14 de mai de 2011

Com vocês, o cruzeiro do Kiss!

sábado, maio 14, 2011

Por João Renato Alves

Que Gene Simmons é chegado num cruzeiro, todo mundo já sabia. Mas agora, o Kiss também adere às viagens marinhas com os fãs, lançando o The Kiss Kruise: Wet, Wild & Rockin’. A viagem a bordo do navio Carnival Destiny terá início no dia 13 de outubro, em Miami, com previsão de chegada em Nassau, Bahamas, quatro dias mais tarde.

Além de shows especiais do quarteto mascarado, o cruzeiro promete festas temáticas e atividades especiais. Também haverá a participação de outras bandas, que tocarão para os passageiros.

Membros do Kiss Army, o fã-clube oficial do grupo, terão prioridade na aquisição de tickets. A pré-venda acontece a partir do dia 22 de maio.

Partiu?

Thin Lizzy: mais três álbuns relançados com faixas bônus!

sábado, maio 14, 2011

Por João Renato Alves

O Thin Lizzy prossegue a série de relançamentos com mais três títulos, que sairão no próximo dia 27 de junho. Cada álbum foi remasterizado pelo guitarrista Scott Gorham em parceria com o vocalista do Def Leppard, Joe Elliott.

Além do disco original, acompanha um CD bônus com várias faixas extras, raridades e outtakes.

Bad Reputation (1977)

CD 1

'Soldier Of Fortune'
'Bad Reputation'
'Opium Trail'
'Southbound'
'Dancing In The Moonlight (It's Caught Me In It's Spotlight)'
'Killer Without A Cause'
'Downtown Sundown'
'That Woman's Gonna Break Your Heart'
'Dear Lord'

CD 2

'Killer Without A Cause'
'Bad Reputation'
'That Woman's Gonna Break Your Heart'
'Dancing In The Moonlight (It's Caught Me In A Spotlight)'
'Downtown Sundown'
'Me And The Boys '

Black Rose: A Rock Legend (1979)

CD 1

'Do Anything You Want To'
'Toughest Street In Town'
'S & M'
'Waiting For An Alibi'
'Sarah (Version 3)'
'Got To Give It Up'
'Get Out Of Here'
'With Love'
'Roisin Dubh (Black Rose): A Rock Legend'

CD 2

'Just The Two Of Us'
'A Night In The Life Of A Blues Singer'
'Rock Your Love'
'Don't Believe A Word'
'Toughest Street In Town'
'S & M'
'Got To Give It Up'
'Cold Black Night'
'With Love'
'Black Rose'

Chinatown (1980)

CD 1

'We Will Be Strong'
'Chinatown'
'Sweetheart'
'Sugar Blues'
'Killer On The Loose'
'Having A Good Time'
'Genocide'
'Didn't I'
'Hey You''

CD 2

'Don't Play Around'
'We Will Be Strong'
'Sugar Blues'
'Whiskey In The Jar'
'Are You Ready'
'Chinatown'
'Got To Give It Up'
'Dear Miss Lonely Hearts'
'Killer On The Loose'
'Chinatown'

13 de mai de 2011

Editorial: a pane no Blogger e como isso afetou todo mundo!

sexta-feira, maio 13, 2011

Por Ricardo Seelig

Desde a tarde de ontem, dia 12/05, até agora a pouco, o Blogger ficou fora do ar em todo o mundo. Sim, isso mesmo: o sistema caiu, ficou inacessível, espatifou-se!

Os primeiros sintomas começaram ontem pela manhã, com alguns posts que davam erro na hora da publicação. Mais tarde, tudo foi abaixo, e não era possível nem visualizar as matérias publicadas. Algum tempo depois, mais no final do dia, o Blooger tornou os blogs novamente visíveis, mas apenas isso. Não era possível acessar o painel de controle para editar, alterar e publicar novos posts. O mesmo acontecia quando se tentava postar um comentário em qualquer texto – era impossível. E mais: todos os posts publicados durante o dia de ontem, com seus respectivos comentários, foram excluídos, apagados pelo serviço.

Ou seja, a maioria dos blogs que você lê todos os dias estavam fora do ar! O Blogger, para quem não sabe, é o hospedeiro da grande maioria dos blogs em todo o mundo, principalmente por sua facilidade de publicação e por ser totalmente gratuito, ao contrário, por exemplo, do Wordpress, que exige do usuário um conhecimento um pouco maior de HTML e tem alguns serviços que geram custo.

Pessoalmente, fiquei assustado com tudo isso. A Collector´s Room está no ar desde outubro de 2008, e temos muito material publicado – muito mesmo. Agora, neste momento, são 2.400 posts e mais de 7.500 comentários, o que gera uma quantidade enorme de informação – e, espero eu, a grande maioria dela útil e de qualidade.

Toda essa história me fez pensar em algumas coisas, em como tornar o site mais seguro e estável. Não tenho nada formatado ainda, mas confesso que muitas ideias passam pela minha cabeça nesse exato momento. Uma novidade que acabei de formatar é a página oficial da Collector´s no Facebook, que contará sempre com material interessante para os leitores. Para participar, é só dar um “curtir” no box que está ali em cima, no lado direito.


A Collector´s Room há muito tempo deixou de ser apenas um blog. Hoje somos um grande portal dedicado à música de qualidade, seja ela de que gênero for. No final de 2010, depois de pensar bastante, tomei algumas decisões que mudaram o foco da Collector´s. Abri bastante o leque de estilos abordados pelo site, que antes era focado primordialmente em heavy metal. Esse foi o motivo principal que fez com que alguns dos antigos colaboradores saíssem da equipe e montassem outro blog, o Consultoria do Rock.

Hoje publicamos de tudo, do pop ao black, e essa abertura fez a audiência da Collector´s crescer enormemente. No período de novembro de 2010 a abril de 2011 – seis meses apenas – dobramos a audiência mensal do site, e ela só vem crescendo. Tudo ficou maior: o número de acessos diários, a quantidade de matérias publicadas todos os dias, o reconhecimento das pessoas pelo trabalho que fazemos aqui e, consequentemente, a responsabilidade por tudo o que colocamos no ar.

A maneira como eu enxergo a Collector´s Room hoje em dia é como um imenso acervo de informações sobre a minha experiência sobre a música. Conto com a colaboração de outas pessoas que pensam de maneira similar à minha para levar o site adiante, como o João Renato Alves e toda a equipe da Van do Halen, o Garras e o pessoal d'Os Armênios e toda a galera que produz material para a Collector´s.

Por tudo isso, deu um medo danado perder, subitamente, toda essa história sem mais nem menos, e tenho certeza de que milhares de pessoas que passaram pela mesma situação pensaram de maneira similar à minha.

Mas vamos em frente, e tentando sempre tornar o site melhor. Porque, afinal, o que importa, sempre, é a música!

Livro reúne ilustrações inspiradas na cena indie!

sexta-feira, maio 13, 2011

Por Ricardo Seelig

Gosta de música? É fã de arte e ilustração? E ler, você curte? Então anote a dica: acaba de ser lançado o livro Indie Rock Poster Book, que reúne ilustrações de artistas como Mike Perry, Deanne Cheuk e Andy J. Miller inspiradas em canções de grupos como Iron & Wine, Bon Iver e Devendra Banhart.

O livro é pequeno – são apenas 30 páginas – e pode ser adquirido aqui.

Veja abaixo algumas ilustrações presentes na obra:


Aerosmith: biografia e clipe solo de Steven Tyler!

sexta-feira, maio 13, 2011

Por Ricardo Seelig

Já está nas lojas Does the Noise in My Head Bother You?: A Rock'n'Roll Memoir, a autobiografia de Steven Tyler. O vocalista do Aerosmith conta em 400 páginas a sua longa e movimentada trajetória dentro do rock and roll, com direito a doses industriais de drogas e centenas de belas mulheres. Para comprar o livro, clique aqui.

Além disso, o agora jurado do programa American Idol lançou um single solo, com direito a clipe, para a faixa “(It) Feels So Good”, que, pessoalmente, achei muito fraca.

Assista o vídeo abaixo e deixe a sua opinião sobre essa aventura solo de Tyler nos comentários.


Foo Fighters: assista mais oito clipes dirigidos pelos fãs!

sexta-feira, maio 13, 2011

Por Ricardo Seelig

Seguindo com os vídeos participantes do concurso This Video Sucks, o Foo Fighters divulgou mais 8 clipes produzidos por fãs para faixas de seu último disco, o excelente Wasting Light.

"Walk", “These Days”, "I Should Have Know" “White Limo”, “Arlandria”, “Miss the Misery”, “A Matter of Time” e “Back & Forth” podem ser conferidas abaixo.

E daí, de qual você gostou mais?
















Lançamentos da semana: 14 a 20/05!

sexta-feira, maio 13, 2011

Por Ricardo Seelig

Semana boa em lançamentos! Dois boxes imperdíveis - um comemorando o centenário de Robert Johnson, outro os (quase) 40 anos de Schools Out, de Alice Cooper -, novos álbuns de Ben Harper, Alex Skonick Trio, Chrome Division, Del Leppard ao vivo, EP do Enslaved, disco póstumo de Rory Gallagher e muito mais!

Boas compras!


Queen: livro imperdível para os fãs do grupo!

sexta-feira, maio 13, 2011

Por Ricardo Seelig


Se você é fã do Queen, eis um item que tem que estar em sua biblioteca. The Ultimate Illustrated History of the Crow Kings of Rock, de Phil Sutcliffe, tem 288 páginas com resenhas de todos os álbuns lançados pelo grupo, todas as datas de todas as turnês da banda e muitas fotos inéditas do quarteto, tanto no palco quanto em estúdio.

Além disso, a obra tem imagens de diversos itens oficiais do conjunto, como capas de álbuns e singles lançados ao redor do mundo, backstage passes, camisetas, ingressos, cartazes e o que mais você imaginar.

Segundo a Guitar Player, “um tributo brilhante a uma das maiores bandas de todos os tempos”.

Ficou afim? Então compre o seu aqui!

Michael Monroe: review do álbum 'Sensory Overdrive' (2011)!

sexta-feira, maio 13, 2011

Por Ricardo Seelig

Cotação: ****1/2

Quem já foi rei nunca perde a majestade. Essa frase vem à mente ao término da audição de Sensory Overdrive, novo disco de Michael Monroe. Antes que os mais desavisados perguntem “quem diabos é Michael Monroe”, respondo: Monroe era o vocalista do seminal Hanoi Rocks, provavelmente a banda mais influente do hard rock oitentista.

Natural da Finlândia, o grupo lançou álbuns clássicos como Bangkok Shocks, Saigon Shakes, Hanoi Rocks (1981), Self Destruction Blues (1982), Back to the Mystery City (1984), Two Steps from the Move (1984) e All Those Wasted Years (1985), discos que serviram de base para o que seria feito mais tarde por bandas como Guns N'Roses, Skid Row e afins. Além disso, o visual dos caras, repleto de cabelos armados e roupas multicoloridas, exerceu grande influência no modo de vestir de grupos como Motley Crue, Poison e praticamente qualquer músico que tenha se aventurado pelo hard nos anos 80.

O Hanoi Rocks acabou em 1985, após o baterista Nicholas “Razzle” Dingley morrer em um trágico acidente de carro, cujo veículo era dirigido por Vince Neil, vocalista do Motley Crue.

Ou seja, em um mundo justo, Michael Monroe teria o mesmo status que caras como Axl Rose e Jon Bon Jovi possuem, já que talento e história ele tem de sobra. Mas, infelizmente, as coisas não são bem assim.

Sensory Overdrive é o oitavo álbum solo de Monroe, incluindo aí o ao vivo Another Night in the Sun: Live in Helsinki, lançado em 2010. Michael reuniu uma banda fenomenal – Ginger (guitarra, Wildhearts), Steve Conte (guitarra, New York Dolls), Sammi Yaffa (baixo, Hanoi Rocks / Joan Jett / New York Dolls) e Karl Rockfist (bateria, Danzig) – e registrou um CD espetacular. O disco foi gravado em Los Angeles, com produção do experiente Jack Douglas, responsável por álbuns de artistas como John Lennon, Cheap Trick, Aerosmith e Blue Öyster Cult, entre outros.

Lançado em 16 de março último, Sensory Overdrive alcançou o primeiro lugar na parada finlandesa e o décimo-terceiro posto nos charts ingleses. Além disso, foi muito bem recebido pela crítica especializada. Uma única audição em suas onze faixas já deixa claro o motivo. Trata-se de um trabalho diferenciado, com inspiração de sobra e grandes composições, executadas por uma banda afiada e pra lá de competente.

O disco abre de maneira perfeita com “Trick of the Wrist”, um rock acelerado com uma pegada meio Stones. “'78” tem clima de festa e um excelente refrão, além de um ótimo solo. A banda pisa fundo em “Got Blood?”, um hard com DNA punk. A sensacional “Superpowered Superfly” vem carregada com uma aura positiva, enquanto “Modern Day Miracle”, a minha preferida, une peso e balanço com maestria.

O desfile de grandes canções faz com que o ato de ouvir o disco seja extremamente prazeroso. “All You Need” é uma meia balada grudenta e com cara de single, daquelas que você escuta uma única vez e já sai cantando junto. “Later Won't Wait” é uma composição notável, com uma surpreendente passagem em seu miolo com direito até a um solo de saxofone de Monroe.

O vocalista, um compositor de grande talento, insere sem medo elementos de outros gêneros musicais em seu potente hard rock, como na ótima “Gone, Baby Gone”, dona de um delicioso clima country.

Sensory Overdrive é um estupendo álbum de hard rock como há tempos não surgia na cena. Michael Monroe soube montar uma banda diferenciada, que mostra o seu valor em cada faixa do disco. Ao dar play em Sensory Overdrive, você ouvirá um dos melhores álbuns de hard lançados nos últimos 10 ou 15 anos. Portanto, se você gosta do estilo, não perca mais tempo e vá já atrás deste CD.

A diversão está garantida, e a trilha-sonora é de primeira!

Faixas:
1 Trick of the Wrist
2 '78
3 Got Blood?
4 Superpowered Superfly
5 Modern Day Miracle
6 Bombs Away
7 All You Need
8 Later Won't Wait
9 Gone, Baby Gone
10 Center of Your Heart
11 Debauchery as a Fine Art

Rolling Stone: leitores elegem as melhores baladas de todos os tempos!

sexta-feira, maio 13, 2011

Por Ricardo Seelig

Os leitores da Rolling Stone norte-americana elegeram quais são as suas baladas preferidas. O resultado são 12 faixas que estão entre os melhores momentos da história do rock.

Confira abaixo o resultado, e coloque nos comentários quais são as suas baladas prediletas:

1.Led Zeppelin – Stairway to Heaven
2.Beatles – Something
3.Rolling Stones – Wild Horses
4.Guns N' Roses – November Rain
5.Beatles – Let it Be
6.Prince – Purple Rain
7.Pink Floyd – Wish You Were Here
8.Marvin Gaye – Let's Get it On
9.Pearl Jam – Black
10.Lynyrd Skynyrd – Freebird
11.Beatles – Hey Jude
12.U2 – With or Without You

Lake of Tears: assista o clipe de “Illwill”!

sexta-feira, maio 13, 2011

Por Ricardo Seelig

Os suecos do Lake of Tears acabaram de divulgar o clipe da faixa-título de seu último disco, Illwill, lançado no último dia 29 de abril.

Quase totalmente filmado em preto e branco, o vídeo tem direção de David Block e é muito interessante, assim como o som, um hard rock com elementos góticos.

Para assistir, clique abaixo:


Um tributo aos que fizeram muito, e hoje descansam em paz!

sexta-feira, maio 13, 2011

Por Ricardo Seelig

No último dia 20 de abril rolou a terceira edição do Revolver Golden Gods Awards, promovido pela revista Revolver em Los Angeles, premiando o que de melhor aconteceu no head rock e no heavy metal em 2010.

Durante o evento, um vídeo de quase três minutos emocionou os presentes. Como nas cerimônias do Oscar, os produtores colocaram no ar um vídeo tributo aos músicos que faleceram em 2010, deixando órfãos milhões de fãs ao redor do mundo.

Confira abaixo e emocione-se também:


11 de mai de 2011

Rodrigo Chaise & Os Itinerantes: quem disse que não tem som legal rolando por aí?

quarta-feira, maio 11, 2011

Por Ricardo Seelig

Essa é pra você que acha que não tem nada de legal rolando no rock brasileiro.

Aperte o play e curta a faixa “Dissimulado”, dos gaúchos Rodrigo Chaise & Os Itinerantes. Destaque especial para o órgão esperto e para os vocais em coro.

Chaise é vocalista e guitarrista dos Dinartes e Chaise Brothers, e irá estrear carreira-solo em breve.

Pode dançar sem vergonha que eu deixo!


Hammerfall: assista o clipe de “One More Time”!

quarta-feira, maio 11, 2011

Por Ricardo Seelig

O Hammerfall acabou de divulgar o clipe de “One More Time”, primeiro single de seu novo álbum, Infected, que chegará às lojas no próximo dia 20 de maio.

Dirigido por Patric Ullaeus, o clipe de “One More Time” traz a banda contracenando com zumbis, e me lembrou o ótimo filme Extermínio. Uma pena que a composição é fraquíssima, chegando a ser até constrangedora de tão ruim.

“One More Time” foi lançada em single em um vinil picture de 7 polegadas, com uma versão ao vivo para “Hallowed Be My Name” gravada em Gotemburgo, em 2009, no lado B. A tiragem deste compacto foi de apenas 500 cópias.


Who Cares: o incrível reencontro de Tony Iommi e Ian Gillan!

quarta-feira, maio 11, 2011

Por Vitor Bemvindo

Há 27 anos, Ian Gillan deixava o Black Sabbath. Sua passagem pelo grupo deixou um legado de críticas e dúvidas. O álbum Born Again (1983) foi recebido com frieza, e o que poderia ser um encontro histórico hoje em dia não passa de uma curiosidade na carreira dos artistas. Sempre que se fala em Gillan no Sabbath, uma interrogação aparece no rosto de quem ouve a frase. A sensação que se tem é que existe ainda uma dívida a ser paga pela dupla Ian Gillan e Tony Iommi.


Pois bem, depois de tanto tempo eles estão juntos novamente, mesmo que eventualmente. Sem a preocupação de se pagar dívidas, eles se uniram a grandes músicos da história do hard rock e heavy metal em uma causa beneficente: ajudar a reconstrução de uma escola de música na Armênia, destruída por um terremoto. Entre os convidados estão Jon Lord, Nicko McBrain, Jason Newsted , Linde Lindström (HIM), entre outros.

O projeto, chamado de Who Cares, resultará em um CD single com duas faixas inéditas compostas exclusivamente para a causa, “Out of My Mind” e “Holy Water”. O single tem previsão de lançamento para 24 de maio na Europa e 24 de junho na América do Norte. No entanto, as duas músicas já estão disponíveis no YouTube.

“Out Of My Mind”

Ian Gillan – Vocais
Tony Iommi – Guitarra
Linde Lindström – Guitarra
Nicko McBrain – Bateria
Jason Newsted – Baixo
Jon Lord – Teclado

Por mais que Gillan e Iommi não estivessem preocupados em pagar dívidas, pode-se dizer que está faixa seria digna de estar em qualquer álbum da discografia não só do Sabbath, como também do Purple. A canção tem elementos marcantes da carreira das duas bandas, e traz uma fusão de elementos dos grupos que talvez não apareça nem mesmo no primeiro encontro entre os músicos, no já citado Born Again.



Do Black Sabbath, nota-se a introdução ligeiramente soturna e, como sempre, o riff pesado e marcante. É impressionante como Tony Iommi tem uma fonte inesgotável de riffs maravilhosos. No caso de “Out of My Mind” trata-se de um riff absolutamente simples, mas que nem por isso deixa de ser genial, já que é ele que conduz a faixa de uma maneira em que é quase impossível não se balançar a cabeça. O solo da canção também é um capítulo à parte, com o carimbo de qualidade “Iommi”, porém mais melódico do que o guitarrista costuma fazer em seus trabalhos com o Black Sabbath.

As características que remetem ao Deep Purple estão ligadas mais aos trabalhos recentes da banda do que aos discos clássicos do grupo. A música lembra bastantes algumas das canções dos bons álbuns lançados depois de 1996, com Steve Morse na guitarra. A faixa tem uma característica bem próxima às do disco Bananas (2003), com guitarras marcadas e com peso e com o habitual vocal melódico de Ian Gillan. Esses álbuns, apesar de serem encarados pelos mais xiitas com preconceito, revigoraram o Purple nos anos 90 e 2000, trazendo uma nova forma de cantar para Gillan. É esse vocal que está em “Out of My Mind”. Quem espera os agudos dos 60 e 70, pode esquecer.

Outra característica que nos remete ao Deep Purple é o teclado de Jon Lord, que se não está tão marcante como no auge da banda, nos reporta um pouco ao que foi feito nos anos 80, especialmente no álbum Perfect Strangers (1984). Não, não espere aqueles clássicos duelos entre o órgão Hammond de Lord e a Stratocaster de Blackmore (ou, no caso, a Gibson SG de Iommi). O que percebemos em “Out of My Mind” é algo mais básico, mas fundamental para dar corpo à canção.

Portanto, “Out of My Mind” pode ser considerado um hard rock com o DNA do Sabbath e do Purple, que poderia completar qualquer um dos álbuns de ambos os grupos, mas certamente não se tornaria um clássico. É um ótimo trabalho, digno, honesto e por uma boa causa.

“Holy Water”

Ian Gillan – Vocais
Tony Iommi – Guitarra
Steve Morris – Guitarra
Michael Lee Jackson – Guitarra
Randy Clarke – Bateria
Rodney Appleby – Baixo
Jesse O’Brien – Órgão Hammond
Arshak Sahakyan – Solo de Duduk
Ara Gevorgyan – Duduk na introdução

A segunda canção é um pouco mais experimental. Trata-se de uma balada com elementos mais sofisticados, como a inclusão de instrumentos pouco convencionais – caso do duduk, um instrumento de sopro típico da região do Cáucaso, de onde a Armênia faz parte.



Ao contrário de “Out of My Mind”, “Holy Water” traz poucas características das bandas clássicas dos idealizadores do projeto. Apesar de uma vigorosa guitarra, a falta do peso habitual quase não nos faz reconhecer Iommi na faixa. Ao invés dos tradicionais riffs arrastados, notamos uma guitarra que apresenta maior versatilidade, indo da quase ausência de efeitos a uma distorção moderada. A combinação da guitarra base de Steve Morris traz uma característica pouco presente nos trabalhos de Iommi.

Talvez os vocais de Gillan seja o ponto de contato mais próximo com o trabalho do Deep Purple. Apesar de a banda ter se especializado em fazer grandes baladas desde “When a Blind Man Cries” (1971) até “Sometimes I Feel Like Screaming” (1996), nenhuma delas tem as características de “Holy Water”. No caso dessa nova canção, nota-se forte influência da música caucásia não só na incorporação dos instrumentos, mas também na melodia introdutória. Algum ouvinte mais atento pode associar o órgão Hammond bem marcado ao trabalho de Don Airey nas baladas dos dois últimos discos do Deep Purple, como em “Haunted” (Bananas, 2003) ou “Before Time Began” (Rapture of the Deep, 2005), essa segunda no que se refere a sua introdução. Não nego essa semelhança, mas não acredito que esses trabalhos são suficientes para deixar marcas de característica no trabalho do grupo.

Acredito ser “Holy Water” uma boa faixa, porém menos impactante que a primeira. A canção serve como um justo tributo a ser prestado ao país que Ian Gillan e Tony Iommi prestam assistência desde o final dos anos 80, quando promovorem o Rock Aid Armenia. Naquela ocasião a dupla se reuniu para regravar o maior clássico do Purple, “Smoke on the Water”, com a participação de astros como Bruce Dickinson, David Gilmour, Paul Rodgers, Brian May, Roger Taylor, Ritchie Blackmore, entre muitos outros.

Confira:



Coincidentemente ou não, estão previstas para lançamento ainda esse ano uma versão remixada de “Rock Aid Armenia” e uma edição “deluxe expanded” para a primeira parceria entre Gillan e Iommi, o disco Born Again, de 1983.

Blind Boys of Alabama: review do álbum 'Take the High Road' (2011)!

quarta-feira, maio 11, 2011

Por Adriano Mello Costa

Cotação: ****

Em uma cena da recente animação Hop - Rebelde Sem Páscoa, o coelhinho metido a baterista, que é o personagem principal, entra uma sala onde uns senhores estão gravando. Eles todos são cegos, e o coelhinho dá o seu recado na batera em uma passagem bem divertida. Os senhores em questão são os Blind Boys of Alabama, uma instituição da música gospel norte-americana que está na ativa desde os idos de 1939.

O grupo já tocou e gravou com nomes do porte de Peter Gabriel, Lou Reed e Solomon Burke, e mantém uma carreira que, mesmo trazendo pontos baixos em várias passagens, nunca deixou de existir, nunca deixou sua música sem ser ouvida. A formação atual conta com o fundador Jimmy Carter e mais uma trupe formada por Ben Moore, Eric “Ricky” McKinnie, Joey Williams, Tracy Pierce, Peter Levin e Bishop “Billy” Bowers.

Take the High Road é o mais recente trabalho do grupo, e mostra uma vertente mais voltada para o country, antiga paixão do vocalista Jimmy Carter. Lançado esse ano pela Saguaro Road Records (casa de Joan Osborne e por onde J.J Cale já passou), o álbum traz diversas participações especiais como Willie Nelson e Hank Williams Jr., e consegue não deixar para trás as antigas sonoridades do gospel, soul, blues e R&B.

A chamada 'música de raiz' americana aparece em fartas e generosas porções em Take the High Road. Com o apoio de músicos consagrados de Nashville como Kevin “Swine” Grantt (baixo) e Jim Brown (teclados), a sonoridade dos Blind Boys cresce mais ainda e abre espaço para que todas as vocalizações se encontrem. Um bom exemplo disso escutamos na faixa “The Last Mile of the Way”, que encerra belamente o trabalho.

Willie Nelson engrandece a versão da sua “Family Bible”, enquanto Hank Williams Jr. faz o mesmo com a ritmada “I Saw the Light”, canção consagrada do repertório do pai. Vince Gill honra bem a sulista “Can You Give Me a Drink”, enquanto o vocal feminino de Lee Ann Womack se arrepende e pede perdão em “I Was a Burden”. Isso sem falar na participação arrasadora dos Oak Ridge Boys na faixa que dá nome ao disco.

Escutar um álbum dos Blind Boys of Alabama em pleno 2011 é uma tarefa recompensadora. É certo que depois do reconhecimento e dos prêmios recebidos o grupo teve seu som lapidado de certa maneira, mas ainda assim impressiona. Não é fácil fazer versos como “eu sou certo, pois o Senhor me disse assim” (de “I Know a Place”) serem cantados sem soar pomposo ou revestido de religiosidade forçada.

Classe absoluta!


Faixas:
1. Take the High Road (with The Oak Ridge Boys) (3:48)
2. Jesus, Hold My Hand (4:31)
3. Have Thine Own Way, Lord (with Jamey Johnson) (3:58)
4. I Was a Burden (with Lee Ann Womack) (4:47)
5. Can You Give Me a Drink (with Vince Gill) (4:27)
6. Family Bible (with Willie Nelson) (3:47)
7. Jesus Built a Bridge to Heaven (3:53)
8. I Know a Place (4:47)
9. Why Don't You Live So God Can Use You (3:50)
10. Lead Me Home (4:56)
11. Stand by Me (3:32)
12. I Saw the Light (with Hank Williams, Jr.) (3:19)
13. The Last Mile of the Way (4:27)


Foo Fighters: fãs dirigem clipes para faixas do novo álbum!

quarta-feira, maio 11, 2011

Por Ricardo Seelig

Vai dizer que o Foo Fighters não é uma banda legal pra caramba? Além de lançar um dos melhores álbuns de 2011, tocar na garagem das casas dos fãs, lançar um divertidíssimo clipe tendo como personagem principal o lendário Lemmy e colocar no mercado um ótimo disco de covers, Dave Grohl e companhia criaram um concurso chamado This Video Fucks, onde qualquer pessoa poderia escolher uma das faixas de Wasting Light e produzir ela mesmo um clipe.

Serão 11 vídeos no total, para todas as faixas do álbum, e três deles já foram divulgados, para as faixas “Rope”, “Bridge Burning” e “Dear Rosemary”. Todos são muito bem produzidos, mas o meu preferido é o de “Brigge Burning”.

Assista os três clipes abaixo e diga qual você mais curtiu!






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