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23 de set de 2017

Morre Charles Bradley

sábado, setembro 23, 2017

Faleceu neste sábado o soulman norte-americano Charles Bradley. Ele tinha 68 anos e lutava contra um câncer.

Bradley sempre quis cantar e passou décadas fazendo todo o possível para alcançar seu sonho. Após anos e anos trabalhando em restaurantes nova-iorquinos, gravou o seu primeiro disco apenas em 2011, aos 62 anos. 


No Time for Dreaming foi aclamado pela crítica e pelo público, e colocou os holofotes no músico. Victim of Love (2013) e Changes (2016) deram sequência à infelizmente curta discografia de Bradley.


Ele estava agendado para tocar no Rock in Rio 2017, mas precisou cancelar a sua apresentação devido ao agravamento da doença.


Como tributo a Charles Bradley, vale a pena ouvir de novo e mais uma vez a belíssima releitura que ele fez de "Changes", do Black Sabbath, alcançando um resultado muito superior à própria gravação original.


Descanse em paz, Charlie :-(


Cavalera Conspiracy revela capa e tracklist de novo disco

sábado, setembro 23, 2017

Psychosis, quarto álbum do Cavalera Conspiracy, será lançado dia 17/11 pela Napalm Records.

A banda de Max e Iggor Cavalera revelou a bela capa do trabalho e também divulgou o tracklist do disco, conforme abaixo:

01. Insane
02. Terror Tactics
03. Impalement Execution
04. Spectral War
05. Crom
06. Hellfire
07. Judas Pariah
08. Psychosis
09. Excruciating

22 de set de 2017

Playlist Collectors Room: Proto Metal

sexta-feira, setembro 22, 2017

O início do heavy metal é apontado pelos pesquisadores a partir do lançamento do primeiro disco do Black Sabbath, na sexta-feira, 13 de fevereiro de 1970. Porém, já existia música pesada antes disso. Desde a metade dos anos 1960, e até mesmo antes com nomes como Link Wray, o peso foi sendo inserido em doses cada vez maiores no rock, até o nascimento de um dos gêneros musicais mais adorados em todo o planeta.

A ideia desta playlist é mostrar, em ordem cronológica, como toda essa história se deu. São mais de uma centena de músicas em uma seleção com mais de 11 horas de duração, onde estão os principais clássicos do que convencionou se chamar de Proto Metal. São canções gravadas apenas nos anos 1960 e 1970, décadas iniciais do metal.

Além disso, incluí também faixas de nomes que variam entre o hard rock e o heavy metal, sempre levando em consideração apenas um parâmetro: o peso. Assim, você irá ouvir músicas que ora se aproximam do blues rock, ora do hard e ora do bom e velho metal mesmo.

Divirta-se, deixe algumas sugestões nos comentários e boa viagem pelo fabuloso mundo dos vocais gritados, guitarras agressivas e cozinhas pulsantes!

Cheap Trick anuncia disco natalino

sexta-feira, setembro 22, 2017

O Cheap Trick lançará dia 20 de outubro o primeiro álbum natalino de sua carreira. 

Com o título de Christmas Christmas, o disco sairá pela Big Machine Records e vem com novas faixas e releituras para canções de nomes como Ray Davies (“Father Christmas”) e Joey Ramone (“Merry Christmas I Don’t Want to Fight Tonight”).

Além disso, a banda norte-americana também anunciou uma série de itens especiais para que os fãs possam celebrar a data, disponíveis neste link.





Willie Nelson lança disco em parceria com os filhos

sexta-feira, setembro 22, 2017

Willie’s Stash Vol. 2, novo álbum de Willie Nelson, será lançado dia 20 de outubro. O CD dá sequência à primeira parte, lançado em 2014, onde a veterana lenda do country music interpretou standards do estilo.

O disco traz Willie ao lado dos filhos Lukas e Micah.

Abaixo está o tracklist, bem como os vídeos de “Mind Your Own Business” e “Can I Sleep in Your Arms”:

1. "Move It On Over" (Hank Williams)
2. "Mind Your Own Business" (Hank Williams)
3. "Healing Hands of Time" (Willie Nelson)
4. "Can I Sleep In Your Arms" (Hank Cochran)
5. "Send Me the Pillow You Dream On" (Hank Locklin)
6. "I'm So Lonesome I Could Cry" (Hank Williams Sr.)
7. "I'm Movin' On" (Hank Snow)
8. "Your Cheatin' Heart" (Hank Williams)
9. "My Tears Fall" (Alyssa Miller)
10. "Cold, Cold Heart" (Hank Williams)
11. "Mansion on the Hill" (Hank Williams and Fred Rose)
12. "Why Don't You Love Me" (Hank Williams)

“Ohio”, hino do CSNY, ganha linda versão do trio Jon Batiste, Leon Bridges e Gary Clark Jr

sexta-feira, setembro 22, 2017

Uma das mais famosas canções de protesto da história do rock, “Ohio”, lançada pelo Crosby Stills Nash & Young em 1971, ganhou uma linda releitura feita pelo trio Jon Batiste, Leon Bridges e Gary Clark Jr.

A música está na trilha do documentário The Vietnam War, dirigido por Ken Burns. Intercalando piano, violão e guitarra, Batiste, Bridges e Clark gravaram um comovente tributo.

“Ohio" foi composta por Neil Young em protesto pela morte de quatro estudantes durante um protesto contra a Guerra do Vietnã ocorrido no dia 4 de novembro de 1970 na Kent State University, no estado de Ohio.

Abaixo está a linda nova versão:

Depeche Mode grava versão para “Heroes”, clássico de David Bowie

sexta-feira, setembro 22, 2017

O Depeche Mode gravou uma versão para “Heroes”, um dos maiores clássicos de David Bowie. A iniciativa é uma homenagem da banda ao aniversário de 40 anos da canção, lançada em 1977 no disco homônimo.

Em papo com a NME, o vocalista Dave Gahan falou sobre Bowie e a música: "Heroes é a música mais importante para mim nesse momento. Bowie é aquele artista que eu sempre amei desde quando era adolescente. Sempre ouço seus discos quando estou em turnê”.

Ouça abaixo a interpretação do Depeche Mode, que já tocava a música ao vivo há algum tempo em seus shows:

Álbuns do Testament são relançados com novas capas

sexta-feira, setembro 22, 2017

Cinco discos do Testament serão relançados dia 17/11 pela Nuclear Blast com novas artes de capa.  Os títulos são Live at the Fillmore (1995), Demonic (1997), The Gathering (1997), First Strike Still Deadly (2001) e Live at Eindhoven ’87 (2009).

As novas artes foram criadas pelo artista brasileiro Marcelo Vasco, que já trabalhou com nomes Slayer e Kreator e também é guitarrista do Patria.

Estas novas versões serão lançadas apenas em CD digipak e em vinil. Demonic, The Gathering e First Strike Still Deadly também terão edições com LPs na cor prata.

21 de set de 2017

Editora Nemo anuncia edição especial de Ghost World, um dos melhores trabalhos de Daniel Clowes

quinta-feira, setembro 21, 2017

Publicada nos Estados Unidos em 1997 e até hoje inédita no Brasil, a graphic novel Ghost World finalmente ganhará uma edição brasileira. A Editora Nemo anunciou o lançamento da versão especial comemorativa aos 20 anos da HQ, com direito a capa dura, material extra e introdução de Daniel Clowes.

Considerada um dos melhores trabalhos de Clowes, Ghost World conta a história de Enid e Rebecca, duas adolescentes recém formadas no ensino médio. A dupla critica tudo e todos, sempre com o humor ácido regado a boas doses de sarcasmo que é uma das marcas registradas do autor, enquanto tentam encontrar o rumo nesse novo capítulo de suas vidas.


Ghost World chegará às bancas e livrarias em novembro, e tem tradução de Érico Assis.

Abaixo está o vídeo divulgado pela Editora Nemo em suas redes sociais comunicando o lançamento:

Em memória a Chester Bennington, Linkin Park anuncia show especial com convidados

quinta-feira, setembro 21, 2017

Acontecerá no próximo dia 27 de outubro no Hollywood Bowl, em Los Angeles, um show especial em memória a Chester Bennington, vocalista do Linkin Park falecido em junho.

O concerto contará com a participação de todos os integrantes do Linkin Park e com convidados especiais como Jonathan Davis (KoRn), Daron Malakian, Shavo Odadijan e John Dolmayan (System of a Down), M. Shadows e Synyster Gates (Avenged Sevenfold), Oli Sykes (Bring Me the Horizon) e Ryan Key (Yellowcard), entre outros.

A ideia dos músicos é relembrar a obra de Chester e celebrar a vida.

Review: NervoChaos - Nyctophilia (2017)

quinta-feira, setembro 21, 2017

Uma das mais tradicionais forças do death metal brasileiro, o NervoChaos lançou em abril o seu sétimo disco. Nyctophilia é o sucessor de The Art of Vengeance (2014) e foi disponibilizado pela Cogumelo Records no Brasil e pela Greayhaze Records na América do Norte e na Europa.

O CD, gravado na Itália, traz treze faixas e foi produzido por Alex Azzali. E o trabalho do rapaz é responsável por entregar timbres cheios e violentos, que tornam a música do NervoChaos ainda mais eficiente.

Nyctophilia, que é o termo usado para classificar aqueles que sentem atração pela noite ou pela escuridão, marca a estreia em estúdio da atual formação do quarteto: Lauro Nightrealm (vocal e guitarra), Cherry (guitarra), Thiago Anduscias (baixo) e Edu (bateria).

Musicalmente, o que temos é uma abordagem predominantemente death metal, com incursões pontuais pelo thrash e pelo death n’ roll (a ótima “Ad Marjorem Satanae Gloriam” é um exemplo perfeito). Essa característica adiciona pluralidade ao som do NervoChaos, tornando-o mais rico e atraente. O peso é onipresente e, somado à ótima performance vocal de Lauro, torna a audição do trabalho uma experiência incrivelmente recompensadora.

Sem dever nada aos principais nomes do gênero em todo o mundo, o NervoChaos alcançou em Nyctophilia um de seus melhores álbuns, solidificando um line-up que já tem rodado o Brasil e o mundo em diversos shows nos últimos dois anos e que aqui ganha, espero sinceramente, o primeiro de uma série de registros em estúdio. Além disso, trata-se sem dúvida de uma das melhores formações da banda, tanto técnica quanto criativamente, e o resultado está exposto de forma clara e explícita nas canções que compõe o disco.

Pancada boa!

Quadrinhos: Spawn - Origem Vol. 1, de Todd McFarlane

quinta-feira, setembro 21, 2017

Além de extremamente popular, Spawn foi também um dos personagens mais importantes dos quadrinhos nos anos 1990 e 2000. Símbolo maior da Image Comics, a criação de Todd McFarlane tornou viável comercialmente a revolução que uma geração de jovens artistas levou a cabo no início dos anos 1990 contra as grandes editoras do mercado de quadrinhos, Marvel (mais) e DC (nem tanto).

A queixa, justa e histórica, era de que os autores das obras não eram remunerados de acordo com os valores que seus personagens geravam. Jack Kirby, por exemplo, tão pai do universo Marvel quanto Stan Lee, lutou durante anos para ter as suas artes originais de volta e pelo reconhecimento, tanto histórico quanto financeiro, da obra que construiu. 

Na primeira metade da década de 1990, artistas como Todd McFarlane, Jim Lee, Rob Liefeld, Marc Silvestri, Erik Larsen, Jim Valentino e Whilce Portacio eram alguns dos nomes mais populares da indústria, vendendo milhões de cópias com as edições que produziam para a Marvel. No entanto, não recebiam valores condizentes, e isso levou ao desejo de alterar a forma como a remuneração era feita. Como não conseguiram mudar o modus operandi da Marvel, decidiram criar uma nova editora para lançar os seus trabalhos autorais, e assim nasceu a Image. Spawn, Savage Dragon, The WildCATS, Witchblade e The Darkness chegaram às bancas marcando um novo momento nas HQs, conquistando leitores quase de maneira instantânea e garantindo a propriedade intelectual dos personagens aos seus criadores.

No entanto, Spawn era o maior destaque. A criação de McFarlane, um agente do governo dos Estados Unidos morto em uma missão secreta e que volta à vida após realizar um pacto com um demônio, tornou-se um dos personagens mais populares dos anos 1990. O soldado do inferno trouxe histórias descomplicadas e com artes de alto impacto, marcando uma geração de leitores. No Brasil, Spawn teve 150 edições mensais publicadas pela Editora Abril entre 1996 e 2005, e a partir do número 151 passou a chegar às bandas pela mãos da Pixel Media, chegando até o número 178.


Este encadernado foi lançado em junho de 2007 pela Pixel e compila as cinco primeiras edições da revista, que chegaram às bancas brasileiras entre março e julho de 1996. Ele foi lançado justamente no período em que houve a troca de editoras aqui no Brasil, como uma oportunidade para que novos leitores conhecessem o universo de Spawn. São 136 páginas, capa e papel couché, lombada e formato 17 x 26 cm, trazendo a origem do soldado do inferno. Um segundo volume também foi disponibilizado em março de 2008, reunindo os números 6 a 10 da revista original.

Fazia anos que não lia nada de Spawn, e resolvi então pegar este item na minha coleção. Tinha uma boa lembrança da criação de McFarlane, e ela não se perdeu com a releitura. É um quadrinho massavéio ao extremo, com uma trama descomplicada, arte incrível e às vezes até mesmo exagerada, mas que juntas constróem uma história cativante. Trata-se, muito provavelmente, do personagem mais heavy metal dos quadrinhos, tanto pela concepção visual quanto pela própria trama, repleta de demônios e afins.

Não há nada cerebral em Spawn, e esse nunca foi o objetivo. A leitura proporciona diversão sem maiores questionamentos e pretensões, resumindo bem o que os quadrinhos dos anos 1990 eram. As edições iniciais apresentam o personagem, ainda confuso com sua nova encarnação, e vão inserindo as peças que compõe o seu universo, como a esposa e agora viúva Wanda Blake, a dupla de policiais Sam e Twitch, o palhaço demoníaco Violator, o demônio Malebólgia e outros.


É estranho que um personagem com tamanha popularidade esteja atualmente ausente das bancas e livrarias brasileiras. Não sei quem possui os direitos de publicação de Spawn aqui no Brasil, mas me parece que uma grande oportunidade está sendo perdida ao deixar o personagem no limbo em que está. Um projeto de republicação em moldes semelhantes ao que a Panini tem feito com John Constantine em Hellblazer, por exemplo, com o lançamento de encadernados de capa cartão reunindo seis edições, seria bem interessante e extremamente viável para trazer a criação de Todd McFarlane novamente para o Brasil. Com certeza eu ficaria satisfeito em ter toda a saga de Spawn neste formato, e vários leitores também gostariam. É claro que é preciso, como disse, ver qual a situação legal do título em nosso mercado, mas é inegável que um personagem com enorme potencial de venda está mais do que pronto para retornar às bancas deste país tropical. 

E aí, quem vai fazer o favor de relançar Spawn aqui no Brasil?

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