20 de ago de 2016

Rex Brown anuncia álbum solo

sábado, agosto 20, 2016

Rex Brown, ex-baixista do Pantera, Down e Kill Devil Hill, revelou que lançará o seu primeiro álbum solo em 2017. Segundo o músico, o disco será inspirado pelo fato de ele ter sido um filho dos anos 1970, o que pode indicar uma sonoridade mais clássica e vintage no trabalho.

Rex revelou que esteve em Nashville nos últimos meses, e lá encontrou um amigo com o qual escreveu várias canções. Brown voltará à cidade em setembro, e junto com a banda que está montando afinará e desenvolverá mais as novas músicas.

O baixista também contou que a sua estreia solo será um disco de rock and roll, mas não algo tradicional ou com uma pegada de metal. Grande fã de Led Zeppelin, Brown disse que o trabalho o leva em uma nova jornada musical e soa como algo entre o Foghat e as coisas antigas de Tom Waits.

Não foram divulgadas mais informações sobre os músicos com os quais Rex Brown está trabalhando, nem o título e a provável data de lançamento de seu primeiro álbum solo.

19 de ago de 2016

Review: Murilo Sá & Grande Elenco - Durango! (2016)

sexta-feira, agosto 19, 2016


Pra onde vai o mundo? Pra onde vai o mundo? Onde é que ele vai? Onde é que ele vai?”. Há 30 anos, Os Replicantes já se preocupavam com o rumo de tudo isso que está aí, como mostram os versos de “A Verdadeira Corrida Espacial”, faixa presente em seu clássico disco de estreia, O Futuro é Vortex (1986).

Independente do destino, a trilha sonora está garantida graças a nomes como Murilo Sá. Lançando seu segundo álbum, o multiinstrumentista baiano deixa claro o amadurecimento em relação ao trabalho de estreia, Sentido Centro (2014). Durango!, que sai no início de setembro, é um mergulho em diferentes influências lisérgicas e psicodélicas, devidamente domesticadas pelo apelo pop onipresente. Com belas melodias e interpretações bastante pessoais, Murilo proporciona uma audição recompensadora ao ouvinte.

Cercado por grandes músicos - Charly Coombes (teclados, ex-Supergrass), Pedro Pelotas (teclados, Cachorro Grande), Gabriel Guedes (guitarra, Pata de Elefante), Tomas Oliveira (baixo, Mustache & Os Apaches) e muitos outros -, Murilo Sá comanda uma banda afiada e que deseja voar alto. Partindo na maioria das vezes das teclas do piano, teclado ou do bom e velho Rhodes, as músicas conseguem transmitir, ao mesmo tempo, um clima atual e vintage. 



As doze faixas do play trazem letras que relatam causos do cotidiano, como crônicas urbanas muito bem construídas. Seguindo algo que é até meio cultural no rock natural do Rio Grande do Sul, a ascendência da típica sonoridade inglesa sessentista bate ponto durante todo o disco, com ecos de grandes nomes do período como Beatles, The Who, Kinks e afins, porém essas influências caminham em direção a um resultado contemporâneo, que passa longe de soar datado. E, no meio disso tudo, ainda surgem inspirações próximas de Sá, como o recentemente falecido Júpiter Maçã.


Sempre com boas ideias, Murilo Sá & Grande Elenco conseguem brindar os ouvidos de quem topa com Durango! com canções bastante fortes, e isso fica claro em “Pra Me Fazer Feliz”, “Guardanapo Azul”, a deliciosa “As Coisas Que Só Você Vê”, “Modo Automático” e a bela “Quando Precisar de Alguém”. 

Assista ao primeiro episódio do documentário do Spotify sobre o Metallica

sexta-feira, agosto 19, 2016

Já está online o primeiro episódio de Landmark: Metallica - The Early Days, documentário sobre a banda norte-americana produzido pelo Spotify. O primeiro capítulo tem como foco central como James Hetfield e Lars Ulrich se conheceram, formaram o Metallica e mudaram a história do heavy metal.

Landmark: Metallica - The Early Days é dividido em quatro partes. As próximas são Metal Up You Ass, que mostra o impacto da entrada de Kirk Hammett para o desenvolvimento da banda e o lançamento do disco de estreia; Sophistication and Brutality, sobre toda a contribuição do falecido baixista Cliff Burton na história da banda; e o quarto, Armageddon’s Here, que tem como tema o crescimento do grupo e a popularidade crescente da banda, lotando estádio por todo o planeta.

Assista ao primeiro episódio no player abaixo:

Review: Frank Jorge - Escorrega Mil Vai Três Sobra Sete (2016)

sexta-feira, agosto 19, 2016


Um dos grandes nomes do rock gaúcho, Frank Jorge está de disco novo. Escorrega Mil Vai Três Sobra Sete, lançado pelo Selo 180, é o quarto álbum solo de Frank e vem na sequência de Carteira Nacional de Apaixonado (2000), Vida de Verdade (2003) e Volume 3 (2008). Protagonista de uma longa história ao lado de bandas como Os Cascavelletes, Graforréia Xilarmônica e Cowboys Espirituais, Frank Jorge soa revigorado em seu novo trabalho.

Gravado entre 2014 e 2016 e produzido pelo próprio músico ao lado do parceiro de longa data Alexandre Birck, baterista da Graforréia, Escorrega Mil traz uma banda entrosada pra caramba, com destaque para a guitarra de Felipe Rotta, responsável por dar uma encorpada generosa no rock inspirado pela Jovem Guarda característico de Frank.

O disco traz doze faixas inéditas, todas entregando um rock com bastante energia, que parte da década de 1950, passa pelas influências de Roberto Carlos e sua turma, insere umas pitadas de power pop de nomes como Big Star e Weezer e soa, como sempre, agradabilíssimo aos ouvidos. Frank Jorge é um excelente compositor, daqueles que possuem a mão para tornar toda canção sempre assobiável, com melodias bem construídas, pontes cativantes e letras bem escritas. Colocando alguns toques sutis da psicodelia sessentista - The Byrds diz presente, além dos onipresentes Beatles -, o álbum vai colocando um sorriso no rosto a cada nova canção que sai das caixas de som.



A participação de Vanessa Longoni dá um brilho todo especial para a doce “Turma 8”, enquanto a road song “O Viajante” leva o ouvinte pelas trilhas gaúchas. Há uma quantidade bastante grande de faixas diretas que, com a já citada guitarra de Rotta, soam ainda mais urgentes, casos de “Não É Tão Real”, “Sempre Procurando” e “15 Minutinhos”. Frank revisita o passado dos Cowboys Espirituais em “Nicodemo”, canção que poderia estar no repertório da sua antiga banda. O encerramento, com a ótima “Até o Sol Aparecer”, deixa um gostinho de quero mais e atesta o quão forte este novo álbum soa.

Escorrega Mil Vai Três Sobra Sete é um disco delicioso, e que mostra que uma das maiores lendas do rock gaúcho segue mais viva do que nunca. Frank Jorge gravou mais um disco que mantém a alta qualidade de sua obra, repleto de canções feitas sob medida para grudar na memória e fazer parte da vida dos fãs.

Honesto, forte e grudento, como um bom disco de rock deve ser!

Pink Floyd anuncia o relançamento de mais três clássicos em vinil

sexta-feira, agosto 19, 2016

O Pink Floyd confirmou que relançará em setembro mais três títulos de sua discografia. Atom Heart Mother (1970), Meddle (1971) e Obscured by Clouds (1972) chegarão às lojas dia 23 de setembro em novas edição remasterizadas em vinil.

A banda também informou que as edição remaster em vinil de The Wall (1979) e The Division Bell (1994), já quase esgotadas, ganharam uma nova prensagem que desembarcará nas lojas dia 26 de agosto.

Vale lembrar que outros quatro títulos do Pink Floyd também foram relançados em LPs remasterizados e estão disponíveis: The Piper at the Gates of Dawn (1967), A Saucerful of Secrets (1968), More (1969) e Ummagumma (1969).

Conheça todos os formatos em que o novo disco do Metallica será lançado

sexta-feira, agosto 19, 2016

Hardwired … To Self-Destruct, o aguardado novo álbum do Metallica, será lançado dia 18 de novembro em diversos formatos. Abaixo detalhamos cada um deles para você.

A edição normal será disponibilizada em CD duplo. Quem fizer a pré-venda do álbum ganhará automaticamente um código para fazer o download do primeiro single, a música “Hardwired" - esse bônus é válido para todos os formatos. Também em CD será lançada uma Deluxe Edition tripla, trazendo o álbum normal nos dois primeiros discos e mais um terceiro CD com os riffs que deram origem às faixas. Esse disco 3 terá também a faixa “Lords of Summer”, já divulgada pela banda há alguns meses mas ainda inédita no formato físico.

Em vinil, a edição normal será dupla e em LP de 180 gramas. Haverá também uma versão limitada em vinil colorido - as cores ainda não foram informadas pela banda. E a Deluxe Edition será tripla, com discos de 180 gramas coloridos, trazendo o mesmo conteúdo do terceiro CD além de uma litogravura da banda e bottons do grupo.

No formato digital, o disco será disponibilizado com o conteúdo original e bônus. A versão online será oferecida em várias opções de compressão de áudio - MP3 320 Kbps, FLAC (16-bit/44.1KHz), ALAC (16-bit/44.1KHz), FLAC-HD (24-bit/96KHz) e ALAC-HD (24-bit/96KHz). Haverá também uma edição para o iTunes, com o disco original e o conteúdo bônus.

18 de ago de 2016

Metallica divulga título, capa, nova música e detalhes de seu novo álbum

quinta-feira, agosto 18, 2016

O Metallica finalmente revelou as informações sobre o seu aguardado novo disco. O álbum chegará às lojas dia 18 de novembro e será duplo. Com o título de Hardwired … To Self-Destruct, o sucessor de Death Magnetic (2008) trará 12 faixas inéditas e mais de 80 minutos de música. O primeiro single, a faixa “Hardwired”, também foi divulgado.

O álbum tem produção de Greg Fidelman (Slayer, Slipknot, Black Sabbath), James Hetfield e Lars Ulrich e será disponibilizado em CD duplo, vinil e em formato digital, além de uma versão deluxe tripla contendo os riffs que deram origem às faixas.

Abaixo está o tracklist de Hardwired … To Self-Destruct, bem como o clipe para “Harwired":

Disc One
1 Hardwired
2 Atlas, Rise!
3 Now That We’re Dead
4 Moth Into Flame
5 Am I Savage?
6 Halo On Fire

Disc Two
1 Confusion
2 Dream No More
3 ManUNkind
4 Here Comes Revenge
5 Murder One
6 Spit Out The Bone

Disc Three (Deluxe Edition Only)
1 Lords Of Summer
2 Riff Charge (Riff Origins)
3 N.W.O.B.H.M. A.T.M. (Riff Origins)
4 Tin Shot (Riff Origins)
5 Plow (Riff Origins)
6 Sawblade (Riff Origins)
7 RIP (Riff Origins)
8 Lima (Riff Origins)
9 91 (Riff Origins)
10 MTO (Riff Origins)
11 RL72 (Riff Origins)
12 Frankenstein (Riff Origins)
13 CHI (Riff Origins)
14 X Dust (Riff Origins)

Prophets of Rage divulga releitura pra clássico do Beastie Boys

quinta-feira, agosto 18, 2016

O Prophets of Rage, supergrupo formado por integrantes do Rage Against the Machine (Tom Morello, Tim Commerford e Brad Wilk), Public Enemy (Chuck D e DJ Lord) e Cypress Hill (B-Real), divulgou a sua primeira música.

“No Sleep Till Cleveland” é uma releitura para a clássica “No Sleep Till Brooklyn” dos Beastie Boys, e estará no EP The Party's Over, que será lançado dia 25 de agosto (e cuja capa estampa este post). Com a letra alterada e atualizada em relação à original, além de um solo espetacular de Tom Morello, a faixa é um belo cartão de visitas do Prophets of Rage. 

A gravação, ao vivo, foi realizada na data e em um lugar próximo à convenção do Partido Republicano que oficializou Donald Trump como candidato à Presidência dos Estados Unidos, como um ato de protesto da banda.

Aqui, easter eggs: Chuck D canta trechos da letra da “Fight the Power”, clássico do Public Enemy, enquanto Morello coloca elementos do solo de “Like a Stone”, do Audioslave.

Ouça no player abaixo:

Review: Saxcretino - Saxcretino (2016)

quinta-feira, agosto 18, 2016


O Sê-lo é uma gravadora sediada em Salvador, e que tem como objetivo lançar trabalhos de artistas que apostam na radicalização da linguagem musical. Estreando com o pé direito, os caras estão colocando vários títulos interessantes na roda, incluindo o primeiro EP de André Borges, saxofonista e performer conhecido pelo pseudônimo de Saxcretino.

Gravado entre abril e maio deste ano, o EP Saxcretino traz cinco faixas, todas compostas por Borges e mostrando a sua abordagem em relação à música. Algumas são mais experimentais, outras ficam com os pés mais próximos do chão. Musicalmente, as composições usam predominantemente o jazz como ponto de partida, caminhando então para direções variadas, desde a aproximação com o funk até a inclusão de elementos de world music, passando pelo caminho por alguns elementos de música experimental.


Para quem está habituado e já amaciou os ouvidos com os universos sonoros criados por artistas inovadores como Miles Davis, Tom Zé e outros, a estranheza é quase inexistente, transformando-se em curtição. “Coming Back in 5”, por exemplo, é uma instrumental construída a partir de loops onde o sax de André sola alto, e poderia estar em um álbum como On the Corner, lançado por Miles em 1972. Percebe-se também elementos de artistas corajosos e que não tiveram medo de unir a música brasileira a ritmos estrangeiros décadas atrás, como é o caso da Banda Black Rio, reverenciada mesmo que de maneira inconsciente em “Samba do Vento”.


Curto e conciso, Saxcretino é um EP muito interessante, que traz um conteúdo original e que agradará bastante quem curte música sem ficar preso a fronteiras e rótulos limitadores. Não sei se o disco será lançado no formato físico, mas aos interessados em conferir ele está disponível em streaming no player abaixo.


Review: Attick Demons - Let’s Raise Hell (2016)

quinta-feira, agosto 18, 2016


Você é fã do Iron Maiden? Você adora a voz de Bruce Dickinson? Você gosta de metal tradicional bem feito? Então preste atenção: você vai adorar a banda portuguesa Attick Demons. O motivo é simples: além de fazer um metal competente e cativante, o timbre do vocalista Artur Almeida é muito semelhante ao de Bruce. Sério, nunca ouvi algo mais próximo do cantor inglês do que a voz do português. É impressionante!

Vamos aos fatos: o Attick Demons é uma banda portuguesa formada em 1996 em Lisboa. O grupo é composto por Artur Almeida (vocal), Luis Figueira (guitarra), Nuno Martins (guitarra), João Clemente (baixo) e Ricardo Oliveira (bateria). A discografia já conta com três títulos -o EP Attick Demons (2000), Atlantis (2011) e o recém lançado Let’s Raise Hell, que saiu em 12 de agosto passado. A sonoridade bebe direto na fonte aparentemente infinita da New Wave of British Heavy Metal, porém atualizando aquela sonoridade clássica com uma pegada mais atual, refletida principalmente nos timbres e em uma dose maior de peso.

Let’s Raise Hell traz nove faixas, formando um tracklist consistente. A execução instrumental é bastante competente, mas o principal destaque, indiscutivelmente, acaba ficando com Almeida. A similaridade com a voz de Bruce Dickinson é tamanha que você se pergunta se não está ouvindo um novo álbum do Iron Maiden ou uma nova empreitada solo do vocalista. Até os tradicionais “ooooooooo" estão presentes, o que, aliada à já citada influência de NWOBHM, aproximam ainda mais o Attick Demons do universo da Donzela.



Esse contexto tem dois lados. O bom é que a banda acaba ganhando uma projeção maior devido ao interesse dos fãs do Maiden, reconhecidamente uma das maiores e mais fanáticas legiões de apreciadores que o metal já conheceu. A outra é que, mesmo não limitando o Attick Demons a uma seara sonora específica, acaba por não possibilitar que a banda portuguesa desenvolva uma identidade musical original e própria. Nesse caso a questão não é apenas a semelhança entre as vozes, mas também passa pelas próprias influências do Attick Demons, que, como já dito, vem direto do clássico heavy metal britânico.

Mas, no final das contas, todas essas dúvidas e questionamentos podem e serão varridos para baixo do tapete por uma legião de ouvintes. Há um nicho de fãs insatisfeitos com o direcionamento musical atual do Iron Maiden, que não gostou de álbuns como The Final Frontier (2010) e The Book of Souls (2015) e clama por um retorno dos ingleses à sonoridade clássica da década de 1980. O Attick Demons é capaz de atender essa demanda com discos como Let’s Raise Hell, um trabalho sólido e cheio de boas canções.

Seja você é um fã insatisfeito com o Iron Maiden atual ou apenas um ouvinte que procura um bom disco de metal tradicional, a audição do novo álbum do Attick Demons tem tudo para agradar os seus ouvidos.

17 de ago de 2016

Amy Lee anuncia álbum para o público infantil

quarta-feira, agosto 17, 2016

Amy Lee, vocalista do Evanescence, lançará dia 30 de setembro o álbum Dream Too Much. O disco é destinado ao público infantil e traz doze faixas, incluindo versões para “Hello Goodbye” dos Beatles e “Rubber Duckie”, do seriado Vila Sésamo.

Lee contou à Rolling Stone que Dream Too Much é um projeto famiiar. Seu pai toca toca ukelele, dobro e banjo no disco, suas irmãs cantam, seu tio toca baixo, violão e harmônica e até o seu pequeno filho Jack, de apenas 2 anos, faz uma participação.

A faixa-título e um vídeo contando detalhes do projeto podem ser assistidos abaixo:

Review: São Paulo Ska Jazz - Gringo (2016)

quarta-feira, agosto 17, 2016


Na ativa desde 2010, o São Paulo Ska Jazz é um combo formado por oito músicos, focado em música instrumental e em buscar a união que o nome da banda apregoa: a junção entre gêneros a princípio antagônicos, como o jazz e o ska.

Gringo é o segundo álbum do grupo e traz as participações especiais do tecladista Ken Stewart e do saxofonista Zem Audu, ambos integrantes do The Skatalites, banda jamaicana formada em 1964 e uma das pioneiras do ska. A dupla participa de quatro músicas do disco - “SP”, “Adiós Nonino”, “Sampa" e “Skaramouche”. 

O disco traz dez canções, sete delas autorais. Três releituras, todas personalíssimas, completam o tracklist: “Adiós Nonino” de Astor Piazzolla, “Three Little Birds” de Bob Marley e “Sampa” de Caetano Veloso. Aliás, vale comentar que o São Paulo Ska Jazz já tem tradição em entregar covers absolutamente incríveis. Versões para “Smells Like Teen Spirit” do Nirvana, “Samba de Uma Nota Só” de Tom Jobim, “Wrapped Around Your Finger” do The Police, “I Shot the Sheriff” de Bob Marley e “Rehab" de Amy Winehouse são presença constante nos shows, todas em interpretações instrumentais de absoluto bom gosto.



Tendo o baixista Marcelo Calderazzo como líder, o SPSJ mostra em Gringo um trabalho mais bem produzido, com uma sonoridade mais polida em relação ao primeiro e auto-intitulado disco, lançado em 2010. A musicalidade ampla e ao mesmo tempo acessível, no entanto, segue presente, com arranjos muito bem desenvolvidos e que são um deleite para os ouvidos. O resultado faz de Gringo um álbum muito agradável, e que, como todo bom trabalho instrumental que se preze, consegue carregar o ouvinte por suas faixas ao mesmo tempo em que o desconecta do cotidiano.

Com um trabalho primoroso e original, o São Paulo Ska Jazz é uma excelente indicação para quem tem a música como uma das paixões de sua vida. Independente de você ser fã de rock, blues ou qualquer outro gênero, a força de Gringo é tamanha que irá agradá-lo com absoluta certeza.

Um dos grandes discos brasileiros de 2016, sem dúvida!

Review: Fuss - Rizomas (2016)

quarta-feira, agosto 17, 2016


A cena rock do Rio Grande do Sul passa por um momento bastante inspirado, como nomes como Rebel Machine, Cattarse, Eu Acuso!, Seven Days War, Hempadura e outros fomentando uma realidade cada vez mais forte, criativa e com potencial para alçar vôos enormes. O Fuss é mais uma das boas novidades vindas de lá. Ainda que difira dos nomes citados por investir em um som menos pesado, com bastante melodia e claramente distante do hard rock e do heavy metal, dá pra enquadrar o grupo na nova geração de sons interessantes vindos das terras gaúchas.

Rizomas é o EP de estreia da banda formada por Lucas Patrício, Lucas Tambosi, Victor Fink e Heitor Rodrigues. Formada no final de 2014 e natural de Canoas, na grande Porto Alegre, o Fuss faz um indie rock com influências de nomes como Arctic Monkeys, Strokes, The Kooks e Kings of Leon. No entanto, apesar da inspiração em nomes que trazem o pop como um dos ingredientes principais, o Fuss mostra em seu disquinho de estreia uma sonoridade bastante crua, com timbres sujos e na cara. De maneira proposital ou não, essa característica realça a energia e a pegada da banda, que consegue transmitir em suas canções a vivacidade onipresente daquele período meio nebuloso entre a adolescência e a vida adulta, quando temos 20 e poucos anos e precisamos encarar o mundo antes que ele nos engula.



São apenas três faixas, todas bem construídas e que mostram uma banda com potencial para construir uma carreira que pode render belos frutos no futuro. “Elucidar”, que abre o EP, vem com um riff cheio de melodia e uma letra bem sacada. Já “Vou Sem Saber” mostra todo o lirismo da banda, em uma balada cheia de feeling e que conta com um delicioso arranjo crescente que vai progredindo em camadas - radiofônica pra caramba, alô “rádios rock”! E Rizomas fecha com “Incolor”, a mais agressiva das três, outra vez conduzida por bons riffs e com a banda sentando a mão nos instrumentos.

Rizomas é um primeiro passo muito promissor para o Fuss. A banda mostra criatividade e bastante maturidade nesse primeiro registro, com canções interessantes, boas ideias e instrumental consistente. 

Boa promessa, é bom ficar de olho no Fuss!


Review: Uganga - Opressor (2014)

quarta-feira, agosto 17, 2016


Opressor, quarto álbum do Uganga, foi lançado originalmente em 2014. O disco é o sucessor do ótimo Vol. 3: Caos Carma Conceito, de 2010 - completam a discografia da banda a estreia Atitude Lótus (2003) e Na Trilha do Homem de Bem (2006), além do ao vivo Eurocaos (2013). E por que o review tá saindo só agora, você deve estar se perguntando? Porque recebi o disco apenas este ano e, acima de tudo, porque o Uganga é uma banda tão peculiar e com um trabalho tão acima da média que merece toda divulgação possível, ainda que um tanto tardia, como acontece aqui.

O álbum foi gravado no Rocklab, estúdio localizado em Goiânia, e tem a produção - ótima, por sinal - assinada por Gustavo Vazquez. A proposta segue a mesma: thrash metal unido ao hardcore, cantado em português (a única exceção é “Who Are the True?”) e com um nível de qualidade que beira a estratosfera. São treze faixas agressivas e inspiradas, que trazem Manu Joker (vocal), Christian (guitarra), Thiago (guitarra), Murcego (guitarra), Ras (baixo) e Marco (bateria) dando um grande passo em relação ao disco de 2010. A evolução é explícita, com a sonoridade berrando de forma ainda mais desenvolvida e eficiente que no álbum anterior.



O crossover entre o thrash e o hardcore é a base de uma musicalidade cheia de personalidade própria, e que também arrisca passos além desses dois gêneros. Ainda que com uma presença menor de elementos brasileiros, Opressor segue mantendo essa agradável característica. Outro ponto a ressaltar é a aproximação com elementos do black metal, gênero de origem de Manu Joker, ex-baterista do Sarcófago, na pedrada “Moleque de Pedra”, verificada tanto nos guturais que permeiam a faixa como em sua própria estrutura instrumental, que varia entre momentos que beiram o death e outros onde a bateria pisa no fundo e despeja blast beats.

Um dos pontos fortes do Uganga é a imensa capacidade de criar ritmos fortes e contagiantes, sustentados pelo fenomenal trabalho da dupla baixo-bateria e esculpidos com precisão pelo trampo cirúrgico das guitarras, seja através dos riffs inspirados, das bases pesadas ou dos solos fortes.

O resultado final é um disco ainda melhor que o anterior. Opressor é excelente em diversos aspectos, evidenciando as várias qualidades do Uganga e colocando a banda em uma posição de destaque na cena brasileira. Inovadores e originais, os mineiros honram a rica tradição metálica de Minas Gerais olhando para o futuro. 

Se você ainda não ouviu, vá já atrás!

Pixies anuncia novo álbum e divulga duas canções inéditas

quarta-feira, agosto 17, 2016

Head Carrier, novo álbum do Pixies, será lançado no dia 30 de setembro. O trabalho será o sexto disco do quarteto e o segundo desde o retorno da banda, em 2003. Paz Lenchantin, que havia assumido o baixo no LP anterior, Indie City (2014), segue no posto que por anos foi de Kim Deal.

Tom Dalgety, produtor inglês que já assinou trabalhos de bandas como Royal Blood, Opeth e Killing Joke, assina a produção de Head Carrier. O álbum traz doze faixas inéditas, incluindo os dois singles já divulgados, “Um Chagga Lagga” e “Talent”. Completam a banda Black Francis (vocal e guitarra), Joey Santiago (guitarra) e David Lovering (bateria).

Confira abaixo as inéditas “Um Chagga Lagga” e “Talent”:

Spotify lança documentário sobre os primeiros anos do Metallica

quarta-feira, agosto 17, 2016

O Spotify está lançando uma série em quatro partes, focada no início da carreira do Metallica. Com o título de Landmark - Metallica: The Early Years, o documentário abrange o período entre a formação da banda, em 1981, e o lançamento do segundo disco do grupo, Ride the Lightning (1984). O documentário estreará no próprio Spotify quinta-feira, dia 18 de agosto.

Dividida em quatro capítulos - Metal Militia, Metal Up Your Ass, Sophistication and Brutality e Armageddon’s Here -, a série traz entrevistas inéditas com James Hetfield, Lars Ulrich e Kirk Hammett, além de farto material de arquivo, animações gráficas exclusivas e uma playlist complementando o trabalho.

Metal Militia, o primeiro capítulo, tem como foco central a história do encontro entre Hetfield e Ulrich, que levou à formação da banda. Metal Up You Ass, o segundo, mostra o impacto da entrada de Kirk Hammett para o desenvolvimento da banda e o lançamento do disco de estreia. Sophistication and Brutality mostra toda a contribuição do falecido baixista Cliff Burton na história da banda, e Armageddon’s Here tem como tema o crescimento do grupo e a popularidade crescente da banda, lotando estádio por todo o planeta.

Abaixo você assista ao trailer de Landmark - Metallica: The Early Years:

Led Zeppelin vs Spirit: leia os depoimentos completos de Page e Plant no julgamento por plágio

quarta-feira, agosto 17, 2016

A Rolling Stone publicou a transcrição completa dos depoimentos de Jimmy Page e Robert Plant no julgamento por plágio de “Stairway to Heaven”, movido pelos representantes do guitarrista Randy California, do Spirit. A alegação é que a canção do Led foi chupada de “Taurus”, música do Spirit.

Page admitiu em seu depoimento que comprou dois discos do Spirit, The Family That Plays Together e Clear, ambos lançados em 1969. No entanto, Jimmy declarou que não tinha o disco da estreia do Spirit, lançado em 1968 e que contém a faixa “Taurus”, ainda que hoje em dia possua o LP em sua coleção. Perguntado porque e quando comprou o primeiro álbum Spirit, Page respondeu: “Foi depois que as comparações entre as duas faixas começaram a surgir na internet. Meu genro me contou que as pessoas estavam comparando ‘Stairway' com uma música do Spirit, e eu disse que queria ouvir o disco. Então, fui até a minha coleção e procurei quais discos do Spirit eu tinha. O que encontrei foram o segundo e terceiro álbum da banda, bem como o Twelve Dreams of Dr. Sardonicus e um duplo ao vivo deles”. Jimmy Page informou também que, antes da associação entre “Stairway to Heaven” e “Taurus”, ele nunca tinha ouvido a música do Spirit antes.

Já Robert Plant declarou que não lembra de ter escutado “Taurus" antes de compor “Stairway to Heaven”. O vocalista contou que a única música que conhecia do Spirit na época era “Fresh Garbage”, presente em uma compilação lançada em 1968. Perguntado se havia assistido a banda tocar ao vivo no Mother’s Club de Birmingham, local que o Led Zeppelin frequentava com frequência e onde o Spirit se apresentou, Plant respondeu que não recorda de nenhuma banda que viu no palco do local. “Eu sei que eles tocaram lá, e foi em uma noite em que eu e minha esposa nos envolvemos em um acidente de carro. Ela teve uma fratura no crânio e eu parti o parabrisa com a cabeça. Eu estava hospitalizado no dia em que eles tocaram, não lembro de nada, não”.

Para ler os depoimentos completos de Jimmy Page e Robert Plant, ambos em inglês, clique aqui e aqui.





16 de ago de 2016

Metal Hammer lança livro de atividades

terça-feira, agosto 16, 2016

Uma ideia legal pra caramba: a Metal Hammer, a principal revista especializada em heavy metal do planeta, lançou um livro de atividades. Isso mesmo: um livro temático,com atividades divertidas relacionadas ao heavy metal. Com ele, seus filhos - e você - pode colorir a tatuagem de Kerry King, responder quiz sobre artistas, colorir capas de discos e mais um monte de coisas.

Aos interessados, o Metal Hammer Activity Book está à venda no site da revista.



Deap Vally anuncia novo álbum e divulga novo single

terça-feira, agosto 16, 2016

A dupla norte-americana Deap Vally lançará dia 16 de setembro o seu segundo disco. Femejism vem como uma bela capa e, além de suceder a ótima estreia Sistrionix (2013), é uma espécie de manifesto do duo formado por Lindsay Troy (vocal e guitarra) e Julie Edwards (bateria), ambas muito atuantes na luta pela igualdade de gênero.

O álbum foi produzido por Nick Zinner, guitarrista do Yeah Yeah Yeahs, e traz a banda seguindo na trilha do garage rock cativante do primeiro registro.

O primeiro single de Femejism, a malemolente “Smile More”, está no clipe abaixo:

Roger Dean: lendário artista abre exposição na Inglaterra

terça-feira, agosto 16, 2016

Roger Dean, lendário artista gráfico responsável pela identidade visual do Yes e do Asia, além de vários trabalhos para outros artistas, mostrará sua obra em uma exposição na Inglaterra. A mostra Islands and Bridges acontece entre 20 de agosto e 19 de novembro no Manx Museum, localizado na Isle of Man.

Celebrando o evento, o serviço postal da Isle of Man lançará dia 20 de agosto uma série de selos com artes de Dean. E o próprio artista, na mesma data, lançará três novos livros compilando o seu trabalho. Com os títulos de Views, Magnetic Storm e Dragon’s Dream, as obras estarão disponíveis para venda na exposição.

Abaixo você confere as imagens dos selos que serão lançados:







Heavy metal sincronizado: dupla japonesa usa Kamelot nas Olimpíadas

terça-feira, agosto 16, 2016

A dupla japonesa Yukiko Inui e Risako Mitsui utilizou um medley com canções do Kamelot como trilha de sua apresentação na prova de nado sincronizado das Olimpíadas Rio 2016. Com as faixas “Karma”, “The Spell” e “Ghost Opera”, a dupla alcançou uma excelente nota final nas eliminatórias, com 90,350 pontos. 

As finais do nado sincronizado acontecem nesta terça e quarta, dias 16 e 17 de agosto.

Assista a dupla japonesa ao som de Kamelot no player abaixo:

15 de ago de 2016

Review: Maestrick - Unpuzzle! (2011) e Trick Side of Some Songs (2016)

segunda-feira, agosto 15, 2016


Eu tenho um certo delay com algumas bandas. Seja pelo hype excessivo, que sempre me afasta de nomes celebrados pela crítica (apesar de essa tendência estar diminuindo nos últimos anos) ou pela absoluta falta de tempo, alguns discos lançados há alguns anos permanecem inéditos aos meus ouvidos. E é até fácil de entender: é tanta coisa pra ouvir, tanta coisa para ler, assistir e tal, além de conciliar tudo isso com trabalho e vida pessoal, que você é obrigado a fazer escolhas pelo caminho.

Mas, por diferentes motivos, as coisas acabam se corrigindo. É o caso da banda paulista Maestrick, celebrada há anos por diversos veículos e que só agora fui conhecer. Recebi dois discos dos caras - Unpuzzle!, lançado originalmente em 2011, e Trick Side of Some Songs, EP de covers disponibilizado em 2016. E devo dizer que curti muito os dois.

Unpuzzle! é o primeiro e até agora único álbum do Maestrick. São onze faixas trazendo um prog metal criativo e que passa longe da sonoridade maçante comumente associada ao gênero. Sabendo dosar suas influências, a banda gravou um álbum que, embora já celebre cinco anos de vida, segue atual. Tendo em seu line-up músicos experientes e com técnica acima de qualquer suspeita - Fabio Caldeira (vocal e piano), Renato Somera (baixo) e Heitor Matos (bateria) -, a banda contava ainda com a dupla de guitarristas Danilo Augusto e Maurício Figueiredo na época em que gravou a sua estreia.

Tem uns lances na minha relação com a música que, se uma banda se aventurar, ganhará uma quantidade enorme de pontos comigo. Um deles é a coragem de experimentar, de não se limitar a um gênero específico, de expandir os limites deste estilo. O Maestrick faz isso com excelência em Unpuzzle!. A linda “Pescador”, por exemplo, ponto mais alto do disco ao lado de “Lake of Emotions", coloca baião ao lado das origens progressivas do grupo, e o resultado, além de belo, é original pra caramba. Essa sensação se repete em outros momentos do play, expandindo a sonoridade da banda na mesma proporção em que cativa o ouvinte.



Trick Side of Some Songs é um EP de covers com versões para canções de ícones como Yes, Queen, Rainbow, Jethro Tull e Beatles - além de “Brain Damage”, do Pink Floyd, que abre e fecha o disco como uma espécie de vinheta e com uma nova letra. Aqui, mais uma vez, a banda mostra a sua personalidade ao não se limitar em reler clássicos da mesma forma que inúmeros artistas já fizeram antes. Cada versão vem com um forte acento pessoal, fato que é sempre digno de elogios quando analisamos um álbum de covers. O Yes, por exemplo, foi referenciado em um medley de mais de nove minutos com algumas de suas canções. O mesmo raciocínio se repete no tributo ao Queen, onde a banda entrega dois medleys com faixas do álbum Queen II.

“Aqualung” e “While My Guitar Gently Weeps” são as mais convencionais, por assim dizer, do disquinho. No clássico do Jethro Tull temos o piano de Caldeira em primeiro plano, além de um solo simplesmente animal de Rubens Silva, guitarrista convidado, que parte do icônico trabalho eternizado por Martin Barre e leva a canção por outros caminhos. Já na eterna composição dos Beatles, um dos pontos mais altos da trajetória do Fab Four, temos um acréscimo de peso interessante e outra performance arrepiante de Rubens. A parte final, com um trecho instrumental que traz para a ordem do dia as tendências prog metal da banda, pode desagradar alguns, mas não deixa de ser uma abordagem interessante. 

Fechando o play temos “Rainbow Eyes”, do Rainbow, como faixa bônus. A música havia sido incluída em um tributo lançado em homenagem aos cinco anos do falecimento de Ronnie James Dio, e teve a participação da Orquestra Belas Artes, de São José do Rio Preto.

Com a audição de Unpuzzle! e Trick Side of Some Songs, além de tirar o atraso que tinha em relação ao Maestrick, descobri uma banda que ficará permanentemente no meu radar. Músicos criativos e corajosos, com enorme talento, e que acabaram de conquistar mais um fã.

Review: Project Black Pantera - Project Black Pantera (2016)

segunda-feira, agosto 15, 2016


Formado em 2014, o Project Black Pantera é um trio natural de Uberada. A banda é formada por Charles Gama (vocal e guitarra), Chaene da Gama (baixo) e Rodrigo Augusto (bateria) - os dois primeiros, irmãos. A proposta dos mineiros é um crossover agressivo e violento, que traz elementos de punk, metal, funk, ska, hip-hop e o que mais soar bem na mistura. Criativos e sem medo de experimentar, o grupo transita por canções fortes e predominantemente pesadas, o que deve agradar bastante os ouvintes que buscam algo refrescante para arejar os ouvidos.

A energia da banda é onipresente, e isso é um ponto bastante positivo. Ainda que a produção oscile em alguns momentos, não chega a comprometer o resultado final. Sempre com letras em português (a exceção é “Manifestation"), ora cantando com timbres limpos e em outros momentos com vocais guturais, o Project Black Pantera acaba se destacando por investir em influências atuais que resultam em uma sonoridade contemporânea, algo que não é muito comum de encontrar na cena metal brasileira, onde o protagonismo acaba sendo na maioria das vezes dos sons mais tradicionais e de influências já testadas há exaustão com os fãs.



Só para orientar os seus ouvidos, as influências principais da banda, elencadas pelo próprio do trio, são nomes como Bad Brains, Living Colour, Chevelle, Unlocking the Truth, Lamb of God e Metallica. Apesar da predominância de raízes metálicas, digamos assim, pessoalmente achei que este primeiro álbum tem uma sonoridade mais puxada para o punk, seja pela já citada energia das canções como pela agressividade, ritmo e atmosfera das faixas, além das letras tratando em sua maioria de problemas sociais e questões do dia a dia, o que imprime ainda mais dignidade ao som dos grupo.

Lançado de forma independente, o auto-intitulado primeiro álbum do Project Black Pantera, além de uma saudável surpresa aos ouvidos, é uma ótima dica para quem procura bandas nacionais pesadas e alinhadas com o que acontece atualmente no cenário mundial - “Escravos”, uma das músicas do disco, é uma das pauladas mais violentas, tanto lírica quanto musicalmente, gravadas por uma banda nacional nos últimos anos. 

Com ótimas ideias e um imenso potencial, o trio tem tudo para conquistar grandes feitos nos próximos anos.


Trio brasileiro lança single com cover dos Beatles e capa criada pelo lendário Klaus Voormann

segunda-feira, agosto 15, 2016

O trio Vini, Lindsay & Isaac, de Florianópolis, está com single novo na praça, e o disquinho vem com um atrativo especial para os fãs dos Beatles. A banda regravou “She Said She Said”, um dos clássicos do Fab Four, e como cereja do bolo contou com uma arte inédita de Klaus Voormann, colaborador de longa data da banda inglesa e criador da emblemática capa do álbum Revolver (1966).

Voormann é um artista alemão que possui uma longa ligação com os Beatles, iniciada no período inicial da trajetória de John Lennon, Paul McCartney, George Harrison e Ringo Starr, quando o quarteto ainda dava os seus primeiros passos tocando nos clubes de Hamburgo. Músico, produtor e artista gráfico, Klaus Voormann foi também o responsável pelas belas capas do projeto Anthology, lançado a partir de 1996.

A proposta do Vini, Lindsay & Isaac é produzir um trabalho autoral calcado na folk music, com algumas releituras de clássicos do rock e do pop. A banda está na estrada há mais de dez anos, com composições próprias em inglês.

O vídeo com a bela versão para “She Said She Said” pode ser assistido abaixo:

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