Conheça a coleção de quase 2 mil LPs de Will Winter, onde o CD não entra de jeito nenhum


Em primeiro lugar, apresente-se aos nossos leitores: quem você é e o que você faz?

Meu nome é Wilson Winter Junior, mas meus amigos me chamam de Will. Tenho 34 anos e sou médico veterinário.

Qual foi o seu primeiro disco? Como você o conseguiu, e que idade você tinha? Você ainda tem esse álbum na sua coleção?

Meu primeiro disco consegui aos nove anos de idade, foi o Alive!, do Kiss. Na verdade eu nem sabia que era meu, minha prima me emprestou e quando eu fui devolver ela disse que poderia ficar para mim. Mas eu não gostava do disco e infelizmente acabei vendendo por uns míseros trocados. Hoje me arrependo profundamente, pois o Kiss está entre minhas 5 bandas preferidas. Já fui atrás do cara que comprou esse disco de mim mas ele não quer saber de vender de volta, e até mesmo já ofereci lhe comprar outro igual e nem assim ele aceita.

Você lembra o que sentiu ao adquirir o seu primeiro LP?

Foi muito legal, não sabia nada de inglês para poder entender um pouco das músicas, nem o título eu entendia, mas passava horas e horas olhando para a capa e, como era do Kiss, as maquiagens chamavam minha atenção. Na escola ficava desenhando a cara deles nos meus cadernos, e meus colegas, quando viam, me pediam para desenhar pra eles também (risos).


Porque você começou a colecionar discos, e com que idade você iniciou a sua coleção? Teve algum momento, algum fato na sua vida, que marcou essa mudança de ouvinte normal de música para um colecionador?

Eu comecei mesmo a colecionar aos 15 anos de idade, a ponto de eu mesmo entrar na loja de discos e comprar sozinho. Comecei comprando Nazareth e Modern Talking. Na época só pessoas muito ricas tinham CD players, a palavra CD nem existia em meu vocabulário, eu chamava de “disco laser” (risos). Depois que minha mãe comprou um CD player eu comprei poucos CDs, inclusive de minha cantora favorita, Suzi Quatro. Quando fiz 16 anos então resolvi ir atrás de mais CDs dela, até encontrar uma loja indicada por amigos, e nessa loja encontrei aqueles mesmos álbuns que eu tinha em CD no formato LP expostos na parede. Imediatamente pedi para ver, segurei os discos, olhei as contracapas, tirei o LP de dentro da capa e vi que eram originais de uma época em que eu nem era nascido. Achei aquilo muito legal e comecei a comprar somente LPs. Na época eu não tinha grana pra comprar, fazia curso pela manhã e estudava no ensino regular à noite, mas minha mãe me dava dinheiro pra ir de ônibus para a escola e eu ia e voltava a pé sem ela saber para guardar o dinheiro pra comprar discos. Não dava pra comprar muitos, com muita sorte mesmo somente dois por mês, pois eles eram muito caros na época.

Quando tinha 15 anos eu fiquei de recuperação na escola, então tinha que fazer um trabalho que valia 30% da nota e que deveria ser entregue no dia da prova e junto com a prova. Bem, naquele dia eu havia economizado para comprar um disco e fiz a prova pensando no LP, e quando terminei a prova eu a entreguei e fui comprar o álbum. Depois, em casa, quando estava ouvindo o disco, eu lembrei que havia esquecido o trabalho embaixo da carteira. Até hoje eu não sei se alguém viu o trabalho com o meu nome e o entregou à professora ou se eu fui bem demais na prova a ponto de um zero no trabalho não ter me prejudicado (risos).

Acho que nunca fui um ouvinte normal de música, mesmo quando tinha poucos discos eu já me achava um colecionador porque quando eu gostava - e gosto - de uma banda vou atrás de todos os discos dela, e assim acabo formando uma coleção. Nunca me contentei em ter apenas um disco de determinada banda. Até tem em minha coleção artistas que eu só tenho um disco, mas isso até eu não encontrar mais LPs por um preço justo.

Alguém da sua família, ou um amigo, o influenciou para que você se transformasse em um colecionador?

Não, nem família e nem amigo. Hoje tenho amigos que conheci em lojas de discos, mas nunca ninguém me influenciou. Minha família, muito pelo contrário, sempre que vêem meus discos vem com aquele papo manjado “por que você não vende tudo isso aí?”. Se eu ganhasse um disco para cada vez que ouvi isso, minha coleção já teria o dobro itens do que tem (risos).

Inicialmente, qual era o seu interesse pela música? De que gêneros você curtia? O que o atraía na música?

Meu interesse sempre foi o rock e um pouco de eurodisco, particularmente Nazareth e Modern Talking. O primeiro LP que ouvi na vida foi o Expect No Mercy, do Nazareth, aos nove anos de idade. Estava na casa do meu primo e ele foi lá com um amigo dele para gravar esse disco em fita k7. Acabei curtindo demais, me fazendo gostar de rock. Aos 15 anos conheci o Modern Talking, fazendo me interessar por eurodisco também.


Quantos discos você tem?

Hoje são 1.344 LPs e 562 compactos.

Qual gênero musical domina a sua coleção? E, atualmente, que estilo é o seu preferido? Essa preferência variou ao longo dos anos, ou sempre permaneceu a mesma?

O meu gênero preferido é e sempre foi o rock, por isso o que predomina em minha coleção é mesmo o rock, principalmente dos anos 70. Acho que 95% é rock, e os outros 5% eurodisco anos 80 e discomusic anos 70. Minha preferência variou ao longo dos anos sim, mas sempre acrescentando mais estilos e nunca deixando de gostar de uma preferência antiga. Coisas que achava muito pauleira no início hoje eu curto, como Black Sabbath, Judas Priest, Accept, Metallica, Motörhead e Sisters of Mercy. E coisas que surgiram um tempo depois, como o grupo mexicano RBD, por exemplo.

Vinil ou CD? Quais os pontos fortes de cada formato, para você?

Cara, o ponto forte do vinil pra mim é mesmo o som, aquele grave suave e aquele peso na música, que deixa o som mais encorpado. O ponto fraco do vinil é que, para reproduzi-lo com qualidade, há necessidade de bons aparelhos como toca-discos, cápsula, agulha, amplificador e caixas, que, quando de boa qualidade, são muito caros e nem sempre fáceis de encontrar com seus componentes originais e em bom estado de conservação. Assim como alguns vinis também são difíceis de encontrar, alguns títulos são edições limitadas com pouquíssimas cópias, elevando excessivamente o preço. Mas o fato de ser extremamente raro e difícil de conseguir é um ponto fraco, mas se torna um ponto forte depois que se consegue (risos).

Já o CD não possui aquele grave suave que o vinil tem, o som me parece muito cansativo de se ouvir. Mas ele tem uma vantagem, que é o preço mais barato do que um vinil atualmente, pois vejo em lojas aqui em Curitiba CDs importados por 30 reais e o mesmo título em vinil importado por 149. E, além disso, o investimento em aparelhos para sua reprodução com máxima fidelidade é bem menor do que o do vinil.

Muita gente que não gosta de vinil normalmente são pessoas que nunca ouviram um LP sem nenhum risco e em aparelhos de qualidade. Nos anos 80 as pessoas ouviam muito em aparelhos 3 em 1 com cápsulas e agulhas de qualidade inferior, e quando surgiu o CD é claro que o som ficou bem melhor do que um LP mal reproduzido. Mas ,resumindo a sua pergunta, sempre vinil.



Existe algum instrumento musical específico que o atrai quando você ouve música?

Sim, o baixo. Há 14 anos eu tento aprender a tocar, mas até hoje não conseguie, e também não desisti (risos). Me inspirei em Pete Agnew do Nazareth. A primeira vez que ouvi a música “Star”, do álbum No Mean City, coloquei na cabeça que eu tinha que aprender a tocar baixo pra fazer aquilo que ele fazia naquela música.

Qual foi o lugar mais estranho onde você comprou discos?

Nunca comprei discos em lugares estranhos, sempre em lojas, sebos, feiras e internet. Quando viajo para outra cidade a primeira coisa que eu faço é procurar uma loja de discos. Faço questão de comprar pelo menos um disco em cada cidade que vou, como uma espécie de cartão-postal do lugar.

Qual foi a melhor loja de discos que você já conheceu?

Com certeza a Toca do Disco, aqui em Curitiba. Gostava do ambiente, dos discos, do preço e do atendimento. Não adianta uma loja ter uma enorme quantidade de discos se tem muita coisa comum entre as raridades, não ter uma boa iluminação, não ter espaço para manusear os discos, não ser organizada por estilos e ordem alfabética e, principalmente, higiene e itens conservados. Já vi lojas com uma grande maioria de discos riscados, capas rasgadas e rabiscadas e extremamente sujos, daqueles que você olha apenas uma única fileira e já fica com as mãos encardidas.

Conte-me uma história triste na sua vida de colecionador.

Eu tinha 16 anos, saía do curso que fazia pela manhã e ia direto para as lojas de discos no centro de Curitiba. Em uma loja tinha o primeiro álbum da Suzi Quatro, mas tava muito caro pra mim e o dono não tinha como reservar, então eu fiquei guardando dinheiro da condução e andando a pé até conseguir toda a quantia e, quando voltei da aula numa sexta à noite já tinha conseguido a grana. Naquela noite demorei muito pra dormir de tanta ansiedade por causa desse disco. No sábado entrei na loja e tava indo direto onde ficava aquele LP que só olhei durante vários dias, mas antes de eu chegar o atendente me disse “vendeu o Suzi Quatro, agorinha agorinha”. Nossa, foi triste. Tá certo que depois esse disco apareceu e eu peguei, ainda apareceram vários outros, mas naquela época eu realmente achava que seria a oportunidade única de minha vida pra ter aquele disco.




Como você organiza a sua coleção? Dê uma dica útil de como guardar a coleção para os nossos leitores.

Em uma estante com nichos de 20 centímetros, sempre em ordem alfabética e cronológica. Se for carreira solo vou pelo sobrenome. Nada de separar por estilos como punk, hard rock, heavy metal, progressivo, porque viraria uma bagunça, afinal tem bandas que gravam discos com estilos diferentes e às vezes temos estilos diferentes até mesmo dentro de um único disco. Tenho uma planilha no Excel que sempre é atualizada cada vez que entra um item novo.

Além da música, que outros fatores o atraem em um disco?

Quanto ao vinil, acho interessante poder olhar uma capa e um encarte em tamanho maior, poder escolher a faixa do disco, saber se a musica é lenta ou não só olhando para a faixa no LP, olhar o disco girar enquanto toca. Já no CD, aquela capinha e aquele encartezinho minúsculos não fazem a minha cabeça.

Quais são os itens mais raros da sua coleção?

Tenho alguns autografados como Nazareth, Sweet, Twisted Sister, Saxon, Motörhead, Guns N´Roses, Girlschool, Rainbow, Deep Purple e Kansas.
Mas se desconsiderar os autógrafos tenho dois Nazareth, o Snakes`N`Ladders, que segundo informações que consegui só foi lançado na Alemanha, e o bootleg Songs for the Lady. Os dois, além de serem raríssimos, consegui que fossem autografados com o meu nome. Tenho o primeiro do Shocking Blue, alguns bootlegs do Kiss - além de EPs 7 polegadas do primeiro e terceiro álbum -, o mais recente Sonic Boom na edição de 1.000 cópias em vinil vermelho, a edição pirata do álbum Creatures of the Night com o guitarrista Vinnie Vincent na capa, o Oh, Suzi Q da Suzi Quatro - que, apesar de ser dos anos 90, é dificílimo de se encontrar -, dois AC/DC - TNT e Let There Be Rock - na versão australiana e os 4 primeiros do Status Quo.

  

Você tem ciúmes da sua coleção?

Muito, dificilmente um disco meu sai da minha casa, e quando isso acontece eu vou junto, levo na casa do cara, ele grava na minha presença e trago de volta. Não gosto que outras pessoas mexam, prefiro que me peçam. Tenho todo o prazer em atender quem me pede para pegar um disco e colocar em determinada música. Odeio quando tiram um disco e colocam de volta em lugar errado, entortam a ponta da capa pra visualizar melhor com preguiça de retirar o disco inteiro da estante, ou quando pegam o disco pela extremidade da capa e ficam virando de um lado pro outro para ver o dois lados e marcando a borda da capa. Posso ser chato, admito isso, mas se os discos são meus eu tenho o direito de ser chato com eles, afinal ralei muito pra comprar, é o meu suor que está ali e por isso quero que respeitem minhas manias de organização e conservação. Por isso evito receber muita gente na minha casa, gosto de receber uma ou duas pessoas ao mesmo tempo, no máximo três, mais que isso só me dá dor de cabeça (risos).

Quando você está em uma loja procurando discos, você tem algum método específico de pesquisa, alguma mania, na hora de comprar novos itens para a sua coleção?

Olha, eu vou primeiro onde tenho interesse, nas letras referentes às bandas que mais procuro, depois eu vou ao início e vejo tudo. É que se olhar de cara desde o início pode levar alguns minutos pra chegar onde está o seu maior interesse, e nesses poucos minutos pode chegar outra pessoa que foi direto naquele ponto e levar o que você tanto procurava. Uma dica: sempre que encontrar o que você procurava nunca largue em uma mesa ou balcão, coloque debaixo do braço e fique com ele até pagar e sair da loja, caso contrário você pode ficar sem (risos).



O que significa ser um colecionador de discos?

É simplesmente comprar discos, cuidar e organizar. Compro discos mesmo não gostando muito. Às vezes uma determinada banda que eu adoro dá uma pisada na bola e grava um disco do qual eu não gostei, mas mesmo assim eu quero ter esse disco pra coleção ficar “completa”. Esse “completa” está entre aspas porque nunca considero um determinado número de discos que tenho de uma banda como coleção completa, vai que somente lá na Turquia foi lançada uma compilação de seus maiores sucessos e eu nem fiquei sabendo, então coleção completa é um termo que eu evito.

A sua coleção é focada exclusivamente em LPs, e você não possui nenhum CD. Porque essa opção?

Até tenho alguns, mas são poucos, estão guardados há anos, nem me lembro onde os guardei, só não me desfiz porque a maioria foi presente. CD simplesmente não me atrai em nenhum aspecto.

E se uma banda que você curte lançar algum álbum somente em CD, como você faz? Não compra?

Isso mesmo, eu não compro, e ainda baixo em mp3. Não me importo se a banda precisa do dinheiro da venda de seus discos para sobreviver, se quando eles lançam seus álbuns eles não se importam com quem gosta somente de vinil, então por que eu deveria me importar com eles? Não me importo em pagar mais caro por ser no formato LP, e também não quero que acabe a fabricação de CDs para fabricar apenas LPs, mas acho que deveria ter opções para todos os gostos, como LP, CD e K7.

É triste pra mim não ter nenhum disco do grupo mexicano RBD, mas infelizmente eles nunca lançaram nada em vinil, espero que um dia pelo menos um disco deles seja relançado nesse formato, pois é um grupo que eu adoro.


Qual é o melhor disco de 2011, até o momento?

Com certeza o Big Dogz, do Nazareth.

Muito obrigado pelo papo. Pra fechar, o que você está ouvindo e recomenda aos nossos leitores?

Obrigado pela oportunidade, gostei muito desse nosso papo. No momento estou ouvindo “We´re Gonna Make” do álbum You Can´t Stop Rock´n Roll, do Twisted Sister.

Recomendo aos leitores o melhor álbum de cada banda das 10 que mais gosto:

1º) Suzi Quatro – Aggro Phobia
2º) Shocking Blue – At Home
3º) Sweet – Give Us a Wink!
4º) Nazareth – Rampant
5º) Kiss – Killers
6º) AC/DC – Back in Black
7º) Status Quo – On the Level
8º) Slade – Slayed
9º) T. Rex – Eletric Warrior
10º) Grand Funk Railroad – Good Singin´ Good Playin´




Comentários

  1. fico triste quando leio materias como essa, me vem a cabeca aqueles milionarios que colecionam quadros...assim como para eles e mais importante ter o quadro para se exibir para as visitas do que aprecia-lo, no caso deste fulano ai e mais importante ter o disco do que ouvi-lo, ou seja, e apenas uma questao de ego. nestas situacoes, nao adianta o que se diga, a musica e um mero detalhe.

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  2. Gostei da entrevista...o Wilson demonstra uma paixão incrivel com sua coleção e isso é admirável nesses tempos de download!Eu devo ter uns 70 vinis ainda (por sinal bem raros) mas prefiro os cds (em torno de 1000)pela facilidade de guardá-los. Mas não tem como negar o charme dos velhos bolachões.

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  3. Conheço o Will e sei que ele tem alguns critérios pra colecionar que podem não agradar a todos, mas eu respeito isso porque é uma escolha pessoal, que cabe unicamente a ele. Sei que no meio dos colecionadores algumas manias são comuns, então cabe a nós apenas entender, embora nem sempre tenhamos que concordar.
    Particularmente não concordo com ele quando diz que não compra cd de jeito nenhum, mesmo que determinado álbum não tenha sido lançado em vinil. Penso que é uma postura radical demais, pois ele corre o risco de ficar sem determinado álbum por conta de um critério um tanto quanto "xiita" na minha opinião.
    No mais, gostei muito da entrevista dele e até me identifiquei em alguns pontos.

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  4. ao sr. cleibsom

    Sr. Cleibsom, vamos direto ao ponto, eu conheço o will a pelo menos 21 anos, sei tbn mais do que ninguem q essa coleçao jah foi ouvida inumeras vezes ate mesmo por min que frequento sua casa, o fato de nao receber muitas visitas esta mais do que correto pois eu como colecionador tbn nao gosto que mechao de forma errada nos objetos, o sr pelas poucas palavras q li nao entende muito disso nao é mesmo, infelizmente sao visitas como o sr q nos fazem reservar nosso bem + precioso e caro pois nessa coleçao de vinil tem alguns q custarao miseros mil dolares pois entao todo cuidado é muito mas muito pouco mesmo, entao o sr conheça a tragetoria da coleçao e o valor delas pra depois vim defecar pelos dedos meu meu caro

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  5. Gente, calma. Os comentários são para conversamos sobre o assunto, não para brigas. Sem ofensas pessoais, por favor, se não os mesmos serão deletados. Vamos manter o nível, como sempre fazemos aqui.

    Certo?

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  6. o cara tem direito de fazer o que quiser com a colecao de discos dele. se ele so quer ouvir musica em vinil, problema dele tambem. EU acho isso uma babaquice, mas tem uns fulanos que gostam. minha opiniao quanto a isso e muito clara: em uma colecao de discos o que menos importa e a musica em si e sim a raridade do item adquirido para satisfazer o ego do infeliz colecionador. agora, ninguem e obrigado a concordar comigo pois a democracia passa por isso. se as pessoas nao querem ouvir opinioes contrarias as suas, paciência, mas nao e por esse detalhe que deixarei de externa-las.

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  7. Não generalize, Cleibsom. Eu já ouvi todos os discos da minha coleção, apesar de não ouvir todos com frequência, entende. Pra mim, a coleção funciona como um grande banco de dados de informações sobre os estilos que eu gosto.

    Abraço.

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  8. Gostei da entrevista, bem bacana. O grande barato de uma coleção de discos é que você pode ver que dentre todas as publicadas na Collector's, por exemplo, uma é diferente da outra, em diversos aspectos. Por isso todo colecionador pode ter certeza de que sua coleção e sua relação com os discos é única.

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  9. Excelente matéria, diria que uma das melhores que já li desta seção. A coleção do Wilson não é nem de longe a maior ou a "mais alguma coisa" em relação a outras mostradas aqui, e não o conheço mas ele transpareceu no texto uma autêntica paixão pelo acervo que tem, coisa que muitos "acumuladores" lendários que já foram retratados na seção não me passaram, parabéns Wilson!

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  10. Boa, Socram. Ontem mesmo estava assistindo a série Acumuladores no Nat Geo, e lembrei de algumas coleções que eu conheço - algumas mostradas aqui, outras não.

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  11. É ruim um colecionador ser tão narcisista como o colega ai falou até porque quem tem grandes quantidades e coleciona obviamente ouviu todos os discos que tem pelo menos umas 5 vezes cada um e outra um colecionador é igual um caçador atrás de uma presa ou um arqueologo atrás de uma relíquia e esse processo de buscar e achar torna ainda mais especial o objeto desejado é um certo fetiche que talvéz não se desfaça nunca, pois afinal de contas qual colecionador nunca olhou para determinado disco e não lembra da história daquele dia ou daqueles dias até achar o disco, aqui ouvi algumas do Will que inclusive uma é parecida com algo que eu vivi referente a um álbum do Thin Lizzy.
    E como o Cadão falou é uma fonte de pesquisa as informações contidas nos encartes isso quando este material informativo não fica restrito a ficha técnica e trás textos que contam todo o processo de gravação do material e etc...
    Eu tenho uma coleção de cd´s e vinil procuro equilibrar compro o mesmo lançamento por exemplo do Overkill o Ironbound em cd também em vinil é assim que funciona.
    Mas não me considero um colecionador eu só compro os discos que eu gosto como no caso do Megadeth o risk eu não tenho da minha coleção a única banda que eu tenho todos os álbuns de estúdio é o Black Sabbath agora o UFO eu só tenho os cd´s referentes a fasse Michael Schenker e o no Place To Run que é uma baita de um disco que já não conta mais com os serviços do guitar hero alemão.
    Enfim eu só coleciono material original portanto bootlegs de jeito nenhum a menos que o façam como fez o Deep Purple que tem um lista consideravel desses bootlegs oficiais.
    Mas o que mais gostei foi quando o entrevistado tocou no assunto dos vários formatos e ele tem razão quando fala que todos os formatos deveriam coexistir quem disse que o LP tinha que sair parar dar lugar ao CD e este para dar lugar ao MP3, porque estes formatos não podem existir juntos afinal de contas democracia é isso espaço igual para todos sem ninguém ter que sucumbir as novas modas.
    Uma bela coleção de LP me lembra muito a década de 1980 quando eu e meus amigos íamos a casa de outro amigo nosso só para ver a coleção de LP´S do irmão dele e lotava a casa para ouvir um Judas Priest, Uriah Heep, Black Sabbath, Slayer ou Metallica era bem legal ao contrário dos dias atuais que as pessoas se robotizando cada vez mais

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  12. Creio que toda coleção é valida, seja do que for. Saliento ainda que o Will esta de parabéns, pois coleciono livros e dvd's e sei o que é manter uma coleção, no contexto financeiro e prático, devido à situação do cuidado e da limpeza que demanda tempo.

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  13. o cara falou do grupo mexicano rbd... é aquele grupelho adolescente noveleiro? é sério?

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  14. Por mais bizarro que eu ache o gosto musical dele, eu n vejo nada pra criticar, pois no fim das contas eu acho mais interessante ver um cara gostar disso, e não estar nem aí pro ninguém pensa, do que ver aqueles caras que curtem (ou fingem curtir) somente o "tr00 metal", e ficam na mesmice.

    Afinal, nem todo mundo tem que ser crítico musical, e relevância é uma coisa diferente de gosto.

    Tem coisa que é relevante, e eu nunca vou dizer que é ruim, mas eu não gosto, como Bob Dylan e Radiohead, e tem coisa pouco relevante que eu gosto, tipo Bon Jovi (incluindo músicas como Misunderstood).

    De perto, ninguém é normal.

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  15. Fala Will, ainda lembro daquela vez que vc ficou me ligando a madrugada inteira por causa de um disco da Suzi4 no ebay... Mas valeu. Coloque umas sevas na geladeira que eu passo aí te visitar e ver teu acervo. Gostei pra caramba. Parabéns. Andre (Nazasi) Nazareth Fã Clube Brasil.

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  16. meu chará Ricardo

    amigao o que me decha muito puto serio mesmo sao pessoas assim q nao curtem as mesmas coisas q a maioria e vem discutir justo aqui entende??

    mas caso eu fui muito grosseiro foi mau, mas quando li o que este sr escreveu fiquei muito mas muito puto

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  17. Parabéns pela entrevista. Grande Will!!!

    Eu gosto mais do Nazareth, que não é sempre que encontramos por aí os vinis e CD's!!!

    Só uma pena que nem todos reconhecem o esforço, a garra, o trabalho e a emoção de conquistar raridades como essas!!!

    No mais, perfect.

    Juicy Lucy Brazil....

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  18. muito boa a entrevista,parabéns will pela coleção e o trato com ela. queria pedir uma dica do will em relação a um bom aprelho de som pois ainda ouço minhas preciosidades em um som 3 em 1 da gradiente e queria algo melhor, aguardo dicas ok?

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  19. Muito bacana Will. Pena divergimos na questão CD e vinil, pois adoro o CD, mesmo começando na época do vinil.
    Mas o que seria do azul se todos gostassem do verde.

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  20. Figura carimbada das feiras de Lp's de Curitiba. Reconheci as bulachas que lhe vendi: O Abba e o Elf.
    Nos vemos em junho,na proxima feira do canal da musica. VINYL NEVER DIE!!!

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  21. Pessoal, o Will não tem blog pra postar aqui, então ele me pediu que fizesse isso por ele, as palavras abaixo são dele:


    Pessoal, em primeiro lugar obrigado por TODOS os comentários, agora respondendo aos comentários:

    Cleibsom, vc não deixa de ter razão, eu confesso que sou exibido mesmo, rsrsrs, em outro comentário vc disse q acha uma babaquice eu querer só ouvir música em vinil, realmente eu não disse que ouço outros formatos, mas acredito que deixei claro que quando não existe em vinil eu baixo em MP3, ou seja, se baixo o arquivo é claro que vou ouvir, eu apenas não pago por um outro formato que não seja o vinil, mas ouço sim.
    Mas vc tem todo direito de externar suas opiniões sim.

    Epitaph, valeu cara, eu realmente tenho uma grande paixão pelos meus discos, pois minha coleção é a coisa material de maior importância na minha vida, pra mim vale mais até mesmo que minha casa, é pensando nela que levanto de segunda a sexta as 6h da manhã para aumentá-la a cada dia.

    Elvisjagger nos conhecemos há 12 em uma loja de discos quando eu tava comprando um dos discos mais raros de minha coleção, levei sorte por vc ter escolhido levar aquele Accept e foi obrigado a deixar aquele Left Side pra mim, rsrsrs. O fato de vc me achar “xiita” já é uma discussão antiga e que ainda vai durar muitos anos, rsrsrs. Mas mantenho minhas palavras, não me importo em ficar sem um material que ainda não foi lançado em vinil desde que eu consiga o MP3, porque um álbum que ainda não foi lançado em vinil ainda não existe, e se não existe não tem porque eu me importar em ficar sem.

    Ricardo Bolinha, vc como sempre não mede suas palavras né, obrigado, mas tenta pegar um pouco mais leve, rsrs.

    Lucas Jeison, concordo plenamente com vc, já vi pessoalmente muitas coleções e realmente nenhuma igual, e isso é oque mais me atrai pra fuçar cada vez que vejo uma, rsrs.

    Socram, obrigado pelas suas palavras, realmente não tenho interesse em ter a maior coleção do mundo, mas sim saber a história de cada disco dela, onde comprei, quando foi, quanto paguei, quais os argumentos que usei na hora de chorar o desconto, rsrs. Enfim, sei tudo isso de uns 90 % da minha coleção, rsrs.

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  22. O Colecionador, faço minhas as suas palavras.

    Uniandrade, obrigado pelo reconhecimento de meu esforço, realmente é trabalhoso não só do ponto de vista finaceiro, mas também em relação à limpeza e organização.

    Marcel, realmente é aquele grupo mexicano da novela, é sério mesmo, muita gente acha que quando falo que gosto estou de gozação, alguns preferem acreditar que falei RDP rápido demais e eles entenderam RBD, rsrs, mas é sério, eu curto mesmo, rsrs.

    Flávio Dantas, concordo com vc também, de perto ninguém é normal, rsrsrs.

    Nfcb 1994, fala André, claro que lembro, graças a isso muitos discos vieram depois pelo ebay, to aguardando a sua visita. Abraço.

    Nathalia, obrigado por suas palavras, realmente ta cada vez mais difícil encontrar material de boa qualidade e em bom estado de conservação por aí.

    de la blache, obrigado pelo que vc escreveu, realmente mesmo que seja o melhor aparelho 3 em 1 do mundo o som do vinil não vai sair legal, se a pessoa tem um e acha que ta legal é porque nunca ouviu seu vinil em um bom aparelho, mas infelizmente eu não sou a pessoa mais indicada pra te dar essas dicas, veja em comunidades do Orkut que o pessoal pode te ajudar, houve um tempo em que eu me acha expert nesse assunto, mas depois de começar a freqüentar essas comunidades eu percebi que eu não sabia nada, rsrs. Mas o principal é que o som tem que agradar vc e não os outros, mas posso te indicar oq seria o som perfeito pra mim:
    vitrola technics MK2 (a única coisa do som ideal na minha opinião que eu já tenho)
    agulha e cápsula (ainda não decidi qual eu procuro pq até hj não encontrei uma agulha com todas as características que eu procuro, talvez ela ainda nem exista, rsrsrs, mas enquanto não a encontro eu uso a axxis)
    Pré e Power marantz, pra mim a melhor qualidade sonora do mundo (até eu conseguir eu uso um modelo integrado 126 da gradiente)
    Caixas Far (até eu conseguir um par desses eu uso as master 67 da gradiente)

    Luiz Gustavo Ribeiro, é isso aí cara, se todos gostassem do verde com certeza faltaria verde nesse mundo, é assim com os discos também, existem tantos discos raros porque são muito procurados e foram lançados poucos, e mesmo assim existe zilhões de pessoas que nunca ouviram falar desses discos.

    Bau do pirata discos, que memória hein Leandro, rsrsrs. É isso aí cara, comprei com vc esses mesmo, pode crê que nos veremos na próxima feira sim.

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  23. Grande amigo Will, sou vendedor da www.metaltoys.net e o Will é um grande colecionador reconhecido pelos colecionadores de Curitiba. Já consegui vários itens raros pra ele, dedica grande parte do seu tempo escutando e organizando sua coleção de dar inveja. Grande abraço Will

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  24. O Wilson tem uma belíssima coleção, possivelmente uma das melhores.
    Além disso, coleciona sons de gêneros variados e conhece o que consome.

    Parabéns, cara!

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  25. Eu tenho uma coleção grande de discos de vinil, já comprei muitos CD's mas agora só baixo musica da Internet. CD é um formato que ficou obsoleto. Eu ouço CD's por pura imposição tecnológica, se eu tivesse a opção de escolha ficaria só com vinil.

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