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3 de mar de 2015

Ouça duas músicas do novo álbum ao vivo do Van Halen

Será lançado dia 31 de março o segundo álbum ao vivo da carreira do Van Halen, intitulado Tokyo Dome Live in Concert. Registro da apresentação da banda norte-americana na casa de shows da capital japonesa no dia 21 de junho de 2013 durante a turnê do álbum A Different Kind of Truth, o material será disponibilizado em CD duplo, LP quádruplo e também no formato digital.

Antes deste lançamento, a banda havia lançado apenas um registro ao vivo, Live: Right Here, Right Now (1993), com Sammy Hagar e Michael Anthony. Ou seja, este será o primeiro álbum ao vivo oficial com David Lee Roth. No lugar de Anthony, o filho de Eddie, Wolfgang Van Halen. O disco foi mixado por Bob Clearmountain (Rolling Stones, Bruce Springsteen) e masterizado por Chris Bellman (Black Sabbath, Grateful Dead), e tem em sua capa uma arte de Adolf Mouron Cassandre, fazendo uma alusão à A Different Kind of Truth.

Abaixo, você confere o tracklist completo de Tokyo Dome Live in Concert e ouve as versões das clássicas “Panama" e “Runnin' with the Devil” presentes no álbum:

1 Unchained
2 Runnin’ with the Devil
3 She’s the Woman
4 I’m the One
5 Tattoo
6 Everybody Wants Some!!
7 Somebody Get Me a Doctor
8 Chinatown
9 Hear About It Later
10 (Oh) Pretty Woman
11 Me & You (Drum Solo)
12 You Really Got Me
13 Dance the Night Away
14 I’ll Wait
15 Cradle Will Rock
16 Hot For Teacher
17 Women in Love
18 Romeo Delight
19 Mean Street
20 Beautiful Girls
21 Ice Cream Man
22 Panama
23 Eruption (Guitar Solo)
24 Ain’t Talkin’ Bout Love
25 Jump


2 de mar de 2015

Blur confirma novo álbum de inéditas após 12 anos

Será lançado no próximo dia 27 de abril o novo disco da banda inglesa Blur. The Magic Whip, oitavo álbum do grupo, sucede Think Tank (2003) e é o primeiro registro de inéditas em 12 anos.

O álbum sairá simultaneamente aqui em nosso país, em notícia confirmada oficialmente pela Warner Music Brasil.

Abaixo você confere o tracklist completo de The Magic Whip e ouve o primeiro single do trabalho, “Go Out”:

1 Lonesome Street
2 New World Towers
3 Go Out
4 Ice Cream Man
5 Thought I Was a Spaceman
6 I Broadcast
7 My Terracotta Heart
8 There Are Too Many of Us
9 Ghost Ship
10 Pyongyang
11 Ong Ong
12 Mirror Ball


Stone Sour lançará EP de covers no Record Store Day

O Stone Sour lançará na edição do Record Store Day deste ano um EP só de covers. Meanwhile in Burbank … trará cinco regravações de canções de bandas importantes para o grupo, em uma homenagem da turma de Corey Taylor para as suas inspirações.

O material foi gravado ao vivo na casa de shows Room 237, na cidade californiana de Burbank. O disco estará disponível para venda somente no dia do RSD 2015, 18 de abril, e em edição limitada.

Abaixo, o tracklist de Meanwhile in Burbank …:

1 We Die Young (Alice in Chains)
2 Heading Out to the Highway (Judas Priest)
3 Love Gun (Kiss)
4 Creeping Death (Metallica)
5 Children of the Grave (Black Sabbath)




Os melhores discos lançados em fevereiro segundo o Heavy Metal About

A colheita não foi muito boa em fevereiro, com um número reduzido de lançamentos de qualidade. No entanto, alguns excelentes discos chegaram às lojas, como estes cinco que compõe nossa lista de melhores do mês.

Crypt Sermon - Out of the Garden

Este disco de estreia traz todas as qualidades essenciais do doom: vocais melódicos ascendentes, guitarras abrasadoras e devaneios místicos. Todos eles com influências de bandas como Candlemass e Saint Vitus, mas sem imitar descaradamente estes nomes seminais. Embora possamos ouvir alguns momentos mais rápidos em “Heavy Riders”, as canções ficam naquela praia agradável do mid-tempo. A ambiciosa “Into the Holy of Holies” - oito minutos que tem um início acústico e carregam o ouvinte por toda a capacidade do Crypt Sermon - mostram que a banda não irá redefinir o gênero, mas o seu inspirado trabalho enche o grupo de confiança para o que está por vir nos próximos anos.


Sarpanitum - Blessed Be My Brothers …

Despoilment of Origin foi uma estreia absolutamente monstruosa da banda inglesa Sarpanitum, que exigia um esforço do ouvinte para acompanhar o registro diabólico e a visão perversa do grupo. Blessed Be My Brothers … chega nas prateleiras como o seu mais novo esforço maciço, definindo novas imagens e expandindo o território de sua música. Adições ligeiras de teclados e coros ao fundo das canções fazem as músicas soarem mais robustas e atmosféricas. Todas as faixas são preenchidas com complexas multi-camadas de guitarras melódicas, percussão e vocais caóticos, principalmente guturais. O resultado é um álbum de death metal apocalíptico com força, beleza e anormalidade magníficas. Este disco tem todos os ingredientes de um verdadeiro clássico do death.


Keep of Kalessin - Epistemology

A banda sofreu uma mudança significativa em sua formação quando o vocalista Thebon deixou o grupo, que foi reduzido a um trio. O fundador e guitarrista Obsidian Claw assumiu também os vocais, e o Keep of Kalessin iniciou um novo capítulo com Epistemology. O disco é mais maduro e mostra a banda adaptando influências adicionais de thrash metal e inserindo-as ao seu núcleo black. As músicas ainda estão centradas em rápidos e explosivos riffs de guitarra e blastbeats, tudo misturado com movimentos orquestrais.


Marduk - Frontschwein

Frontschwein tem o melhor de dois mundos: o Marduk vintage com uma aparentemente interminável explosão de blastbeats, empilhados sobre riffs furiosos de Mortuus e seu característico black metal temperamental. A combinação dá muito certo, e Frontschwein acaba se transformando, junto com Wormwood (2009), no melhor lançamento do grupo com Mortuus como frontman. As faixas pulam para fora com violência, com a faixa-título trazendo a sua marca em um violento ataque de blastbeats e riffs enlouquecidos. A propensão do Marduk para a Segunda Guerra Mundial mais uma vez influenciou as letras, sendo o primeiro álbum da banda a retomar o tema desde Panzer Division Marduk, de 1999.


Ensiferum - One Man Army

Em seu novo disco, o Ensiferum claramente abraça as suas raízes death metal, porém sem deixar de lado os elementos folclóricos de seu som. Essa união é perfeitamente simétrica na execução e uma das maiores forças que a banda possui. Com One Man Army, o grupo também incorpora elementos de trilha sonora de filmes, e mostra uma maturidade que antes não existia. Gravado na maior parte no sistema analógico e, propositadamente, tentando soar o mais orgânico possível, One Man Army traz o Ensiferum no seu melhor. Os três anos de intervalo em relação ao disco anterior fizeram bem à banda, que volta afinada na execução e mais aventureira nas composições, soando com paixão e energia renovadas.


Matéria publicada originalmente no Heavy Metal About
Tradução de Ricardo Seelig


Black Star Riders - The Killer Instint (2015)

Carregando toda a herança do Thin Lizzy, o Black Star Riders é uma banda nova com cara de velha. E isso às vezes funciona, em outras não. Contando com o veterano dos tempos do Lizzy, Scott Gorham, na guitarra, o grupo se completa com Ricky Warwick (vocal e guitarra), Damon Johnson (guitarra), Marco Mendonza (baixo) e Jimmy DeGrasso (bateria). Ou seja, um line-up experiente, técnico e com bagagem nas costas.

A questão é que é impossível dissociar o BSR do Thin Lizzy. Pra começo de conversa, a banda surgiu da última formação do Thin Lizzy e optou por mudar de nome para não misturar as coisas, saindo, teoricamente, do guarda-chuva de influências do lendário grupo irlandês liderado pelo saudoso Phil Lynott.

Só que as coisas não funcionam de maneira tão simples. Esteticamente, o Black Star Riders segue aquele hard grudento, repleto de guitarras gêmeas e alto astral. E é justamente este o problema. A banda parece pouco disposta a se arriscar fora deste terreno seguro, e essa falta de ousadia acaba gerando um som que varia, na maior parte do tempo, entre o genérico e o mediano.

The Killer Instinct, lançado no último dia 20 de fevereiro, é o segundo trabalho do BSR e traz dez faixas inéditas. Essas composições variam entre reprises requentadas - bem feitas, mas requentadas - do que o Thin Lizzy fazia em seus tempos áureos (a faixa-título, “Soldierstown”, “Turn in Your Arms), canções fracas construídas sobre melodias derivativas (“Finest Hour”, “Through the Motions”) e alguns poucos acertos. Neste último grupo, merecem menção a deliciosa “Charlie I Gotta So” e “Sex, Guns & Gasoline”, justamente por apresentarem novos caminhos para o Black Star Riders, saindo do esquema refrão cheio de melodia e baldes de guitarras gêmeas tão característico do Thin Lizzy.

Entendo que o crescimento do mercado classic rock e a consequente demanda por sonoridades que se adaptem a essa procura acabe moldando determinados nichos, mas acho um desperdício que uma banda que conta com os talentos do Black Star Riders se contente em soar como se fosse uma mera cópia de sua maior inspiração. É quase como se o grupo pudesse ser classificado como uma espécie de “banda cover que faz músicas inéditas”, se é que isso faz algum sentido.

Com dois discos nas costas, o Black Star Riders entra naquele espaço ocupado por nomes que, ao ouvirmos as canções, acabam agradando os nossos ouvidos pela familiaridade inconsciente que geram, mas que, ao serem submetidas a uma análise mais crítica, não se saem tão bem.

Se você quer um som só pra se divertir e sem maiores pretensões, pode ser que curta. Agora, se procura música com personalidade própria, criativa e com algo a dizer, passe longe.

Nota 5


Ouça “Superhero”, nova música do Faith No More

O Faith No More divulgou “Superhero”, primeiro single do seu novo disco, que será lançado dia 19 de maio. A faixa será lançada em compacto de 7 polegadas no próximo dia 17 de março.

O novo álbum da banda tem o título de Sol Invictus e é o primeiro trabalho inédito desde Album of the Year, de 1997. A produção é assinada pelo baixista Billy Gould. Completam o line-up atual o vocalista Mike Patton, o guitarrista Jon Hudson, o tecladista Roddy Bottum e o baterista Mike Bordin.

Vale lembrar que o Faith No More está confirmado na edição de 30 anos do Rock in Rio, que acontecerá entre 18 e 27 de setembro, no Rio de Janeiro.

Abaixo, ouça “Superhero" e conta nos comentários o que achou deste retorno do grupo.


27 de fev de 2015

Debate Collectors Room: o retorno das mesmas bandas versus a falta de espaço para novas atrações na agenda de shows realizados no Brasil

Neste semana, o Metallica foi anunciado como uma das atrações da edição de 30 anos do Rock in Rio, que acontecerá daqui há alguns meses. A reação dos fãs variou entre aqueles que gostaram (que pareceu ser uma minoria) e os que criticaram a volta da banda para o festival (a maioria).

Não sei quantas vezes o Metallica já tocou aqui em nosso país. Foram muitas, isso tenho certeza. Assisti a banda em 1999, em Porto Alegre, na turnê do Garage Inc., e o show foi ótimo, como acontece na maioria das vezes em que James Hetfield e companhia trazem o seu thrash de arena para cá.

A questão, no entanto, é outra. Por mais que eu goste de Metallica e não veja maiores problemas em a banda tocar frequentemente aqui no Brasil, o comodismo dos promotores e do próprio público (o que ocorreu em uma das últimas passagens do quarteto por aqui, quando o grupo deu a oportunidade de os fãs escolherem o que queriam ouvir e o resultado final mostrou as mesmas músicas de sempre, foi emblemático) faz com que as atrações anunciadas aqui no Brasil acabem girando em torno dos mesmos nomes de sempre, com poucas variações e um espaço cada vez mais limitado para nomes mais novos e que vem fazendo um trabalho muito bom já há alguns anos - como o Mastodon, talvez o mais marcante destes casos, que ainda não tocou aqui no BR.

O que queremos saber nessa edição do Debate Collectors Room é a sua opinião sobre toda essa situação. Você se incomoda com o retorno constante dos mesmos artistas ao Brasil? Acha que é preciso abrir mais espaço para outras atrações? Há público para bandas mais “novas”, ou o brasileiro quer ver mesmo os mesmos artistas, sempre? Quem você gostaria que viesse para o nosso país realizar shows?

Deixe a sua opinião nos comentários, e juntos vamos trocar ideias sobre o tema.