24 de ago de 2016

Review: No Trauma - Viva Forte Até o Seu Leito de Morte (2016)



O No Trauma vem do Rio de Janeiro e está na estrada desde 2011. Em 2013 o quarteto passou por uma reformulação geral, estabilizando a formação com Hosmany Bandeira (vocal), Tuninho Silva (guitarra), João de Paula (baixo) e Marvin Tabosa (bateria).

O primeiro disco do grupo, Viva Forte Até o Seu Leito de Morte, foi lançado no primeiro semestre deste ano, e aqui eu faço uma pausa, algo que você também deveria fazer. É o seguinte: trata-se de um álbum excelente, excepcional. A proposta é um djent com metalcore com doses generosas de groove e uns toques de hip-hop, tudo cantado em português. Algo único no cenário brasileiro (eu, pelo menos, nunca ouvi nada igual vindo de uma banda nacional). É um daqueles álbuns que marcam épocas, cenários e pessoas, cristalizando a crença de que é possível ir além do clichê na cena brasileira de metal, dominada, em grande parte, por bandas e fãs de sonoridade mais tradicionais.

Produzido pela banda ao lado de Marcelo Braga e Cavi Montenegro, Viva Forte Até o Seu Leito de Morte traz influências variadas e interessantíssimas como Meshuggah, Despised Icon, Periphery, Parkway Drive e August Burns Red, ao lado de nomes mais veteranos como Slipknot e Lamb of God. Com execução instrumental primorosa, o play é cheio de quebras de tempo, ritmos sincopados, acordes dissonantes e melodias angulares, criando uma sonoridade fortíssima, violenta e agressivamente cativante.



As doze faixas formam um tracklist conciso, um verdadeiro soco no estômago, impacto intensificado pelas boas letras, sempre com críticas fortes à onipresente injustiça social que vivemos no Brasil. A alternância de vozes, utilizada de maneira inteligente ao longo de todo o álbum, contrapõe o gutural predominante com passagens onde os vocais soam limpos e com sutis influências de rap. 

Sem exageros, temos em Viva Forte Até o Seu Leito de Morte um dos melhores discos já gravados por uma banda brasileira de metal. Um marco que mostra que, ao contrário do que o senso comum insiste em pensar, é possível fazer heavy metal de alta qualidade no Brasil com influências distantes e totalmente díspares à exageradamente idolatrada cena oitentista - leia-se aí power metal alemão e thrash metal. Com influências e inspirações atuais, o No Trauma constrói uma sonoridade sólida, com força para levar a banda a um futuro incrível.

Faça um favor a si mesmo: pare o que está fazendo e ouça este disco agora mesmo. 

Os Melhores Discos de Todos os Tempos: 1998


Três trilhas-sonoras dominaram as paradas em 1998. Os discos com as canções dos filmes Titanic, Cidade dos Anjos e Armageddon, puxados por mega sucessos de Céline Dion, Goo Goo Dolls e Aerosmith, tocaram e venderam sem parar durante o ano todo.

No pop, enquanto Madonna se reinventou e retornou à boa forma com Ray of Light, Britney Spears chegou chegando com o single mais vendido do ano, “… Baby One More Time”.

O rock viu o Offspring lançar o seu disco de maior sucesso, o multiplatinado Americana, enquanto o Pearl Jam mostrou que ainda estava vivo com o competente Yield. Para alegria de quem é apaixonado por música, o Gov’t Mule confirmou a ótima impressão deixada pelo seu disco de estreia e entregou o excelente Dose.

No metal, o KoRn alcançou um nível de sucesso absurdo e consolidou o nu metal, enquanto o Blind Guardian mergulhou fundo no universo de J.R.R. Tolkien e saiu de lá com o cinematográfico Nightfall in Middle-Earth. Bruce Dickinson, em seu último álbum solo antes de retornar ao Iron Maiden, brindou os fãs com o espetacular The Chemical Wedding. Já o Metallica olhou para o passado e buscou em suas raízes a inspiração para o divertido Garage Inc.



- no dia 5 de fevereiro, Rob Halford revelou seu homossexualismo em entrevista à MTV. O vocalista do Judas Priest foi um dos primeiros - e até hoje únicos - artistas de heavy metal a tornar pública a sua sexualidade

- “Frozen”, novo single de Madonna, foi lançado no dia 23 de fevereiro e alcançou a segunda posição na Billboard. A música se tornou o primeiro single a estrear na primeira posição nas paradas inglesas

- em 3 de março foi lançado o sétimo disco de Madonna, Ray of Light. O álbum vendeu mais de 16 milhões de cópias em todo o mundo e foi aclamado pela crítica

- em 17 de março foi lançado Van Halen III, o único e controverso disco da banda com o vocalista Gary Cherone (Extreme)

- no dia 3 de abril foi anunciado oficialmente que o guitarrista Dave Navarro não fazia mais parte do Red Hot Chili Peppers

- Steven Tyler fraturou seu joelho durante o show realizado pelo Aerosmith em Anchorage, no Alaska, no dia 29 de abril. Por esse motivo foram necessários ajustes de câmera e planos específicos para a gravação do clipe de “I Don’t Want to Miss a Thing”, que o cantor gravou lesionado

- em 1 de junho Scott Weiland, vocalista do Stone Temple Pilots, foi preso em Nova York após comprar heroína de um traficante. O músico faleceria em 2015, vítima de uma overdose

- Follow the Leader, terceiro álbum do KoRn, chegou ao primeiro lugar da Billboard no dia 18 de agosto, vendendo mais de 270 mil cópias em sua primeira semana. O disco vendeu mais de 14 milhões de cópias em todo o mundo, recebeu cinco discos de platina e elevou o nu metal ao mainstream

- “Do the Evolution”, primeiro clipe do Pearl Jam em 6 anos, estreou na MTV no dia 24 de agosto

- o primeiro álbum solo de Lauryn Hill foi lançado no dia 25/08. The Miseducation of Lauryn Hill recebeu 7 discos de platina e vendeu mais de 19 milhões de cópias em todo o planeta, tornando-se um dos maiores best sellers de 1998

- Britney Spears lançou o seu primeiro single no dia 23 de outubro. A icônica “… Baby One More Time” foi o single mais vendido do ano, com mais de 9 milhões de cópias comercializadas

- em 17 de novembro o Offspring lançou o seu disco de maior sucesso, Americana. O álbum vendeu mais de 11 milhões de cópias e recebeu cinco discos de platina puxado pelo single “Pretty Fly (For a White Guy)”, canção que alcançou a primeira posição em nove países diferentes



Foram formadas em 1998 bandas como All That Remains, Black Label Society, Black Rebel Motorcycle Club, Bloodbath, Bullet For My Valentine, Chimaira, Darkane, Deathspell Omega, Demons and Wizards, Eagles of Death Metal, Fantômas, Firewind, Freedom Call, The Gates of Slumber, Gorillaz, High on Fire, Killswitch Engage, My Morning Jacket, Okkervil River, The Strokes, Thrice e Watain. Encerraram atividades durante o ano Conception, Emerson Lake & Palmer, Exodus (retornou em 2001), Faith No More (retornou em 2009), Genesis (retornou em 2006), Helmet, Page & Plant, Porno for Pyros e A Tribe Called Quest. O Culture Club e o Modern Talking retomaram suas carreiras durante o ano.

Faleceram em 1997 Sonny Bono (05/01), Junior Wells (15/01), Junior Kimbrough (17/01), Carl Perkins (19/01), Carl Wilson (06/02), Falco (06/02), Cozy Powell (05/04), Wendy O. Williams (07/04), Linda McCartney (17/04) e Frank Sinatra (14/05).

Foram induzidos ao Rock and Roll Hall of Fame em 1998:

Fleetwood Mac
Gene Vincent
Lloyd Price
Santana
The Eagles
The Mamas & The Papas

Os vencedores das principais categorias da 40ª edição do Grammy foram:

Gravação do Ano e Canção do Ano: “Sunny Came Home”, de Shawn Colvin
Álbum do Ano: Time Out of Mind, de Bob Dylan
Revelação: Paula Cole

Os vencedores de álbum do ano nas principais revistas de música da época foram:

Entertainment Weekly: The Miseducation of Lauryn Hill, de Lauryn Hill
Eye Weekly: Mezzanine, do Massive Attack
Humo: Up, do R.E.M.
Iguana: Deserter’s Songs, do Mercury Rev
Kerrang!: Powertrip, do Monster Magnet
Les Inrockuptibles: Deserter’s Songs, do Mercury Rev
Melody Maker: International Velvet, do Catatonia
Metal Hammer: Powertrip, do Monster Magnet
Mixmag: Moon Safari, do Air
Mojo: Mutations, do Beck
Muzik: Moon Safari, do Air
NME: Deserter’s Songs, do Mercury Rev
OOR: XO, do Elliott Smith
Q Magazine: Moon Safari, do Air
Rock De Lux: Clandestino, do Manu Chao
Rolling Stone: The Miseducation of Lauryn Hill, de Lauryn Hill
Select: Moon Safari, do Air
SPIN: The Miseducation of Lauryn Hill, de Lauryn Hill
Terrorizer: The Haunted, do The Haunted
The Face: Moon Safari, do Air
The Wire: A Thousand Leaves, do Sonic Youth
Uncut: The Deserter’s Songs, do Mercury Rev
Village Voice: Car Wheels on a Gravel Road, de Lucinda Williams



Os cinco maiores hits do ano foram “My Heart Will Go On” de Celine Dion, “Believe" da Cher, “I Don’t Want to Miss a Thing” do Aerosmith, “It's Like That” do Run DMC e “You're Still the One” de Shania Twain.

Também fizeram muito sucesso durante o ano as seguintes músicas:

“All Around the World”, do Oasis
“Angels”, de Robbie Williams
“… Baby One More Time”, de Britney Spears
“Brother Louie ’98”, do Modern Talking
“Changes”, do 2Pac
“Closing Time”, do Semisonic
“Come With Me”, de Puff Daddy e Jimmy Page
“Deeper Underground”, do Jamiroquai
“Doo Wop (That Thing)”, de Lauryn Hill
“The Dope Show”, de Marylin Manson
“Dragula”, de Rob Zombie
“Faith”, do Limp Bizkit
“Fly Away”, de Lenny Kravitz
“Frozen” e “Ray of Light", de Madonna
“Gettin' Jiggy Wit It”, de Will Smith
“Given to Fly”, do Pearl Jam
“Got the Life”, do KoRn
“Good Riddance (Time of Your Life)”, do Green Day
“Intergalactic”, dos Beastie Boys
“Iris”, do Goo Goo Dolls
“My Hero”, do Foo Fighters
“Never There”, do Cake
“Psycho Circus”, do Kiss
“Save Tonight”, de Eagle-Eye Cherry
“Sweetest Thing”, do U2
“Thank U” e "Uninvited", de Alanis Morissette
“The Rockafeller Skank”, de Fatboy Slim
“The Way”, do Fastball
“Torn”, de Natalie Imbruglia
“Turn the Page” e “Whiskey in the Jar", do Metallica



A parada norte-americana foi dominada pela trilha do filme Titanic. Puxado por “My Heart Will Go On”, de Celine Dion, o disco vendeu mais de 30 milhões de cópias e permaneceu durante 16 semanas consecutivas na primeira posição da Billboard, entre o final de janeiro e o início de maio. Outras duas trilhas-sonoras também fizeram muito sucesso durante o ano: a de Cidade dos Anjos (3 semanas no topo) e a de Armageddon (2 semanas), puxadas, respectivamente, por grandes hits do Goo Goo Dolls e do Aerosmith. O outro ponto alto se deu com três álbuns de artistas de hip-hop: Hello Nasty dos Beastie Boys (3 semanas no número 1), The Miseducation of Lauryn Hill (3 semanas) e Vol. 2 … Hard Knock Life, de Jay-Z (5 semanas). Em relação aos singles, o mais vendido foi “… Baby One More Time”, de Britney Spears.

Na Inglaterra, o single mais vendido foi “Believe”, de Cher, e o álbum número 1 em vendas durante o ano foi Urban Hymns, do The Verve.



Mantendo a mesma metodologia dos anos anteriores, realizamos uma pesquisa em levantamentos similares publicados nos mais diversos veículos com o objetivo de identificar os discos mais significativos do ano, chegando a 120 títulos pré-selecionados. Feito isso, submetemos cada um desses títulos às notas atribuídas a eles por revistas e sites especializados em música, lançamos em nossa planilha e chegamos ao resultado abaixo.

Com vocês, os melhores discos lançados em 1998 (apenas discos de estúdio, pois como é padrão neste tipo de listas, álbuns ao vivo e compilações não entram):

50 Nightwish - Oceanborn
49 Dave Matthews Band - Before These Crowded Streets
48 Metallica - Garage Inc.
47 Jonny Lang - Wander This World
46 Savatage - The Wake of Magellan
45 Medeski, Martin & Wood - Combustication
44 Billy Bragg & Wilco - Mermaid Avenue
43 The Offspring - Americana
42 Pearl Jam - Yield
41 John Scofield - A Go Go
40 Neutral Milk Hotel - In the Aeroplane Over the Sea
39 Queens of the Stone Age - Queens of the Stone Age
38 Therion  - Vovin
37 Converge - When Forever Comes Crashing
36 Beastie Boys - Hello Nasty
35 Blind Guardian - Nightfall in Middle-Earth
34 Elliott Smith - XO
33 Rob Zombie - Hellbilly Deluxe
32 Beck - Mutations
31 The Haunted - The Haunted
30 Marc Ribot y Los Cubanos Postizos - The Prosthetic Cubans
29 Madonna - Ray of Light
28 Opeth - My Arms, Your Hearse
27 Lambchop - What Another Man Spills
26 Belle & Sebastian - The Boy With the Arab Strap
25 Brad Mehldau - The Art of the Trio, Volume Three: Songs
24 Willie Nelson - Teatro
23 Calexico - The Black Light
22 Tristania - Widow’s Weeds
21 Gorguts - Obscura
20 Mercury Rev - Deserter’s Songs
19 Eels - Electro-Shock Blues
18 Katatonia - Discouraged Ones
17 Pulp - This is Hardcore
16 Cat Power - Moon Pix
15 Marylin Manson - Mechanical Animals
14 Tortoise - TNT
13 The Gathering - How to Measure a Planet?
12 Manu Chao - Clandestino
11 OutKast - Aquemini
10 Monster Magnet - Powertrip
9 Death - The Sound of Perseverance
8 System of a Down - System of a Down
7 Refused - The Shape of Punk to Come
6 Lauryn Hill - The Miseducation of Lauryn Hill
5 Air - Moon Safari
4 Lucinda Williams - Car Wheels on a Gravel Road
3 Bruce Dickinson - The Chemical Wedding
2 Massive Attack - Mezzanine
1 Gov’t Mule - Dose

Meu top 10 do ano é esse:

1 Bruce Dickinson - The Chemical Wedding
2 Gov’t Mule - Dose
3 Blind Guardian - Nightfall in Middle-Earth
4 Metallica - Turn the Page
5 Pearl Jam - Yield
6 Belle & Sebastian - The Boy With the Arab Strap
7 Billy Bragg & Wilco - Mermaid Avenue
8 Jonny Land - Wander This World
9 Madonna - Ray of Light
10 Manu Chao - Clandestino

Abaixo você tem uma playlist com alguns dos maiores hits e músicas mais significativas do ano. E nos comentários queremos saber quais foram os melhores discos lançados em 1998 na sua opinião. Poste a sua lista!

Ouça “Plague of the Mammoths”, nova música do Crobot


O excelente Crobot, excelente quarteto vindo lá da Pensilvânia, lança dia 23 de setembro o seu terceiro disco. Welcome to Fat City sucede The Legend of the Spaceborne Killer (2012) e Something Supernatural (2014) e tem a missão de manter a reputação da banda, um dos nomes mais promissores do hard rock atual, intacta.

A julgar pelo que se ouve abaixo, os caras mais uma vez acertaram em cheio:

23 de ago de 2016

Review: Seven Days War - A New Beginning (2016)


Mais uma boa novidade vinda das terras sulistas. O Seven Days War nasceu em Canoas, cidade que fica na região metropolitana de Porto Alegre, e apesar da história recente já colocou o seu primeiro EP na praça.

A New Beginning foi produzido por Renato Osório (Hibria) e Everton Acosta (Distraught), com mixagem de Benhur Lima. A sonoridade do álbum é excelente, com uma timbragem gorda e vigorosa saindo das caixas de som. O disco traz seis faixas originais, todas cantadas em inglês e que se revelam um belo cartão de visitas da banda formada por Jorge Santana (vocal), Guilherme Cunha (guitarra), Igor Casenote (guitarra), Josué Monteiro (baixo) e Juliano Santana (bateria). 



O som fica no meio do caminho entre o metal tradicional e as sonoridades mais atuais e contemporâneas. Traduzindo, o que temos é um heavy metal construído a partir de riffs e com um instrumental competente, com refrãos fortes e passagens cheias de groove. A inclusão de trechos com melodias de guitarras gêmeas dá um toque especial, assim como os coros presentes em algumas canções.

Surpreendentemente maduro para uma banda estreante, A New Beginning apresenta uma banda com inequívoco potencial e que pode evoluir muito. Há alguns pequenos pontos para correção, mas que com mais rodagem e tempo de palco são facilmente corrigíveis, e que não compromete em nenhum aspecto o primeiro passo especial dado pelo Seven Days War.

Pra ficar de olho!

Review: Eu Acuso! - Síndrome de Estocolmo (2016)



Vem de Porto Alegre outra das boas novidades pra quem gosta de música pesada. O Eu Acuso! está na estrada desde 2012 e acaba de lançar o seu segundo EP, Síndrome de Estocolmo, sucessor da estreia Liberdade Presumida.

O Eu Acuso! é uma banda de rock pesado. E isso quer dizer que o som dos caras se permite transitar pelas inúmeras variantes do peso. Há faixas mais hard, outras mais metal, todas sempre muito bem desenvolvidas e com letras inteligentes. É possível perceber também, sem muito esforço, a influência do rap e do hardcore na mistura. Liricamente, o que a banda procura é mostrar os problemas e as questões a que somos expostos todos os dias, resultando em um discurso de forte apelo social e político.

Muito bem produzido, Síndrome de Estocolmo é urgente e dono de uma força descomunal. Suas seis faixas fazem pensar e transformam a pulga atrás da orelha em um enorme elefante em uma sala de cristais. Destaque para “De Volta às Ruas”, a ótima “Marcha dos Patifes” (aposta certeira da banda, que a escolheu como música de trabalho) e “Minha Palavra”. 



Só pra você entender melhor a proposta, vou fazer algumas analogias. Percebe-se a influência do Rage Against the Machine em algumas passagens, notadamente na estrutura das faixas, porém sem o experimentalismo da guitarra de Tom Morello. A fase metal do Pavilhão 9 também vem à mente, assim como podemos perceber uma sutil influência de nomes atuais como Five Finger Death Punch na construção dos riffs - bem de leve, mas está ali.

Síndrome de Estocolmo é um EP muito consistente, um passo à frente do Eu Acuso! em relação ao disco de estreia. Pra quem curte som pesado cantado em português, eis aqui um disquinho imperdível!

Metallica lança vídeo mostrando o processo de composição de “Hardwired"


Seguindo com a estratégia de promoção de seu novo álbum, Hardwired … To Self-Destruct, o Metallica publicou um vídeo mostrando o making of e o processo de composição do primeiro single do disco, a faixa “Hardwired”.

É sempre legal assistir ao processo criativo de uma banda desse porte. Veja abaixo:

22 de ago de 2016

Review: Saxon - Battering Ram (2015)



Na ativa desde 1977, o Saxon lançou em outubro de 2015 o seu vigésimo-primeiro álbum, Battering Ram. Ícone da New Wave of British Heavy Metal, a banda segue forte por ter tido a sabedoria de se reinventar sem perder as suas características, e Battering Ram mostra isso com precisão.

Produzido por Andy Sneap (Opeth, Accept, Testament), o álbum traz dez faixas que equilibram os elementos clássicos da sonoridade do Saxon com ingredientes que tornam a música do grupo mais contemporânea e atual, em um trabalho exemplar que deveria ser incluído nos almanaques musicais. 

Mantendo as guitarras gêmeas marcantes da NWOBHM e os vocais fortíssimos de Biff Byford - tá aí um cara que soube adequar a sua voz ao tempo -, o Saxon soa mais pesado e agressivo em Battering Ram, com um molho e um recheio que deixam o seu som ainda mais forte - cortesia de Sneap.


É claro que tudo isso não funcionaria se as músicas fossem fracas, e isso não acontece aqui. O tracklist é outro dos pontos fortes de Battering Ram, com uma coleção de canções que explicitam o excelente trabalho de composição. O resultado, como não poderia deixar de ser, é um disco forte, conciso e capaz de colocar um grande sorriso no rosto de todo fã de metal.

Entre as músicas destaque para a faixa-título, a fenomenal “Queen of Hearts”, (unindo riffs conscientemente modernos com um clima épico e uma interpretação primorosa de Byford) e “Top of the World”, essa última feita sob medida para os fãs do Saxon dos primeiros anos.

Envelhecendo com dignidade e sabedoria, o Saxon mantém viva a forte e rica tradição do heavy metal britânico em mais um ótimo disco!

Dee Snider em versão de “We're Not Gonna Take It” ao piano


Dee Snider, vocalista do Twisted Sister, lançou um vídeo com uma versão ao piano do maior clássico da banda, a imortal “We're Not Gonna Take It”. O vídeo, gravado em um deserto próximo à Las Vegas e dirigido pelo músico e ilusionista Criss Angel, faz parte da nova campanha beneficente da HELP - Heal Every Life Possible, instituição criada por Angel após seu filho de 2 anos vencer uma leucemia, e que tem como objetivo auxiliar crianças com a doença.

No clipe, cheio de imagens fortes e emocionantes, vemos a luta e o cotidiano de crianças com a doença. De cortar o coração …


A HELP está promovendo um show beneficente que acontecerá dia 12 de setembro em Las Vegas e contará com a participação de nomes como Jerry Lewis, Gary Oldman, Richie Sambora, Blue Man Group e inúmeros outros artistas das mais variadas áreas. Uma iniciativa que merece todos os aplausos possíveis, sempre.

Assista abaixo a bela versão de “We're Not Gonna Take It”:

Assista “Sleeping Dogs”, novo clipe de Zakk Wylde com participação de Corey Taylor


Zakk Wylde divulgou o vídeo da faixa “Sleeping Dogs”, música presente em seu último disco, o ótimo Book of Shadows II. Com participação de Corey Taylor, a canção é um dos destaques do álbum.

No clipe, quase que totalmente produzido em um plano sequência, acompanhamos as desventuras do personagem principal, que está tendo um dia daqueles.

Assista abaixo:

Machete Bomb divulga nova música, “O Contra-Ataque"


O Machete Bomb divulgou mais uma música inédita. A banda curitibana, que faz um som bastante original ao unir rock, samba e rap e usa o cavaquinho com abordagem de guitarra - e cheio de efeitos -, mostra em “O Contra-Ataque” toda a sua força criativa. A faixa tem a participação do rapper Alienação Futurista.

A banda lançará seu novo EP em outubro.

Assista abaixo: