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29 de jan de 2015

26 Bandas para o Matias: N de Neil Young

Talvez a primeira canção de Neil Young que eu escutei na vida tenha sido “My My Hey Hey (Out of the Blue)”. Não sei. Pode ser que sim, pode ser que não. A certeza, no entanto, é que essa faixa me impressionou muito. Acústica, uma declaração de amor ao rock and roll, que mantém o seu sentido tanto para um garoto espinhento de 15 anos quanto para um barba branca com 42.

Corta para os tempos da faculdade. De comunicação, publicidade, cujo prédio era identificado, não por acaso, com a sigla D2. Lá no estúdio de rádio onde gravávamos nossos programas, nossas experiências, nossas brincadeiras, também às vezes pintavam umas produções de fora que nada tinham a ver com a universidade, que alugava o estúdio para fazer grana com a estrutura que havia montado. E lá, num desses dias que o tempo leva mas a memória não deixa ir embora, estavam alguns amigos produzindo um programa que veicularia em uma rádio da região. O âncora era o Beto, que ganhou a alcunha Bruno do outro cara que apresentava o programa com ele - um alemão cujo nome não lembro mais - e que vocês hoje conhecem como o Beto Bruno, vocal da Cachorro Grande. E eles fecharam esse programa com um canção do Neil Young que eu não conhecia naquela época. Não tenho certeza, mas as paredes da memória indicam “Rapid Transit”, penúltima faixa de Re.ac.tor, disco de 1981 do velho bardo canadense. E soltaram a frase, juntos: "Neil Young não tem disco ruim".

(Discordo. Tem sim. Mas esse não é o propósito deste texto). 

Neil Young faz parte da minha vida há muito tempo. Rust Never Sleeps e Comes a Time são discos que ouço desde sempre, principalmente o segundo. Zuma e On the Beach são dois dos melhores álbuns que já escutei. Ragged Glory e Freedom marcaram uma período muito bom da minha vida. Volta e meia retorno para esses trabalhos, assim como passeio pela vasta - e às vezes irregular - estrada que Young construiu dentro do rock.

Poderia dizer que só o fato de ele ter composto “Cortez the Killer” já o colocaria no Olimpo para qualquer fã de rock. Mas a questão é que ele repetiu o feito inúmeras vezes. “Down By the River”, “Southern Man”, “Look Out for My Love”, “Revolution Blues”, “Crime of the City”, “Like a Hurricane”, “Mansion on the Hill”. São tantas obras marcantes que este texto poderia ser composto apenas por títulos de suas canções. 

No entanto, por mais estranho que pareça, afinal ouço Neil Young com certa frequência, minha mente não possui registro da relação do Matias com as suas músicas. Ele não bateu ainda no meu “young”. Mas vai ter tempo pra isso, seja amanhã ou mais pra frente. Afinal, a Gibson preta do canadense apitando de microfonia e soltando solos incendiários é um dos perfumes mais inebriantes e apaixonantes do rock. Suas letras, suas melodias, sua melancolia e sua selvageria, batem forte em algum momento da vida de todo ouvinte. Sua dicotomia, sua esquizofrenia sonora, que vai de um extremo a outro sem a maior cerimônia, em certos momentos causa estranheza, mas é a alma de um artista inquieto e que nunca se dá por satisfeito, mantendo o tanque da criatividade sempre cheio.

Hoje tenho 42 anos. O Matias, quase 7. Se ambos conseguirmos chegar aos 70 anos com o fogo nos olhos que Neil Young demonstra a cada ano, tudo terá valido a pena. 

Tomara que a gente consiga.


27 de jan de 2015

Checklist #007

Nossa passada tradicional nas bancas de revistas de todo o mundo. A capa da nova Decibel é o destaque, sem dúvida. Lembrando: todas estas revistas estão disponíveis para compra em seus sites oficiais, em livrarias pelo Brasil afora ou em versões mobile para smartphones e tablete.












Playlist Collectors Room: Bob Marley

Quase 2 horas com algumas das canções mais marcantes de Bob Marley, o artista mais influente do reggae. Faixas de todos os discos de Robert Nesta Marley, traçando um panorama na medida pra quem quer relembrar antigas canções ou conhecer o trabalho de um dos artistas mais importantes do século XX.

Pra curtir numa relax, numa tranquila, numa boa.


26 de jan de 2015

As belíssimas capas da revista inglesa Prog

A ótima repercussão do post sobre as capas da Metal Hammer norueguesa encorajou uma sequência, desta vez dedicada à revista inglesa Prog. 

Publicada pela mesma editora que coloca a MH e a Classic Rock nas bancas, a Prog é, como o título indica, totalmente dedicada ao rock progressivo. Suas capas brincam com ícones do gênero através de montagens e/ou fotos marcantes, tudo feito com muito bom gosto.


Abaixo alguns exemplos pra você entender o que estamos falando. Belíssimo trabalho, não?






























Killer Boogie – Detroit (2015)

Para alguns mais céticos, o stoner não passa de um movimento musical para saudosistas que não se adaptaram às modernidades sonoras. Mas nada pode ser tão delicioso como ouvir músicos com pupilas dilatadas tocando despretensiosamente em suas garagens, a fim de criar grooves com um clima psicodélico.

O Killer Boogie segue a receita citada acima na sua estreia. Vindos direto da capital italiana, o trio formado por Gabriele Fiori (guitarra, voz), Matteo Marini (baixo) e Luigi Costanzo (bateria) consegue trazer uma porção de riffs empolgantes e uma guitarra com muito fuzz. Entre o acid rock e a crueza do proto-punk, destacando-se generosas influências de Blue Cheer, The Stooges, MC5, Cactus e dos mais recentes Radio Moscow.

O grande crânio com os dentes vitimados pelo tabaco e coroado com cores quentes, serve como um grande aperitivo para o que está por vir. "Bad Rebel" inicia o álbum em um ritmo estrondoso e rápido, tendo um ótima linha de baixo. O som retrô setentista é definitivamente escancarado em "Riding the Wind", com uma dose de guitarras que vai crescendo a cada instante. "My Queen" teve merecidamente um destaque na Classic Rock Magazine; aquele tipo de música que vai moer o seu auto-falante.

Algo interessante no álbum é que a maioria das faixas segue um mesmo padrão rítmico, mas sem que isso soe maçante. "Summertime" e “The Golden Age" seguem essa mesma linha consistente de riffs pesados e distorções trovejantes, complementados por um baixo sempre ofegante e denso, além de um característico vocal hipnótico. Destoando um pouco, "Silver Universe" traz vocais em camadas e tons semi-acústicos mais delicados. Já "Cosmic Eyes" transpira toda a vibe psicodélica dos italianos. Uma aula de como ser vintage.

Nota 8,5

Tracklist:
1. Bad Rebel
2. Riding The Wind
3. My Queen
4. Little Flower
5. Silver Universe
6. Cosmic Eye
7. Summertime
8. The Golden Age
9. Dynamite

Por Giovanni Cabral, do Trajeto Alternativo


23 de jan de 2015

Playlist Collectors Room: Grandes Linhas de Baixo

Uma seleção com algumas das mais memoráveis e conhecidas linhas de baixo já gravadas. Predominantemente rock, mas também com umas pitadas de funk pra temperar as coisas.

Sugestões para futuras inclusões são bem-vindas.

Sente o groove!


As incríveis capas da Metal Hammer norueguesa

A cena de metal no Brasil é tão "sei-lá" que até as capas de revistas por aqui refletem isso, com diagramações ultrapassadas, artes questionáveis e tudo mais. Uma pena, mas não deixa de ser um reflexo da realidade em que vivemos.

Já lá no frio da Noruega, a história é diferente. A edição norueguesa da Metal Hammer se notabilizou, entre outras qualidades, por sempre trazer capas muito bem desenvolvidas e que causam impacto nos leitores. 

Separamos algumas das mais legais pra você aqui neste post. Enjoy!