Em um mercado cada vez mais saturado de fórmulas repetidas, Gone – Nada é Mais Distante Que Um Lar surge como um daqueles projetos que chamam atenção antes mesmo da leitura começar. Não apenas pelo nome de Jock, já consolidado por trabalhos com o Batman e outras séries de peso, mas pelo contexto: esta é a sua primeira obra totalmente autoral, assumindo roteiro, arte e cores. Publicada originalmente pela DSTLRY, a HQ chega ao Brasil pela Editora Poptopia em uma edição que deixa clara a proposta desde o primeiro contato: capa dura, formato grande e acabamento de alto padrão. É um livro que se impõe como objeto, algo que dialoga diretamente com o leitor que valoriza não apenas a história, mas também a materialidade da obra. A história acompanha Abi, uma jovem que cresce em um planeta miserável, reduzido a ponto de abastecimento para naves de elite. A fuga desse ambiente, escondida dentro de uma dessas naves, desencadeia uma narrativa que mistura sobrevivência, conflito social e amadu...
Após dois discos que ajudaram a redefinir os limites do death metal no início dos anos 1990, o Deicide chegou ao seu terceiro álbum cercado por expectativas altas. Lançado em 1995, Once Upon the Cross não tenta repetir exatamente a brutalidade caótica de Legion (1992), mas também não rompe com a identidade construída até ali. O que se ouve é uma banda ajustando o próprio som e, ao fazer isso, inevitavelmente dividindo opiniões. Gravado no Morrisound Studios sob a produção de Scott Burns , o disco mantém intactos os pilares do Deicide: riffs rápidos e cortantes, bateria precisa e agressiva de Steve Asheim e os vocais cavernosos de Glen Benton , ainda carregados de sua conhecida obsessão temática anticristã. No entanto, há uma mudança perceptível na forma como esses elementos são organizados. As músicas são mais diretas, com estruturas menos labirínticas e uma preocupação maior com impacto instantâneo. Faixas como “Once Upon the Cross”, “Kill the Christian” e “Trick or Betrayed” ...