30 de jan de 2009

Vintersorg - Solens Rötter (2007)

sexta-feira, janeiro 30, 2009

Por Ricardo Seelig
Colecionador

Cotação: ***1/2

No mundo do heavy metal, músicos que ousam inovar não são, geralmente, bem vistos. Para os chamados trues, quem comete a heresia de misturar seu gênero musical favorito, o metal (um estilo puro para eles), com outras sonoridades, comete, de maneira geral e em uma generalização simplista, um crime imperdoável.

O músico sueco Vintersorg é mais um nessa lista. Extremamente talentoso, dono de uma originalidade absurda e de uma criatividade sem limites, sempre pautou seus álbuns pela busca de uma sonoridade ímpar, pautada pela união do lado mais extremo da música pesada com elementos da cultura de seu país. Ou seja, seu som é repleto de instrumentos considerados supérfluos pelos mais radicais, como violões, flautas e violinos, convivendo em perfeita harmonia com guitarras distorcidas.

Seu novo álbum, "Solens Rötter", segue o caminho dos cinco trabalhos anteriores ("Till Fjälls" de 1998, "Ödemarkens Son" de 1999, "Cosmic Genesis" de 2000, "Visions From the Spiral Generator" de 2000 e "The Focusing Blur" de 2004), explorando uma sonoridade extremamente rica, repleta de arranjos ambiciosos e andamentos intrincados.

Voltando a cantar em seu idioma, Vintersorg dá início ao disco explorando contrastes sonoros com a ótima "Dopt I En Jokelsjo" e entregando excelentes arranjos vocais em "Perfektionisten". "Kosmosaik" conta com belas passagens acústicas, enquanto "Idetemplet" serve como cartão de visitas, resumindo em seus quase cinco minutos o que o ouvinte irá encontrar nas dez faixas de "Solens Rötter".

Executando um heavy metal repleto de detalhes, onde o peso existe, mas não é extremo, Vintersorg acerta a mão em vários momentos. A agressiva "Att Bygga En Ruin" faz você se sentir um viking em plena batalha. A bela e melancólica "Stralar" serve de trilha enquanto você verifica quais foram suas baixas. O álbum fecha com "Vad Aftonvindens Andning Viskar", uma interessante faixa instrumental acústica onde Vintersorg relê as ricas tradições histórias de seus antepassados.

"Solens Rötter" é um bom disco, mas que, na minha opinião, ganharia ainda mais se tivesse uma dose maior de peso nas guitarras. Sua sonoridade extremamente limpa somente antecipa o contraste intenso que uma quantidade de distorção maior causaria ao se encontrar com suas ricas passagens acústicas. Mesmo assim, garante uma audição recompensadora ao ouvinte.


Faixas:
1. Döpt I En Jökelsjö (Baptized in a Glacier Lake) - 5:25
2. Perfektionisten (The Perfectionist) - 4:17
3. Spirar Och Gror (Spirals and Grows) - 6:32
4. Kosmosaik - 5:31
5. Idétemplet (The Idea Temple) - 4:52
6. Naturens Mystär (Nature's Mystery) - 5:00
7. Att Bygga En Ruin (To Build a Ruin) - 2:29
8. Strålar (Radiating) - 5:10
9. Från Materia Till Ande (From Materia to Spirit) - 5:48
10. Vad Aftonvindens Andning Viskar (What the Evening Wind's Spirit Whispers) - 4:49


Sounder - Hell Hymns (2008)

sexta-feira, janeiro 30, 2009

Por Ricardo Seelig
Colecionador

Cotação: ***1/2

Formado por Gerson Horror (vocal e guitarra), Daniel Koervo (bateria) e Erick Maddog (baixo, ex-Comando Nuclear, que recentemente se juntou ao grupo, mas não gravou o álbum), o Sounder é um grupo de thrash metal paulista formado em 2006. A banda lançou sua primeira demo, "The Thrash Metal Lives", em março daquele ano, alcançando boa repercussão junto à mídia especializada, o que os motivou a gravar seu primeiro disco, "Hell Hymns".

O álbum contém dez faixas que trazem influências, principalmente, de dois dos principais nomes da cena thrash metal oitentista: o Metallica e o Slayer. Ouvem-se nitidamente o impacto das guitarras pedaladas de James Hetfield e Kirk Hammet na época de "Kill´Em All", quando o som do Metallica ainda era mais cru. Além disso, algumas das melodias criadas por Gerson Horror bebem nessa mesma fonte.

Em relação ao Slayer, percebe-se que Horror e seus asseclas tem entre seus álbuns preferidos o clássico "Reign in Blood", lançado pelo Slayer em 2006. Além da óbvia referência a Kerry King e Jeff Hanneman na hora de compor, outro fator que leva a essa associação é a alternância de andamentos da bateria de Daniel Koervo, às vezes rapidíssima e em outros momentos mais cadenciada, conduzindo a música nos pratos e não no chimbal, exatamente uma das características mais marcantes de Dave Lombardo.

O Sounder mostra talento de sobra, demonstrando capacidade criativa suficiente para saber usar as influências citadas, onipresentes no thrash metal, para criar um som cativante e que empolga qualquer coração
headbanger. "We Are the Killers" abre o trabalho com aquele timbre de guitarra áspero da década de oitenta, e é uma das melhores do disco. "The Hell is Here" é Slayer em estado bruto. "Kill the Raper" tem um bom riff, amparado por bases mais cadenciadas que levam qualquer um a bater cabeça. A abertura apoteótica de "Soldiers from Hell" está no DNA de qualquer metalhead das antigas. E "The Thrash Metal Lives", que fecha o CD, é um manifesto sonoro daquilo que a banda se propõe a fazer.

Gerson Horror compôs praticamente sozinho todas as faixas, e, além dos vocais e guitarra, se encarregou do baixo no
play. Ele é a alma do Sounder, devidamente amparado pelo fiel escudeiro Daniel Koervo.

Gostei muito de "Hell Hymns". O álbum agradará em cheio a galera que curtiu, como eu, os anos dourados do thrash metal na década de oitenta. Ótima estreia!

Faixas:
1. We Are the Killers - 4:34
2. The Hell is Here - 3:02
3. Homicide - 2:30
4. Tormentor - 1:45
5. Sounder (Crucial Battle) - 3:46
6. Kill the Raper - 4:11
7. I Play with Hate - 2:20
8. Death Messengers - 4:41
9. Soldiers from Hell - 4:11
10. The Thrash Metal Lives - 3:51

29 de jan de 2009

Lumina - Project (2008)

quinta-feira, janeiro 29, 2009

Por Ricardo Seelig
Colecionador

Cotação: ****

O Lumina é um trio de free jazz / fusion formado por instrumentistas experientes e acima de qualquer suspeita. Fazem parte do grupo o guitarrista Johny Murata (que também atua como compositor, arranjador, engenheiro de som e produtor, além de ser um músico disputadíssimo no cenário da world music), o baixista Sizão Machado (que já tocou com ícones como Chet Baker, Chico Buarque, Elis Regina, Airto Moreira e inúmeros outros) e o baterista Fabio Fernandes (também na Banda do Sol, e com passagens pelos conjuntos de Rogério Duprat e Hermeto Paschoal). Como se vê, todos com currículos extensos e muita estrada nas costas.

A banda surgiu de uma jam session entre Murata e Fernandes, que, entusiasmados com o resultado, decidiram entrar em estúdio para registrar suas composições. Para isso convocaram Sizão Machado, e o resultado é esse "Project", primeiro álbum do Lumina.

Totalmente instrumental, o trabalho transita com autentidade e conhecimento de causa pelos caminhos sinuosos do fusion, em construções harmônicas complexas, melodias inusitadas e alto apuro técnico nas performances. Johny Murata exala sensibilidade em notas que flutuam sobre as bases intricadas criadas por Sizão Machado e Fabio Fernandes.

A melodia de "Crystal Tower" evoluiu sobre escalas de acordes que hipnotizam o ouvinte. "Sahara" abre com um solo de bateria de Fernandes que me trouxe à mente o solo fenomenal de Elvin Jones em "Pursuance", faixa do clássico "A Love Supreme", lançado por John Coltrane em fevereiro de 1965. Em "Sahara" cada um dos três instrumentos parece, em um primeiro momento, seguir caminhos independentes, que na verdade se revelam entrelaçados de maneira univitelina, alcançando um resultado final não menos que soberbo.

A densa "Thar" nos transporta para outro mundo, enquanto "Lonely" cativa instantaneamente, além de conter a melhor performence de Sizão em todo o disco. A abertura apocalíptica de "Karakum" evolui para um exercício de instrospecção, com os músicos entregando notas que parecem se abraçar e girar pelo ar. O álbum se encerra com a demonstração de técnica explícita de "Atacama" e com os climas contrastantes de "Genesis".

"Project" traz oito faixas exemplares, em um resultado final que paira muito acima daquilo que o mercado brasileiro está acostumado a receber. Uma pequena observação deve ser feita em relação à produção do disco, que, se está longe de deixar a desejar, poderia, sem dúvida, explorar melhor os timbres dos instrumentos de Murata, Machado e Fernandes. Merece menção também a bela arte da capa, desenvolvida por Robson Piccin, que transmite de forma certeira o conceito do grupo.

Se você curte jazz e, principalmente, fusion, esta estreia do Lumina irá lhe agradar em cheio.


Faixas:
1. Crystal Tower - 8:22
2. Siberia - 4:29
3. Sahara - 4:48
4. Thar - 7:20
5. Lonely - 5:29
6. Karakum - 2:48
7. Atacama - 4:05
8. Genesis - 12:38


Glenn Hughes - First Underground Nuclear Kitchen (2008)

quinta-feira, janeiro 29, 2009

Por Ricardo Seelig
Colecionador
Cotação: ***1/2

"First Underground Nuclear Kitchen", novo trabalho do veterano Glenn Hughes, recebeu resenhas entusiasmadas de uma parcela considerável da crítica especializada, que apontou o álbum como o melhor de Hughes em muitos anos. A pergunta é: seria para tanto?

Acompanhado por Chad Smith na bateria e Luis Maldonado na guitarra, além das participações em algumas faixas de JJ Marsh e George Nastos nas seis cordas, bem como dos tecladistas Anders Olinder e Ed Roth, Glenn passeia com propriedade e experiência pelo hard rock, pelo funk e pelo soul, gêneros fundamentais em sua formação.

A abertura com "Crave" desce redondo. A faixa-título é um hit bruto, com um refrão repleto de balanço, pronto para ser cantado a plenos pulmões por platéias ensandecidas ao redor do planeta. Glenn acerta a mão no funk de "Love Communion", na sensibilidade soul de "Imperfection" e no peso de "Never Say Never", que coloca no mesmo caldeirão os dois principais caminhos sonoros trilhados pelo artista em sua carreira: o hard rock e o funk.

Outro bom momento é a contemplativa "Too Late to Save the World", baladaça que demonstra, em todos os sentidos, o vocal privilegiado de Hughes. A doce "Where There´s a Will" fecha o álbum de maneira reconfortante, como um bálsamo depois da tempestade.

Um aspecto que me incomodou um pouco em "First Underground Nuclear Kitchen" foi a similariedade dos andamentos funks do disco, com Glenn Hughes e Chad Smith não se aventurando pela fértil tradição criativa que o gênero possui. Quem conhece o estilo sabe que o que não falta é inovação e ousadia nas bases rítmicas dos grupos negros dos anos setenta, por isso a insistência de Hughes em ficar dando voltas em torno de um mesmo lugar frusta um pouco. Exemplos disso são os grooves de "Love Communion" e "We Go to War", muito semelhantes entre si. Um pouco mais de ousadia seria muito bem-vinda.

Concluindo, "First Underground Nuclear Kitchen" é um bom disco, mas está longe de ser um novo clássico como andam apregoando por aí. Ainda prefiro "Building the Machine", petardo lançado pelo baixista em 2001, esse sim um senhor álbum, explorando todas as possibilidades do talento de Hughes.

"First Underground Nuclear Kitchen" reserva bons momentos e irá agradar aos fãs, mas Glenn Hughes pode fazer muito mais do que isso.


Faixas:
1. Crave - 4:22
2. First Underground Nuclear Kitchen - 3:47
3. Satellite - 4:35
4. Love Communion - 4:46
5. We Shall Be Free - 5:43
6. Imperfection - 4:50
7. Never Say Never - 5:08
8. We Go to War - 3:50
9. Oil and Water - 4:04
10. Too Late to Save the World - 6:22
11. Where There's a Will - 4:29


Dismember - Dismember (2008)

quinta-feira, janeiro 29, 2009

Por Ricardo Seelig
Colecionador

Cotação: ****

Indiscutivelmente, os suecos do Dismember vivem uma ótima fase. Depois do arregaço que foi "The God that Never Was", lançado em 2006, o grupo continua mostrando uma força impressionante em seu novo álbum, batizado apenas com o nome da banda.

Oitavo trabalho de sua carreira, iniciada em 1988 em Estocolmo, "Dismember", que chegou às lojas européias em 18 de fevereiro de 2008, mostra o conjunto executando o death metal pesadíssimo que fez a sua fama, mas também abre espaço para a inserção de algumas características de outros gêneros, agregando ainda mais qualidade ao seu som. É o caso de "Death Conquers All", com mudanças de andamento e riffs que são puro thrash metal. Já "Europa Burns" traz guitarras que, em alguns momentos, poderiam muito bem pertencer a uma banda de hard rock - e quando eu falo hard não estou me referindo ao estilo associado aos grupos norte-americanos do final dos anos oitenta, mas sim aos conjuntos da cena setentista.

O disco traz uma cacetada atrás da outra. A agressiva "Under a Blood Red Sky" é empolgante e faz a sua cabeça bater instantaneamente. "The Hills Have Eyes" parece saída dos primeiros álbuns do Motorhead. Influências do Slayer são escancaradas em "Legion", enquanto "Tide of Blood" traz as saudosas guitarras pedaladas e grandes doses de melodia nas seis cordas. Uma das melhores do álbum, fácil, fácil.

Os fãs das antigas irão pirar com "Combat Fatigue", rápida, suja e agressiva como os primeiros discos do grupo. A cadenciada "No Honor in Death" mostra que o quinteto andou ouvindo muito Black Sabbath, e os mais de seis minutos de "Black Sun" fecham o disco em uma muito bem azeitada união do peso do thrash com a agressividade e a rapidez do death metal.

Destaques para o vocal cavernoso de Matti Karki e para a dupla de guitarras formada por David Blomqvist e Martin Persson, dona de grande inspiração durante todo o CD.

Não posso encerrar essa resenha sem fazer menção ao belíssimo trabalho de Craig Rogers, responsável pela capa e pelo projeto gráfico do disco. Seu trabalho beira à perfeição.

Mais um grande álbum desse ótimo grupo, que merece, há tempos, muito mais reconhecimento do que possui. Torço para que, com esse novo disco, o Dismember ganhe ainda mais espaço entre os bangers de todo o mundo. Talento para isso eles já mostraram que não falta.


Faixas:
1. Death Conquers All - 3:48
2. Europa Burns - 3:33
3. Under a Blood Red Sky - 5:24
4. The Hills Have Eyes - 3:15
5. Legion - 3:22
6. Tide of Blood - 3:35
7. Combat Fatigue - 2:29
8. No Honor in Death - 3:07
9. To End it All - 3:51
10. Dark Depths - 3:48
11. Black Sun - 6:24


Stratovarius - Visions (1997)

quinta-feira, janeiro 29, 2009

Por Ricardo Seelig
Colecionador
Cotação: ****1/2

Dando sequência a sua política de relançamentos, a Dynamo Records recoloca no mercado brasileiro o clássico "Visions", sexto trabalho do Stratovarius e responsável por transformar a banda em um dos maiores nomes do power metal da década de noventa.

Lançado originalmente em 28 de abril de 1997, o disco contém alguns dos maiores hinos da carreira dos finlandeses, como "The Kiss of Judas", "Black Diamond", "Forever Free" e "Before the Winter". A qualidade das composições é tamanha que a primeira metade do álbum parece mais uma coletânea. Passados mais de dez anos de sua chegada ao mercado, a coesão de suas faixas ainda surpreeende não só o ouvinte novato, que toma contato com suas canções pela primeira vez, mas também o banger mais veterano, que reafirma a sua crença no talento e na capacidade criativa do grupo.

Mas a força de "Visions" não está somente nos clássicos já citados. O conjunto de suas faixas entrega ao ouvinte, em uma bandeja reluzente, muito do que de melhor o heavy metal produziu na última década. "Legions" é um power metal construído com as características que fizeram do estilo um dos mais populares em todo o mundo; "The Abyss of Your Eyes" tira o pé do acelerador e coloca uma bem-vinda pitada épica na mistura; Timo Tolkki mostra suas influências de música clássica em "Holy Light", com sua guitarra sendo acompanhada, nota por nota, pelo teclado competentíssimo de Jens Johansson; "Paradise" é uma paulada que mescla em uma mesma faixa elementos de heavy metal e hard rock, resultando em uma das melhores composições da história do grupo; e o encerramento, com a longa e grandiosa "Visions (Southern Cross)", é um exemplo do quanto a banda estava afiada naquela época, com um desfile de melodias inspiradíssimas e linhas vocais feitas sob medida para levantar estádios.

Para finalizar, gostaria de fazer apenas uma observação: já que estava relançando o disco em nosso mercado, seria muito interessante que a Dynamo Records agregasse algum diferencial a essa nova versão, diferenciando-a daquela lançada há alguns anos atrás por outra gravadora. Uma ótima maneira de fazer isso seria acrescentar nessa reedição as bonus tracks presentes na versão japonesa do disco, criando assim um atrativo muito interessante para os fãs e para quem ainda não possui o álbum em seu acervo.

Vale lembrar que, além de "Visions", a Dynamo reeditou também "Twilight Time" (1992), "Dreamscape" (1994), "Fourth Dimension" (1995) e "Episode" (1996). Eis aí uma ótima oportunidade para conhecer ou completar a discografia de um dos mais importantes e influentes grupos de heavy metal dos anos noventa.


Faixas:
1. Black Diamond - 5:40
2. The Kiss of Judas - 5:49
3. Forever Free - 6:00
4. Before the Winter - 6:07
5. Legions - 5:43
6. The Abyss of Your Eyes - 5:38
7. Holy Light - 5:45
8. Paradise - 4:27
9. Coming Home - 5:36
10. Visions (Southern Cross) - 10:19



28 de jan de 2009

Minha Coleção: Michel Camporeze Téer

quarta-feira, janeiro 28, 2009

Michel, ao contrário da maioria dos colecionadores que já entrevistei, a sua coleção é focada em uma banda brasileira. Que diferenças existem, na sua opinião, entre colecionar material de um grupo nacional e de um estrangeiro?

Acredito que a principal diferença seja realmente a distância. Tenho amigos que são colecionadores de bandas gringas e que para que eles possam adquirir CDs e itens raros precisam importar esses materiais. Outra questão é que muitas delas nunca pisaram no Brasil, o que é muito triste. Nesse ponto me considero um cara de sorte, pois o Dr Sin é uma banda brasileira e posso assisti-los ao vivo com freqüência.

O que o atraiu tanto no trabalho do Dr Sin a ponto de você decidir iniciar e manter uma coleção do grupo?

Sem dúvida nenhuma, o ponto que mais me chamou atenção na banda foi a qualidade musical. Ao ouvir o Dr Sin me identifiquei com as letras das músicas, e a instrumentação da banda consegue unir virtuosismo, criatividade e bom gosto.

Quantos discos você tem?

No geral eu nunca contei item por item de tudo o que tenho, mas devo ter uns 200 LPs e aproximadamente uns 230 CDs aproximadamente. É muita coisa para quem mora em um apartamento.


Quantos do Dr Sin?

Em quase nove anos de fã-clube e contato com pessoas do Brasil e exterior, somei um número grande de itens, desde os mais comuns até os mais raros. Entre CDs, singles, demos, versões de lançamentos, DVDs, participações em outros projetos e outras gravações, são 153 itens. Tenho também aqueles que algumas pessoas não consideram como coleção, como posters, notas, curiosidades, flyers de shows, credenciais, ingressos, entrevistas e fotos inéditas.

Existem outras bandas que você possua um número razoável de itens?

Tenho sim, acho que todo colecionador acaba tendo “coleções secundárias”. Não deixam de ser coleções, mas sem aquele fanatismo todo ... Sou assim com algumas bandas que gosto muito, como Golpe de Estado, Mr Big e Velvet Revolver. Tenho todos os discos originais e alguns bootlegs também.

Além dos CDs, que outros formatos de mídia você tem na sua coleção?

Na minha coleção do Dr Sin eu tenho de tudo um pouco. LPs, CDs, DVDs, Fitas K7s, fotos inéditas, posters, bonés, munhequeira, camisetas, bottons, palhetas do Edu e do Andria e também baquetas do Ivan.


Como você guarda seus discos?

Os guardo na minha estante, longe do pó, da umidade e do sol. Para conservá-los eu lavo meus discos e CDs com detergente neutro e água corrente quando necessário, e tomo muito cuidado ao colocá-los no toca discos ou no porta CDs para não arranhar. Acredito que o cuidado é fundamental para a longevidade de uma coleção. Ela pode não ter um valor financeiro muito grande, mas para mim é de grande estima.

Você só coleciona itens relacionados à música, ou também mantém outras coleções?

Quando pequeno eu colecionava maços de cigarro, onde nasci, em São Bernardo do Campo. Isso era uma prática comum entre a molecada. Ainda tenho esses maços, mas não os coleciono mais. De uns três anos pra cá tenho colecionado postais, aqueles que tem em barzinhos, lojas de CDs, casas noturnas e outros lugares. Coleciono esses postais pois em alguns casos me ajudam na hora de criar campanhas e layouts. Sou publicitário.


Qual o item mais raro da sua coleção?

Putz, não dá pra escolher apenas um. Destaco duas gravações inéditas. Uma delas é uma fita K7 do ensaio do Prisma (nome da primeira banda dos irmãos Busic, em 1983). Nessa gravação tem vários covers do Kiss e Rush e próprias. A segunda gravação (também uma k7), com um ensaio da Chave do Sol com meia hora de um lado com o Edu Ardanuy tocando guitarra, e no outro lado com a nova formação da banda, que contava com o Kiko Loureiro. Essas gravações nunca foram lançadas, coisa inédita mesmo. Ahhh, tenho também um show do Cherokee (banda do Andria e Ivan) ao vivo na Praça do Rock em 1988.

Tirando as gravações tenho algumas fotos inéditas do Dr Sin originais, que nunca foram publicadas, e algumas letras escritas a mão, como a "Sex Machine", música que após algumas reformulações transformou-se no hit "Emotional Catastrophe".

Quais as principais diferenças entre as versões nacionais dos álbuns do Dr Sin e aquelas lançadas no exterior?

As diferenças variam de acordo com a gravadora e também de acordo com a região onde esses lançamentos foram feitos. Tenho, por exemplo, a versão do CD “Dr Sin II” americana, no qual até o nome do CD foi alterado; lá ele se chama “Shadows of Light”. Nessa versão o encarte foi totalmente modificado, e a revista no qual aqui no Brasil é parte integrante também não foi lançada.

Um exemplo mais interessante também foi a versão japonesa do “Brutal”. Lá ele ganhou uma capa nova e na parte interna do encarte foram acrescentados alguns detalhes em fogo. Não posso deixar de citar que esse CD também é acompanhado por um encarte extra com todas as músicas traduzidas para o japonês, além de ter a ordem das faixas trocadas.

Quantos discos você compra por mês?

Não tenho tido o hábito de fazer compras com muita freqüência. Trabalho no centro de São Paulo, bem próximo da Galeria do Rock, e sempre dou uma passada por lá para ver as novidades, mas só compro quando realmente encontro algum item de uma banda que gosto muito.


Você prefere ter vários itens diferentes, ou várias versões de um mesmo disco?

Essa pergunta é muito interessante, pois algumas pessoas já me perguntaram qual era a vantagem que eu via em comprar, por exemplo, três CDs aparentemente iguais do Dr Sin. É uma questão de coleção. Tenho três versões do "Insinity", por exemplo, uma diferente da outra. Cada uma dessas versões traz algum detalhe novo, seja no projeto gráfico ou mesmo no CD propriamente dito. Em relação a itens diferentes e versões do mesmo disco, na minha coleção do Dr Sin eu escolho as duas opções (risos).

De que países vêm as melhores edições CDs?

As versões do Japão são especiais em todos os sentidos. Na maior parte dos lançamentos feitos por lá existe um cuidado a cada detalhe. Basta pegar os CDs do Dr Sin, Mr Big e outras bandas para ver que eles são muito perfeccionistas. As versões européias também não ficam para trás.

Qual formato você prefere?

Quando se trata de uma raridade eu não me importo com o formato, mas tenho uma preferência pelo jewel case pelo fato de ser o mais popular e, de certa forma, já me adaptei a ele. Em relação à arte, o digipack é muito bonito, no meu modo de ver possui mais arte, porém é muito frágil e fácil de danificar. O “Listen to the Doctors”, sétimo CD do Dr Sin, é nesse formato. Quanto ao mini vinil e o vinil tradicional, são demais !!!

Você mantém uma relação próxima com os integrantes do Dr Sin. Como se deu essa aproximação?

Os conheci na época do lançamento do "Dr Sin II", em 2000. Eles estavam com shows agendados em vários lugares aqui em São Paulo e eu estava sempre presente neles. Aí, sempre que tinha a oportunidade eu aparecia no camarim para dar um “oi” e falar sobre o show. Paralelamente a isso comecei a montar um site para a banda, para divulgar mais os shows e as novidades referentes ao grupo e aos projetos paralelos deles. Com o passar do tempo a banda reconheceu esse site, que acabou virando um fã-clube, e fomos pegando amizade. Isso já faz quase dez anos.

Quais as principais diferenças entre os integrantes do Dr Sin, na sua opinião?

Apesar do Dr Sin ser uma banda de poucos integrantes, ao meu modo de ver cada um é muito diferente do outro, tanto na forma de pensar como na de agir também. O Edu e o Andria são caras mais reservados, já o Ivan é mais falante, conta piadas a toda hora. Com o tempo passei a falar bastante com o Edu e com o Andria e notei que eles também eram brincalhões, era só uma questão de tempo para ver que todos são pessoas simples e muito amigos também.


Já perdeu o sono por não ter comprado algum item? 

Na verdade é sempre uma ansiedade a cada trabalho que a banda ou os músicos lançam, pois enquanto eu não estou com o CD ou o que quer que seja que tenham lançado nas mãos eu não sossego. Me lembro que o que mais me deixou ansioso foi aguardar o correio entregar o “Shadows of Light” (versão do "Dr Sin II" no exterior) que um fã da França tinha me enviado. Os dias não passavam nem a pau (risos).

Qual a maior loucura que você já cometeu pela sua coleção?

Com certeza a maior de todas as loucuras foi a que fiz para digitalizar todos os shows que registrei com minha câmera. Parece bobagem mas foi um trabalhão passar VHSs e minhas filmagens de shows e gravações de terceiros para o formato digital. Trabalho bastante e tenho pouquíssimo tempo para lazer e afins. Ao todo são mais de setenta filmagens, desde projetos extra Dr Sin até os shows da mais recente turnê da banda.  

O que falta ainda conseguir?

A cada dia que passa descubro que ainda faltam itens a serem adquiridos, isso é meio óbvio porque, na minha opinião, uma coleção nunca tem fim e os colecionadores nunca estão satisfeitos. Até semana passada eu pensava que só me faltava adquirir a versão japonesa do "Insinity" e também a segunda versão dos CDs "Brutal" e "Alive", lançados pela Moria Records, mas descobri recentemente que a música “Encoleirado” (faixa que o Dr Sin gravou no álbum do Supla em 1990) saiu em um dos discos da trilha sonora da novela Vamp. Outro item que está difícil de se achar é um cd da Silvinha Araújo chamado “Kinema”. Nele o Dr Sin também gravou uma música, chamada “So Long” ... tô louco atrás disso ...


Você criou e mantém um site sobre o Dr Sin. Conte pra nós como surgiu e se concretizou essa idéia.

É verdade. Em 2000 eu comecei a fazer um curso básico de web, e para praticar e aperfeiçoar o conteúdo do curso comecei a desenvolver um esboço de um site bem simples. Ao levar para a aula, um grande amigo, o Renato Nakazume, me perguntou sobre o que seria o site e decidi na hora que ele seria do Dr Sin, por gostar muito da banda e tal. Ao publicar o site ele passou a ser muito acessado, a receber contato de várias pessoas de diferentes estados do Brasil, e para a minha surpresa, até de pessoas no exterior. Isso me manteve ativo com a proposta do site e a mantê-lo bem atualizado.

Já no ano de 2003 / 2004 a banda teve problemas com o site oficial e nós passamos a ser uma das maiores fontes de informação a respeitp do grupo na web. Por fim, quando o site deles voltou ao normal, o Dr Site foi nomeado pelo próprio Dr Sin como o fã-clube oficial, o que pra mim é um grande orgulho.

O que faz com que nós, colecionadores, sejamos diferentes da grande maioria dos ouvintes de música?

Isso é um ponto difícil de explicar porque envolve sentimento. Acho que a música provoca isso nas pessoas, em maior ou em menor escala. Acho que sou privilegiado em achar algo que gosto muito, é por isso que dedico tempo e entusiasmo a minha coleção. Existem pessoas que apenas ouvem música por ouvir, outros gostam de algumas bandas conforme as “sugestões” de rádios ou TVs. Eu respeito isso também, mas esse não é o meu perfil. Amo minha coleção, amigos e a Verinha, minha namorada e grande companheira que conheci por intermédio do fã-clube.

Na era do MP3, pessoas como nós, que ainda compram discos e se dedicam às suas coleções, são a exceção ou a salvação da indústria?

Todos os colecionadores tem um papel muito importante para esse mercado, pois o fã de verdade se preocupa em ter o lançamento original para poder ler o encarte, se ater aos detalhes da ilustração do álbum, e por muitas vezes ressuscita alguns formatos decretados como “mortos” pelo mercado fonográfico, como é o caso do LP ou das fitas K7 e VHS. O mais importante para o fã é fruir aquela obra ao máximo. CDr ou mesmo o MP3 só me servem para garantir que minha coleção está bem protegida em casa e longe de assaltos na rua.


Pra fechar: qual seu integrante favorito do Dr Sin, e porque?

O Dr Sin é constituído por três caras, mas a sonoridade da banda é uma só, e o que realmente vale é a música. Sendo assim os meus integrantes favoritos são: Andria Busic, Edu Ardanuy e Ivan Busic.

Assista dois vídeos produzidos pelo programa Sleevers, onde Michel mostra a sua coleção:






26 de jan de 2009

O Jazz e Sua Formação - Parte 3

segunda-feira, janeiro 26, 2009

Por Fábio Pires
Pesquisador e Colecionador

O formato de jazz band que conhecemos atualmente tem a ver com o agrupamento inicial de instrumentistas no começo da cena jazzística, músicos amadores que tinham uma mesma idéia para tocar um estilo de que tanto gostavam. Os primeiros grupos que formaram um jazz mais 'organizado' surgiram por volta do início do século XX, com instrumentos bem diferentes daqueles que caracterizavam os anos 40 ou mesmo os grupos de jazz rock que começaram no início dos 60, abrindo seu espaço definitivo junto à transformação musical que viveu essa década e que tanto conhecemos.

A habilidade dos instrumentistas por volta de 1890 não era uma primazia, não havia uma formação técnica, algo que veio a ocorrer mais tarde, com músicos que passamos a conhecer pela mídia, como Louis Armstrong, Duke Ellington ou Chet Baker. Os músicos eram mais autodidatas do que exímios concertistas, tocavam instrumentos pelo fato desses virem parar em suas mãos e de não terem alternativa para outros.


Vale a pena mencionar os chamados minstrels (menestréis), artistas que tocavam seus lamentos ao som de um violão pelas ruas. Muitos deles saíam em grupos para a divulgação de seus trabalhos e, de uma forma até circense, exibiam sua poesia em forma de música, arte essa que era chamada de vaudeville (grupos de arte ambulante que marcaram sua influência até a década de 10 do século XX - procurar nas obras de Bertold Brecht, dramaturgo alemão que fazia alusão ao vaudeville e que se utilizou dele em suas peças, influenciando nada menos que Jim Morrisson em muitas das canções dos Doors).

O fato é: após a Guerra da Secessão (1865) muitos soldados que tinham morrido ou fugido desse conflito interno dos EUA abandonaram seus instrumentos de bandas militares. As tubas, cornetas, clarinetas, saxofones e outros eram aproveitados pelos negros (ex-escravos), que deles se apropriaram para justamente 'compor' suas primeiras notas. Colegas, o jazz veio do resto, do lixo, daquilo que o homem branco deixou para o negro e que, muito bem aproveitado, foi trazido à esfera da arte musical, mesmo que no início eles não tivessem esse pensamento artístico. E não tinham mesmo, mas criaram, souberam criar, souberam deixar um legado. Do 'lixo ao luxo', isso é muito estranho de escrever, mas foi justamente isso que nos deram há mais de um século atrás. 


De todos esses fatores mencionados (curiosidade, vaudeville e instrumentos que foram apropriados) é que nasceram as jazz bands. Elas se baseavam em pequenos grupos ou até uma orquestra completa composta pela front line (músicos da linha de frente) e a chamada rhythm section (acompanhamento de ritmo e de harmonia da música).

No início em New Orleans tínhamos: 
front line tradicional formada por corneta, e tempos após o trompete e a clarineta; seção rítmica formada pela tuba (substituída após pelo contrabaixo), o banjo (depois pela guitarra) e a bateria; piano como participante de ambas as posições de uma big band, executando solos, auxiliando na harmonia e ritmo.

Com instrumentos de ambas linhagens, militar e doméstica (piano, por exemplo), formou-se o que já podemos considerar como as modernas
big bands, pois seu formato não foi alterado. A essência do estilo New Orleans baseava-se na melodia tocada pela corneta (ou trompete) com graves e agudos formados pelo trombone e clarineta.

Mas muitos músicos não tiveram tanta sorte em achar instrumentos ou comprar os mesmos, portanto entra em cena a imaginação em fabricar os instrumentos, processo semelhante ao que aconteceu no samba brasileiro. Colegas, o negro era e ainda é extremamente criativo, e isso ficou pautado na elaboração das bandas de jazz nos EUA. 


Chamamos de spasm bands aquelas que eram formadas por músicos de técnica precária, esses mesmos que não tiveram a sorte grande de ter instrumentos mais caros e refinados. Esses instrumentos eram a guitarra, a rabeca, o banjo, pentes em papel, latas, chaleiras, vários utensílios de cozinha e as famosas washboards (tábuas de lavar roupa). As spasm bands continuaram até os anos 20, dando lugar às reais bandas de jazz. Nesse exemplo, o artista Kid Ory se mostrou para o mundo da música e com dinheiro conseguiu seu primeiro trombone real, e seguiu sua carreira como músico profissional. Havia espaço para a criação dentro das spasm bands, havia a criatividade que mais tarde fortaleceu o jazz dentro do fusion, ou jazz rock, por exemplo. Creio que paralelamente à técnica do estilo veio a criativadade do músico, que mesmo sem conhecer as formalidades técnicas da música clássica criou seu próprio mundo musical, sua própria verdade técnica. Isto é jazz.

*Ajudou-me nesta pesquisa a obra do grande Augusto Pellegrini, "Das Raízes ao Pós-Bop", da editora Códex.

Flávio Guimarães - Vivo (2008)

segunda-feira, janeiro 26, 2009

Por Ugo Medeiros
Colecionador e Jornalista
Coluna Blues Rock

Cotação: ****


Puta que pariu, ainda há esperanças para o Brasil!  Apesar de vivermos em um país que faz questão de não incentivar a cultura, ainda há quem luta contra a indústria do jabá e tenta produzir arte. Ao escutar o novo álbum do gaitista Flávio Guimarães, "Vivo" (Delira Blues), me bateu uma felicidade ao constatar que nem tudo está perdido.

O integrante fundador do Blues Etílicos, disparada a melhor banda brasileira de blues, lançou o primeiro registro ao vivo de sua carreira. O disco é um cruzado de direita no queixo do ouvinte. Esbanjando virtuosismo e técnica, Flávio mostra que sua música está madura. Ao lado da Blues Groovers,
sideband requisitada por nomes como Big Gilson e Maurício Sahady, nas primeiras nove faixas Flávio faz um tour pelos clássicos de alguns bluesmen.

Para a abertura, um
cover matador de "Wild Wild Woman" (Johnny Young), em que o gaitista executa um solo capaz de sacudir os ossos de Robert Johnson. "River Hip Mama" (Charles Musselwhite) é a resposta ideal aos que perguntam qual a grande influência do brasileiro. "Last Night" (Little Walter), um blues com bastante feeling, solos de gaita e slide recheadas de sentimentos. "Bad Boy" (Eddie Taylor) é um blues com groove e mostra o grande entrosamento entre Otávio Rocha (guitarra), Ugo Perrotta (baixo) e Beto Werther (bateria). "Bright Lights Big City" (Jimmy Reed) é uma agradável busca por um som vintage. "Blues Stu" (Robben Ford), com outra banda de apoio, tem uma deliciosa pitada de jazz.

Ainda há grandes surpresas, na verdade presentes ao público: duas faixas acústicas com participações especiais; "Darkest Hour" (Charles Musselwhite), conta com voz e violão do próprio Charles, e "Madcat’s Groove" (Guimarães/Ruth), com Peter “Madcat” Ruth, gaitista americano que teve a honra de tocar com a lenda Dave Brubeck e de ganhar o Grammy.

"Vivo" é a consolidação de Flávio Guimarães como um dos maiores gaitistas da atualidade. Seu disco derruba qualquer preconceito restante sobre a qualidade do blues brasileiro. Compre, copie, baixe, pegue emprestado, enfim, ESCUTE!

Faixas:
1. Wild Wild Woman
2. River Hip Woman
3. Just Your Fool
4. Last Night
5. Bad Boy
6. Big Boss Man
7. Bright Lights Big City
8. It Ain't Right
9. If I Should Have Bad Luck
10. Blue Stu
11. Darkest Hour
12. Madcat's Groove

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