A estreia de Lauren Hart no Arch Enemy com o single “ To The Last Breath” não soa apenas como a apresentação de uma nova vocalista, mas sim como um momento de redefinição para uma das bandas mais importantes da história do death metal melódico. A saída de Alissa White-Gluz encerrou um ciclo iniciado em 2014, quando ela assumiu o posto deixado por Angela Gossow . Se Angela consolidou o padrão brutal e técnico do grupo nos anos 2000, Alissa trouxe maior amplitude dinâmica, incorporando nuances melódicas e uma presença de palco ainda mais expansiva. Foram duas fases distintas, mas igualmente importantes na consolidação do legado da banda. A chegada de Lauren Hart, portanto, acontece sob forte expectativa. Antes de integrar o Arch Enemy, ela construiu sua trajetória à frente do Once Human , projeto criado ao lado do guitarrista e produtor Logan Mader, ex-Machine Head e Soulfly . Nos três álbuns lançados pela banda entre 2015 e 2022, Lauren demonstrou domínio técnico, alternando gut...
Quando o Sepultura lançou Roots em 1996, o metal vivia um momento de transição. O thrash havia perdido força comercial, o grunge ainda projetava sombras sobre a cena pesada e uma nova geração começava a experimentar com groove, afinações mais baixas e abordagens menos técnicas. Foi nesse cenário que um grupo brasileiro decidiu não apenas se adaptar, mas redefinir o jogo. Roots não foi apenas uma mudança sonora. Foi uma mudança de perspectiva. A banda abandonou de vez a velocidade cortante de álbuns como Arise (1991) em favor de riffs mais densos, repetitivos e tribais. “Roots Bloody Roots” já anunciava a transformação: menos virtuosismo, mais impacto. O peso vinha da cadência, da pulsação quase ritualística. O metal deixava de ser apenas agressão técnica para se tornar experiência física. Produzido por Ross Robinson , figura central no surgimento do nu metal, o álbum capturou uma crueza emocional que dialogava com o que bandas como Korn começavam a explorar. Mas ao contrário...