Em Break The Silence (2026) , o Beyond The Black deixa claro que não está interessado em repetir fórmulas nem em se acomodar no rótulo de metal sinfônico tradicional. O sexto álbum da banda alemã aposta em um equilíbrio cuidadoso entre peso, melodia e atmosfera, reforçando uma identidade própria construída ao longo da última década. A produção é um dos grandes trunfos do disco. Tudo soa limpo, moderno e bem distribuído, sem sufocar a emoção das composições. Há momentos grandiosos, quase cinematográficos, mas também espaço para sutilezas, texturas atmosféricas e arranjos que pedem atenção além do impacto imediato. É um álbum que cresce com o tempo, recompensando audições mais atentas. Jennifer Haben entrega uma de suas performances mais maduras. Sua voz transita com naturalidade entre força e vulnerabilidade, conduzindo as canções com intensidade emocional e carisma. Faixas como a própria “Break The Silence”, “Rising High” e “Let There Be Rain” mostram bem essa dualidade entre ener...
Depois de mais de uma década sem lançar um álbum de estúdio, o Exodus voltou ao jogo em 2004 com Tempo of the Damned , e não como uma banda tentando sobreviver à nostalgia, mas como um nome disposto a reafirmar sua relevância no thrash metal do século XXI. O disco não soa como um exercício de memória afetiva: ele é agressivo, direto e consciente de sua própria herança. Produzido por Andy Sneap, o álbum apresenta um som moderno e limpo, sem polir em excesso a aspereza que sempre definiu o Exodus. Os riffs de Gary Holt continuam sendo o motor central da banda: cortantes, velozes e cheios de variações, equilibrando ataques frenéticos com momentos de groove pesado. A presença de Rick Hunolt completa a parede sonora com solos intensos e bem distribuídos, mantendo a tradição guitarrística do grupo em alto nível. Steve “Zetro” Souza entrega uma performance que pode dividir opiniões, mas que funciona perfeitamente dentro da proposta do álbum. Seu vocal ácido e quase histérico reforça o car...