Poucas bandas conseguiram se reinventar de maneira tão profunda quanto o Fleetwood Mac. Em 1975, após uma sequência de mudanças de formação e um período de incertezas, o grupo britânico lançou um álbum que levava simplesmente o seu nome. Embora fosse o décimo disco de estúdio da carreira, Fleetwood Mac , o álbum, funciona como um verdadeiro recomeço. É aqui que a banda assume a identidade que a transformaria em um dos maiores fenômenos do rock dos anos 1970 e prepara o terreno para o clássico Rumours , lançado dois anos depois. A chegada de Lindsey Buckingham e Stevie Nicks foi decisiva para essa transformação. Eles trouxeram uma nova abordagem às composições e aos arranjos, enquanto Christine McVie consolidava seu talento como compositora e melodista. O resultado é um disco em que três personalidades criativas distintas convivem em perfeito equilíbrio, sustentadas pela base impecável formada por Mick Fleetwood e John McVie. Musicalmente, o Fleetwood Mac deixa para trás boa parte d...
Pouco conhecido no Brasil, o quadrinista espanhol Victor Santos nunca escondeu sua paixão pelo cinema, pela literatura pulp e pelos quadrinhos noir. Desde Polar , obra que o projetou internacionalmente e ganhou uma excelente adaptação pela Netflix, o espanhol demonstra um domínio impressionante da narrativa visual e uma capacidade rara de transformar histórias de ação em experiências cinematográficas. Em Moon Eaters , lançado no Brasil pela Poptopia em uma bela edição em capa dura, com 192 páginas e tradução de Lielson Zeni, o autor leva essa proposta um passo adiante ao fundir thriller policial, horror sobrenatural e mitologia nórdica em uma HQ que funciona como uma verdadeira carta de amor à cultura pulp. A trama acompanha Tommy Blackfoot, um ex-presidiário que deixa a prisão após quatro anos decidido a reconstruir a vida ao lado de June, mulher com quem manteve contato durante o período em que esteve encarcerado. O reencontro do casal, porém, dura pouco. Fantasmas do passado volta...