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16 de out de 2017

Review: Laventura - Gravidade (2017)

segunda-feira, outubro 16, 2017

Após dez anos, a banda paulista Laventura lançou no final de setembro o seu segundo disco, Gravidade. O álbum foi produzido pelo peruano Santiago Aliaga, conterrâneo do guitarrista Juan Anton. Diogo Campos (vocal e guitarra), Inti Ernesto (baixo) e Victor Vieira (bateria) completam a formação.

A sonoridade do quarteto é um rock bastante focado em guitarras, com riffs e solos constantes. Mas não dá pra classificar os caras como hard rock ou heavy metal, longe disso. O som tem uma pegada meio alternativa com uma leve aura indie. Em diversos momentos a banda usa o recurso de criar momentos contrastantes entre trechos mais calmos e explosões sonoras, criando um efeito de luz e sombra contínuo.

Totalmente cantado em português, Gravidade traz letras que falam sobre amor, ódio e revolta, explorando mais uma vez a dicotomia, agora em relação a sentimentos contrários uns aos outros. 

Há, sem dúvida, uma ambição artística no trabalho que o Laventura mostra em Gravidade, ainda que essa ambição não acerte a mão e acabe não funcionando muito bem em certas músicas. No entanto, é louvável que uma banda procure caminhar além dos atalhos mais óbvios e busque trilhar estradas mais difíceis. Esse é um ponto que precisa ser elogiado em Gravidade, e que, infelizmente, tem diminuído cada vez mais, o que faz com que a música atual acabe soando sem cara, sem identidade e bastante pasteurizada em muitos dos principais nomes que tem surgido nos últimos tempos.

A música que mais curti foi “O Gosto Dela”, mas bons momentos também estão em “Passiflora”, “Até o Fim” e “Labirinto”.

Você pode ouvir Gravidade no player abaixo:

Pipoca & Nanquim anuncia lançamento de graphic novel inédita de Alan Moore

segunda-feira, outubro 16, 2017

A editora Pipoca & Nanquim anunciou o seu novo lançamento, e ele merece destaque. Trata-se de Um Pequeno Assassinato, aclamada graphic novel escrita por Alan Moore e ilustrada por Oscar Zárate, vencedora do prêmio Eisner em 1994 e até hoje inédita no Brasil.

Um Pequeno Assassinato foi escrita no período em que Moore estava rompendo com as grandes editoras de quadrinhos, na mesma época em que o roteirista também trabalhava em Do Inferno. Publicada em 1991, conta a história de Timothy Hole, um publicitário que aceita o trabalho de sua vida e se vê envolvido em uma trama repleta de assassinatos. Considerada pela crítica uma profunda análise da sociedade do final dos anos 1980, tem também como destaque a arte pintada do argentino Zárate.

A edição brasileira chega com acabamento luxuoso e traz, além da graphic novel, entrevistas com os autores e extras nunca antes revelados. Um Pequeno Assassinato será lançada em novembro em um livro de capa dura no formato 20,5 x 27,5 cm e com 112 páginas, impressas em papel couché de 150 gramas. Além disso, vem com aplicação de textura na capa, realçando o belo trabalho de Oscar Zárate.


Abaixo você confere algumas páginas da edição brasileira:









Quadrinhos: Choques Alienígenas, de Alan Moore, Alan Davis e Jim Baikie

segunda-feira, outubro 16, 2017

Choques Alienígenas foi publicada pela editora Mythos em junho deste ano e traz histórias do início da carreira de Alan Moore, considerado por muitos como o principal roteirista de HQs de todos os tempos. A edição brasileira (208 páginas, papel couché, capa dura e formato 19x26) reúne duas sagas: D.R. & Quinch e Skizz.

A primeira conta a história dos protagonistas, uma simpática dupla de aliens. Publicada entre maio de 1983 e agosto de 1987 pela revista inglesa 2000 AD, traz aventuras carregadas de um humor ácido e caótico. Tanto D.R. quanto Quinch são inquietos e vivem atrás de aventuras universo afora, passando, obviamente, pelo nosso planeta. Moore reconta a origem da humanidade a partir das intervenções dos dois amigos na Terra, enquanto apresenta uma galeria de indivíduos tão ou mais disfuncionais que os próprios protagonistas. São histórias curtas, de duas a quatro páginas, que dão sequência umas às outras e constróem um conjunto narrativo divertidíssimo de se ler, acentuado pela arte incrível de Alan Davis (Liga da Justiça: O Prego, Excalibur, Capitão Britânia).

Aqui é possível ter contato com uma faceta pouco comum na obra de Moore: o humor. Autor de clássicos da envergadura de Watchmen e A Piada Mortal, obras densas e que revolucionaram o universo dos quadrinhos, o barbudo roteirista britânico apresenta uma abordagem muito mais leve e, consequentemente, não tão profunda. Tanto que ele mesmo já admitiu que não curte muito essa fase de sua trajetória. Eu nunca havia tido contato com D.R. e Quinch e confesso que me diverti pra caramba com as suas aventuras transgressoras e politicamente incorretas, devorando as páginas em uma velocidade frenética.


Skizz também saiu pela 2000 AD, só que entre 1983 e 1995. Pelo que entendi, o encadernado compila o primeiro arco de histórias, publicado durante a primeira metade da década de 1980. Temos uma obra bastante influenciada pelo filme E.T. - O Extraterrestre (1982), de Steven Spielger, e somos apresentados ao também alienígena Skizz, que cai na Terra após a sua nave sofrer uma pane. O cara é um intérprete em seu planeta natal, então acaba tendo facilidade para assimilar novos idiomas. A queda ocorre na cidade inglesa de Birmingham e Skizz é resgatado pela jovem Roxanne, uma adolescente de apenas 15 anos.

A partir daí ocorrem inúmeras situações em que Skizz precisa fugir de caçadores de aliens enquanto tenta se adaptar ao seu novo mundo. O roteiro apresenta analogias e críticas ao período complicado que a Inglaterra vivia na época, com as políticas da Primeira-Ministra Margaret Thatcher cobrando um preço alto dos trabalhadores na tentativa de estabilizar a economia local. Esse tema também está presente na fase inicial da saga de John Constantine, por exemplo, quando o mago londrino tece frequentes críticas à Thatcher.

Os personagens que entram em contato com Skizz são o retrato de uma Inglaterra empobrecida, lutam para retomar ao mercado de trabalho e possuem uma resistência onipresente às autoridades. É nessa realidade que o simpático intérprete alien interage com Roxanne e seus amigos. Além disso, possui um forte e estereotipado antagonista na figura do líder militar que o persegue sem parar, em mais uma ligação entre a busca pela liberdade e a constante presença do estado interferindo na vida das pessoas. Nesse arco a arte é de Jim Baikie, que produziu adaptações para os quadrinhos do grupo musical The Monkees e da série Star Trek e trabalhou para a DC em Batman.


Ainda que não estejam à altura do trabalho futuro que Alan Moore iria desenvolver, as histórias presentes em Choques Alienígenas possuem não apenas valor histórico, mas também são capazes de divertir e cativar o leitor. Com a mão mais leve e não tão carregada de críticas que se caracterizaria mais tarde, Moore mostra uma força imaginativa bastante interessante nesses primeiros trabalhos, deixando clara a chama criativa que o acompanharia por toda a sua carreira.

Se você coleciona quadrinhos, estuda a nona arte ou é um admirador de Alan Moore, Choques Alienígenas é uma leitura indicadíssima!




Trivium divulga nova música: ouça "Betrayer"

segunda-feira, outubro 16, 2017

O quarteto norte-americano Trivium deu mais uma prévia de seu novo disco ao divulgar neste início de semana a faixa “Betrayer”.

Assim como “The Sin and the Sentence” e “The Heart From Your Hate”, “Betrayer" vem com as doses maciças de melodia características do grupo, porém soa mais agressiva que as anteriores, principalmente pelos vocais guturais presentes em algumas passagens.

Oitavo álbum do Trivium, The Sin and the Sentence será lançado nesta sexta, 20 de outubro, pela Roadrunner Records.

Ouça “Betrayer" abaixo:

Eddie é o convidado especial da versão de Halloween do game Angry Birds Evolution

segunda-feira, outubro 16, 2017

A versão especial de Halloween do game Angry Birds Evolution terá como convidado especial o mascote Eddie, do Iron Maiden. O personagem será disponibilizado em várias versões na próxima quarta-feira, 18/10, e ficará disponível no jogo durante duas semanas.

Esta é uma estratégia comum em diversos jogos, que lançam atualizações temáticas para celebrar datas especiais.

O Eddie de Angry Birds Evolution vem em diversas versões, fazendo referência às capas clássicas da banda inglesa. 


Veja abaixo com ficou a versão passarinho de Eddie:






14 de out de 2017

Doro Pesch anuncia novo disco

sábado, outubro 14, 2017

Doro Pesch lançará dia 27/10 um novo álbum intitulado Für Immer - German Songs, Ballads and Rare Diamonds.


O material vem com 19 faixas cantadas em alemão e, como diz o título, muitas delas são baladas e gravações raras que não estão presentes em seus discos habituais.


O trabalho mais recente de Doro, Raise Your Fist, saiu em 2012.


Abaixo está o tracklist completo de Für Immer:


01. Für Immer

02. Tausend Mal Gelebt
03. Jede Seele Tief
04. Herzblut
05. Alles Ist Gut
06. Ich Will Alles
07. In Freiheit Stirbt Mein Herz
08. Ein Stück Ewigkeit
09. Helden
10. Freiheit
11. Hoffnung
12. Seelied
13. Engel
14. Ungebrochen
15. In Liebe Und Freundschaft
16. Danke
17. Bis Aufs Blut
18. Tausend Mal Gelebt – Classic Diamonds Version (Bonus)
19. Für Immer – Classic Diamonds Version (Bonus)

13 de out de 2017

Review: Heavenless - Who Can’t Be Named (2017)

sexta-feira, outubro 13, 2017

Formado em 2015 em Mossoró, no Rio Grande do Norte, o Heavenless está lançando o seu primeiro disco, Who Can’t Be Named. E, sinceramente, se você gosta de metal deveria olhar com atenção para o trio formado por Kalyl Lamarck (vocal e baixo), Vinícius Martins (guitarra) e Vicente Andrade (bateria).

A praia da banda é o thrash metal, agressivo, rápido e cheio de variações. Com influências que vão de nomes clássicos como Exodus e Destruction e passam por ícones conterrâneos como o Sepultura, o Heavenless mostra em seu primeiro disco um trabalho digno de nota.

Who Can’t Be Named traz nove músicas, todas bastante diretas e extremamente agressivas - a exceção é “The Reclaim”, que inicia com um andamento mais calmo e meio doom para a partir de sua metade cair na pancadaria habitual. 

Baseando a sua música nos bons riffs construídos por Vinícius e na criatividade percussiva de Vicente (perceba a inserção das viradas de bateria na linha do que Iggor Cavalera fez no clássico Roots, por exemplo), o Heavenless consegue mostrar uma personalidade própria, ainda que em evidente construção. O vocal de Kalyl soa sempre caótico e amedrontador, característica muito bem-vinda em uma banda com a proposta musical do trio. Percebe-se uma certa influência do black metal norueguês em algumas passagens de guitarras, o que dá um toque ainda mais macabro à música do Heavenless.

Distante dos principais centros consumidores de heavy metal do Brasil, o Heavenless mostra um trabalho sólido e muito competente, com força para evoluir muito e que, mesmo assim, já deixa clara a capacidade criativa do trio potiguar.

Se você é fã de thrash metal e quer conhecer uma boa banda nacional do estilo, vai curtir pra caramba o trabalho do Heavenless.

Tears for Fears lança nova coletânea com duas músicas inéditas

sexta-feira, outubro 13, 2017

O Tears for Fears lançará dia 10/11 a coletânea Rule the World: Greatest Hits. O disco vem com 16 músicas e traz duas faixas inéditas - “I Love You But I’m Lost” e “Stay”.

O título terá uma versão em CD simples e outra em LP duplo.

Abaixo está o tracklist:

1. Everybody Wants To Rule The World – from Songs From The Big Chair (1985)
2. Shout (Edit) – from Songs From The Big Chair (1985)
3. I Love You But I’m Lost (New Track)
4. Mad World – From The Hurting (1983)
5. Sowing The Seeds Of Love – from The Seeds Of Love (1989)
6. Advice For The Young At Heart – from The Seeds Of Love (1989)
7. Head Over Heels – from Songs From The Big Chair (1985)
8. Woman In Chains – from The Seeds Of Love (1989)
9. Change – From The Hurting (1983)
10. Stay (New Track)
11. Pale Shelter – From The Hurting (1983)
12. Mothers Talk (US Version) – Re-recorded US single (1986)
13. Break It Down Again – from Elemental (1993)
14. I Believe – from Songs From The Big Chair (1985)
15. Raoul And The Kings Of Spain – from Raoul And The Kings Of Spain (1996)
16. Closest Thing To Heaven – from Everybody Loves A Happy Ending (2004/5)

Veja quem são os 10 baixistas mais ricos do mundo

sexta-feira, outubro 13, 2017

O Ultimate-Guitar publicou uma lista com os baixistas mais ricos do mundo. Um levantamento interessante e que rende, no mínimo, um animado papo de bar.

Veja abaixo quem são os 10 baixistas mais ricos da música e o valor aproximado da fortuna de cada um deles:

10 Geezer Butler - 70 milhões de dólares
9 Bill Wyman - 80 milhões de dólares
8 John Paul Jones - 80 milhões de dólares
7 Flea - 110 milhões de dólares
6 John Deacon - 115 milhões de dólares
5 Adam Clayton - 150 milhões de dólares
4 Roger Waters - 270 milhões de dólares
3 Gene Simmons - 300 milhões de dólares
2 Sting - 300 milhões de dólares
1 Paul McCartney - 1,2 bilhão de dólares

Nova compilação do Green Day

sexta-feira, outubro 13, 2017

Reunindo vinte dois maiores sucessos do Green Day e trazendo duas músicas inéditas, a compilação Greatest Hits: God’s Favorite Band chegará às lojas no próximo dia 17/11.

O material será disponibilizado em CD e LP, sendo que a edição em CD virá também com um videoclipe.

Abaixo está o tracklist completo:

1. 2000 Light Years Away 
2. Longview 
3. Welcome To Paradise 
4. Basket Case 
5. When I Come Around 
6. She
7. Brain Stew
8. Hitchin’ A Ride 
9. Good Riddance (Time of Your Life) 
10. Minority 
11. Warning 
12. American Idiot 
13. Holiday 
14. Boulevard Of Broken Dreams 
15. Wake Me Up When September Ends 
16. Know Your Enemy 
17. 21 Guns 
18. Oh Love 
19. Bang Bang 
20. Still Breathing 
21. Ordinary World [feat. Miranda Lambert] 
22. Back In The USA

Bob Seger anuncia novo disco e mostra versão para clássico de Lou Reed

sexta-feira, outubro 13, 2017

Bob Seger lançará dia 17/11 o seu novo disco. O trabalho tem o título de I Knew You When e é o sucessor de Ride Out (2014).

O décimo-oitavo álbum traz o norte-americano homenageando três grandes músicos que faleceram nos anos recentes. Lou Reed e Leonard Cohen são lembrados com versões para “Busload of Faith” e “Democracy”, enquanto Glenn Frey ganha um tributo em “Glenn Song” - esta última presente apenas na versão deluxe do trabalho.

Bob Seger era amigo pessoal de Glenn Frey e cresceu junto com o vocalista e guitarrista do Eagles em Detroit. Frey foi fundamental na carreira de Seger, encorajando-o a seguir em frente e a tentar novas possibilidades em suas músicas. Além disso, Bob Seger é o co-autor de “Heartache Tonight”, um dos grandes hits do Eagles. I Knew You When é dedicado a Glenn Frey, em mais uma homenagem de Bob Seger ao velho amigo.

Abaixo está o tracklist e também a versão de “Busload of Faith” presente no disco:

1 Gracile
2 Busload of Faith
3 The Highway
4 I Knew You When
5 I'll Remember You
6 The Sea Inside
7 Marie
8 Runaway Train
9 Something More
10 Democracy
11 Forward Into The Past (Deluxe Album only)
12 Blue Ridge (Deluxe Album only)
13 Glenn Song (Deluxe Album only)

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