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21 de ago de 2017

Conheça o Días de Blues, o Cream uruguaio

segunda-feira, agosto 21, 2017

Para quem quer se aventurar pelos caminhos mais obscuros do rock sul-americano setentista, o Días de Blues é uma ótima pedida. Essa banda uruguaia foi formada em Montevidéu em 1972, e surgiu após a separação do Opus Alfa, de onde vieram o baterista Jorge Graf e o vocalista e baixista Jorge Barral. A eles juntou-se o guitarrista e também vocalista Daniel Bertolone, e juntos gravaram esse único e raríssimo disco, que chegou ao mercado naquele mesmo ano.

O som do Días de Blues é um blues pesado e repleto de riffs típicos do hard rock, com influências de nomes como Cream e Led Zeppelin. A mixagem, que deixou o som bem cru, deu ainda mais charme ao álbum, deixando tudo bem na cara e com ar de "ao vivo" no estúdio.

Entre as faixas, destaque para a abertura com "Amasijando los Blues", a deliciosa e acústica "Dame Tu Sonrisa Loco", o hard rock de "No Podram Conmigo", "Estan Desubicados", "Esto Es Nuestro" e a longa "Toda Tu Vida", que encerra o play.



Este único disco do Días de Blues foi lançado com duas capas diferentes, sendo uma para a versão original uruguaia e outra para a edição argentina. Ambas são muito raras e desejadas, principalmente a uruguaia, alcançando valores consideráveis entre os colecionadores. Existe também uma versão em CD, lançada pela ótima gravadora italiana Akarma em 2000, e que é consideravelmente mais fácil de ser encontrada nas lojas especializadas.

Se você curte um hard puxado para o blues, este disco é uma ótima dica. 

Ouça o único álbum do trio uruguaio no player abaixo e diga nos comentários o que achou da banda:

Os 20 anos de Be Here Now, o último grande disco do Oasis

segunda-feira, agosto 21, 2017

Há exatas duas décadas, no dia 21 de agosto de 1997, o Oasis lançava seu terceiro disco, o aclamado Be Here Now. A banda de Manchester estava em seu auge, tão grandes que eram considerados os Beatles dos anos 1990. E na época não era nenhum absurdo dizer isso. 

Após o sensacional debut com Definitely Maybe, lançado em 1994 e que foi a estreia mais bem sucedida da história inglesa até então, superando justamente os Beatles, no ano seguinte a banda soltou (What’s the Story?) Morning Glory, sua obra-prima, e que possui uma das músicas mais marcantes da década de 1990 - que atire a primeira pedra quem nunca se empolgou cantando o clássico refrão de “Wonderwall".

Além disso, em 1996 o Oasis realizou os maiores concertos ao ar livre da história do Reino Unido, tocando no Knebworth Park nos dias 10 e 11 de agosto para 250 mil pessoas no total. O público poderia ter sido ainda maior, pois o número de pessoas que tentaram comprar ingressos passou de 2 milhões e meio, que na época representava 5% de toda a população da Inglaterra, porém, a banda optou por realizar apenas dois shows.

Se hoje as comparações com o Fab Four parecem infundadas, após aquele estrondoso sucesso apenas o céu parecia ser o limite para o Oasis. E em 1997 veio o terceiro disco, aquele que muitos consideram o final da fase clássica do quinteto Voltando à comparação com os garotos de Liverpool, podemos dizer que Be Here Now foi uma espécie de Rubber Soul. A banda estava em seu auge e com um disco maravilhoso, mas internamente sendo destruída por brigas. A diferença foi o que aconteceu depois de cada álbum. Os Beatles pararam de fazer shows e lançaram vários clássicos depois disso. Já o que aconteceu com o Oasis foi bem diferente.


Nesse disco, o Oasis estava em sua formação clássica com Liam Gallagher nos vocais, Noel Gallagher na guitarra principal (e às vezes também no vocal), Paul Bonehead na guitarra base, Paul Gigsy no baixo e Alan White na bateria. Esse último era o único que não estava no grupo desde o primeiro disco e entrou no lugar de Tony McCarroll, que processou a banda na época cobrando 18 milhões de libras, com o caso acabou tomando proporções gigantescas. Em 1999, a justiça britânica determinou que McCarroll deveria receber 600 mil libras.

Foi nesse contexto que o álbum veio ao mundo. E se os anteriores eram excelentes, Be Here Now manteve o nível. O disco já abre com “D’You Know What I Mean?”, e depois emenda em sequência “My Big Mouth”, “Magic Pie”, a clássica “Stand By Me” e “I Hope, I Think, I Know”. Uma primeira metade excepcional!

A segunda parte do disco tem uma caída, mas continua excelente e traz a melhor faixa do trabalho e uma das melhores da banda, “Don’t Go Away” (com aquele refrão maravilhoso: “So don’t go away, say what you say, but say that you’ll stay”), a épica “All Around the World” com seus mais de nove minutos de duração, e para encerrar “It’s Gettin’ Better (Man!!)”.


Um trabalho tão bom foi recompensado com o primeiro lugar nas paradas britânicas (como todos os álbuns do Oasis, tamanha a força do grupo na Terra da Rainha) e 8 milhões de cópias vendidas no mundo inteiro.

Após todo o sucesso, veio o declínio. Em 1998 a banda lançou The Masterplan, uma coletânea de lados B que demonstrava o alto nível do quinteto, com “Aquiesce”, “Talk Tonight” e “The Masterplan”. Esse também foi o último registro de estúdio da formação clássica. Em 1999, Bonehead e Gipsy saem da banda. White ainda fica mais cinco anos e grava mais dois discos, até a sua saída em 2004. E para piorar, o relacionamento dos irmãos Gallagher ia de mal a pior.

Como diz o título do álbum - "esteja aqui, agora” -,  a banda esteve. No lugar certo e na hora certa, para marcar o seu auge. Há 20 anos, o Oasis esteve aqui agora, marcando o fim de seu começo e o começo de seu fim.

Por Carlos Ximenes

18 de ago de 2017

Playlist Collectors Room: Rock Progressivo

sexta-feira, agosto 18, 2017

Na falta de palavras mais assertivas e para explicar de maneira mais completa o que é o rock progressivo, traduzimos abaixo a definição elaborada pelo Rate Your Music para o gênero:

Este é um estilo de rock que se originou principalmente no Reino Unido no final da década de 1960. O rock progressivo levou adiante os esforços do rock psicodélico para experimentar elementos que não são comumente associados ao rock e os colocou no centro do palco, ao mesmo tempo em que removeu qualquer abordagem para a expansão de mente e as imagens alucinógenas, concentrando-se apenas na inovação musical e levando o rock aos seus limites, fundindo-o a gêneros como jazz, música clássica, folk, música regional e outros.

O objetivo principal do rock progressivo era levar o rock para longe de suas origens no blues e no country. Isso foi feito em grande parte por músicos treinados de forma clássica que decidiram usar o rock para criar um som tão original quanto fosse possível. As estruturas comuns das canções foram evitadas, e em vez disso as composições passaram a emular as estruturas da música clássica e do jazz. As canções incorporaram a exploração de melodias e ritmos, trechos instrumentais que exibiam virtuosismo técnico e eram, de modo geral, de natureza transformativa e com diferentes seções. As mudanças de tempo e andamentos fora do comum, bem como os arranjos complexos, também são marcas fortes do progressivo. Havia uma ênfase crescente nos timbres para criar momentos divertidos e bombásticos, além do uso de instrumentos não muito comuns ao rock como os sintetizadores mellotron, o órgão Hammond e o moog, bem como instrumentos vindos da música clássica e do jazz. Esses instrumentos costumavam competir com a guitarra ou substituí-la completamente. Liricamente, os temas tratados nas letras exploram assuntos ligados a fantasia, história, religião, conceitos abstratos e ficção científica.

Procol Harum, The Moody Blues e Nice foram os primeiros artistas de rock a empregarem instrumentos de inspiração clássica, inspirados por artistas de pop barroco como Beach Boys e Beatles. O Pink Floyd e o Sof Machine eram descendentes diretos da cena do rock psicodélico, que tinha estruturas influenciadas pelo jazz, incluindo manipulações sonoras. Esse miasma de artistas de rock progressivo precoces foi tão diverso quanto Jethro Tull, Colosseum e High Tide, e viu nascer dois dos discos mais influentes do cânone do prog: In the Court of the Crimson King do King Crimson e Uncle Meat de Frank Zappa. Ambos contribuíram enormemente para a expansão mundial do prog.

No início dos anos 1970, o prog havia se desenvolvido em muitas cenas e estilos diferentes. A maior dessas divisões foi o progressivo sinfônico, onde a emulação clássica no estilo de composição foi mais evidente. Nele, estão incluídos os grupos mais conhecidos como Yes, Genesis e Emerson Lake & Palmer. Outro grupo foi a Canterbury Scene, que estava fortemente enraizado no jazz fusion e enfatizava a experimentação e o surrealismo. Este grupo inclui o Caravan e o Gong, pioneiro do space rock. Outra parcela de bandas incorporou elementos do hard rock com a complexidade do prog, criando um som mais extremo. Nesse grupo estão bandas como Rush, Atomic Rooster, Uriah Heep e Wishbone Ash, que influenciaram a evolução do heavy metal. Partindo paralelamente a todos esses grupos e influenciando todo mundo estavam nomes como King Crimson, Van der Graaf Generator e Gentle Giant.

Do outro lado do espectro do prog estavam grupos de bandas muito enraizados no rock experimental, e entre eles temos o krautrock e o avant-prog, gêneros diversos e abrangentes que tendiam a serem influenciados por música de vanguarda como o clássico moderno e o jazz avant-garde. Ambos estes estilos reuniam bandas com poucos pontos em comum, a não ser as influências que apresentavam. Os nomes do krautrock variam daqueles inspirados por sons eletrônicos progressivos como Kraftwerk e Tangerine Dream e o psicodelismo do Amon Düül II, aos altamente experimentais Can e Faust. Os grupos avant-garde incluem o movimento Rock in Opposition e Zeuhl, desenvolvido pelo Magma, juntamente com muitos outros artistas diversos que vão de Zappa ao Area.

O rock progressivo e suas atitudes de alta cultura sempre gerou reações negativas, e ao longo da década de 1970 os gêneros que pregavam uma volta às origens como o roots rock e o pub rock existiram como uma forma de evitar essas atitudes. O estilo começou a realmente atrair grande antipatia dos críticos em meados dos anos 1970, passando a ser considerado pretensioso, pomposo e elitista, além de muitas vezes receber a alcunha de “rock de dinossauro”. Esta tendência só se intensificou com a explosão do punk rock, que determinou o fim de era dourada do prog. Muitas das bandas romperam ou mudaram para um som mais pop em uma tentativa de continuarem sendo relevantes, sendo que essas escolha foi muitas vezes mal recebida pelos apreciadores do rock progressivo. Com exceção do neo prog inspirado na new wave, o prog foi se tornando cada vez mais underground a partir da década de 1980 e, de uma maneira geral, permanece assim até hoje. 

Todos os sub-gêneros do rock progressivo ajudaram a moldar muitas outras formas de rock e de música em geral. Um estilo que existia em paralelo ao prog  era o art rock, que compartilhava as ideias do progressivo para impulsionar os limites de suas composições, embora o art rock tenha abordado esse desafio de maneira diferente, incorporando variados gêneros de vanguarda em formatos influenciados pelo pop. Muitas bandas existiam em ambos os estilos, como o Roxy Music e o Supertramp. A grande ênfase do prog no virtuosismo e no tecnicismo musical foi extremamente influente para o heavy metal e os dois estilos estão intrinsicamente conectados, com os primeiros nomes do metal como Black Sabbath, Budgie e Judas Priest já exibindo tendências prog. Na década de 1980, bandas como Iron Maiden e Mercyful Fate, com suas interações de guitarras gêmeas, elevaram o nível do tecnicismo e escreveram músicas complexas inspiradas em estruturas clássicas. Esses grupos seriam importantes para o thrash e para o death metal, que estavam mais interessados em compor canções desafiadoras e exigentes, e o prog metal, que foi o mais aberto na conversão do modelo do rock progressivo para o metal. Nomes como o Opeth abrangem características de ambos os gêneros. Os grupos krautrock e avant-prog foram importantes no desenvolvimento do punk, mais claramente no pós-punk, onde os andamentos repetitivos e a experimentação eletrônica eram comuns e, simultaneamente, a música industrial, dando origem a nomes como Public Image Ltd., Pere Ubu e This Heat. Tangencial para a cena punk foi o o peculiar zolo, que abrangeu uma série de bandas conectadas tanto ao prog quanto à new wave. O math rock colocou a ênfase em assinaturas de tempo irregulares e na composição de letras estranhas e geométricas, contribuindo claramente para o nascimento do brutal prog. O uso de timbres incomuns pelo prog seria influente para o pós-rock, que é um gênero incrivelmente diverso e que traz influências de diversos estilos.

Depois do Rate Your Music dizer tudo isso, o que temos é uma playlist com mais de 130 músicas organizada em ordem cronológica. Por que isso? Para que a evolução e o desenvolvimento do rock progressivo fiquem evidentes, mostrando quanto o gênero foi agregando elementos ao longo dos anos.

Então, após todo esse textão, dê play na playlist que preparamos e venha com a gente nessa longa e prazerosa viagem pelo mundo do rock progressivo.

Veja uma prévia de Beasts of Burden: Rituais Animais, nova HQ da editora Pipoca & Nanquim

sexta-feira, agosto 18, 2017

Já está em pré-venda Beasts of Burden: Rituais Animais, novo quadrinho da editora Pipoca & Nanquim - clique aqui para comprar. Escrita por Evan Dorkin e ilustrada por Jill Thompson, a HQ já venceu 8 Prêmios Eisner, o Oscar dos quadrinhos.

A trama conta a história de um grupo de cães (e um gato) que investigam e lutam para manter uma comunidade a salvo contra cães zumbis, sapos demoníacos e magia negra. Equilibrando terror, aventura, mistério e humor, a séria é uma das mais aclamadas dos últimos anos.

A edição brasileira do Pipoca & Nanquim tem o formato 19,5 x 28, 188 páginas coloridas, capa dura e papel couché. Vale destacar a capa, que tem um acabamento especial em meia-casaca de percalux imitando couro.

Abaixo está um preview pra você sacar um pouco mais do material:










MTV Unplugged está de volta após 8 anos

sexta-feira, agosto 18, 2017

Um dos mais populares programas da MTV, o Unplugged está de volta após 8 anos. Nos anos 1990 e 2000 a série gerou discos excelentes de nomes como Eric Clapton, Nirvana, Kiss e vários artistas, e desde 2009 não apresenta um programa inédito.

A retomada terá como primeira atração o acústico do cantor canadense Shawn Mendes. O show foi gravado no teatro do Ace Hotel, em Los Angeles, e vai ao ar no dia 8 de setembro.

A ideia da emissora é produzir uma série de novos programas nos próximos meses.

Novo álbum ao vivo do Kansas

sexta-feira, agosto 18, 2017

O Kansas lançará no dia 3 de novembro o ao vivo Leftoverture Live & Beyond. O disco é o registro da última turnê da banda norte-americana, que contou com a apresentação do álbum Leftoverture (1976) na íntegra. O setlist vem com 19 músicas, incluindo hits do grupo.

Leftoverture Live & Beyond será lançado em CD duplo digipak e em vinil quádruplo com discos em 180 gramas.

Abaixo está o tracklist:

1 Icarus II
2 Icarus
3 Point Of Know Return
4 Paradox
5 Journey From Mariabronn
6 Lamplight Symphony
7 Dust In The Wind
8 Rhythm In The Spirit
9 The Voyage Of Eight Eighteen
10 Section 60
11 Carry On Wayward Son
12 The Wall
13 What’s On My Mind
14 Miracles Out Of Nowhere
15 Opus Insert
16 Questions Of My Childhood
17 Cheyenne Anthem
18 Magnum Opus
19 Portrait (He Knew)

The Who anuncia lançamento de Tommy ao vivo no Royal Albert Hall

sexta-feira, agosto 18, 2017

O The Who lançará em múltiplos formato o ao vivo Tommy - Live at the Royal Albert Hall, no dia 13 de outubro. O material é o registro da turnê que a banda realizou no início de 2017, onde executou na íntegra a clássica ópera rock lançada originalmente em maio de 1969.

Este item já é histórico por imortalizar a primeira apresentação completa de Tommy, já que a banda nunca tinha tocado o disco na íntegra antes. Além disso, o show conta também com alguns hits do grupo, bem como material extra como cenas de backstage, animações e outros.

Abaixo está o tracklist completo de Tommy - Live at the Royal Albert Hall:

1. Introduction 
2. Overture 
3. It’s A Boy 
4. 1921 
5. Amazing Journey 
6. Sparks 
7. Eyesight To The Blind (The Hawker) 
8. Christmas 
9. Cousin Kevin 
10. The Acid Queen 
11. Do You Think It’s Alright? 
12. Fiddle About 
13. Pinball Wizard 
14. There’s A Doctor 
15. Go To The Mirror! 
16. Tommy Can You Hear Me? 
17. Smash The Mirror 
18. Underture 
19. I’m Free 
20. Miracle Cure 
21. Sensation 
22. Sally Simpson 
23. Welcome 
24. Tommy’s Holiday Camp 
25. We’re Not Gonna Take It 
26. I Can’t Explain 
27. Join Together
28. I Can See For Miles 
29. Who Are You 
30. Love, Reign O’er Me 
31. Baba O’Reilly 
32. Won’t Get Fooled Again

Novo disco do U2 deve ser lançado em dezembro

sexta-feira, agosto 18, 2017

Songs of Experience, álbum que o U2 está trabalhando há aproximadamente três anos e que chegou a ser anunciado para 2015, deve ser lançado em dezembro. 

O disco teve o seu lançamento adiado após a eleição de Donald Trump, com a banda mudando a abordagem lírica do trabalho, e depois sofreu novo adiamento devido a turnê que comemora os trinta anos do clássico The Joshua Tree (1987).

A informação é do próprio Bono, que declarou que gostaria de lançar o disco "até o final do ano ou no início de 2018”.

Segundo o jornal irlandês Irish Sun, Songs of Experience será lançado no Dia Mundial da AIDS, ou seja, em 01/12. De acordo com a mesma publicação, o primeiro single do álbum, “You're the Best Thing About Me”, será divulgado dia 8 de setembro.

Songs of Experience será o décimo-quarto disco do U2 e é o sucessor de Songs of Innocence, que saiu em setembro de 2014.

Coldplay lançará álbum ao vivo em novembro

sexta-feira, agosto 18, 2017

Quem conta a novidade é o próprio Chris Martin. Segundo o vocalista do Coldplay, a banda inglesa lançará um novo álbum ao vivo no final do ano.

O disco será o registro da turnê A Head Full of Dreams e deve chegar às lojas em novembro, mesmo mês em que o quarteto fará três shows no Brasil - dois em São Paulo e um em Porto Alegre.

O álbum ainda não tem título, e tanto o tracklist quanto a data de lançamento também não foram divulgados.

Robert Plant anuncia novo disco e mostra nova música

sexta-feira, agosto 18, 2017

O novo álbum de Robert Plant tem o título de Carry Fire e será lançado dia 13/10 pela Nonesuch / Warner. O disco é o sucessor de Lullaby and … the Ceaseless Roar, de 2014.

Carry Fire vem com onze faixas inéditas e traz a participação de Chrissie Hynde, dos Pretenders, além da releitura de “Bluebirds Over the Mountain”, música que ficou conhecida através das gravações de Richie Valens e dos Beach Boys.

Plant também divulgou o primeiro single e música de abertura de Carry Fire, “The May Queen”, que pode ser ouvida no player abaixo:

17 de ago de 2017

O balanço latino de tirar o fôlego do segundo disco do Captain Beyond

quinta-feira, agosto 17, 2017

A mítica em torno do primeiro disco do Captain Beyond, considerado por muita gente como um dos melhores álbuns de hard rock dos anos 1970, ofusca tremendamente os outros LPs do grupo. Se por um lado Dawn Explosion (1977), terceiro trabalho da banda, pode ser considerado apenas honesto e sem maiores atrativos, o mesmo não pode ser dito do segundo álbum dos caras, Sufficiently Breathless, de 1973.

Mas antes de contarmos a história do disco é preciso falar sobre algumas coisas. Apesar de cultuado, Captain Beyond (lançado em junho de 1972) não alcançou um número expressivo de vendas, principalmente pelo descaso com que a gravadora da banda, a Capricorn (especializada em southern rock e lar de nomes como Allman Brothers Band, Wet Willie e The Marshall Tucker Band, entre outros), tratou o álbum. Não houve divulgação adequada, o grupo não recebeu suporte da companhia e, assim, mais uma banda repleta de talento via a sua promissora estreia escorrer pelo ralo.

Como se isso não bastasse, o quarteto formado pelo vocalista Rod Evans (ex-Deep Purple), pelo guitarrista Larry "Rhino" Reinhardt (vindo do Iron Butterfly), pelo baixista Lee Dorman (também do Iron Butterfly) e pelo baterista Bobby Caldwell (da banda de Johnny Winter) levou diversos calotes durante a tour do seu primeiro disco, fazendo as coisas ficarem ainda mais negras no horizonte.

Desanimado com essa falta total de perspectiva, o batera Bobby Caldwell não aguentou o tranco e jogou a toalha, trocando o Captain Beyond pela banda do guitarrista Rick Derringer. Evans, Rhino e Dorman eram osso duro de roer e decidiram continuar na estrada. Para o lugar de Caldwell chamaram o experiente Brian Glascock, ex-The Gods, Toe Fat e Bee Gees e irmão de John Glascock, baixista que tocou com o Jethro Tull. A exuberância criativa e técnica de Caldwell forçou o trio restante a recrutar também um percussionista, posto assumido pelo cubano Guille Garcia. Pra fechar a reformulação do Captain Beyond, Rhino trouxe seu ex-companheiro de Second Coming, Reese Wymans, para assumir o teclado. Pronto, o agora sexteto estava pronto para iniciar mais um belo capítulo em sua carreira.


Mesmo com todo o descaso da Capricorn, a banda ainda permanecia presa à gravadora. Assim, adentraram os estúdios da companhia em Macon, na Califórnia, para registrar seu segundo LP. Os executivos da Capricorn indicaram o produtor Giorgio Gomelski e exigiram que ele produzisse o álbum. Até aí tudo bem, não fosse um pequeno problema: Gomelski achava que Glascock não se encaixava no som do grupo, e deixou claro que, na sua opinião, o batera deveria ser substituído sem demora. Encurralados e vendo o que parecia um novo começo se transformar subitamente em uma situação inusitada e constrangedora, os integrantes do Captain Beyond não tinham a menor ideia do que fazer. Coube ao novato percussionista Guille Garcia solucionar a questão, sugerindo o nome de seu brother Martin Rodriguez, também natural de Cuba.

Pronto, agora a coisa vai, certo? Não, se a banda for o Captain Beyond sempre pode aparecer um problema maior. E ele apareceu! De saco cheio pelas infinitas confusões envolvendo o grupo, a falta de apoio da Capricorn e de seu empresário, o não reconhecimento do público e a evidente qualidade inferior do estúdio em que estavam trabalhando, Rod Evans surtou e simplesmente sumiu durante as gravações. Evans pegou suas coisas e voltou para Los Angeles, onde foi buscar conforto no carinho de sua esposa, no aconchego de seu lar.

A situação era a seguinte: a banda sofria pressão da gravadora para terminar logo a gravação do álbum, a grana disponibilizada pela companhia estava chegando ao fim e seu vocalista havia abandonado o barco, deixando suas partes vocais pela metade. Rhino, Dorman e companhia partiram atrás de Evans e, depois de muita discussão e bate-boca, o cantor acabou finalizando o processo no estúdio Record Plant, na cidade de Sausalito, também na Califórnia. Com o problema resolvido, Sufficiently Breathless finalmente chegou às lojas no outono de 1973. Como desgraça pouco é bobagem, quanto o disco foi lançado a banda praticamente não existia mais.

Rhino e Lee Dorman queriam, naturalmente, cair na estrada, mas a questão com Rod Evans era complicada e a maionese já dava sinais que desandaria ainda mais. Um show foi marcado ao lado do lendário grupo canadense Charlee, mas na última hora o Captain Beyond teve que cancelar sua participação. Uma nova tentativa foi feita, e a banda acertou uma apresentação abrindo para a Climax Blues Band e a Electric Light Orchestra. Esse show acabou sendo o único a contar com o line-up que gravou Sufficiently Breathless, e, para fechar com chave-de-ouro toda essa história pra lá de complicada, a audiência contou com apenas 250 pessoas.


Mas vamos deixar todos esses contratempos de lado e focar nas oito faixas do LP. Sufficiently Breathless é bem diferente da estreia do conjunto. Sai o hard rock classudo e com influências progressivas e psicodélicas do primeiro LP, e em seu lugar surge um som predominantemente acústico, repleto de balanço e pitadas latinas. Em diversos momentos é possível ouvir uma clara influência do que o guitarrista mexicano Carlos Santana havia aprontado nos anos anteriores.

O disco abre com a ótima faixa-título, levado ao violão por Rhino com o tempero da percussão de Garcia e Rodriguez. Sem exageros, uma das melhores composições da curta carreira do Captain Beyond. Aliás, é de Martin Rodriguez a definição que melhor explica a sonoridade do grupo em Sufficiently Breathless: space latin rock.

O clima continua ótimo com a sensacional "Bright Blue Tango", com grande performance de Rod Evans e um groove viajandão. O embalo permanece em "Drifting in Space", que parece saída de Abraxas, lançado pelo já citado Santana em 1970. O solo de Reese Wymans no piano elétrico merece destaque, dando um clima excelente para a faixa. Impossível ouvir "Drifting in Space" sem bater o pé no chão marcando o ritmo.

Uma bela frase de guitarra introduz "Evil Men", mais um grande momento de Sufficiently Breathless. A estupenda levada de Martin Rodriguez, somada à percussão de Guille Garcia, dá um balanço sensacional para a canção. A cereja do bolo é o solo de Rhino no meio da faixa, mostrando porque de o guitarrista ser cultuado até hoje.

A balada viajandona "Starglow Energy" abria o lado B do vinil original, mostrando uma divisão bem clara no play, com o lado A apostando no balanço enquanto o segundo é mais transcendental. A faixa conta com uma bela interpretação de Evans e dá uma acalmada no clima. O hard psicodélico de "Distant Sun" vem a seguir. A passagem instrumental no meio dessa composição é arrepiante, com a banda saindo de um clima guiado pela guitarra de Rhino para cair em um trecho que lembra o jazz cubano temperado com elementos de rock progressivo. Good trip total!

Retomando a tradição dos interlúdios tão presentes no primeiro álbum, "Voyages of Past Travellers" precede "Everything´s a Circle", que fecha o LP unindo as suas duas principais características: o balanço contagiante e as viajantes, e às vezes etéreas, passagens instrumentais.


Ainda que seja inferior ao primeiro disco do grupo, Sufficiently Breathless mesmo assim é um senhor álbum. A inclusão de Guille Garcia e Martin Rodriguez renovou o som do Captain Beyond, apostando em um caminho diferente do trilhado anteriormente, mas mantendo a alta qualidade e a criatividade instrumental. Uma pena que, mesmo sendo um excelente trabalho, o LP acabou mais uma vez passando batido devido aos infinitos problemas que sempre cercaram a banda.

No final de 1973 não havia mais o Captain Beyond de Sufficiently Breathless. A banda havia se dissolvido. Uma derradeira tentativa foi feita com a formação original, com Bobby Caldwell de volta às baquetas, com o grupo saindo em turnê executando o primeiro álbum na íntegra e algumas canções do segundo em seus shows. O quarteto abriu alguns shows de nomes como Jethro Tull, King Crimson, Ted Nugent, Bob Seger e Quicksilver Messenger Service - ao lado desse último, tocando para mais de cinco mil pessoas em Chicago. A momentânea estabilidade solidificou a reputação do Captain Beyond como excelente banda ao vivo, atraindo mais e mais fãs para os shows. O ápice ocorreu em uma apresentação ao lado do Wishbone Ash no Texas, quando tocaram para um público de oito mil pessoas, que literalmente babou na performance de Evans, Rhino, Dorman e Caldwell.

Mas estamos falando do Captain Beyond, e nada seria eterno para o grupo. Rod Evans decide sair de vez em 31 de dezembro de 1973, e não coube outra alternativa aos músicos restantes a não ser encerrar as atividades da banda. Lee Dorman foi trabalhar na Warner como produtor e engenheiro de som, enquanto Rhino colaborou com o cantor soul Bobby Womack. Já Bobby Caldwell retomou sua parceria com Rick Derringer e Johnny Winter no álbum Saint & Sinners, lançado pelo guitarrista albino em 1974. Na sequência, aceitou o convite de Keith Relf, ex-Yardbirds, e integrou outro cultuado nome do hard setentista, o Armageddon, ao lado de Relf, do baixista Louis Cennamo e do guitarrista Martin Pugh, ambos ex-Steamhammer, com quem gravou o homônimo e ótimo debut da banda, lançado em 1975. Infelizmente o Armageddon acabou logo depois, quando Keith Relf sofreu um violento choque elétrico e faleceu no dia 14 de maio de 1976.


Com o fim do Armageddon, Caldwell reativou o Captain Beyond ao lado de Rhino, Dorman e do vocalista Willy Daffern. A banda gravou o apenas mediano Dawn Explosion em 1977, e acabou de vez.

Uma curiosidade sobre Sufficiently Breathless é que sua bela capa traz uma ilustração do artista Joe Petagno, famoso por trabalhos para nomes como Baker Gurvitz Army, Thin Lizzy e, principalmente, Motörhead.

Se você gosta de música, é sua obrigação conhecer os dois primeiros discos do Captain Beyond. Enquanto o primeiro é um dos pilares do hard rock setentista, o segundo é um belo álbum que mostra toda a criatividade da banda, que infelizmente foi vítima de infinitos problemas e contratempos em sua curta carreira, o que com certeza os impediu de alcançar um maior reconhecimento, tanto do público quanto da crítica. Afinal, se com tudo o que o Captain Beyond enfrentou é lembrado até hoje, imaginem como seria se a história tivesse sido mais generosa com os caras.

Novo álbum do Mastodon (e ele deve ser lançado em setembro)

quinta-feira, agosto 17, 2017

Quando surgiram as primeiras notícias sobre Emperor of Sand, disco mais recente do Mastodon e que veio ao mundo em 2016, surgiram, a informação é que o trabalho seria duplo. No entanto, como bem sabemos, não foi.

Mas a banda vai colocar no mercado o material composto naquelas sessões em um novo trabalho que será lançado em setembro. Então é isso: o novo álbum do Mastodon tem o título de Cold Dark Place e deve ser lançado dia 22/09 - a data ainda não tem confirmação oficial, mas o disco sairá este ano, com certeza.

Cold Dark Place foi todo composto pelo vocalista e guitarrista Brent Hinds e seria lançado como um álbum solo do músico. Segundo Hinds: "O álbum foi escrito após o rompimento desagradável de um relacionamento e traz canções sombrias, lindas, assustadoras, funkeadas, etéreas e melancólicas, além de soar um pouco como o Bee Gees”.

Vale lembrar que Hinds casou recentemente com a brasileira Raisa Moreno. Quem acompanha os perfis do casal no Instagram percebe que a dupla está vivendo um ótimo momento, o que talvez tenha influenciado na decisão de lançar este material.

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