Desde que chegou ao Brasil pela Mythos, Dragonero vem demonstrando porque se tornou a principal série de fantasia da Sergio Bonelli Editore. Misturando aventura clássica, construção de mundo e personagens carismáticos, a obra de Luca Enoch e Stefano Vietti encontrou uma identidade própria, capaz de dialogar tanto com leitores de fantasia medieval quanto com fãs dos quadrinhos Bonelli. Os volumes 33 e 34 reforçam essa qualidade ao reunir quatro histórias originalmente publicadas na Itália entre os números 46 e 49 da série regular. O volume 33 abre com No Coração do Império , uma aventura que amplia a dimensão política de Erondar. Ian Aranill, Gmor e Sera chegam à capital imperial para investigar uma conspiração envolvendo assassinos élficos e as misteriosas Rainhas Negras. Stefano Vietti desenvolve uma trama de intrigas, alianças e segredos que enriquece muito o universo da série e mostra como as ameaças podem surgir tanto dos monstros quanto das ambições humanas. Na sequência, Cria...
A história do rock está repleta de músicos que buscaram ampliar os limites do gênero, mas poucos fizeram isso com a consistência de Jon Lord. Enquanto a maioria dos tecladistas explorava sintetizadores e pianos elétricos para tornar o rock mais grandioso, o fundador do Deep Purple perseguia um objetivo diferente: construir uma linguagem em que o universo da música clássica e a energia do rock coexistissem em igualdade de condições. Sarabande (1976) talvez seja a expressão mais refinada dessa ambição. Desde o histórico Concerto for Group and Orchestra , apresentado em 1969, Lord demonstrava que sua formação erudita não era apenas um detalhe de currículo. Ao longo dos anos seguintes, porém, percebeu que simplesmente colocar uma banda de rock diante de uma orquestra não bastava. Era preciso escrever música que pertencesse naturalmente aos dois mundos. É exatamente isso que acontece em Sarabande . Inspirado nas antigas suítes barrocas, o álbum é estruturado em oito movimentos batizados...