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31/10/2014

Black Sabbath: crítica de 13 (2013)

Onde você estava em 1978? Você já era nascido ou ainda nem passava pela cabeça dos seus pais que você poderia, um dia, vir ao mundo? Eu tinha 6 anos em 1978, ano em que o Black Sabbath gravou o seu último álbum com Ozzy Osbourne, Never Say Die!, encerrando a história da formação clássica da banda que criou o heavy metal. Um ano depois, em 1979, Ozzy seria demitido do Sabbath por Tony Iommi, se enterraria de vez nas drogas e só voltaria a ver a luz no fim do túnel com o lançamento de seu primeiro álbum solo, Blizzard of Ozz, em 20 de setembro de 1980.

Qual a idade dos seus pais? O meu, Seu Paulo, tem 69 anos. Minha mãe, Dona Elzira, 68. John Michael Osbourne completará 65 no final do ano. Anthony Frank Iommi fez 65 em fevereiro último. Terence Michael Joseph Butler fará 64 agora em julho. Eu cheguei aos 40 no final de 2012. Todas essas vidas, a princípio, nunca se cruzaram, afinal nem eu, nem meu pai e muito menos a minha mãe conhecemos pessoalmente Ozzy, Tony e Geezer. No entanto, a música que esses senhores criaram - ao lado do baterista Bill Ward, ausente neste retorno - mudou, literalmente, o mundo. A minha vida mudou quando escutei o som do Black Sabbath pela primeira vez, e meus pais sabem bem disso, pois ouviram a banda por osmose durante anos.

O heavy metal conquistou o coração e a alma de milhões de jovens em todo o planeta, que depois se tornaram adultos, deixaram de ser filhos para virarem pais, trocando a adolescência pelas responsabilidades que a maturidade traz. Mas uma coisa jamais mudou na trajetória de todo fã de metal: por mais diferentes que sejam as preferências individuais de cada um, o Black Sabbath é, provavelmente, a única unanimidade no estilo. Do fã do mais extremo e gutural black e death ao apreciador do festivo hair metal ou da fantasia tão característica ao power, todos reconhecem o Black Sabbath como o fundador, a Pedra de Roseta do estilo. Reconhecimento mais do que justo.

O mundo, e o heavy metal, mudaram muito nestes 35 anos. Desde 1978, o gênero se afastou do blues com o advento da New Wave of British Heavy Metal, ganhou velocidade com o thrash, mergulhou nas sombras com o black, tornou-se mais agressivo com o death e até visitou terras distantes repletas de cavalheiros, princesas e espadas com o chamado metal melódico. Tudo ficou mais violento, mais urgente, mais rápido. O metal atual é, de certo modo, bastante distante daquele gênero que o Black Sabbath cunhou com grande inspiração em seus seis primeiros discos, e já demonstrando um certo cansaço em Technical Ecstasy (1976) e Never Say Die! (1978).

Mas o Black Sabbath não mudou praticamente nada nestes 35 anos. Essa é a primeira constatação ao ouvir as faixas de 13. Sim, eles estão mais velhos, mas desde quando maturidade é uma coisa ruim? Experientes e calejados, Ozzy, Tony e Geezer - a bateria ficou a cargo de Brad Wilk, do Rage Against the Machine - demonstram o que sabem fazer de melhor em 13. O grande destaque, como sempre, é Tony Iommi. Ele sempre foi a figura central do Black Sabbath, e aqui continua sendo (vale lembrar que, durante os anos 1970, era Iommi que ficava no centro do palco enquanto Ozzy tinha o seu lugar na lateral, o que só comprova, de forma literal, que a banda gira em torno de Iommi). Mesmo tratando um linfoma, Tony toca de maneira sublime em 13. Seus riffs são fantasmagóricos, arrastados, pesados - em suma, continuam incríveis (como comprova “Loner”, cujo riff, sozinho, é melhor que a carreira toda de muitas bandas por aí). E seus solos demonstram a técnica avantajada de um guitarrista que, sozinho, criou e esculpiu todo um gênero musical. Quantos instrumentistas possuem esse status?

Geezer Butler também voa alto em 13. O produtor Rick Rubin conseguiu um som espetacular do baixo, que divide a linha de frente com a guitarra de Iommi. Dono de um modo de tocar peculiar, Geezer espanca o instrumento durante todo o disco, e essa pancadaria é percebida em sua plenitude pelo ouvinte. Certas passagens são arrepiantes, como já havia ficado claro no single “God is Dead?”.

Ozzy é Ozzy. Nunca foi um grande cantor, mas sempre foi um intérprete único. Isso fica mais uma vez claro em 13. Sua voz é uma das marcas registradas não somente do som do Black Sabbath, mas também do heavy metal como um todo. Cantando de maneira mais natural que em seus discos solo, o Madman consegue remeter aos primeiros anos da banda, mesmo que, devido à idade, já não possua a energia infinita turbinada por doses industriais das mais variadas substâncias, como naquela época.

E sobre a bateria de Brad Wilk, deve-se registrar que o rapaz faz o seu trabalho com competência. Ainda que seja um baterista mais reto que Bill Ward, que possuía um estilo mais livre, Wilk não compromete as coisas e faz tudo direitinho. Aliás, aqui vale falar um pouco mais sobre a ausência de Ward, causada pela sua total incapacidade de executar o seu instrumento de maneira aceitável e no mesmo nível que os demais músicos e não por conspirações maquiavélicas para deixá-lo de fora dessa aguardada reunião, como imaginam alguns desinformados. Os longos anos de excessos na estrada cobraram o seu preço, e hoje Ward não consegue mais tocar como tocava.

Há uma escolha consciente em 13 de pinçar elementos da sonoridade clássica do Sabbath e os colocar nas novas composições. No início isso soa estranho e desnecessário, mas após se compreender que esse será provavelmente o último disco gravado pela banda, a opinião muda. Como dito pelos músicos e por Rubin, o objetivo era resgatar a sonoridade dos primeiros discos. A primeira faixa, “End of Beginning”, remete diretamente à clássica “Black Sabbath”, música de abertura do primeiro disco a banda. A primeira impressão é que trata-se de um recurso desnecessário, um truque gratuito, o que causa um certo incômodo. Porém, após ouvir todo o álbum, nota-se que, mesmo não tendo sido anunciado como tal, 13 é, muito provavelmente, o canto do cisne do Sabbath, e esse olhar para o passado ganha um novo significado. O final, com raios e trovões encerrando o disco, fecha o ciclo que se iniciou com os mesmos raios e trovões na sexta-feira, 13 de fevereiro de 1970, data de lançamento do primeiro álbum do quarteto.

Há ótimas canções em 13. A primeira delas é justamente o primeiro single, “God is Dead?”. Atmosférica e climática, explode em um riff espetacular de Iommi, trecho que quase leva às lágrimas os mais fanáticos. “Loner”, como já dito, é outra em que Tony Iommi mostra porque é quem é, não só entregando um riff pesadíssimo mas também solando de maneira inspirada - Ozzy também é destaque aqui. “Zeitgeist” é prima de “Planet Caravan”, faixa do álbum Paranoid (1970), e retoma as belas composições acústicas e psicodélicas dos primeiros discos.

“Age of Reason” é a primeira grande música de 13. Seus sete minutos são conduzidos pela guitarra de Iommi, que cospe riffs e arremata tudo com um solo arrebatador. O nível sobe às alturas nas últimas duas faixas, “Damaged Soul” e “Dear Father”. A primeira poderia estar em Master of Reality (1971) e é um heavy blues arrastado, lamacento e lisérgico como há anos não se ouvia, com direito à harmônica de Ozzy como cereja do bolo e a um solo incrível de Iommi. Excelente! E “Dear Father” fecha o play com classe, tendo como destaque aquela que é, provavelmente, a melhor performance de Ozzy em todo o disco.

Fazendo uma comparação com The Devil You Know (2009), álbum do Heaven & Hell lançado em 2009, 13 é claramente superior. Trata-se de um disco sólido e forte, que atesta a química e magia que envolve o trio formado por Ozzy Osbourne, Tony Iommi e Geezer Butler.

O Black Sabbath está de volta, e em grande estilo.

Nota 8,5

Faixas:
1 End of Beginning
2 God is Dead?
3 Loner
4 Zeitgeist
5 Age of Reason
6 Live Forever
7 Damaged Soul
8 Dear Father

Por Ricardo Seelig


28/10/2014

O fone de ouvido e a vida

O cérebro desliga. O ritmo hipnotiza, coloca em transe. É possível sentir a dopamina jorrando forte, deixando os neurônios em ponto de bala. Que às vezes geram raciocínios e em outras tantas apenas descarregam e limpam a mente.

Isso se dá pela música. Quanto mais alto o volume, maior o transe. É o combustível que dá energia, levando os passos para qualquer lugar.

Gostaria de bater uma radiografia do meu cérebro nestes momentos. Fico curioso em saber o que acontece dentro da minha cabeça careca e reluzante quando estou neste estágio alfa. Fato que tem se repetido cada vez mais, transformando-se em rotina nestes tempos de Spotify, onde a música está sempre ao lado, 24 horas e em qualquer lugar.

Pra amaciar os tímpanos e sangrar os ouvidos, alguns discos que estão tocando atualmente por aqui:


27/10/2014

Within the Ruins: crítica de Phenomena (2014)

No início dos anos 1990, a banda sueca Meshuggah se destacou por mostrar ao mundo um heavy metal repleto de quebras de ritmo, com muito peso e harmonias desconcertantes. Discos como Destroy Erase Improve (1995), Nothing (2002) e Catch Thirtythree (2005) apresentaram novos conceitos, novas ideias, e caíram como uma bomba na cabeça de todo uma geração.

O Meshuggah segue firme e forte e mantendo-se relevante com excelentes registros como Obzen (2008) e Koloss (2012). E seus filhos diretos batem à porta com uma força cada vez maior. 

Na estrada desde o final da década de 2000, a banda norte-americana Within the Ruins segue os passos dos suecos com primazia e enorme talento. Com quatro discos nas costas, o grupo lançou em julho passado o seu mais recente registro, Phenomena. Trata-se de um dos maiores e mais bem trabalhados encontros entre o metal e a … matemática! Sim, você leu bem: matemática. O som do Within the Ruins traduz a trigonometria em acordes, teoremas em riffs, Bhaskara em ritmo. 

Phenomena é um disco excelente, onde o death metal anda de mãos dadas com o groove, com o thrash, com elementos prog, com inovações rítmicas e arranjos criativos. Um álbum que mostra o Within the Ruins dando um passo à frente, encontrando a sua identidade definitiva e demonstranto, por A+B, o porque de ser uma dos nomes mais intrigantes do cenário atual.

Saindo dos números e vindo para o chão, para a terra firme, um dos aspectos que mais gostei em Phenomena foi o uso de um elemento que, para mim, funciona como a cereja do bolo: o teclado. No meio do peso colossal, intervenções certeiras inserem melodia às faixas, tornando-as ainda mais fortes e cativantes.

Trata-se de um dos discos mais intensos e inquietantes que escutei nos últimos meses. Inteligente, cerebral, emocional, agressivo, tudo ao mesmo tempo, ao infinito e além. A instrumental “Enigma” é, fácil, uma das melhores canções de metal de 2014, e as dez faixas restantes seguem este alto nível.

Demais. Ouça, apenas isso.

Nota 9


+ John Symon Asher Bruce (14/05/1943 - 25/10/2014) +


Jack Bruce, um dos mais influentes músicos, compositores e baixistas do rock, faleceu neste sábado aos 71 anos.

O lendário integrante do Cream sucumbiu a problemas no fígado, contra os quais lutava já há alguns anos.

Se você gosta de rock pesado, esse senhor, mesmo que você não saiba, tem grande influência na sua vida.

Abaixo, como uma pequena homenagem e lembrança, a minha música preferida do Cream:


22/10/2014

Slipknot: crítica de .5: The Gray Chapter (2014)

Por mais que o mercado musical esteja totalmente mudado, muito longe do que foi há apenas alguns anos atrás, alguns nomes ainda conseguem mobilizar multidões. E o Slipknot é, indiscutivelmente, um desses poucos eleitos. Muito provavelmente a maior e mais popular banda surgida no heavy metal nos últimos 15 anos, o combo de mascarados deixou a sua marca não apenas nos fãs, mas também na forma como o metal se desenvolveu na última década.

A sonoridade agressiva, que une riffs death/thrash com uma bateria psicótica, inserções eletrônicas e vocal doentio, conquistou milhões de fiéis em todo o planeta. Um feito e tanto para uma música que não tem nada de amigável, de acessível, e que passa longe de uma assimilação fácil e instantânea. O Slipknot conseguiu construir uma identidade única, e isso é digno de elogio no cenário metálico contemporâneo, um misto de muitas bandas com sonoridades pasteurizadas e com propostas excessivamente similares, onde apenas um número reduzido se destaca.

Após seis anos de silêncio, os norte-americanos estão de volta com o seu novo disco, .5: The Gray Chapter, sucessor de All Hope is Gone (2008). No meio disso tudo, a morte do baixista Paul Gray por uma overdose em 2010 e a saída de um de seus principais integrantes, o baterista Joey Jordison. A longa pausa e as mudanças, logicamente, fizeram com que a expectativa em torno deste quinto álbum fosse gigantesca. O bom é que a banda deu conta e lançou um trabalho muito bom, digno de sua trajetória.

Ainda que The Gray Chapter derrape em alguns momentos, principalmente quando soa mais acessível e próximo do universo do Stone Sour (banda onde também estão o vocalista Corey Taylor e o guitarrista Jim Root) - e isso é claramente perceptível em faixas como “Killpop” e “Goodbye" -, esse pequeno equívoco não chega a compremeter. A quantidade de acertos, de boas canções, é muito superior, e conserta qualquer possível cara torta. 

O play já começa chutando bundas. Após a introdução climática de “XIX”, o Slipknot coloca de cara uma declaração de retorno com “Sarcastrophe”, canção com o DNA da banda e com tudo que a tornou única e popular no cenário: riffs sincopados, bateria cavalar, vocal cuspido, ritmo pulsante. E então, sem aviso, somos brindados com a excelente “AOV”, uma das melhores faixas já gravadas pelo grupo em toda a sua carreira. Com um riff meio Slayer, é uma espécie de techno-thrash pesadíssimo, um soco na cara, um chute no peito e todos esses clichês que a gente usa para explicar algo que causa um impacto imediato. 

Mostrando que o tempo longe da estrada fez bem, a banda dá de bandeja aos fãs outras faixas consistentes. Entram nesse grupo “The Devil In I”, “Skeptic” e “Lech”. E, como querendo mostrar que ainda são relevantes, que ainda fazem a diferença e são capazes de ditar e determinar caminhos aos seus seguidores, o Slipknot despeja na cabeça dos ouvintes mais duas pedradas pesadíssimas e dignas de nota: “Custer" e “The Negative One”. 

Não vou me estender muito em analogias e em tentativas de traduzir em palavras o que esse disco me fez sentir. Acho que é mais efetivo afirmar que, desde que coloquei os ouvidos em The Gray Chapter, não consegui mais parar de ouvi-lo. E isso, meus amigos, sempre diz muito sobre um disco.

Nota 8,5


17/10/2014

Wovenwar: crítica de Wovenwar (2014)

O Wovenwar é fruto de toda a confusão em que Tim Lambesis, vocalista do As I Lay Dying, transformou a sua vida. Preso por planejar o assassinato de sua esposa, o músico forçou os demais integrantes a darem uma pausa na banda. Mas não em suas carreiras, como atesta o Wovenwar. Os demais músicos juntaram forças com o vocalista Shane Blay e tocaram o barco adiante.

O resultado é o autointitulado álbum de estreia do Wovenwar, lançado no início de agosto pela Metal Blade. De modo geral, as 15 faixas do play apresentam similaridades com o As I Lay Dying, e não havia como ser diferentes, afinal 80% dos integrantes são os mesmos. No entanto, a principal característica que diferencia o som dos dois quintetos é a maior acessibilidade do Wovenwar em relação ao As I Lay Dying. As canções são mais pegajosas, com refrãos sempre marcantes e doses às vezes até exageradas de melodia. Em certos momentos, daria até para classificar a música do Wovenwar como uma espécie de metalcore pop, se é que isso existe.

Mas não se assuste, pois, apesar do possível estranhamento inicial, o disco soa bastante agradável e com diversos bons momentos. Há grandes canções por aqui, como “All Rise”, “Death to Rights”, “Ruined Ends” e “Identity”, e que cairão como uma luva nos órfãos do AILD. Porém, várias faixas acabam soando açucaradas demais, transmitindo a incômoda sensação de uma banda presa à uma fórmula - no caso, riff com melodia, versos agressivos e refrão novamente melodioso. Não que isso seja de todo ruim, mas o fato é que, tirando as canções acima citadas e mais outras poucas, o álbum não chegar a empolgar como se esperaria.

O Wovenwar, de uma maneira sadia e refrescante, também tenta sair do comum e trilha caminhos até inéditos se compararmos com o As I Lay Dying. Exemplos disso são faixas como “Father/Son” e “Prophets”, composições contemplativas e que fogem totalmente do que se esperaria encontrar em um álbum com o envolvimento de músicos com tal background. Ainda que não acerte necessariamente na mosca, essa atitude é bem-vinda e mostra uma sempre saudável inquietude artística.

Com o Wovenwar, os fãs do As I Lay Dying continuam tendo uma banda para chamar de sua. E, a julgar pelo tamanho da encrenca em que Lambesis se meteu, está aqui o futuro de seus antigos companheiros - e, espera-se, também de seus fãs.

Nota 6,5 


Revocation: crítica de Deahtless (2014)

Tenho um fraco pela melodia. Heavy metal faz parte da minha vida. Portanto, quando a melodia se une ao peso, e vice-versa, há uma grande possibilidade de que o resultado agrade meus ouvidos. É quase covardia, até diria. Por todos esses motivos, Deathless, novo álbum da banda norte-americana Revocation, é meu novo caso de amor sonoro. Um death/thrash técnico, bem executado, construído a partir de doses generosas de peso e melodia. Não tem como ser ruim.

E, é claro, não é. Deathless soa consistente do início ao fim, com canções fortes e que cativam de imediato. São riffs grooveados, bateria criativa e repleta de bumbos duplos, tudo amarrado com variações rítmicas sempre presentes, que fazem as canções transitarem por diversos caminhos.

Pra quem gosta desse death/thrash melódico e que bebe sem medo no groove, trata-se de um prato cheio. O vocal de Brett Bamberger acaba sendo uma espécie de cereja no bolo, com o timbre gutural do moço indo de tons médios até alguns mais agudos, mas sem nunca ultrapassar aquele limite que faz com que alguns vocalistas de metal extremo soem como bruxas amaldiçoadas e desafinadas.

Entre as influências, percebe-se a presença de elementos em comum com Sylosis, Death, Morbid Angel e até mesmo Deicide. E, em certos trechos, a destemida experimentação na linha de nomes como Mastodon também bate ponto. Tudo isso constrói uma sonoridade não apenas consistente, como já comentado, mas sobretudo empolgante e inspiradora.

Gostei muito de Deathless. Está rolando sem parar nos meus ouvidos. Dê no play abaixo e você correrá o risco de viver uma experiência parecida.

Nota 8