Glenn Hughes estava atravessando um período muito particular de sua vida quando gravou Addiction . Depois de anos convivendo com problemas relacionados à dependência química, o baixista e vocalista havia retomado sua carreira e vinha construindo uma sequência de bons discos. Em 1996, porém, resolveu olhar para uma parte bastante dolorosa de seu passado e fez um de seus trabalhos mais pesados. O curioso é que Hughes não estava particularmente interessado em gravar um álbum de hard rock naquele momento. Depois da versatilidade de Feel (1995), Addiction representou uma mudança brusca de direção. Guitarras pesadas, riffs agressivos e uma atmosfera sombria tomaram conta do disco, produzido ao lado de Marc Bonilla e com Joakim Marsh nas guitarras. Mas o peso aqui não está apenas nos instrumentos, está também nas letras. A faixa-título, “Addiction”, estabelece o tom, enquanto “Down” recupera um pouco mais do blues e do groove que sempre fizeram parte da identidade de Hughes. “I'm Not...
Há artistas que precisam de anos para construir uma coleção respeitável de grandes sucessos. O Roxette precisou de pouco mais de uma década. Formado na Suécia em 1986 por Per Gessle e Marie Fredriksson, o duo transformou uma combinação de pop, rock, baladas e refrões irresistíveis em uma das fórmulas mais bem-sucedidas da música popular entre o final dos anos 1980 e a primeira metade dos 1990. Don't Bore Us – Get to the Chorus! , originalmente lançado em 1995, documenta justamente esse período de ouro. Trinta anos depois, a coletânea retorna em uma edição comemorativa em CD duplo que amplia o repertório original para 20 faixas. E o mais interessante é perceber como essas músicas continuam funcionando. A produção denuncia sua época em alguns momentos, mas as composições permanecem extremamente eficientes. "The Look" funciona como uma declaração de princípios: guitarras, teclados, batida contagiante e um refrão que parece ter sido desenhado para permanecer na memória. ...