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23 de abr de 2019

Glenn Hughes tocará clássicos do Deep Purple em Porto Alegre

terça-feira, abril 23, 2019


O lendário vocalista e baixista inglês Glenn Hughes retornará ao Brasil para uma turnê tocando o clássico álbum Burn, lançado pelo Deep Purple em 1974, na íntegra. O disco marcou a estreia da então nova formação formação da banda, conhecida como MK III, e que contava com Hughes, David Coverdale, Ritchie Blackmore, Jon Lord e Ian Paice. Considerado um dos melhores álbuns do Purple, o disco traz clássicos como “Might Just Take Your Life”, “You Fool No One”, “Mistreated” e a icônica faixa título. O show contará também com outras canções marcantes da trajetória do músico.

A apresentação na capital gaúcha acontecerá no dia 16/10, uma quarta-feira, no Opinião, e está sendo realizado pela Abstratti Produtora. O serviço completo você confere abaixo. A apresentação faz parte da nova turnê de Glenn pelo Brasil, que contará também com shows em Vitória (08/10), São Paulo (12/10), Recife (19/10), Fortaleza (20/10), Belém (22/10) e Brasília (24/10).

Aos 67 anos, Glenn Hughes retorna ao país após uma bem sucedida turnê realizada no primeiro semestre de 2018. O músico teve passagens marcantes pelo Trapeze (excelente power trio que integrou antes de entrar no Purple) e pelo Black Sabbath, com quem gravou o álbum Seventh Star (1987), além do Black Country Communion (super grupo com quem gravou quatro discos) e o California Breed. Vale mencionar que o vocalista e baixista possui também uma longa carreira solo, sendo que o seu último álbum, Resonate, saiu em 2016.


Serviço:

Local:
Opinião (Rua José do Patrocínio, 834)
Classificação etária:
14 anos
Quando:
16 de outubro, quarta-feira, às 21h
Horários
19h30min — abertura da casa
21h — Glenn Hughes tocando BURN
Ingressos
PREMIUM
Primeiro lote
Inteira — R$ 220,00
Solidário — R$ 180,00 *
Meia — R$ 110,00 **

Segundo lote
Inteira — R$ 270,00
Solidário — R$ 220,00 *
Meia — R$ 135,00 **

Terceiro lote
Inteira — R$ 300,00
Solidário — R$ 240,00 *
Meia — R$ 150,00 **

TODOS OS INGRESSOS PREMIUM GANHAM O LIVRO ‘GLENN HUGHES – A AUTOBIOGRAFIA’ (os livros serão entregues no dia do show)

PISTA
Primeiro lote
Inteira — R$ 170,00
Solidário — R$ 140,00 *
Meia — R$ 85,00 **

Primeiro lote
Inteira — R$ 200,00
Solidário — R$ 160,00 *
Meia — R$ 100,00 **

Terceiro lote
Inteira — R$ 220,00
Solidário — R$ 180,00 *
Meia — R$ 110,00 **

* Solidário — limitados e válidos somente com a entrega de 1kg de alimento não perecível na entrada do show.
** Meia-entrada — para estudantes são válidas somente as seguintes carteiras estudantis: ANPG, UNE, UBE’s, DCE’s e demais especificadas na LEI FEDERAL Nº 12.933. Não será aceita NENHUMA outra forma de identificação que não as oficializadas na lei.
Pontos de venda (sujeitos à taxa de conveniência):
Online (em até 12x no cartão)
Lojas (somente em dinheiro)
SEM TAXA DE CONVENIÊNCIA:
Multisom — Shopping Iguatemi, 1º piso. Fone: (51) 3328-8448.
COM TAXA DE CONVENIÊNCIA:
Multisom — Rua dos Andradas, 1001. Fone: (51) 3931-5381.
Multisom — Shopping Praia de Belas, 3º piso. Fone: (51) 3931-5300.
Multisom — Barra Shopping Sul, térreo. Fone: (51) 3931-5223.

* A organização do evento não se responsabiliza por ingressos comprados fora do site e pontos de venda oficiais.

* Será expressamente proibida a entrada de câmeras fotográficas profissionais e semiprofissionais, bem como filmadoras de qualquer tipo.

22 de abr de 2019

Entrevista exclusiva: Mark Farner, vocalista e guitarrista do Grand Funk Railroad

segunda-feira, abril 22, 2019

"Vocês, crianças, não conhecem o Grand Funk? As letras selvagens e sem camisa de Mark Farner? O baixo grave que faz o chão tremer de Mel Schacher? A bateria competente de Don Brewer? Oh, cara!". 

A fala é de Homer Simpson ao filho Bart e seus amigos e, até hoje, é a melhor definição do Grand Funk Railroad. Um power trio visceral que misturava toda a potência do rock com o swing inspirado pelo soul da Motown, uma locomotiva legitimamente americana. Seu líder, Mark Farner, notabilizou-se ao longo de sua trajetória pela simpatia e simplicidade, características que o deram (e por extensão ao Grand Funk) uma legião fiel de fãs, quase como o Grateful Dead e seus deadheads. Mark realizou o sonho deste pretenso editor e falou sobre o início de carreira, o poderoso Grand Funk e... algumas tretas.

Um dos maiores papelões do rock, até então encarado por muitos como um exagero ou mera lenda, teve como pilar o Led Zeppelin. Mark Farner e sua gangue excursionavam com o quarteto londrino, naquela altura tratado como deuses do rock and roll, venerados pelos simples mortais e intocáveis pela mídia. Mais um dia normal em que o Grand Funk abria o concerto, como sempre levando o público ao puro êxtase. Eis que Peter Grant, empresário barra pesada que mais lembrava um capanga da máfia, ordenou que alguma providência fosse tomada, afinal o Zeppelin não teria como competir com aquela sinergia extraordinária, aquela pulsação coletiva. 

"Peter ordenou que cortassem o som, desligassem a coisa toda. Terry Knight saiu ao microfone e falou para o público, explicando que contratualmente o Grand Funk tinha que deixar o palco. A platéia jogou garrafas de vinho e cerveja no palco e saímos. Uma hora e meia depois, o Zeppelin subiu ao palco e tocou para menos da metade da casa. Quando eles puxaram Grand Funk do palco, mais da metade da platéia saiu", revelou.

Mark Farner representa aquele rock outrora perdido, sem frescura, com entrega, sem pedantismo intelectual. E para a alegria dos brasileiros, o histórico guitarrista desfilará seus hits em nova turnê pelo país em maio. Em tempos de festivais agridoces, bobos e sem identidade como o Lollapalooza, revisitar a discografia do Grand Funk Railroad é uma obrigação!



Mark, você é do Michigan. Detroit é conhecida pela Motown, gravadora que uniu o soul, o gospel e o funk. A música da Motown foi a sua grande influência durante a sua infância? Quais foram as bandas mais importantes para você?

Sim, a Motown com certeza teve influência sobre mim. Nós costumávamos ouvir uma estação canadense que explodiu a Motown por todo o sul do Canadá e Michigan. Era a Rádio CKLW e a diretora do programa, Rosalee Trombly, sabia o que as pessoas precisavam ouvir. Não só o blues, mas também o R&B impactaram todos nós na região, especialmente os músicos.

E quais foram as bandas mais importantes para você?

Quanto à Motown, Aretha Franklin, Stevie Wonder, Four Tops e Little Eva.

E como quando/como o rock and roll entrou na sua vida?

O rock and roll entrou em minha vida em 1955 quando ouvi "Rock Around rhe Clock" de Bill Haley and His Comets.

Antes do Grand Funk Railroad você tocou com Terry Knight and The Pack. Terry Knight foi quase uma lenda do rock nos EUA. É verdade que ele foi o primeiro DJ a colocar uma música dos Rolling Stones em uma rádio americana? Como você o conheceu?

Eu não sei, mas ele era um DJ na rádio CKLW.

Como você o conheceu?

Ele estava cantando como vocalista no The Pack e eu estava em uma banda diferente tocando no mesmo local, e nos conhecemos lá.

Agora falemos sobre o Grand Funk. Como a banda nasceu? Como você conheceu Don Brewer e Mel Schacher?

Ainda estava noThe Fabuloous Pack. Depois que o guitarrista e o tecladista tiveram que deixar a banda por causa de suas famílias, eu disse ao Don Brewer que precisávamos começar um grupo de três integrantes e conseguir alguém que não fosse casado. Como eu conheci Don e Mel? Eu fui para a escola com Mel e Don estava tocando no The Jazz Masters quando nos conhecemos. Depois os Jazz Masters evoluíram para o The Pack.

O primeiro disco do Grand Funk, On Time, é demais! Temos um rock ans roll como "Are You Ready?", um blues como "Time Machine", músicas mais hard rock como "High on a Horse" e "Heartbreaker", e até uma psicodélica como "Can't Be Too Long". Acho que o On Time representa fielmente aquele final dos anos 1960. Você concorda?

Sim, concordo. Como escritor, tentei ser tão diversificado quanto aqueles tempos.

O disco vermelho, Grand Funk, é o meu favorito! Podemos dizer que é uma continuação natural do On Time?

Sim, é a evolução de nossas habilidades dadas por Deus para tocar música.



Eu tenho que agradecer a você e ao Grand Funk. A canção "Mean Mistreater" me ajudou em um relacionamento. Descobri que a garota estava me sacaneando, então coloquei a música e falei "você é exatamente como essa letra". Hoje vejo como foi engraçado! Por favor, sinta-se à vontade para responder... Ou não...

Fico feliz que a música tenha se tornado útil para você, muitos outros fãs também adoram essa música.

Survival, cara, que disco foda! Acho que o álbum do Grand Funk mais bem produzido, o baixo e bateria trazem um funk psicodélico, adicionando ainda uma guitarra que derrete o cérebro. Poderia falar sobre o disco?

Terry Knight encorajou Brewer a colocar toalhas de mão em sua bateria sobre as peles e esse som de bateria foi usado desde então.

O mainstream, a grande mídia, deu o devido reconhecimento ao Grand Funk apenas com o We're an American Band. Você ficou/fica triste com uma atitude tão escrota?

Não fico triste, desde que soletrem o nome corretamente. Hahaha!

O Grand Funk excursionou com o grande Freddie King. Eu li a respeito, ele estava com medo da reação do público roqueiro. Mas, na verdade, foi incrível! Como foi tocar e viajar com, na minha opinião, o maior bluesman elétrico?

Freddie era um artista de palco dinâmico com uma baita banda e gostava de se divertir. Ele me ajudou a reduzir meu fluxo de caixa em muitos jogos de poker tardios.



O Grand Funk também foi em turnê com o Led Zeppelin. Claro, o som do Zeppelin era e ainda soa incrível, mas sempre os considerei extremamente arrogantes, marrentos e super protegidos pela mídia. É verdade que durante um show de abertura do Grand Funk, o público estava tão "maluco" com o som a ponto do Peter Grant cortar a energia?

Sim, Peter ordenou que cortassem o som, desligassem a coisa toda. Terry Knight saiu ao microfone e falou para o público, explicando que contratualmente o Grand Funk tinha que deixar o palco. A platéia jogou garrafas de vinho e cerveja no palco e saímos. Uma hora e meia depois, o Zeppelin subiu ao palco e tocou para menos da metade da casa. Quando eles puxaram o Grand Funk do palco, mais da metade da platéia saiu.

O Grand Funk sempre recebeu muito carinho dos fãs. É verdade que a banda não permitia ingressos a preços abusivos?

Sim, queríamos que todos nos vissem, não apenas aqueles que poderiam pagar um ingresso caro.

Como você conheceu o Frank Zappa? O cara era um gênio!

Tivemos vários nomes de produtores escritos em pequenos pedaços de papel e colocamos num chapéu. Enfiei a mão no chapéu e tirei Frank Zappa. Quando ele ouviu falar do nosso desejo de que ele nos produzisse, foi para Michigan ouvir as músicas que queríamos gravar. O que foi decisivo para que ele trabalhasse com o Grand Funk foi uma brincadeira do Craig Frost com o Don Brewer. Quando Zappa viu Craig Frost peidar na perna de Brewer, ele disse: "Fechou, estou trabalhando com vocês!".

Mark, muito obrigado pela entrevista. Estou tão feliz que você esteja retornando ao Brasil, durante a sua última passagem estava com o tornozelo fraturado! Valeu, cara!

Obrigado, cara! Você é bem-vindo, Deus te abençoe e se cuide.

Por Ugo Medeiros, da Coluna Blues Rock

15 de abr de 2019

Documentário conta a história da cena rock de Chapecó

segunda-feira, abril 15, 2019

Dirigido pelo amigo Joel Zanette e viabilizado através de edital da Prefeitura de Chapecó, o documentário Ecos e Uivos nas Terras de Condá conta a história da cena rock da cidade catarinense, conhecida por uma identidade própria e por sua irreverência e qualidade.

Um excelente trabalho que mostra o quanto existem movimentos regionais que mantém a música viva e totalmente independente dos grandes centros.

Assista abaixo:

12 de abr de 2019

Estamos matando nossos ídolos?

sexta-feira, abril 12, 2019

Se há algo que resume a situação perigosa vivida no circuito da nostalgia musical, os Rolling Stones saíram fora do New Orleans Jazz Festival devido à doença e seu substituto, o Fleetwood Mac, teve que cancelar a sua apresentação pelo mesmo motivo.

O rock está ficando velho e ninguém se aposenta.

A atual turnê de Ozzy, No More Tours II, tem sido afetada por doenças e lesões, fazendo shows serem cancelados e a turnê ser esticada até 2020.

Quando Bob Seger lançou sua turnê Runaway Train em 2017, ela durou apenas 13 dos 32 shows anunciados, até que suas vértebras pediram socorro e as apresentações restantes precisaram ser canceladas. Após meses de fisioterapia, ele está de volta à estrada ainda cumprindo essas datas.

Brian May tem uma longa lista de datas para cumprir com o Queen e Adam Lambert, mas há apenas dois anos cancelou uma tour pelo Reino Unido para lidar com uma doença persistente que ele descreveu como “algo que estava destruindo minha energia e minha vontade”.

Nós poderíamos continuar. E nós vamos. Dê uma olhada na terrível lista de músicos que perdemos nos últimos anos, e o denominador comum em quase todos os casos é o mesmo: eles ainda estavam ativos. Eles poderiam não estar gravando, mas estavam na estrada, ao contrário de todos nós. Enquanto esperamos ansiosamente por aposentadorias sedentárias, eles estão acumulando milhagem, indo de hotel em hotel e transbordando milhas aéreas. Não é um estilo de vida saudável e não é de admirar que muitos sejam suscetíveis a doenças.


Ninguém está negando o direito de um músico fazer turnê. Uma vez que você tenha experimentado o amor não diluído que uma multidão pode oferecer, deve ser algo difícil de esquecer. E quanto ao argumento “eles não precisam de mais dinheiro para a aposentadoria”, bem, quando isso se aplica a qualquer um? Nunca?

A culpa é nossa. Toda vez que uma banda faz tours, nós temos uma versão reduzida da experiência anterior, e ainda assim pagamos pra ver. Os Rolling Stones de 2018 podem ter sido uma explosão, mas as datas da No Filter realmente foram tão boas quanto as da Bigger Bang, uma década atrás? Ou de Voodoo Lounge, dez anos antes? Em algum ponto, retornos decrescentes devem ser afetados, e tocar com uma banda é uma tarefa bastante atlética. Usain Bolt se aposentou aos 31 anos, então por que esperamos que nossos astros do rock sigam na estrada aos 70 anos?

Por que nós ainda vamos assisti-los? Só para estar no mesmo local que essas lendas uma última vez, e até a próxima? É para prestar homenagem a quem eles costumavam ser? Olhe para Brian Wilson: não há como duvidar de sua genialidade, mas se você filtrar a sua carreira até as partes que realmente importam, estará olhando para um período de dezoito meses a mais de meio século atrás. No entanto, como uma lenda vida, ele está maior do que nunca.


Porque não podemos deixar os rock stars se aposentarem?

A verdade é que sabemos o motivo. Nós construímos barganhas com nossos músicos favoritos. Nós demos a eles uma carreira, e eles nos deram uma vida cheia de memórias. E essa é a palavra chave: vida. Eles têm sido uma parte íntima de nossos relacionamentos, estando sempre ao nosso lado quando outras pessoas não estiveram. Eles estavam perto no nascimento de nossos filhos. Eles encheram nossas casas e fizeram a trilha de nossos verões. E eles ainda estão fazendo isso.

Não há um estatuto que estipule limitações nesse ramo. Ele continua até o final, e só é rasgado quando uma ou outra parte desce do palco uma última vez e vai para a escuridão.

Rock stars não queimam. Elas não desaparecem. Elas apenas param. Geralmente sem aviso. Normalmente, quando menos esperamos. E nunca quando estamos prontos.

Por James Cleveland, da Classic Rock Magazine
Tradução de Ricardo Seelig

11 de abr de 2019

Aleatoriedade colecionável, ou a coleção espontânea

quinta-feira, abril 11, 2019


Um dia desses estava pensando sobre a forma como compro discos, a maneira como sempre adquiri discos. E me dei conta que foram poucas às vezes em que entrei em uma loja com um objetivo bem definido na cabeça. É claro que as exceções sempre existiram em se tratando das minhas bandas do coração como Led Zeppelin, Iron Maiden e Metallica, mas praticamente somente à elas.

Vou explicar melhor. Sempre gostei de entrar em uma loja de discos sem ter algo definido na cabeça. Sempre curti chegar e começar a olhar o que estava à venda, o que estava disponível, quais eram os CDs que estavam me olhando e pedindo para serem levados pra casa. A sensação de estar olhando e olhando e de repente dar de cara com um álbum que você nem lembrava que queria, ou que até já tinha esquecido que existia (ou nem sabia que existia), ou que leu sobre em uma revista ou livro e sabe que é legal. Essa sensação de imprevisibilidade, essa surpresa que faz o coração bater mais forte, foi o que guiou a construção da minha coleção ao longo de todos esses anos.

Muito provavelmente seja por isso que não gosto de comprar discos online. Ter que ficar olhando e definindo o que quero em páginas e páginas de fotos pequenas e preços nem tanto nunca fez a minha cabeça. Gosto do ambiente, do clima, do cheiro, do tato e do papo. De pegar na mão, olhar o encarte, sentir a textura. Todas essas coisas fora de moda e que, no fim das contas, justificam o porque de eu ainda seguir comprando CDs em um tempo em que a mídia é dada como morta pelos entendidos de plantão – os mesmos que, anotem, celebrarão o retorno do disquinho daqui a alguns anos como a mais nova sensação da indústria musical.


Porém, as lojas de discos praticamente não existem mais. Grandes cidades seguem tendo-as, mas médias e pequenas não sabem mais o que é isso. Aqui em Floripa, temos uma: a Roots Records. Se estendermos o raio para a Grande Floripa, o número duplica e teremos duas com a adição da Tumba do Faraó Discos, que fica no Centro Histórico de São José. E ambas com prateleiras onde itens novos dividem espaço com peças usadas. 

O que fazer então para ter mais pluralidade e mais opções? A melhor opção são os bons, velhos e aparentemente imortais sebos. E por aqui existem boas opções com discos a preços muito convidativos e títulos fora da curva. Os dois principais são a Elemental Livros Usados e o Sebos Império, ambos no centro da cidade e relativamente próximos um ao outro. Nos dois, a “era dos CDs a 10 reais” está estabelecida e faz a alegria de quem ama a música e não abre mão do formato, como eu.


A visita periódica a esses lugares faz com que a aleatoriedade que sempre marcou a minha coleção siga viva e atuante. É nessas lojas que encontro discos que recebem o convite espontâneo para fazerem parte do meu acervo. O resultado é uma coleção bastante variada e que me orgulha cada vez mais. Um acervo onde Zeca Baleiro está ao lado de ZZ Top, onde Chico Buarque é amigo íntimo do pessoal do Concrete Blonde e onde Metallica e Miles Davis trocam figurinhas enquanto dividem o mesmo espaço.

É claro que há uma predominância estilística nas prateleiras, e vocês sabem bem qual é. O rock e o metal dominam minhas estantes, tanto pelo gosto pessoal quanto pelos anos de recebimento de material de divulgação de gravadoras de ambos os gêneros (antes que vocês perguntem: os itens que me agradam ficam, os que não curto vão para os sebos).

E assim a vida segue e a coleção cresce. Aleatória, espontânea, surpreendente. Como a música que tanto amamos.

Discoteca Básica Bizz #151: Funkadelic - Maggot Brain (1971)

quinta-feira, abril 11, 2019

Assim como James Brown, George Clinton é referência obrigatória e objeto de zilhões de samples, não só no meio do rap como na música pop em geral. Porém, muitos dos que balançam ao som de "What's My Name?" (releitura do rapper Snoop Doggy Dogg para "Atomic Dog", de Clinton) não conhecem a real extensão do trabalho do mestre do funk espacial.

A primeira investida musical de Clinton - até então um pacato cabeleireiro de Nova Jersey - na virada dos anos 1950 para os 1960 foi com os Parliaments. O grupo emplacou a singela canção de amor "(I Wanna) Testify" na parada de R&B americana. Animado, o artista mudou-se para Detroit e foi tentar a carreira como compositor da Motown.

Em Detroit, Clinton entrou em contato com a psicodelia e o som de garagem de bandas como MC5 e Stooges. Os donos dos cigarros Parliament não queriam ver o nome de seu produto associado a um grupo de doo wop e entraram na justiça contra o cantor. Era o que faltava para Clinton mudar o nome da banda e seu estilo musical. Sob a alcunha de Funkadelic, o combo psicodélico do Dr. Funk assinou com a Westbound em 1967. Quatro anos depois, lançaria sua obra-prima: Maggot Brain. O disco é um exemplo perfeito do caleidoscópio sonoro que é a obra do artista, clássico da black music, além de um dos melhores álbuns lançados na década de 1970.

As gravações dessa maravilha rolaram em festas regadas a ácido - denunciado pelo clima viajante do disco. O ouvinte desavisado com certeza vai estranhar a primeira faixa, uma viagem guitarrística de mais de dez minutos executada em um único take por Eddie Hazel (guitarrista do P-Funk, morto em 1994 e que era uma espécie de reencarnação de Jimi Hendrix). "Maggot Brain" é até hoje marca registrada dos shows da banda.


Encerrada a psicodelia melancólica da faixa título, "Can You Get to That" entra para o deleite dos funkeiros. Manhosa e malaca ao extremo, a composição faz parte de qualquer top 10 do grupo. Preste atenção em "Hit It and Quit It", em que também fica clara a influência de Hendrix não só no som da guitarra, mas sobre a sonoridade do Funkadelic como um todo. Já "You and Your Folks, Me and My Folks" é um groove chapadão que explora as raízes gospel e R&B, cuja batida é daquelas que fica o tempo todo na mesma levada sem encher o saco.

"Super Stupid" é um caso à parte. Serviu de base para pelo menos umas cinco canções dos Red Hot Chili Peppers, antecipando em vinte anos aquilo que ficaria conhecido no começo dos anos 1990 como funk-o-metal. Comandada pelo baixo (que ainda não era tocado por Bootsy Collins, considerado o braço direito de Mr. George), "Back in Our Minds" é a penúltima faixa, a mais hippie do disco. Com tanta lisergia rolando, o maluco Dr. Funk não resistiu à tentação de fechar o registro com outra de suas viagens conceituais. Ainda bem, pois os quase dez minutos de "Wars of Armageddon" não podem ser definidos com outro termo que não funkadélicos.

E, no fim das contas, essa é a virtude que torna Maggot Brain tão especial: o improvável equilíbrio entre rock psicodélico e funk music.

Texto escrito por Rodrigo Brandão e publicado na Bizz 151, de fevereiro de 1998

As 50 melhores músicas do Fleetwood Mac

quinta-feira, abril 11, 2019

Dono de um dos catálogos mais impressionantes de todos os tempos, o Fleetwood Mac colecionou hits durante a sua carreira. A banda, que nasceu em Londres, possui duas fases bastante distintas. A primeira é voltada para o blues, com o guitarrista Peter Green à frente. Este período foi de 1968 a 1974. 

Em 1975 o grupo passou por uma reformulação com a chegada da vocalista Stevie Nicks e do cantor e guitarrista Lindsey Buckingham (na época um casal), e mudou-se de maneira definitiva para os Estados Unidos. Essa mudança se refletiu também na música, que passou a ser um pop repleto de harmonias vocais, melodia e refrãos inesquecíveis.

Ao longo de sua história, o Fleetwood Mac colocou 27 singles nas paradas, teve 4 álbuns no número 1 e superou a marca de 100 milhões de discos vendidos.


Abaixo você encontra uma playlist com as 50 melhores canções da banda, porém ela possui algumas características. A primeira, e mais importante, é que ela é focada no período a partir de 1975 – ou seja, no período mais pop do grupo. Essa escolha se deu por um critério inteiramente pessoal, pois sou fascinado pela sonoridade da segunda fase da carreira do quinteto e quis dividir essa paixão com vocês. 

O segundo ponto é que decidi incluir nesse levantamento também os principais sucessos das carreiras solo de seus integrantes, então você terá canções dos discos de Stevie Nicks, Lindsey Buckingham e Christine McVie presentes. 

E o terceiro ponto é que a pesquisa foi feita tendo como base outras matérias semelhantes e também através da audição de todos os discos do grupo. O resultado final, e a ordem das músicas, é uma questão puramente pessoal. Ah, e as faixas estão organizadas em ordem decrescente, indo da número 50 até chegar à número 1.

Algumas curiosidades: o disco com mais músicas na lista, como não poderia deixar de ser, foi Rumours (1977). O álbum mais vendido da banda, com mais de 30 milhões de cópias nas coleções de todo o planeta, emplacou 12 músicas no top 50. A seguir temos Tusk (10), Fleetwood Mac (8), Mirage (5), Tango in the Night (4) e Say You Will (2). Como a banda sempre gostou de incluir gravações inéditas em suas coletâneas, temos aqui 3 músicas vinda de 50 Years - Don't Stop (2018) e 1 de Greatest Hits (1988). E fechando a conta, 2 músicas de Bella Donna (Stevie Nicks), 1 de Law and Order (Lindsey Buckingham) e 1 do álbum que Lindsey e Christine McVie gravaram juntos em 2017, além de 1 faixa presente no ao vivo Live, de 1980.


Vale mencionar que o Fleetwood Mac segue na ativa e está em turnê atualmente. A formação da banda passou por uma alteração em 2018, quando Lindsey Buckingham deixou o grupo por divergências com os demais integrantes. Ele foi substituído pelo vocalista e guitarrista neo-zelandês Neil Finn, ex-Crowded House, e pelo guitarrista Mike Campbell, parceiro de longa data de Tom Petty no The Heartbreakers.

Dê play e descubra uma banda absolutamente incrível, que irá iluminar o seu dia e alimentar o seu coração.

Hellion Records anuncia lançamento que celebra os 25 anos do Amon Amarth

quinta-feira, abril 11, 2019

A Hellion Records anunciou o lançamento do novo ao vivo do Amon Amarth. The Pursuit of Vikings - 25 Years in the Eye of the Storm, como o título deixa claro, celebra os 25 anos de carreira da banda sueca com um show especial.

O material será lançado no Brasil em uma edição especial com DVD duplo + CD e com acabamento diferenciado. O título estará disponível durante o mês de maio.


Abaixo está o tracklist completo:

DVD 1:
Live At Summer Breeze: The Movies

01. The Persuit Of Vikings
02. As Loke Falls
03. First Kill
04. The Way Of Vikings
05. At Dawn's First Light
06. Cry Of The Blackbirds
07. Deceiver Of The Gods
08. Destroyer Of The Universe
09. Death In Fire
10. Father Of The Wolf
11. Runes To My Memory
12. War Of The Gods
13. Raise your Horns
14. A Dream That Cannot Be
15. Guardians Of Asgaard
16. Twilight Of The Thunder God

DVD 2:
Documentary: The Pursuit Of Vikings - 25 Years In The Eye Of The Storm

CD 1
Live At Summer Breeze: The Album

17. The Persuit Of Vikings
18. As Loke Falls
19. First Kill
20. The Way Of Vikings
21. At Dawn's First Light
22. Cry Of The Blackbirds
23. Deceiver Of The Gods
24. Destroyer Of The Universe
25. Death In Fire
26. Father Of The Wolf
27. Runes To My Memory
28. War Of The Gods
29. Raise your Horns
30. A Dream That Cannot Be
31. Guardians Of Asgaard
32. Twilight Of The Thunder God

Izzy Stradlin está perto de voltar ao Guns N’ Roses de maneira definitiva

quinta-feira, abril 11, 2019


Em entrevista ao podcast do jornalista Mitch Lafon, o ex-manager do Guns N’ Roses, Alan Niven, revelou que uma reunião entre a banda e o guitarrista Izzy Stradlin está mais próxima de acontecer do que muitos imaginam.

Segundo Niven: “Eles esperam ter Izzy no palco e não apenas para uma passagem de som, mas para uma performance completa. É algo como ‘vamos ver como ele está, se está se sentindo confortável, e daí podemos nos preparar para o próximo ano’. Definitivamente, se eu tivesse que apostar nisso, cravaria que Izzy estará de volta ao Guns em breve. Eu não estaria surpreso se uma verdadeira reunião fosse anunciada nas próximas semanas”.

O Guns N’ Roses retornará a Not in This Lifetime Tour no final de setembro, com um show no Louder Than Life Festival em Louisville, Kentucky, no dia 28/09. Tudo aponta para que Izzy Stradlin toque com a banda durante essa apresentação, e, se tudo correr bem entre o guitarrista e os demais músicos, é bastante provável que o Guns anuncie o seu retorno em definitivo. Vale lembrar que Axl, Slash e Duff já confirmaram que a banda está trabalhando em novas músicas e entrará em estúdio no final do ano para gravar um novo álbum.

Izzy deixou o Guns em 1991, após o lançamento da dobradinha Use Your Illusion. Ao longo dos anos ele participou de alguns shows da banda, mas nunca retornou de maneira permanente. O guitarrista possui uma longa carreira solo que já rendeu onze discos, sendo que o mais recente saiu em 2010 com o título de Wave of Heat.

Rush lança Time Machine 2011: Live in Cleveland pela primeira vez em vinil

quinta-feira, abril 11, 2019


O Rush lançará o ao vivo Time Machine 2011: Live in Cleveland em vinil pela primeira vez. A nova edição chegará às lojas no dia 7 de junho em LP quádruplo.

Time Machine 2011: Live in Cleveland saiu em 8 de novembro de 2011 e traz um show gravado no dia 15/04 daquele ano na Quicken Loans Arena, a casa do Cleveland Cavaliers. O material foi disponibilizado em Blu-ray, DVD e em CD duplo, sendo que a parte de vídeo teve produção e direção da Banger Films de Sam Dunn, que já havia trabalhado com a banda no excelente documentário Beyond the Lighted Stage (2010).

Como curiosidade, vale mencionar que a parte do show em que a banda toca o álbum Moving Pictures (1981) já havia sido disponibilizada em vinil em Moving Pictures: Live in 2011, lançado na mesma época que Time Machine.

10 de abr de 2019

Jason Bonham foi apresentando à cocaína por Jimmy Page

quarta-feira, abril 10, 2019

Participando do programa de Howard Stern, Jason Bonhan relembrou sua primeira experiência com cocaína, apresentada e ele por ninguém menos que o próprio Jimmy Page.

De acordo com o baterista: “Fomos chamados ao quarto de Jimmy. Eu tinha 16 anos na época, e havia uma mulher no chão com uma coleira, miando, e ele tinha tudo pronto já. Olhou pra mim e disse: ‘Aqui está. Você já fez isso antes, certo?’. Eu agradeci e falei: ‘Claro que sim’. Então ele entregou tudo, cheiramos e ele falou: ‘Você é como seu pai. Você sabe, isso deveria ser pra todos nós’”.

Jason também falou sobre as comparações que faziam entre ele e seu John Bonham, principalmente pelo consumo de drogas e álcool durante as turnês: “Eu costumava receber elogios e sair falando coisas como ‘Ah, eu sou como o meu pai’. Na verdade, eu estava cometendo erros. Às vezes, quando ficava bêbado, as pessoas falavam ‘ele é igualzinho ao Bonzo’”. Sóbrio há 17 anos, Jason Bonham contou que ainda lhe perguntam se é preciso retirar as bebidas do frigobar quando chega aos hotéis, ao que responde: “Não, não precisa. Mas, por favor, tire os doces”.


John Bonham faleceu no dia 25 de setembro de 1980 com apenas 32 anos, sufocado pelo próprio vômito após consumir mais de 40 doses de vodka durante um ensaio do Led Zeppelin. Jason Bonham está com 52 anos e nasceu em 15 de julho de 1966. Ele tinha 16 anos em 1982, o que indica que o caso relatado aconteceu provavelmente no show em que Jimmy Page tocou com Jeff Beck no Hammersmith Odeon em março de 1981, ou na turnê do projeto A.R.M.S., que aconteceu em 1983 e foi organizado para ajudar Ronnie Lane, baixista do Faces que sofria de esclerose múltipla. Jason é também o baterista das reuniões do Led Zeppelin após a morte de seu pai, além de dono de um currículo que inclui passagens por bandas como Black Country Communion, The Circle, California Breed, Foreigner e Joe Bonamassa.

Novo filme de Rob Zombie encerrará a trilogia sobre a Família Firefly

quarta-feira, abril 10, 2019


Rob Zombie acabou as filmagens de seu novo filme, que tem previsão de lançamento no outono norte-americano, também conhecido como primavera aqui no hemisfério sul. Com o título de Three From Hell, o longa traz a conclusão da saga da sanguinária Família Firefly.

Os Firefly foram apresentados no primeiro filme do vocalista, A Casa dos 1.000 Corpos, lançado em 2003. Depois, sua história foi aprofundada no excelente Rejeitados pelo Diabo, que chegou aos cinemas em 2005. O que temos é uma família de serial killers que habita uma pequena cidade no interior dos Estados Unidos, onde comete crimes hediondos e de revirar o estômago. O primeiro filme é apenas mediano, mas em Rejeitados pelo Diabo o diretor Rob Zombie conseguiu dar um clima de road movie e imprimir um ritmo contagiante à história. Trata-se de um dos meus filmes favoritos.

Three From Hell é focado nos personagens Captain Spaulding, Otis Driftwood e Baby Firefly, interpretados respectivamente por Sid Haig, Bill Moseley e Sheri Moon Zombie, esposa do vocalista. O filme conta com um elenco que traz nomes como Danny Trejo (famoso no papel do atirador de facas Machete e figura fácil em obras thrash), Dee Wallace (que viveu a mãe no clássico E.T., de Steven Spielberg), Emilio Rivera (o Marcus  Álvarez de Sons of Anarchy) e outros.

A filmografia de Rob Zombie conta também com uma nova versão para o clássico Halloween em duas partes (a primeira lançada em 2007 e a segunda em 2009), a animação The Haunted World of El Superbeasto (2009), As Senhoras de Salem (2012) e 31 (2016), além da direção de shows musicais, colaborações com Robert Rodriguez e Quentin Tarantino e o episódio dezesseis da oitava temporada de CSI: Miami, chamado LA.

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