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24/04/2014

Os melhores discos de blues de todos os tempos segundo a Mojo e a Q Magazine

Em maio de 2005, a Mojo e a Q Magazine, que são publicadas pela mesma editora, lançaram uma edição especial totalmente dedicada ao blues. Essa revista trouxe uma lista com os melhores discos do gênero segundo as equipes da Mojo e da Q.

São, ao todo, 65 títulos diferentes, incluindo álbuns e também compilações, uma vez que as canções de diversos pioneiros do estilo, gravadas durante as primeiras décadas do século XX, está espalhada em diversos singles.

Abaixo, você encontra um ótimo guia para dar os seus primeiros passos no blues. Há álbuns clássicos, trabalhos de artistas ingleses que foram influenciados pelos pioneiros e discos mais recentes.

Bom apetite:

1. Robert Johnson – King of the Delta Blues Singers
2. Howlin’ Wolf – His Best
3. Muddy Waters – The Anthology: 1947 – 1972
4. B.B. King – His Definitive Greatest Hits
5. Blind Lemon Jefferson – The Best Of
6. John Lee Hooker – The Legendary Modern Recordings
7. Otis Rush – The Essential: The Classic Cobra Recordings 1956 – 1958
8. The Rolling Stones – The Rolling Stones
9. Albert King – King of the Blues Guitar
10. Alvin Youngblood Hart – Territory
11. Blind Willie Johnson – Prase God I’m Satisfied
12. Little Walter - His Best Chess 50th Anniversary Collection
13. Skip James – Complete Earley Recordings
14. Jimmy Reed – Boss Man
15. Buddy Guy – The Very Best Of..
16. Lightnin’ Hopkins – The Gold Star Sessions Vol. 1
17. T-Bone Walker – Midnight Blues
18. Sonny Bow Williamson II – The Best Of
19. Son House – The Complete 1965 Sessions
20. Butterfield Blues Band – The Paul Butterfield Blues Band
21. Blind Blake – The Best of Blind Blake
22. Elmore James – The Sky is Falling
23. Guitar Slim – The Things That I Used to Do
24. Memphis Minnie – Me & My Chauffeur
25. Big Bill Bronzy – Trouble in Mind
26. Charley Patton – The Best Of
27. Muddy Waters – At Newport 1960
28. Junior Kimbrough – Most Things Haven’t Worked Out
29. Sonny Boy Williamson – Bluebird Blues
30. Blind Willie Mctell – The Best Of
31. Bo Diddley - His Best
32. Rl Burnside – Too Bad Jim
33. Bessie Smith – The Essential Bessie Smith
34. ZZ Top – Tres Hombres
35. Jessie Mae Hemphill – Feelin’ Good
36. Lonnie Johnson – Original Guitar Wizard
37. Slim Harpo – Tip On In
38. Magic Sam – Westside Soul
39. Leroy Carr – The Best Of
40. James Cotton – 100% Cotton
41. Taj Mahal – The Best Of
42. Willie Dixon – Willie’s Blues
43. Johnny Winter – The Progressive Blues Experiment
44. Elmo Williams & Hezekiah Early – Takes One To Know One
45. Mississippi Fred Mcdowell – I Do Not Play No Rock ‘N’ Roll
46. Bobby Bland – The Voice: Duke Recordings 1959-69
47. Freddy King – Blues Guitar Hero
48. Stevie Ray Vaughan – Greatest Hits
49. Junior Wells’ Chicago Blues Band – Hoodoo Man Blues
50. Snooks Eaglin – New Orleans Street Singer
51. John Mayall with Eric Clapton – Blues Breakers
52. Cannon’s Jug Stompers – The Best Of Cannon’s Jug Stompers
53. Lowell Fulson – I’ve Got the Blues (... And Them Some)
54. Albert Collins – Ice Pickin’
55. Big Maceo – Volume One (1941-1945)
56. Magic Slim – Grand Slam
57. Muddy Waters, Howlin’ Wolf, Buddy Guy – Live Action!
58. Robert Nighthawk – Live on Maxwell Street 1964
59. Hound Dog Taylor & The Houserockers – Hound Dog Taylor
60. Clarence ‘Gatemouth’ Brown – Original Peacock Recordings
61. Ma Rainey – Countin’ the Blues
62. Corey Harris – Greens From the Garden
63. Bukka White – The Vintage Recordings (1930 – 1940)
64. Scrapper Blackwell – Mr. Scrapper’s Blues
65. North Mississippi All Stars – Hill Country Revue


Por Ricardo Seelig


Espaço do Leitor: quero publicar meus textos na Collectors Room, como faço?

Olá, equipe da Collectors Room,

Muito interessante a iniciativa de abrir um espaço para comunicação com o leitor. Com certeza, eu e os demais leitores teremos muitas considerações a fazer nos próximos meses.

Mas meu primeiro contato é, na verdade, uma tentativa de vender meu peixe. Vocês também abrirão espaço para que os leitores tenham a oportunidade de publicar textos? Eu, por exemplo, tenho um escrito de dias atrás, que acredito se encaixar na proposta da Collectors Room.


Sendo publicado ou não, agradeço por essa possibilidade de contato, e desejo cada vez mais sucesso ao site (e à equipe responsável, consequentemente).

Abraços!

Vinícius Gomes
Florianópolis (SC)


Olá Vinícius, obrigado pelo contato. A Collectors Room sempre abriu espaço para que leitores publicassem os seus textos. Ao longo dos quase 6 anos do site, diversos leitores enviaram material para nós e tiveram os seus textos colocados no ar. Para nossa alegria e satisfação, alguns deles se transformaram em colaboradores efetivos e integrantes da nossa equipe.

No momento, a princípio estamos com a equipe fechada em seis pessoas - eu, Guilherme Gonçalves, Rodrigo Carvalho, Thiago Cardim, Marcelo Vieira e Tiago Neves - e não pensamos em incorporar mais integrantes. Porém, se o trabalho que nos for apresentado tiver a qualidade e a linha que buscamos para o site, certamente ficaremos muito felizes em abrir as portas para novos talentos.

Todo mundo precisa de uma oportunidade, em qualquer área. Todos que escrevem sobre música hoje em dia começaram em algum lugar. No meu caso, estreei publicando textos para o Whiplash em 2004. No início, achava que meus textos eram bons. Porém, lendo os meus primeiros escritos atualmente, 10 anos depois, vejo o quanto precisava aprender e evoluir. E é justamente esse o segredo: quanto mais você faz uma coisa, melhor você fica naquilo. Para escrever sobre música é preciso gostar de duas coisas: música e redação. É preciso encontrar o seu estilo, fazer com que a sua maneira de escrever, os seus textos, tenham uma identidade própria e se destaquem entre os milhares que pipocam na internet e em revistas. Isso pode ser feito de diversas maneiras: pelo conhecimento na área, por um conhecimento profundo em um determinado gênero, por trazer para os seus textos características literárias distintas, exercendo a polêmica gratuita, ...

Todos que desejam ter os seus textos publicados aqui na Collectors Room são bem-vindos. Apesar, de como já dito, não estarmos procurando novos colaboradores no momento, é muito bom receber material de novos redatores, identificar e dar oportunidade para novos talentos. Os interessados podem enviar material para o e-mail falacollectorsroom@gmail.com. Todos serão lidos e avaliados, e os que julgarmos interessantes e com a qualidade que procuramos poderão ser publicados aqui, para todos os leitores.

Um grande abraço e viva a música. (Ricardo Seelig)


23/04/2014

Os 50 piores discos de todos os tempos segundo a Q Magazine

Em sua edição número 238, lançada em maio de 2006, a revista inglesa Q publicou uma lista que deu o que falar. A equipe da publicação elegeu os 50 piores discos de todos os tempos, fato que gerou acaloradas discussões entre fãs e leitores.

Sem dúvida, vários dos títulos listados abaixo são ruins de doer. Alguns, nem tanto, mas comparados ao que os seus autores já haviam produzido, apresentaram resultados muito abaixo dos anteriores.

Uma dica: relaxe e divirta-se. Só isso. E, se tiver estômago, encare a lista completa ...

1. Duran Duran – Thank You (1995)
2. Spice Girls – Todos os discos solos das integrantes
3. Various – Urban Renewal: The Songs of Phil Collins (2001)
4. Lou Reed – Metal Machine Music (1975)
5. Billy Idol – Cyberpunk (1993)
6. Naomi Campbell – Baby Woman (1994)
7. Kevin Rowland – My Beauty (1999)
8. Mick Jagger – Primitive Cool (1987)
9. Westlife – Allow Us to Be Frank (2004)
10. Tin Machine – Tin Machine II (1991)
11. Limp Bizkit – Chocolate Starfish and the Hot Dog Flavored Water (2000)
12. Tom Jones – Mr. Jones (2002)
13. Bruce Willis – The Return of Bruno (1987)
14. Terence Trent Diabolical – Neither Fish Nor Flesh (1989)
15. Vários – Trilha Sonora de Sgt. Pepper’s Lonely Heart Club Band (1978)
16. Spice Girls – Forever (2000)
17. Bob Dylan & The Grateful Dead – Dylan and The Dead (1989)
18. Crazy Frog – Crazy Hits (2005)
19. Goldie – Saturnz Return (1998)
20. Mariah Cary – Glitter (2001)
21. The Clash – Cut the Crap (1985)
22. Robson & Jerome – Robson & Jerome (1995)
23. Alanis Morissette – Supposed Former Infatuation Junkie (1998)
24. Lauryn Hill – MTV Unplugged 2.0 (2002)
25. The Cranberries – To the Faithful Departed (1996)
26. Vanilla Ice – Hard to Swallow (1998)
27. Destiny’s Child – Destiny Fulfilled (2004)
28. The Rolling Stones – Dirty Work (1986)
29. Vários – Christmas in the Stars: Star Wars Christmas Album (1994)
30. Michael Jackson – Invincible (2001)
31. Stevie Wonder – Woman in Red (1984)
32. Ace of Base – Happy Nation / The Sign (1993)
33. Billy Ray Cyrus – Some Gave All (1992)
34. Fishspooner - #1 (2001)
35. Puff Daddy – Forever (1999)
36. Kula Shaker – Peanuts, Pigs & Astronauts (1999)
37. Shania Twain – Come On Over (1997)
38. Chris Rea – The Road to Hell Part 2 (1999)
39. Big Country – Undercover (2001)
40. The Others – The Others (2005)
41. Paul Simon – Songs From the Capeman (1997)
42. Babylon Zoo – The Boy With the X-Ray Eyes (1996)
43. Travelling Wilburys – Travelling Wilburys Vol 3
44. Kiss – Music From The Elder (1981)
45. William Shatner – The Transformed Man (1968)
46. Oasis – Standing on the Shoulders of Giants (2000)
47. Ozzy Osbourne – Under Cover (2005)
48. Milli Vanilli – All or Nothing (1989)
49. Neil Young And The Shocking Pinks – Everybody’s Rockin (1983)
50. Beck – Midnight Vultures (1999)


Por Ricardo Seelig


22/04/2014

“Lazaretto”, novo single de Jack White

O segundo disco solo de Jack White, Lazaretto, será lançado dia 9 de junho pela gravadora do músico, a Third Man Records. O primeiro single e faixa que batiza o álbum já foi divulgado para deleite não só dos fãs, mas para quem gosta de música de maneira geral.

Inclassificável e ótimo como sempre, como direito a um solo de violino de entortar os miolos na parte final.

Abaixo:



Por Ricardo Seelig


“Open My Eyes”, novo clipe do Rival Sons


O Rival Sons revelou mais uma faixa do seu aguardado quarto álbum. O quarteto norte-americano lançou o clipe da faixa “Open My Eyes”, música que estará em Great Western Valkyrie, que chegará às lojas no início de junho.

A canção tem um início onde o baterista Michael Miley paga tributo ao seu maior ídolo, o primeiro e único John Bonham. Aliás, a proximidade com o Led Zeppelin é gritante, incluindo interlúdios acústicos executados pelo guitarrista Scott Holiday e que remetem diretamente a Jimmy Page. Vejamos se será assim em todo o disco.

Assista abaixo:



Por Ricardo Seelig


Machine Head posta versão demo de “Killers & Kings”, música que estará em seu próximo disco

O Machine Head, uma das melhores bandas de metal do planeta atualmente, postou em seu canal no YouTube a versão demo da faixa “Killers & Kings”. A canção, lançada durante o Record Store Day em um vinil colorido de 10” com quatro capas diferentes, estará no próximo álbum do grupo, ainda sem título e data de lançamento confirmados.

Bela maneira de começar a semana depois de um feriadão |m|



Por Ricardo Seelig


Winger: crítica de Better Days Comin' (2014)

Desde o tenebroso IV (2006), os fãs do Winger vêm dançando conforme a música de uma mais tenebrosa ainda banda do rock brasileiro que diz "Vivemos esperando dias melhores...". O álbum que marcou o retorno em definitivo do Winger é um sabre no esterno, e o gosto amargo perdurou por mais três anos, até o lançamento de Karma, que, se está longe de ter o carisma do material hoje encarado como clássico do grupo, consegue varrer seu antecessor direto para debaixo do tapete sem a menor pena.

Mas nem o mais otimista dentre os fãs poderia esperar algo tão esmagador quanto Better Days Comin' (em português, dias melhores a caminho). Após a primeira ouvida do disco — que caiu na net às vésperas de seu lançamento oficial via Frontiers Records —, ouso até contestar o seu nome, que deveria ser Better Days Has Come, pois nele jaz a prova irrefutável de que tais dias melhores já vieram... e vieram com tudo, coisa que os clipes de "Tin Soldier", "Rat Race" e "Midnight Driver of a Love Machine" — cara, esse nome é muito maneiro! — já indicavam.

Better Days Comin' traz o Winger mais furioso e pesado do que nunca. Se no início dos anos 1990, o quarteto impressionava mais pela qualidade individual de seus integrantes, hoje em dia parece que a cola finalmente secou e o que chama mais a atenção é o fator complementaridade. O som que sai pelos alto falantes enquanto escrevo este texto é produto indiscutível de oito mãos e quatro vozes que sobressaem em harmonia invejável. O momento neste relacionamento é tão favorável que pela primeira vez em tempos o que se pode chamar de uma turnê grande será realizada, com datas que vão de maio a setembro deste ano.

Voltando ao disco, o som das guitarras tons abaixo de Reb Beach e John Roth é cheio e seus drives são potentes. O velho Paul Taylor tem seu valor, mas Roth é muito mais guitarrista. A bateria de Rod Morgenstein permanece entre as mais elegantes e completas que existem no hard rock, fugindo das levadas óbvias, acrescentando firulas que acentuam em prol de uma, neste caso, bem-vinda complexidade — repare no instrumento em "Tin Soldier". O baixo tem swing e Kip Winger canta como se estivesse amarrado a um barril de pólvora. Quando falta aquele fôlego de outrora, o cara já faz uso de um de seus muitos recursos vocais para não deixar a peteca cair.

Por fim, as letras fogem do estigma lovy metal ensaboado que aprisionou Winger e muitos de seus contemporâneos no imaginário do povo como bandas de trilha sonora de novela. Aqui são abordados temas como guerra, medos contemporâneos e dar a cara a tapa, que vem a ser a bandeira de todas as bandas tidas como datadas que se erguem das cinzas e se mostram ainda capazes de oferecer trabalhos admiráveis como este aqui. A sua vida pode mudar depois de descobrir que o Winger vai muito além de "Miles Away". E Better Days Comin' pode ser o disco responsável por essa mudança.

Nota: 9,5

01. Midnight Driver of a Love Machine
02. Queen Babylon
03. Rat Race
04. Better Days Comin’
05. Tin Soldier
06. Ever Wonder
07. So Long China
08. Storm in Me
09. Be Who You Are, Now
10. Another Beautiful Day
11. Out of This World

Por Marcelo Vieira