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19 de jul de 2018

Trio, a pérola pop que veio da Alemanha

quinta-feira, julho 19, 2018

A banda alemã Trio foi um dos maiores one hit wonders dos anos 1980 e ficou conhecida mundialmente pelo single "Da Da Da", lançado em 1982 e que foi um enorme sucesso em mais de trinta países. 

Mas o grupo tinha muito mais a dar do que apenas uma canção. Isso ficou claro desde o primeiro de seus quatro álbuns, batizado apenas como TRIO e lançado no Brasil pela gravadora Mercury em 1982. O disco saiu na Alemanha e na Europa um ano antes, e, puxado pelo sucesso de "Da Da Da", abriu as portas do mundo para a banda formada na cidade de Großenkneten em 1979.


O trio era Stephan Remmler (vocal e teclado), Gert Krawinkel (guitarra) e  Peter Behrens (bateria), e contou com a ajuda do artista Klaus Voormann, criador da capa do álbum Revolver (1966) dos Beatles, que curtiu o som do grupo e decidiu produzir algumas de suas músicas, bem como dar uma mão no baixo.




TRIO, o álbum, é um disco delicioso e que vai muito além de sua música mais conhecida. São dezesseis faixas no mitológico LP da capa branca e com desenhos e letras rabiscados, que traziam um equilíbrio entre punk e pós-punk, porém sempre com um apelo pop onipresente. Músicas como "Ja Ja Ja", "Nasty" e "Los Paul" vinham com uma eletrizante energia rock and roll e uma urgência super legal, sem maiores firulas e arranjos mirabolantes. Do outro lado da moeda, a sombria "Kummer", introduzida por sinos, era uma pérola para os momentos mais depressivos, enquanto as sensacionais "Broken Hearts For You and Me" e "Sunday You Need Love Monday Be Alone" embalaram muitas tardes de amores e corações partidos.


"Da Da Da" era a cereja do bolo, uma canção pop perfeita e grudenta, que mesmo quem nunca ouviu falar da banda certamente já escutou. Ela ficou em primeiro lugar na Áustria, Nova Zelândia, África do Sul e Suíca, além de alcançar excelentes posições nos charts do Canadá, Dinamarca, França, Bélgica, Alemanha, Noruega, Suécia e Inglaterra. O impacto de "Da Da Da" foi sentido fortemente na cultura pop, e a música ganhou um novo fôlego ao ter uma releitura sua utilizada em comercial da Pepsi para a Copa do Mundo de 2006 estrelado por craques como Thierry Henry, Roberto Carlos, Frank Lampard, Ronaldinho e David Beckman. Assista abaixo:



Embalados pelo sucesso, o grupo lançou o ao vivo Live Im Frühjahr 82 em 1982, seguido pelo seu segundo trabalho, o igualmente sólido Bye Bye (1983). A Mercury também lançou o LP aqui no Brasil (com uma capa diferente da edição original alemã), para alegria dos fãs. O disco tem ótimas canções como "Anna - Letmeinletmeout", a linda música que batiza o disco e a balada "Out in the Streets", além de uma versão para a clássica "Tutti Frutti". O disco trazia também outro pérola pop, "Hearts Are Trump", construída a partir de uma melodia de teclado e que tocou muito aqui no Brasil.





O Trio gravaria ainda mais um disco, Whats the Password (1985), que trouxe mais um grande sucesso, "Energi". Infelizmente, após isso a banda acabou e sumiu de vista.


Infelizmente, a obra do Trio não está disponível em sua totalidade nos serviços de streaming, mas a partir de compilações presentes no Spotify e afins é possível conhecer ou relembrar o trabalho dessa banda alemã muito legal e interessante. Dê play abaixo e divista-se!

Compilação do Pink Floyd é lançada pela primeira vez em vinil

quinta-feira, julho 19, 2018

Lançada somente em CD em 2011, a coletânea A Foot in the Door - The Best of Pink Floyd está ganhando a sua primeira edição em LP sete anos depois. O disco traz dezesseis clássicos da banda inglesa e chegará às lojas dia 28 de setembro em um vinil duplo com capa gatefold.

Tracklist completo abaixo:

LP1 Side A
1) Hey you
2) See Emily Play
3) The Happiest Days of Our Lives
4) Another Brick in the Wall, Part 2
5) Have a Cigar

LP1 Side B
1) Wish You Were Here
2) Time / Breathe (Reprise)
3) The Great Gig in the Sky
4) Money

LP2 Side A
1) Comfortably Numb
2) High Hopes
3) Learning to Fly

LP2 Side B
1) The Fletcher Memorial Home
2) Shine On You Crazy Diamond
3) Brain Damage
4) Eclipse

Banda de Jake E. Lee anuncia novo disco

quinta-feira, julho 19, 2018

O Red Dragon Cartel, banda liderada pelo ex-guitarrista de Ozzy Osbourne, Jake E. Lee, lançará em novembro o seu segundo disco. Patina é o sucessor do debut liberado em 2014 e traz dez canções inéditas. A banda é completada pelo vocalista Darren James Smith, pelo baixista Anthony Esposito e pelo baterista Phil Varone, ex-Skid Row.

Jake E. Lee foi o substituto de Randy Rhoads na banda de Ozzy, após o trágico acidente de avião que matou o guitarrista. Ele gravou apenas dois discos com o Madman, Bark at the Moon (1983) e The Ultimate Sin (1986), montando na sequência o Badlands com o vocalista Ray Gillen (ex-Black Sabbath) e o baterista Eric Singer (atualmente no Kiss).


Nazareth anuncia primeiro álbum com novo vocalista

quinta-feira, julho 19, 2018

Completando cinquenta anos de carreira em 2018, os escoceses do Nazareth anunciaram o lançamento de um novo disco intitulado Tattooed on My Brain. O álbum é o sucessor de Rock 'n' Roll Telephone (2014) e chegará às lojas dia 12 de outubro pela Frontiers. Este será o primeiro trabalho com o novo vocalista Carl Sentance, que entrou no lugar de Dan McCafferty em 2015.

O primeiro single, "Pole to Pole", pode ser ouvido abaixo:

18 de jul de 2018

Ramones lança edição de 40 anos de Road to Ruin

quarta-feira, julho 18, 2018

Um dos melhores discos do Ramones, Road to Ruin, quarto álbum da seminal banda norte-americana, será relançado em setembro pela Rhino. A nova edição celebra os 40 anos do disco que marcou a estreia do baterista Marky Ramone no quarteto e traz a clássica "I Wanna Be Sedated".

A nova edição vem em um box com 3 CDs e 1 LP, além de uma versão mais simples com apenas um CD. O primeiro CD vem com o áudio remasterizado e uma nova mixagem chamada Road Revisited Mix. O segundo disco traz mais de vinte faixas nunca lançadas, incluindo versões alternativas e duas canções inéditas: "I Walk Out" e "S.L.U.G.". Temos também neste CD 2 um megamix promocional com músicas da banda e que foi utilizado para promover a coletânea Ramones Mania (1988). O terceiro CD vem com um show inédito realizado pelo grupo na virada de 1978 para 1979 no The Palladium, em Nova York. Já o LP contém apenas o novo mix e não vem com as versões originais das músicas. Esse box tem prensagem limitada a 7.500 cópias e vem com um livro de capa dura no formato de um disco de vinil.

Tracklist completo abaixo:

CD One
Original Mix Remastered

“I Just Want To Have Something To Do”
“I Wanted Everything”
“Don’t Come Close”
“I Don’t Want You”
“Needles And Pins”
“I’m Against It”
“I Wanna Be Sedated”
“Go Mental”
“Questioningly”
“She’s The One”
“Bad Brain”
“It’s A Long Way Back”

40th Anniversary Road Revisited Mix

“I Just Want To Have Something To Do”
“I Wanted Everything”
“Don’t Come Close”
“I Don’t Want You”
“Needles And Pins”
“I’m Against It”
“I Wanna Be Sedated”
“Go Mental”
“Questioningly”
“She’s The One”
“Bad Brain”
“It’s A Long Way Back”

CD Two: Rough Mixes & 40th Anniversary Extras

“I Walk Out” (2018 Mix) *
“S.L.U.G.” (2018 Mix) *
“Don’t Come Close” (Single Mix)
“Needles And Pins” (Single Mix)
“I Just Want To Have Something To Do” (Basic Rough Mix) *
“I Don’t Want You” (Basic Rough Mix) *
“I’m Against It” (Basic Rough Mix) *
“It’s A Long Way Back” (Basic Rough Mix) *
“I Walk Out” (Basic Rough Mix) *
“Bad Brain” (Basic Rough Mix) *
“Needles And Pins” (Basic Rough Mix) *
“I Wanna Be Sedated” Take 2 (Basic Rough Mix) *
“I Wanted Everything” (Basic Rough Mix) *
“Go Mental” (Basic Rough Mix) *
“She’s The One” (Basic Rough Mix) *
“Questioningly” Take 2 (Basic Rough Mix) *
“S.L.U.G.” (Basic Rough Mix) *
“Don’t Come Close” (Basic Rough Mix) *
“I Wanna Be Sedated” (Backing Track) *
“I Don’t Want You” (Brit Pop Mix) *
“Questioningly” (Acoustic Version) *
“Needles And Pins” (Acoustic Version) *
“Don’t Come Close” (Acoustic Version) *
“I Wanna Be Sedated” (“Ramones-On-45 Mega-Mix!”)

CD Three: Live At The Palladium, New York, NY, December 31 1979

“Blitzkrieg Bop” *
“Teenage Lobotomy” *
“Rockaway Beach” *
“I Don’t Want You” *
“Go Mental” *
“Gimme Gimme Shock Treatment” *
“I Wanna Be Sedated” *
“I Just Want To Have Something To Do” *
“She’s The One” *
“This Ain’t Havana” *
“I’m Against It” *
“Sheena Is A Punk Rocker” *
“Havana Affair” *
“Commando” *
“Needles And Pins” *
“I Wanna Be Your Boyfriend” *
“Surfin’ Bird” *
“Cretin Hop” *
“All The Way” *
“Judy Is A Punk” *
“California Sun” *
“I Don’t Wanna Walk Around With You” *
“Today Your Love, Tomorrow The World” *
“Pinhead” *
“Do You Wanna Dance?” *
“Suzy Is A Headbanger” *
“Let’s Dance” *
“Chinese Rock” *
“Beat On The Brat” *
“We’re A Happy Family” *
“Bad Brain”
“I Wanted Everything” *

* previously unreleased

LP: 40th Anniversary Road Revisited Mix
Side One

“I Just Want To Have Something To Do”
“I Wanted Everything”
“Don’t Come Close”
“I Don’t Want You”
“Needles And Pins”
“I’m Against It”

Side Two

“I Wanna Be Sedated”
“Go Mental”
“Questioningly”
“She’s The One”
“Bad Brain”
“It’s A Long Way Back”

Lzzy Hale fala da reação dos fãs do Halestorm quando ela canta Adele

quarta-feira, julho 18, 2018

Durante a atual turnê do Halestorm, a vocalista Lzzy Hale tem um momento especial onde toca, sozinha, versões para algumas canções de artistas pop. E ela tem curtido bastante a resposta dos fãs a essa experiência.

"Eu comeceu tocando ´Someone Like You´ da Adele, entre outras coisas, no meio do nosso set. Temos uma pequena pausa onde vou para o piano para cantar ´Dear Daughter´ e então eu vou inserindo outras músicas como ´I Will Allways Love You´, da Whitney. É divertido tocar essas canções porque eu acho que não importa de onde você vem, ou mesmo se você está em um show de rock, pois todos nós podemos concordar que Adele é incrível, assim como Whitney Houston. E eu adoro ver aqueles metalheads típicos e cheios de masculinidade me encarando na fila da frente e cantando cada palavra da letra".


Abaixo você assiste a um vídeo onde Lzzy interpreta Halestorm e Adele ao piano:


17 de jul de 2018

Uma impressionante galeria de fotos da derradeira passagem do Slayer pelo Texas

terça-feira, julho 17, 2018

O fotógrafo Ben Sklar cobriu para a GQ a passagem da turnê de despedida do Slayer pelo Texas, fotografando os shows realizados nas cidades de Houston, Dallas e Austin. 

Ele contou como foi a experiência: “Comecei a fotografar a turnê final do Slayer para ter um vislumbre da influência que eles tiveram e do status lendário que eles alcançaram nas últimas décadas. Desde o início do Slayer nos anos 1980, eles ultrapassaram os limites da música e da cultura enquanto construíram uma enorme comunidade de fãs que são ligados como uma família e que vestem trajes que os fazem parecer uma milícia. Os fãs que conheci estavam orgulhosos de ter o seu retrato feito em cada show, embora eles estivessem constantemente confusos sobre o porque de a GQ estar interessada no Slayer. Vi pais, filhos, irmãos, mães, irmãs, primos e amigos se reunindo todas as noites para baterem suas cabeças e se debaterem juntos no mosh pit. Uma banda de longa duração como o Slayer nunca pode viver no presente sem a sombra do seu passado. Mas, embora a formação atual seja bastante madura (o neto de Tom Araya estava no show de Houston, por exemplo), seu espírito e desejo de levar o máximo de adrenalina a cada show é imutável. Antes do show, o camarim era como um enclave solene de precisão musical, com Kerry King sentado em uma sala iluminada de vermelho movendo os dedos pelas escalas mais rápido do que a maioria das pessoas consegue digitar”.

Abaixo você vê as incríveis fotos de Ben Sklar, que formam um documento impressionante sobre a despedida de uma das maiores bandas do nosso tempo. E a matéria completa, com mais fotos, pode ser lida neste link.





















Steve Lukather anuncia autobiografia

terça-feira, julho 17, 2018

Steve Lukather, guitarrista do Toto, anunciou o lançamento de sua autobiografia. Escrita em conjunto com o jornalista Paul Rees (autor das biografias de Robert Plant e Pete Way), a obra tem o título de The Gospel According to Luke e será lançada dia 18 de setembro.

O livro conta com uma introdução escrita por Steve Vai e, segundo o release enviado à imprensa, “'é uma autobiografia ultrajante e muitas vezes hilariante”. O título conta a história completa do Toto, revela o processo criativo por trás de hits como “Africa" e “Rosanna" e conta como foi a relação de Lukather com ícones da música do porte de Quincy Jones, Michael Jackson, Paul McCartney, Elton John, Miles Davis, Bruce Springsteen, Roger Waters, Aretha Franklin e outros gigantes.


Além de membro fundamental do Toto, Steve Lukather também foi - e segue sendo - um requisitado músico de estúdio e tocou em aproximadamente 5 mil álbuns dos mais diversos artistas, estando envolvido em nada mais nada menos do que 225 indicações ao Grammy, o maior prêmio da indústria da música. Para quem não sabe, Steve é o autor do riff de “Beat It”, de Michael Jackson (ainda que não seja creditado por isso), e tocou no álbum Thriller, o disco mais vendido de todos os tempos, além de diversas outras parcerias.

Não há previsão de publicação do livro aqui no Brasil, por enquanto.

Detalhes sobre o novo álbum do Riverside

terça-feira, julho 17, 2018

A banda polonesa Riverside lançará seu sétimo disco, Wasteland, dia 28 de setembro pela InsideOut Music. O álbum vem com nove faixas e será o primeiro trabalho do grupo sem o fundador e guitarrista Piotr Grudziński, que faleceu em 21 de fevereiro de 2016.

A capa foi criada por Travis Smith, parceiro da banda há bastante tempo e que desenvolveu também artes para nomes como Opeth e Devin Townsend.

Abaixo está o tracklist de Wasteland:

1. The Day After 
2. Acid Rain 
3. Vale Of Tears 
4. Guardian Angel 
5. Lament 
6. The Struggle For Survival 
7. River Down Below 
8. Wasteland 
9. The Night Before

Assista ao novo trailer de Bohemian Rhapsody, filme que conta a história do Queen

terça-feira, julho 17, 2018

A 20th Century Fox divulgou o segundo trailer de Bohemian Rhapsody, obra que conta a história de Freddie Mercury e do Queen. O filme será lançado mundialmente no dia 2 de novembro.

Dirigido por Bryan Singer, Bohemian Rhapsody traz Rami Malek como Freddie Mercury, Gwilym Lee como Brian May, Joseph Mazzelo como John Deacon e Bem Hardy como Roger Taylor.

O novo trailer, que traz muitas cenas que não estavam no primeiro, pode ser assistido abaixo:

Discoteca Básica Bizz #101: The Troggs - From Nowhere (1966)

terça-feira, julho 17, 2018

Com essa onda de dinossauros familiares e jurássicos, nada mais oportuno que lembrarmos um grupo inglês troglodita até no nome: eles mesmos, os Troggs, que começaram em 1965 - pois é, estão para completar 30 milhões de anos de bons serviços ao rock and roll - e sempre fazendo os Sex Pistols parecerem o Yes.

O nome Troggs ("troglodytes") não poderia ser melhor: nenhum outro grupo reuniu tão bem a simplicidade primal, a garra e a espontaneidade, nem apresentou uma trilha sonora tão eficiente para a satisfação dos (usando outra expressão em voga por aí) "básicos instintos". Reg Presley, vocalista e principal compositor dos Troggs (além de ex-baixista e pedreiro!), sempre manifestou em relação às mulheres a filosofia de Baby Sauro: se não é a mamãe, precisa me amar! 

Só que o sexismo de Reg soa de uma pureza bem diferente do machismo cego de Jagger, Lennon no início ou Zappa no final. Quando Reg elogia uma garota abaixando as calças e deixando entrever os quadris, demonstra muito interesse numa prima ou lamenta ter transformado sua futura esposa em mãe solteira (só para citar exemplos de 1967-1968!), é sempre de sacanagem, mas nunca é por mal. "Somos mundanos, mas não sujos", disse Reg uma vez. "O que mais um pedreiro da cidade de Andover poderia ser?".

Sim, Reg é sacana sem maldade, apesar de cantar "sou mau!" no clássico do rhythm & blues "Evil", em From Nowhere, primeiro LP do grupo. Nesta faixa, Reg Presley e seus amigos - Chris Britton (guitarra), Pete Staples (baixo) e Ronnie Bond (bateria) - demonstram que o rock consegue influenciar mais seriamente quando menos se leva a sério


From Nowhere começa com nada menos que "Wild Thing", pinçada de uma demo do compositor americano Chip Taylor (de quem os Troggs gravariam muitas outras músicas). Um clássico entre os clássicos do rock, regravado por todo mundo, de Hendrix e 2 Live Crew a Robertinho do Recife. Mas a gravação dos Troggs é ainda a mais influente e insólita, com a introdução de feedback de guitarra e um solo de ocarina (daquelas de barro mesmo), com um efeito ainda mais "punk medieval” do que a obra de Lou Reed, segundo ele mesmo.

Entre as composições de Reg para este disco, temos "From Home", ancestral do heavy metal, e "Jingle Jangle", uma das muitas e ótimas baladas punk do grupo (e enquanto eles caprichavam no playback, com uma ajuda do maestro Colin Fletcher no cravo, Reg rabiscou a letra na cabine de gravação da voz). Completam o LP bons covers de Chuck Berry ("Jaguar and the Thunderbird") e do mega clássico do rock que inspirou "Wild Thing", "Louie Louie". Além disso, os Troggs provam sua admiração pelo mestre do r&b Lee Dorsey, regravando os dois lados de um compacto dele, "Ride Your Pony” / "The Kitty Cat Song". E, só para que ninguém esqueça que os Troggs são britânicos da gema, não falta um cover de rock vaudeville, "Hi Hi Hazel", pegando a onda de "Puppet on a String", "Winchester Cathedral” e outros hits bonitinhos e açucarados do estilo.

A saga dos Troggs mereceria um artigo dos mais longos, cheio de peripécias, como a da briga após um show em que Reg quase levou uma facada na garganta, Chris Britton fora do grupo por dez anos e mantendo um bar em (ora, pois!) Portugal, a morte de Ronnie Bond e o disco gravado em dupla com os caras do R.E.M.. Mas esse From Nowhere é o suficiente para provar não ser à toa que o R.E.M., Ozzy Osbourne e Billy Idol, entre outros, vivem declarando ser fãs do grupo (sem falar no bubblegum do Ohio Express, que imitam os Troggs direitinho - pode reparar).

Texto escrito por Arthur Mugnaini Jr. e publicado na Bizz #101, de dezembro de 1993

Ouça “When the Curtain Falls”, novo single do Greta Van Fleet

terça-feira, julho 17, 2018

O Greta Van Fleet divulgou um novo single. “When the Curtain Falls” é a primeira prévia do álbum que a banda planeja lançar até o final do ano, e que ainda não tem título e nem data definida para chegar às lojas.

Como sempre, trata-se de um rock dos bons e com uma bela pegada blues, além de um riff forte e que contagia.

A música já está disponível nos formatos digitais, e pode ser ouvida abaixo:

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