Em meados dos anos 1990, o mundo do hard rock já não era mais o mesmo. O grunge havia mudado completamente o mercado, bandas clássicas buscavam desesperadamente um novo rumo e muitos veteranos pareciam perdidos entre tentar soar modernos ou simplesmente repetir fórmulas do passado. O Scorpions escolheu um caminho diferente: aprofundar o lado melódico e emocional que sempre existiu em sua música. O resultado foi Pure Instinct , lançado em 1996. Poucos discos da extensa discografia dos alemães dividem tanto opiniões. Para parte dos fãs, trata-se de um álbum excessivamente suave, quase sem peso. Para outros, é uma joia escondida, carregada de sensibilidade, grandes melodias e algumas das interpretações mais emocionais de Klaus Meine. A verdade provavelmente está no meio do caminho. Depois da agressividade de Face the Heat (1993), o Scorpions reduziu drasticamente a presença de riffs pesados e investiu em atmosferas mais introspectivas. Violões, teclados e arranjos delicados dominam b...
Em meados dos anos 1980, o mundo da música vivia uma onda de grandes projetos beneficentes. O sucesso de iniciativas como Band Aid e USA for Africa mostrou que artistas populares poderiam usar sua visibilidade para mobilizar milhões de pessoas em torno de causas humanitárias. No entanto, havia uma cena inteira praticamente ausente daquele movimento: o heavy metal. Foi justamente dessa percepção que nasceu o Hear’n Aid . Idealizado por Ronnie James Dio ao lado de Jimmy Bain e Vivian Campbell, então integrantes da banda Dio, o projeto tinha um objetivo claro: reunir a comunidade hard rock e heavy metal em uma campanha beneficente voltada ao combate à fome na África. Mais do que arrecadar dinheiro, o Hear’n Aid também serviu para mostrar um lado solidário de uma cena frequentemente caricaturada pelo excesso, pela rebeldia e pela estética agressiva. O coração do projeto foi “Stars”, single gravado em maio de 1985 nos estúdios A&M e Sound City, em Los Angeles. A música seguiu a f...