Depois de Risk (1999), o Megadeth precisava recuperar algo que parecia ter ficado pelo caminho: sua própria identidade. O disco havia levado a banda para uma direção mais comercial e radiofônica, afastando parte considerável dos fãs. Em The World Needs a Hero , lançado em maio de 2001, Dave Mustaine tentou corrigir a rota. A volta de Vic Rattlehead à capa, a presença mais evidente das guitarras e a entrada de Al Pitrelli no lugar de Marty Friedman deixavam clara a intenção de reconectar o Megadeth com sua história. O resultado, porém, está longe de ser uma simples retomada dos tempos de Rust in Peace (1990). The World Needs a Hero é mais pesado que Risk e Cryptic Writings (1997), privilegia novamente os riffs e traz bons momentos de guitarra, mas ainda preserva boa parte da acessibilidade construída pela banda nos anos 1990. “Disconnect” abre o disco com peso e um refrão memorável, enquanto “Burning Bridges” aposta em uma melodia particularmente eficiente. “Recipe for Hate ... W...
“Mas para que você precisa de tantos discos?” . Todo colecionador já ouviu essa pergunta. Às vezes ela vem de alguém que realmente não entende. Em outras, vem acompanhada de uma expressão de espanto diante de uma estante ocupando uma parede inteira. E há ainda aquela versão mais difícil de responder: “Mas você pode ouvir tudo isso no Spotify”. Hoje, praticamente qualquer pessoa com um celular e uma conexão com a internet consegue ouvir milhares de discos que, algumas décadas atrás, exigiriam anos de pesquisa e uma boa dose de sorte para serem encontrados. Um álbum lançado há cinquenta anos, uma banda obscura de heavy metal, uma gravação fora de catálogo ou um disco que nunca foi lançado oficialmente no Brasil podem estar a poucos segundos de distância. Então por que continuar comprando CDs e LPs? A resposta não está apenas na música. E, para entender isso, é preciso voltar ao momento em que a música deixou de ser uma experiência exclusivamente passageira e passou a ocupar espaço fí...