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22 de mar de 2019

Os Melhores Discos de Todos os Tempos: 2002

sexta-feira, março 22, 2019

2002 foi o ano da consagração de Eminem. Teve disco em primeiro lugar nas paradas, clipe que rolou sem parar na MTV e até um filme – 8 Mile – baseado na vida do rapper.

Mas também teve rock, e dos bons. O Queens of the Stone Age chamou Dave Grohl e gravou o seu melhor disco. O Foo Fighters seguiu crescendo e o Red Hot Chili Peppers mostrou que ainda tinha muita lenha pra queimar.

No metal, os dois principais nomes da cena de Gotemburgo, In Flames e Soilwork, apostaram em novos caminhos sonoros. O Opeth seguiu crescendo, o Isis gravou seu maior clássico e o Mastodon estreou chutando bundas.


Os principais fatos do ano foram:

- no primeiro dia do ano, Eric Clapton casou com Melia McEnery. O casal está junto até hoje e teve três filhas: Julie Rose (18 anos), Ella May (16) e Sophie Belle (14)

- o U2 fez o show do intervalo do Super Bowl XXXVI, realizado no Louisiana Superdome, em Nova Orleans, e prestou tributo aos falecidos no atentado de 11 de setembro, ocorrido no ano anterior

- o aeroporto de Liverpool foi rebatizado como Liverpool John Lennon Airport no dia 15/03, em homenagem ao falecido Beatle

- no dia 11/06, Paul McCartney casou com Heather Mills, sua segunda esposa. O casal se separou em abril de 2006 e o divórcio foi oficializado em março de 2008

- extremamente popular nos anos seguintes, e inspiração para dezenas de programas em todo o mundo, American Idol estreou na Fox no dia 11 de junho

- By the Way, oitavo álbum do Red Hot Chili Peppers, chegou às lojas no dia 9 de julho. Puxado por hits como a faixa título e “Can’t Stop”, o disco chegou ao segundo lugar da Billboard e vendeu mais de 10 milhões de cópias em todo o planeta

- Songs for the Deaf, terceiro trabalho do Queens of the Stone Age, chegou às lojas em 27/08. Contando com a participação de Dave Grohl na bateria, o disco vendeu mais de 500 mil cópias só nos Estados Unidos

- no dia 10/11 foi ao ar o episódio Rock ‘n’ Roll Fantasy, dos Simpsons, que contou com a participação de Mick Jagger, Keith Richards, Elvis Costello, Lenny Kravitz, Tom Petty e Brian Setzer

- o Royal Albert Hall recebeu o Concert for George no dia 29 de novembro. O palco da lendária casa de shows londrina viu nomes como Paul McCartney, Ringo Starr, Eric Clapton (que era grande amigo de George e organizou todo o show), Jeff Lynne e muitos outros prestarem homenagem ao guitarrista dos Beatles, falecido um ano antes

- no dia 2 de dezembro o vocalista Peter Garrett anunciou a sua saída do Midnight Oil, que encerrou as suas atividades e só retornou aos palcos em 2016, quando Garrett retornou à banda


Foram formadas em 2002 bandas como Arctic Monkeys, Audrey Horne, Crazy Lixx, Delain, DevilDriver, Epica, Franz Ferdinand, The Lumineers, OneRepublic, Suicide Silence, Tribalistas, Vektor, Velvet Revolver e Violator.  Encerraram suas atividades durante o ano grupos como Alice in Chains, The Black Crowes, Culture Club, Fear Factory, Fugazi, Godflesh, Humble Pie, Megadeth, Men At Work, Midnight Oil, Mr. Big, NSYNC, Pulp, Run-DMC, Samson, Savatage e Supertramp. Retornaram à atividade em 2002 com novas formações o KMFDM, Phish e Suffocation.

Faleceram durante o ano Waylon Jennings (13/02), Randy Castillo (26/03), Layne Staley (05/04), Dee Dee Ramone (05/06), John Entwistle (27/06) e Joe Strummer (22/12), entre outros.

Foram induzidos ao Rock and Roll Hall of Fame em 2002:

Tom Petty and The Heartbreakers
Ramones
Talking Heads
Isaac Hayes
Brenda Lee
Gene Pitney                 

Os vencedores das principais categorias da 44ª edição do Grammy foram:

Gravação do Ano: “Walk On”, do U2
Álbum do Ano: O Brother, Where Art Thou?, trilha sonora do filme homônimo
Canção do Ano: “Fallin’”, de Alicia Keys
Revelação: Alicia Keys


No Video Music Awards da MTV, os principais vencedores foram:

Vídeo do Ano: “Without Me”, do Eminem
Vídeo Masculino: “Without Me”, do Eminem
Vídeo Feminino: “Get the Party Started, da Pink
Vídeo de Banda: “Hey Baby”, do No Doubt
Vídeo de Novo Artista: “Complicated”, da Avril Lavigne
Vídeo Pop: “Hey Baby”, do No Doubt
Vídeo Rock: “In the End”, do Linkin Park
Vídeo R&B: “No More Drama”, da Mary J. Blige
Vídeo Rap: Without Me”, do Eminem
Vídeo Hip-Hop: “I’m Real”, de Jennifer Lopez e Ja Rule

Os vencedores de álbum do ano nas principais revistas de música do período foram:

Humo: Yankee Hotel Foxtrot, do Wilco
Iguana: Original Pirate Material, do The Streets
Kerrang!: Songs for the Deaf, do Queens of the Stone Age
Les Inrock: Original Pirate Material, do The Streets
Metal Hammer: Scars, do Soil
Mojo: Don’t Give Up on Me, de Solomon Burke
NME: A Rush of Blood to the Head, do Coldplay
OOR: Songs for the Deaf, do Queens of the Stone Age
Q Magazine: A Rush of Blood to the Head, do Coldplay
Rolling Stone: Sea Change, do Beck
SPIN: White Blood Cells, do The White Stripes
Terrorizer: Oceanic, do Isis
The Face: Original Pirate Material, do The Streets
Uncut: Yoshimi Battles the Pink Robots, do The Flaming Lips


Os cinco maiores hits do ano foram “How You Remind Me” do Nickelback, “Foolish” da Ashanti, “Hot in Herre” do Nelly, “Dilemma” do Nelly feat. Kelly Rowland e “Wherever You Will Go” do The Calling.

Também fizeram muito sucesso durante o ano as seguintes músicas:

“A Little Less Conversation”, de Elvis Presley vs. JXL
“All My Life”, do Foo Fighters
“All the Things She Said”, do t.A.T.u.
“Beautiful”, de Snoop Dogg e Pharrell
“By the Way” e “Can’t Stop”, do Red Hot Chili Peppers
“Cleanin’ Out My Closet” e “Lose Yourself”, do Eminem
“Clocks”, “In My Place” e “The Scientist”, do Coldplay
“Complicated”, de Avril Lavigne
“Die Another Day”, da Madonna
“Dilemma”, de Nelly e Kelly Rowland
“Do You Realize?”, do The Flaming Lips
“Don’t Stop”, dos Rolling Stones
“Electrical Storm”, do U2
 “Hands Clean”, de Alanis Morissette
“Here to Stay”, do KoRn
“Hey Baby”, do No Doubt
“Little by Little” e “Stop Crying Your Heart Out”, do Oasis
“Soak Up the Sun”, de Sheryl Crow
“Something to Talk About”, de Badly Drawn Boy
“The Game of Love”, de Santana e Michelle Branch
“The Rising”, de Bruce Springsteen
“We Are All Made of Stars”, do Moby

Segundo dados oficiais do sistema Soundscan da Nielsen, estes foram os discos mais vendidos no mercado norte-americano em 2002:

1 Eminem – The Eminem Show – 7.607.925 cópias
2 Nelly – Nellyville – 4.916.073 cópias
3 Avril Lavigne – Let Go – 4.121.396 cópias
4 Dixie Chicks – Home -  3.690.413 cópias
5 8 Mile Soundtrack – 3.498.497 cópias
6 Pink – Missundaztood – 3.144.947 cópias
7 Ashanti – Ashanti – 3.099.216 cópias
8 Alan Jackson – Drive – 3.054.736 cópias
9 Shania Twain – Up! – 2.909.499
10 O Brother, Where Art Thou? Soundtrack – 2.736.049


Mantendo a mesma metodologia dos anos anteriores, realizamos uma pesquisa em levantamentos similares publicados nos mais diversos veículos com o objetivo de identificar os discos mais significativos do ano, chegando a 120 títulos pré-selecionados. Feito isso, submetemos cada um desses álbuns às notas atribuídas a eles por revistas e sites especializados em música, lançamos em nossa planilha e chegamos ao resultado abaixo.

Com vocês, os melhores discos lançados em 2002 (apenas álbuns de estúdio, pois como é padrão nesse tipo de lista, álbuns ao vivo e compilações não entram):

50 Jerry Cantrell – Degradation Trip
49 Blaze – Tenth Dimension
48 Johnny Cash – American IV: The Man Comes Around
47 Foo Fighters – One by One
46 Medeski, Martin & Wood – Uninvisible
45 Symphony X – The Odissey
44 Gov’t Mule – The Deep End: Volume 2
43 The Black Keys – The Big Come Up
42 Shaman – Ritual
41 Robert Plant – Dreamland
40 Shania Twain – Up!
39 Sharon Jones and The Dap-Kings – Dap Dippin’ With ...
38 Mastodon – Remission
37 Rage – Unity
36 8 Mile Soundtrack
35 Moby – 18
34 Nile – In Their Darkened Shrines
33 Immortal – Sons of Northern Darkness
32 Porcupine Tree – In Absentia
31 Audioslave – Audioslave
30 Norah Jones – Come Away With Me
29 Opeth – Deliverance
28 Shadows Fall – The Art of Balance
27 Eminem – The Eminem Show
26 Nightwish – Century Child
25 Queens of the Stone Age – Songs for the Deaf
24 Sigur Rós – ( )
23 Interpol – Turn on the Bright Lights
22 Killswitch Engage – Alive or Just Breathing
21 Racionais MC’s – Nada Como um Dia Após o Outro
20 Soilwork – Natural Born Chaos
19 Badly Drawn Boy – About a Boy
18 Dream Theater – Six Degrees of Inner Turbulence
17 The Hellacopters – By the Grace of God
16 The Roots – Phrenology
15 In Flames – Reroute to Remain
14 George Harrison – Brainwashed
13 Behemoth – Zos Kia Cultus (Here and Beyond)
12 Agalloch – The Mantle
11 Arcturus – The Sham Mirrors
10 The Streets – Original Pirate Material
9 Solomon Burke – Don’t Give Up on Me
8 Red Hot Chili Peppers – By the Way
7 Bruce Springsteen – The Rising
6 Pain of Salvation – Remedy Lane
5 The Flaming Lips – Yoshimi Battles the Pink Robots
4 Coldplay – A Rush of Blood to the Head
3 Beck – Sea Change
2 Isis – Oceanic
1 Wilco – Yankee Hotel Foxtrot

Meu top 10 do ano é esse:

1 Wilco – Yankee Hotel Foxtrot
2 The Flaming Lips – Yoshimi Battles the Pink Robots
3 Coldplay – A Rush of Blood to the Head
4 Soilwork – Natural Born Chaos
5 Red Hot Chili Peppers – By the Way
6 The Hellacopters – By the Grace of God
7 Badly Drawn Boy – About a Boy
8 In Flames – Reroute to Remain
9 Rage – Unity
10 Symphony X – The Odissey

Abaixo está uma playlist com alguns dos maiores hits e músicas mais significativas do ano. E nos comentários queremos saber quais foram os melhores discos lançados em 2002 na sua opinião. Poste a sua lista!

Vocalista do Creed, Scott Stapp anuncia novo álbum solo

sexta-feira, março 22, 2019

Scott Stapp, que mundialmente famoso no final dos anos 1990 e início da década de 2000 como o vocalista da banda norte-americana Creed, anunciou o lançamento de um novo álbum solo. The Space Between the Shadows será liberado em julho pela Napalm Records e será o terceiro disco do cantor, sucedendo The Great Divide (2005) e Proof of Life (2013).

O Creed foi uma das bandas mais populares do mundo entre a segunda metade da década de 1990 e o início dos anos 2000. Formada por Stapp, Mark Tremonti (guitarra, atualmente no Alter Bridge), Brian Marshall (baixo, também no Alter Bridge) e Scott Phillips (bateria, Alter Bridge), lançou apenas quatro álbuns e vendeu mais de 28 milhões de cópias nos Estados Unidos e aproximadamente 53 milhões de discos em todo o mundo. Entre seus maiores hits temos canções como “My Own Prison”, “Higher”, “With Arms Wide Open”, “One Last Breath” e “My Sacrifice”.

O primeiro single do trabalho, “Purpose of Pain”, pode ser ouvido abaixo:

21 de mar de 2019

Review: In Flames – I, the Mask (2019)

quinta-feira, março 21, 2019


O In Flames é uma banda controversa para uma parcela dos fãs de metal. E isso não deveria acontecer. Surgido em Gotemburgo em 1990, o quinteto foi um dos responsáveis pela popularização e pelo desenvolvimento do death metal melódico, gravando discos que são considerados arquétipos do gênero como o trio Whoracle (1997), Colony (1999) e Clayman (2000).

A discussão em torno dos caminhos musicais da banda começou em 2002, quando os caras soltaram o seu sexto álbum, Reroute to Remain. O motivo para isso foi uma mudança considerável na sonoridade dos suecos, que incorporaram outros elementos à sua música, influenciados principalmente pelo KoRn e pela cena nu metal que vinha dos Estados Unidos. Essa alteração de curso gerou admiração (em menor número) e repulsa (em sua maioria) entre o público do metal, que demorou um bom tempo para assimilar os novos caminhos sonoros trilhados pelo grupo. E esse novo direcionamento seguiu sendo desenvolvido nos discos seguintes, como os ótimos Come Clarity (2006) e A Sense of Purpose (2008) por exemplo, que mostraram a banda equilibrando as duas facetas de sua personalidade sonora.

Toda essa trajetória faz com que o In Flames seja uma formação que ainda soa diferenciada dentro do universo do heavy metal. I, the Mask, décimo-terceiro trabalho do grupo, saiu no início de março e mostra que a banda continua afiada. As doze faixas do álbum variam entre canções mais pesadas e que são verdadeiras pedradas (como o quarteto que abre o disco) e outras onde o lado mais suave do grupo assume o protagonismo, tornando a música mais acessível e amigável. Amparados por uma produção impecável assinada Howard Benson, que já trabalhou com nomes como Motörhead e Sepultura, o In Flames potencializa suas qualidades e mostra mais uma vez que é capaz de trilhar vias musicais aparentemente opostas como o mesmo domínio.

Pessoalmente, prefiro os momentos mais agressivos como os que podemos ouvir na música que batiza o CD, “Call My Name”, “I Am Above” e “Burn”, e onde é possível sentir o DNA do death melódico ainda vivo através dos duetos de guitarras, por exemplo. A parte central do disco é reservada para uma sequência de canções mais domesticadas, digamos assim, como “Follow Me”, “(This is Our) House” e  “We Will Remember”, onde o vocalista Anders Fridén deixa os vocais guturais e canta com a voz limpa, algo que tem feito ao longo dos anos.

Independentemente de qual for a sua encarnação favorita do In Flames, o novo disco dos caras entrega ótimos momentos em ambas as personificações musicais do quinteto. É ouvir e curtir.

Rob Halford dá depoimento emocionante sobre depressão e dependência química

quinta-feira, março 21, 2019


Em entrevista ao Wall of Sound, Rob Halford deu um tocante depoimento sobre a dependência em drogas, a depressão e o grande número de suicídios que aconteceram no mundo da música e do entretenimento recentemente, levando as vidas de nomes como Chris Cornell, Chester Bennington e Keith Flint, entre outros.

O vocalista do Judas Priest falou sobre o assunto: “Temos que continuar falando sobre isso, porque é uma situação que faz parte das nossas vidas. Quando perdemos nossos queridos amigos, sempre ouvimos a história: 'Bem, eles estavam bem. Eles tiveram um grande show, disseram até amanhã no ônibus e se foram’. É incrivelmente difícil tentar se concentrar e descobrir o que está acontecendo na cabeça de alguém. A única coisa que você pode fazer é amar um ao outro e apoiar um ao outro, e tentar ver se há algum tipo de sinal revelador. E geralmente há algo em algum lugar dessa mistura toda que acabou de acontecer com você no dia a dia. Mas é horrível. No rock and roll, com as pessoas criativas, é uma coisa terrível que está acontecendo e simplesmente não parece ir embora. Mas o que é bom é que hoje em dia estamos discutindo tudo isso mais abertamente. Costumava ser: 'Oh, você que está aí deprimido. Ponha suas botas e vá até lá’. Você não pode fazer isso, você tem que tentar ajudar as pessoas”.

Halford continua: "Cada um de nós lida com isso do nosso jeito. Eu vou falar por mim mesmo. Quando parei de beber e me drogar, há 33 anos atrás, foi a melhor coisa que eu poderia ter feito. Porque muitas das decisões que você toma nessas áreas em particular são consequências da transição física de tudo isso. A transição mental é incrivelmente difícil para um dependente químico. Mesmo agora, trabalhando o dia todo, tenho minhas próprias ferramentas para me fazer vencer cada dia e permanecer limpo. Porque isso nunca sai de você quando você é um viciado em drogas e um alcoólatra, que é o que eu sou. Isso é o que eu sou, e devemos parar de tentar tirar o assunto do caminho com frases como “você se recuperou disso tudo”. Bem, é uma mentira. Você vive com isso tudo, lida com isso e faz tudo o que tem que fazer para superar todos os dias, um dia de cada vez, mas o lado mental é muito difícil”.


Documentário conta a história da cena thrash metal de San Francisco

quinta-feira, março 21, 2019

O documentário Murder in the Front Row: The San Francisco Bay Area Thrash Metal Story estreará no dia 20 de abril nos cinemas de San Francisco. Dirigido por Adam Dubin, o filme traz dezenas de entrevistas com músicos que participaram da cena da cidade e ajudaram a construir um dos gêneros mais influentes da música pesada.

Integrantes do Metallica, Megadeth, Slayer, Ahthrax, Exodus, Testemant e Death Angel participam do longa, cuja sessão de estreia será sucedida por um show do Metal Allegiance, grupo que conta com Alex Skolnick (guitarrista do Testament), Mike Portnoy (baterista do Sons of Apollo e The Winery Dogs, ex-Dream Theater), David Ellefson (baixista do Megadeth) e pelo também baixista e compositor Mark Mengui.

O trailer pode ser assistido abaixo:

20 de mar de 2019

Salvat anuncia cancelamento de suas coleções de quadrinhos

quarta-feira, março 20, 2019

A editora Salvat anunciou, por meio de redes sociais, o término prematuro de suas coleções de quadrinhos da Marvel. Atualmente, eram três sendo publicadas: A Coleção Oficial de Graphic Novels Marvel, Os Heróis Mais Poderosos da Marvel e A Coleção Definitiva do Homem-Aranha.

Como vocês têm acompanhado, passamos por dificuldades no processo de distribuição ao longo de 2018, que culminaram em pausas nas entregas por alguns meses”, declarou a editora. “Esse cenário trouxe um impacto direto em nosso planejamento editorial e logístico, e por isso será necessário realizar algumas mudanças.”

Para ler o anúncio na íntegra, clique aqui.

As últimas edições serão:

- A Coleção Oficial de Graphic Novels Marvel – Volume 135 (eram 150 volumes planejados – portanto, o desenho na lombada ficará incompleto)

- Os Heróis Mais Poderosos da Marvel – Volume 100 (como planejado)

- A Coleção Definitiva do Homem-Aranha – Volume 40 (eram 60 volumes planejados – portanto, o desenho na lombada ficará incompleto).

A única coleção que continuará (ao menos por enquanto) é Tex Gold, que passará a ser semanal a partir do volume 33.

Os assinantes, que estão com as entregas atrasadas, receberão as edições restantes até os respectivos últimos volumes do cancelamento.

Antes do cancelamento, A Coleção Oficial de Graphic Novels Marvel passou por duas expansões e Os Heróis Mais Poderosos da Marvel teve uma. A coleção A Espada Selvagem do Conan, que chegou a ser anunciada e teve assinatura aberta ao público, foi cancelada antes que o primeiro volume chegasse às bancas.

No início deste ano, a Salvat chegou a divulgar que todas as coleções passariam a ter periodicidade semanal, em vez de quinzenal, dobrando o volume de lançamentos que chegariam às bancas mensalmente.

À época, foi apontado que isso acarretaria em um impacto significativo nos gastos dos colecionadores, especialmente quem fazia mais de uma delas.

Fonte: Universo HQ

Review: Children of Bodom – Hexed (2019)

quarta-feira, março 20, 2019


Foi-se o tempo em que eram necessários dias - até mesmo meses - para que o lançamento do álbum de uma banda chegasse até as mãos dos fãs mais remotos (como eu) e para que esse o replicasse entre seus amigos através de fitas k7 gravadas à mão. As formas mais primitivas de propagar o lançamento de um disco qualquer de heavy metal aos poucos foram substituídas pelo download ilegal e, mais recentemente, pelos serviços de streaming. Então, dessa vez - diferente do final dos anos 1990 - precisei apenas atualizar o feed do meu aplicativo de música para ter acesso ao novo disco de uma das minhas bandas favoritas, o Children of Bodom.

Hexed é uma gíria utilizada para descrever uma pessoa que está completamente fora de si - geralmente “induzida” por substâncias ilícitas - e dá título ao décimo álbum do quinteto finlandês conduzido por Alexi Laiho. As primeiras impressões deram-se através da arte da capa - criada por Deins Forkas - do tracklist e do primeiro single disponibilizado, a música “Under the Glass of Cover”. A canção, que também ganhou um vídeo de divulgação, apresenta uma banda com uma sonoridade mais séria e madura, mas sem o ímpeto criativo de outrora, transitando entre todas as fases do grupo, da mais melódica e virtuosa à mais
crua e moderna, agradando - ou desagradando - desde os fãs mais antigos até aqueles que surgiram após Are You Dead Yet?.

Passados mais de vinte anos do lançamento do debut Something Wild (1997), o Children of Bodom tornou-se uma vítima de algo que eles próprios criaram, e após o lançamento de seus inovadores quatro primeiros álbuns de estúdio, eles enveredaram por novos caminhos, com uma sonoridade mais direta e menos elaborada do que aquela praticada nos primeiros anos de banda, quando deram cara nova ao death metal melódico, utilizando-se de elementos não experimentados por outras bandas dessa mesma vertente.

Mais duas músicas de trabalho foram lançadas antes do disco sair em definitivo. Se “Platitudes and Barren Words” segue a mesma linha do primeiro single, “This Road” me criou algo que eu não gostaria de criar a respeito deste novo disco: expectativas. “This Road” mostra uma sonoridade mais encorpada e intrincada, com ótimos riffs e uma excelente linha de baixo, cheia de mudanças de andamento e clima. Tudo o que fez o COB virar referência naquilo que criaram está nesta canção, me tirando completamente da neutralidade pela qual eu aguardava o nascimento de Hexed.

A própria “This Road” abre o disco, seguida pela também já citada “Under Grass and Clover”. “Glass Houses” é mais direta que as anteriores, com riffs pesadíssimos e com curtíssimas intervenções melódicas e duetos de Alexi Laiho e Janne Wirman nas guitarras e teclados, lembrando pouco a principal característica que a fez conhecida, com uma roupagem mais próxima àquela praticada em discos como Relentless Reckless Forever. As quebras de ritmo ditadas pelo baterista Jaska Raatikainen são o destaque dessa faixa.

Ao iniciar “Hecate’s Nightmare” tive que verificar se meu serviço de streaming não havia me direcionado por engano para o disco The Dark Ride do Helloween, mas era de fato uma das canções de Hexed. A quarta faixa me causou uma estranheza muito grande com sua intro “dançante” e cheguei a pensar que fosse algum dos covers improváveis que o COB costuma fazer de bandas de fora da cena da música pesada. Se por um lado a banda tenta fazer algo diferente, com uma abordagem mais próxima a uma balada - dentro de suas características - como fez em “Angels Don’t Kill”, ou à músicas mais cadenciadas como em “Punch Me I Bleed”, por outro, falta espontaneidade no experimento e soa completamente forçada. De qualquer forma, a tentativa foi muito válida e pode
agradar a muitos fãs, mas a mim não convenceu e após ouvi-la a quantidade de vezes que julguei necessário para falar a respeito do disco, sempre pulo essa faixa em minhas audições.

“Kick in a Spleen” é uma porrada, com riffs e pedais duplos poderosíssimos e a mesma sonoridade moderna da fase pós Are You Dead Yet?, em alguns momentos parecendo até mesmo querer flertar com o entusiasmo e a sonoridade praticada por bandas de metalcore - não que isso seja um demérito. A música possui uma quebra de ritmo interessante, seguida de uma ótima intervenção de Janne Wirman nos teclados, mas solos pouco inspirados.
Ainda assim, é uma das melhores faixas do disco.

A já citada “Platitudes and Barren Words”, tem alguns experimentos vocais muito interessantes de Alexi e boas melodias. A canção, se não acrescenta absolutamente nada a tudo que a banda já criou, ao menos faz-se mais bem vinda que a maioria das restantes do álbum. Para essa faixa também saiu um videoclipe típico da banda, remetendo bastante, inclusive, ao clipe de “Sixpounder”.


A faixa-título beira o thrash metal em alguns momentos. Em outros, flerta com a música clássica (me remetendo muito à Something Wild) e nela sim podemos ouvir algo mais próximo daquilo que se espera de uma composição da banda. “Hexed” é a faixa mais longa e que melhor representa a sonoridade do grupo no disco em que ela carrega o nome, tornando-se minha favorita do álbum, com riffs pesadíssimos de Alexi e do estreante Daniel Freyberg e uma cozinha precisa dos sempre competentes Henkka Blacksmith e Jaska Raatikainen, dando a base necessária para os já conhecidos e tanto esperados solos e duetos frenéticos de Laiho e Wirman. Os coros do refrão também já são velhos conhecidos e, assim como soaram muito bem antigamente em “You’re Better Off Dead”, aqui se fazem poderosos e poderiam ser mais utilizados.

“Relapse - The Nature of my Crime” começa com um riff completamente heavy,
remetendo-me imediatamente ao HammerFall (vide “Hearts on Fire”) e mostrando-se uma faixa promissora, que poderia propor algo novo, mas que de tão preguiçosa, logo retoma a sonoridade das primeiras músicas do disco. Assim como em Star Wars, “Say Never Look Back” vem com “uma nova esperança”, iniciando com uma belíssimas melodias e linhas de baixo, mas também não demora a se tornar mais do mesmo, a não ser por um ou outro riffs
mais inspirados.

A essa altura, muito provavelmente quem está acompanhando esta resenha pode estar pensando que estou torcendo o bigode gratuitamente para o disco de uma banda que pouco tenho apreço, quando na verdade estou sedento por um disco impactante de uma das minhas bandas favoritas de metal. O Children of Bodom foi um dos precursores do death metal melódico e dentro deste subgênero ainda foi capaz de se reinventar, e é isso que tenho esperado há quase 15 anos. Não que tudo que tenha sido lançado neste período seja descartável, há muita coisa boa, especialmente em Bloodrunk e I Worship Chaos, mas sempre fica aquela impressão de já ter ouvido aquilo em algum
lugar.

O disco segue com a cadenciada e melodiosa “Soon Departed”, com alguns bons riffs na linha de “Everytime I Die” e “Prayer For The Afflicted”, e finaliza com “Knuckleduster”, com intervenções de Wirman que dão toques épicos à canção, mas nada que salve o álbum da mesmice. (alguém mais sentiu falta de uma música com “Bodom” no título? Elas nunca decepcionam).

Como bônus, ainda há versões ao vivo para “I Worship Caos” e “Morrigan” do disco anterior, e uma versão industrial para “Knuckleduster”, mostrando alguns dos muitos elementos modernos que vem influenciando a sonoridade da banda nos últimos anos.

Hexed é apenas mais um bom álbum do Children of Bodom, e em se tratando deles, bom não é grande coisa. De qualquer forma, tenho ouvido o álbum com frequência, buscando por nuances e elementos novos que me conquistem e, ao lançarem seu décimo primeiro disco de estúdio, lá estarei novamente aguardando não por um novo Hatebreeder ou um novo Hate Crew Deathroll, mas sim por mais um excelente trabalho de uma das bandas mais criativas no metal do final dos anos 1990, início dos 2000.


Quadrinhos: A Menina do Outro Lado, de Nagabe

quarta-feira, março 20, 2019

A Menina do Outro Lado é um mangá escrito e ilustrado pelo artista japonês Nagabe e que acaba de ser publicado no Brasil pela Darkside Books. Trata-se de uma série contínua e que não tem a sua história concluída neste primeiro volume. Pelo contrário: lá fora, o título já está no sexto. A boa notícia é que, além de ser ótima, A Menina do Outro Lado já teve o lançamento do seu segundo volume anunciado para abril pela Darkside.

O que temos aqui é a história de uma garotinha chamada Shiva, que vive em um mundo estranho e é protegida por uma criatura misteriosa e sombria conhecida como Sensei. Ambos vivem em um mundo que foi dividido em dois lados contrastantes: o dos vivos, onde estão as pessoas normais, e “o mundo de fora”, onde estão os similares a Sensei. Trata-se de uma história de terror que apresenta alguns momentos tensos neste primeiro volume, que é muito mais focado em apresentar a relação entre os dois protagonistas.

Shiva é uma menina doce, curiosa e inteligente. Como toda criança, quer descobrir o mundo e saber sempre mais. Mas não pode explorar todo o seu universo devido à divisão do universo onde vive. Sensei é uma criatura visualmente amedrontadora, mas que se revela extremamente amoroso com Shiva, ensinando-a a como se relacionar com a realidade e protegendo-a a qualquer custo. A maneira como Nagabe constrói a relação de amor e afeto entre seus dois personagens principais é tocante e mostra uma sensibilidade imensa, tanto nos diálogos quanto nos quadros.

A narrativa é muito mais lenta do que a habitual correria dos mangás tradicionais, e isso me agradou bastante, já que não curto muito o modo como os mangakás, de forma geral, contam suas histórias. O traço de Nagabe é delicado e até mesmo sutil algumas passagens, criando um universo ilustrativo que casa perfeitamente com o clima proposto pelo mangá. Mesmo quando entrega quadros mais sombrios e tensos, a forma como dá a luz à sua arte faz com que tudo não fique carregado visualmente, impressionando os olhos do leitor com os belos quadros que entrega.

A história é introduzida neste primeiro volume, deixando os demais para o seu aprofundamento. Há um gancho narrativo no final que gera uma enorme curiosidade no leitor, que sente-se como a própria Shiva e sua relação com o mundo misterioso que quer descobrir.

Graficamente, temos o apuro tradicional dos títulos da Darkside. Capa dura, papel de qualidade, impressão perfeita e sem erros de revisão. A tradução de Renata Garcia é bastante fluída e cativa o leitor de imediato, mantendo a dinâmica entre luz e sombra da obra original.

Não sou fã de mangá, porém gostei muito de A Menina do Outro Lado. E isso se deu principalmente pela forma como Nagabe conta a história. Não temos aqui a narrativa frenética, o uso constante de onomatopeias e o modo tradicional com que os mangás são apresentados. Há diversos elementos da maneira ocidental de fazer quadrinhos presentes na obra, o que não apenas a torna mais fácil de assimilar e conquistar novos leitores, como a deixa muito mais universal e fora do nicho de onde vêm.

Recomendo!

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Novo álbum solo de Duff McKagan será lançado em maio

quarta-feira, março 20, 2019

O novo álbum de Duff McKagan tem o título de Tenderness e será lançado dia 31 de maio pela UMe Records. Este será o segundo disco solo do baixista do Guns N’ Roses, sucedendo Believe in Me, que saiu em 1993.

Tenderness será disponibilizado em CD (11 faixas), vinil (10 faixas) e nos formatos digitais, além de uma edição deluxe com LPs de 180 gramas nas cores amarelo e vermelho, CD e uma litografia exclusiva numerada e assinada pelo músico. A caixa vem também com um livro de capa dura com 40 páginas contendo fotos das sessões de gravação e textos escritos pelo próprio Duff detalhando cada uma das canções.

O disco teve a produção assinada por Shooter Jennings e traz Duff acompanhado pela banda do produtor, além de participações de músicos do The Waters e da The Suicide Horn Section, que traz Matt, irmão do baixista, na formação.

Abaixo está o tracklist de Tenderness e também o segundo single do disco, a música “Chip Away”:

1 Tenderness
2 It’s Not Too Late
3 Wasted Heart
4 Falling Down
5 Last September
6 Chip Away
7 Cold Outside
8 Feel
9 Breaking Rocks
10 Parkland
11 Don’t Look Behind You

The Cure vai lançar primeiro álbum de inéditas em mais de uma década

quarta-feira, março 20, 2019

O The Cure, uma das mais populares e importantes bandas dos anos 1980, está dando os toques finais em seu novo álbum. O disco, que deve ser lançado no segundo semestre, é o sucessor de 4:13_Dream (2008).

Segundo o vocalista e guitarrista Robert Smith: Nós curtimos os shows da última turnê e acabamos de gravar um novo álbum pela primeira vez em 10 anos. Eu ainda estou fazendo isso pelas razões certas. No novo trabalho passamos por diferentes estilos de música, mas ainda soamos como o The Cure".

Se você quer saber mais sobre a história do The Cure, leia nosso especial que passa a limpo acarreira da banda inglesa.

Confirmada a escalação do festival que comemorará os 50 anos de Woodstock

quarta-feira, março 20, 2019


O festival que celebrará os 50 anos do mítico Woodstock acontecerá entre os dias 16 e 18 de agosto em Watkins, lugarejo próximo de Nova York e que fica a aproximadamente uma hora de distância da fazendo onde aconteceu o festival original.

As atrações que comemorarão o cinquentenário do festival que marcou a era hippie e mudou a história dos grandes shows já foram anunciadas. Alguns nomes que estiveram lá em 1969 retornarão, como é o caso de John Fogerty, Santana, John Sebastian, David Crosby, Country Joe MdDonald, Dead & Company (formado por músicos do Grateful Dead), Canned Heat e Hot Tuna.

Entre as novidades, destaque para Robert Plant and The Sensational Space Shifters, The Black Keys, Greta Van Fleet, Gary Clark Jr., Rival Sons e outros.

E pra quem adora reclamar que o Rock in Rio tem atrações que não são de rock (e isso acontece desde a primeira edição do festival, lá no distante 1985, apesar de essas pessoas não se esforçarem minimamente para admitir isso), o Woodstock 50 contará também com diversos artistas de fora do rock como Myley Cyrus, Run the Jewels, Akon, Chance the Rapper, Jay-Z, Imagine Dragons, Janelle Monáe, Vince Staples e mais uma galera.

Confira a escalação completa abaixo:




Novo álbum e nova música do Amon Amarth

quarta-feira, março 20, 2019

A banda sueca Amon Amarth anunciou o seu novo disco, e ele tem o título de Berserker. O álbum será o décimo-primeiro trabalho do quinteto e é o sucessor de Jomsviking (2016).

Berserker será lançado dia 3 de maio pela Metal Blade Records e foi produzido por Jay Ruston (Anthrax, Stone Sour, Uriah Heep).


Os vikings liberaram também o primeiro single, a música “Raven’s Flight”, que pode ser ouvida abaixo:

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