29 de abr de 2017

Cheap Trick confirma novo disco e mostra nova música

sábado, abril 29, 2017

O Cheap Trick confirmou que lançará um novo disco de estúdio. O sucessor de Bang, Zoom, Crazy ... Hello (2016), trabalho bastante elogiado pela crítica, deve chegar às lojas no segundo semestre. 

Com o título de We´re All Alright - alusão a um dos maiores clássicos da banda, "Surrender" -, o novo álbum tem produção de Julian Raymond e será disponibilizado em uma versão standard e uma deluxe - essa última com uma das faixas bônus sendo um cover para "Blackberry Way", música gravada pelo The Move em 1968.

Abaixo está a primeira prévia do disco, "Long Time Coming", cujo riff é uma homenagem a "All Day and All of the Night", dos Kinks.

King Crimson anuncia EP ao vivo com versão para clássico de David Bowie

sábado, abril 29, 2017

O King Crimson lançará dia 2 de junho o EP Heroes: Live in Europe 2016. O material trará cinco faixas ao vivo, incluindo uma versão para "Heroes", um dos maiores clássicos de David Bowie.


Para quem não sabe, Robert Fripp gravou as guitarras presentes na versão original de "Heroes", um dos seus mais celebrados trabalhos, com camadas e camadas do instrumento se entrelaçando em um arranjo perfeito. 


A faixa foi gravada em Berlim, na mesma cidade onde o disco de David Bowie foi registrado em 1977. Segundo Fripp, "nós tocamos 'Heroes' no Admiralpalast em Berlim como uma celebração, uma lembrança e uma homenagem".


Além de "Heroes" em uma versão mais longa e outra editada, o EP traz uma versão de 10 minutos de "Easy Money" gravada em Paris e versões editadas de "Starless" e "The Hell Hounds of Krim", ambas gravadas em Viena. Todas são gravações ao vivo até então inéditas e desconhecidas pelos fãs.






28 de abr de 2017

Adrenaline Mob anuncia novo álbum e mostra nova música

sexta-feira, abril 28, 2017

We the People, terceiro disco do Adrenaline Mob, será lançado dia 2 de junho pela Century Media. O álbum marcará a estreia do baixista Jordan Cannata e do baterista David Zablidowsky (ex-Trans Siberian Orchestra) em estúdio com a banda.

Vale lembrar que Russell Allen, o fenomenal vocalista do Symphony X, e Mike Orlando, fritador da guitarra, são os chefões que completam o quarteto.

O disco trará treze faixas, sendo que uma delas tem o título de "Rebel Yell" e parece ser uma versão para o clássico de Billy Idol, apesar de o grupo ainda não ter confirmado a informação.


"King of the Ring", música de abertura e primeiro single, pode ser conferida no vídeo abaixo:

Ozzy confirma retorno da parceria com Zakk Wylde e anuncia turnê solo

sexta-feira, abril 28, 2017

Após mais de uma década separados, Ozzy Osbourne e Zakk Wylde anunciaram o retorno da parceria responsável pelo período de maior sucesso na carreira do Madman. Com o fim do Black Sabbath, Ozzy confirmou que realizará uma série de shows pelos Estados Unidos a partir de julho, todos  com a presença de Zakk na guitarra.

Zakk Wylde se juntou à banda de Ozzy Osbourne em 1987, estreando no álbum No Rest for the Wicked, lançado em 28 de setembro de 1988. Permanecendo vinte anos na banda, Wylde gravou também os discos No More Tears (1991), Ozzmosis (1995), Down to Earth (2001), Under Cover (2005) e Black Rain (2007), além dos ao vivos Live & Loud (1993) e Live at Budokan (2002). 

O primeiro show da turnê acontecerá dia 14 de julho no Rock USA Festival, na cidade de Oshkosh, em Wisconsin. Junto a Ozzy e Zakk estarão Rob "Blasko" Nicholson (baixo), Adam Wakeman (teclado) e Tommy Clufetos (bateria).

Segundo fontes próximas à banda, os planos de Ozzy prevêem entrar em estúdio após a turnê e lançar um novo disco solo em 2018. O último álbum de Ozzy, Scream, saiu em 2010.



Review: Criolo - Espiral de Ilusão (2017)

sexta-feira, abril 28, 2017

Kleber, ó Kleber, lá vem você com os seus larará … espera: e não é que eles são bons mesmo?

“Lá Vem Você”, faixa de abertura de Espiral de Ilusão, deixa claro em sua primeira frase a proposta do novo disco de Criolo: “lá vem você com os seus larará”. Em seu quarto álbum, o (há muito tempo não apenas) rapper paulista envereda sem medo pelo samba. Sim, o mais brasileiros de todos os gêneros musicais. Tem samba de roda, samba canção, samba de breque. Tudo com a poesia afiada e única de Criolo, repleta de surrealismo (aqui, bem menos do que em seus trabalhos anteriores) e cheia de lirismo e ironia (como sempre).

O disco, produzido por Daniel Ganjaman e Marcelo Cabral, traz dez faixas. Oito delas são compostas por Criolo, uma em parceria com Ricardo Rabelo e Jefferson Santiago e também uma interpretação para “Hora de Decisão”, de Rabelo e Dito Silva. O álbum saiu nos formatos físico e digital nesta sexta, dia 28 de abril. Tá na loja, tá na rua, tá no ouvido - e tá bom demais!

Ao trilhar pelo samba, Criolo faz, ao mesmo tempo, uma aposta acirrada e uma carta de intenções. A aposta é a de não agradar uma parcela de seu público, atraído para a sua música pela embalagem entregue pelo rap. A carta de intenções é o pau na mesa, deixando claro que tem muito a dizer e que pode utilizar a plataforma musical que achar mais adequada para transmitir o que pensa. Ele tem vocabulário, tem background, tem talento para tomar uma atitude assim. E é justamente esse um dos fatores que faz Kleber Cavalcante Gomes, seu verdadeiro nome, do alto de seus 41 anos ser um dos principais nomes da música brasileira contemporânea.


Da abertura com “Lá Vem Você”, passando pelo samba delicioso “Dilúvio de Solidão” e pela crítica inteligente de “Menino Mimado”, Criolo, ao mesmo tempo em que filtra as influências de nomes consagrados do samba como Paulinho da Viola e Martinha da Vila, traz também para a mistura ecos dos melhores momentos de Caetano Veloso e Chico Buarque, estabelecendo-se em um patamar artístico até então inédito. Como dito no início do texto, Criolo está muito além do rap, distante das fronteiras do hip hop, caminhando de maneira própria através de seu próprio e peculiar universo sonoro, que vai se revelando ao público a cada novo ato.

Tanto em Nó na Orelha (2011) (ouça “Linha de Frente”) quanto em Convoque seu Buda (2014) (agora é a vez de “Fermento pra Massa), Criolo já havia colocado o samba em seu repertório, mostrando que suas influências eram muito mais amplas que a de seus pares. Mas em Espiral de Ilusão o passo que ele dá é certeiro, resultando não apenas em um disco excelente, mas também em um dos melhores álbuns de samba dos últimos anos. E isso vindo de um cara que veio, teoricamente, de outra seara musical, mas cujo talento e criatividade são capazes de demolir qualquer limitação (boba, sempre) entre gêneros musicais.

Se a carreira de Criolo até aqui já se mostrava algo não apenas gratificante de se acompanhar por tudo que ele tem a dizer e cantar, com Espiral de Ilusão temos a convicção de que esse rapaz já começou a subir, e a passos largos, a escadaria que leva ao clube dos grandes artistas desse país tropical - sofrido, engraçado e complicado, mas sempre apaixonante e cheio de esperança. 

Afinal, um pouco de ilusão é fundamental para digerirmos os absurdos cada vez maiores a que somos expostos todos os dias, né não?

Ouça “Seven Headed Whore”, nova música do Iced Earth

sexta-feira, abril 28, 2017

O Iced Earth divulgou a inédita “Seven Headed Whore”, música que faz parte do novo disco da banda, Incorruptible, com data de lançamento confirmada para 16 de junho pela Century Media - o álbum será lançado no Brasil pela Hellion Records.

Incorruptible é o sucessor de Plagues of Babylon (2014) e o terceiro trabalho com o vocalista Stu Clock. 


O álbum será disponibilizado em CD digipak, LP duplo colorido e CD standard, além dos formatos digitais.

Ouça “Seven Headed Whore” abaixo, e divida a sua opinião sobre a nova do Iced Earth conosco nos comentários deste post.

27 de abr de 2017

Guns N’ Roses: 28 curiosidades sobre “Sweet Child O’ Mine”

quinta-feira, abril 27, 2017

- maior hit e maior clássico do Guns N’ Roses, “Sweet Child O’ Mine” é a terceira faixa do lado B do primeiro álbum da banda, Appetite for Destruction, lançado em 21 de julho de 1987. Na versão em CD, ela é a faixa 9

- a canção foi o terceiro single de Appetite for Destruction. Neste formato, teve o lançamento nos Estados Unidos em 17 de agosto de 1988, e na Reino Unido em 29 de maio de 1989

- o single foi lançado no mercado norte-americano em um vinil de 7 polegadas e também em fita-cassete, contendo a mesma gravação presente no LP e trazendo como lado B uma versão ao vivo de “It's So Easy”

- nos Estados Unidos, o single de “Sweet Child O’ Mine” foi certificado com Disco de Platina, alcançando mais de 1 milhão de cópias vendidas

- uma outra versão foi lançada no mercado inglês, com uma versão editada e mais curta de “Sweet Child O’ Mine”

- no Reino Unido, o single ganhou Disco de Platina pelas mais de 600 mil cópias vendidas

- ao longo dos anos, diversas outras versões do single de “Sweet Child O’ Mine” foram lançadas, trazendo com b-sides faixas como “Out Ta Get Me”, “Rocket Queen”, “Welcome to the Jungle” e “Move to the City”, além de “Whole Lotta Rosie”, versão ao vivo para o clássico do AC/DC 



- “Sweet Child O’ Mine” alcançou a primeira posição no Billboard Hot 100, e até hoje é o único single do Guns N’ Roses a alcançar tal feito

- no Reino Unido, “Sweet Chid O’ Mine” alcançou a sexta posição na parada de singles

- a música é creditada à toda a formação da banda na época: Axl Rose, Slash, Izzy Stradlin, Duff McKagan e Steven Adler

- em entrevistas, Slash revelou que a ideia inicial surgiu de um exercício que ele fazia costumeiramente para “soltar as cordas” da guitarra

- durante um ensaio na casa em que o Guns N’ Roses estava morando em Sunset Strip, Slash e Steven Adler estavam fazendo uma jam e Slash começou a tocar a melodia. Izzy ouviu e pediu para que ele repetisse a frase melódica. Então, Izzy inseriu alguns acordes, Duff criou a linha de baixo e Adler inseriu a batida

- enquanto tudo isso acontecia, Axl observava a banda em uma das escadas da casa e começou a escrever a letra, que foi finalizada em uma tarde



- a letra de “Sweet Child O’ Mine” é baseada em Erin Everly, namorada de Axl na época, e que foi um dos pivôs da briga entre o vocalista e Steven Adler, já que o baterista teria conseguido drogas para a garota e Axl Rose teria ficado p… da vida com isso


- Erin é filha de Don Everly, um dos vocalistas do The Everly Brothers, dupla pop que fez enorme sucesso nas décadas de 1950, 1960 e 1970


- o clipe de “Sweet Child O’ Mine” é um dos mais emblemáticos vídeos de rock da história. Ele mostra a banda ensaiando na Huntington Ballroom, em Huntington Beach, localizada em Orange County, na California. Os músicos estão cercados pelos roadies, e todas as namoradas dos integrantes do Guns na época aparecem no vídeo

- no clipe a música foi editada, tendo um trecho cortado para tornar o vídeo mais próximo do formato padrão da MTV. A versão do clipe é a mesma que está no single inglês, e, por esse razão, é mais curta da que está presente no álbum original, tendo uma parte do solo de Slash cortada



- na lista 100 Greatest Guitar Solos publicada pela revista Guitar World, “Sweet Child O’ Mine” aparece na posição número 37

- a canção está no número 3 dos 500 Greatest Songs Since You Were Born, publicada pela revista Blender

- “Sweet Child O’ Mine” está na posição 198 na lista The 500 Greatest Songs of All Time da Rolling Stone


- em 2015 surgiu uma discussão sobre as similaridades entre “Sweet Child O’ Mine” e “Unpublished Critics”, canção da banda australiana Australian Crawl, lançada em 1981. Entrevistado sobre o assunto, Duff McKagan admitiu que as semelhanças entre as músicas são evidentes, mas que nunca tinha ouvido a canção do Australian Crawl antes


- uma das canções mais famosas de todos os tempos, “Sweet Child O’ Mine” faz parte do inconsciente coletivo e é referenciada em diversas mídias. O riff da música está no final de “Punk Rock Classic”, música lançada pelo Red Hot Chili Peppers no álbum Mother’s Milk (1989)

- “Death to All But Metal”, música do Steel Panther, cita o riff de “Sweet Child O’ Mine” antes do seu refrão

- “Axl Rose”, canção da banda punk norte-americana SR-71, contém parte do riff de “Sweet Child O’ Mine”



- o jogo Diablo III contém um easter egg com “Sweet Child O’ Mine”. A música é a trilha sonora de uma dança escondida realizada por um personagem

- no cinema, “Sweet Child O’ Mine” está presente em diversas trilhas sonoras. A primeira aparição da canção foi em Bad Dreams (Sonho Mortal aqui no Brasil), com a canção surgindo nos créditos do filme dirigido por Andrew Fleming. A música aparece também em filmes como State of Grace (Um Tiro de Misericórdia), The Wrestler (O Lutador), Gulliver’s Travels (As Viagens de Gulliver), Step Brothers (Quase Irmãos) e The Big Short (A Grande Aposta)

- releituras feitas por outros artistas estão em filmes como Big Daddy (O Paizão), Captain Fantastic (Capitão Fantástico), American Spirit, Life as We Know It (Juntos pelo Acaso) e The Last House on the Left (A Última Casa)


- além disso, inúmeras bandas gravaram versões para “Sweet Child O’ Mine”. Uma das mais conhecidas é a versão lançada em 1999 por Sheryl Crow, e que tocou sem parar por um longo período. Uma das mais legais, no entanto, é a do Postmodern Jukebox, que fez uma versão ao estilo de New Orleans com Miche Barden nos vocais

Podcast Collectors Room #004: alguém aí pediu metal?

quinta-feira, abril 27, 2017

Um programa dedicado exclusivamente ao heavy metal, na medida em que grande parte do público da Collectors Room curte. 

Outro pedido atendido: abaixo está o tracklist completo do programa, pra você ir atrás dos sons que gostou e conhecer mais sobre os discos e artistas.

Bloco 1
Anthrax - Anthem
Adrenaline Mob - The Mob Rules
Machine Head - The Sentinel

Bloco 2
David Feinstein & Ronnie James Dio - Metal Will Never Die
Ian Gillan & Tony Iommi - Out of My Mind
Europe - The Beast

Bloco 3
The Devil’s Blood - Christ or Cocaine
Newsted - Soldierhead
Demons & Wizards - Immigrant Song

Bloco 4
Rob Halford & Bruce Dickinson - The One You Love to Hate
Iron Maiden - Tears of a Clown
Iron Maiden - King of Twilight

Ouça e faça o download no player abaixo:

26 de abr de 2017

22 curiosidades sobre 5150, a estreia de Sammy Hagar no Van Halen

quarta-feira, abril 26, 2017

- 5150 é o primeiro álbum do Van Halen com Sammy Hagar. O guitarrista e vocalista substituiu David Lee Roth, que havia gravado os seis primeiros discos e saiu do grupo em 1985

- sétimo álbum do Van Halen, 5150 foi lançado no dia 24 de março de 1986, uma segunda-feira

- a gravadora da banda, a Warner, chegou a sugerir que Eddie e Alex Van Halen encerrassem as atividades do grupo devido à dificuldade em encontrar um substituto para David, que era muito popular entre os fãs. Nomes como Patty Smith, Eric Martin e Jimmy Barnes foram considerados para o posto

- o nome de Sammy Hagar surgiu em julho de 1985, após Eddie levar a sua Ferrari para o concerto e comentar com o seu mecânico sobre a dificuldade em encontrar um novo vocalista. O mecânico, que era fã do Montrose, sugeriu o nome de Sammy para Eddie, e a partir daí tudo mudou

- antes do Van Halen, Sammy Hagar havia feito parte do Montrose, uma das mais cultuadas bandas do hard rock setentista, liderada pelo guitarrista Ronnie Montrose

- além disso, Hagar também já tinha uma estável carreira solo, cujo principal hit é “I Can’t Drive 55”, lançada como single em 1984


- 5150 foi o primeiro dos quatro álbuns de estúdio que Sammy Hagar gravou com o Van Halen. Ele ficaria na banda até 1996, participando também dos discos OU812 (1988), For Unlawful Carnal Knowledge (1991) e Balance (1995), além do duplo ao vivo Live: Right Here, Right Now (1993)

- o peculiar título do disco é uma homenagem ao estúdio caseiro de Eddie Van Halen, que, por sua vez, foi batizado com o termo 5150 em uma alusão ao código da justiça californiana para classificar uma pessoa com distúrbios mentais

- o álbum foi gravado entre novembro de 1985 e fevereiro de 1986 no 5150 Studios, na California, e foi lançado apenas um mês após o término das gravações

- a produção é de Eddie Van Halen ao lado de Mick Jones, guitarrista do Foreigner, e Donn Landee, engenheiro de som que trabalhou durante anos com Ted Templeman, produtor dos seis primeiros álbuns da banda e de VOA, último álbum solo de Sammy Hagar antes de ele entrar no Van Halen

- 5150 traz nove faixas, todas compostas pelo quarteto Sammy Hagar, Eddie Van Halen, Michael Anthony e Alex Van Halen


- uma décima canção, intitulada “I Want Some Action”, foi gravada durante as sessões do disco, mas nunca chegou a ser lançada comercialmente. A versão demo desta canção está disponível no YouTube



- apesar de também tocar guitarra, Sammy Hagar apenas cantou em 5150, deixando o trabalho das seis cordas exclusivamente para Eddie. Ele passaria a gravar as guitarras base no álbum seguinte, OU812, lançado em 1988

- a capa de 5150 traz uma nova versão da tradicional logo da banda, presente na capa dos dois primeiros discos, com um design mais curvado que o anterior

- a imagem da capa traz um fisiculturista erguendo o globo terrestre. O modelo da foto é o atleta norte-americano Rick Valente, apresentador do programa BodyShaping, transmitido pela ESPN na época. Na contracapa, temos o globo terrestre sobre o atleta, que não conseguiu suportar o peso do objeto, que está quebrado e revela a banda em seu interior


- 5150 foi recebido pela crítica de maneira ambígua. O choque pela ausência de David Lee Roth e pela acentuação das características AOR presentes no álbum anterior, o multiplatinado 1984, levaram a reviews medianos. Robert Christgau, do The Village Voice, escreveu que o disco “provavelmente será uma experiência frustrante”. Já Tim Holmes, da Rolling Stone, deu 3 de 5 estrelas para o disco e afirmou que “Eddie e Sammy falam o mesmo idioma” no disco, o que o torna especial

- foram lançados cinco singles para promover 5150: “Best of Both Worlds”, “Dreams”, “Love Walks In”, “Summer Nights” e “Why Can’t This Be Love”. O único a alcançar a primeira posição foi “Why Can’t This Be Love”, que liderou o Album Rock Tracks da Billboard


- “Why Can’t This Be Love” foi lançada como single no Peru com o título alterado para “Porque Esto No Puede Ser Amor”

- o single de “Best of Both Worlds” traz em seu lado B uma versão ao vivo para “Rock and Roll”, do Led Zeppelin

- “Dreams" saiu no Equador com o single trazendo o título traduzido para o espanhol: “Sueños" 

- 5150 alcançou o primeiro lugar no Billboard 200, superando o álbum anterior, 1984, que havia alcançado apenas a segunda posição na parada norte-americana


- o disco vendeu mais de 6 milhões de cópias somente nos Estados Unidos e é o terceiro mais vendido de toda a carreira do Van Halen, ficando atrás apenas da estreia e de 1984, ambos com vendas estimadas em 10 milhões de cópias cada


Review: Ayreon - The Source (2017)

quarta-feira, abril 26, 2017

São dezessete músicas, distribuídas em um álbum duplo com 90 minutos de duração. Ou seja: se você não é fã de rock progressivo, de canções longas, de alternância de climas e de refinamento técnico (seja instrumental ou vocal), esse disco não é para você. No entanto, caso você seja apenas um apreciador de boa música, daqueles que não se prendem a rótulos ou gêneros específicos, o novo disco do Ayreon tem tudo para chegar e ficar na sua vida.

The Source é o nono álbum do projeto concebido e encabeçado pelo compositor, vocalista, guitarrista e multi-instrumentista holandês Arjen Anthony Lucassen. Sucessor de The Theory of Everything (2013), o disco traz uma seleção de músicos em participações especiais: James LaBrie (Dream Theater), Simone Simons (Epica), Floor Jansen (Nightwish), Hansi Kürsh (Blind Guardian), Tobias Sammet (Avantasia, Edguy), Tommy Kaverik (Kamelot), Russell Allen (Symphony X, Adrenaline Mob) e Tommy Rogers (Between the Buried and Me), entre outros, revezam-se nos vocais. Na parte instrumental, Paul Gibert (Mr. Big) encabeça uma também estrelada lista de convidados que conta com nomes como Joost van den Broek (piano e piano elétrico, ex-After Forever), Mark Kelly (sintetizador, Marillion), Guthrie Govan (guitarra, The Aristocrats e ex-Asia), entre outros.

Seguindo a tradição da banda, The Source é um álbum conceitual, com cada vocalista interpretando o papel de um personagem. A banda volta a explorar uma história de ficção científica no novo disco, e na cronologia do grupo The Source se encaixa como o prequel de 01011001, sétimo trabalho da banda, lançado em 2008. Ou seja, a história contada em 01011001 tem o seu início em The Source. O álbum marca a estreia do Ayreon em sua nova gravadora, a holandesa Mascot Label Group.

Liricamente, The Source conta a origem dos Forever, raça alienígena recorrente no universo criado por Lucassen para o Ayreon. O disco é dividido em quatro partes, quatro capítulos, quatro movimentos: The Frame, The Aligning of the Ten, The Transmigration e The Rebirth, cada um deles com pouco mais de 20 minutos de duração. No encarte do álbum, cada capítulo conta com um texto introdutório escrito pelo personagem The Historian, interpretado por James LaBrie.

Com exceção da faixa de abertura, “The Day That the World Breaks Down”, que passa dos 12 minutos, o restante das composições varia entre três e sete minutos, característica que deixa o disco mais dinâmico, facilitando a assimilação de uma obra pretensiosa sim, mas que em nenhum momento almeja ser inalcançável para ouvintes não iniciados.

A mixagem e masterização do trabalho também merecem destaque, entregando uma sonoridade atual, é claro, mas com timbres que não escondem a inspiração nos melhores momentos da história do prog, um gênero que sempre primou pela excelência técnica nos mais variados aspectos.

“The Day That the World Breaks Down”, música que abre o disco, é facilmente um dos melhores momentos de toda a carreira do Ayreon. Orgânica, fluída e dinâmica, transforma os seus mais de 12 minutos em uma sensação bem menos extensa, porém não menos intensa. Com participação de todo o time de vocalistas, é um presente recompensador para quem acompanha o trabalho da banda há tempos. E, na parte final, conta com uma mudança de clima a partir de uma passagem conduzida pelo baixo que é sensacional - só ouvindo para entender. 

Aliás, “The Day That the World Breaks Down” apresenta a proposta musical pela qual as demais faixas irão se desenvolver, trazendo influências diretas do rock progressivo setentista e também algumas coisas da cena prog da década de 1980, e adornando essa base com toques de heavy metal, hard rock e AOR. A canção que inicia o disco, e que é o seu principal alicerce, vai da cena da Canterbury até o prog AOR do Kansas, por exemplo, em uma amplitude sonora que comprova, mais uma vez, a excelente gama de influências de Lucassen. E, como é habitual nos álbuns do Ayreon, pelo menos aos meus ouvidos, o desenvolvimento da proposta apresentada se desenrola como o enredo de uma ópera, como o roteiro de uma peça de teatro, em uma abordagem musical que é sempre bastante visual. 

Por todos esses motivos, a parcela de leitores que espera encontrar em um texto como esse uma lista faixa a faixa, com as características de cada canção, ou uma seleção dos momentos preferidos do autor, poderá se sentir frustrado. Pois, no meu entendimento, The Source, assim como todo bom disco de rock progressivo, não pode ser avaliado através de enxertos, de faixas isoladas, mas sim como um todo. E, nesse sentido, Arjen Anthony Lucassen segue sendo, com justiça, um dos nomes mais celebrados do prog, do prog metal ou seja lá de qual maneira você prefira chamar a sua música.


Um disco excelente e que, certamente, será uma bela companhia durante todo o ano.

Assista a palestra do criador do Whiplash no TED

quarta-feira, abril 26, 2017

João Paulo Andrade, o criador do Whiplash.net, o maior site sobre rock e heavy metal em língua portuguesa, participou do TEDx realizado em São Luís, versão local do aclamado TED, em março de 2017.

No vídeo, JPA fala sobre a história do Whiplash, como tudo foi feito e os desafios de manter um site deste porte durante mais de 20 anos. 

Interessante reparar que essa matéria do João Paulo surge um dia após publicarmos uma longa entrevista com outro João, o Renato, da Van do Halen, onde ele explica os motivos que o levaram a tomar a decisão contrária à do JPA: encerrar o seu site.

Assista abaixo:

25 de abr de 2017

Entrevista: João Renato Alves, da Van do Halen, fala sobre o fim de um dos maiores sites de rock do Brasil

terça-feira, abril 25, 2017

Há alguns dias publicamos uma matéria falando sobre os cinco anos do fatídico Metal Open Air, o maior 171 da história do metal nacional, e em como praticamente nada mudou desde então. Citamos no texto o iminente encerramento da Van do Halen, site que é nosso parceiro há longos anos e é, hoje, a principal fonte de notícias sobre rock e heavy metal aqui no Brasil. 

Como muitas pessoas ficaram surpresas com essa informação, batemos um papo com João Renato Alves, o criador e editor da Van, onde ele fala sobre os motivos que o levaram a tomar tal decisão e conta como foi a experiência de estar à frente do site durante todos esses anos.

Boa leitura!


João, quem acompanha você através das redes sociais já sabe há algum tempo que a Van do Halen acabará nos próximos meses. O que o levou a tomar essa decisão?

A resposta mais simples e direta é que tenho esposa e duas crianças que dependem de mim. Não posso chegar e dizer “desculpem, não vou mais colaborar com as despesas e vou viver de rock”. Nos últimos dois anos, especialmente, a crise se agravou, anunciantes sumiram e ficou difícil se manter. Chega uma hora que é preciso cair na real de vez. Também há outros fatores pessoais, como meu desejo de retomar a vida acadêmica. Fui até a pós-graduação e parei tudo para me dedicar ao site. Sinto falta do meio e pretendo retomar.

Você não pensou em repassar esse legado para as mãos de outra pessoa ou equipe, para que a história da Van seguisse sendo feita por novas mãos?

Não pensei nisso, acho que a Van tinha uma característica muito pessoal. Outra pessoa não conseguiria conservar isso.

O site já tem data para encerrar as atividades?

Tenho compromisso comercial até o dia 17 de maio com uma banda que anunciou. Depois, pode rolar a qualquer momento. Talvez no dia seguinte mesmo.

Que papel você acha que a Van do Halen teve durante a sua existência, dentro desse mundo estranho e com gente esquisita que é o jornalismo musical brasileiro - principalmente o especializado em heavy metal?

Acho que incomodamos um monte de gente. Esse era o objetivo. Nada de jornalismo para agradar, seja fãs, assessorias ou bandas. Uma pena que, de modo geral, a coisa seja totalmente diferente, com pessoal se deslumbrando com qualquer coisa, dando nota alta, estabelecendo parâmetros baixos. Tornei-me um descrente na profissionalização, ela não acontecerá enquanto a turma do tapinha nas costas existir.


Durante todo esse período, certamente você construiu relações duradouras com diversas pessoas e sites. O que você destacaria dessa troca de ideias entre indivíduos como nós, doentes e aficcionados por música que se dispõe, apesar de todos os percalços, a manter um site do porte da Van do Halen, por exemplo?

Até que não, na verdade. São poucas as pessoas com quem realmente tenho contato, justamente por conta do que foi citado na pergunta anterior. Nunca gostei de andar em grupos, tenho amizades com poucas pessoas do meio. Acho que a comunicação é algo legal, porém, sempre vai haver alguém vindo atrás de algum favor. Tanto que, em determinado momento, estabeleci uma regra de não misturar minhas redes pessoais com as da Van. Quem quisesse falar de trabalho, apenas por lá. Meu Facebook pessoal era para minha família e amigos.

Assim como fez amigos, certamente você também pisou em vários calos de diversas pessoas ao longo dos anos. Nesse aspecto, quais brigas valeram a pena comprar, e quais só causaram desgastes e nada mais?

Acho que toda briga vale a pena comprar, pois você tenta fazer aquilo que é certo ou, ao menos, acredita ser. Mesmo assim, acho que nunca houve uma briga no sentido de atacar a pessoa, foi mais um choque de ideias, além das corriqueiras demonstrações de amadorismo e picaretagem.

Conta aí pra quem tem a ideia de criar e manter um site como a Van do Halen: como era o seu dia a dia à frente de um dos sites de música mais acessados do Brasil? Você seguia um método de trabalho organizado aí no seu home office, ou ia postando as coisas na medida em que elas iam acontecendo?

A rotina mudava às vezes, mas normalmente costumava acordar cedo e ir até quase meia-noite. Quando havia algum evento marcante, a coisa não tinha hora para terminar. Não tinha como ser organizado em nossa proposta de trabalho. Até por isso, não tem como continuar de outro modo.

O quanto viver longe de um grande centro, e, principalmente, de São Paulo, o principal mercado do metal aqui no Brasil, influenciou o modo como você produziu o site durante todos esses anos?

Acho que nos tirou dos grupos de “donos da cena”, aqueles que não falam o que pensam por lembrar da credencial para o show, o CDzinho de graça, a parceria com o cara da revista, da promotora de eventos, etc...

O que você gostaria de ter feito e não fez? Tipo: o que você gostaria de ter publicado, de ter escrito, para a Van, e acabou não colocando no ar?

Em termos de publicação, nada me vem à cabeça. Gostaria de poder ter remunerado os colaboradores, que são meus amigos, alguns até da vida fora da internet, que se dispuseram a me ajudar. Fico triste em não poder ter feito isso.


Qual foi a matéria mais acessada da história da Van?

A morte do Lemmy. Os acessos fizeram o site cair e, como era tarde da noite, fiquei com medo de perder a página. Mas, após alguns minutos, se normalizou.

E quais foram as mais marcantes, na sua opinião?

De novo, a morte do Lemmy, foi uma comoção gigante. Por ele ser um cara que unia desde o pessoal do rock clássico ao metal extremo, acabou se tornando uma bonita demonstração de carinho, mesmo em um momento tão triste.

Nós fomos parceiros próximos ao longo dos anos, com a Collectors e Van trocando matérias e apoiando um ao outro em todos os momentos. Com a chegada dos cinco anos do fatídico Metal Open Air, o maior fiasco da história do metal nacional, como você avalia o impacto desse evento não apenas na história da Van, mas no modo como você passou a enxergar a cena metal brasileira a partir de então?

Foi um momento em que muitas pessoas passaram a nos conhecer por termos sido os únicos sites que realmente bateram de frente com o que estava acontecendo. Em termos de cena, realmente esperava que alguma coisa mudasse. Mas não foi o que aconteceu, a picaretagem segue à solta e o público tem muita culpa disso, pois segue com a mentalidade de “se rolar um som e tiver umas cevas, tá beleza”. Recentemente, em um outro evento aconteceu quase a mesma coisa e o pessoal tava na página do evento pedindo para liberar a cerveja na entrada. Enquanto esse tipo de pensamento de boi de abate não mudar, de nada adianta a gente lutar pelo que é certo. Infelizmente, vejo que a coisa piorou muito.


Nós sabemos os vícios nada sadios da imprensa metálica nacional, a maioria deles mantida distante do grande público e conhecida apenas por quem é do meio. Tendo isso em vista, como você avalia o jornalismo especializado em heavy metal aqui no Brasil? Ele existe? Quem faz mais mal do que bem para a cena? E existe alguém realizando um trabalho interessante e que vale a pena acompanhar, na sua opinião?

Há pessoas fazendo, mas em algum momento elas acabam se afastando. Justamente porque não dá para seguir em frente, chega a dar asco. Assessoria que te chama de amigo e te manda abraço... cadê a relação profissional? Não consigo identificar quem é pior, é um ciclo do qual todos fazem parte. Não tenho acompanhado o pessoal mais novo, então não sei bem quem está fazendo um bom trabalho. Problema é que eles serão esmagados se não souberem “jogar o jogo”.

Olhando para toda essa história, o que valeu a pena durante todos esses anos à frente da Van, e o que não valeu? Quais os pontos mais positivos de toda essa experiência, e quais foram os aspectos negativos de tudo isso?

Acho que tudo valeu a pena. Sei que as respostas acima pareceram amarguradas, mas não tenho nada do que me arrepender. Atingimos um público que pode não ter sido tão grande, mas foi muito fiel. Demos algum tipo de visão a artistas que fogem do trivial. Acho que isso é o que vale, no fim das contas.

Com o fim da Van, quais são os seus planos daqui pra frente, João? Qual será o próximo capítulo da sua vida? Pretende se afastar definitivamente da imprensa musical, ou pensa em escrever um ou outro texto esporadicamente?

Ainda não sei bem, mas estou disposto a tudo. Aliás, deixo claro que faço outras coisas além de falar sobre música, já trabalhei em diversas áreas do jornalismo, desde esporte até policial. Se alguém quiser entrar em contato, meu email é jrenato83@hotmail.com.

Pra encerrar, qual o conselho que você daria para quem quer criar e encabeçar um projeto como esse, um site de notícias sobre rock com atualização diária, como a Van do Halen foi?

Não faça sozinho. Nos últimos 8 anos, eu nunca tive férias. Jamais tirei mais que dois dias seguidos longe do site. Tenha uma equipe, defina uma linha editorial e mande ver. Aí vai de cada um querer se adequar ao jogo ou não.

18 curiosidades sobre Heaven and Hell, um dos melhores discos do Black Sabbath

terça-feira, abril 25, 2017

Heaven and Hell, um dos melhores discos e um dos mais adorados trabalhos do Black Sabbath, comemora 37 anos de vida neste dia 25 de abril de 2017. Para comemorar, além de ouvir o álbum em um volume acima do recomendado, listamos 18 curiosidades sobre o disco.

- Heaven and Hell é o nono álbum de estúdio do Black Sabbath

- o disco, lançado em 25 de abril de 1980, marcou a estreia da nova formação da banda, com Ronnie James Dio substituindo Ozzy Osbourne nos vocais. Toni Iommi, Geezer Butler e Bill Ward seguiram em seus postos habituais

- quem apresentou Ronnie James Dio a Tony Iommi foi Sharon Arden (que mais tarde se casaria com Ozzy e ficaria conhecida como Sharon Osbourne). O primeiro encontro entre o vocalista e o guitarrista aconteceu em 1979, após Dio sair do Rainbow e Iommi estar na procura de um substituto para o instável Ozzy

- o álbum foi produzido por Martin Birch, no primeiro trabalho do produtor inglês com o grupo - ele também assinaria o disco seguinte, Mob Rules (1981). Pra quem não sabe, Birch é um dos maiores produtores da história do rock e marcou época em álbuns de bandas como Deep Purple, Whitesnake, Wishbone Ash e Iron Maiden

- Martin Birch foi o primeiro cara de fora da banda a produzir sozinho um disco do Black Sabbath desde Master of Reality. Todos os discos anteriores haviam sido produzidos pela própria banda, com o auxílio de outros produtores

- o disco foi gravado no Criteria Studios, em Miami, mesmo local em que o Black Sabbath gravou Technical Ecstasy (1976). Algumas gravações foram feitas também no Studio Ferber, em Paris



- a icônica capa do álbum é uma pintura do artista norte-americano Lynn Curlee inspirada em uma fotografia de 1928 que mostrava algumas mulheres vestidas como anjos e fumando cigarros em uma folga de um trabalho universitário. A obra tem o título de Smoking Angels e se tornou uma das imagens gráficas mais conhecidas da mitologia do Black Sabbath

- a ilustração da contracapa do disco, que traz toda a banda, foi criada pelo artista norte-americano Harry Carmean



- o álbum traz oito faixas, todas compostas pela banda e com letras escritas por Ronnie James Dio

- “Children of the Sea”, uma das melhores músicas do disco, chegou a ter uma versão demo gravada com a voz de Ozzy. No entanto, essa versão inicial possuía uma letra diferente e outra linha melódica nos vocais

- foram lançados três singles para promover Heaven and Hell. O primeiro saiu antes do disco e trouxe “Children of the Sea / Lady Evil”, o segundo veio em julho de 1980 com “Neon Knights” e uma versão ao vivo para “Children of the Sea”, e o terceiro chegou às lojas em dezembro de 1980 com “Die Young” e uma “Heaven and Hell” ao vivo



- Geoff Nicholls, parceiro de longa data de Tony Iommi, participa do disco tocando teclado. Heaven and Hell foi a sua estreia como músico de estúdio do Black Sabbath. Mais tarde, em 2004, Nicholls seria efetivado como membro permanente da banda. Ele faleceu em 29 de janeiro deste ano

- sucesso comercial e de crítica, Heaven and Hell alcançou a posição número 28 da Billboard e vendeu mais de 1 milhão de cópias somente nos Estados Unidos

- na Inglaterra, o disco chegou à nona posição nas paradas e foi o primeiro álbum do Black Sabbath a receber a certificação Prata, vendendo mais de 60 mil cópias. As vendas continuaram subindo, e o álbum ganhou Disco de Ouro da British Phonographic Industry em abril de 1982, marcando as 100 mil cópias comercializadas. Heaven and Hell é o único álbum do Black Sabbath a possuir essas duas certificações de vendas do mercado inglês 

- na Argentina, o disco ganhou uma versão em fita-cassete lançada em 1986 e com o título traduzido para o espanhol, Cielo e Infierno



- Heaven and Hell teve um impacto duradouro na história do Black Sabbath, e é considerado, de maneira justa, como um dos melhores discos da banda inglesa. Isso pode ser verificado pela quantidade de covers para as suas faixas. A música que dá nome ao trabalho foi regravada por nomes como Solitude Aeturnus (em 1998), Benedictum (2006), Manowar (2010) e Stryper (2011)

- Iron Savor, Queensrÿche e Anthrax regravaram “Neon Kinghts”, enquanto Jorn Lande fez uma competente versão de “Lonely is the Word” no álbum Unlocking the Past (2007) 


- uma das homenagens mais bonitas à Heaven and Hell e ao próprio Dio foi feita por Robb Flynn, do Machine Head. Após a morte do icônico vocalista, o líder do Machine Head gravou um vídeo com uma linda releitura acústica para “Die Young”

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