17/05/2013

A semana na Collectors Room

Repassando as matérias que publicamos essa semana, pra você ficar por dentro de tudo e estar com o assunto em dia no final de semana.

O Queens of the Stone Age divulgou a inédita “Keep Your Eyes Peeled" e, logo depois, lançou um ótimo clipe em animação para a música. Fechando o pacote, resenhamos o novo disco do grupo.

Os Rolling Stones chamaram Katy Perry para cantar “Beast of Burden” com eles em show realizado em Las Vegas.

O The Winery Dogs lançou o clipe de “Desire” e disponibilizou para download a faixa “We Are One”, ambas muito boas.

Phil Anselmo revelou a primeira faixa do seu aguardado álbum solo, chamada “Usurper Bastard’s Rant”.

A banda israelense Orphaned Land lançou o lyric video de “Our Own Messiah”.

A nova e a clássica geração do heavy metal se encontraram em “Lift Me Up”, novo single do Five Finger Death Punch com participação de Rob Halford.

O Leprous revelou o clipe de “The Cloak”, primeiro single do seu novo disco.

A psicodelia bateu forte em “Empty Vessels”, novo clipe do Wolf People.

“Transference”, novo clipe do Children of Bodom, foi lançado.

O Deep Purple anunciou o lançamento do ao vivo Copenhagen 1972 e divulgou o ótimo vídeo da nova “Vincent Price”.

Empty Set, novo disco do Deventter, foi disponibilizado na íntegra pela banda.

O Camera Obscura disponibilizou o seu novo single para audição.

Mayer Hanthorne lançou o seu novo single, com a participação de Jessie Ware.

O Torche divulgou a sua nova música, “Keep Up”.

O baixista Eric Avery anunciou a sua saída do Nine Inch Nails.

O aguardado episódio de CSI com a participação do Black Sabbath foi ao ar nos Estados Unidos.

Os poloneses do Osada Vida lançaram o lyric video de “Strongest” e, de quebra, nos brindaram com uma versão sensacional de “Master of Puppets”, do Metallica.

Em agosto teremos um show único do All That Remains no Brasil.

O primeiro single do novo álbum do The Black Dahlia Murder foi divulgado.

O Chimaira deu sinal de vida e lançou o clipe de “All That’s Left is Blood”.

“Space Oddity”, clássico de David Bowie, ganhou uma versão excelente do Smashing Pumpkins.

Robert Plant mostrou que continua afiado com o vídeo ao vivo da clássica “Spoonful”, de Willie Dixon.

Resenhamos o segundo álbum do trio alemão Kadavar, Abra Kadavar.

O Evile continuou soando como o Metallica em suas duas novas músicas.

Graham Nash promete boas histórias em sua autobiografia.

Clássico da Allman Brothers Band ganha edição especial pelos seus 40 anos.

Mais um capítulo da MTV Brasil, que está no esquema “quem sair por último apaga a luz”.

Jack White mostra que é o cara e anuncia o relançamento de singles clássicos da Sun Records pela sua gravadora, a Third Man Records.


Por Ricardo Seelig


Queens of the Stone Age: crítica de ... Like Clockwork (2013)

O que é hype? No cenário atual, é algo mais importante que a música em si. A promoção extrema de algo que ninguém ainda ouviu, de algo inédito, levando a uma expectativa gigantesca que produz opiniões definitivas e exageradas antes mesmo de o tal disco em questão ver a luz do dia. Hoje, as pessoas não ouvem mais música como ela deve ser ouvida. Não dão tempo para que a música aconteça. Ao clicar no botão de download e baixar um álbum, já elaboram a sua opinião sobre ele antes mesmo de escutar o trabalho com atenção. Nos dias de hoje, onde a maioria vive à velocidade da luz, tem acesso a tudo mas não tem recheio e conteúdo algum, importa muito mais o significado de dizer que está ouvindo, que gosta, que curtiu - ou odiou - tal disco, no lugar do que deveria realmente importar: ouvir a música pelo que ela é.

É aí que chegamos em ... Like Clockwork, o novo álbum do Queens of the Stone Age. Desde que foi anunciado há alguns meses, o novo trabalho da banda liderada pelo vocalista e guitarrista Josh Homme é tratado como a nova vinda do Messias, o retorno do escolhido, o ó-do-borogodó. Antes de ouvi-lo, diversos jornalistas e formadores de opinião, a princípio sérios, já haviam decretado que tratava-se do disco do ano. Só que a coisa não é bem assim.

O sexto álbum do Queens of the Stone Age, produzido pelo próprio Homme, é um anti-climax, um balde de água fria, um disco descendente. Começa de maneira matadora com a ótima “Keep Your Eyes Peeled”, mas depois desaba ladeira abaixo como um carro desgovernado. “I Sat by the Ocean”, por exemplo, é uma composição infantil. “The Vampyre of Time and Memory” esbanja pretensão, mira o infinito mas só acerta o tédio. “If I Had a Tail” devolve um pouco a esperança, mas basta escutá-la algumas vezes para perceber que, quando muito, trata-se de uma composição apenas mediana.

O desfile de equívocos segue exuberante. “My God is the Sun” é rock alternativo genérico produzido por quarentões que acreditam que ainda têm vinte anos. “Kalopsia” vem vestida com uma suposta atitude que se revela inócua, sensação acentuada pelos longos trechos mais calmos - onde o ouvinte pode até mesmo tirar uma soneca, se preferir. “Fairweather Friends” traz um certo acento Beatle escondido no meio da distorção, mas não sobrevive se confrontada com um mínimo de exigência. “Smooth Sailing” é tão artificial quanto músicos bem sucedidos brincando de serem alternativos - e a pergunta é: alternativos a que, ao que e a quem? A eles mesmos? “I Appear Missing” não acrescenta nada, nem para o bem e nem para o mal.

No entanto, o encerramento com a faixa-título traz a tona o que não se ouve durante todo o disco. Nela, há sentimento, melodias bem construídas, um clima bem feito de melancolia que dá à faixa um sentido que, com exceção à música de abertura, está totalmente ausente nas demais composições.

As inúmeras participações especiais que batem ponto em ... Like Clockwork - a saber, nomes como Dave Grohl, Alex Turner, Trent Reznor, Elton John, Mark Lanegan e vários outros - dão ao Queens of the Stone Age o ar de uma espécie de plataforma que deveria transmitir autenticidade a todos os envolvidos. Porém, o tiro sai pela culatra, já que o decepcionante resultado final do trabalho não agrega nada a história de ninguém.

O que é o hype? O hype é vender, e acreditar cegamente, que um disco que você nunca ouviu na vida é a cereja do bolo que irá “salvar o rock” do momento “chato” em que ele está. O hype é acreditar no que o Pitchfork, o Consequence of Sound, a NME e outros sites e publicações “descolados” publicam como uma verdade absoluta e acima de qualquer discussão. O rock não precisa ser salvo. O rock não anda chato. O rock não está repetitivo. Quem precisa ser salvo é quem se contenta com pouco, se dá por satisfeito com discos como esse. Quem precisa ser salvo é aquele seu amigo indie, moderninho e que não gosta  das bandas clássicas, antigas, somente porque elas são clássicas e antigas. É esse vazio, essa opinião falsa baseada não no que se gosta, mas no que se “deve” gostar, no que os outros dizem do que você precisa gostar para parecer um cara legal.

... Like Clockwork é um disco fraco, vendido como a salvação da lavoura, mas que não se sustenta em pé.

Josh, na boa, que balde de água fria ...

Nota 4

 

Faixas:
1 Keep Your Eyes Peeled
2 I Sat by the Ocean
3 The Vampyre of Time and Memory
4 If I Had a Tail
5 My God is the Sun
6 Kalopsia
7 Fairweather Friends
8 Smooth Sailing
9 I Appear Missing
10 Like Clockwork

Por Ricardo Seelig


Assista “Vincent Price”, o novo clipe do Deep Purple

O Deep Purple lançou hoje o clipe da faixa “Vincent Price”, uma das melhores do seu último disco, NOW What?!. O divertido vídeo brinca com os clássicos do cinema de horror da era do cinema mudo, com um resultado final muito legal.

NOW What?! é o décimo-nono álbum do lendário grupo inglês e foi lançado em 26 de abril passado. A aceitação geral tem sido positiva, com o AllMusic, por exemplo, dando 4 de 5 estrelas para o trabalho. Aqui na Collectors também gostamos do disco, e você pode ler a nossa resenha aqui.



Por Ricardo Seelig


Third Man lança novas edições de singles clássicos da Sun Records

Qualquer pessoa interessada minimamente pela história do rock sabe da importância da Sun Records. O selo criado e dirigido por Sam Philips lançou, revelou e foi a casa de lendas do porte de Elvis Presley, Johnny Cash, Carl Perkins, Roy Orbison e Jerry Lee Lewis, além de diversos outros.

Em mais uma bola dentro, a Third Man Records, selo e gravadora do sempre atento Jack White, anunciou que irá relançar uma série de singles clássicos da Sun. Os três primeiros títulos confirmados englobam compactos históricos de Johnny Cash, Rufus Thomas e The Prisonaires. De Cash, o single é “Get Rhythm / I Walk the Line”, lançado originalmente em 1956. De Thomas, “Bear Cat / Walking in the Rain”, de 1953. E dos Prisonaires, “Baby Please / Just Walkin’ in the Rain”, também de 1953.



 

Todos podem ser comprados diretamente através do site da Third Man - aliás, vale a pena dar uma olhada geral no catálogo do selo, que está repleto de itens bem desejáveis.

Por Ricardo Seelig


MTV Brasil pode perder o nome e virar outro canal

A novela MTV Brasil ganha mais um capítulo. O canal — que, desde 2012, vive sob a ameaça de venda, fechamento ou locação para religiosos — pode ganhar um novo rumo no segundo semestre.

Fontes do mercado dizem que o Grupo Abril, proprietário da MTV, não pretende manter a emissora musical no ar além deste ano. O canal, mesmo com forte redução de gastos, continua com as contas no vermelho.

Sem compradores interessados no momento, o Grupo Abril estaria analisando dois novos projetos de gestão para o canal manter-se no ar.

Os dois projetos envolvem a devolução da marca MTV Brasil para sua proprietária, a programadora norte-americana Viacom.

O nome MTV Brasil é um licenciamento pago anualmente pela Abril à Viacom.

Uma das ideias é manter o canal no ar, já com outro nome, apostando apenas em produções de humor ao estilo atual. O outro projeto, com custo bem menor, é manter a emissora sem produções nacionais, exibindo apenas documentários e videoclipes.

A Viacom, que pode receber a marca MTV Brasil de volta, já até estaria programando o relançamento do canal no país.

Procurado, o Grupo Abril não comenta o assunto.

A Viacom diz que o contrato da MTV Brasil vai até 2018.

Por Keila Jimenez, da Folha de São Paulo


16/05/2013

Brothers and Sisters, clássico da Allman Brothers, ganha edição comemorativa aos seus 40 anos

Brothers and Sisters, quinto álbum da Allman Brothers Band ganhará um boxset em comemoração aos 40 anos do lançamento do LP. O disco irá circular em vários formatos: CD quádruplo edição Super Deluxe (boxset), CD duplo Deluxe e edição padrão com um CD. Haverá também edições digitais e em vinil de 180 gramas. Todos os formatos estarão disponíveis no lançamento oficial, que ocorrerás no dia 25 de junho.

Há boatos de que um famoso show no Winterland Ballroom, em San Francisco, na Califórnia, em setembro 1973, será incluído no pacote.

O setlist final dessa edição comemorativa ainda não foi anunciado. 

Por Márcio Grings


Graham Nash lançará autobiografia

As canções de Graham Nash definiram uma geração e ajudaram a moldar a história do rock. Ele é o homem por trás de temas como "Bus Stop" e "Carrie Ann" (The Hollies), "Simple Man", "Our House" e "Teach Your Children" (Crosby, Stills, Nash & Young). Da invasão britânica aos últimos tremores da geração Woodstock, Nash foi um dos protagonistas da música do nosso tempo.

Agora Graham se mostra pronto para contar a sua história. Trata-se de Wild Tales - A Rock & Roll Life (Editora Summer Reads), sua autobiografia que será lançada no segundo semestre. A juventude do pós-guerra na Inglaterra, seus primeiros dias com os Hollies, o romance com a musa do folk Joni Mitchell, as reuniões com Stephen Stills e David Crosby e todos os detalhes (inclusive sórdidos?) do estrelato com Crosby, Stills, Nash & Young, e sua duradoura carreira como músico solo e ativista político.




De Londres a Laurel Canyon, segundo o release oficial, "o livro de Graham trará um olhar revelador de uma vida extraordinária, com todos os altos e baixos, o amor, o sexo, o ciúme, a política, as drogas, e a insanidade de um mágico do nosso tempo". 


Wild Tales será lançado nos Estados Unidos no dia 24 de setembro. O livro, que ainda não tem previsão de chegada às prateleiras daqui (estou falando da versão em português), já pode ser comprado pelo sistema de pré-venda da Amazon.


Oremos ...

Por Márcio Grings