Em junho de 1985, Dave Mustaine apresentou ao mundo a sua resposta à demissão do Metallica. O resultado foi Killing Is My Business... and Business Is Good! , álbum de estreia do Megadeth e um dos discos mais importantes da história do thrash metal. O trabalho marcou o nascimento de uma identidade própria construída sobre velocidade constante, técnica apurada e uma agressividade que parecia movida por ressentimento, ambição e talento em doses igualmente elevadas. A história por trás do disco já se tornou lendária. Com um orçamento modesto fornecido pela Combat Records e uma banda ainda em formação, as gravações aconteceram em meio a dificuldades financeiras e excessos típicos da época. A produção ficou longe do ideal e permanece sendo o aspecto mais controverso do álbum. O som é cru, áspero e por vezes confuso, especialmente quando comparado aos padrões que o thrash metal alcançaria nos anos seguintes. No entanto, essa falta de refinamento também contribui para o charme do disco, que ...
Ao longo da década de 1980, o Saxon construiu uma das trajetórias mais sólidas do heavy metal britânico. Discos como Wheels of Steel (1980), Strong Arm of the Law (1980), Denim and Leather (1981) e Power & The Glory (1983) transformaram o grupo liderado por Biff Byford em um dos pilares da New Wave of British Heavy Metal. Porém, como aconteceu com diversas bandas da época, a segunda metade dos anos 1980 trouxe novos desafios. O mercado americano ditava tendências, o hard rock melódico dominava as rádios e a pressão para alcançar um público maior se tornava cada vez mais forte. Foi nesse contexto que nasceu Destiny (1988). O álbum representa o ponto máximo da aproximação do Saxon com uma sonoridade mais comercial e acessível. Se trabalhos anteriores já indicavam essa direção, aqui ela aparece sem qualquer disfarce. A produção é limpa e polida, os refrães foram claramente pensados para as rádios e os arranjos incorporam elementos típicos do hard rock americano da época. O res...