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22/04/2014

“Lazaretto”, novo single de Jack White

O segundo disco solo de Jack White, Lazaretto, será lançado dia 9 de junho pela gravadora do músico, a Third Man Records. O primeiro single e faixa que batiza o álbum já foi divulgado para deleite não só dos fãs, mas para quem gosta de música de maneira geral.

Inclassificável e ótimo como sempre, como direito a um solo de violino de entortar os miolos na parte final.

Abaixo:



Por Ricardo Seelig


“Open My Eyes”, novo clipe do Rival Sons


O Rival Sons revelou mais uma faixa do seu aguardado quarto álbum. O quarteto norte-americano lançou o clipe da faixa “Open My Eyes”, música que estará em Great Western Valkyrie, que chegará às lojas no início de junho.

A canção tem um início onde o baterista Michael Miley paga tributo ao seu maior ídolo, o primeiro e único John Bonham. Aliás, a proximidade com o Led Zeppelin é gritante, incluindo interlúdios acústicos executados pelo guitarrista Scott Holiday e que remetem diretamente a Jimmy Page. Vejamos se será assim em todo o disco.

Assista abaixo:



Por Ricardo Seelig


Machine Head posta versão demo de “Killers & Kings”, música que estará em seu próximo disco

O Machine Head, uma das melhores bandas de metal do planeta atualmente, postou em seu canal no YouTube a versão demo da faixa “Killers & Kings”. A canção, lançada durante o Record Store Day em um vinil colorido de 10” com quatro capas diferentes, estará no próximo álbum do grupo, ainda sem título e data de lançamento confirmados.

Bela maneira de começar a semana depois de um feriadão |m|



Por Ricardo Seelig


Winger: crítica de Better Days Comin' (2014)

Desde o tenebroso IV (2006), os fãs do Winger vêm dançando conforme a música de uma mais tenebrosa ainda banda do rock brasileiro que diz "Vivemos esperando dias melhores...". O álbum que marcou o retorno em definitivo do Winger é um sabre no esterno, e o gosto amargo perdurou por mais três anos, até o lançamento de Karma, que, se está longe de ter o carisma do material hoje encarado como clássico do grupo, consegue varrer seu antecessor direto para debaixo do tapete sem a menor pena.

Mas nem o mais otimista dentre os fãs poderia esperar algo tão esmagador quanto Better Days Comin' (em português, dias melhores a caminho). Após a primeira ouvida do disco — que caiu na net às vésperas de seu lançamento oficial via Frontiers Records —, ouso até contestar o seu nome, que deveria ser Better Days Has Come, pois nele jaz a prova irrefutável de que tais dias melhores já vieram... e vieram com tudo, coisa que os clipes de "Tin Soldier", "Rat Race" e "Midnight Driver of a Love Machine" — cara, esse nome é muito maneiro! — já indicavam.

Better Days Comin' traz o Winger mais furioso e pesado do que nunca. Se no início dos anos 1990, o quarteto impressionava mais pela qualidade individual de seus integrantes, hoje em dia parece que a cola finalmente secou e o que chama mais a atenção é o fator complementaridade. O som que sai pelos alto falantes enquanto escrevo este texto é produto indiscutível de oito mãos e quatro vozes que sobressaem em harmonia invejável. O momento neste relacionamento é tão favorável que pela primeira vez em tempos o que se pode chamar de uma turnê grande será realizada, com datas que vão de maio a setembro deste ano.

Voltando ao disco, o som das guitarras tons abaixo de Reb Beach e John Roth é cheio e seus drives são potentes. O velho Paul Taylor tem seu valor, mas Roth é muito mais guitarrista. A bateria de Rod Morgenstein permanece entre as mais elegantes e completas que existem no hard rock, fugindo das levadas óbvias, acrescentando firulas que acentuam em prol de uma, neste caso, bem-vinda complexidade — repare no instrumento em "Tin Soldier". O baixo tem swing e Kip Winger canta como se estivesse amarrado a um barril de pólvora. Quando falta aquele fôlego de outrora, o cara já faz uso de um de seus muitos recursos vocais para não deixar a peteca cair.

Por fim, as letras fogem do estigma lovy metal ensaboado que aprisionou Winger e muitos de seus contemporâneos no imaginário do povo como bandas de trilha sonora de novela. Aqui são abordados temas como guerra, medos contemporâneos e dar a cara a tapa, que vem a ser a bandeira de todas as bandas tidas como datadas que se erguem das cinzas e se mostram ainda capazes de oferecer trabalhos admiráveis como este aqui. A sua vida pode mudar depois de descobrir que o Winger vai muito além de "Miles Away". E Better Days Comin' pode ser o disco responsável por essa mudança.

Nota: 9,5

01. Midnight Driver of a Love Machine
02. Queen Babylon
03. Rat Race
04. Better Days Comin’
05. Tin Soldier
06. Ever Wonder
07. So Long China
08. Storm in Me
09. Be Who You Are, Now
10. Another Beautiful Day
11. Out of This World

Por Marcelo Vieira


19/04/2014

Focus (Teatro Rival Petrobras, Rio de Janeiro, 15/04/2014)


Na última terça-feira, o palco do Teatro Rival Petrobras recebeu os holandeses do Focus em sua única apresentação em solo carioca pela turnê de divulgação de seu novo trabalho, Focus X. Mesmo sob forte chuva e num horário que não facilitava muito a vida de quem talvez tivesse de cruzar a cidade para prestigiar seus ídolos, o que se viu foi a casa lotada a aguardar quase 40 minutos até os primeiros acordes de “Focus”, a primeira da noite. 

Thijs van Leer é uma figura caricata; um Chacrinha da Renascença com um quê de vovô legal que ensina os netos a jogar futebol de botão. Seu domínio tanto do teclado quanto da flauta — adquirido ao longo de anos de estudo em conservatório de música — só não é maior que a sua capacidade de entreter o público. Comunicativo, arrisca algumas palavras em português e procura fazer uma graça ou outra durante as músicas. Sorte de quem adquiriu as mesas do lado esquerdo do palco e pode ver suas caras e bocas bem de pertinho. 

Acompanhando o bom velhinho estavam o guitarrista Menno Gootjes, o baixista Bobby Jacobs e outro integrante que já pegaria ônibus de graça na cidade: Pierre van der Linden, batera que deixou sua marca em quatro álbuns da banda nos anos 1970, entre eles, a obra-prima Moving Picures. E foi justamente este o álbum que compareceu com mais músicas no repertório: “Focus II”, “Eruption” (tocada na íntegra, com impressionante fidelidade à gravação original) e, é claro, “Hocus Pocus”, com o novato Gootjes navegando pela escala de sua Les Paul seguindo o mapa desenhado por Jan Akkerman e van der Linden perdendo a noção num solo de quase 10 minutos. 

Do álbum que motiva a turnê, apenas uma canção, a modernosa “All Hens on Deck”, que van Leer dedicou aos presentes. Shows de rock progressivo como este equivalem a rituais de necromancia: assim como mortos que ressurgem de seus túmulos, aquele pessoal que aparentemente havia aposentado o hábito de ver bandas ao vivo, comparece em massa. O bom dessa gente é que respondem ao menor estímulo — vide a euforia que a dedicatória que ninguém entendeu provocou. 

Porém, os mesmos eufóricos são também os mais suscetíveis à dispersão. A noção de show é diferente para esta galera que não consegue esperar o intervalo entre uma música e outra para chamar o garçom ou levantar para ir ao banheiro. Agora, ninguém foi ousado o suficiente para interromper o silêncio que antecedeu a belíssima “La Cathedrale de Strasbourg”. Seguindo a ordem inversa de Hamburger Concerto, uma “Harem Scarem” repleta de improvisos individuais veio na sequência. 

O intervalo entre o set normal e o bis foi ínfimo, mas já se via gente levantando para ir embora (!). A saideira veio na forma de “Focus III”, faixa homônima ao álbum que contém o hit “Sylvia”, que aliás, pegou todo mundo de surpresa ao ser executado logo no comecinho da apresentação. Em pouco mais de duas horas, o Focus transmitiu sua mensagem de nostalgia para os mais velhos quanto disse aos mais novos, em tom de ensinamento, que muito antes dos neoclássicos voarem baixo em seus instrumentos nos anos 1980, houve quem pensasse fora da caixa na década anterior e incorporasse de maneira acessível e surpreendente a música erudita ao rock.

Texto: Marcelo Vieira
Foto: Divulgação Teatro Rival Petrobras


17/04/2014

poeira Zine discute: com o afastamento de Malcolm Young, o AC/DC deveria encerrar as atividades?

O assunto da semana no mundo do rock é, indubitavelmente, a revelação da doença e o afastamento do guitarrista Malcolm Young do AC/DC. Líder e principal compositor do grupo, Malcolm está passando por sérios problemas de saúde e não tem mais condições de tocar.

Os amigos Bento Araújo e Ricardo Alpendre, da poeira Zine, discutiram em um vídeo do quadro Papo Poeira se o AC/DC deve ou não continuar sem a presença de Malcolm. Minha opinião: não, a banda não deve seguir sem o seu guitarrista base. Acredito, inclusive, que os próprios músicos pensam dessa maneira e lançaram o comunicado oficial sobre o assunto apenas para acalmar os rumores que cresciam sem parar. Imaginem Angus, que criou a banda com o seu irmão Malcolm e há 40 anos toca com ele, viajando ao redor do mundo sem a sua companhia?

Abaixo, Bento e Cadinho discutem o assunto e mostram os seus pontos de vista. E nós queremos saber também o que você pensa: sem Malcolm Young, o AC/DC deve parar ou deve seguir em frente?



Por Ricardo Seelig


“High Road”, nova do Mastodon (agora com qualidade sonora decente)

O Mastodon publicou em seu perfil no Soundcloud a inédita “High Road”, faixa que estará em seu próximo disco, Once More Round the Sun. Já havíamos postado a canção ontem, mas fomos obrigados a retirar o player do ar por uma solicitação da gravadora.

Agora, é possível ouvir “High Road” com qualidade de som muito superior ao link anteriormente postado.

Once More Round the Sun, sexto álbum do Mastodon, foi produzido por Nick Raskulinecz (Rush, Foo Fighters, Alice in Chais) e será lançado em junho - a data ainda não foi revelada. Uma dica: prestem atenção na imagem que está atrás do player do Soundcloud: seria um pedaço da capa do álbum?

Enquanto divagamos e esperamos, bora aumentar o volume porque o som é muito bom!


Por Ricardo Seelig