Entre todas as grandes séries da Bonelli, poucas alcançaram um equilíbrio tão sofisticado entre thriller policial, estudo psicológico e humanidade quanto Júlia. Criada por Giancarlo Berardi em 1998, a série protagonizada pela criminóloga Julia Kendall sempre se destacou por tratar o gênero policial com maturidade rara dentro dos quadrinhos europeus. Mas é justamente quando coloca sua heroína diante de Myrna Harrod que Berardi atinge alguns dos momentos mais intensos e perturbadores de toda a franquia. Publicado pela Panini como o primeiro volume da Biblioteca Júlia, o encadernado Júlia & Myrna – Diário de uma Psicopata! reúne as duas primeiras histórias da série e marca o início da relação entre Julia e sua maior antagonista. O resultado é uma narrativa que funciona ao mesmo tempo como suspense investigativo, horror psicológico e mergulho emocional em personagens profundamente complexas. Myrna não é apenas uma serial killer. Ela representa uma espécie de reflexo dist...
Poucos discos conseguiram capturar de maneira tão definitiva a essência do heavy metal épico quanto Rising (1976), segundo álbum do Rainbow. Em apenas seis faixas e pouco mais de meia hora de duração, a banda liderada por Ritchie Blackmore entregou uma obra que transcendeu o hard rock setentista e ajudou a moldar o vocabulário sonoro que seria adotado por inúmeras bandas de metal nas décadas seguintes. A saída de Blackmore do Deep Purple aconteceu em um momento em que o guitarrista buscava algo diferente da direção mais funkeada e bluesy que sua antiga banda vinha adotando. O Rainbow nasceu justamente dessa necessidade de explorar um som mais pesado, teatral, fantasioso e grandioso. Se o debut de 1975 ainda carregava certo espírito de transição, Rising representa a verdadeira consolidação da identidade do grupo. A formação com Ronnie James Dio nos vocais, Cozy Powell na bateria, Jimmy Bain no baixo e Tony Carey nos teclados encontrou aqui uma química praticamente perfeita. Desde o...