Quando o Scorpions lançou Love at First Sting em 1984, a banda alemã já vinha construindo uma trajetória sólida no hard rock internacional. Entretanto, foi com esse trabalho que o grupo atingiu um novo patamar comercial e artístico, consolidando definitivamente seu nome no mercado norte-americano e transformando o disco em um dos marcos absolutos do rock oitentista. Produzido por Dieter Dierks , o álbum representa o refinamento da fórmula que o Scorpions vinha desenvolvendo desde o final dos anos 1970: riffs diretos, refrãos grandiosos, forte apelo melódico e uma produção cristalina que ajudava a equilibrar peso e acessibilidade. Gravado em um período de grande ascensão do hard rock e do heavy metal, o disco também se beneficiou da evolução tecnológica da época, sendo um dos primeiros registros do gênero a explorar gravação digital com mais intensidade. A energia de “ Bad Boys Running Wild” abre o trabalho e estabelece o clima festivo e explosivo que domina boa parte do álbum. A...
Solace (2026): EP marca a transição criativa de Jéssica Falchi após passagem da guitarrista pela Crypta
A transição de músicos entre diferentes vertentes do metal frequentemente revela facetas criativas pouco exploradas ao longo de suas carreiras. Solace , EP de estreia da banda Falchi, liderada pela guitarrista brasileira Jéssica Falchi, representa exatamente esse tipo de virada artística. Conhecida por integrar a Crypta em uma fase importante da trajetória do grupo, Jéssica apresenta aqui um trabalho que evidencia um lado bastante distinto de sua musicalidade, afastando-se do death metal para mergulhar em uma abordagem instrumental que prioriza atmosfera, narrativa e sensibilidade melódica. Lançado em janeiro de 2026, o EP reúne quatro faixas que funcionam como capítulos interligados de uma proposta sonora coesa. Ao lado de João Pedro Castro (baixo) e Luigi Paraventi (bateria), a guitarrista constrói um repertório que equilibra peso, refinamento técnico e influências do metal progressivo contemporâneo, sem abrir mão de uma forte preocupação estética e emocional. A abertura com “Moo...