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18 de dez de 2014

2014, além do óbvio

2014 foi um ano intenso. Um ano de mudanças. Um ano onde parei para reavaliar várias coisas na minha vida, entre elas a Collectors Room. E cheguei à conclusão que não valia mais a pena levar o site adiante, manter tudo isso no ar. Pelo menos da maneira como ele estava sendo feito.

Esse processo gerou uma parada geral por aqui. A ideia era realmente encerrar as atividades, parar com tudo e seguir a vida. E foi o que realmente aconteceu entre julho e agosto. Mas o tempo sempre faz bem, e com ele pude chegar a algumas conclusões que me levaram a rever as coisas. Dessa maneira, resolvi retomar a CR, a produção quase diária de conteúdo para este site que faz parte da vida de muitos leitores e que, para mim, significa a transposição do meu modo de ver e encarar a música.

Decidi levar as coisas de maneira mais leve. Sem tantas cobranças. Sem entrar em polêmicas desnecessárias. Já deixei bem claro o que acho errado em toda a cena brasileira, já fechei portas por causa dessa postura. Não preciso mais bater nessa tecla. Decidi focar o site essencialmente nessa frase que está bem grande aí em cima: música além do óbvio. Tentar entregar aos leitores um conteúdo diferente daquele que ele encontra nas dezenas de sites sobre rock e metal produzidos aqui no Brasil. Não sei se estou conseguindo isso (quem sabe a resposta são vocês, leitores). O que sei é que estou curtindo muito esse novo momento, que me fez retomar o prazer naquilo que é parte essencial da minha vida: música, ouvir música, escrever sobre música.

Para essa nova Collectors, conto com a colaboração dos grandes Guilherme Gonçalves e Rodrigo Carvalho, dois dos ouvidos mais inquietos que conheço, donos de textos afiados e sempre surpreendentes. O Thiago, o Marcelo e o Tiago seguem na ativa, produzindo em outros sites. Aqui está o mapa da mina pra você seguir acompanhando o trabalho de toda a turma que formou a equipe da Collectors Room durante muito tempo:

Guilherme Gonçalves -> seus textos sobre música podem ser lidos aqui, enquanto seu trabalho como jornalista esportivo está no Globo Esporte goiano 

Rodrigo Carvalho -> além da CR, o Rroio também publica seus textos no excelente Music on the Run 

Thiago Cardim -> o Thiago veio do Judão, e segue firme e forte por lá. Seus ótimos textos sobre música, quadrinhos e cinema pode (e devem) ser lidos aqui 

Marcelo Vieira -> o Marcelo também foi pro Judão, onde escreve sobre música, principalmente o universo do hard rock 

Tiago Neves -> o Tiago deu uma parada na produção de textos musicais, mas mantém um blog próprio cheio de matérias interessantes, o The Seventh Wall 

A Collectors Room está cada vez mais focada em levar aos leitores pautas criativas, reviews bem escritos, matérias bem elaboradas, que apresentam um conteúdo de qualidade. Um dos pontos fortes da personalidade do site está ganhando cada vez mais espaço neste novo momento: a apresentação de novas bandas e artistas para o nosso público. Através das colunas As Novas Caras do Metal e Collectors Room Apresenta, compartilhamos com o público as nossas pesquisas sonoras, com a primeira focada no metal e a segunda no rock de maneira geral. O objetivo é fazer com que você, nosso leitor, venha com a gente além da superfície, cavando e mergulhando mais fundo, indo além dos mesmos nomes de sempre.

O foco do site segue sendo metal, em primeiro lugar, com o rock nos calcanhares. Mas o espaço para outros gêneros, como jazz, blues e funk, sempre estará garantido através de matérias, playlists e textos abordando artistas destes estilos. Somos um site sobre música, no final das contas.

Quando criei a Collectors Room, lá em 2008, ainda tinha o sonho de viver só de música, de dedicar 100% do meu tempo para a CR e fazê-la ficar a cada dia maior. Hoje, vejo isso mais como uma utopia. O público que abrangemos hoje, o público que conquistamos em todos esses anos, é um público exigente, inteligente e com ouvido curioso, alinhado com o que publicamos nas páginas do site. E isso não apenas me satisfaz profundamente, como me enche de orgulho. A Collectors Room é parte considerável da minha personalidade, do meu modo de ser, de pensar e de ouvir. Hoje, não há pretensão alguma de ganhar algum dinheiro com isso tudo. Não temos anúncios. Não vendemos espaço. Não vendemos opinião. Escrevemos apenas o que pensamos. Se elogiamos, é verdadeiro. Se criticamos, é o que sentimos. Você pode concordar ou não, mas tudo que está em nossas matérias é autêntico e sincero.

Todo esse processo pelo qual o site passou durante 2014 me fez pensar no que a Collectors Room representa para as pessoas. Eu sei o que ela representa para mim, mas não fazia ideia do que ela representava para os leitores. E os retornos que recebi me fizeram perceber que somos parte importante da vida de muita gente. Algo maior do que eu imaginava. Bem maior. 

Estou entrando em férias nesta sexta, dia 19/12. Não sei ainda o que irei fazer. Não sei se vou viajar. Só sei que vou parar. Desligar a cabeça, limpar os neurônios. Ler o que está esperando ser lido, ouvir o que está esperando ser ouvido. Passar bastante tempo com o Matias, meu filho. Tomar banho de piscina e de mar. Beber cerveja, Coca-Cola e café. Por esse motivo, a Collectors vai também dar uma parada nesse período. Vai entrar em férias. Como eu e como você. Talvez uma ou outra matéria seja publicada nesse período, não sei ainda. O que sei é que devemos voltar com a programação normal, reiniciados e renovados, aí pelo dia 12/01, quando retorno das férias.

O bom disso tudo é que você terá um bom tempo pra participar da nossa enquete sobre quais foram os melhores discos de 2014 na opinião dos leitores. É bem simples: vá até os comentários deste post e poste quais foram os seus 10 álbuns preferidos do ano. Não valem discos ao vivo e nem coletâneas, e você pode escolher o que quiser. Na volta, vamos compilar todos esses dados, todas as escolhas dos leitores, e publicaremos quais foram os discos preferidos de você e de todos os que fazem este site ficar cada vez mais vivo, dia após dia.

Obrigado por estar mais um ano ao lado da gente aqui na Collectors Room. Obrigado principalmente pela paciência com tudo o que aconteceu neste 2014. Vamos seguir sempre em frente. Vou seguir sempre em frente, enquanto continuar tendo ao meu lado o apoio excepcional que tenho de todos vocês, leitores. 

Viva a música. Viva a vida. Além do óbvio. Sempre.


17 de dez de 2014

Collectors Room Apresenta: Miraculous Mule

Ingleses. Londrinos. Trio.

Na ativa desde 2010, com dois discos no currículo. Deep Fried saiu em 2013, e Blues Uzi no início de novembro de 2014.

É uma banda de blues com vocais que, em certos momentos, soam similares aos de Captain Beefheart e Tom Waits, meio bêbados e chapados. Influências claras do som do sul dos Estados Unidos, com um certo clima gospel aqui e ali.

Os dois álbuns estão disponíveis para audição nos players abaixo. Dica: ambos valem a pena, experimente!


Anunciadas as bandas do Monsters of Rock 2015

A organização do festival Monsters of Rock anunciou as atrações da edição 2015 do festival, que acontecerá nos dias 25 e 26 de abril no Anhembi, em São Paulo.

Tocarão no Monsters 2015:

Ozzy Osbourne
Kiss
Motörhead
Judas Priest
Steel Panther
Black Veil Brides
Rival Sons
Primal Fear
Manowar
Accept
Unisonic
Yngwie Malmsteen

Um line-up respeitável, que equilibra atrações clássicas (Ozzy, Kiss, Judas) com novos nomes que merecem destaque (Rival Sons, Black Veil Brides) e veteranos em ótima fase (Accept). Ainda que a presença de nomes como Manowar e Malmsteen não me agrade pessoalmente, é fato que estamos avistando no horizonte aquele que é um dos maiores sonhos dos fãs de música pesada aqui no Brasil: um festival anual dedicado exclusivamente ao estilo, com organização exemplar.

Os ingressos começam a ser vendidos nesta sexta, dia 19/12, à partir da 0h, através do Ingresso Rápido. Mais informações no site oficial do festival.

Parabéns a todos os envolvidos, a coisa promete!



Documentário retrata a cena metal de Angola

Um país pobre, devastado pela guerra. Onde a cultura é uma das últimas prioridades das pessoas, mais preocupadas em sobreviver aos dias do que qualquer outra coisa. Nesse cenário, a música mais uma vez mostra a sua força, em como pode transformar a vida das pessoas e torná-las melhor.

O documentário Death Metal Angola retrata esse cenário e vem recebendo elogios rasgados mundo afora. Dirigido por Jeremy Xido, o filme estreou em novembro e retrata a cena death metal e a realidade atual de Angola, um dos países mais carentes da África. 


O metal, o rock, a música, são muito mais do que apenas … música. E isso fica claro, mais uma vez, neste documentário.

Abaixo, o trailer de Death Metal Angola:


16 de dez de 2014

Afinal, quais foram os melhores álbuns de metal lançados em 2014?

Atrás da resposta para a pergunta do título deste post, fizemos um divertido exercício. Pegamos as listas de melhores álbuns de metal de 2014 dos principais sites e revistas, e compilamos tudo. Atribuímos notas de 1 a 10 para os títulos, com o primeiro colocado recebendo 10 pontos, o segundo 9, e assim por diante. Colocamos também na soma os discos presentes nas listas de nossa equipe - Ricardo Seelig, Rodrigo Carvalho e Guilherme Gonçalves. Pra finalizar, atribuímos 5 pontos toda vez que um disco ficou entre os três melhores de uma lista, mais 5 pontos se ele alcançou a primeira posição, e um ponto extra para cada menção de um título em cada uma das listas. Ufa!

Fizeram parte deste levantamento as listas de melhores do ano abaixo:

About.com
Loudwire
Metal Hammer
PopMatters
Revolver
Rolling Stone
Spin
Stereogum

Assim, mostrando diferentes visões sobre o heavy metal, sobre a música pesada, acreditamos que é possível alcançar a um resultado final livre de vícios e dos gostos pessoais dos envolvidos, chegando o mais próximo possível do que de melhor o metal levou aos nossos ouvidos durante 2014.

Abaixo, o resultado final de toda essa pesquisa, com os 20 melhores discos de metal de 2014:

20 Septicflesh - Titan
19 Thou - Heathen
18 Godflesh - A World Lit Only by Fire
17 Electric Wizard - Time to Die
16 Eyehategod - Eyehategod
15 Sólstafir - Ótta
14 Judas Priest - Redeemer of Souls
13 Agalloch - The Serpent & The Sphere
12 Mastodon - Once More ‘Round the Sun
11 Morbus Chron - Sweven
10 Slipknot - .5: The Gray Chapter
9 Machine Head - Bloodstone & Diamonds
8 Horrendous - Ecdysis
7 Blut Aus Nord - Memoria Vetusta III
6 At the Gates - At War with Reality
5 Opeth - Pale Communion
4 YOB - Clearing the Path of Ascend
3 Triptykon - Melana Chasmata
2 Pallbearer - Foundations of Burden
1 Behemoth - The Satanist


A lista das listas de melhores discos de 2014

Funciona assim: compilamos os dados de 16 listas de melhores discos de 2014, e chegamos a uma conclusão próxima do que foi o ano em termos de música. Este levantamento refere-se apenas ao universo pop. Em relação ao metal, faremos algo semelhante na sequência.

Fizeram parte deste estudo as listas dos seguintes veículos (clique nos links para ler as matérias originais):

Amazon
American Songwriter
Billboard
Consequence of Sound
Mojo
NME
Paste
PopMatters
Q Magazine
Rolling Stone
Rough Trade
Spin
Stereogum
The Guardian
Time
Uncut

A metodologia foi a seguinte: aplicamos uma escala de pontuação de 1 a 10, sendo 10 para o primeiro colocado de cada lista, 9 para o segundo e assim por diante. Além disso, cada primeiro lugar em listas ganhou 5 pontos extras, e cada presença entre o top 3 de cada lista, mais 5 pontos. Pra fechar, o número de presença nas listas (16 no total) rendeu um ponto extra por cada participação.

Com essa fórmula, chegamos nos 20 melhores discos de 2014, com base nas listas de melhores do ano dos principais veículos de todo o mundo. Vamos a eles:

20 Mac DeMarco - Salad Days
19 Sleaford Mods - Divide and Exit
18 Lana Del Rey - Ultraviolence
17 Sharon Von Etten - Are We There
16 Bleachers - Strange Desire
15 U2 - Songs of Innocence
14 Temples - Sun Structures
13 Jenny Lewis - Voyager
12 Damon Albarn - Everyday Robots
11 Caribou - Our Love
10 Alt-J - This is All Yours
9 Beck - Morning Phase
8 Taylor Swift - 1989
7 Aphex Twin - Syro
6 Sun Kil Moon - Benji
5 Angel Olsen - Burn Your Fire For No Witness
4 FKA Twigs - LP1
3 St. Vincent - St. Vincent
2 Run the Jewels - Run the Jewels 2
1 The War on Drugs - Lost in the Dream


Os melhores discos de 2014 na opinião de Igor Miranda

Uma das novas caras do jornalismo musical brasileiro, o Igor começou a sua história na finada Combe do Iommi e foi um dos fundadores da Van do Halen, site que editou em parceria com o João Renato durante vários anos. Após todos essas experiências, criou o seu próprio canal - www.igormiranda.com.br -, onde segue fazendo um trabalho de qualidade e grande valor pra quem gosta de rock, além de trabalhar como redator e colunista na Revista Cifras e também no Correio de Uberlândia. Abaixo, o Igor conta quais foram os seus discos favoritos lançados em 2014, dando boas dicas para os ouvidos - como sempre.


Considerei 2014 como um ano fraco em relação aos lançamentos no rock. Medalhões como Judas Priest e Slash me decepcionaram e discos aguardados, como o do Metallica ainda não chegaram ao público. Mas há muito sangue novo no top 10 abaixo, que reforça: se os dinossauros do rock estão para morrer, há alguns nomes fortes para substitui-los no futuro.

Royal Blood – Royal Blood

Faltou originalidade aos lançamentos de 2014. Nesse aspecto, o Royal Blood deu de lavada nos concorrentes. O duo britânico que só conta com voz, baixo e bateria se elevou ao patamar de revelações do rock logo em seu disco de estreia. As claras influências de Led Zeppelin, Cream e Black Sabbath se unem ao frescor de Jack White e Queens of the Stone Age. Mas não é só isso. Não é só deixar a afinação mais grave, acelerar em excesso, arrastar demais ou repetir clichês. O debut do Royal Blood tem som pesado de verdade, com criatividade.

AC/DC –  Rock or Bust

Relutei para não colocar o AC/DC no pódio. Mas Rock or Bust já é um dos discos que mais ouvi em 2014, mesmo chegando ao público em novembro. O novo álbum apresenta um som oxigenado pela mudança de afinação dos instrumentos de cordas (meio tom mais grave) e uma mistura de fases: há uma aposta em estilos de riffs, bases e cozinhas presentes nos primeiros trabalhos da banda, aliados a uma produção e ao estilo de cantar por parte de Brian Johnson, que remete aos álbuns lançados na segunda década de 1980. Grande trabalho.

Rival Sons – Great Western Valkyrie


O Rival Sons cresce e promete penetrar no mainstream a cada álbum - especialmente porque eles investem em lançamentos de novas músicas e isso, sob meu ponto de vista, é o que consolida um grande grupo. Great Western Valkyrie bebe no blues hard rock disseminado na década de 1970, mas tem um ponto de encontro com os anos 2010: a voz aveludada e comerical de Jay Buchanan.

Foo Fighters – Sonic Highways

Após o maior êxito da carreira em Wasting Light (2011), seria natural que o Foo Fighters desse um passo adiante no lançamento seguinte. E Sonic Highways realmente mostra o momento mais sofisticado do quinteto. Cada melodia parece ter sido trabalhada como se fosse a última. Muitos esperavam um trabalho instintivo, como a maioria dos outros, mas Sonic Highways é diferente. Tem consistência enquanto full-length, canções poderosas, uma história por trás e diálogo com outros estilos, especialmente o rock clássico. Pode não descer de primeira, mas vale a insistência.

Wolfmother – New Crown

New Crown não traz muitas mudanças em comparação aos discos antecessores do Wolfmother. Para mim, um ponto positivo: a fórmula que mistura rock clássico com stoner e alguns momentos de heavy metal ainda tinha o que render. Os riffs poderosos, o formato trio que evidencia a cozinha e os vocais agudíssimos de Andrew Stockdale mostram que, em tempos de lançamentos fracos, o revival da década de 1970 continua firme.



Não parecia planejado, mas o Mr. Big se reuniu às pressas para gravar e lançar ...The Stories We Could Tell antes que a saúde do baterista Pat Torpey, diagnosticado com mal de Parkinson, piorasse. O disco é bem saudosista em relação às influências do grupo: dá para sentir um pouco do hard rock setentista nas canções. As músicas estão menos aceleradas e a virtuose não marca tanta presença. Como conjunto, trata-se de um álbum melhor do que o antecessor, What If... (2011).

Lenny Kravitz – Strut

Lenny Kravitz gravou um dos melhores discos lançados na década de 2010, o excelente Black and White America (2011). É natural que o sucessor não fosse tão bom. Mas ainda assim, Strut é ótimo. Aqui, Kravitz retomou suas influências roqueiras, que nos trabalhos anteriores deram lugar à black music, e desfilou hits ao longo da tracklist. Lenny não é só um bom cantor/guitarrista, mas também – e especialmente – um compositor de mão cheia.

Radio Moscow – Magical Dirt

O Radio Moscow tem mais cheiro de passado do que o próprio AC/DC, lembrado neste top 10. O som do trio liderado pelo grande Parker Griggs consegue apresentar elementos psicodélicos sem perder a concisão, algo que poucos conseguiram até hoje, em meu ver. Sem muitas mudanças em relação aos lançamentos antecessores, Magical Dirt é mais um cartão de visitas do grupo, que traz blues, stoner, garage e hard rock setentista com doses de influência de Jimi Hendrix Experience. Não há nenhuma música ruim nesse trabalho.

Blues Pills – Blues Pills

Fãs mais entusiasmados comparam o Blues Pills ao Led Zeppelin e, de fato, há alguns elementos no disco de estreia dos novatos que remetem a um dos quartetos mais consagrados da música popular. Mas vamos com calma. O primeiro álbum dos suecos não é genial, só é muito divertido e bem tocado. A cantora Elin Larsson tem um timbre de voz bastante peculiar, o que dá o charme no grupo. Ainda sinto que podem evoluir, mas o pontapé inicial já entra no meu top 10 de 2014.

Ace Frehley – Space Invader

Extra! Extra! Ace Frehley deixou de ser preguiçoso pela primeira vez desde o fim da década de 1980!”. Se Space Invader fosse um jornal, poderia ser anunciado dessa forma nas ruas. Mas é um disco – e dos bons. Frehley parece ter ouvido os fãs e proporcionado a eles o que queriam. Por isso, Space Invader é satisfatório: traz hard rock direto, cru, com ênfase nos riffs e solos e a pontinha de genialidade que colaborou na explosão do Kiss há quase quarenta anos.