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24 de mai de 2017

Headcat mostra versão para a clássica "T for Texas"

quarta-feira, maio 24, 2017

O Headcat divulgou uma versão para a clássica "T for Texas", um dos grandes hinos do blues, mostrando a sua nova formação, com David Vincent (ex-Morbid Angel) no lugar do falecido Lemmy Kilmister.

A versão foi gravada ao vivo no estúdio há alguns meses e divulgada apenas agora. Não há informação se o trio tem planos de lançar um novo disco perpetuando o line-up com David Vincent.


Review: SoulSpell - The Second Big Bang (2017)

quarta-feira, maio 24, 2017

Quarto álbum do SoulSpell, The Second Big Bang dá sequência à trajetória da metal opera capitaneada pelo baterista Heleno Vale com mais um belo disco. O álbum tem lançamento mundial nesta quinta, 25 de maio, e chega ao mercado brasileiro no início de junho pela Hellion Records.

Como em todos os trabalhos anteriores do SoulSpell, temos aqui um disco conceitual que dá seguimento à trama que vem sendo contada desde o primeiro CD. The Second Big Bang traz doze faixas, sendo que duas delas - “Soulspell" e “Alexandria" - são novas versões para canções presentes no primeiro disco, A Legacy of Honor (2008). A produção é de Tito Falaschi, com mixagem e masterização a cargo de Denis Ward.

Além da banda titular formada por Heleno Vale (bateria), Jefferson Albert (vocal), Daisa Munhoz (vocal), Pedro Campos (vocal), Victor Emeka (vocal), Talita Quintano (vocal), Daniel Guirado (baixo), Leandro Erba (guitarra), Sérgio Pusep (guitarra) e Rodrigo Boechat (teclado), o disco traz, como é de praxe, muitos convidados especiais. Em The Second Big Bang temos a presença de Andre Matos, Arjen Lucassen, Blaze Bayley, Dani Nolden, Eduardo Ardanuy, Fábio Laguna, Fabio Lione, Frank Tischer, Jani Liimatainen, Kiko Loureiro, Markus Grösskopf, Oliver Hartmann, Ralf Scheepers, Tim “Ripper" Owens, Timo Kotipelto e Tito Falaschi. Um time de respeito, e que uma rápida passada pelo Google já deixa claras as credenciais.

Musicalmente, a banda segue trafegando pelo universo do metal melódico, em um trabalho de composição muito bem feito e que traz uma bem-vinda sensação de nostalgia em relação aos bons tempos do estilo. Mas isso não quer dizer que o disco soe datado, muito pelo contrário: os timbres são atuais, as dinâmicas das composições são atuais, fazendo tudo soar agradável e nem um pouco cansativo. A variação se dá ora pisando em terrenos mais prog como em “Horus's Eye” e “Game of Hours", ora diminuindo a velocidade em faixas como “Father and Son”. Merecem destaque também as novas versões de “Soulspell" e “Avantasia”, que com a nova interpretação conseguiram soar refrescantes como as novas canções.

O SoulSpell havia dado uma escorregada em seu último disco, Hollow’s Gathering (2012), que na minha opinião soou repetitivo e pouco criativo. No entanto, em The Second Big Bang Heleno Vale e sua turma conseguiram colocar o projeto novamente nos trilhos e o resultado é um álbum no mesmo nível de The Labyrinth of Truths (2010), segundo e até agora o melhor disco do grupo.

Wacken Open Air e o seu incrível sistema de dutos exclusivos para cerveja

quarta-feira, maio 24, 2017

O festival alemão Wacken Open Air, um dos maiores eventos do calendário heavy metal do planeta, terá uma novidade interessante para os headbangers na edição deste ano. A produção do WOA construiu um sistema exclusivo de canais e dutos para levar cerveja gelada a todos os pontos do festival.

Segundo os organizados, o sistema é ágil e rápido para saciar a sede dos fãs e é capaz de encher seis copos de cerveja por segundo. “Com isso, não teremos mais a necessidade de caminhões transitando pela área do festival distribuindo barris de cerveja”, revelou Holger Hübner, o fundador do Wacken. 


A estimativa é que mais de 400 mil litros de cerveja sejam consumidos na edição de 2017, que acontece entre os dias 3 e 5 de agosto na pequena cidade alemã que empresta seu nome ao festival. Entre as principais atrações deste ano estão bandas como Accept, Alice Cooper, Amon Amarth, Avantasia, Brujeria, Candlemass, Emperor, Europe, Fates Warning, Grand Magus, Grave Digger, Kadavar, Katatonia, Kreator, Lacuna Coil, Marilyn Manson, Mayhem, Megadeth, Morbid Angel, Napalm Death, Nile, Orange Goblin, Paradise Lost, Prong, Rage, Soilwork, Status Quo, The Dillinger Escape Plan, Trivium e Volbeat, entre outras.

Abaixo você assista a um divertido vídeo que apresenta a novidade:

Kerrang! lança edição em homenagem a Chris Cornell

quarta-feira, maio 24, 2017

Publicada desde junho de 1981, a Kerrang! é a publicação especializada em metal mais longeva do planeta. E em sua nova edição o semanário inglês faz um tributo a Chris Cornell, vocalista do Soundgarden e do Audioslave, falecido em 18 de maio.

O novo número da Kerrang chegou nesta quarta às bancas inglesas e traz em suas páginas um longo especial sobre o músico, com toda a sua trajetória e depoimentos exclusivos.

Uma bela homenagem a uma das maiores vozes da história do rock, silenciada de maneira abrupta e tão precocemente.

Darkside Books anuncia entrada no mercado de quadrinhos e mostra lançamentos

quarta-feira, maio 24, 2017

Conhecida pelo alto acabamento gráfico e pelo capricho editorial de seus livros, a editora Darkside Books anunciou que está entrando também no mercado de quadrinhos. A selo Darkside Graphic Novels irá lançar HQs seguindo a linha da editora, expandindo o universo sombrio e fantástico explorado até agora.


Foram anunciados três títulos como pontapé inicial do projeto. Meu Amigo Dahmer (formato 16x23, 288 páginas, capa dura) é uma obra de Derf Backderf, que foi amigo pessoal do serial killer norte-americano Jefrey Dahmer, conhecido como o “canibal de Milwaukee”, na adolescência. A HQ conta a história de Derf com Dahmer, além de relatos de colegas de escola e professores. O título tem lançamento marcado para o dia 28 de junho.


Fragmentos do Horror (formato 14x21, 224 páginas, capa dura) é uma compilação de histórias curtas criadas pelo japonês Junji Ito. O mangá combina surrealismo com doses de escatologia, passando por roteiros cômicos, eróticos e repugnantes. Esta HQ será lançada em 26 de julho.


E fechando temos Wytches (formato 17x26, 192 páginas, capa dura), escrita por Scott Snyder e ilustrada por Jock. Snyder é um velho conhecido dos leitores da DC e escreveu as histórias do Batman por um longo período. O que temos aqui é uma nova abordagem do mito das bruxas, apresentando figuras muito mais perversas e diabólicas das que estão no imaginário popular. A trama acompanha a mudança da família Rook para Litchfield, uma pequena cidade no estado de New Hampshire. O lançamento será no dia 26 de julho.

Para quem já acompanha os títulos da Darkside Books, a chegada da editora no mercado de quadrinhos é motivo de sobra para comemoração.

Minha Coleção: conheça o belo acervo do paulista Boris Grilo

quarta-feira, maio 24, 2017

De colecionador pra colecionador, faça uma breve apresentação para os nossos leitores.

Fala Ricardo, obrigado pela oportunidade. Bom, me chamo Boris Grilo, tenho 39 anos, trabalho com eventos e shows. Mais precisamente, na empresa Livepass. Sou apaixonado por música desde dos meus 11 anos de idade, e pelo glorioso São Paulo Futebol Clube, mesmo na péssima fase que nos encontramos. #ForaRogerioCeni.

Quantos discos você tem em sua coleção?

Hoje deve ter em torno de uns 4.000 CDs, uns 200 LPs, que voltei a comprar novamente, e uns 200 DVDs e blue-rays.

Quando você começou a colecionar discos?

Comecei ainda garoto, com uns 11 anos. Sempre gostei muito de música, mesmo nessa idade, sem saber o que era metal, rock e afins. Já guardava com muito carinho os LPs que ganhava de minha mãe. E ouvia coisas que meu pai tinha em casa, como Mercedes Sosa e Geraldo Vandré.

Você lembra qual foi o seu primeiro disco? Ainda o tem em sua coleção?

Lembro sim, e ainda o tenho. O primeiro disco que comprei, e não foi ganhado, na verdade foram dois: Metallica – Master of Puppets e Van Halen – 1984, esse não tenho mais. Dei de presente a uma amiga muito especial, que é mega fã de VH, coisa de uns quatro anos atrás. Mas sei que está bem cuidado.

Quando caiu a ficha e você percebeu que não era só um ouvinte de música, mas sim um colecionador de discos?

Na verdade, a partir do momento que comecei a comprar discos, já tinha isso em mente. Pois tive uma influência direta de um grande amigo Carlos Fonte, o Lito do Blackmore, que tinha, e tem, uma coleção bem legal, entre rock e MPB.


Como você organiza a sua coleção? Por ordem alfabética, de gêneros ou usa algum outro critério?

Organizo primeiramente, por ordem alfabética, e depois por ordem do lançamento do artista.

Onde você guarda a sua coleção? Foi preciso construir um móvel exclusivo pra guardar tudo, ou você conseguiu resolver com estantes mesmo?

Pois é, isso é um problema (risos). Hoje, mandei construir uns móveis exclusivos, mas não são mais suficientes (risos). Por hora, tenho os móveis e alguns porta CDs que estão me auxiliando.

Que dica de conservação você dá para quem também coleciona discos?

Eu costumo sempre limpar os CDs por conta de pó que acumulam, e sempre guardo a grande maioria em sacos plásticos próprios para CDs.


Você já ouviu tudo que tem? Consegue ouvir os títulos que tem em sua coleção frequentemente?

Não, tem itens que ainda não consegui ouvir. Infelizmente o tempo é escasso por conta do dia a dia. Para conseguir ouvir o máximo de coisas que posso, sempre carrego comigo no carro de dois a três CDs para ouvir no trajeto de casa ao trabalho, e do trabalho para casa.

Qual o seu gênero musical favorito e a sua banda preferida?

Ouço diversas coisas. De 14 Bis a Almir Sater, até metal extremo como Behemoth e Belphegor. Mas o meu estilo de musica preferido é o heavy metal e o hard rock 70’s.
  
De qual banda você tem mais itens em sua coleção?

Da “maior” de todas hahahah ... Iron Maiden. Hoje entre CDs, LPs , DVDs e afins, devo ter mais de 100 itens da banda. 


Quais são os itens mais raros, e também aqueles que você mais gosta, na sua coleção?

Itens raros... Do próprio Maiden, tenho toda a coleção daqueles CDs duplos que foram lançados pela Castle/EMI , o Best of the Beast na edição em LP, o single de Man on the Edge em picture disc (que hoje está autografado pelo Blaze), a caixa Eddie’s Archive. De outras bandas, tenho a edição comemorativa do Trick as a Brick do Jethro Tull que vinha com um jornal. Do Pink Floyd, o Pipper At Gates of Dawn, japonês triplo, que vem em um livro, fora três caixas daquela série Immersion Box. E por fim, o box do Black Sabbath, do disco 13.

Tem diversos itens que gosto muito em minha coleção. Os boxes são os que mais guardo com carinho. Mas, talvez por tudo o que significou a última tour do Iron Maiden aqui, e a quantidade de coisas bacanas que rolaram, o Book of Souls no formato de livro hoje é o item que eu tenho um apreço enorme.

Você é daqueles que precisa ter várias versões do mesmo disco em seu acervo, ou se contenta em completar as discografias das bandas que mais curte?

Depende. Existem sim bandas que tenho mais que uma versão do mesmo disco. Maiden, por exemplo. Tenho três coleções completas: os Castle duplos, os EMI com as novas capas estilizadas e os mini vinis. Mais recentemente, comprei quatro versões do último e maravilhoso disco do Dropkick Murphys, A versão em CD, uma versão em CD que vem com um livro e camiseta, mais dois LPs: um verde e outro, limitado, malhado. O 13 do Black Sabbath também tenho quatro versões dele.
  
Além de discos (CDs, LPs), você possui alguma outra coleção?

Sim. Camisetas, DVD, blu-ray, livros.


Em uma época como essa, onde as lojas de discos estão em extinção, como você faz para comprar discos? Ainda frequente alguma loja física ou é tudo pela internet?

Ambos. Gosto muito de ir à Galeria do Rock aqui em SP todos os sábados. Ainda é o grande lugar para se comprar discos em SP. Também compro muito pelo eBay, Amazon e hoje, com a facilidade da internet, diretamente com a bandas.

Que loja de discos você indica para os nossos leitores? 

Em SP, na Galeria do Rock: Zeitgeist, Die Hard, So What, Volumen Brutal e Animal Records, que para quem gosta de hard rock, glam e afins é o grande point.
  
Qual foi o lugar mais estranho em que você já comprou discos?

Já comprei discos na feira. Não feira de LPs, mas feira livre mesmo. De um rapaz que passou com eles embaixo do braço oferecendo.

O que as pessoas pensam da sua coleção de discos, já que vivemos um tempo em que o formato físico tem caído em desuso e a música migrou para o formato digital?

Algumas pessoas hoje não entendem, principalmente os mais novos, pois a forma que a nova geração ouve música, é diferente da nossa.  Muitos acham coisa de “velho”. Já as pessoas de nossa geração ainda acham bacana essa parte de consumir a música. Não sou contra os formatos digitais, pelo contrário. Eu adoro e sou usuário. Acho que existe espaço para as duas coisas. Acho o serviço do Spotify incrível. Como bom curioso, sempre acabo descobrindo excelentes coisas lá.


Você se espelha em alguma outra coleção de discos, ou outro colecionador, para seguir com a sua? Alguém o inspira nessa jornada?

Sim. Como disse acima, a primeira coleção que me inspirou foi do meu amigo Lito. Hoje, existem outras que também me inspiram. Dos amigos Regis Tadeu, do Yahoo e Raul Gil. Vitão Bonesso do Backstage, e de alguns amigos meus, como por exemplo: Ronaldo Martins da banda Masmorra e Murilo Rosa do Site Soul Rocker.
  
Qual o valor cultural, e não apenas financeiro, que você vê em uma coleção de discos?

Pode parecer bobagem, mas graças a minha paixão pela música e colecionar discos foi que conheci pessoas incríveis e os melhores amigos que uma pessoa pode querer. Foi através da paixão em comum que consegui inclusive conhecer outros países e culturas diferentes.

Vai chegar uma hora em que você vai dizer "pronto, tenho tudo o que queria e não preciso comprar mais discos", ou isso é uma utopia para um colecionador?

Jamais... hahahaha … Hoje mesmo estava caçando coisas novas para ouvir, ou seja: utopia.

O que significa ser um colecionador de discos?

Todo dia ter um prazer e uma emoção diferente ao poder escutar um item.

Qual o papel da música na sua vida?

ENORME. Talvez sem a música nem estivesse inserido no mundo corporativo que vivo e amo. Não teria conhecido grandes amigos e irmãos que a música uniu. Tão pouco teria conhecido lugares incríveis como o interior da França e o interior da Suécia. E por fim, certamente não estaria aqui falando com você e os leitores.

Pra fechar: o que você está ouvindo e o que recomenda para os nossos leitores?

Mais uma vez, obrigado pela oportunidade, Ricardo. Tenho ouvido recentemente, alguns lançamentos excelentes do ano:

Sepultura: Machine Messiah, já é um clássico
Mastodon: Emperor of Sand
Dropkick Murphys: 11 Short Stories of Pain & Glory
Life of Agony: A Place Where There’s No More Pain
Mark Lanegan: Gargoyle
Zack Brown Band: Welcome Home

Fora os discos de:
El Cuero: Fantástica banda norueguesa com influências de southern rock
Rancid
Spiritual Beggars
Elton John
Ghost

E bandas nacionais:
King Bird
Distraught
Vorgok
Syntz
  
Grande abraço a todos, obrigado pelo espaço. Ouçam discos, consumam música. Física ou digital, o formato é o que menos importa.

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