Um assalto a um trem, uma fortuna em ouro e um bando de criminosos parecem ingredientes suficientes para mais uma aventura clássica de Tex. Em O Grande Roubo , porém, Claudio Nizzi transforma essa premissa em uma trama de investigação, traições e interesses cruzados, enquanto José Ortiz entrega uma das artes mais marcantes já vistas em um Texone. A história começa quando Linch Weyss e seu grupo interceptam o trem que transporta o pagamento dos soldados. O golpe parece perfeito até que os criminosos descobrem que os sacos que deveriam estar recheados de moedas de ouro estão, na verdade, cheios de arruelas de ferro. A partir daí, Tex e Kit Carson entram em cena para descobrir onde foi parar o dinheiro e quem está por trás da fraude. Nizzi constrói a narrativa como um quebra-cabeça, acrescentando personagens, interesses e reviravoltas sem abandonar aquilo que faz Tex funcionar tão bem: perseguições, tiroteios, confrontos diretos e a justiça implacável que costuma acompanhar o ranger. ...
Glenn Hughes estava atravessando um período muito particular de sua vida quando gravou Addiction . Depois de anos convivendo com problemas relacionados à dependência química, o baixista e vocalista havia retomado sua carreira e vinha construindo uma sequência de bons discos. Em 1996, porém, resolveu olhar para uma parte bastante dolorosa de seu passado e fez um de seus trabalhos mais pesados. O curioso é que Hughes não estava particularmente interessado em gravar um álbum de hard rock naquele momento. Depois da versatilidade de Feel (1995), Addiction representou uma mudança brusca de direção. Guitarras pesadas, riffs agressivos e uma atmosfera sombria tomaram conta do disco, produzido ao lado de Marc Bonilla e com Joakim Marsh nas guitarras. Mas o peso aqui não está apenas nos instrumentos, está também nas letras. A faixa-título, “Addiction”, estabelece o tom, enquanto “Down” recupera um pouco mais do blues e do groove que sempre fizeram parte da identidade de Hughes. “I'm Not...