa que você não irá se arrepender.

Produzido por Tito Falaschi, o trabalho conta com grandes performances individuais de todos os instrumentistas presentes, em especial o baixo do próprio Falaschi e as guitarras de Thiago Amendola, Daniel Manso e Cleiton Carvalho. Somado a isso, temos a revelação e subsequente afirmação de Heleno Vale como um compositor de talento diferenciado, que concebeu uma obra musical que não fica devendo nada não só aos demais grupos nacionais, mas, principalmente, aos do exterior.

E, fechando, a escolha de Leandro Caiçolo para desempenhar o papel de Tobit, figura central de "A Legacy of Honor - Act I", mostrou-se um tremendo acerto, já que a voz do Eterna revela segurança e personalidade no desempenho do papel, dando um passo enorme e importantíssimo em sua carreira, evoluindo e pedindo passagem como um dos melhores vocalistas do Brasil e, porque não, do cenário metálico mundial como um todo. Amparado por um elenco coadjuvante sensacional, onde os grandes destaques são Nando Fernandes, Bruno Maia, Renato Tribuzy e Daisa Munhoz, Caiçolo brilha intensamente, em uma das gravações mais antológicas de sua carreira.

Concluindo, mais um ótimo álbum lançado por músicos brasileiros, que tem tudo para agradar quem curte heavy metal melódico e trabalhos conceituais. Se esse é o seu caso, não pense duas vezes antes de comprar.

Faixas:
1. The Gathering - 1:33
2. Age of Silence - 5:17
3. Troy - 3:43
4. Alexandria - 4:33
5. Milvian Bridge - 4:43
6. The Blackmith - 4:19
7. The Impaler - 6:14
8. A Little Too Far - 5:05
9. Army of Just One Mind - 4:50
10. SoulSpell - 4:21
11. Weight of Evil - 4:16
12. Eternal Skies - 3:16
13. The Last Life - 9:05

21 de jan de 2009

In Flames - A Sense of Purpose (2008)

quarta-feira, janeiro 21, 2009

Por Ricardo Seelig
Colecionador
Cotação: ****1/2

"A Sense of Purpose", nono álbum de estúdio dos suecos do In Flames, segue a tendência dos últimos trabalhos da banda, ou seja, a retomada dos elementos que tornaram o grupo reconhecido e respeitado em seus primeiros anos de carreira, período no qual lançaram petardos do calibre de "The Jester Race" (1996), "Whoracle" (1997), "Colony" (1999) e "Clayman" (2000). Contudo, há aqui uma diferença fundamental em relação aos álbuns recentes: em "A Sense of Purpose" o retorno as características do passado não se dá de forma tímida, mas sim de maneira escancarada e, o que é fundamental, com muita inspiração.

O disco já abre com uma pedrada, a ótima "The Mirror´s Truth". É reconfortante ouvir novamente em um álbum do In Flames um canção construída sobre riffs de guitarra. "The Mirror´s Truth" tem passagens onde as melodias de guitarra pulam para o primeiro plano, além de contar com um refrão que deve ser cantado a plenos pulmões nos shows.

A audição continua recompensadora com a faixa seguinte, "Disconnected", outra que tem suas raízes nos instrumentos de Bjorn Gelotte e Jesper Stromblad. Uma pegada influenciada pelo hardcore leva a um refrão onde a melodia é, novamente, a bola da vez.

Marés de inspiração parecem ter chegado até os caras, já que o álbum vai entregando, faixa após faixa, ótimos momentos. É o caso de "Sleepless Again" (que arrisca até uns teclados no fundo, que dão um colorido interessante à composição); a paulada na cabeça que é "Alias" (tente não bater seu pescoço sem parar durante essa faixa), dona do melhor riff do disco; "I´m the Highway", com as guitarras gêmeas de Bjorn e Jesper e com um refrão que a credencia a ser uma das faixas preferidas dos fãs; "Delight and Angers", com ótimas passagens alternando riffs muito legais com pausas para a respiração; "Condemned", que mostra como é possível unir as características dos últimos discos - influenciadíssimos pelo metal norte-americano - para criar uma ótima composição, outra vez com um refrão muito legal; e o death metal melódico, na melhor tradição do
Gotemburg Sound, bate ponto em "Drenched in Fear", perfeita para os fãs das antigas.

O único ponto negativo fica pela cansativa e equivocada "The Chosen Pessimist", que se arrasta por mais de oito minutos de um arranjo que bebe direto na fonte dos americanos do Korn, inserindo elementos eletrônicos desnecessários e que não contribuem em nada. "The Chosen Pessimist" é tão diferente das outras onze faixas que parece mais uma sobra de outras sessões de gravação do que uma música composta na mesma safra das que estão no disco.

A produção, de responsabilidade da banda e da dupla Roberto Laghi e Daniel Bergstrand, foi fundamental para o ótimo nível alcançado pelo disco. Os timbres dos instrumentos estão muito bem equilizados, e até mesmo o vocal de Anders Fridén, que nos últimos
plays soava forçado e até mesmo irritante em algumas faixas, agrada de imediato.

As ilustrações da capa e do encarte também merecem destaque. Desenvolvidas pelo design Alex Pardee, transportam o ouvinte para um mundo paranóico e meio claustrofóbico, inspirado nas HQs de terror. Um trabalho sensacional.

E, como se isso tudo já não fosse suficiente, a versão nacional traz como bônus um DVD com mais de três horas de material gravado no estúdio, uma espécie de
making off passo a passo da produção do disco. E, o que é raro aqui no Brasil, todo o material está legendado, proporcionando aos fãs brasileiros um complemento muito legal, que ajuda a entender a concepção do trabalho.

Fechando, "A Sense of Purpose" é, sem dúvida alguma, o melhor trabalho do In Flames nos últimos anos, mostrando que o grupo ainda tem muito a contribuir para o heavy metal.


Faixas:
1. The Mirror's Truth - 3:01
2. Disconnected - 3:38
3. Sleepless Again - 4:11
4. Alias - 4:51
5. I'm the Highway - 3:43
6. Delight and Angers - 3:40
7. Move Through Me - 3:07
8. The Chosen Pessimist - 8:15
9. Sober and Irrelevant - 3:24
10. Condemned - 3:36
11. Drenched in Fear - 3:31
12. March to the Shore - 3:29

Baranga - Meu Mal (2007)

quarta-feira, janeiro 21, 2009

Por Ricardo Seelig
Colecionador

Cotação: ***1/2

Rock and roll sujo e malvado, com letras bagaceiras, repletas de histórias de sexo e bebedeiras. Essa frase resume bem o que é o Baranga, ótima banda paulista que chega a seu terceiro disco, "Meu Mal", lançado originalmente em 2007.

Musicalmente, as influências do quarteto formado por Xande (vocal, guitarra e slide), Deca (guitarra), Soneca (baixo) e o veterano Paulão (bateria, ex-Centúrias, Harppia e outros) seguem a risca a tradição de grupos como Motorhead e AC/DC, além de brazucas como os pioneiros do Made in Brazil, com riffs contagiantes, tocados com uma energia bruta, que não aceita meio termo.

O álbum já abre com o pé no fundo, com Paulão introduzindo "Filho Bastardo" com uma levada que é puro Cozy Powell. A grudenta "Meu Mal", faixa que dá nome ao disco, vem na sequência e traz uma linha vocal empolgante, daquelas que, quando você percebe, está cantando junto. Ótima pedida para ser trabalhada como faixa de trabalho. "Frango, Farofa e Cachaça" tem uma letra hilária, contando a saga de um qualquer que tropeçou em um despacho em uma encruzilhada. Uma das melhores composições de toda a carreira do grupo, fácil, fácil.

O hard rock pesadíssimo de sempre ganha temperos blues em "A Noite Inteira", um acento rockabilly em "Fuego del Infierno" (toda cantada em espanhol,
muchacho!) e bebe na fonte sempre fértil de Chuck Berry e de todo o rock da década de cinquenta em músicas como "Garota Rocker" e "Predador".

A ótima produção de Heros Trench acentuou ainda mais o peso do grupo, deixando o som ainda mais cheio, fazendo os alto-falantes vibrarem sem parar. Completando, a capa, concebida por Juan Guzman, traduz bem a essência do Baranga e o que o ouvinte encontrará nas dez faixas do disco.

"Meu Mal" traz um hard rock com muito peso, que irá fazer sucesso nas festas com os amigos, tomando uma bebida, falando da mulherada e saindo sem rumo por aí.

Recomendadíssimo.


Faixas:
1. Filho Bastardo - 2:31
2. Meu Mal - 3:44
3. Frango, Farofa e Cachaça - 4:18
4. A Noite Inteira - 4:27
5. Fuego del Infierno - 3:45
6. Garota Rocker - 3:13
7. Não Mora Mais Aqui - 3:38
8. Na Contra-Mão - 4:15
9. Predador - 3:36
10. A Vida é Uma Só - 3:48

20 de jan de 2009

U2 disponibiliza novo single para audição online

terça-feira, janeiro 20, 2009

Por Ricardo Seelig
Colecionador
"Get on Your Boots", novo single do U2, já está disponível para audição em streaming. Basta clicar aqui para ouvir a nova música dos caras. O lançamento oficial acontecerá no dia 15 de fevereiro (para a versão digital, que poderá ser baixada no site da banda) e 16 de fevereiro, para a versão normal, em CD da Mercury/Universal.

Musicalmente, a faixa começa dando toda pinta que será um rock no estilo de "Vertigo", que abria o último álbum dos caras, "How to Dismantle an Atomic Bomb", de 2004, mas logo essa impressão cai por terra, com a canção descambando para uma batida pseudo-moderninha e uma linha vocal pouco inspirada de Bono. Na minha opinião, uma faixa pra lá de decepcionante.

O novo álbum, "No Line on the Horizon", teve sessões na cidade marroquina de Fez, no estúdio do grupo em Dublin, e em estúdios em Nova Your e Londres. Produzido por Brian Eno, Daniel Lanois e Steve Lillywhite - os três colaboradores de longa data do conjunto -, o disco chegará às lojas inglesas no dia 02 de março, e nas americanas um dia depois, dia 03.

O álbum terá uma versão normal (com encarte de 24 páginas) e uma versão em digipack (cuja encarte contará com 32 páginas e um poster do grupo), que terá como bônus um filme de Anton Corbijn chamado "Linear". Ao que tudo indica essa versão será o tradicional combo CD + DVD. Estará disponível também uma edição limitada acompanhada de uma revista com 64 páginas, com entrevistas do grupo e novas fotos de Corbijn, além de uma charmosa versão em vinil de 180 gramas.


Confira o track list do disco:

1. No Line On The Horizon
2. Magnificent
3. Moment of Surrender
4. Unknown Caller
5. I'll Go Crazy If I Don't Go Crazy Tonight
6. Get On Your Boots
7. Stand Up Comedy
8. Fez - Being Born
9. White As Snow
10. Breathe
11. Cedars Of Lebanon 

Só nos resta torcer para que as outras dez faixas de "No Line on the Horizon" sejam bem melhores que "Get on Your Boots", senão teremos um disquinho bem meia boca a caminho.


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