O UFO estava no auge quando entrou em estúdio para gravar Obsession (1878) . Depois de Phenomenon (1974), Force It (1975), No Heavy Petting (1976) e Lights Out (1977), a banda havia construído uma sequência que a colocava entre os grandes nomes do hard rock britânico dos anos 1970. Ao mesmo tempo, porém, as relações internas estavam cada vez mais complicadas, especialmente entre Phil Mogg e Michael Schenker. O paradoxo é que, enquanto o grupo se aproximava do seu ponto de ruptura, sua música continuava encontrando novas possibilidades. Obsession é o quinto e último álbum de estúdio da formação clássica com Schenker. Produzido novamente por Ron Nevison, apresenta um UFO um pouco diferente daquele ouvido em Lights Out . O peso continua presente, mas há mais espaço para melodias, arranjos sofisticados e uma sonoridade acessível. Não é um disco tão imediatamente esmagador quanto Force It , nem possui a atmosfera épica de faixas como “Love to Love”, mas encontra sua própria identida...
Existe uma espécie de regra não escrita entre colecionadores de discos: depois que um álbum entra na coleção, ele deveria permanecer ali para sempre. Como se vender um CD fosse admitir que a compra foi um erro, abandonar uma parte da própria história ou, pior ainda, deixar de ser um verdadeiro colecionador. Nunca enxerguei dessa maneira. Uma coleção construída ao longo de muitos anos inevitavelmente muda porque nós também mudamos. Os discos que fizeram sentido aos 30 anos podem não fazer aos 40, e aqueles que pareciam indispensáveis há uma década podem simplesmente deixar de ser ouvidos. Às vezes você para de acompanhar uma banda. Às vezes percebe que comprou um álbum mais por impulso do que por realmente gostar dele. Em outras situações, existe uma questão muito mais simples: você não tem mais espaço. Não vejo problema algum em vender discos que não fazem mais sentido dentro da minha coleção. Na verdade, acho que isso pode ser uma parte saudável do próprio colecionismo. Tirar algu...