[Carrossel][carousel][6]

18 de nov de 2017

Morre Malcolm Young, fundador do AC/DC

sábado, novembro 18, 2017

O AC/DC acabou de anunciar através de suas redes sociais a morte de Malcolm Young. O guitarrista, que criou a banda ao lado de seu irmão Angus em 1973, sofria de demência nos últimos anos.

O músico tinha apenas 64 anos.


Essa doeu fundo. Malcolm era a força motriz da banda ao lado do seu irmão. Os riffs que a gente adora e canta junto até hoje vieram da parceria entre os brothers e parceiros de vida.


O comunicado oficial do AC/DC pode ser lido abaixo:


Tribulation, uma das melhores novas caras do metal, anuncia novo disco

sábado, novembro 18, 2017

A banda sueca Tribulation, uma das boas revelações dos últimos anos, lançará o seu novo álbum no início do ano. Down Below chegará às lojas dia 26/01 pela Century Media e é o sucessor de The Children of the Night, aclamado disco liberado em 2015.

O som do Tribulation une elementos de metal tradicional e NWOBHM com ingredientes mais extremos, criando um universo bastante atraente aos ouvidos.


O quarteto também divulgou o primeiro single do disco, "The Lament", que pode ser ouvido abaixo:


Gene Simmons fala e faz um monte de bobagens e mostra o quanto a igualdade de gênero ainda está longe do mundo do rock

sábado, novembro 18, 2017

Gene Simmons sempre foi um falastrão. E, nos últimos anos, suas atitudes tem apenas intensificado a sensação de que o baixista do Kiss não passa de (já peço desculpas aos fãs mais radicais) um tremendo babaca.

A última de Simmons gerou resultados fortes. O vocalista e baixista do Kiss foi banido para sempre da emissora de TV Fox News, nos Estados Unidos. De acordo com o site do respeitado jornal inglês The Guardian, a medida foi tomada após Simmons ter, supostamente, insultado e provocado funcionários da emissora.

Simmons esteve na emissora para participar de dois programas. Em determinado momento, ele entrou em uma reunião de funcionários sem ser convidado, desabotoou sua camisa, expôs o seu torso e gritou: "Ei, garotas, me processem!". Ainda segundo o The Guardian, Gene Simmons também contou piadas inapropriadas sobre Michael Jackson e pedofilia, além de ter zombado da inteligência dos funcionários da Fox News. Graças ao seu comportamento, o músico foi declarado "eternamente banido" da emissora. Até o momento, Simmons não se pronunciou sobre as acusações.

Além disso, demonstrou a sua total falta de sintonia com os tempos atuais ao dar  uma estúpida declaração ao programa Fox & Friends. O músico expressou sua opinião ao ser questionado sobre as recentes acusações de assédio e abuso sexual contra grandes nomes de Hollywood, como o produtor Harvey Weinstein. Gene, inicialmente, brincou com o teor da pergunta. "Os lunáticos assumiram o hospício quando entidades respeitadas, como a de vocês, perguntam a caras que gostam de botar a língua para fora sobre o que penso de Harvey Weinstein". Em seguida, Simmons deu uma resposta que poderia colocá-lo, de certa forma, em cima do muro. "Ok, sou um cara poderoso e atraente e o que estou prestes a dizer é sério. Homens são estúpidos. Desde jovens, temos testosterona. Não estou validando ou defendendo isso", afirmou.

O mundo anda pra frente. Sempre. É assim que evoluímos e crescemos. Igualdade de gênero não tem nada de mimimi. Você aí que está concordando e pensando de maneira semelhante ao integrante do Kiss, pense na sua irmã, na sua filha, na sua esposa. Se você não tiver nenhuma delas, pense apenas na sua mãe, que certamente você tem. Faça esse exercício e imagine um homem como Simmons assediando de maneira totalmente inapropriada (eu sei que cometi um pleonasmo, mas nesse caso ele é justificável) à pessoa que colocou você no mundo. A não ser que você seja uma pessoa muito doente, é impossível que você concorde com tal atitude. 

A não ser, é claro, que ao invés de um bom filho você seja apenas um tremendo filho da ..., como Gene cada vez mais revela ser a sua verdadeira face.

(com informações do site do amigo Igor Miranda)

17 de nov de 2017

Os 75 melhores discos de 2017 segundo a Uncut

sexta-feira, novembro 17, 2017

Foi aberta a temporada de listas de melhores discos de 2017, e ela começa pela Reino Unido. 

A revista inglesa Uncut publicou em sua nova edição a aguardada lista de melhores álbuns do ano segundo as escolhas de sua equipe. Como a Uncut cobre todo o cenário musical e não é uma revista de nicho, o resultado é uma seleção de títulos bastante variada.

Para quem quiser saber mais sobre a Uncut, basta dar uma conferida na edição mais recente neste link.


Estes foram os melhores álbuns de 2017 na opinião da Uncut Magazine:

75 Ryan Adams - Prisoner
74 Feist - Pleasure
73 Aldous Harding - Party
72 Jason Isbell & The 400 Unit - The Nashville Sound
71 David Rawlings - Poor David’s Almanack
70 Perfume Genius - No Shape
69 Sparks - Hippopotamus
68 Floating Points - Reflections: Mojave Desert
67 The Magnetic Fields - 50 Song Memoir
66 Crescent - Resin Pockets
65 Real Estate - In Mind
64 Blanck Mass - World Eater
63 Kevin Morby - City Music
62 Mark Eitzel - Hey Mr. Ferryman
61 Lana Del Rey - Lust for Life
60 Bitchin Bajas - Bajas Fresh
59 John Maus - Screen Memories
58 Wand - Plum
57 Rolling Blackouts Coastal Fever - The French Press
56 House and Land - House and Land
55 The Moonlandingz - Interplanetary Class Classics
54 Tinariwen - Elwan
53 SZA - CTRL
52 Chris Forsyth & The Solar Motel Band - Dreaming in the Non-Dream
51 Randy Newman - Dark Matter
50 The xx - I See You
49 Michael Head & The Red Elastic Band - Adiós Señor Pussycat
48 Lindstrøm - It’s Alright Between Us As It Is
47 Pond - The Weather
46 Broken Social Scene - Hug of Thunder
45 Spoon - Hot Thoughts
44 Jake Xerxes Fussell - What in the Natural World
43 Trio Da Kali & Kronos Quartet - Ladilikan
42 Thundercat - Drunk
41 Fleet Foxes - Crack-Up
40 Mount Eerie - A Crow Looked at Me
39 Arca - Arca
38 Robyn Hitchcock - Robyn Hitchcock
37 Ride - Weather Diaries
36 Four Tet - New Energy
35 King Gizzard and the Lizard Wizard - Flying Microtonal Banana
34 Saint Etienne - Home Counties
33 Oh Sees - Orc
32 Sleaford Mods - English Tapas
31 Gas - Narkopop
30 Susanne Sundfør - Music for People in Trouble
29 Michael Chapman - 50
28 Kaitlyn Aurelia Smith - The Kid
27 Hiss Golden Messenger - Hallelujah Anyhow
26 Rhiannon Giddens - Freedom Highway
25 Robert Plant - Carry Fire
24 Margo Price - All American Made
23 Chuck Johnson - Balsams
22 Ty Segall - Ty Segall
21 Laura Marling - Semper Femina
20 Grizzly Bear - Painted Ruins
19 The Clientele - Music for the Age of Miracles
18 Lorde - Melodrama
17 Juana Molina - Halo
16 Jane Weaver - Modern Kosmology
15 Joshua Abrams & Natural Information Society - Simultonality
14 Julie Byrne - Not Even Happiness
13 Father John Misty - Pure Comedy
12 Peter Perrett - How the West Was Won
11 Slowdive - Slowdive
10 Hurray for the Riff Raff - The Navigator
9 St. Vincent - Masseduction
8 Courtney Barnett & Kurt Vile - Lotta Sea Lice
7 The National - Sleep Well Beast
6 Richard Dawson - Peasant
5 Joan Shelley - Joan Shelley
4 The Weather Station - The Weather Station
3 Kendrick Lamar - Damn
2 The War on Drugs - A Deeper Understanding
1 LCD Soundsystem - American Dream

In Flames lança EP de covers

sexta-feira, novembro 17, 2017

O In Flames lançou de surpresa um EP de covers intitulado Down, Wicked & No Good. O disco já está disponível nos serviços de streaming e pode ser ouvido no player abaixo.

O álbum traz quatro músicas, sendo elas “It's No Good” (do Depeche Mode), “Down in a Hole” (Alice in Chains), “Wicked Game” (Chris Isaak) e a versão ao vivo de “Hurt", do Nine Inch Nails.

Não há informação se Down, Wicked & No Good terá uma versão física ou não.

14 de nov de 2017

Playlist: Músicas contra o racismo, homofobia, xenofobia e outras formas de preconceito

terça-feira, novembro 14, 2017

Estamos em 2017. No final de 2017, pra ser mais exato. Quase no final da segunda década do século XXI. Aquele período da história que, segundo os sonhadores dos anos 1950, estaríamos usando carros voadores, nos locomoveríamos via teletransporte e visitas a outros planetas seriam fatos do cotidiano.

O cotidiano, porém, é cruel. E por mais que o que aconteça diante de nossos olhos pareçam fatos de outro mundo, cometidos por alienígenas sem nenhuma empatia pela vida alheia, a verdade é mais crua: nosso próprio amigo, nosso conhecido, aquela cara lá que você não sabe direito o nome e aquele outro que você não queria ter conhecido é que são os responsáveis por isso.

Somos todos iguais. Iguaizinhos. Ainda que racistas, homofóbicos e pessoas cheias de preconceito sigam firmes e fortes promovendo o discurso de ódio racial, gênero e homofobia, sabemos - ou insistimos em querer acreditar - que nós, os seres teoricamente humanos, somos e podemos ser muito melhores que isso.




Se você acessa a Collectors Room sabe que a boa música está em todos os lugares, em todas as épocas, em todos os estilos. A música negra é responsável pelo rock branco que você ouve. E a coisa vai muito além: enquanto o rock parece deitado em berço esplêndido, sem vontade ou tesão de questionar coisa alguma, é justamente da sempre criativa música negra que segue vindo a maior parte dos artistas que tem algo a dizer sobre esse mundo onde um Trump se provou possível e onde um Bolsonaro cresce a cada dia.

Abaixo está uma playlist com pouco mais de trinta músicas que falam sobre preconceito racial, xenofobia, homofobia e outros assuntos que não deveriam mais fazer parte do cotidiano de uma sociedade que está em 2017, quase no final da segunda década do século XXI. Ela está divida em duas partes: a primeira contém apenas músicas de artistas brasileiros, enquanto a segunda traz nomes de fora.

Ouça, compartilhe, entenda as letras, traduza as que você não entendeu. E ajude a combater, cada vez mais, a estupidez que é o racismo e todas as outras formas de preconceito.

Discoteca Básica Bizz #083: Aretha Franklin - I Never Loved a Man the Way I Love You (1967)

terça-feira, novembro 14, 2017

O grande Otis Redding balança os braços e reclama com o vice-presidente da Atlantic Records, Jerry Wexler: "Acabo de perder a minha música. Essa garota a roubou de mim". 

Essa garota de 24 anos chamava-se Aretha Franklin, e Otis tinha razão de se sentir mordido. Dois anos antes, "Respect", de sua autoria, chegara ao 35° posto do Hot 100 da Billboard. Agora, abril de 1967, na voz de Aretha, a canção ocupava pela segunda semana o primeiro lugar. Mas não era a isso que ele se referia.

O original esparso e seco de Redding havia sido virado do avesso, como se não passasse de um simples rascunho. Uma levada venenosa de guitarra e metais atravessava toda a música, puxada por um delirante transe gospel de chamada-e-resposta. A letra - Otis reclamando de sua vida conjugal - ganhava uma nova ênfase com as vozes de Aretha e sua irmã Carolyn acrescentando todo tipo de imprecação furiosa, metralhando em staccato: "Re-re-re-respect! (Just a little bit, just a little bit)", antes de explodir, soletrando no refrão: "R-E-S-P-E-C-T!... Find out what it means to me!... R-E-S-P-E-C-T!... Sock it to me, sock it to me, sock it to me!".

A garota que seria batizada de Lady Soul vinha mesmo da igreja e contava com mais de dez anos de estrada. Nascida em Memphis, mas criada em Detroit, tinha seis anos quando a mãe abandonou seu pai, o reverendo C.L. Franklin, pregador superstar no circuito gospel.

A garotinha cresceu no colo dos maiores cantores do gênero: Mahalia Jackson, James Cleveland, as Ward Singers e os Soul Stirrers - comandados por R. H. Harris e seu discípulo Sam Cooke. Foi Sam, ídolo e amigo, quem a encorajou a segui-lo na travessia do gospel para a música secular (ou pop).

Aos quatorze anos Aretha já chamava a atenção no coral da New Bethel Baptist Church, a igreja de seu pai, com o qual chegou a gravar para o selo JVB. Aos dezoito era levada para a Columbia pelas mãos do produtor John Hammond, que tentou transformá-la numa espécie de diva jazz com só uma pitada de R&B. Foram cinco anos gravando standards da Broadway e outras "pérolas do cancioneiro". Não podia mesmo dar certo. 


"Eu queria devolvê-la à igreja", foi a explicação de Jerry Wexler, vice-presidente da Atlantic Records. O selo de Nova York comandava o mercado de R&B desde que lançara Ray Charles, e sua grande fonte de renda no momento era a distribuição dos selos independentes do sul, como a Stax/Volt de Memphis e a Fame de Muscle Shoals, no Alabama. Foi para este peculiar celeiro de hits que Wexler levou Aretha em janeiro de 1967. Obtivera grandes resultados com Wilson Pickett e agora repetia a dose.

O chamado hard soul de Muscle Shoals - R&B cru e áspero, meio country - merece um capítulo à parte na história do pop. Um bando de brancos de alma preta, soul cowboys, num estúdio montado dentro de um barraco, criando/arranjando/produzindo clássicos em série, comandados pela dupla de compositores Dan Penn e Chips Moman e apoiados pelos monstruosos Spooner Oldham nos teclados e Roger Hawkins na bateria.

Como produtor, Wexler optou por deixar Aretha gravar primeiro, sozinha ao piano, para só depois o staff da Fame trabalhar em cima. A gravação, tumultuada, só durou uma tarde. Aretha voltou para Nova York e Wexler a seguiu depois, levando a fita com apenas duas canções finalizadas.

Pode ser que você nunca tenha ouvido falar nesse disco (fora de catálogo no Brasil desde que se esgotou sua primeira edição). Mas se tiver em casa o incendiário Volume 6 da série Atlantic Rhythm & Blues conhece estas duas obras-primas: lados A e B do primeiro compacto de Aretha pelo seu novo selo.

Mesmo antes de ela abrir a boca, "I Never Loved a Man (The Way I Love You)" já arrepia a espinha com o piano elétrico de Oldham e a guitarra de Moman. Depois, então ... a América e o mundo caíram diante da verdadeira Aretha Franklin. Já a balada "Do Right Woman - Do Right Man" (de Dan Penn e Chips Moman) é uma espécie de resposta a "It´s A Man´s World", de James Brown.

Quem assistiu ao filme Cabo do Medo, de Martin Scorsese, lembra como esta música - junto com o livro Sexus, de Henry Miller, e a planta conhecida em português oficial como cânhamo - é utilizada pelo psicopata vingativo para seduzir, com extrema maestria, a mocinha indecisa entre puberdade e adolescência. Não seria exagero dizer que o disco inteiro, e esta música em particular, está para o pop negro como O Segundo Sexo, de Simone de Beauvoir, está para o mundo das letras.

Em um dia de trabalho, dois clássicos e um single entre os dez mais. Wexler não perdeu tempo: mandou o pessoal vir até Nova York para mais duas sessões. Resultado: o estouro de "Respect". Mais cinco dias e o álbum estava pronto, mantendo a carga desenfreada de gospel e R&B de seus primeiros hits.

"Dr. Feelgood" explora o mesmo tema de "I Never Loved": turbulenta dependência sexual, discutida com as cartas abertas em cima da mesa, refletindo a relação de Aretha com o co-autor da música, seu então marido e empresário, Ted White. A outra co-composição de White, "Don´t Let Me Lose This Dream", é uma balada soul com glacê meio bossa nova meio baião, à moda de Burt Bacharach.

Outras faixas, como "Save Me" e "Soul Serenade", escancaram a importância da irmã Carolyn e do saxofonista King Curtis, diretor musical das bandas que acompanharam Aretha até morrer esfaqueado numa briga de bar, em 1971. Pois é na tapeçaria dos metais com os backings vocals que Aretha rasga a garganta e o coração.

I Never Loved A Man (The Way I Love You) inclui ainda um tributo ao mestre Sam Cooke - as covers para "Good Times" e "A Change is Gonna Come" - e foi apenas o primeiro de uma série de quatro LPs seguindo fielmente esta receita de hard soul sulista, todos absolutamente básicos.

Texto escrito por José Augusto Lemos e publicado na Bizz #083, de junho de 1992

13 de nov de 2017

Quadrinhos: Superman/Batman - Os Melhores do Mundo, de Dave Gibbons e Steve Rude

segunda-feira, novembro 13, 2017

Superman/Batman - Os Melhores do Mundo é um quadrinho escrito por Dave Gibbons (o ilustrador do clássico Watchmen, aqui em uma de suas primeiras experiências como roteirista) e ilustrado por Steve Rude (Nexus, Antes de Watchmen, Batman Preto e Branco). A história foi publicada em 1990 nos Estados Unidos e saiu no Brasil pela primeira vez em 1991 pela Editora Abril, tanto na concepção original em três volumes como também em uma versão encadernada disponibilizada em novembro daquele ano. A Mythos adquiriu os direitos sobre o título e o republicou em 2003, também seguindo a ideia original em três volumes. Agora, a Panini acaba de relançar Os Melhores do Mundo naquela que é a sua edição definitiva, em um volume de capa dura no formato 17x26 cm, 180 páginas em papel couché e bastante material extra.

O que temos em Superman/Batman - Os Melhores do Mundo é uma homenagem de Gibbons à Era de Ouro dos quadrinhos. Tanto o roteiro quanto a arte de Rude trazem diversos elementos dos gibis da década de 1940, época onde as tramas eram mais inocentes e descomplicadas e as ilustrações eram bastante estilizadas e com elementos cartunescos.




A história contada por Dave Gibbons explora a relação entre Batman e Superman ainda em seu início, quando a dupla estava em seus primeiros anos de combate ao crime e ainda não se conheciam de maneira profunda. Assim, ambos demonstram admiração e desconfiança por sua contraparte, característica essa que se cristalizou na interação entre os personagens ao longos das décadas seguintes - o clássico Cavaleiro das Trevas de Frank Miller, por exemplo, explora esse conflito com brilhantismo. Ao mesmo tempo, Gibbons também traz para a trama os principais antagonistas dos super-heróis, Coringa e Lex Luthor, e realiza um exercício imaginativo semelhante com os vilões.

Tendo como pano de fundo um misterioso orfanato localizado entre Gotham City e Metropolis, a história propõe uma inversão de papeis no lado negro da força, com Luthor investindo de maneira agressiva na sombria Gotham enquanto o Coringa leva o caos para a ensolarada Metropolis. Essa estratégia faz com que também os heróis necessitem atuar em terrenos que não são os seus, com Batman enfrentando o brilho eterno da progressista e rica Metropolis enquanto o Superman investiga os cantos mais escuros de Gotham. 

A dinâmica proposta por Gibbons mostra uma interação crescente entre os heróis, que aos poucos vão conhecendo os pontos fortes um do outro e aprendem a agir de maneira complementar, alcançando dessa maneira um resultado muito mais eficaz no combate aos seus antagonistas. O texto é leve e claro, sem maiores pretensões do que apenas revisitar, de maneira inspirada, um período que até hoje é celebrado na história dos quadrinhos.


Já a arte de Steve Rude é uma delícia em todos os sentidos. O seu Batman traz um figurino que remete aos primeiros anos, com luvas roxas e apetrechos bem menos tecnológicos que os atuais. Enquanto isso, o Superman é retratado com um visual clássico, e que talvez (eu disse só talvez) possa ter sido uma das inspirações de Alex Ross para o seu Super-Homem de O Reino do Amanhã. Além disso, Rude entrega diversos quadros que contam as vidas do Batman e do Superman de maneira paralela e com diagramações semelhantes, deixando claro o quão similares são os dois integrantes masculinos da Trindade da DC, que é completada pela Mulher-Maravilha.

Nos extras, temos o roteiro da HQ, os apontamentos de Gibbons e Rude sobre as suas inspirações para a criação da história e diversos sketches que mostram o desenvolvimento dos personagens.

Superman/Batman - Os Melhores do Mundo é uma HQ leve e deliciosa, uma grande homenagem de Dave Gibbons aos gibis de sua infância, que o fizeram se apaixonar pelos quadrinhos. O resultado final é semelhante: ao terminar a leitura a paixão por personagens quase centenários ressurge renovada, mostrando toda a força de uma das mitologias mais duradouras do século XX.

Compre com desconto aqui.



Blaze Bayley anuncia novo álbum

segunda-feira, novembro 13, 2017

Blaze Bayley, ex-vocalista do Iron Maiden, anunciou o lançamento de seu nono álbum solo, que sairá no início de março. O trabalho tem o título de The Redemption of William Black e faz parte da trilogia Infinite Entanglement, que já conta com o disco homônimo liberado em 2016 e com Endure and Survive - Infinite Entanglement Part II, de 2017.

The Redemption of William Black - Infinite Entanglement Part III chegará às lojas dia 2 de março e foi composto em parceria com Chris Appleton, guitarrista da banda inglesa Absolva. A produção ficou sob responsabilidade de Bayley e Appleton. 

O álbum conta com a participação especial de Chris Jericho, vocalista do Fozzy, além de um coro de vozes formado por Luke Appleton (baixista do Iced Earth) e pelos atores e vocalistas Michelle Sciarotta, Jo Robinson, Mel Adams, Liz Owen, Aine Brewer e Rob Toogood.

Blaze também já anunciou os primeiros shows da tour de The Redemption of Wiliiam Black, que podem ser conferidos neste link.

A banda atual de Blaze Bayley é formada por Chris Appleton (guitarra), Karl Schramm (baixo) e Martin McNee (bateria).


10 de nov de 2017

Black Pantera revela capa de novo álbum e mostra nova música

sexta-feira, novembro 10, 2017

Uma das mais promissoras novas bandas brasileiras, o Black Pantera revelou a capa do seu segundo disco, Agressão. A arte é uma criação de Carlos Fides, do Art Side Studio.

O trio mineiro formado por Charles Gama (vocal e guitarra), Chaene da Gama (vocal e baixo) e Rodrigo “Pancho" Augusto (bateria) colocou na roda também a inédita “Prefácio”, primeiro single do disco.

Agressão ainda não teve a data de lançamento revelada, mas você já pode sentir o que vem por aí com a pedrada que está no player abaixo:

Novo álbum e nova música do Corrosion of Conformity

sexta-feira, novembro 10, 2017

O icônico Corrosion of Conformity lançará em janeiro o seu novo disco. O décimo álbum da banda norte-americana tem o título de No Cross No Crown e chegará às lojas dia 12/01 pela Nuclear Blast. A produção é de John Custer.

O trabalho é o segundo desde o retorno do guitarrista Pepper Keenan, que havia deixado a banda em 2006 e retornou em 2014 no disco IX.

A banda também divulgou o primeiro single do álbum, “Cast the First Stone”:

FOLLOW @ INSTAGRAM

ONLINE

PAGEVIEWS

PESQUISE