Quando a Marvel decidiu apagar o casamento de Peter Parker e Mary Jane em Um Dia a Mais , a reação dos leitores foi imediata. Para muitos, tratava-se de uma das decisões editoriais mais equivocadas da história dos quadrinhos de super-heróis. Outros enxergaram na mudança uma oportunidade de devolver o Homem-Aranha às origens. Independentemente da opinião, uma coisa é certa: Homem-Aranha: Um Novo Dia precisava provar que existia um bom motivo para justificar uma mudança tão radical. A resposta veio nas páginas de Amazing Spider-Man #546 a #551, agora reunidas pela Panini na coleção Marvel de Bolso. Em vez de tentar convencer o leitor de que a decisão anterior foi correta, a equipe criativa simplesmente coloca Peter Parker novamente em movimento. Solteiro, morando sozinho, procurando emprego e enfrentando problemas financeiros, ele volta a ser o jovem azarado que conquistou milhões de leitores desde os tempos de Stan Lee e Steve Ditko. O foco dessa nova fase está no cotidiano do pers...
Todos os anos, quando chega o Dia Mundial do Rock, a mesma discussão reaparece. Alguém afirma que o rock morreu, enquanto outro responde prontamente que ele continua vivo. Em seguida surgem listas de bandas novas, comparações com o passado, reclamações sobre o streaming e previsões apocalípticas sobre o futuro da música. Talvez a pergunta esteja errada. E se o rock não tivesse morrido? E se ele simplesmente tivesse vencido? Pode parecer um paradoxo, mas poucos movimentos culturais exerceram uma influência tão profunda sobre a música popular quanto o rock. Seu maior triunfo talvez tenha sido justamente deixar de ser apenas um gênero para se tornar uma linguagem. Quando isso acontece, deixa de fazer sentido medir sua importância apenas pelo número de artistas nas paradas ou pela quantidade de discos vendidos. Na década de 1950, o rock era uma ruptura. Nos anos 1960, tornou-se a voz de uma geração. Nos anos 1970, passou a dominar a indústria fonográfica. Nos anos 1980, virou um fenôme...