1 de mar de 2013

Ouça a versão do Anthrax para “Jailbreak”, do Thin Lizzy

sexta-feira, março 01, 2013
Mais uma faixa do EP Anthems, que o Anthrax lançará dia 22 de março contendo apenas releituras para clássicos do metal e do hard rock, foi divulgada.

A versão da banda para a clássica “Jailbreak”, do Thin Lizzy, pode ser ouvida no player abaixo. Pessoalmente, achei o cover apenas mediano. E vocês?



Por Ricardo Seelig

Steven Wilson: crítica de The Raven That Refused to Sing (And Other Stories) (2013)

sexta-feira, março 01, 2013
Steven Wilson é um sujeito deveras incansável. Mesmo com o Porcupine Tree acumulando poeira, ele se envolveu em uma infinidade de projetos, seja com novas bandas ou simplesmente prestando um serviço ao mercado progressivo ao remasterizar alguns dos maiores clássicos do rock setentista.

Mas estamos aqui para falar da sua carreira solo, aonde ele praticamente tem direcionado o seu foco nos últimos anos, principalmente depois da repercussão de Grace For Drowning, de 2011. O terceiro disco dessa empreitada, The Raven That Refused to Sing (And Other Stories), conta com basicamente a mesma equipe que acompanhou Wilson durante a turnê que culminou no DVD Get All You Deserve, do ano passado, além da presença de ninguém menos que Alan Parsons como engenheiro. O álbum, temático, é praticamente uma coleção de contos sobre fantasmas, que servem como guia para as dinâmicas músicas, que agregam uma gama praticamente infinita de influências.

Chega a ser inevitável à comparação, mas “Luminol” soa excessivamente como o Porcupine Tree mais recente, com a inserção de uma levada mais forte de jazz e a característica presença da flauta e das linhas de baixo de Nick Beggs. As interessantes seções instrumentais se desenvolvem de forma considerável, culminando na atmosférica base para os sempre carregados vocais de Wilson (fazem ainda mais sentido ao seguir o tema por trás desse álbum). E ao contrário dos aspectos da música setentistas que servem para retratar a história do homem que está sempre no mesmo lugar, todo dia, tocando a mesma música, mesmo depois da morte, “Drive Home” conta sobre o bloqueio de uma experiência traumática, e traz essas influências para algo muito mais contemporâneo, e ainda que as referências sejam óbvias, é uma belíssima balada, praticamente hipnótica graças aos solos de guitarra.

Porém, a frenética “The Holy Drinker”, com seus ritmos complexos, está muito bem encaixada para trazer de volta desse transe (de forma um tanto brusca, verdade seja dita), apenas para mergulhar em outro, muito mais confuso e perturbador, condizente com o conto sobre o fervoroso religioso alcoólatra que perde uma aposta contra o próprio diabo, algo muito mais agressivo e jazz em relação ao Storm Corrosion. E por falar em agressividade, a assustadora “The Pin Drop” traz uma notável violência instrumental, em relação ao restante do álbum, com sons incessantes e estourados, personificando a brutalidade sofrida pela personagem, assassinada pelo marido depois de anos de uma relação mantida apenas pela conveniência, não por um sentimento verdadeiro, que conta a sua história enquanto o seu corpo é arrastado pelas águas de um rio.

Conto semelhante está na prioritariamente acústica, e com boas doses influências do ácido folk rock inglês dos anos setenta, “The Watchmaker”, aonde o relojoeiro, focado apenas no seu ofício, assassina a sua esposa depois de 50 anos e a enterra no chão de sua oficina. Porém, o seu fantasma permanece, alegando que não iria abandoná-lo depois de todo esse tempo, e os sentimentos de melancolia e desespero são exatamente representados pelas melodias criadas pelas linhas de teclado e de voz, que crescem exponencialmente ao longo dos quase 12 minutos. E essa controversa sensação permanece em “The Raven That Refused to Sing”, o momento mais atmosférico do álbum, que ganhou um excelente vídeo representando o conto final sobre o velho que acredita que o corvo é a encarnação da sua falecida irmã mais velha.

Como um bom livro, o disco encerra e ainda deixa um incômodo sentimento, como se as garras de cada um dos contos continuassem cravadas na sua mente. E exatamente por isso, The Raven That Refused to Sing (and other stories) não pode simplesmente ser encarado como um simples álbum musical e tratado como tal. A audição deve ser extremamente cuidadosa, acompanhando o desenvolvimento de cada faixa, lendo as letras e sabendo do que se trata cada uma das músicas/contos (o que torna ainda mais justificável a edição com o encarte de 128 páginas), levando a experiência de absorver o disco para um outro nível, muito além da audição.

Nota 10



1. Luminol

2. Drive Home

3. The Holy Drinker

4. The Pin Drop

5. The Watchmaker

6. The Raven That Refused To Sing

Por Rodrigo Carvalho (do Progcast)

28 de fev de 2013

Assista “In Due Time”, o novo clipe do Killswitch Engage

quinta-feira, fevereiro 28, 2013
O primeiro single do novo disco do Killswitch Engage, Disarm the Descent, ganhou um clipe muito bem produzido. O vídeo de “In Due Time” traz cenas da banda em estúdio, e faz questão de mostrar a boa convivência entre os músicos. Vale lembrar que este é o primeiro álbum do grupo desde Alive or Just Breathing (2002) a contar com o vocalista Jesse Leach, membro original.

Disarm the Descent, sexto disco do Killswitch Engage, será lançado dia 2 de abril pela Roadrunner.

Assista ao clipe de “In Due Time” abaixo:



 Por Ricardo Seelig

Jeff Hanneman não está doente

quinta-feira, fevereiro 28, 2013
Pelo menos é isso que informou um fã que encontrou o guitarrista no último final de semana. Noel, o tal fã, foi até a cidade de Lexington, no Kentucky, assistir ao show do The Kentucky Bridgeburners, projeto paralelo de Blaine Cartwright e Ruyter Suys, do Nashville Pussy. Jeff é amigo pessoal de Ruyter e viajou diversas vezes coma guitarrista nos últimos dois anos, acompanhando seus shows.

Segundo o relato desse fã, Jeff Hanneman não aparenta estar doente e não apresenta nenhuma sequela visível devido à picada de aranha que sofreu no início de 2011. Pelo contrário, Hanneman se mostrou saudável e forte, divertindo-se no show, ao contrário do retrato pintado pelo Slayer, através de Kerry King, nos últimos meses. Além disso, como dito acima, mostra saúde para encarar viagens constantes acompanhando Ruyter, atividade que uma pessoa no estado que se supunha em que Jeff se encontrava jamais poderia encarar sem sofrer consequências rapidamente.

 
Fotos de um Jeff aparentemente saudável, tiradas por fãs no último domingo

Há quem diga que o afastamento de Jeff do Slayer se deu por outros motivos, não revelados pelo grupo. Alguns inclusive afirmam, com certeza absoluta, que ele nem mais faz parte da banda, tendo sido substituído de forma definitiva por Gary Holt, do Exodus, mas que a banda, sabe-se lá por que razão, ainda não fez o anúncio oficial. O que há de concreto é que toda essa situação é bem discutível e cercada de mistérios, dando asas para o surgimento das mais variadas teorias.

Vale lembrar que o Slayer conta atualmente apenas com dois dos seus integrantes originais - Kerry King e Tom Araya -, e que a banda tocará no Brasil em setembro, no Rock in Rio.

Por Ricardo Seelig
Com informações do Whiplash.net

27 de fev de 2013

“Unspoken”, a nova música do Kylesa

quarta-feira, fevereiro 27, 2013
A banda norte-americana Kylesa divulgou hoje a inédita “Unspoken”, primeiro tira-gosto do seu novo disco, Ultraviolet. O sexto álbum do grupo será lançado dia 28 de maio pela Season of Mist.

Sludge pra lá de psicodélico, como você pode conferir abaixo:


Por Ricardo Seelig

Ouça “Dead City Radio”, a nova de Rob Zombie

quarta-feira, fevereiro 27, 2013
Já está circulando online a inédita “Dead City Radio”, canção que estará no novo disco de Rob Zombie, Venomous Rat Regeneration Vendor. O quinto álbum do cantor e diretor norte-americano será lançado dia 23 de abril e tem produção de Bob Marlette, que já assinou trabalhos de nomes como Black Sabbath e Lynyrd Skynyrd.

Ouça abaixo:

Por Ricardo Seelig

Top Collectors Room: os 30 melhores discos de heavy metal lançados nesta década

quarta-feira, fevereiro 27, 2013
Post escrito a oito mãos. Ricardo Seelig, Guilherme Gonçalves, Rodrigo Simas e Rodrigo Carvalho passaram as últimas semanas encarregados de responder a uma pergunta: quais são, até agora, os melhores discos de heavy metal lançados nessa década?

Cada um poderia indicar dez álbuns lançados entre 2011 e 2013, e deveria fazer um breve texto sobre os títulos escolhidos. No final, chegamos aos 30 discos citados por nossa equipe.

A lista abaixo está em ordem alfabética. Cada título conta com um comentário justificando a sua escolha, e os álbuns indicados mais vezes possuem mais textos sobre eles.

Não é uma lista definitiva, é claro, mas serve como um bom ponto de partida para você mergulhar no que de melhor está sendo produzido no metal atual.

Aumente o volume e boa leitura!

Arch / Matheos - Sympathetic Resonance (2011)

As duas mentes que direcionaram o Fates Warning nos seus primeiros anos se juntaram novamente para gravar um novo clássico, nos fazendo lembrar o quanto John Arch faz falta cantando sobre os fantásticos riffs de Jim Matheos. (por Rodrigo Simas)

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Asphyx - Deathhammer (2012)

Tarefa árdua é tentar entender como o Asphyx até hoje não teve reconhecimento suficiente para figurar entre os grandes nomes do death metal. Principalmente junto à crítica dita especializada. Falta grife? As hipóteses são várias, mas ficam para depois. O fato é que, na prática, os holandeses estão na linha de frente do gênero há muito tempo.

Um álbum como Deathhammer está anos-luz à frente de qualquer coisa que Behemoth ou Nile, por exemplo, tenham feito. Muito mais do que técnica, há alma aqui.

Tanto a composição como a produção beiram a excelência. Impossível não ressaltar, em especial, Martin van Drunen, que mais uma vez mostra as razões de entrar facilmente num top 5 dos vocalistas de death. Em suma, um disco que define o gênero e transborda conhecimento de causa. Confira: "Deathhammer", "We Doom You To Death" e "As The Magma Mammoth Rises". (por Guilherme Gonçalves)

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Atomic Roar - Atomic Freaks (2011)

Colocar um disco de uma banda nacional não é caridade. Não há espaço para pachequismo na música - e em nenhum outro lugar. O fato é que o Atomic Roar realmente começou a década com um disco acachapante. Intenso até o osso.

Formada por nomes já conhecidos e tarimbados da cena carioca, a banda evoluiu muito em seu segundo trabalho. A síntese de seu som, porém, segue a mesma: thrash/metalpunk sacana e com influência gigantesca de NWOBHM, na cola de bandas como Warfare, G.B.H e Thin Lizzy.

Tudo passa bem rápido (o play tem pouco mais de 27 minutos) e, quando você se dá conta, já está hipnotizado pelos riffs e cantarolando os versos. Experimente o som sujo e amarelado desses safados! Pode começar por "Mutants", "Demon Dust" e "Children Of Three Eyes". (por Guilherme Gonçalves)

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Baroness - Yellow & Green (2012)

É possível que nada tenha mexido tanto com meu tímpano desde a primeira vez que ouvi o Black Album (1991), do Metallica, como Yellow & Green o fez. Há inúmeros discos magníficos rolando por aí. Porém, nada tão tocante como essa obra-prima do Baroness.

Neste caso, não trata-se apenas de ser um álbum formidável. Mas de possibilitar, assim como o Black Album, em 1998, quando tinha apenas oito anos, a abertura de uma nova percepção musical. Se na época era um garoto que, a partir de então, começaria a ver na música algo além do que nas demais artes, agora a sensação pode ser considerada como a de uma confirmação desse encantamento que só os sons são capazes.

Yellow & Green abre uma nova janela para a qual entendo que seja possível caminhar. Um álbum que, apesar de duplo, consegue entrelaçar todos os seus elementos. Seu caráter experimental, atmosférico, complexo e melódico. Um álbum que é metal e pop ao mesmo tempo - assim como o Black Album, aliás.

Se alguma outra banda estiver fazendo algo ao menos parecido com o que o Baroness conseguiu em Yellow & Green, por favor me avisem. Duvida do quão estupendo é? Então comprove: "Take My Bones Away", "Eula", "Cocainium", "Psalms Alive", "March To The Sea". (por Guilherme Gonçalves)

Yellow & Green foi um dos mais comentados álbuns de 2012, e é praticamente um trabalho atemporal: as suas melodias e estruturas simples apresentam todas as características necessárias para a construção de um verdadeiro clássico. Não à toa, coloca o Baroness como uma das mais interessantes bandas da atualidade. (por Rodrigo Carvalho)

Um disco excelente e atemporal, com uma musicalidade e uma sensibilidade que transformam o Baroness em uma das bandas mais interessantes do metal atual. Foi lançado em 2012, mas já tem cara de clássico! (por Ricardo Seelig)

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Between the Buried and Me - The Parallax II: Future Sequence (2012)

Complexidade harmônica, peso e muita agressividade fazem do sétimo álbum da banda norte-americana Between the Buried and Me uma audição complexa, às vezes difícil, mas com caminhos e escolhas que sempre surpreendem o ouvinte. The Parallax  II é daqueles trabalhos que causam estranhamento no primeiro contato, mas ganham estatura a cada nova audição, revelando todas as múltiplas suas facetas. (por Ricardo Seelig)

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Coheed and Cambria - The Afterman (2012/2013)


Depois de diversos problemas internos, The Afterman, lançado em duas partes (Ascension, no final de 2012, e Descencion, no início de 2013), novo capítulo na saga infinita criada por Claudio Sanchez, bota o Coheed and Cambria de volta aos trilhos, com tudo que os fãs poderiam esperar. (por Rodrigo Simas)

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Devil – Time To Repent (2011)

Time To Repent, álbum de estreia do Devil, nada mais é do que o presente ideal para maníacos por Pentagram, Saint Vitus, Coven, Sir Lord Baltimore e afins. Obscuro, sombrio e satânico como deve ser. Assim como o Black Sabbath nos ensinou.

O som é simples, direto e calcado em riffs abafados. Não há excesso de muitos andamentos arrastados e os refrãos são um destaque à parte. Apesar de ser da Noruega, o Devil tem os dois pés fincados na cena doom americana.

Ainda que tenha passado meio que batido no Brasil, Time To Repent destila predicados que colocam a banda entre as melhores surgidas nessa virada de década. Logo, figura facilmente entre os discos de destaque dos últimos dois anos. Pontos altos: "Break The Curse", "Time To Repent", "Crazy Woman" e "Blood Is Boiling". (por Guilherme Gonçalves)

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Enslaved – RIITIIR (2012)

O Enslaved está entre as mais dinâmicas bandas norueguesas, graças ao praticamente infinito leque de influências que conseguem inserir em seus álbuns. A onda criativa do grupo vem subindo desde o álbum Isa, de 2004, e o equilíbrio entre o ríspido black metal, o épico viking metal e inserções de rock progressivo resultaram em RIITIIR, uma das maiores obras do metal extremo dos últimos anos. (por Rodrigo Carvalho)

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Enter Shikari – A Flash Flood Of Colour (2012)

Os britânicos do Enter Shikari são uma banda com menos de dez anos de atividade, mas desenvolveram uma sonoridade única, unindo influências de metalcore com uma esquisita gama de música eletrônica, dubstep e industrial. A banda vem evoluindo a cada álbum, e A Flash Flood Of Colour soa ainda mais maduro, com excelentes letras e um nível acima no quase indistinguível caos sonoro. (por Rodrigo Carvalho)

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Ghost - Opus Eponymous (2011)

Engraçado que demorei a dar o braço a torcer em relação ao Ghost. As guitarras, claro, conquistam de imediato, mas o vocal de Papa Emeritus II não desceu em um primeiro momento. Quem aí curtiu King Diamond de cara, na primeira audição, sem nem pestanejar?

Só que as melodias e os refrões dos caras são tão acima da média que você não consegue resistir. E nem quer. Algo lhe puxa e, sem nem perceber, você já está lá ouvindo Opus Eponymous novamente.

Aos poucos, acostuma-se com as linhas vocais, que, na verdade, são bem bacanas. Vejamos o que a banda tem a nos oferecer daqui pra frente. O primeiro artefato já foi detonado e superou as expectativas. Um disco diferente e intrigante. Ouça "Stand By Him", "Ritual", "Elizabeth" e a instrumental "Genesis", que parece ter vindo direto das sobras de estúdio do Iron Maiden na fase Somewhere in Time (1986). (por Guilherme Gonçalves)

Provavelmente o disco de metal mais comentado da década, Opus Eponymous foi responsável, sozinho, por toda a onda occult rock que ganha cada vez mais força na música pesada. Reciclando com precisão elementos da sonoridade setentista e embalando-os com ótimas melodias e grandes doses de mistério, a banda sueca construiu uma das mitologias mais interessantes dos últimos tempos. O segundo capítulo dessa história, Infestissumam, sairá no primeiro semestre, e será a prova de fogo dos mascarados liderados pelo vocalista Papa Emeritus. (por Ricardo Seelig)

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(nota: Opus Eponymous foi lançado no final de 2010 na Europa e no início de 2011 nos Estados Unidos. No Brasil, só saiu em 2012. Como fizemos em nossa eleição de melhores de 2011, optamos por considerar a data de lançamento no mercado norte-americano.)


Grave - Endless Procession Of Souls (2012)

Swedish death metal em sua essência: timbre de guitarra inconfundível, vocal cavernoso e groove descomunal. Tudo isso faz de Endless Procession Of Souls um disco matador e que rivaliza com Into The Grave (1991) a disputa pelo posto de melhor álbum do Grave.

Para melhorar ainda mais a coisa, um ingrediente que já há algum tempo vem se fazendo presente no som dos suecos de Visby: pitadas generosas e certeiras de thrash metal.

Soma-se a isso Ola Lindgren mais inspirado do que o habitual e o que se tem é um dos discos mais violentos dos últimos anos. Deleite-se com "Disembodied Steps", "Amongst Marble And The Dead", "Winds Of Chains" e "Encountering The Divine". (por Guilherme Gonçalves) 

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Lamb of God - Resolution (2012)

Antes da prisão do vocalista Randy Blythe, o Lamb of God havia lançado Resolution e estava comemorando a ótima aceitação pelos fãs e pela mídia especializada. Com grandes riffs e passagens de tirar o fôlego, a banda mostra mais uma vez porque é considerada uma das mais importantes do metal no novo milênio. (por Rodrigo Simas)

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Machine Head - Unto the Locust (2011)

A expectativa era alta, e a banda não decepcionou! Porrada do início ao fim, a rifferama corre solta em uma explosiva sequência de músicas raivosas, daquelas que fazem os fãs baterem a cabeça durante toda a audição. (por Rodrigo Simas)

Mesmo o Machine Head não tendo uma discografia exatamente consistente, é inegável que desde Through The Ashes Of Empire o quarteto californiano não esteja passando por um momento de ascensão musical. Essa evolução culminou em Unto The Locust, em 2011, que agrega as diversas influências dos caras e surpreende a cada segundo, uma verdadeira obra contemporânea de thrash metal. (por Rodrigo Carvalho)

O Master of Puppets de uma geração! Unto the Locust é o ápice do Machine Head, um disco estupendo do início ao fim, que pega toda a tradição do thrash metal e a funde a elementos atuais e doses maciças de groove. Clássico, e não se fala mais nisso! (por Ricardo Seelig)

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Mastodon - The Hunter (2011)

Provavelmente o álbum mais acessível feito pela banda, The Hunter consegue sintetizar suas ideias, que parecem surgir aos montes, em composições mais diretas, criando mais uma obra única em sua discografia. (por Rodrigo Simas)

Se com Crack The Skye o Mastodon extrapolou todos os limites e ainda assim conseguiu entregar um excelente álbum, foi com The Hunter que eles uniram de forma equilibrada as suas raízes mais agressivas e sujas com os elementos de psicodélico, space e rock progressivo, justificando mais uma vez o motivo de ser uma das maiores (se não a maior) banda de heavy metal surgida na última década. (por Rodrigo Carvalho)

A forma com que o Mastodon encara a música me faz lembrar o Led Zeppelin. Não, a sonoridade não é similar, mas a associação se dá pelo fato de que sempre somos surpreendidos, nunca sabemos qual será o próximo passo deste grupo norte-americano, e a banda sempre nos agracia com discos que beiram o sublime. Exatamente como o Led fez nos anos setenta. Não há nada como o Mastodon no metal atual. (por Ricardo Seelig)

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Meshuggah – Koloss  (2012)


Pesado, agressivo e extremamente complexo. Não é uma audição fácil, mas não é esse o objetivo. (por Rodrigo Simas)

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Opeth - Heritage (2011)

O Opeth nunca foi unanimidade. Para colocar ainda mais lenha na fogueira das discussões, Heritage veio e conseguiu instalar essa divisão dentro até do próprio nicho de fervorosos admiradores da banda. O que dizer de um álbum desses? Genial!

Experimental, ousado, inquieto. Três adjetivos que poderiam sintetizar o décimo álbum do Opeth. Só que ele é muito mais do que apenas isso. É o sincretismo de inúmeras referências musicais acumuladas por Mikael Åkerfeldt.

Referências que vão de King Crimson a Rainbow, passando por Jethro Tull e tantos outros grandes nomes dos 70's. Principalmente no que se refere ao vasto arcabouço do progressivo. Vale lembrar que, mais uma vez, a banda não faz uso de vocal gutural. Mergulhe de cabeça em "The Devil's Orchard", "Folklore", "I Feel The Dark" e "Slither". (por Guilherme Gonçalves)

O décimo disco do Opeth não é apenas uma ode ao psicodélico, ao folk e ao rock progressivo obscuro da década de 70, mas também uma intrigante e ousada mudança brusca no direcionamento musical dos suecos. O dinamismo artístico e a complexidade instrumental garantem uma interessante experiência, resgatando o sentimento de quatro décadas atrás como poucas bandas conseguem. (por Rodrigo Carvalho)

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Overkill - The Electric Age (2012)


Fora da badalação do Big 4 e até menos reconhecido que bandas como Testament, Exodus e Kreator, o Overkill vem lançando grandes CDs em sequência e The Electric Age não foge da regra, mesmo sendo um pouco inferior ao anterior e excelente Ironbound. (por Rodrigo Simas)

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Pain of Salvation – Road Salt Two (2011)

Apesar de o Pain of Salvation estar gradativamente se desmoronando nos últimos anos, a segunda parte do álbum Road Salt eleva a complexidade da sua música a um outro patamar. Deixando um pouco de lado o prog metal de estruturas mais comuns, Daniel Gildenlöw mergulha ainda mais fundo nas obras obscuras de rock progressivo, jazz e música experimental, resultando em um dos momentos mais intrigantes da discografia da banda. (por Rodrigo Carvalho)

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Protest the Hero - Scurrilous (2011)

Scurrilous é uma evolução natural ao caos organizado que o grupo se propõe a realizar. Uma obra impressionante, que mostra uma banda faminta por mostrar todo seu potencial, esbanjando energia, técnica e peso. (por Rodrigo Simas)

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Riverside – Shrine of New Generation Slaves (2013)

Um dos maiores nomes do rock e metal progressivo da atualidade, o quarteto polonês foi responsável por lançar o aguardado Shrine Of New Generation Slaves. Mantendo a sua identidade musical, e dando consideráveis passos além, o Riverside praticamente garantiu o seu lugar como um dos destaques de 2013. (por Rodrigo Carvalho)

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Saint Vitus - Lillie F-65 (2012)

Uma bigorna em queda livre. Direto na sua cabeça. Essa é a sensação de se contemplar o peso absurdo contido em Lillie: F-65, o retorno triunfal do Saint Vitus.

Depois de 17 anos sem lançar nada, os caras voltaram com a mesma pegada, parecendo que nada aconteceu. Sem querer ou precisar acrescentar qualquer tipo de nova característica ao som. E sendo relevantes ainda assim. Afinal, música boa não tem prazo de validade.

Por todo o play, prevalece intacto o doom metal com cheiro de mofo. Discípulo máximo de Tony Iommi, Dave Chandler faz miséria com sua SG. Timbre áspero, pesado e sufocante. Wino não deixa por menos e canta propagando agonia como se não houvesse amanhã. Até os interlúdios instrumentais são excelentes. Tome aula com "Blessed Night", "Let Them Fall" e "The Bleeding Ground". (por Guilherme Gonçalves)

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Soen – Cognitive (2012)

Apesar das repetidas (e um tanto quanto exageradas) alegações de que o Soen, novo projeto do baterista Martin Lopez, apenas reproduz as idéias já praticadas anteriormente pelo Tool, o seu disco de estreia Cognitive agrega muito mais elementos, principalmente no que se trata da sonoridade e da atmosfera carregadíssima em cada uma das faixas e na forma como é interpretada pelos músicos. (por Rodrigo Carvalho)

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Soulfly - Enslaved (2012)

Enslaved soa como um retorno de Max Cavalera aos tempos áureos do Sepultura, turbinado por uma aproximação com o death metal, proporcionada pelo fenomenal baterista David Kinkade. Melhor disco gravado por um integrante da formação clássica do quarteto mineiro desde a separação do grupo, é um álbum fenomenal e que mostra que Max ainda tem muito a dizer. (por Ricardo Seelig)

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Symphony X – Iconoclast (2011)

Sem perder sua essência, mas mantendo o peso dos últimos anos, o Symphony X soa ainda mais intenso nestre trabalho, com uma avalanche de riffs, quebradas de ritmo e passagens intrincadas, com a sempre excelente performance do vocalista Russell Allen. (por Rodrigo Simas)

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The Devil’s Blood - The Thousandfold Experience (2011)

Occult rock com doses generosas de psicodelia e uma musicalidade calcada em melodias, que impressionam o ouvinte de imediato. Essa banda holandesa infelizmente anunciou o seu fim no começo de 2013, mas deixou dois discos excelentes para a história. Se você nunca ouviu, corrija já essa falha em seu currículo. (por Ricardo Seelig)

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The Sword - Apocryphon (2012)

Após dois anos de silêncio e mudanças na formação, o quarteto norte-americano The Sword voltou com um disco excelente do início ao fim. Equilibrando influências de Black Sabbath e Thin Lizzy, Apocryphon é um festival contagiante de riffs com data de validade estendida. O melhor trabalho da banda, com certeza. (por Ricardo Seelig)

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Toxic Holocaust – Conjure And Command (2011)

Joel Grind precisava de dois fatores para elevar o Toxic Holocaust a um outro patamar: desenvolver seu vocal e gravar com uma produção de estúdio melhor. Felizmente, foi exatamente isso que aconteceu em Conjure And Command.

Neste quarto álbum, o thrash/metalpunk do trio de Portland - com Nikki Rage e Philthy Gnaast efetivados, a partir de então - continua a exalar enxofre e a linha Venom-Motörhead-Discharge de blasfemar segue intacta. Porém, a excelência obtida após anos de estrada fez surgir o melhor trabalho do Toxic Holocaust. Um disco doentio dando boas-vindas à nova década.

Velocidade e riffs inspirados dão a tônica. No entanto, são as partes cadenciadas as responsáveis por sublimar toda a maldade contida na mente de Joel Grind. Destaques obrigatórios: "Bitch", "I Am Disease", "Red Winter" e "Judgement Awaits You". (por Guilherme Gonçalves)

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Trivium - In Waves (2011)

Moderno, pesado, rápido e melódico. Contando com uma produção primorosa, o Trivium alterna pancadaria com ótimas melodias, fazendo a ponte perfeita entre o passado e o futuro do estilo, tornando-se realidade dentro da cena metálica. (por Rodrigo Simas)

O Trivium é praticamente uma banda incansável: surgida na leva de bandas de metalcore americanas no início da década passada, eles não se prendem a nenhum grilhão do estilo, de forma que cada novo álbum tenha um direcionamento único. In Waves resgata a sonoridade dos primeiros álbuns, ao passo que atinge novos níveis com a inserção dos mais diversos elementos, que constroem a atmosfera soturna que assombra todo o álbum. (por Rodrigo Carvalho)

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Vektor - Outer Isolation (2011)

Ao lado dos clássicos que fizeram a história do thrash metal, lançados em sua grande maioria durante a década de 1980, podemos colocar sem medo Outer Isolation, terceiro álbum da banda norte-americana Vektor. Inteligente, inovador e extremamente técnico, o disco atualizou o gênero e mostrou a cara do thrash nesta década. (por Ricardo Seelig)

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Witchcraft - Legend (2012)

Após hiato de cinco anos, o Witchcraft voltou com um line-up todo reformulado e trazendo consigo um clássico debaixo do braço. Legend é um disco de fazer cair o queixo e que consegue uma façanha rara hoje em dia: impressionar logo na primeira audição, mas continuar crescendo e apresentando novas alternativas com o passar do tempo.

Magnus Pelander está cantando como nunca depois que deixou o posto de guitarrista para concentrar-se apenas nos vocais. Tom Jondelius e Simon Solomon, que assumiram as seis cordas, têm desempenho magnífico e nos presenteiam com vários riffs marcantes.

Um dos principais atrativos do Witchcraft é incrementar sua sonoridade doom com elementos setentistas. Dessa forma, o leque de possibilidades da banda fica bem vasto, tendo sido explorado com méritos em Legend. O resultado é estupendo. Encante-se com "An Alternative To Freedom", "Deconstruction", "Flag Of Hate" e "White Light Suicide". (por Guilherme Gonçalves)

Riffs inspirados, um vocalista excelente, ótimas composições e muito peso. O que mais se pode querer de um disco de metal? Legend é tudo isso e mais um pouco. Ouça e delicie-se! (por Ricardo Seelig)

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Por Ricardo Seelig, Guilherme Gonçalves, Rodrigo Simas e Rodrigo Carvalho

Ouça “Turn the Tide”, novo som do Spiritual Beggars

quarta-feira, fevereiro 27, 2013
O novo LP do Spiritual Beggars, Earth Blues, será lançado somente em 15/04 na Europa e no dia 16/04 nos Estados Unidos, mas já é possível ouvir uma música que estará presente no trabalho.  

“Turn the Tide” traz a característica sonoridade setentista e é uma belíssima faixa, com ótima performance do vocalista Apollo Papathanasio, ex-Firewind. 

Earth Blues é o sucessor de Return to Zero, de 2010, disco que marcou a estreia do cantor no posto anteriormente ocupado por Janne “JB” Christoffersson, atualmente no Grand Magus.

Uma dica: capriche no volume, porque é uma sonzeira!



Por Ricardo Seelig

Iron Maiden na capa da nova Metal Hammer

quarta-feira, fevereiro 27, 2013

A nova edição da Metal Hammer traz o Iron Maiden em sua capa. A principal e mais importante revista de heavy metal do planeta aproveita o relançamento do ao vivo Maiden England e conta como o grupo conquistou o mundo na época do álbum Seventh Son of a Seventh Son, em 1988. A publicação entrevistou também cada um dos seis músicos do Maiden separadamente, e cada um deles contou as suas impressões sobre o período - inclusive o guitarrista Janick Gers, que não fazia parte da banda na época, mas entraria pouco depois, substituindo Adrian Smith.

A revista tem também matérias com Slipknot, Kvelertak, Clutch, Dave Grohl, Bleed From Within, Cannibal Corpse, Gojira, Halestorm, Hacktivist, Ginger, Protest the Hero, Lordi, Airbourne e outros, além de pôsteres do Slipknot e do Kvelertak e um CD com sons de nomes como Your Demise, Baby Godzilla, Odessa, Brutality Will Prevail e outros.



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Por Ricardo Seelig

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