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12 de dez de 2018

Os 50 melhores discos de 2018 segundo a Classic Rock Magazine

quarta-feira, dezembro 12, 2018

Considerada por muitos como a melhor revista sobre rock do planeta, a Classic Rock Magazine lançou a sua primeira edição em 1998 e faz parte da mesma editora que publica a Metal Hammer, a Prog e a The Blues Magazine. O foco é no rock e em suas variações, abrangendo tanto nomes clássicos como artistas atuais.

A lista de melhores de 2018 da Classic Rock está na edição da janeiro da publicação, mas você já fica sabendo agora quais foram as escolhas dos caras.

Estes são os melhores discos de 2018 na opinião da Classic Rock Magazine:

50 Vega - Only Human
49 Tax the Heat - Change Your Position
48 Monster Truck - True Rockers
47 Phil Campbell and The Bastard Sons - The Age of Absurdity
46 Black Stone Cherry - Family Tree
45 Vodun - Ascend
44 Corrosion of Conformity - No Cross No Down
43 Turbowolf - The Free Life
42 Uriah Heep - Living the Dream
41 Brothers Osborne - Port Saint Joe
40 Reef - Revelation
39 Ace Frehley - Spaceman
38 Massive Wagons - Full Nelson
37 Howlin Rain - The Alligator Bride
36 The Record Company - All of This Life
35 David Crosby and The Lighthouse Band - Here If You Listen
34 Manics Street Preachers - Resistance is Futile
33 Blackberry Smoke - Find a Light
32 Andrew WK - You’re Not Alone
31 Ash - Islands
30 Joe Bonamassa - Redemption
29 FM - Atomic Generation
28 DeWolff - Thrust
27 A Perfect Circle - Eat the Elephant
26 Ginger Wildheart - Ghost in the Tanglewood
25 Nine Inch Nails - Bad Witch
24 Nashville Pussy - Pleased to Eat You
23 Myles Kennedy - Year of the Tiger
22 Walking Papers - WP2
21 Monster Magnet - Mindfucker
20 Low Cut Connie - Dirty Pictures
19 Orange Goblin - The Wolf Bites Back
18 The Sheepdogs - Changing Colours
17 The Damned - Evil Spirits
16 Saxon - Thunderbolt
15 The Temperance Movement - A Deeper Cut
14 Greta Van Fleet - Anthem of the Peaceful Army
13 Billy F. Gibbons - The Big Bad Blues
12 Stone Temple Pilots - Stone Temple Pilots
11 Steve Perry - Traces
10 Idles - Joy As an Act of Resistance
9 Alice in Chains - Rainier Fog
8 Fantastic Negrito - Please Don’t Be Dead
7 The Magpie Salute - High Water I
6 Slash feat Myles Kennedy & The Conspirators - Living the Dream
5 Halestorm - Vicious
4 Judas Priest - Firepower
3 Ghost - Prequelle
2 The Struts - Young & Dangerous
1 Clutch - Book of Bad Decisions

11 de dez de 2018

Os melhores discos de 2018 na opinião de João Renato Alves, da Van do Halen

terça-feira, dezembro 11, 2018

ATENÇÃO: NÃO É UMA LISTA DE MELHORES ÁLBUNS DO ANO! 

Onde está tal disco? Faltou aquele, esqueceu o outro...”. Não esqueci, apenas não entrou. Não faltou, eu não quis colocar. Como escrito, é a minha lista, só isso, não possui a intenção de ser um decreto oficial sobre nada. 

Comecemos pelo Top 10:


10 Corrosion of Conformity – No Cross No Crown

A reunião com o vocalista e guitarrista Pepper Keenan injetou novo gás no C.O.C. O dinamismo das músicas é surpreendente, com o disco se deixando ouvir sem maiores obstáculos, até mesmo para quem não é tão conhecedor da obra do grupo. E é claro, o quarteto reafirma a importância de riffs bem colocados.


9 Judas Priest – Firepower

Corrigindo alguns exageros do anterior, Redeemer of Souls, o Judas Priest lança seu disco mais relevante em muitos anos. Trazendo a tradição do passado e misturando com uma produção altamente contemporânea, Rob Halford e companhia mostram o que sabem fazer de melhor. Caso realmente seja a despedida, ela é mais do que digna. Embora, os resultados favoráveis, tanto em termos de qualidade quanto de repercussão, possam vir a alterar os planos. Força, Glenn Tipton!


8 Tremonti – A Dying Machine

Em seu quarto álbum, o projeto comandado pelo guitarrista Mark Tremonti (Alter Bridge), aqui também responsável pelos vocais, alcança o auge. Conceitual, A Dying Machine une peso e momentos cativantes, passeando por várias vertentes do metal e do hard rock com performance irrepreensível no aspecto técnico e apelo emocional latente.


7 Cancer Bats – The Spark That Moves

Misturando Black Sabbath (a quem possuem um tributo chamado Bat Sabbath, com os mesmos integrantes) e hardcore com maestria, os canadenses seguem pelo bom caminho em seu sexto disco de inéditas, disponibilizado sem prévio anúncio, “no susto”. Músicas curtas e certeiras, que cativam e se completam, transformando a audição completa em agradáveis 34 minutos. Para ouvir bem alto, acompanhando os riffs e batidas. Destaque para as mudanças de andamento repentinas, que tornam tudo ainda mais interessante.


6 Dizzy Reed – Rock ‘N’ Roll Ain’t Easy

Enquanto um novo trabalho de inéditas do Guns N’ Roses parece sonho distante dos fãs, o tecladista Dizzy Reed oferece um disco energético e cheio de canções marcantes. Trazendo parcerias com Ricky Warwick (Black Star Riders), Richard Fortus e Del James, o álbum se deixa ouvir sem maiores dificuldades e faz ter vontade de deixar no repeat.


5 Little Caesar – Eight

Apesar de não ter sido alçado ao sucesso como vários colegas de geração, o Little Caesar nunca decepciona. Em seu sexto disco de inéditas – a conta para chamá-lo de Eight inclui o EP de estreia e um trabalho ao vivo – o grupo não abre mão do hard rock setentista com pegada rock and roll e melodias irresistíveis. A voz de Ron Young não perdeu nada em comparação ao passado e os músicos demonstram consistência invejável.


4 Lucifer – Lucifer II

Johanna Sadonis retorna, trazendo Nicke Andersson (The Hellacopters, Entombed) como parceiro no segundo disco de sua banda. As influências psicodélicas e dark da estreia dão espaço a um hard setentista da melhor qualidade, com alusões ao rock dos 1960s e, até mesmo, aos primórdios do heavy metal, quando o gênero ainda caminhava amparado pelos citados anteriormente. Fica a expectativa para sabermos se a cantora vai mudar novamente todo o lineup para o próximo ou seguirá com o time montado para o atual.


3 Ghost – Prequelle

Em seu quarto álbum, Tobias Forge consegue validar inúmeros argumentos. Acima de todos, a relevância de sua banda. Logo a seguir, a ideia de que ainda é possível criar melodias em um formato convencional e, ainda assim, conservar o frescor da novidade. Prequelle coloca o Ghost de vez no panteão dos grandes grupos do rock/metal contemporâneo. E o teste do tempo está cada vez mais tendencioso a ser favorável. Mais pop? Sim. E não há nada de mal nisso.


2 The Struts – Young & Dangerous

Não é preciso de muito para se deixar contagiar pelo som praticado pelo The Struts. Como dito pelo Ricardo Seelig, da Collectors Room, se o Greta Van Fleet remete ao Led Zeppelin, o quarteto inglês vai te fazer lembrar do Queen instantaneamente, adicionado algo de Def Leppard, The Darkness, Slade, Mott the Hoople e toda a geração do glam britânico setentista. Daqueles discos que faz a expressão rock and roll ficar piscando em sua mente durante a audição.


1 Alice in Chains – Rainier Fog

Por mais que alguns fãs não consigam assimilar a presença de William DuVall no lugar que pertenceu a Layne Staley, o Alice in Chains segue sua carreira da forma mais digna possível, sempre oferecendo material de qualidade. Rainier Fog não se distancia do padrão de qualidade tradicional, oferecendo melodias belas e melancólicas, acompanhadas por aquele jogo de vozes característico e instrumental que vai do mais cristalino à sujeira sem esforços.


Agora, em ordem alfabética, outros 34 que valem a conferida.

All That Remains – Victim of the New Disease
É complicado avaliar um álbum onde o aspecto emocional acaba se sobressaindo. Entre as gravações e o lançamento de Victim of the New Disease, o All That Remains perdeu o guitarrista e membro fundador Oli Herbert. Porém, mesmo se a tragédia não tivesse ocorrido, é impossível não elogiar a banda pelo grande trabalho, alternando agressividade e melodias com total perfeição. Se é o fim de uma era, o desfecho foi em alto estilo.

Amorphis – Queen of Time
Dificilmente o Amorphis decepciona. Aqui, não fugiu à regra. O novo disco usa os guturais com maior frequência em comparação aos mais recentes, além de ter composições com duração mais longa. Nada que venha a causar estranhamento nos fãs da banda finlandesa, que mais uma vez mostra o lado belo da melancolia e transmite a sensação de pertencimento ao ouvinte.

Axel Rudi Pell – Knights Call
Não, o novo disco de Axel Rudi Pell não é nada diferente dos anteriores em termos estruturais. Porém, as composições estão bem melhores, com melodias marcantes e execução soberba. Boa pedida para fãs de hard/heavy. O melhor do guitarrista alemão em um bom tempo. Só a última música não precisava ter sido tão descaradamente chupada de “Stargazer”, mas enfim...

Bad Wolves – Disobey
O álbum de estreia do grupo formado por ex-membros do Devildriver e In This Moment, entre outros, acabou sendo mais divulgado pela relação com a morte de Dolores O’Riordan – ela gravaria os vocais para a versão de “Zombie”, mas faleceu um dia antes. Mas a banda merece ser ouvida pela sua bela mistura de elementos modernos e melodias certeiras, com efeitos e teclados na medida certa, criando o ambiente para um belo trabalho de guitarras e vocais.

Behemoth – I Loved You At Your Darkest
Fãs mais conservadores da obra de Nergal torceram o nariz para algumas mudanças propostas neste álbum. Mas a relevância do Behemoth como um grupo de vanguarda se justifica a cada música, sem medo de arriscar e evoluir. Não é o melhor que a banda já lançou, mas garante lugar de destaque na discografia, valendo a pena ouvir repetidas vezes e se permitindo descobrir novidades.


Black Label Society – Grimmest Hits
Após uma série de discos repetitivos, Zakk Wylde retomou o bom caminho desde Catacombs of the Black Vatican. Em Grimmest Hits, o guitarrista e vocalista faz uma boa mescla dos momentos mais pesados e os intimistas, com melodias marcantes. E por mais que seja uma de suas características históricas, não dá para negar que a diminuição de harmônicos artificiais trouxe um novo ar às composições.

Blackberry Smoke – Find a Light
Com mais um trabalho de categoria, o Blackberry Smoke se estabelece definitivamente como principal nome do southern rock atual. Um exemplo de como se fazer música simples e cativante – o frontman Charlie Starr já declarou que não há preparativos, o grupo simplesmente entra em estúdio quando sente ter boas músicas. Daqueles discos que te levam em uma viagem, você nem vê o tempo passar e já dá vontade de apertar o play de novo.

Blaze Bayley – The Redemption of William Black (Infinite Entanglement Part III)
Finalizando a história iniciada em 2016, Blaze Bayley segue a pegada do heavy metal tradicional, com melodias marcantes, execução simples e eficiente, conseguindo fugir da armadilha da previsibilidade. O trabalho se deixa ouvir sem maiores dificuldades, exceto para quem, talvez, ainda tenha um pré-julgamento em relação à voz do cantor. Aí não tem jeito.

Chrome Division – One Last Ride
Em sua despedida – até quando? – o grupo que conta com Shagrath (Dimmu Borgir) como sua figura mais destacável encerra atividades trazendo o mesmo hard/rock and roll com melodias e refrães marcantes de toda a curta discografia. As referências aos anos 1980 são facilmente perceptíveis, até mesmo com passagens facilmente identificáveis de clássicos do estilo. Valeu enquanto a viagem durou.

City of Thieves – Beast Reality
Em seu primeiro full-length, o power trio britânico empolga, com um hard/rock and roll de categoria, abrilhantado pela produção do conceituado Mike Fraser (AC/DC, Aerosmith, Slipknot). Se mantiver essa linha de qualidade, tem tudo para entrar no hall das bandas que manterão o estilo vivo pelas próximas gerações. Trilha sonora adequada para festas e afins.


The Dead Daisies – Burn It Down
O entrosamento e a formação, um time bem azeitado de figuras destacáveis do hard rock, contribuíram para que o The Dead Daisies lançasse um de seus melhores discos. Canções inspiradas e marcantes preenchem o tracklist, um deleite para quem aprecia bons riffs e melodias. Agora é esperar que o lineup se estabilize, algo pouco recorrente na história da banda.

Destinia – Metal Souls
O guitarrista japonês Nozomu Wakai chamou o vocalista Ronnie Romero (Rainbow, Lords of Black, CoreLeoni), o baixista Marco Mendoza (The Dead Daisies, Black Star Riders, Whitesnake) e o baterista Tommy Aldridge (Ozzy Osbourne, Whitesnake, Gary Moore, Black Oak Arkansas) para executar um heavy metal tradicional eficiente, sem novidades, mas com muita energia e melodias certeiras.

Greta Van Fleet – Anthem of the Peaceful Army
É muito natural que os primeiros discos de uma banda contenham várias referências às suas influências. Até por isso, não me incomoda o fato de o Greta Van Fleet soar como o Led Zeppelin. Ao contrário, fica a torcida para que o quarteto se descubra e ganhe uma identidade nos próximos trabalhos. Por hora, vale ressaltar que as músicas são excelentes, mostrando o talento dos envolvidos.

Groundbreaker – Groundbreaker
Duas gerações do AOR, representadas pelo vocalista Steve Overland (FM) e o multi-instrumentista Robert Sall (Work of Art, W.E.T.) uniram forças para um dos melhores discos do gênero em 2018. Cheio daqueles clichês que o fã do estilo já deve imaginar, mas ainda assim, com um ar de frescor e muito bem executados. Que não seja o único fruto da parceria.

Immortal – Northern Chaos Gods
A separação profissional de Abbath e Demonaz, deixando a banda sob controle do segundo, resgatou o que o Immortal tinha de mais obscuro e épico a oferecer. Trazendo clara influência dos trabalhos iniciais, o grupo promove o mix de brutalidade e melodia que sabe fazer como poucos. Poucas vezes o surrado discurso de retorno às raízes fez tanto sentido em se tratando de um disco.


Korpiklaani – Kulkija
Para muitos pode ser difícil embarcar na viagem sonora proposta pelos finlandeses do Korpiklaani. Mas assim que você se adapta, flui de maneira impecável. Kulkija não promove grandes mudanças na sonoridade do grupo. Porém, se mostra uma audição ainda mais agradável de seu antecessor direto, Noita. Agora, não dá para negar que a barreira do idioma realmente pode ser um empecilho para quem não está acostumado.

Leaves’ Eyes – Sign of the Dragonland
O primeiro full-length do grupo com a vocalista Elina Siirala surpreende, pela desenvoltura e capacidade de fazer algo novo em um estilo combalido pelo tempo. Alexander Krull acaba ficando um pouco de lado no contexto geral, o que pode incomodar os fãs do lado mais dark da sonoridade. Mesmo assim, a qualidade das composições se sobressai.

Lordi – Sexorcism
Apesar de não ostentar o mesmo sucesso da década passada, a banda finlandesa segue oferecendo material de qualidade, com direto a uma subida de patamar nos últimos dois lançamentos. Sem a preocupação de agradar a grande mídia, Mr. Lordi e seus asseclas oferecem um disco cheio de referências sexuais e aquela hard/heavy grudento de sempre.

Metal Allegiance – Volume II: Power Drunk Majesty
Corrigindo alguns exageros da estreia, o projeto que reúne Alex Skolnick, David Ellefson e Mike Portnoy explora as melhores características dos convidados especiais e acerta em cheio. Destaque para algumas “pegadinhas” em meio às faixas, prestando tributo a clássicos do rock/metal através da inserção de algum riff/solo/batida facilmente reconhecível e associável.

The Night Flight Orchestra – Sometimes the World Ain’t Enough
Amber Galactic, trabalho anterior do projeto, entrou no meu Top 10 do ano passado. O novo fica um degrauzinho abaixo, mas ainda conta com momentos excelentes, mostrando que o pessoal do metal era chegado em uns blockbusters oitentistas. Agora é esperar que as bandas principais dos músicos possam ceder mais espaço para a realização de shows.


Nita Strauss – Controlled Chaos
Pessoalmente falando, discos de música instrumental não me conquistam facilmente. Porém, sempre há exceções. Como este belo trabalho da guitarrista de Alice Cooper, esbanjando técnica sem transformar as composições em mera ponte para malabarismos. As melodias são fáceis e cativantes, fazendo com que os 38 minutos de duração do play se tornem uma experiência muito agradável.

Nordic Union – Second Coming
Ronnie Atkins dificilmente erra a mão, seja com o Pretty Maids ou para onde empresta sua vez. O segundo fruto da parceria com o músico e produtor Erik Martensson (Eclipse, W.E.T.) traz o eficiente hard/heavy europeu praticado pelas bandas dos protagonistas misturado a um aspecto melancólico que oferece melodias grandiosas e grudentas.

Orange Goblin – The Wolf Bites Back
Em seu nono full-length, a banda inglesa de stoner metal percorre sua tradicional estrada, com incursões ao blues, doom e hard rock. O vocalista Ben Ward é o grande destaque, com seu registro diversificado e potente. Um exemplo de como ultrapassar vinte anos de carreira ainda sendo criativo e relevante no cenário musical.

The Sheepdogs – Changing Colours
Um dos que ficou mais próximo de entrar no Top 10, o grupo canadense já está em seu sexto full-length, mostrando uma eficiente dobradinha de classic e southern rock. Apesar do tracklist de 17 faixas, o disco dura apenas 49 minutos, contando com várias vinhetas e junções, se deixando escutar de maneira saborosa. Destaque para os duos de guitarra. Em 2019, a banda vai abrir a turnê norte-americana do Rival Sons.

Sinbreed – IV
Se a sua praia é aquele power metal que se popularizou nos anos 1990, aqui está um disco imperdível. Marcando as estreias do vocalista Nick Holleman (Vicious Rumors) e do guitarrista Manuel Seoane (Mago de Oz), o grupo que também conta com o baterista Frederik Ehmke (Blind Guardian) executa sua tarefa com destreza e oferece uma dose de nostalgia sem soar como mero pastiche do que já foi feito no estilo.

Sunstorm – The Road to Hell
Apesar de ter obtido muito mais repercussão com Rainbow, Yngwie Malmsteen e Deep Purple, Joe Lynn Turner tem no Sunstorm seus melhores trabalhos. Quinto full-length do projeto, The Road to Hell retoma o caminho traçado no segundo, o insuperável House of Dreams. AOR com saudáveis doses de hard rock estão incluídos no menu. O trabalho saiu enquanto o cantor se recuperava de um problema cardíaco e serviu como um bom modo de manter seu nome em evidência.

The Temperance Movement – A Deeper Cut
Em seu terceiro disco, a banda britânica atinge a maturidade, dando uma cara própria e deixando as influências como breve nota de rodapé. O blues/hard rock soa irresistível no swing das músicas mais cadenciadas e emocionante nas baladas. Vale citar que o vocalista Phil Campbell – não confundir com o homônimo guitarrista do Motörhead – se sobressai, em alguns momentos soando como se tivesse o DNA de Steven Tyler em suas cordas.


The Unity – Rise
Enquanto Kai Hansen voltou para onde sempre quis estar, o guitarrista Henjo Richter e o baterista Michael Ehré resolveram traçar um novo caminho juntos. E é uma pena que poucos fãs do Gamma Ray realmente prestaram atenção no The Unity, que chega a seu segundo disco mostrando um hard/heavy poderoso, com melodias e refrães marcantes. Para apertar o play e curtir de ponta a ponta.

Uriah Heep – Living the Dream
Não dá para esperar que uma banda com cinquenta anos de carreira vá reinventar a roda a esta altura. Sendo assim, o Uriah Heep mantém a classe e qualidade tradicional em seu novo disco. Living the Dream reúne várias das marcas registradas do grupo – especialmente na fase com o vocalista Bernie Shaw – e se deixa ouvir sem maiores atropelos do início ao fim.

Vega – Only Human
A banda inglesa de melodic rock/AOR segue com a pontualidade que caracteriza seus conterrâneos, lançando um álbum de inéditas a cada dois anos desde 2010. E o quinto acaba sendo o melhor, reunindo composições marcantes, execução indefectível e fugindo do lugar comum em que o grupo se colocava até então. Fãs do estilo irão se deliciar a cada faixa.

The Vintage Caravan – Gateways
O trio islandês explora novos caminhos, acrescentando passagens cheias de groove e pitadas progressivas – acentuadas pela maior presença de teclados – sem perder sua identidade claramente influenciada pelo hard/blues rock minimalista dos anos 1970. Arrival, o anterior, ainda é uma apresentação melhor para quem não está familiarizado, mas Gateways não faz feio e merece a conferida.


Voodoo Circle – Raised on Rock
Com quase tanto "love" quanto o Whitesnake – 4 das 11 faixas possuem títulos contendo a palavra –, o guitarrista Alex Beyrodt mostra que continua dominando a forma de fazer hard rock classudo e bem executado. A estreia do vocalista Herbie Langhans (Sinbreed, Avantasia) quase nem é notada, já que ele mantém o estilo de David Readman. Se não contar, ninguém sequer nota.

W.E.T. – Earthrage
Em seu terceiro álbum de inéditas, o projeto que tem Jeff Scott Soto, Robert Sall (Work of Art) e Erik Martensson (Eclipse) na linha de frente retoma a constância do primeiro. O melodic rock/AOR aparece bem “mais europeu” desta vez, com aquele toque quase melancólico nos arranjos, dando um sabor todo especial. Recomendado para fãs do estilo – e dos protagonistas – além de servir como boa apresentação aos marinheiros de primeira viagem.

Warrel Dane – Shadow Work
É uma pena que este disco não tenha sido devidamente finalizado, devido à morte de seu protagonista. Pois o resultado do que pôde ser feito nas oito faixas presentes é interessante o suficiente para colocá-lo aqui. Warrel mostra as qualidades que o colocaram como um dos melhores intérpretes de sua geração e a banda, composta por músicos brasileiros, oferece uma performance caprichada no que lhe compete.

Os 50 melhores discos de 2018 de acordo com o Pitchfork

terça-feira, dezembro 11, 2018

O Pitchfork está no ar desde 1996 e é o principal site de indie pop/rock do planeta. Baseado em Chicago, tem o seu foco na música independente, mas também dá os seus pitacos a respeito dos trabalhos e carreira de artistas mais populares.

A lista de melhores do ano dos caras pode ser lida aqui.

Estes foram os 50 melhores álbuns de 2018 de acordo com o Pitchfork:

50 SOB x RBE - Gangin
49 Georgia Anne Muldrow - Overload
48 Kamasi Washington - Heaven and Earth
47 Skee Mask - Compro
46 Blood Orange - Negro Swan
45 Cat Power - Wanderer
44 Camp Cope - How to Socialise & Make Friends
43 Sleep - The Sciences
42 Adrianne Lenker - Abyskiss
41 Jeremih & Ty Dolla $ign - Mih-Ty
40 Iceage - Beyondless
39 The Internet - Hive Mind
38 Kali Uchis - Isolation
37 JPEGMAFIA - Veteran
36 Rico Nasty - Nasty
35 All Against Logic - 2012-2017
34 Neneh Cherry - Broken Politics
33 Sheck Wes - Mudboy
32 Let’s Eat Grandma - I’m All Ears
31 Arctic Monkeys - Tranquility Base Hotel & Casino
30 Christine and the Queens - Chris
29 Boygenius - Boygenius EP
28 Deafheaven - Ordinary Corrupt Human Love
27 Soccer Mommy - Clean
26 Vince Staples - FM!
25 Playboi Carti - Die Lit
24 Julia Holter - Aviary
23 Travis Scott - Astroworld
22 U.S. Girls - In a Poem Unlimited
21 The 1975 - A Brief Inquiry Into Online Relationships
20 Beach House - 7
19 Cardi B - Invasion of Privacy
18 Sophie - Oil of Every Pearl’s Un-Insides
17 Pusha T - Daytona
16 Jon Hopkins - Singularity
15 Noname - Room 25
14 Amen Dunes - Freedom
13 Tirzah - Devotion
12 Cupcakke - Ephorize
11 Ariana Grande - Sweetener
10 Yves Tumor - Safe in the Hands of Love
9 Tierra Whack - Whack World
8 Low - Double Negative
7 Earl Sweatshirt - Some Rap Songs
6 Rosalía - El Mal Querer
5 Snail Mail - Lush
4 Robyn - Hiney
3 DJ Koze - Knock Knock
2 Kacey Musgraves - Golden Hour
1 Mitski - Be the Cowboy

Mais lançamentos confirmados pela Panini para 2019

terça-feira, dezembro 11, 2018

Em entrevista com Levir Trindade, editor da Panini, durante a CCXP 2018, o Vinícius do 2Quadrinhos conseguiu informações exclusivas sobre mais lançamentos que a editora irá lançar durante 2019.

O grande destaque é a volta da quadrilogia das cores da dupla Jeph Loeb e Tim Sale, o aclamado (e político) X-Men Red e novo volumes de Marvel Deluxe trazendo trabalhos de Mark Millar em O Velho Logan e no Quarteto Fantástico.

Confira a lista completa e assista à entrevista abaixo:

Homem-Aranha: Azul, de Jeph Loeb e Tim Sale (encadernado de capa dura)
Hulk: Cinza, de Jeph Loeb e Tim Sale (encadernado de capa dura)
Demolidor: Amarelo, de Jeph Loeb e Tim Sale (encadernado de capa dura)
Capitão América: Branco, de Jeph Loeb e Tim Sale (encadernado de capa dura)
Cinder & Ashe, de Gerry Conway e José Luis García-López (encadernado de capa cartão)
Batman: Veneno, de Dennis O’Neil e Russell Braun (encadernado de capa dura)
Uncanny X-Force, de Esad Ribic (encadernado de capa dura)
X-Men Red, de Tom Taylor e outros (encadernado de capa cartão)
Marvel Deluxe: O Velho Logan, de Mark Millar e Steve McNiven (encadernado de capa dura)
Marvel Deluxe: Quarteto Fantástico, de Mark Millar e Bryan Hitch (encadernado de capa dura)












Os 50 melhores discos de 2018 na opinião da Billboard

terça-feira, dezembro 11, 2018

A Billboard é, provavelmente, a revista de música mais antiga do mundo. Em circulação desde 1 de novembro de 1894, completou em 2018 incríveis 124 anos de vida. Mas a Billboard também publica as principais paradas de discos do planeta, charts esses que servem de parâmetro para a indústria.

A lista de melhores do ano da Billboard reflete muito do que aconteceu no mercado da música nos últimos doze meses. Ou seja: você verá entre as escolhas da revista alguns títulos que não apareceram nas listas de outros veículos que publicamos aqui no site, e perceberá um maior número de nomes mainstream entre as escolhas. A matéria original pode ser lida aqui.

Estes foram os 50 melhores álbuns de 2018 na opinião da Billboard:

50 Rae Sremmurd - SR3MM
49 Dierks Bentley - The Mountain
48 Let’s Eat Grandma - I’m All Ears
47 Ozuna - Aura
46 Paul McCartney - Egypt Station
45 Rüfüs - Solace
44 Hayley Kiyoko - Expectations
43 J. Cole - KOD
42 Teyana Taylor - K.T.S.E.
41 MNEK - Language
40 Soccer Mommy - Clean
39 Mariah Carey - Caution
38 Post Malone - Beerbongs & Bentleys
37 Pistol Annies - Interstate Gospel
36 Jon Hopkins - Singularity
35 Brockhampton - Iridescence
34 Twenty One Pilots - Trench
33 Prince - Piano & a Microphone 1983
32 Saba - Care for Me
31 Florence + The Machine - High as Hope
30 Kids See Ghost - Kids See Ghost
29 Boygenius - Boygenius EP
28 Troye Sivan - Bloom
27 Nipsey Hussle - Victory Lap
26 Charlie Puth - Voicenotes
25 Snail Mail - Lush
24 The Internet - Hive Mind
23 Shawn Mendes - Shawn Mendes
22 Noname - Room 25
21 Lady Gaga & Bradley Cooper - A Star is Born
20 Christine & the Queens - Chris
19 Tierra Whack - Whack World
18 Lil Wayne - Tha Carter V
17 Rosalía - El Mal Querer
16 Kali Uchis - Isolation
15 Drake - Scorpion
14 Mac Miller - Swimming
13 The 1975 - A Brief Inquiry Into Online Relationships
12 Robyn - Honey
11 Mitski - Be the Cowboy
10 The Carters - Everything is Love
9 J Balvin - Vibras
8 Camila Cabello - Camila
7 Travos Scott - Astroworld
6 OST - Black Panther: The Album
5 Janelle Monáe - Dirty Computer
4 Pusha T - Daytona
3 Kacey Musgraves - Golden Hour
2 Cardi B - Invasion of Privacy
1 Ariana Grande - Sweetener

10 de dez de 2018

Os 70 melhores álbuns de 2018 na opinião do PopMatters

segunda-feira, dezembro 10, 2018

Em atividade desde 1999, o PopMatters é um dos principais sites sobre música de planeta. Todos os anos, eles publicam listas com os melhores discos de cada gênero musical e também uma lista geral com os melhores do ano segundo a sua equipe.


E abaixo estão os 70 melhores discos de 2018 na opinião do PopMatters:

70 Gregory Alan Isakov - Evening Machines
69 Ghost - Prequelle
68 Kyle Craft - Full Circle Nightmare
67 Tracey Horn - Record
66 Dilly Dally - Heaven
65 Armand Hammer - Paraffin
64 Florence + The Machine - High as Hope
63 Brandi Carlile - By the Way, I Forgive You
62 Pusha T - Daytona
61 Gwenno - Le Kov
60 David Byrne - American Utopia
59 Natalie Prass - The Future and the Past
58 Old Crew Medicine Show - Volunteer
57 Parquet Courts - Wide Awake!
56 Laurie Anderson & Kronos Quartet - Landfall
55 Seun Kuti & Egypt 80 - Black Times
54 Lucy Dacus - Historian
53 Father John Misty - God’s Favorite Customer
52 Field Music - Open Here
51 DJ Koze - Knock Knock
50 Jeff Rosenstock - Post
49 Fatoumata Diawara - Fenfo (Something to Say)
48 Okzharp & Manthe Ribane - Closer Apart
47 Jon Hopkins - Singularity
46 Ariana Grande - Sweetener
45 CHVRCHES - Love is Dead
44 Elysia Crampton - Elysia Crampton
43 St. Lenox - Ten Fables of Young Ambition and Passionate Love
42 Cardi B - Invasion of Privacy
41 Kelly Moran - Ultraviolet
40 Jorja Smith - Lost & Found
39 Brockhampton - Iridescence
38 Mitski - Be the Cowboy
37 Pistol Annies - Interstate Gospel
36 Eartheater - IRISIRI
35 Ital Tek - Bodied
34 Beach House - 7
33 I’m With Her - See You Around
32 Sarah Shook & The Disarmers - Years
31 Blood Orange - Negro Swan
30 Benin City - Last Night
29 Spiritualized - And Nothing Hurt
28 Tim Hecker - Konoyo
27 Boygenius - Boygenius EP
26 Daughters - You Won’t Get What You Want
25 Neko Case - Hell-On
24 Kamasi Washington - Heaven and Earth
23 Lonnie Holley - Mith
22 Low - Double Negative
21 Vessel - Queen of Golden Gods
20 Tangents - New Bodies
19 St. Paul & The Broken Bones - Young Sick Camellia
18 Rival Consoles - Persona
17 Christine and the Queens - Chris
16 Julia Holter - Aviary
15 Saba - Care for Me
14 Ray BLK - Empress
13 Sophie - Oil of Every Pearl’s Un-Insides
12 Yves Tumor - Safe in the Hands of Love
11 Robyn - Honey
10 Maribou State - Kingdoms in Colour
9 Noname - Room 25
8 Lotic - Power
7 Deafheaven - Ordinary Corrupt Human Love
6 George Fitzgerald - All That Must Be
5 Serpentwithfeet - Soil
4 Janelle Monáe - Dirty Computer
3 Idles - Joy as an Act of Resistance
2 Kacey Musgraves - Golden Hour
1 Young Fathers - Cocoa Sugar

As 10 melhores HQs de super-heróis de 2018 segundo o GameSpot

segunda-feira, dezembro 10, 2018

O GameSpot é um dos principais sites especializados em videogames dos Estados Unidos e surgiu em 1996. Além de games, os caras cobrem também outros aspectos da cultura pop, como quadrinhos.

O site publicou as suas escolhas para as melhores HQs do ano, e a matéria pode ser lida aqui.

Esses foram os melhores quadrinhos de super-heróis de 2018 de acordo com o GameSpot, confere aí:

10 The Life of Captain Marvel, de Margaret Stohl e Carlos Pacheco (Marvel)
9 The Immortal Hulk, de Al Ewing e Joe Bennett (Marvel)
8 West Coast Avengers, de Kelly Thompson e Stefano Caselli (Marvel)
7 Justice League, de Scott Snyder e James Tynion (DC Comics)
6 Venom, de Donny Cates e Ryan Stegman (Marvel)
5 Superman/Action Comics, de Brian Michael Bendis e Patrick Gleason (DC Comics)
4 Rogue & Gambit, de Kelly Thompson e Pere Perez (Marvel)
3 Mister Miracle, de Tom King e Mitch Gerrards (DC Comics)
2 Batman, de Tom King (DC Comics)
1 Captain America, de Ta-Nehisi Coates e Leinil Francis Yu (Marvel)












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