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23 de jan de 2018

Quadrinhos: The Flintstones, de Mark Russell e Steve Pugh

terça-feira, janeiro 23, 2018

Abrigadas ambas sob o guarda-chuva da Time Warner, a DC Comics e a Hanna-Barbera iniciaram uma colaboração em 2016. A iniciativa foi batizada como Hanna-Barbera Beyond e tem como objetivo dar interpretações mais atuais para os personagens clássicos do estúdio, bem como modernizar suas abordagens e designs. Estas HQs estão chegando agora ao Brasil através da Panini Comics, responsável por lançar os títulos da DC em nosso mercado.

Até agora, janeiro de 2018, a Panini colocou nas bancas brasileiras os dois volumes de Future Quest e o primeiro dos Flintstones. Future Quest reúne os personagens de ação da Hanna-Barbera em um mesmo título. Assim, temos ícones como Space Ghost, Johnny Quest, Os Herculóides, Os Impossíveis e Mightor, entre outros, lutando juntos contra uma ameaça comum. Uma HQ divertidíssima e que vale conferir, escrita de maneira inspirada por Jeff Parker


Mas a cereja do bolo até é a nova versão de The Flintstones (formato 17x26 cm, 168 páginas, capa cartão, papel couché), encadernado que reúne as seis primeiras edições da série em um único volume - o material original conta com doze edições e a Panini já anunciou que o volume 2 sairá ainda em 2018. Com roteiro de Mark Russell e arte de Steve Pugh, o título é uma das mais inteligentes e brilhantes críticas sociais que os quadrinhos já viram. Sim, isso mesmo que você leu: Russell e Pugh utilizam Fred, Vilma e companhia como cenário para a construção de um contundente discurso que faz o leitor pensar sobre a sua realidade e tudo o que o cerca.

Incluindo questionamentos sobre o consumismo sem sentido, religião, casamento, igualdade de gêneros e a própria natureza humana, The Flintstones traz um texto inteligente e muitas vezes carregado de ironia, que consegue colocar inúmeras pulgas atrás da orelha de uma maneira leve e divertida. Além disso, suas páginas estão repletas de referências ao mais variados assuntos, o que torna a leitura uma experiência surpreendente e repleta de gratificações.


Em um momento como esse, onde a busca por uma sociedade mais justa é vista por uma parcela crescente da população brasileira como uma iniciativa “esquerdista" e “comunista" (mesmo que esse povo não faça ideia do que está falando, vide aberrações como os famigerados “nazismo de esquerda” e “TV Globo comunista”), as perguntas trazidas nesta HQ mostram que há coisas muito mais importantes e profundas a serem discutidas do que o raso debate político transformado em “nós contra eles” que vemos todos os dias aqui neste cada vez mais estranho país tropical.

Leio quadrinhos há mais de trinta anos e os Flintstones de Mark Russell e Steve Pugh é uma das melhores HQs que já tive contato na vida, sem dúvida alguma.




Review: Grandfúria - O Sopro e o Momento (2017)

terça-feira, janeiro 23, 2018

Publicada em sete volumes entre 1949 e 1961, a saga O Tempo e o Vento é a maior obra de Érico Veríssimo, escritor gaúcho falecido em 1975. Adaptada para a TV pela primeira vez em 1967, teve uma segunda releitura televisiva em 1985 e chegou aos cinemas em 2013. Um épico no sentido mais fiel da palavra, O Tempo e o Vento é uma das mais importantes obras de literatura brasileira.

Agora, a saga das famílias Terra e Cambará chega à música através do Grandfúria, banda natural de Caxias do Sul. O sexteto formado por Vinícius de Lima (vocal, guitarra e violão), Bruno Pinheiro Machado (guitarra), Diego Viecelli (acordeão e violão), Maurício Pezzi (teclado e programações), Tiago Perini (baixo) e Maurício Gomes (bateria) adaptou a primeira parte da clássica história de Veríssimo em seu segundo disco, O Sopro e o Momento, sucessor da auto-intitulada estreia de 2012. Lançado em 2017, o CD traz a trama de O Continente devidamente musicada, e o resultado é arrebatador.

Unindo o rock à música tradicional gaúcha, o Grandfúria (pergunta: o nome tem inspiração no Grand Funk Railroad, por acaso?) soma o peso das guitarras ao timbre do acordeão, criando uma sonoridade muito bonita e que casa perfeitamente com a proposta do trabalho. Além disso, os caras partem do hard rock e inserem elementos de milonga, música folclórica e outros ingredientes na mistura, criando um universo sonoro que conversa de maneira coerente com a obra de Érico Veríssimo.

O Sopro e o Momento vem com onze músicas, todas compostas pela própria banda. As letras são baseadas no texto de Veríssimo e trazem momentos dos livros - como o trecho narrado no meio de "Tormenta". O disco funciona como uma espécie de ópera-rock, onde o conjunto dá uma dimensão muito maior do que a audição isolada das faixas. O que não quer dizer, evidentemente, que elas sejam fracas. Mas conhecendo o contexto e a história por trás da inspiração do álbum, fica evidente que a audição funciona melhor quando feita em conjunto.

Entre as canções, há destaques evidentes. Minha preferida é “O Viajante”, mas a banda mostra criatividade em diversos outros momentos como “Buenas”, no peso de “R”, na linda e bucólica “Cada Pedaço”, “Tormenta”, “A la Cria" e nos diversos movimentos de “O Espanto e a Fúria” e “Ataque ao Sobrado” (ambas arrepiantes!). 

Em uma época onde a música brasileira tem andado a passos largos para trás, regredindo a olhos vistos e tornando-se cada vez mais banal, a chegada de um trabalho com a proposta e a qualidade de O Sopro e o Momento é digna de aplausos. Um disco ambicioso e nada enfadonho, onde a banda consegue equilibrar com brilhantismo suas aspirações artísticas com músicas criativas e acessíveis. Um disco belíssimo e que deveria chegar ao maior número possível de ouvidos.

Ouça no player abaixo:

Ouça a versão do Bad Wolves para “Zombie”, do The Cranberries, que contaria com a voz de Dolores O'Riordan

terça-feira, janeiro 23, 2018

Dolores O’Riordan morreu repentinamente aos 46 anos. E uma de suas últimas colaborações seria com a banda inglesa Bad Wolves. A vocalista estava em Londres para gravar a sua participação na versão de “Zombie" feita pelos britânicos, mas acabou falecendo antes. Ela havia adorado a abordagem do grupo e fez questão de participar da gravação.

Mesmo com a perda de Dolores, o Bad Wolves divulgou a sua versão para “Zombie”, que já estava praticamente finalizada e apenas aguardando a voz de O’Riordan. 

Densa e mais pesada que a original, é uma bela homenagem à Dolores O’Riordan:

Escalados os atores que interpretarão os músicos do Mötley Crüe em filme sobre a banda

terça-feira, janeiro 23, 2018

A autobiografia The Dirt, um dos livros mais transparentes e cheios de histórias de bastidores já publicados por uma banda de rock, conta a história sem filtros do Mötley Crüe. Lançado em 2001, é um best seller desde então.

Tamanho sucesso levou a obra para Hollywood, que está produzindo uma versão cinematográfica do título. Os papéis de Tommy Lee e Nikki Sixx já tem seus atores definidos. O rapper Machine Gun Kelly interpretará Lee, enquanto o ator inglês Douglas Booth fará o papel de Sixx.

Ainda que não tenham sido anunciados oficialmente, fortes indícios dão conta de que os atores que interpretarão Vince Neil e Mick Mars também já foram escolhidos. Daniel Webber fará o papel de Neil, enquanto Iwan Rheon, o Ramsay Bolton de Game of Thrones, encarnará Mick Mars, segundo o The Hollywood Reporter.

The Dirt, o filme, está sendo produzido pela Netflix e será lançado no segundo semestre.


22 de jan de 2018

Saxon divulga música inspirada no Motörhead

segunda-feira, janeiro 22, 2018

“They Play Rock and Roll” faz parte do novo álbum do Saxon, Thunderbolt, que será lançado dia 2 de fevereiro e foi produzido por Andy Sneap. O disco é o sucessor de Battering Ram (2015).

A música é inspirada no Motörhead e usa em seu título uma citação à frase que Lemmy usava quando se comunicava com a plateia nos shows do lendário trio.

Assista ao lyric video de “They Play Rock and Roll” abaixo:

Acabou: Slayer anuncia turnê de despedida

segunda-feira, janeiro 22, 2018

Pegando todo mundo de surpresa, o Slayer soltou um vídeo nesta segunda-feira, 20/01, onde informa que a banda está encerrando a sua carreira e que a próxima turnê será a última de sua história.

Não há maiores informações ainda, nem datas e locais confirmados. A única certeza é de que a mais agressiva das bandas de thrash metal irá pendurar as guitarras.

Formado em 1981 na Califórnia, o Slayer fez a mais perfeita união entre a complexidade do thrash e a agressividade do death metal, criando uma sonoridade original e que influenciou profundamente o heavy metal.

Com clássicos do porte de Reign in Blood (1986), South of Heaven (1988) e Seasons in the Abyss (1990) no currículo, a banda é uma das mais emblemáticas formações da música pesada. O disco mais recente do grupo é Repentless, lançado em 2015.

Com a morte do guitarrista Jeff Hanneman em 2013 e a saída do baterista Dave Lombardo também naquele ano, desde então o quarteto era formado por Kerry King, Tom Araya, Gary Hold (ex-Exodus) e Paul Bostaph.

Abaixo está o vídeo em que o Slayer informa que iniciará a última turnê da carreira:

Review: Orphaned Land - Unsung Prophets & Dead Messiahs (2018)

segunda-feira, janeiro 22, 2018

Algumas bandas vão muito além da música. Seja pela proposta sonora, pelo contexto, pelas letras ou pela soma de tudo, tem momentos em que nos deparamos com trabalhos em que a música é capaz de nos transportar para estágios superiores.

O Orphaned Land é um destes casos. Formada em Israel em 1992, a banda sempre se destacou por trazer uma proposta que, para muitos, não passa de utopia: a convivência pacífica entre pessoas de diferenças crenças religiosas. Se aqui no Brasil isso já é difícil, imagine essa ideia em uma região disputada a décadas por israelenses e palestinos. Musicalmente, o metal com influência étnica do sexteto deu ao mundo discos sensacionais como Mabool (2004) e The Never Ending Way of ORWarriOR (2010). Na verdade, toda a discografia do Orphaned Land é nivelada por cima, e isso se repeta mais uma vez em seu novo trabalho.

Unsung Prophets & Dead Messiahs é um álbum conceitual com treze faixas, todas versando sobre o mundo em que vivemos e o culto que promovemos às celebridades, os “profetas desconhecidos e messias mortos” do título. A crítica da banda abrange desde toda a fauna de Kardashians até bizarrices como o bilionário atual presidente norte-americano. Um discurso afiado e que retrata, de maneira eficaz, a banalização e a futilidade da sociedade em que vivemos.


Musicalmente, as diversas influências que compõe a sonoridade do Orphaned Land seguem presentes. A produção, novamente nas mãos Jens Bogren e da própria banda, segue o alto padrão já conhecido. Há uma pluralidade de elementos, uma profusão de ingredientes que vão desde a música tradicional israelense até o metal mais extremo, compondo assim um painel sonoro que traz sentimentos apaixonantes a qualquer pessoa que gosta de música. Mais uma vez o Orphaned Land vai muito além do metal, entregando um disco que é multifacetado e multicultural. A beleza está em diversos pontos, seja nos vocais femininos que abrem o trabalho, nas vocalizações, nos coros, nas melodias e nos ritmos, fazendo com que a banda consiga dar mais um passo considerável em sua evolução.

As participações especiais de Steve Hackett, Hansi Kürsch e Tomas Lindberg agregam ainda mais qualidade. O guitarrista do Genesis usa sua técnica e classe para colocar “Chains Fall to Gravity” um um nível superior. O desespero da voz do frontman do Blind Guardian imprime profundidade dramática em “Like Orpheus”. E a agressividade do vocalista do At the Gates dá a agressividade que “Only the Dead Have Seen the End of War” necessita.

Ainda que algumas faixas soem desnecessárias, como ocorre no excesso de pieguice de “All Knowing Eye” e nos exagerados e cansativos adereços étnicos de “Yedidi”, o Orphaned Land acerta na maior parte de seu sexto disco. Unsung Prophets & Dead Messiahs é um trabalho complexo e cheio de pequenos detalhes uma vez mais, e comprova o quão diferenciada a banda israelense está conseguindo se manter. Mesmo com a saída do guitarrista e co-fundador Yossi Sassi, substituído por Idan Amsalem, o Orphaned Land segue soando diferenciado, criativo e inovador.

Janeiro está chegando ao fim e já temos um dos grandes discos deste ano!

Dave Holland, ex-baterista do Trapeze e do Judas Priest, morre aos 69 anos

segunda-feira, janeiro 22, 2018

O ex-baterista do Trapeze e do Judas Priest, Dave Holland, faleceu aos 69 anos. A causa da morte ainda não foi revelada.

Holland integrou o Trapeze ao lado de Glenn Hughes e Mel Galley no início da década de 1970, gravando clássicos como Medusa (1970) e também o primeiro álbum solo de Hughes, Play Me Out (1977). Em 1980 entrou no Judas Priest e passou quase uma década como baterista da lendária banda inglesa, participando de discos emblemáticos como British Steel (1980), Screaming for Vengeance (1982) e Defenders of the Faith (1984).

Em 2004 Holland foi acusado de assediar sexualmente um garoto de 17 anos que era seu aluno de bateria. Durante o processo, o músico revelou que era bisexual. Em julgamento, Holland foi condenado a 8 anos de prisão. Apesar da condenação, Dave Holland sempre se declarou inocente das acusações.

Kamelot revela título de novo álbum

segunda-feira, janeiro 22, 2018

O Kamelot lançará ainda no primeiro semestre o seu novo disco. O trabalho tem o título de The Shadow Theory e trará a participação especial da vocalista Jennifer Haben, do Beyond the Black. O álbum será disponibilizado pela Napalm Records.

O quinteto norte-americano também informou que gravará os shows de sua próxima tour para o lançamento de um futuro Blu-ray/DVD.

The Shadow Theory será o sucessor de Haven (2015) e também o terceiro trabalho com o vocalista Tommy Karevik, que substituiu Roy Khan em 2012.

19 de jan de 2018

Radio Moscow retorna para quatro shows no Brasil em março

sexta-feira, janeiro 19, 2018

O Radio Moscow acaba de confirmar o retorno para quatro shows em cidades brasileiras entre o final de março e o início de abril.

As apresentações acontecerão nas datas e locais abaixo:

28/03 - Florianópolis - Célula Showcase
29/03 - São Paulo - Fabrique Club
31/03 - Rio de Janeiro - Aldeia Rock Festival
01/04 - Rio de Janeiro - La Esquina

A turnê conta também com shows na Argentina, Uruguai e Chile.


Serviços completos abaixo:

RADIO MOSCOW EM FLORIANÓPOLIS 
Data:  28 de março de 2018
Horário: 21 horas
Banda de abertura: Disaster Cities
Local: Célula Showcase
Endereço: Rodovia João Paulo, 75 - Florianópolis/SC
Ingresso: 
Lote de abertura online: R$ 40 (até 22/01) pelo Sympla www.sympla.com.br/radio-moscow-eua--disaster-cities--florianopolis-sc--280318__225664
Ingresso físico sem taxa: Roots Records (Centro Comercial ARS) 

RADIO MOSCOW EM SÃO PAULO
Data:  29 de março de 2018
Horário: 18 horas
Bandas de abertura: Aura e Quarto Ácido 
Local: Fabrique Club
Endereço: Rua Barra Funda, 1071 - Barra Funda, SP
Ingresso: 
Antecipado promocional 1º lote: R$ 70 (para os 100 primeiros ou até 19/02)
Antecipado promocional 1º lote: R$ 90 (até a véspera do show)
Na hora: R$ 110 (meia) / R$ 220 (inteira)
Compras online: 
Ingresso físico: 
Yoga Para Todos (rua Doutor Cândido Espinheira, 156 – Perdizes): (11) 94314-7955
Volcom (rua Augusta, 2490 (apenas em dinheiro): (11) 3082-0213
Loja 255 na Galeria do Rock: (11) 3361-6951
Ratus Skate Shop (rua Doná Elisa Fláquer, 286 - Centro, Santo André): (11) 4990-5163
Censura: 16 anos 

RADIO MOSCOW NO ALDEIA ROCK FESTIVAL 
Data:  31 de março de 2018. O Fest acontece de 29-31/03
Local: Aldeia Velha (Rio de Janeiro)
2º Lote: 200
3º Lote: 250

RADIO MOSCOW NO RIO DE JANEIRO
Data:  1º de abril de 2018
Horário: 18 horas
Bandas de abertura: Aura e Quarto Ácido
Local: La Esquina
Endereço: Avenida Mem de Sá, 61 - Lapa, RJ
Antecipado promocional 1º lote: R$ 70 (até a véspera do show)
Na hora: R$ 90 (meia) / R$ 180 (inteira)
Ingresso físico:
Rocksession (Rua Conde de Bonfim, 80, loja 3 - subsolo - Tijuca): (21) 3168-4934
Tropicália Discos (Praça Olavo Bilac, 28 - Sala 207 - Centro): (21) 2224-9215
Hocus Pocus DNA (Rua 19 de fevereiro, 186 - Botafogo): (21) 3452-3377

Review: Black Label Society - Grimmest Hits (2018)

sexta-feira, janeiro 19, 2018

Grimmest Hits é o décimo álbum do Black Label Society, banda que tem como figura central o vocalista e guitarrista Zakk Wylde (Pride & Glory, Ozzy Osbourne). Primeiro trabalho do quarteto em quatro anos, sucede Catacombs of the Black Vatican (2014) e marca a estreia do guitarrista Dario Lorina e do baterista Jeff Fabb. 

O disco vem com doze faixas que trazem, em primeiro plano, a sempre presente influência de Black Sabbath, principalmente nos riffs inspirados na escola de Tony Iommi e nos vocais de Ozzy Osbourne - Zakk está soando cada vez mais parecido com seu patrão. As canções se alternam entre faixas calcadas em riffs e momentos mais calmos onde Wylde explora as características blues e country de sua personalidade.

Pessoalmente, o disco me soa muito mais atrativo quando a banda tira o pé do acelerador. Há boas canções pesadas como “Seasons of Falter”, “Room of Nightmares” (que agradará aos fãs do Alice in Chains, tenho certeza) e “Bury Your Sorrow”, mas elas pouco diferem de tudo que o Black Label Society já entregou antes.

O álbum ganha força quando Zakk transfere o protagonismo para o seu lado country blues, aproximando-se, de certa maneira, ao que fez em seu último trabalho solo, Book of Shadows II (2016). Quando explora os aspectos mais introspectivos de sua musicalidade, o vocalista e guitarrista entrega pequenas pérolas como “The Only Words” e “The Day That Heaven Had Gone Away”, composições que trazem muito mais lirismo e feeling que todas as demais. Nestes momentos, o Black Label Society consegue soar como uma espécie de versão contemporânea da Allman Brothers Band e do Lynyrd Skynyrd, tornando a sua música muito mais densa e profunda do que o habitual.

Sei que essa opinião talvez não vá ao encontro do que podem pensar a maioria dos fãs do quarteto, mas essa característica contemplativa tem crescido cada vez mais na obra de Wylde, talvez motivada pelos problemas de saúde que o músico teve nos anos recentes. O fato é que, ao olhar mais para o coração e menos para o pedal de distorção, Zakk imprime uma beleza inquietante e um ar campestre que colocam a sonoridade do Black Label Society em um nível superior.


Alex Lifeson confirma: o Rush acabou

sexta-feira, janeiro 19, 2018

Em entrevista ao The Global and Mail, o guitarrista Alex Lifeson confirmou aquilo que todo mundo já sabe: o Rush acabou. Enquanto Lifeson e Geddy Lee querem seguir adiante, o baterista Neil Peart não deseja retornar à estrada e nem aos estúdios de gravação, o que levou ao fim de um dos maiores trios da história do rock.

Nas palavras de Alex Lifeson: “Faz pouco mais de dois anos que o Rush saiu em turnê pela última vez. Não temos planos de excursionar ou gravar novamente. Estamos basicamente satisfeitos com tudo que fizemos. Depois de 41 anos, sentimos que foi o suficiente”.

Na mesma matéria, Lifeson também fala sobre o que está fazendo atualmente e os seus planos para o futuro. A matéria completa pode ser lida aqui.

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