13 de abr de 2012

New Order: ouça a versão original de "Elegia", com 18 minutos de duração

sexta-feira, abril 13, 2012


Era uma vez uma banda chamada Joy Division. O grupo nasceu em Manchester em 1977, e os dois únicos discos que lançou em sua breve carreira - Unknown Pleasures (1979) e Closer (1980) - são considerados clássicos.

Então, em 18 de maio de 1980, o vocalista Ian Curtis cometeu suicídio por enforcamento. Curtis se transformou em um mito, diversos álbuns póstumos foram lançados após a sua morte, e o trio de músicos restante - o baixista Peter Hook, o guitarrista Bernard Summer e o baterista Stephen Morris - juntaram os cacos se reinventando em uma nova banda, o New Order, ao lado da tecladista Gillian Gilbert.

Em 1 de maio de 1985 saiu o terceiro disco do New Order, Low-Life, e um dos destaques do álbum era uma música instrumental melancólica com quase cinco minutos de duração chamada "Elegia", dedicada a Ian Curtis. Pois bem: passados mais de 30 anos da morte de Curtis e quase 27 anos da gravação original, eis que surge na internet a versão original de "Elegia", com quase 18 minutos de duração.

Se você conhece a versão que saiu no disco, delicie-se. Se não conhece, aproveite para mergulhar tanto na obra do Joy Division quanto na do New Order, duas bandas excelentes que lançaram álbuns ótimos em suas carreiras e continuam, mesmo depois de tantos anos, sendo únicas.

Ouça abaixo a versão completa de "Elegia":

Zombie Inc.: assista o clipe de “Challenge of the Undead”

sexta-feira, abril 13, 2012


A banda austríaca Zombie Inc. divulgou o clipe de “Challenge of the Undead”, faixa presente em seu primeiro disco, A Dreadful Decease. No vídeo, inspirado nos quadrinhos e na série The Walking Dead, a banda enfrenta zumbis que surgem no seu dia a dia.


Apesar de ser um nome novo, o Zombie Inc. conta com alguns veteranos bastante conhecidos em sua formação. O vocalista Martin Schirenc, ex-Pungent Stench, é o líder do grupo, que conta também com os guitarristas Wolfgang Rithbauer (Disbelief) e Gerald Huber (Collapse 7), o baixista Daniel Lechner (Lacrimas Profundere) e o baterista Tomasz Janiszewski (Belphegor).


A Dreadful Decease foi lançado no último dia 14 de fevereiro pela Massacre Records. Produzido pelo próprio Schirenc e masterizado por Dan Swanö (Edge os Sanity, Bloodbath), o álbum conta com dez faixas com letras que falam sobre o universo dos zumbis, e, segundo a banda, apresenta influência de nomes como Entombed, Autopsy, Dismember, Obituary, Deicide e Gorefest.


Assista abaixo o clipe de “Challenge of the Undead”:

E aí, que tipo de metalhead você é?

sexta-feira, abril 13, 2012


O site Metal Ilimunati publicou uma série de caricaturas retratanto os diferentes tipos de fãs de heavy metal. Do cara que curte death ao vikikg, do black ao power, um exercício divertido e feito com inteligência, que brinca com quem curte som pesado sem precisar ofender (e você ainda pode treinar o seu inglês).


E aí, qual deles é você?











12 de abr de 2012

Porque a MTV trata você como um imbecil?

quinta-feira, abril 12, 2012


O anúncio de que o personagem Detonator, criado pelo humorista Bruno Sutter, iria apresentar um programa chamado Rock Rolla (não por acaso, o título do primeiro disco do Judas Priest) na MTV, dedicado totalmente ao heavy metal, foi saudado com empolgação por uma parcela da mídia especializada e dos fãs do estilo, como se a emissora enfim fosse tratar o gênero com o respeito e a atenção que ele merece. É claro que isso não aconteceu.


Rocka Rolla é um programa fraco, de humor duvidoso, apresentado por um humorista cuja única piada já perdeu a graça há uns cinco anos, no mínimo. “Ah, mas o Bruno é fã de heavy metal, ele já teve até uma banda”. Pior ainda, porque hoje a sua aparição só serve para propagar uma imagem totalmente equivocada, e ultrapassada, sobre o fã de música pesada.


Antes que alguém diga que não se importa com nada disso, respondo que você está errado e deveria se importar, e muito. Afinal, é justamente esse estereótipo transmitido em rede nacional que chega até a maioria das pessoas que não consomem e não fazem parte do mundo do heavy metal. Essa tiração de sarro com a sua cara contribui de maneira decisiva em como o headbanger é visto, entendido e percebido pela imensa maioria da população brasileira.


Eles acham que nós somos violentos, burros, imbecis, desprovidos de cérebro. Eu não sou assim. Eles pensam que amamos vestir calças coladas e andar sem camisa mostrando o peito cabeludo, como se fôssemos homens das cavernas perdidos em pleno século XXI. Eu nunca fui assim. Eles pensam que o metal se resume a vozes agudas cantadas a plenos pulmões por vocalistas castrados e letras que falam sobre conquistas épicas, dragões e espadas. Há muito tempo o metal explora uma variedade enorme de temas em suas letras, falando a língua atual de um público que não para de crescer em todo o mundo.


Vale a pena, nessa história toda, fazer um paralelo com o rap. Se o gênero há anos possui um programa dedicado a ele na grade da MTV, onde o estilo não só é tratado com respeito e seriedade, mas apresentado por gente que entende do que está falando, porque o heavy metal também não? “Ah, o público de heavy metal é muito menor que o do rap”. Não, não é não. O Brasil tem um público imenso totalmente ligado e apaixonado pelo metal. E mais: esse público é extremamente fiel, e continua não apenas comprando CDs e DVDs originais de suas bandas favoritas, como cultua o colecionismo e faz questão de adquirir os mais variados itens para os seus acervos.


O heavy metal é muito mais do que um gênero musical. O metal é um fenômeno cultural, que funciona como elo de ligação entre indivíduos de classes sociais diferentes nos mais variados países, unindo pessoas de todos os continentes. Isso foi retratado de forma brilhante pelo diretor e antropólogo canadense Sam Dunn nos documentários Metal: A Headbanger’s Journey e Global Metal, que estão aí para quem quiser ver.


O heavy metal não é um estilo musical consumido apenas por adolescentes em busca de afirmação social. O fã de metal costuma se manter fiel ao estilo durante toda a sua vida. Eu tenho quase 40 anos. Ao longo da minha história musical, a minha curiosidade me fez entrar em contato com os mais variados estilos, do jazz ao funk, do blues a MPB. Porém, a única constante, o meu eterno porto seguro quando o assunto é música, sempre foi o heavy metal. Eu, como você, não sou burro. Eu não sou ignorante, não sou tapado, enxergo muito além do meu umbigo e sou capaz de falar sobre diversos assuntos. Eu não sou um acéfalo como o personagem Detonator acredita. Sou instruído, tenho curso superior, sou pós-graduado na minha área e ocupo uma posição de chefia e liderança em minha profissão. E isso não acontece só comigo. Tenho amigos médicos, engenheiros, advogados, jornalistas, professores, enfim, pessoas com as mais variadas atividades que, assim como eu, são não apenas fãs apaixonados, mas, acima de tudo, consumidores vorazes de heavy metal.


Eu, os meus amigos e, tenho certeza, você que está lendo esse texto também, não nos vemos na figura deturpada e preconceituosa de Detonator. Aquilo é uma piada sem graça, que presta um desserviço enorme para a sociedade, vendendo uma visão burra e ultrapassada sobre os headbangers.


Vou até mais fundo: o heavy metal não precisa da MTV, mas a MTV precisa do heavy metal. O metal, que nunca foi uma música amigável e produzida para o consumo em massa, criou, ao longo da sua história, os seus próprios meios de divulgação, uma ampla rede de mídia que conta a história do estilo de forma independente, à margem dos grandes veículos. Isso acontece em todo o mundo, e ficou ainda mais forte com o surgimento da internet. O heavy metal teve um papel fundamental na popularização da MTV em seus primeiros anos, porque foi através dos clipes do estilo e dos fãs apaixonados pelo som pesado que a emissora se firmou nos Estados Unidos e provou ser uma ideia viável comercialmente. Hoje, com o mercado fonográfico vivendo uma nova realidade, onde a mídia física perde cada vez mais valor para os downloads e o mundo virtual, o suporte da MTV a um gênero é um fator muito menos importante do que já foi um dia, ainda mais quando falamos de um estilo com as características particulares do heavy metal.


O Rocka Rolla é um engodo, uma produção de extremo mal gosto, ultrapassada e sem sentido. Mais do que isso: a figura do Detonator é uma ofensa, um insulto, a quem ouve e consome heavy metal. Eu não sou igual a ele, e você também não é. Eu não me enxergo naquele indivíduo escroto, e tenho certeza de que você também não. E essa opinião não é a de um cara bitolado que parou no tempo e quer, a todo custo, retomar os “mágicos” anos oitenta, muito pelo contrário. Essa opinião é a de um cara que percebe o estilo mais forte do que nunca, se renovando e se reinventando em inúmeras variações, cada vez mais extremas e apaixonantes. É isso que a MTV precisa entender: o heavy metal está muito longe daquilo que a emissora pensa que o estilo é. 


Eu não sou um imbecil. Já em relação a quem comanda a MTV, tenho lá as minhas dúvidas.

Enquete da semana: o melhor álbum de metal de 2007

quinta-feira, abril 12, 2012


O fenomenal The Blackening, do Machine Head, levou com folga a primeira posição na nossa enquete sobre o melhor disco de heavy metal lançado em 2007. Na sequência, o Symphony X ficou confortavelmente com a segunda posição, à frente da briga de foice entre Megadeth, Dream Theater e Kamelot.


Se você não conhece algum discos dos citadas abaixo, aproveite e escute já.


Confira o resultado, e deixe o seu comentário:


Machine Head – The Blackening - 38%
Symphony X – Paradise Lost - 26%
Megadeth – United Abominations - 22%
Dream Theater – Systematic Chaos - 21%
Kamelot – Ghost Opera - 21%
Mayhem – Ordo Ad Chao - 15%
Devin Townsend – Ziltoid the Omniscient - 14%
Exodus – The Atrocity Exhibition - 14%
Down – Down III - 12%
Amorphis – Silent Waters - 10%
Arch Enemy – Rise of the Tyrant - 10%
King Diamond – Give Me Your Soul … Please - 10%
Nightwish – Dark Passion Play - 10%
Behemoth – The Apostasy - 9%
Candlemass – King of the Grey Islands - 8%
Helloween – Gambling with the Devil - 8%
High on Fire – Death is this Communion - 8%
Saxon – The Inner Sanctum - 8%
Nile - Ithyphallic - 7%
Volbeat – Rock the Rebel / Metal the Devil - 7% 
Gamma Ray – Land of the Free II - 5%
Soilwork – Sworn to a Great Divide - 5%
Dark Tranquillity – Fiction - 4%
Electric Wizard – Witchcult Today - 4%
Iced Earth – Framing Armageddon - 4%
Primal Fear – New Religion - 4%
Rotting Christ - Theogonia - 4%
W.A.S.P. - Dominator - 4%
Neurosis – Given to the Rising - 3%
Onslaught – Killing Peace - 3%
Melechesh – Emissaries - 2%
Primordial – To the Nameless Dead - 2%
Necros Christos – Triune Impurity Rites - 1%

O poder da música

quinta-feira, abril 12, 2012


Nós sabemos que a música tem um poder imenso. A experiência que cada um de nós tem com os sons, conduzidos pelos nossos artistas favoritos, é única, intensa e inigualável. Mas, apesar de termos plena consciência do quanto a música não só nos faz bem, mas de como ela é importante para tornar a vida muito mais completa, não sabemos explicar de maneira racional todas as maravilhas que sentimos ao ouvir uma canção.


O documentário Alive Inside, dirigido por Michael Rossato-Bennett, mostra os poderosos efeitos da música em pacientes idosos que sofrem de demência, perda de memória e Alzheimer. O filme tem a sua estreia mundial marcada para o dia 18 de abril, em Nova York, mas um emocionante trecho já pode ser visto abaixo:



Com as participações do neurologista e escritor Oliver Sacks (autor de Alucinações Musicais, entre outros livros) e do médico Bill Thomas, o documentário mostra como a música traz de volta a memória, a identidade e a vida de pessoas que estavam mergulhadas na depressão e perdidas em suas próprias mentes. As cenas mostram as reações de um paciente, Henry, ao ouvir música. Ele renasce, e isso transparece em sua fisionomia. Ele retoma a energia, a vivacidade, em cenas impressionantes, recuperando memórias antigas e o entusiasmo pela vida. É de arrepiar!

Após assistir esse trecho, só digo uma coisa: nunca tirem a música da minha vida. Eu agradeço.

Assista “Piss”, novo clipe do Pantera

quinta-feira, abril 12, 2012


Foi divulgado ontem, durante o Revolver Golden Gods Awards, em Los Angeles, o novo clipe do Pantera. O vídeo da faixa “Piss” foi dirigido por Zach Merck e traz diversos fãs agitando ao som da banda, refazendo os trejeitos que a banda costumava ter quando estava no palco.


“Piss” foi gravada originalmente durante as sessões do álbum Vulgar Display of Power (1992), com a formação clássica do grupo - Phil Anselmo (vocal), Dimebag Darrell (guitarra), Rex Brown (baixo) e Vinnie Paul (bateria). A faixa foi lançada também como single, mas somente em formato digital por enquanto.


Assista abaixo o clipe de “Piss”:

Rush: assista o teaser do novo álbum

quinta-feira, abril 12, 2012


O novo disco do Rush, Clockwork Angels, deve sair dia 12 de junho - digo deve porque a data de lançamento já foi alterada pela banda diversas vezes. Para preparar os fãs para o que está por vir, o trio divulgou um teaser com um trecho de uma música inédita, que você pode assistir logo abaixo.


Clockwork Angels é o décimo-nono álbum do Rush, e foi produzido por Nick Raskulinecz, o mesmo de Snakes & Arrows, último trabalho da banda, lançado em 2007.


Confira abaixo o tracklist completo:
  1. Caravan
  2. BU2B
  3. Clockwork Angels
  4. The Anarchist
  5. Carnies
  6. Halo Effect
  7. Seven Cities of Gold
  8. The Wreckers
  9. Headlong Flight
  10. BU2B2
  11. Wish Them Well
  12. The Garden

Revolver Golden Gods 2012: veja quem foram os vencedores

quinta-feira, abril 12, 2012


Aconteceu ontem (11/04) à noite, em Los Angeles, a quarta edição do Revolver Golden Gods Awards, premiação anual dedicada ao heavy metal promovida pela revista norte-americana Revolver. Ao lado da premiação da Metal Hammer - também chamada Golden Gods -, o evento da Revolver é considerado o mais importante do gênero em todo o mundo.


Confira abaixo quem foram os vencedores da edição 2012, que teve participação ativa dos fãs e da crítica especializada norte-americana. É interessante notar como as bandas de destaque lá são, em sua maioria, bem diferentes das cultuadas atualmente aqui no Brasil. 


Veja os vencedores:


Melhores Guitarristas: Jinxx e Jake Pitts, do Black Veil Brides


Melhor Baterista: Jeremy Spencer, do Five Finger Death Punch

Paul Gray Best Bassist: Nikki Sixx, do Sixx: A.M.

Riff Lord: Slash

Retorno ao Ano: Slipknot

Melhor Banda Internacional: X Japan

Melhor Banda Ao Vivo: Avenged Sevenfold

Melhor Vocalista: Amy Lee, do Evanescence

Atleta Mais Heavy Metal: CM Punk (WWE wrestling)

Fãs Mais Dedicados: Avenged Sevenfold

Álbum do Ano: Korn, The Path of Totality

Golden God: Gene Simmons, do Kiss

Ronnie James Dio Lifetime Achievement Award: Rush

Trivium, Robb Flynn e Corey Taylor tocando “Creeping Death”

quinta-feira, abril 12, 2012


Aconteceu ontem à noite (11/04) no Club Nokia, em Los Angeles, a quarta edição do Revolver Golden Gods Awards, premiação anual dedicada ao heavy metal promovida pela revista norte-americana Revolver.


Em um dos momentos mais empolgantes da festa, o Trivium chamou Robb Flynn, vocalista e guitarrista do Machine Head, e Corey Taylor, vocalista do Slipknot e do Stone Sour, para uma selvagem versão da clássica “Creeping Death”, do Metallica.


Assista essa jam histórica abaixo:

11 de abr de 2012

Axl Rose recusa indicação do Guns N’ Roses ao Rock and Roll Hall of Fame

quarta-feira, abril 11, 2012


Em carta aberta publicada na página do Guns N’ Roses no Facebook, Axl Rose recusou a indicação do Guns N’ Roses ao Rock and Roll Hall of Fame e declarou, ainda, que não vai estar presente na cerimônia deste ano, sepultando de vez o sonho dos fãs de assistirem uma possível reunião da formação clássica da banda com Slash, Izzy Stradlin, Duff McKagan e Steven Adler.

Ancient VVisdom: clipe de “Children of the Wasteland”

quarta-feira, abril 11, 2012


O grupo norte-americano Ancient VVisdom divulgou o clipe da faixa “Children of the Wasteland”, presente em seu primeiro disco, A Godlike Inferno. O vídeo é uma compilação de imagens violentas tratadas com um filtro psicodélico, casando de forma perfeita com a beleza melancólica e sombria da canção.


O Ancient VVisdom foi criado na cidade texana de Austin em 2009, e lançou o seu primeiro - e até agora único - álbum, o excelente A Godlike Inferno, em 2011. O som do grupo é baseado em densas e belas composições acústicas que exploram temas relacionados ao ocultismo. 


Recentemente, a banda excursionou pelos Estados Unidos abrindo para o Ghost e o Blood Ceremony. Liricamente, o Ancient VVisdom é bastante similar ao Ghost e ao Devil’s Blood, com a diferença de, ao invés de utilizar instrumentos elétricos, basear as suas cativantes composições em uma sonoridade predominantemente acústica. Caso você ainda não conheça a banda, recomendo fortemente.


Assista abaixo o clipe de “Children of the Wasteland”:

Rush: novo álbum em fanpack da revista Classic Rock

quarta-feira, abril 11, 2012


O aguardado novo disco do Rush, Clockwork Angels, será lançado em uma edição especial pela revista Classic Rock. Seguindo o padrão que a publicação desenvolveu para os chamados “fanpacks”, o álbum virá acompanhado de uma revista de 132 páginas repleta de conteúdo sobre a banda, como o making of do disco, textos sobre o processo de composição e gravação do trabalho e entrevistas exclusivas com Geddy Lee, Alex Lifeson e Neil Peart.


Além disso, o fanpack de Clockwork Angels conterá um guia faixa a faixa do álbum, entrevistas com o produtor Nick Raskulinecz (Trivium, Alice in Chains, Deftones, e responsável também pelo último disco do Rush, Snakes & Arrows, de 2007) e com Hugh Syme, autor da capa. 


O recheio se revela ainda mais suculento com matérias sobre Gene Simmons ao lado do Rush nos anos 70, um minucioso guia sobre os equipamentos da banda, além de todo o catálogo do Rush, disco a disco, analisado por caras como o produtor Terry Brown, Steven Wilson do Porcupine Tree e outros fãs famosos do trio. Pra fechar com chave de ouro, o fanpack vem com um poster com a arte da capa de Clockwork Angels.


A Classic Rock lançou recentemente fanpacks especiais para os últimos álbuns de artistas como Slash, Chickenfoot, Whitesnake e outro, todos muito elogiados - e cobiçados - pelos fãs. 


Clockwork Angels é o décimo-nono disco do Rush, e tem lançamento programado para o dia 12 de junho.


Quer um pra você? Então compre agora mesmo nesse link.

Suicide Silence: assista o clipe de “Slaves to Substance”

quarta-feira, abril 11, 2012


A banda norte-americana Suicide Silence divulgou o clipe da faixa “Slaves to Substance”, presente em seu último disco, The Black Crown, lançado em 2011. O vídeo, dirigido por Nathan Cox, foi inspirado no universo de zumbis do seriado The Walking Dead e mostra um menino lutando para sobreviver nessa realidade.


O Suicide Silence foi formado em 2002 na cidade de Riverside, na Califórnia, e é um dos maiores nomes do deathcore em todo o mundo. A banda já lançou três álbuns - The Cleansing (2007), No Time to Bleed (2009) e The Black Crown (2011) -, e todos eles alcançaram posições de destaque nas paradas norte-americanas, comprovando a crescente popularidade do grupo.


Assista abaixo o clipe de “Slaves to Substance”:

Joey Ramone: vídeo mostra a fabricação do novo single em vinil do falecido cantor

quarta-feira, abril 11, 2012


O pessoal do Record Store Day sabe que os apreciadores dos LPs cultivam um fetiche quase doentio em relação ao formato, e exploram isso de maneira única. A última dos caras é um vídeo mostrando o processo de fabricação do novo single de Joey Ramone, "Rock n' Roll is the Answer", que será lançado em vinil de 7 polegadas durante a edição 2012 do Record Store Day.


A música faz parte do álbum ... Ya Know?, composto de versões demos e faixas que Joey estava trabalhando antes de falecer em 15 de abril de 2001, vítima de um linfoma. A produção executiva do projeto é de Mickey Leigh, irmão do cantor. Segundo Leigh, o álbum trará faixas até então desconhecidas, cantadas e compostas pelo vocalista. O produtor Ed Stasium, responsável por discos clássicos do Ramones como Leave Home (1977), Rocket to Russia (1977) e Road to Ruin (1978), está envolvido, e produziu dez das quinze faixas da bolacha, além de fazer overdubs de instrumentos e vozes.


“Rock n' Roll is the Answer”, composta por Joey e pelo guitarrista do Plasmatics, Richie Scotts, será lançada como single em uma edição limitada em vinil de 7 polegadas durante o Record Store Day, que acontecerá no próximo dia 21 de abril.


Assista abaixo como foi feito o vinil 7 polegadas do novo single de Joey Ramone, mas antes pegue um babador para não sujar o seu teclado:

Joey Ramone - Rock 'N Roll Is The Answer from Record Store Day on Vimeo.

Romário na capa da nova Rolling Stone Brasil

quarta-feira, abril 11, 2012


O ex-jogador de futebol e atual Deputado Federal Romário de Souza Faria está na capa da nova edição da Rolling Stone Brasil. Na matéria, Romário, que tem sido uma das principais vozes críticas em relação à Copa do Mundo 2014 - e antes que você diga que isso não tem nada a ver com música, já respondo: esse é um assunto que interessa a todos os brasileiros, pois o jogo de interesses que acontece por baixo dos panos tem um impacto profundo em diversas outras áreas, como educação, cultura, saúde e segurança -, fala o que pensa não só sobre esse assunto como vários outros.


Na música, os principais destaques são uma matéria sobre o universo particular de Jack White e o retorno de Madonna. Além disso, o número 67 da Rolling Stone brasileira traz um tributo ao genial Chico Anysio, falecido recentemente.


A edição brasileira da Rolling Stone é publicada desde outubro de 2006, e segue a linha editorial da matriz norte-americana, uma das revistas sobre comportamento e música mais importantes e influentes do mundo, cuja primeira edição chegou às bancas em 9 de novembro de 1967.

Coração de Herói: crítica de ‘Apocalipse XVIII’ (2012)

quarta-feira, abril 11, 2012


Nota: 7


O Coração de Herói é a nova banda de Marcelo “Soldado” Nejen (ex-Korzus e Treta HC), que aqui, além das guitarras, assume também os vocais. Ao seu lado estão Tomatti (guitarra), Rafa (baixo) e Paulinho (bateria). O som do grupo é uma amálgama entre thrash metal e hardcore, com bastante peso e agressividade.


Produzido por Heros Trench e Marcello Pompeu, o primeiro disco do Coração de Herói apresenta uma sonoridade bem orgânica, viva, que agrada de imediato. O timbre áspero das guitarras casa com a proposta do grupo, característica que, aliada a escolha da banda em cantar na língua portuguesa, torna a sua música diferenciada em um primeiro momento.


Porém, nem tudo são flores. Com exceção da faixa que dá nome à banda, as demais composições apresentam riffs requentados, que você já ouviu dezenas de vezes em outros grupos. Isso incomoda, porque cada música acaba remetendo a algo que você, mesmo inconscientemente, já conhece. Liricamente, as letras de Nejen exploram temas religiosos e bíblicos e, apesar de raramente caírem na pieguice, também não acrescentam muito ao trabalho, soando clichês na maior parte do tempo, isso quando não escorregam para a pregação de valores que não tem nada a ver com o rock, como acontece em “Aos Velhos Tempos”.


A energia intensa da banda, preservada pela ótima produção, pode enganar os mais afoitos. No entanto, as ideias apresentadas pelo grupo nesse seu primeiro disco, de maneira geral, soam repetitivas, como se o quarteto redecorasse velhos clichês com uma nova embalagem e os reapresentasse aos ouvintes.


O Coração de Herói tem talento e potencial - e isso fica claro na música “Coração de Herói” e em alguns momentos ao longo do álbum -, mas precisa ser capaz de se descolar das suas influências, usando-as para encontrar a sua própria identidade e não como bengala para criar as suas músicas. Um disco interessante, mas que poderia ser muito melhor se a banda seguisse esse caminho.


Faixas:
  1. Armadura
  2. Coração de Herói
  3. Colisão
  4. Aos Velhos Tempos
  5. Confronto Final
  6. Sem Amanhã
  7. Na Rua
  8. Infante Combatente
  9. Unidos pelo Sangue
  10. Youngblood
  11. Entre o Bem e o Mal
  12. Apocalipse

Fãs e ídolos se encontram na NME da semana

quarta-feira, abril 11, 2012


A edição desta semana da NME, batizada como Special Heroes Issue, traz músicos da geração atual entrevistando seus ídolos, aqueles que os inspiraram e tiveram papel fundamental para que decidissem seguir carreira musical. Assim, Miles Kane bate um papo com Paul Weller, os caras do The Horrors conversam com John Lydon, os Vaccines sentam com Graham Coxon e o Maccabees conversa com o lendário Mick Jones.


Além disso, a nova NME traz a segunda parte da entrevista com Pete Doherty e levanta suposições sobre o fim da realização de festivais no Reino Unido, motivada pelo cancelamento do Sonisphere na semana passada.


A NME é publicada semanalmente desde 7 de março de 1952, e sempre seguiu a linha editorial explicitada em seu título - New Musical Express -, abrindo espaço para novas bandas.


Para comprar a edição desta semana, e números antigos, acesse o site oficial.

Black Sabbath confirmado no Lollapalooza norte-americano

quarta-feira, abril 11, 2012


Confirmando os rumores dos últimos dias, o Black Sabbath foi anunciado como uma das atrações da edição norte-americana - onde o evento surgiu - do festival Lollapalooza, que acontecerá em Chicago entre os dias 3 e 5 de agosto de 2012. 


Ainda não foi informado em que dia a banda tocará, neste que será o único show do Black Sabbath nos Estados Unidos após o retorno da formação original, devido ao tratamento que o guitarrista Tony Iommi está fazendo para o linfoma - aliás, ao que tudo indica, está tudo correndo bem com Iommi, e os resultados são bem animadores. 

Além desse show no Lollapalooza, a única outra oportunidade de assistir ao Black Sabbath ao vivo esse ano será no Download Festival, que rola entre os dias 8 e 10 de junho no Donington Park, na Inglaterra.  O Sabbath será o headliner do dia 10/06.

Além do Black Sabbath, a edição 2012 do Lollapalooza norte-americano contará com nomes como Red Hot Chili Peppers, Black Keys, Jack White, Florence & The Machine, Justice, Sigur Ros, Franz Ferdinand e inúmeros outros. 


10 de abr de 2012

12 músicas de 2012 - até agora

terça-feira, abril 10, 2012

O ano está apenas começando, eu sei, mas já chegaram às lojas alguns discos excelentes, que apontam uma grande temporada para quem curte música boa.


Para comprovar isso, selecionei doze músicas daqueles que são, na minha opinião, os doze melhores álbuns lançados até agora, meados de abril. Certamente vou mudar de opinião até o final do ano, quando chegar a hora de fazer a lista dos melhores de 2012. Alguns desses discos estarão lá, e outros tantos não. Mas, independente disso, o importante é que teremos, ao que tudo indica, mais um ano repleto de boa música e ótimas novidades em nossas coleções.


Pra finalizar, duas coisas: as faixas não estão em ordem de preferência, e gostaria que vocês não apenas comentassem, mas também indicassem outros discos e sons nos comentários.


Elis Regina na nova edição da Billboard Brasil

terça-feira, abril 10, 2012


Elis Regina é a estrela da capa da nova edição da Billboard Brasil. A revista traz uma matéria especial sobre a cantora, que é cada vez mais idolatrada pelo público 30 anos após a sua morte.


Além de Elis, marcam presença nas páginas do novo número da edição brasileira da Billboard a veterana Rita Lee, Los Hermanos, Novos Baianos, Madonna, Roger Waters e outros artistas, com destaque para o texto especial sobre Johnny Ramone, em que a revista fala sobre a sua autobiografia e bate um papo com Tommy, amigo de infância do guitarrista e último Ramone original vivo.




A Billboard é publicada no Brasil desde outubro de 2009, e segue a linha editorial da matriz norte-americana, criada em 1894 e até hoje em circulação. A Billboard é uma das revistas sobre música mais importantes do mundo. Suas paradas são o principal parâmetro para medir o sucesso ou não de um artista. Além disso, o foco de suas matérias, no aspecto profissional da indústria musical, é bem interessante para quem quer saber mais sobre o assunto.

Job For a Cowboy: crítica de “Demonocracy” (2012)

terça-feira, abril 10, 2012


Nota: 8,5


Terceiro álbum da banda norte-americana Job For a Cowboy, Demonocracy acaba de desembarcar nas lojas de todo o mundo com a expectativa de ser um dos principais lançamentos de death metal de 2012. E o disco cumpre o que promete.


Produzido pelo cada vez mais requisitado Jason Suecof (Trivium, The Black Dahlia Murder, DevilDriver, God Forbid), Demonocracy é violento, intenso e pesadíssimo. Algumas passagens mais extremas se aproximam do grind, o que torna tudo ainda mais doentio. Mas esse extremismo vem sempre acompanhado por grandes doses de melodia. Não, você não encontrará aqui a sonoridade característica do death metal sueco da cena de Gotemburgo, mas sim uma outra abordagem, mais americana e muito mais extrema. 


A voz de Jonny Davy varia entre tons guturais mais graves e doentios gritos agudos que lembram bruxas macabras sobrevoando o ambiente. As guitarras de Al Glassman e Tony Sannicandro entregam riffs rápidos e pesados, porém, na hora dos solos, a dupla foge do festival de alavancas e dissonâncias característico do estilo, investindo em melodias bem compostas e atraentes que remetem ao heavy metal clássico. Dando suporte a tudo, a cozinha formada por Nick Schendzielos (baixo) e pelo estupendo Jon Rice (bateria) constrói a base de tudo, e faz isso fugindo insistentemente de andamentos retos e tradicionais, o que resulta em uma sonoridade mais livre e solta. A sensação, em alguns momentos, é que Rice, que faz um trabalho estupendo durante todo o play, não está tocando nas faixas, mas sim solando ensandecidamente em todas as elas.


Pisando fundo em quase todos os momentos, o Job For a Cowboy alcançou em Demonocracy um resultado digno de nota. Porém, o foco excessivo na velocidade em praticamente todas as faixas - a única excessão é “Tarnished Gluttony”, que fecha o álbum com um andamento mais moderado - acaba fazendo com que o disco, em alguns momentos, soe repetitivo. Isso acontece principalmente na dobradinha “The Manipulation Stream” e “The Deity Misconception”. No entanto, em contrapartida, a banda acerta a mão de maneira certeira em sons fortíssimos como “Children of Deceit”, Black Discharge” e “Nourishment Through Bloodshed”.


O resultado final é um álbum de death metal repleto de técnica, peso e agressividade, e com um apelo cativante vindo das muito bem desenvolvidas melodias encaixadas nas composições. Mas isso não significa uma sonoridade polida, muito pelo contrário: a rispidez e a violência estão presentes em cada segundo, fazendo com que o trabalho tenha capacidade de agradar desde o mais ferrenho devoto do death metal até um ouvinte que está dando os seus primeiros passos no gênero. Essa é a principal qualidade de Demonocracy: manter-se fiel ao death metal, mas, ao mesmo tempo, ser atraente e cativante não apenas para os fãs do estilo. Além de uma tarefa extremamente difícil, essa conquista é um gigantesco elogio.




Faixas:
  1. Children of Deceit
  2. Nourishment Through Bloodshed
  3. Imperium Wolves
  4. Tongueless and Bound
  5. Black Discharge
  6. The Manipulation Stream
  7. The Deity Misconception
  8. Fearmonger
  9. Tarnished Gluttony

Como se dá a tributação de CDs e DVDs musicais?

terça-feira, abril 10, 2012


Por Junior Frascá


O mercado fonográfico tem passado por um período muito difícil nos últimos tempos, com o crescimento da pirataria e as facilidades em se obter, sem qualquer custo, músicas e vídeos musicais (dentre outros) pela internet. Diversas lojas de discos fecharam suas portas recentemente, bem como algumas gravadoras. Todos buscam se adaptar a essa nova realidade, criando mecanismos para baratear a produção e conseguir manter suas atividades, tendendo a abandonar o formato físico de veiculação da música.


Diversas são as formas encontradas para se tentar solucionar este problema, mas neste artigo trataremos apenas a respeito dos aspectos tributários acerca do processo de produção de um CD ou DVD musical. Tudo de forma simples, para que você, amigo leitor, possa entender um pouco como funciona o processo de tributação destes materiais. Existem ainda outros encargos que oneram o processo produtivo aqui tratado, como o preço das matérias-primas utilizadas, direitos autorais, margem de lucro, dentre outros, mas não trataremos destes temas neste momento.


Como é notório, o Brasil é um dos países que possui uma das maiores cargas tributárias em todo o mundo. Diversos são os tributos que incidem sobre a cadeia produtiva de um produto, e com CDs e DVDs a coisa não é diferente. Mas o problema maior é que nós, os consumidores, muitas vezes não sabemos efetivamente o tanto que pagamos de tributos quando adquirimos um produto no mercado, pois apenas somos informados do preço final do mesmo, com todos os custos, inclusive os fiscais, já incluídos. Para se ter uma ideia, em países como os Estados Unidos, ao adquirir um produto o consumidor é informado do preço deste e do valor do tributo à parte. Ou seja, no momento da compra o cidadão já sabe efetivamente o tanto de imposto que pagou naquela compra, o que torna mais fácil inclusive a fiscalização tributária.


E como dito, em todo o processo de formação de um disco musical, da gravação do material até a efetiva compra pelo fã, muitos tributos incidem na cadeia produtiva, sendo os mais relevantes os relativos à industrialização do material e o da circulação das obras. Trata-se, basicamente (mas não exclusivamente) da incidência de impostos, que são, em suma, espécies de tributos devidos pela realização de uma atividade (Ex: fazer circular o CD da fábrica para a loja), independente de qualquer contraprestação do Estado, que é quem recebe o produto da arrecadação.


Não é o objetivo do presente artigo trazer todas as minúcias acerca dos tributos incidentes na produção de um material musical, mas saiba que, aproximadamente, o valor pago de tributos em um CD ou DVD pode ser superior a 30% do valor final do material, variando de estado para estado (pois um dos principais impostos é fixado em nível estadual, e não federal). Quem deve recolher os tributos aos cofres públicos, neste caso, são as fabricantes e revendedoras do material, mas como em todos os demais casos de produtos no mercado (como, por exemplo, em carros, móveis ou mesmo nos alimentos que compramos diariamente), os valores acabam sendo embutidos no preço final do bem, e, portanto, quem acaba efetivamente pagando os tributos somos nós, os consumidores.


É lógico que isso também contribui para a pirataria, pois quanto mais elevado o preço dos CDs e DVDs, mais difícil fica para a população adquirir os materiais, em especial, em nosso país, em que mais da metade dos cidadãos sobrevive com apenas um salário-mínimo mensal. E pensando que um CD original hoje custa em média R$ 30,00, o que equivale a aproximadamente 5% do valor atual do salário-mínimo nacional, não são todos que tem facilidade em adquirir os discos que gostariam. Assim, medidas devem ser tomadas com o intuito de tentar diminuir o preço dos produtos musicais e estimular a compra, o que favoreceria não só as empresas e os consumidores, mas o próprio Estado, pois o estímulo ao mercado criaria novos empregos (além de manter os já existentes), e com isso aumentaria o consumo em diversas outras áreas, compensando a queda na arrecadação que porventura possam surgir das isenções e imunidades criadas.


Na importação de produtos do exterior, os valores aumentam ainda mais. Como se sabe, para importar um produto incidem diversos tributos concomitantemente. Tratam-se de questões políticas protecionistas, que visam garantir a competitividade do produto nacional face ao estrangeiro, tanto que, para a exportação de produtos nacionais para o exterior, a carga tributária é mínima.


Basicamente, na importação pelo correio (que é o mais comum) de CDs e DVDs no valor de até U$ 500,00, o valor a ser pago em tributos é de 60% do valor do bem (em casos superiores à 500 dólares os valores aumentam, assim como a burocracia, pois é necessário contratar um despachante aduaneiro, dentre outras formalidades), que deverão ser pagos quando da retirada do mesmo junto a uma das agências dos Correios. Mas nem sempre é cobrada essa quantia, pois às vezes o valor dos bens importados é muito pequeno, ou acaba não sendo verificado o material pela fiscalização aduaneira. Porém, o risco de tributação existe. Então, caso for importar o material, esteja ciente.


Mas nos casos de lojas nacionais que importam os produtos para a venda, não há escapatória (legalmente falando, diga-se) para não pagar os tributos, que inclusive são ainda maiores, pois quem irá receber o material do exterior não é o destinatário final do mesmo, e sim quem irá revendê-los. Por isso que as lojas daqui vendem muito mais caro um CD importado do que o que você encontra em sites internacionais.


Há ainda uma isenção para produtos inferiores à U$ 50,00 (incluído o frete), que vale também para CDs e DVDs musicais, mas desde que tanto quem irá enviar o produto do exterior como quem irá recebê-lo no país sejam pessoas físicas.


Mas o que tem sido feito para tentar diminuir esta carga tributária em CDs e DVDs musicais? Tramita em nosso Congresso Nacional, desde 2007, um Projeto de Emenda Constitucional (PEC 98/07) denominado PEC da Música, que prevê imunidade tributária para CDs e DVDs (ou seja, não incidiriam mais impostos sobre estes bens), nos moldes da que existe hoje em dia para livros, jornais e periódicos, por exemplo. A única exceção à dita imunidade seria a replicação industrial dos CDs e DVDs, que continuaria sendo tributada normalmente, com a finalidade de se garantir a competitividade da Zona Franca de Manaus, que possui diversos benefícios fiscais como forma de permitir o desenvolvimento daquela região (você já deve ter reparado que a grande maioria de seus discos nacionais foi produzido na Zona Franca, e o motivo é o custo mais baixo). Pretendem assim, os autores da PEC, uma diminuição de 20% a 25% do preço médio de um CD ou DVD. O projeto já foi aprovado em dois turnos pela Câmara dos Deputados e encaminhado para votação (também em dois turnos) pelo Senado Federal, sem prazo para conclusão, mas acredito que deverá ser aprovado, pois existe grande pressão social (principalmente dos músicos profissionais) para que isso ocorra.


Mas aí é que surge uma das grandes polêmicas dessa PEC: a mesma prevê a citada imunidade apenas para “fonogramas e videofonogramas musicais produzidos no Brasil, contendo obras musicais ou lítero-musicais de autores brasileiros e/ou obras em geral interpretadas por artistas brasileiros, bem como os suportes materiais ou arquivos digitais que os contenham” (maiores detalhes podem ser conferidos aqui). Ou seja, seu objetivo não é apenas o de baratear o custo geral de CDs e DVDs, mas sim uma forma de beneficiar os músicos brasileiros no mercado musical.


Trata-se, pois, de uma medida extremamente válida, pois todos sabemos as dificuldades que os músicos brasileiros (principalmente os iniciantes e de gêneros “menos comerciais”) enfrentam, e necessitam de todos os incentivos possíveis. Mas, no geral, não resolverá o problema da pirataria, pois não terá qualquer efeito em relação aos materiais de bandas internacionais. Por isso, acredito que o mais correto seria uma imunidade tributária geral para CDs e DVDs, pouco importando a nacionalidade do artista envolvido. Até porque, no caso de livros, jornais e periódicos, a imunidade já existente alberga materiais de qualquer procedência (vale inclusive para importações destes materiais), pois o objetivo da mesma é permitir uma maior difusão da cultura, da arte e do conhecimento. Ora, mas não seria este também o caso da música? Não seria esta também uma forma de transmissão da arte, cultura e, porque não, conhecimento?


A música é uma das formas de expressão da arte que mais atrai os seres humanos e, por isso, deve-se buscar facilitar ao máximo a sua difusão, mas sempre pelos meios legais, preservando-se os direitos dos artistas. E como uma forma de expressão de arte, a música é algo de percepção muito subjetiva, ou seja, cada um a percebe de uma forma particular e diferente das demais pessoas. Assim, por exemplo, acredito que as pessoas não irão deixar de comprar discos de bandas internacionais e passarem a comprar de outras nacionais pelo simples fato de os discos nacionais ficarem mais baratos. Cada um continuará adquirindo os discos de suas bandas prediletas, de acordo com suas possibilidades. O que irá acontecer, sem dúvida, é o aumento das vendas dos materiais de bandas e artistas nacionais, o que é muito importante. Mas isso não tem qualquer relação com o preço maior ou menor dos produtos nacionais de bandas internacionais. Portanto, não há motivo justificável para essa diferenciação entre artistas nacionais e internacionais.


A música não é como a maioria dos bens no mercado de consumo, que as pessoas escolhem pelo preço, mas sim, como dito, por seus gostos pessoais. Portanto, para se tornar mais efetiva a medida, buscando afastar, dentro do possível, o grande mal que aflige o mercado musical atual (a pirataria), seria mais viável que a imunidade mencionada se estendesse para todo tipo de CDs e DVDs musicais, o que, fatalmente, acarretaria maiores vendas, trazendo diversos benefícios ao mercado e aos consumidores, como ocorreu, por exemplo, com a redução do IPI nos automóveis e eletrodomésticos na época da última crise financeira global.


E isso também vale para as importações destes materiais musicais. Mas aqui, uma ressalva deve ser feita: no caso de CDs ou DVDs lançados também por gravadoras nacionais, sem dúvida haveria prejuízo no caso de uma imunidade completa de tributos também para os produtos estrangeiros. Mas no caso de discos não lançados no mercado nacional, e sem previsão de serem aqui lançados, creio que não ocorreriam problemas, vez que não haveria produto nacional similar para concorrência.


Enfim, os problemas estão longes de serem efetivamente sanados, mas mesmo diante de todas as mazelas enfrentados pelo mercado musical, uma notícia divulgada pela imprensa no começo deste ano deve ser comemorada: a venda de CDs e DVDs musicais em 2011 cresceu quase 10% em comparação com 2010, o que mostra que o formato físico da música ainda esta vivo e tende a permanecer assim por um bom tempo, para alegria de nós, colecionadores e consumidores amantes dos bons sons.

ONLINE

PAGEVIEWS

PESQUISE