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25 de jun de 2018

Adele começa a trabalhar em seu quarto disco

segunda-feira, junho 25, 2018

Adele iniciou os trabalhos de composição e gravação de seu novo disco. Ela teve uma reunião com executivos da Sony na última semana, e ao que tudo indica a maioria das canções já está escrita. O álbum deve contar também com a participação de outros compositores. O sucessor de 25 (2015) tem previsão de lançamento para o Natal de 2019 e, se seguir a lógica dos anteriores, que foram batizados com a idade da vocalista quando os gravou, terá o provável título de 30 ou 31.

O quarto álbum da cantora inglesa é bastante aguardado pela indústria, que espera que o disco repita as excelentes vendas dos três anteriores. A estreia de Adele, 19 (2008), vendeu 7 milhões de cópias em todo o mundo e 3 milhões apenas nos Estados Unidos, chegando ao quarto lugar da Billboard. 21, lançado em 2010, foi ainda mais longe e se tornou o disco mais vendido do século XXI e um dos álbuns mais vendidos de todos os tempos, com impressionantes 31 milhões de cópias comercializadas. Para se ter uma ideia, as vendas de 21, sozinhas, foram responsáveis por dar um novo fôlego para a indústria fonográfica, que parece ainda não ter se adequado aos novos tempos onde a mídia física perdeu espaço e foi substituída pelo streaming. E 25 (2015) repetiu a dose, tornando-se o disco mais vendido de 2015 com mais de 22 milhões de cópias comercializadas em todo o mundo.

Ou seja, provavelmente vem aí um novo blockbuster dessa cantora inglesa, que é realmente um fenômeno sem igual na música atual.

Iggy Pop grava EP de música eletrônica com o Underworld

segunda-feira, junho 25, 2018

Iggy Pop não para e, do alto dos seus 71 anos, anunciou uma parceria com o duo de música eletrônica Underworld. O EP Teatime Dub Encounters será lançado dia 27 de julho e contará com quatro faixas, sendo que duas delas podem ser ouvidas abaixo.

Uma curiosidade: o EP vem ao mundo dois anos após Iggy declarar em uma entrevista que "a música eletrônica faz com que eu queira morrer". Enfim ... O fato é que o vocalista do Stooges segue inquieto e com disposição para experimentar novos caminhos, como vimos em Préliminaires (2009) e Après (2012), ambos cantados em francês, e na bem sucedida parceria com Josh Homme em Post Pop Depression (2015).

Ouça "Bells & Circles" e "I'll See Big" abaixo:

Causa da morte de Vinnie Paul foi um ataque cardíaco fulminante

segunda-feira, junho 25, 2018

De acordo com o Las Vegas Review-Journal, a causa da morte de Vinnie Paul foi um ataque cardíaco fulminante enquanto o músico dormia. O baterista do Pantera faleceu aos 54 anos na sexta-feira, 22 de junho, na sua casa em Las Vegas.

O corpo do baterista passará por uma autópsia para confirmar a causa da morte, e então será liberado para ser enterrado ao lado de sua mãe e irmão, Dimebag Darrell.

24 de jun de 2018

Como "Seven Nation Army" se tornou um hino nos estádios de futebol

domingo, junho 24, 2018

Quem está assistindo aos jogos da Copa do Mundo da Rússia tem percebido algo curioso. Em todas as pertidas, as seleções entram em campo ao som de "Seven Nation Army", maior clássico do The White Stripes. Mas por que isso acontece e quando começou a associação da música com o futebol?


A composição, de autoria do vocalista e guitarrista Jack White, é a faixa de abertura do quarto álbum do White Stripes, Elephant, lançado em 1 de abril de 2003. Considerado uma das grandes canções do rock dos anos 2000, a música é construída em cima de um riff simples de guitarra. "Seven Nation Army" é a mais conhecida e icônica canção do duo formado por Jack e Meg White e foi lançada como single principal de Elephant,  alcançando a primeira posição na parada indie inglesa e liderando os charts no Canadá, além de ter conseguido uma ótima performance nas paradas de diversos países europeus.


A origem de toda essa associação com o futebol e o clássico do The White Stripes está na Bélgica. Em 2003, os torcedores do Club Brugge começaram a cantar o riff em seu estádio, levando o costume para os jogos fora de casa cada vez que o seu time fazia um gol. Em 2006, a Roma começou a tocar "Seven Nation Army" dentro do seu estádio, e foi aí que se deu a ligação da canção com a seleção italiana campeã na Copa do Mundo da Alemanha, transformando "Seven Nation Army" em uma espécie de hino não-oficial da conquista da Copa do Mundo da Alemanha pela Itália. Os torcedores italianos adotaram a composição de White e cantavam o riff nos estádios e nas ruas, dando os primeiros passos para eternizar o "po po-po-po po po-po" nos estádios. Já em 2008, na Eurocopa  realizada na Áustria e Suíça, "Seven Nation Army" passou a ser tocada pela organização da competição na hora que as seleções entravam em campo. Isso se repetiu na Euro 2012, na Euro sub-21 em 2013 e na Euro 2016, onde inclusive a música era tocada sempre que um gol era marcado.




Atualmente, além da Copa do Mundo da Rússia, "Seven Nation Army"  está presente em diversos estádios europeus e é um hino para as mais variadas torcidas. Times como Atlético de Madrid, Bayern de Munique, Real Madrid e a maioria da equipes do campeonato inglês usam a música como incentivo em seus estádios e como trilha para comemorar gols e momentos marcantes, contagiando suas torcidas.


"Seven Nation Army"  extrapolou o futebol e é também muito popular em vários esportes norte-americanos, principalmente nas ligas universitárias de basquete, beisebol, hóckei e futebol americano. O Baltimore Ravens, da NFL, a usa desde 2011 como sua canção característica. O Miami Heat, da NBA, também possui uma ligação muito forte com a faixa, que tem o seu riff cantado pelos fãs em momentos marcantes dos jogos, como aconteceu na final de 2013 contra o San Antonio Spurs. O Los Angeles Dodgers, da MLB, também tem a cria de Jack White como uma de suas trilhas sonoras. A lista de eventos esportivos que utilizam "Seven Nation Army" como trilha é enorme e inclui desde a Fórmula 1 até o WrestleMania.


Um golaço de placa de Jack White, não é mesmo?


23 de jun de 2018

Vinnie Paul, baterista do Pantera, morre aos 54 anos

sábado, junho 23, 2018

Vinnie Paul, baterista do Pantera, Hellyeah e Damageplan, faleceu nesta sexta-feira, 22 de junho, aos 54 anos. De acordo com o Las Vegas Review-Journal, Vinnie estava em Las Vegas, onde possui uma casa, quando morreu. Não há ainda maiores detalhes e informações sobre a causa da morte.

O falecimento de Vinnie Paul foi informado ao mundo pelo Facebook do Pantera, em comunicado que pediu também que a privacidade da família fosse respeitada.

Vinnie e seu irmão, Dimebag Darrel, fundaram o Pantera na primeira metade dos anos 1980 e, a partir de uma mudança no direcionamento sonoro da banda no início dos anos 1990, ganharam popularidade entre o público e o reconhecimento da crítica. O Pantera se tornou, durante a década de 1990, uma das bandas mais influentes, criativas e inovadoras do metal, com uma sonoridade que teve um impacto profundo sobre o estilo como um todo, influência essa sentida até hoje. O Pantera acabou em 2003, após desentendimentos entre os irmãos e o vocalista Phil Anselmo.

Após o final do grupo, ele e Dimebag montaram o Damageplan, que infelizmente teve vida curta devido ao assassinato do guitarrista em 8 de dezembro de 2004. Com a morte chocante do irmão, Vinnie afastou-se por um período da música, retornando em 2007 com o Hellyeah.

Em uma carreira de 35 anos na música, Vinnie Paul gravou 9 discos com o Pantera, 1 com o Damageplan, 1 com o Rebel Meets Rebel e 5 com o Hellyeah.

A morte de Vinnie Paul chocou o mundo do rock e do metal e gerou inúmeras manifestações de músicos das mais variadas gerações nas redes sociais, com nomes como Paul Stanley, Scott Ian, Dave Mustaine, Charlie Benante, Chris Adler, Alex Skolnick, Dave Navarro, Geezer Butler, Matt Sorum, David Ellefson, Robb Flynn, Marty Friedman, Carmine Appice, Michael Amott, Gene Simmons, BabyMetal e muitos outros compartilhando seus sentimentos.

22 de jun de 2018

Os 50 melhores discos de metal de 2018 (até agora)

sexta-feira, junho 22, 2018

A Metal Hammer publicou a sua já tradicional lista com os melhores discos de metal lançados no primeiro semestre do ano. Sem eleger um favorito, a revista inglesa listou os 50 discos mais marcantes de heavy metal dos seis primeiros meses de 2018, além de postar pequenos reviews sobre cada um dos títulos.

A matéria original está aqui.

E abaixo estão os 50 melhores álbuns de 2018 até agora segundo a Metal Hammer:

Agrimonia – Awaken
Amorphis – Queen Of Time
Andrew WK – You're Not Alone
Anna Von Hausswolff – Dead Magic
At The Gates – To Drink From The Night Itself
Auri – Auri
Autopsy – Puncturing The Grotesque
Baptists – Beacon Of Faith
Between The Buried And Me – Automata I
Boss Keloid – Melted On The Inch
Burgerkill – Adamantine
Conjurer – Mire
Corrosion Of Conformity – No Cross No Crown
Dark Buddha Rising – II
Deströyer 666 – Call Of The Wild
Dimmu Borgir – Eonian
Erdve – Vaitojimas
Fucked And Bound – Suffrage
Ghost – Prequelle
GosT – Possessor
Harm’s Way – Posthuman
Ihsahn – Àmr
Ivar Bjørnson & Einar Selvik – Hugsjá
Judas Priest – Firepower
Kamelot – The Shadow Theory
Legend Of The Seagullmen – Legend Of The Seagullmen
Lik – Carnage
LLNN – Deads
Møl – Jord
Monotheist – Scourge
Necrophobic – Mark Of The Necrogram
Oceans Of Slumber – The Banished Heart
Orange Goblin – The Wolf Bites Back
Orphaned Land – Unsung Prophets & Dead Messiahs
Parkway Drive – Reverence
Portal – ION
Primordial – Exile Amongst The Ruins
Shining – X - Varg Utan Flock
Svalbard – It’s Hard To Have Hope
Tesseract – Sonder
The Body – I Have Fought Against It, But I Can’t Any Longer
The Faceless – In Becoming A Ghost
The Good, The Bad And The Zugly – Misanthropical House
Visigoth – Conqueror’s Oath
Voices – Frightened
Watain – Trident Wolf Eclipse
Will Haven – Muerte
Winterfylleth – The Hallowing Of Heirdom
Yob – Our Raw Heart
Zeal & Ardor – Stranger Fruit

As releituras de capas de discos do cartunista Adão Iturrusgarai

sexta-feira, junho 22, 2018

O cartunista e ilustrador brasileiro Adão Iturrusgarai, chargista da Folha de São Paulo um dos mais conhecidos nomes do quadrinho nacional e autor de personagens como Aline e Rock & Hudson, está com um projeto que deve agradar quem gosta de música e HQs.

No site de Adão estão disponíveis para venda prints de releituras que Adão fez para capas de discos clássicos de rock, jazz e outros estilos. O trabalho é bem legal e possui um preço acessível. Como o próprio site informa, tratam-se prints e não artes originais, impressas em papel couchê 300g no formato 20,4 x 21,4 cm, assinadas individualmente na frente e carimbadas no verso. As prints são enviadas para todo o Brasil, é só escolher a sua.

Devir relança Estranhos no Paraíso, de Terry Moore

sexta-feira, junho 22, 2018

Vencedora do prêmio Eisner, a série Estranhos no Paraíso volta a ser publicada no Brasil. A Devir anunciou a republicação em seis volumes de luxo, no formato 17 x 26 cm e com mais 200 páginas cada. O primeiro já está em pré-venda na Amazon e pode ser adquirido com desconto neste link.

O roteiro conta a história de Katchoo, uma jovem muito bonita, tranquila e que tem tudo sob controle na sua vida. Então, Katchoo conhece David, um jovem gentil, porém persistente, que está decidido a conquistar seu coração. O triângulo amoroso resultante é uma comovente comédia de erros amorosos, até o dia em que a antiga chefe de Katchoo vem atrás dela e de um dinheiro roubado da máfia. Enquanto sua vida idílica desmorona, Katchoo percebe que não pode acreditar em ninguém, e que o passado que ela acreditava ter ficado para trás agora ameaça destruir tudo que ela ama, incluindo Francine.

A obra de Moore vive uma espécie de maldição no Brasil, tendo passado por várias editoras sem jamais ser finalizada por aqui. Estranhos no Paraíso teve três volumes publicados pela Abril entre maio e junho de 1998, voltou com mais dois volumes pela Via Lettera lançados entre dezembro de 1999 e março de 2000, daí passou para a Pandora Books - que lançou oito volumes e uma edição de luxo entre março de 2003 e janeiro de 2004, chegando enfim à HQM, que publicou três edições entre julho de 2006 e março de 2013.



Novo álbum e nova música do Metal Allegiance

sexta-feira, junho 22, 2018

O segundo disco do projeto Metal Allegiance será lançado dia 7 de setembro pela Nuclear Blast. Reunindo grandes nomes do metal mundial e tendo como banda base o quarteto formado por Alex Skolnick (guitarra, Testament), David Ellefson (baixo, Megadeth) e Mike Portnoy (bateria, The Winery Dogs), mais o líder e idealizador da banda, Mark Menghi (compositor e baixista), o álbum dá sequência ao bem recebido debut que saiu em 2015.

Batizado de Volume II - Power Drunk Majesty, o novo disco conta com a participação dos vocalistas Trevor Strnad (The Black Dahlia Murder), John Bush (Armored Saint), Bobby Blitz (Overkill), Mark Tornillo (Accept), Max Cavalera (Soulfly), Floor Jansen (Nightwish), Johan Hegg (Amon), Mark Osegueda (Death Angel) e Troy Sanders (Mastodon). Produzido por Menghi e Skolnick, o disco teve a capa criada pelos brasileiros Marcelo Vasco (também guitarrista da Patria) e Rafael Tavares.

Abaixo você confere o tracklist de Volume II - Power Drunk Majesty e também o clipe de “Mother of Sin”, com os vocais de Bobby Blitz:

1. The Accuser (feat. Trevor Strnad) 
2. Bound by Silence (feat. John Bush) 
3. Mother of Sin (feat. Bobby Blitz) 
4. Terminal Illusion (feat. Mark Tornillo) 
5. King With a Paper Crown (feat. Johan Hegg) 
6. Voodoo of the Godsend (feat. Max Cavalera) 
7. Liars & Thieves (feat. Troy Sanders) 
8. Impulse Control (feat. Mark Osegueda) 
9. Power Drunk Majesty (Part I) (feat. Mark Osegueda) 
10. Power Drunk Majesty (Part II) (feat. Floor Jansen)

21 de jun de 2018

Conan passa a ser publicado no Brasil pela Panini

quinta-feira, junho 21, 2018

Em post nas suas redes sociais, a Panini informou que adquiriu os direitos para a publicação das aventuras de Conan, O Bárbaro, no Brasil. Leia o comunicado abaixo:

Conan, o bárbaro, pirata, aventureiro, conquistador e rei, está chegando à Panini. Em breve, você mergulhará em mil aventuras na era hiboriana e poderá acompanhar o banho de sangue que só o monstro da Ciméria, de poucas palavras e muita atitude, conseguiria deixar pra trás.

A Panini, uma das maiores editoras de quadrinhos do mundo, acaba de fechar parceria com a Conan Properties, detentora dos personagens criados por Robert E. Howard. A partir de hoje, 21 de junho, a empresa cede todos os direitos de publicação para a editora, com exceção dos produtos da língua inglesa.

Novas histórias virão. Seja bem-vindo, Conan!

Anteriormente, a saga de Conan teve várias edições de luxo lançadas pela Mythos Editora no mercado brasileiro, além do anúncio de uma coleção da editora Salvat - que não está claro ainda se foi cancelada ou não, já que Salvat e Panini costumam dividir lançamentos, vide a Coleção de Graphic Novels da Marvel.

Uma boa notícia para quem gosta de quadrinhos, já que a Panini vem fazendo um ótimo trabalho em diversas sagas e títulos já há alguns anos. A editora não informou quais serão os próximos títulos de Conan a serem lançados por aqui.

Review: Motörhead - Motörhead 40th Anniversary Edition (2017)

quinta-feira, junho 21, 2018

Lançado em 21 de agosto de 1977, o auto-intitulado primeiro disco do Motörhead deu início à trajetória da banda liderada por Lemmy Kilmister. O baixista e vocalista, que tinha sido roadie de Jimi Hendrix, foi expulso do Hawkwind em 1975 após ser pego com drogas na fronteira dos Estados Unidos com o Canadá e passar cinco dias preso. Então, resolveu seguir novos rumos e encontrou dois desajustados como ele: o guitarrista Eddie Clarke e o baterista Phil Taylor.

O álbum, que foi relançado em uma edição especial com dois CDs alusiva aos seus 40 anos - versão essa que a Hellion Records trouxe para o Brasil em um belo digipak -, mostra um Motörhead bem diferente da banda que conquistaria corações e mentes com discos como Overkill (1979), Bomber (1979) e Ace of Spades (1980). O debut do trio formado por Lemmy, “Fast" Eddie Clarke e Phil “Philthy Animal” Taylor apresenta uma sonoridade muito mais focada no rock and roll do que na mistura de hard rock, punk e metal pela qual o grupo ficaria conhecido. Dá pra afirmar que Motörhead, o disco, mostra uma banda mais próxima de Chuck Berry do que do Black Sabbath, por assim dizer.

O tracklist original tinha oito músicas, com direito a uma versão para a clássica “The Train Kept A-Rollin”, regravadas por nomes como The Yardbirds e Aerosmith. A edição de 40 anos vem com vinte faixas, incluindo na totalidade o EP Beer Drinkers and Hell Raisers (lançado em 22 de novembro de 1980 e que traz uma versão para a canção homônima de outro super trio, o ZZ Top) e versões alternativas, outtakes e faixas raras.


Produzido por John David Percy “Speedy" Keen, que era vocalista, baterista e tecladista do Thunderclap Newman e também autor da canção “Something in the Air” (a música está na trilha de Quase Famosos e ganhou uma versão bastante conhecida de Tom Petty and The Heartbreakers), o disco possui uma sonoridade suja e um tanto abafada, porém condizente com a estreia de uma nova banda dos anos 1970. Para o AllMusic: “Apesar de ter alcançado apenas um pequeno sucesso nas paradas, o álbum patenteou o estilo do Motörhead: o vocal de Lemmy sobre um rolo compressor de guitarra, baixo e bateria. Não é de se admirar que os punks tenham gostado”. Já o escritor Joel McIver, autor da biografia do trio, afirma: “Com o benefício da visão retrospectiva, é claramente óbvio que o disco nem chega perto de capturar o som ao vivo hipnotizante do grupo”.

Além de ser a estreia da banda, o álbum apresentou ao mundo a logo marcante do Motörhead, com um “porco de guerra” criado pelo artista Joe Petagno, imagem essa que acompanharia a banda até o seu final. Petagno tentou combinar, em um mesmo animal, características de um urso, um lobo e um cão, e o resultado foi a figura que ficou conhecida entre os fãs como “War-Pig”. Uma curiosidade: a versão original tinha uma suástica no capacete, que acabou sendo apagada para evitar problemas - vale lembrar que Lemmy foi um grande colecionador de material nazista durante toda a vida. Joe Petagno fez outros trabalhos marcantes em sua carreira, como o a logo do selo Swan Song do Led Zeppelin e dezenas de capas de discos.



De maneira geral, Motörhead é um álbum inferior a praticamente todos os 21 outros discos que Lemmy e companhia gravaram ao longo de sua trajetória. Porém, a sua força está nesse olhar retrospectivo que o tempo permite e que foi citado por McIver: sabendo o que a banda iria fazer depois e os caminhos que a música do Motörhead tomaria nos anos seguintes, é quase um exercício de arqueologia identificar as influências já presentes neste primeiro disco e entender como elas foram desenvolvidas e trabalhadas por Lemmy, Eddie, Animal e toda a turma.

Um louvável lançamento da Hellion Records, focado principalmente no mercado de colecionadores, que agora tem acesso a uma edição bastante completa e por um preço acessível. Elogios também para o belo trabalho gráfico da capa, com o símbolo característico da banda na cor prata e um encarte de 24 páginas com fotos e a história dos primeiros anos do Motörhead. Imperdível!

Duplo ao vivo do Led Zeppelin é relançado em edição especial

quinta-feira, junho 21, 2018

O clássico álbum duplo ao vivo The Song Remains the Same, lançado pelo Led Zeppelin em 1976, está ganhando uma edição turbinada e bem especial.

A nova versão teve o áudio totalmente restaurado - Jimmy Page, como sempre, cuidou do processo - e vem em diversos formados: CD duplo, vinil quádruplo, Blu-ray e um super deluxe box incluindo tudo isso e mais 2 DVDs, livreto de 28 páginas, réplica do programa de turnê e um poster limitado da capa do disco.


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