10 de fev de 2012

Wolfsbane: crítica de 'Wolfsbane Save the World' (2012)

sexta-feira, fevereiro 10, 2012

Nota: 8,5

Ao contrário de sua passagem pelo Iron Maiden, onde gravou o contestado The X Factor (1995) e o péssimo Virtual XI (1998), a carreira de Blaze Bayley fora da Donzela tem trabalhos da mais alta qualidade. Seus discos solo são ótimos, com um heavy metal pesado, repleto de melodias e refrões empolgantes. Essa qualidade se repete em Wolfsbane Save the World, novo álbum da banda que o revelou para o mundo.

Primeiro trabalho do Wolfsbane em 18 anos – o último, cujo título era o nome da banda, foi lançado em 1994 -, Wolfsbane Save the World é um discaço de hard rock. Sim, hard rock, divertido, alto astral, pra cima. É até surpreendente que o álbum seja assim, já que quem acompanha a carreira de Blaze sabe os problemas pelos quais o vocalista passou nos últimos tempos, cujo principal foi a morte de sua esposa. No entanto, o disco respira vida, frescor. As composições são vibrantes, pulsam e iluminam o ambiente. Para se ter uma ideia, há até um clima meio Van Halen em alguns momentos, como na excelente “Teacher”.

A decisão de gravar o disco com a formação original foi mais do que acertada. Ao lado de Blaze estão o guitarrista Jase Edwards, o baixista Jeff Hateley e o baterista Steve Danger. Inspirado por retomar a carreira da banda, o quarteto gravou o seu melhor disco. Há em Wolfsbane Save the World uma autenticidade e uma verdade difíceis de encontrar no rock atual. Blaze e sua turma produziram um trabalho transparente, onde a experiência serve de combustível.

As onze faixas formam um tracklist muito consistente, com alguns destaques. A abertura com “Blue Sky” já deixa claro a positividade do play. “Teacher” é um ótimo hard, enquanto “Buy My Pain” pisa no acelerador e tem guitarras muito bem feitas. “Smoke and Red Light” é um rockão com letra autobiográfica sobre a vida na estrada. “Live Before I Die” e “Everybody's Looking for Something” são duas pedradas, e nelas percebe-se o quanto a voz de Blaze, quando bem explorada, gera ótimos resultados. O senso de humor tipicamente inglês dos caras fica claro na faixa de encerramento, “Did It for the Money!”, onde fazem piada de si mesmos.

Wolfsbane Save the World pode não salvar o mundo, mas, sem dúvida, dá um tremendo gás na carreira do grupo, colocando-o novamente em destaque. E Blaze, mais uma vez, comprova que, além de bom vocalista, é um tremendo compositor, que sabe transitar com grande autoridade tanto pelo heavy metal quanto pelo hard rock.

Um grande disco, satisfação garantida!


Faixas:
  1. Blue Sky
  2. Teacher
  3. Buy My Pain
  4. Starlight
  5. Smoke and Red Light
  6. Illusion of Love
  7. Live Before I Die
  8. Who Are You Now?
  9. Everybody's Looking For Something
  10. Child of the Sun
  11. Did It for the Money!

Promoção Hellion Records e Collector´s Room: mostre que você entende de heavy metal e concorra a kits com CDs

sexta-feira, fevereiro 10, 2012



A Hellion Records e a Collector´s Room estão com uma promoção incrível para você que adora hard rock e heavy metal.

Para participar, você precisa curtir as páginas da Hellion e da Collector´s no Facebook, ir até a barra lateral e clicar na aba PROMOÇÕES destas páginas. Sortearemos três kits com 5 CDs (2 para a página da Hellion, um para a da Collector´s) para quem estiver participando da promoção. Divulgados os ganhadores, eles precisarão enviar UMA RESENHA TRIPLA DOS ÁLBUNS AMARANTHE DO AMARANTHE, QUARTERPAST DO MAYAN E FREEDOM ROCK DO H.E.A.T.. Isso mesmo: você vai mostrar os seus conhecimentos musicais em três resenhas sobre esses ótimos discos. O autor das melhores resenhas entre os três vencedores da promoção terá os seus textos publicados no novo site da Hellion Records – que irá estrear em março.

Veja só o kit que você estará concorrendo:

1 CD Amaranthe, do Amaranthe
1 CD Quarterpast, do Mayan
1 CD Freedom Rock, do H.E.A.T.
1 CD duplo Final Jolly Roger, do Running Wild
1 CD Bastards, do Motörhead




Retomando: para participar, basta curtir ou já ser fã das páginas da Hellion e da Collector´s no Facebook, ir até a barra lateral direita, clicar na aba PROMOÇÕES e no botão QUERO PARTICIPAR.


As resenhas dos vencedores serão avaliadas por uma comissão julgadora formada pela Hellion Records e pela Collector´s Room.

A promoção vale até o dia 29 de fevereiro, e o resultado será divulgados segunda-feira, dia 5 de março.


9 de fev de 2012

Black Pyramid: crítica de 'Black Pyramid II' (2011)

quinta-feira, fevereiro 09, 2012

Nota: 8,5

Esta banda de Massachusetts classifica o seu som como “psychedelic war metal”. Por mais estranho que esse rótulo possa parecer, ele expressa com exatidão a música do Black Pyramid. O som é um stoner repleto de melodias que remetem ao metal clássico, tudo embalado por um delicioso clima épico.

Black Pyramid II, segundo álbum do grupo, é uma dádiva para quem curte um som pesadão e direto, sem maiores frescuras. O power trio formado por Darryl Shepard (vocal e guitarra), Gein (baixo) e Clay Nelly (bateria) lançou o seu primeiro disco, auto-intitulado, em 2009, e este segundo play em meados de 2011.

A influência de Black Sabbath é onipresente como não poderia deixar de ser, diga-se de passagem. Vocais agressivos e longas passagens instrumentais estão presentes em todas as músicas. A banda tem um talento inegável para compor linhas vocais grudentas, que carregam o ouvinte através de composições onde o peso e o groove dão as cartas. Baixo e guitarra trabalham como gêmeos siameses, enquanto o baterista desce a mão no melhor estilo do falecido John Bonham.

Há uma constância nas composições, com todas seguindo uma identidade bem definida, porém colocando algumas características únicas na mesa. “Endless Agony” e “Mercy's Bane” são pedradas feitas sob medida para bater cabeça. Já “Night Queen” tem uma longuíssima passagem instrumental com o poder de abrir novas dimensões. As longas “Dreams of the Dead” (mais de 12 minutos) e “Into the Dawn” (quase 16) são tours de force com trechos bastante psicodélicos, que dão um clima muito viajante para o play. E, no meio disso tudo, ao grupo ainda nos brinda com a linda instrumental “Tanelorn”, prima das composições acústicas de Jimmy Page.

É gratificante encontrar novos grupos, com talento e competência de sobra, gravando grandes discos logo no início de suas carreiras. Isso só demonstra o quão forte está a cena atual da música pesada, com dezenas de ótimas novas bandas pintando. O Black Pyramid é um destes excelentes novos nomes, e tem qualidade de sobra não apenas para conquistar novos fãs, mas também para construir uma trajetória sólida ao longo dos anos.


Faixas:
  1. Endless Agony
  2. Mercy's Bane
  3. Night Queen
  4. Dreams of the Dead
  5. Tanelorn
  6. Sons of Chaos
  7. Empty Handed Insurrection
  8. The Hidden Kingdom
  9. Into the Dawn

Amaranthe: crítica do álbum 'Amaranthe' (2011)

quinta-feira, fevereiro 09, 2012

Nota: 8

A comunidade do heavy metal é estranha e, muitas vezes, hilária. Rebanhos formados por marmanjos com idade mental que varia entre 6 e 12 anos, que não enxergam, na maioria das vezes, nada além do próprio umbigo, julgando como ruim qualquer coisa que não caia em seu gosto pessoal. Gosto esse, diga-se de passagem, fincado de maneira profunda no que há de mais conservador no estilo. Tudo isso faz com que qualquer grupo um pouco mais inovador ou ousado seja, instantaneamente, rotulado como ruim. Uma estupidez sem tamanho, afinal é justamente a evolução e a expressão de novas ideias que faz não só a música, mas o próprio mundo andar para frente.

Porque eu falei tudo isso? Porque essa mentalidade está sendo aplicada ao grupo sueco Amaranthe, nova sensação do heavy metal europeu e que desembarca agora no Brasil através da Hellion Records. Bem vestidos, bem apessoados e muito bem produzidos, os caras lançaram em 2011 o seu disco de estreia, um trabalho inovador e sem um mínino de receio às reações radicais da ala mais tradicional do metal.

Instrumentalmente, o Amaranthe tem elementos de death metal melódico, com as partes mais pesadas bastante influenciadas por nomes como Soilwork, In Flames e Deadlock. No outro extremo, temos passagens mais limpas que aproximam o som dos caras do pop. E, para fechar o bolo, os coros lembram o que de melhor o Avantasia produziu.

As composições têm velocidade, melodia, quebras interessantes, passagens extremas que remetem ao death metal, tudo embalado com um apelo pop que torna o disco cativante.

O maior destaque é a performance vocal dos três vocalistas. Elize Ryd (que participou da turnê brasileira do Kamelot, em 2011), Jake Lundberg e Andy Solveström fizeram um trabalho primoroso, que dá um brilho todo especial ao álbum. As vozes masculinas se alternam entre vocais limpos (a cargo de Jake) e guturais (por conta de Andy), enquanto Elize fica com os trechos mais pops. Vale mencionar que o baterista Morten Sorensen toca também na excelente banda dinamarquesa Mercenary.

Esse primeiro disco do Amaranthe é um álbum de estreia muito bom, que aponta para um futuro promissor. A turma mais conservadora do heavy metal vai detestar, mas, sinceramente, quem se importa com a opinião de jurássicos que pensam que o estilo se resume a Black Sabbath, Iron Maiden e Manowar? Ouça, vale a pena!


Faixas:
  1. Leave Everything Behind
  2. Hunger
  3. 1.000.000 Lightyears
  4. Automatic
  5. My Transition
  6. Amaranthine
  7. It's All About Me (Rain)
  8. Call Out My Name
  9. Enter the Maze
  10. Director's Cut
  11. Act of Desperation
  12. Serendipity

Go, Sabbath, go

quinta-feira, fevereiro 09, 2012

Todo mundo ficou empolgado quando, em 11 de novembro do ano passado, o Black Sabbath anunciou o retorno de sua formação original com Ozzy Osbourne, Tony Iommi, Geezer Butler e Bill Ward para a gravação de um disco produzido por Rick Rubin e uma turnê mundial. Era o sonho de milhões de headbangers ao redor do planeta virando realidade. Mas será, mesmo, que ele se transformou em um pesadelo?

A doença de Iommi, diagnosticado com um câncer no sistema linfático no início de 2012, ligou a luz vermelha não apenas pelo possível cancelamento de tudo que havia sido anunciado, mas, principalmente, pela real possibilidade de o guitarrista, o pai do heavy metal, perder a vida. No entanto, as notícias que chegam dão conta que Iommi está reagindo bem ao tratamento e que, inclusive, já compôs duas músicas inéditas desde que começou a árdua batalha contra o câncer.

Mas daí surgiu a questão Bill Ward. O baterista divulgou um comunicado dizendo que não concordava com os termos do contrato proposto pelos músicos restantes, e que se não houvesse a divisão em partes iguais entre os quatro – ou seja, 25% para cada um dos músicos -, ele sairia fora. Bem, vamos aos fatos. Em primeiro lugar, se o contrato ainda não havia sido assinado, porque diabos a banda divulgou a reunião então? Precipitação? É claro que não. Em uma marca tão forte e gigante quanto o Black Sabbath, não há espaço para o amadorismo. A notícia da reunião só foi anunciada porque as quatro partes estavam de acordo. Se não fosse assim, ela jamais teria sido confirmada. O que acontece é que Ward voltou atrás no que havia concordado, querendo mais do que havia pedido.


Aqui, é preciso fazer um parágrafo a parte. Quem trabalha com música sabe que a carreira solo de Ozzy Osbourne é muito maior, em termos comerciais – ou seja, venda de discos, shows e tudo mais que envolve o Madman -, do que toda a trajetória do Black Sabbath. Ozzy conseguiu extrapolar os limites do heavy metal e se transformou em um ícone da cultura pop, reconhecido tanto pelo mais radical fã de black metal quanto pela menininha de 13 anos que só ouve Lady Gaga. Nos Estados Unidos, Ozzy é uma entidade em todos os aspectos – artística, iconográfica e, principalmente, comercial. Traduzindo: sob o comando de sua esposa Sharon, Ozzy Osbourne é uma das maiores máquinas de fazer dinheiro do mundo da música. Porém, a maioria dos fãs, sempre cega e burra, não consegue entender isso. Mas Tony e Geezer, mais do que entender, sabem muito bem o que Ozzy significa. E, a julgar pelas declarações de Ward, o baterista ou não está bem informado, ou está posando de mártir, com uma postura romântica pra lá de inapropriada.

O fato é que bandas gigantescas como o Black Sabbath, o Iron Maiden e o Metallica são, antes de tudo, grandes empresas. Os músicos não são “brothers que tocam juntos”, mas sim sócios de um mesmo empreendimento. Pode doer para você que acredita que o mundo da música é guiado somente por aspirações artísticas, mas é assim que funciona. E mais: isso não anula a validade dos trabalhos destes grupos. Steve Harris, o dono e chefão do Iron Maiden, por exemplo, é um cara pra lá de fechado. Na formação atual do Maiden, o único músico que mantém uma relação próxima com Harris é o guitarrista Janick Gers, além de Rod Smallwood, empresário da banda. Os demais tem uma relação apenas profissional com Harris, conversando sobre tudo o que envolve o Maiden, compondo juntos algumas vezes, mas os caras não são amigos próximos. Com o Metallica é a mesma coisa. Imaginem pessoas que são sócias em uma empresa e querem torná-la cada vez maior, gerando lucros sempre crescentes. É assim que é, por mais chocante que possa parecer.

Com o Black Sabbath as coisas também são dessa maneira. Ozzy e Tony compuseram a maioria das faixas do novo disco. Porém, Bill Ward quer que a banda divida os créditos nas composições, como faziam nos anos setenta. Isso, somado ao fato de que Iommi, segundo o que se fala nos bastidores, está descontente com o trabalho de Ward há anos e não esconde isso de ninguém, azedou de vez as coisas. E o baterista, ao invés de seguir o que já estava acordado – sim, porque ele assinou um contrato aceitando os termos antes do anúncio da reunião, em 11/11 -, resolveu posar de mártir e colocar a boca no trombone. É claro que a reação natural da maioria dos fãs do Black Sabbath em todo o mundo foi, instintivamente, se posicionar a favor de Bill Ward, mesmo sem saber de um décimo do que está rolando nos bastidores.

Eu, particularmente, acho essa martirização de Bill Ward em praça pública pra lá de ridícula. Como já disse, fã cego e burro acredita em tudo, até em Papai Noel e Coelhinho da Páscoa, mas a verdade é que Ward, há décadas, não tem mais saúde para aguentar o tranco que é tocar com o Black Sabbath. Porém, para os fãs é mais fácil romantizar a coisa e colocar a culpa toda em Sharon Osbourne – antipática, porém uma empresária genial – do que enxergar o que realmente está acontecendo. Basta pegar qualquer livro sobre a banda – e eles existem aos montes por aí, é só pesquisar – para perceber que Bill Ward sempre foi um coadjuvante na história do Sabbath. Ele é um ótimo baterista, isso é inegável, mas, artisticamente, quem sempre deu as cartas e fez a diferença foi o trio Ozzy, Tony e Geezer. Todas as ideias para as músicas nasceram da mente dos três. É claro que seria legal ter a formação original junta novamente, mas isso não vai mais rolar e não é, como estão pintando por aí, o fim do mundo e o mico do ano. Eu - e acredito que vocês também - quero ouvir o novo disco da banda, e não vejo a hora disso acontecer. Para mim, pouco importa de Ward vai estar ou não nele. É uma história similar ao ótimo novo álbum do Van Halen: tem fã chato reclamando da ausência de Michael Anthony, mas ela não é sentida no disco, que é espetacular.


As alternativas mais óbvias para substituir Bill Ward são Vinny Appice e Tommy Clufetos. Vinnie, como você bem sabe, assumiu o posto de Ward na turnê de Heaven and Hell (1980) e gravou os clássicos Mob Rules (1981) e Dehumanizer (1992) com a banda, além de The Devil You Know (2009), do Heaven and Hell. Ou seja, tem química e experiência com Iommi e Butler, mas nunca tocou com Ozzy. Já Clufetos é o baterista da atual – e ótima – banda do Madman, e, pelo que vazou, assumirá o posto de Ward em questão de dias. Pessoalmente, acho a escolha de Tommy Clufetos, além de mais fácil, também arrojada e apropriada. O heavy metal atual é muito diferente daquele que o Sabbath tocava na década de 70. Ele é mais agressivo e pesado hoje em dia, além de muito mais rápido. Acredito que Clufetos daria uma renovada no som do Sabbath, tornando moderno sem descaracterizá-lo, afinal os donos da batuta são Ozzy e Iommi.

Concluindo, acalmem-se e deixem as paixões e, principalmente, o romantismo de lado. A volta do Black Sabbath só será um fracasso se o disco for ruim, e, na boa, não acredito que isso acontecerá. Estamos falando de músicos experientes e talentosos, que sabem exatamente o que estão fazendo. Além disso, o produtor Rick Rubin tem um toque especial e sabe como tornar o som de uma banda atual sem distanciá-lo de suas raízes. O sonho continua vivo, e ele está muito longe de virar pesadelo.

Quanto a Bill Ward, sugiro que fique em casa fazendo ovos mexidos e mamadeiras para os seus netos, sobrevivendo dos royalties que ainda recebe referentes aos álbuns do Sabbath dos quais participou.

As coisas funcionam assim, quer você queira ou não.


8 de fev de 2012

O melhor álbum de metal de 1998

quarta-feira, fevereiro 08, 2012

Em nossa enquete sobre os melhores discos de heavy metal lançados em 1998, deu a lógica: o pesado e inovador The Chemical Wedding, o melhor álbum solo de Bruce Dickinson, ficou com o primeiro posto. Logo atrás veio o excelente Nightfall in Middle-Earth, a obra-prima do Blind Guardian. Destaque também para as boas posições alcançadas pelo Iced Earth, Death, System of a Down, Helloween, Opeth, Nightwish, Hammerfall e Therion.

Como ponto negativo, é preciso comentar a baixa quantidade de votos para álbuns excelentes e profundamente influentes, que servem de base para muito do que está sendo feito no metal atual, como os discos do Moonspell, Fear Factory, Meshuggah e Covenant presentes na lista. Não por acaso, os trabalhos destas bandas nunca foram muito celebrados pela imprensa especializada brasileira, fato que é um possível motivo para os poucos votos destes discos.

Confira o resultado final abaixo, e comente o que achou da escolha dos nossos leitores:

Bruce Dickinson – The Chemical Wedding - 43%
Blind Guardian – Nightfall in Middle-Earth - 32%
Iced Earth – Something Wicked This Way Comes – 25%
Death – The Sound of Perseverance – 24%
System of a Down – System of a Down – 24%
Helloween – Better Than Raw – 16%
Opeth – My Arms, Your Hearse - 15%
Nightwish – Oceanborn - 13%
Hammerfall – Legacy of Kings – 11%
Therion – Vovin - 11%
Moonspell – Sin / Pecado - 8%
Symphony X – Twilight in Olympus – 7%
Edguy – Vain Glory Opera – 6%
Fear Factory – Obsolete - 6%
Cradle of Filth – Cruelty and the Beast – 6%
Rhapsody – Symphony of Enchanted Lands - 6%
Meshuggah – Chaosphere – 5%
Theatre of Tragedy – Aégis – 4%
Morbid Angel – Formulas Fatal to the Flesh - 4%
Trstania – Widow's Weeds – 3%
Covenant – Nexus Polaris - 3%
Virgin Steele – Invictus – 3%
Incantation – Diabolical Conquest - 1%

Orange Goblin: crítica de 'A Eulogy for the Damned' (2012)

quarta-feira, fevereiro 08, 2012

Nota: 9

Após cinco anos de silêncio, o Orange Goblin está de volta. A parada fez bem ao quarteto. O intervalo entre Healing Through Fire (2007) e A Eulogy for the Damned rejuvenesceu o som da banda, característica essa que faz do novo álbum um dos melhores da carreira do grupo.

Um dos maiores ícones do stoner, o Orange Goblin afasta-se do gênero em seu novo trabalho. O que temos aqui é um disco de heavy metal, rock pesado ou, simplificando, pauleira mesmo, simples e eficiente. O distanciamento do stoner se dá através de uma presença bem menor de elementos doom e psicodélicos, substituídos por características mais “metálicas” que tornaram o som mais conciso, direto e eficiente.

As influências principais continuam, com a banda não negando, em nenhum momento, o débito que tem com gigantes como Black Sabbath e Motörhead. Riffs pesados e gooves gordurentos permeiam todo o disco, com os caras dando um passo além de tudo o que já produziram antes.

Merece atenção especial o excelente trabalho do baixista Martyn Millard, com linhas criativas e sempre dobrando a guitarra de Joe Hoari, o que torna o som ainda mais pesado. Millard é a âncora da banda, uma espécie de Steve Harris montado em uma Harley Davidson e vestido de couro da cabeça às pés, em quem a música do Orange Goblin se sustenta.

O play está repleto de ótimas composições. O primeiro single, “Red Tide Rising”, é uma delas, despejando riffs e agressividade sem o menor traço de refinamento. “Acid Trial”, “The Fog”, a monolítica “Death of Aquarius” e “Bishop's Wolf” mostram a categoria habitual do grupo, porém duas canções se sobressaem em todo o tracklist. “Save Me From Myself” é um hard blues sensacional que faz o Orange Goblin soar como uma versão mais pesada do Lynyrd Skynyrd, com direito até a sutis intervenções de órgão. E a faixa-título, uma odisséia cósmica e intensa com mais de sete minutos de duração, que fecha o disco em alto estilo.

Sem abrir mão do seu passado e encarando novas possibilidades, o Orange Goblin fez de A Eulogy for the Damned um excelente álbum, que está lado a lado com Time Travelling Blues (1998) e Coup de Grace (2002) como os pontos altos da sua consistente discografia.


Faixas:
  1. Red Tide Rising
  2. Stand For Something
  3. Acid Trial
  4. The Filthy and the Few
  5. Save Me From Myself
  6. The Fog
  7. Return to Mars
  8. Death of Aquarius
  9. Bishop's Wolf
  10. A Eulogy for the Damned

Promoção Hellion Records e Collector´s Room: Você se imagina sem Tarja Turunen?

quarta-feira, fevereiro 08, 2012

A Hellion Records e a Collector´s Room preparam uma superpromoção para você que é fã do Nightwish, de Tarja Turunen, heavy metal e boa música.

Para participar, basta curtir a página da Hellion e da Collector´s Room  no Facebook e responder a pergunta: “O QUE SERIA DA MÚSICA SEM TARJA TURUNEN?”. As melhores respostas concorrerão a 5 (cinco) super kits com:

1 CD Wishmaster (com faixas bônus), do Nightwish
1 CD Oceanborn (com faixas bônus), do Nightwish
1 CD Over the Hills and Far Away (com faixas bônus), do Nightwish
1 CD Tarja Turunen & Harus
1 DVD Tarja Turunen & Harus


Serão 3 kits para quem participar através da página da Hellion no Facebook, e 2 para quem participar pela da Collector´s. Mas atenção: você tem que curtir ou já ser fã das páginas no Facebook para concorrer, não adianta só enviar a frase, ok?

As respostas serão avaliadas por uma comissão julgadora formada pela Hellion Records e pela Collectors Room.

Mas corra, porque a promoção é válida somente até o dia 29 de fevereiro, e os vencedores serão divulgados sexta-feira, dia 2 de março.


7 de fev de 2012

Metallica anuncia a criação do seu próprio festival

terça-feira, fevereiro 07, 2012


O Metallica havia prometido um grande anúncio para hoje, 7 de fevereiro, e ele realmente veio. A banda acaba de informar a criação do seu próprio festival de música, o Orion Music + More. O evento rolará em Atlantic City nos dias 23 e 24 de junho de 2012, com as duas noites sendo fechadas pelo quarteto. Além dos shows, o festival mostrará o estilo de vida de James Hetfield, Lars Ulrich, Kirk Hammett e Robert Trujillo, e os fãs poderão interagir diretamente com os quatro. Como atração extra, o Metallica tocará o clássico Black Album na íntegra nas duas noites. Será a primeira vez que a banda fará isso em solo norte-americano.

O festival contará com um grande número de bandas dos mais variados gêneros musicais. Dezesseis delas já foram divulgadas, e, certamente, alguns fãs mais radicais vão chiar com as escolhas do grupo. Confira quem irá tocar no Orion Music + More, além do próprio Metallica:

Arctic Monkeys
Avenged Sevenfold
Modest Mouse
The Gaslight Anthem
Cage The Elephant
Fucked Up
Beast Coast
Hot Snakes
Titus Andronicus
Gary Clark Jr.
Lucero
Roky Erickson
The Black Angels
The Sword
A Place to Bury Strangers
Liturgy

6 de fev de 2012

Ape Machine: crítica de 'War to Head' (2011)

segunda-feira, fevereiro 06, 2012

Nota: 9

Se o Black Sabbath surgisse em 2011, ele se chamaria Ape Machine. O segundo disco deste quinteto de Portland soa como uma versão atualizada e renovada do lendário grupo de Birmingham, como se os músicos do Sabbath tivessem novamente 20 e poucos anos de idade. Os responsáveis por essa façanha são Caleb Heinze (vocal), Ian Watts (guitarra), Jimi Miller (guitarra), Brian True (baixo) e Damon Delapaz (bateria).

Sucessor de This House Has Been Condemned, de 2010, War to Head é um álbum que honra as tradições do hard rock. Suas canções possuem interessantes e imprevisíveis variações, o que dá um clima meio viajante para a música. Além disso, o fato de todas elas terem como alicerce central os riffs de Watts e Miller faz com que soem vigorosas, característica acentuada pelos timbres sutilmente vintage da produção. A dupla mostra inspiração de sobra, tanto nos riffs como também nos solos, repletos de melodia. A influência de Tony Iommi é facilmente perceptível, ao lado de nomes como Ten Years (ouça “What's Up Stanley?”) e o Bad Company dos primeiros tempos.

Mas o ponto central que torna o som do Ape Machine familiar e agradável para quem curte o Black Sabbath setentista é a semelhança entre o timbre de voz de Caleb Heinze e o jovem Ozzy Osbourne. Caleb, assim como o Madman, não é um cantor de técnica espetacular, mas compensa isso com uma entrega completa e apaixonada. Ouça a ótima “The Sun”, provavelmente a melhor faixa do disco, e comprove.

A força de War to Head está na qualidade das composições do quinteto. As boas ideias se revelam em sequência, fazendo que o resultado final seja um disco excelente. A abertura com “Hold Your Tongue”, “Can't Cure Deceit” (que poderia estar em Master of Reality, clássico lançado pelo Sabbath em 1971), o groove hipnótico de “Death of the Captain” … As nove canções de War to Head brindam o ouvinte com pouco mais de quarenta minutos de um ótimo hard que, mesmo bastante influenciado pelo Black Sabbath, possui força própria.

Por incrível que pareça, a versão para “Black Night”, do Deep Purple, é a faixa mais desnecessária da bolacha. As composições próprias do Ape Machine são muito boas e possuem uma ligação intrínseca, fazendo com que a releitura de “Black Night” soe deslocada. É uma bela versão, mas que, por estes fatores, acaba valendo mais como mera curiosidade do que qualquer outra coisa.

A audição de War to Head leva os sortudos que se aventurarem pelo disco a uma viagem de volta a 1976, cuja trilha sonora é de primeira. Garanta a sua vaga neste trem, porque ele já está de saída!


Faixas:
  1. Hold Your Tongue
  2. The Sun
  3. Can't Cure Deceit
  4. Death of the Captain
  5. Black Night
  6. No Sugar in My Coffee
  7. Downtrodden
  8. Please Do Not Use Red Ind and Do Not Erase
  9. What's Up Stanley?

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