5 de dez de 2018

As 10 melhores HQs republicadas no Brasil em 2018 na opinião da Collectors Room


Este ano, vamos publicar duas listas com as melhores HQs de 2018. Esta, que foca apenas em encadernados que trazem compilações e republicações de arcos e séries que já haviam saído no Brasil, e outra com os títulos efetivamente inéditos por aqui.

Abaixo você tem dez HQs que trazem histórias que saíram originalmente em revistas mensais ou em edições há tempos fora de catálogo, e que ganharam novas edições durante 2018. São dez leituras incríveis e que garantem ótimos momentos pra quem é apaixonado por quadrinhos.

Então, chega de papo e vamos à lista com as 10 melhores 


10 Blood: Uma História de Sangue, de J.M. DeMatteis e Kent Williams (Dark Horse/Pipoca & Nanquim)

Um roteiro que fala sobre a vida e a morte, ilustrado de maneira magnífica, e que finalmente recebeu uma edição brasileira à altura de sua importância. Blood já havia sido publicada pela editora Abril em 1990 em uma minissérie de quatro edições, e foi resgatada pela Pipoca & Nanquim em uma linda edição de capa dura e acabamento de luxo. Esse cuidado gráfico colocou a graphic novel de J.M. DeMatteis e Kent Williams em um nível merecido, valorizando as lindas páginas pintadas por Williams, que se assemelham a quadros de puro surrealismo. 


9 Astro City, de Kurt Busiek e Brent Anderson (Vertigo/Panini)

Kurt Busiek é um dos maiores roteiristas de HQs de todos os tempos. Autor do clássico Marvels ao lado de Alex Ross, Busiek criou um universo próprio de personagens em Astro City, série que estreou nos Estados Unidos em 1995 e que no Brasil já passou pelas mãos da Devir, Pixel Media e Pandora Books. Porém, a Panini assumiu a série em 2015 e desde então publicou dez encadernados, todos ótimos. Livre das amarras de trabalhar com o universo complexo e as implicações que as longas continuidades tanto da DC quanto da Marvel trazem, Busiek explora em Astro City questões políticas, sociais e filosóficas de como seria viver em um mundo em que os superseres fazem parte do dia a dia. Uma das melhores séries da Vertigo, e que tenho a impressão de que é pouco valorizada pelos leitores brasileiros.


8 Mulher-Maravilha, de Brian Azzarello e Cliff Chiang (DC/Panini)

Há algumas unanimidades no mundo das HQs. Uma delas é que a melhor fase da Mulher-Maravilha é a escrita e desenhada por George Pérez em meados da década de 1980. E quem pensa assim não está errado. Porém, a reformulação imaginada pelo roteirista Brian Azzarello e pelo ilustrador Cliff Chiang dentro da iniciativa Os Novos 52 é outro ponto alto da Princesa Amazona. O trabalho de Chiang é incrível, com reinterpretações extremamente criativas para os Deuses do Olimpo, enquanto Azzarello conta uma história que traz ação do início ao fim. Já foram publicados cinco encadernados compilando a série, e todos são excelentes. Leia, porque vale a pena!


7 John Constantine Hellbalzer: Assombrado, de Warren Ellis (Vertigo/Panini)

De modo geral, as 300 edições de Hellblazer que saíram originalmente pelo selo Vertigo são bem legais. Com uma ou outra exceção, a qualidade se manteve do início ao fim da história. Assombrado traz o curto período em que o roteirista inglês Warren Ellis passou pela cronologia de John Constantine, que foi abreviado devido à divergências do escritor com a DC Comics em relação à uma história chamada Atire!, presente aqui nesta coleção de dois volumes. Roteiros bem escritos, que colocam Londres quase como um personagem dentro da história, e que trazem Constantine visitando também os Estados Unidos por um breve período. Vale, e muito.


6 Akira, de Katsuhiro Otomo (Glénat/JBC)

Akira é, talvez, o maior mangá de todos os tempos. E está sendo republicado no Brasil em cinco volumes de luxo pela JBC. Os três primeiros já estão disponíveis, e são obrigatórios pra quem gosta de quadrinhos. Roteiro ótimo, arte minuciosa e detalhista, tudo com um acabamento gráfico belíssimo e que faz jus a uma das mais clássicas histórias em quadrinhos. Precisa de mais algum outro motivo pra ler? Acho que não.


5 Alias, de Brian Michael Bendis e Michael Gaydos (Marvel/Panini)

Alias foi o primeiro título do selo MAX, que Marvel criou no início dos anos 2000 para lançar histórias mais adultas e com temas que não poderiam ser abordados em suas revistas de linha. Escrita por Brian Michael Bendis de maneira sublime, conta a história da detetive Jessica Jones, que recentemente foi adaptada pela Netflix. Só que aqui o papo é outro. Beirando o alcoolismo, Jessica é uma personagem com problemas comuns aos do leitor, e que vive em uma realidade cheia de violência, drogas, sexo e outros temas frequentes da vida adulta. A Panini relançou a série em três encadernados de luxo, em uma ótima oportunidade para quem ainda não conhece um dos melhores trabalhos de Bendis. 


4 Fábulas, de Bill Willingham (Vertigo/Panini)

Fábulas conta a história dos personagens dos contos de fadas clássicos e que todo mundo conhece - Branca de Neve, Lobo Mau, Cinderela, Bela Adormecida, Os 3 Porquinhos, Pinóquio e mais todos aqueles que fizeram parte da nossa infância -, vivendo no mundo real. A série é um clássico da Vertigo e ganhou um caminhão de prêmios. É uma das minhas HQs favoritas, tanto que tenho os 22 encadernados de capa cartão nos quais a série foi publicada originalmente aqui no Brasil pela Panini. Agora, a editora está lançando uma edição de luxo em capa dura, trazendo Fábulas de volta e reapresentando a obra de Bill Willingham para uma nova geração de leitores. É uma leitura excelente e apaixonante, experimente!


3 Vingadores, de Jonathan Hickman (Marvel/Panini)

Vou ser exagerado e apaixonado: o roteirista Jonathan Hickman escreveu a melhor história dos Vingadores desde que o grupo foi criado pelo eterno Stan Lee lá nos anos 1960. A maior equipe da Marvel enfrenta aqui a ameaça das incursões, quando os mundos do multiverso chocam-se uns com os outros e que iria culminar na igualmente excelente Guerras Secretas, que saiu por aqui em 2016. Hickman conta um épico incrível que se estende por 15 encadernados e é uma das obras mais grandiosas que a Marvel já deu ao mundo. Um clássico moderno da editora, sem exagero.


2 Escalpo, de Jason Aaron e R.M. Guéra (Vertigo/Panini)

Jason Aaron é adorado pelos fãs de quadrinhos. E Escalpo é um de seus melhores trabalhos. Publicado anteriormente na extinta revista Vertigo e em papel jornal, a série ganhou edições à altura de sua qualidade. O roteiro conta a trajetória de um índio que retorna para combater o crime na reserva onde nasceu, só que como um agente infiltrado pela FBI. Violência, sexo, drogas e crimes retratados de maneira crua e sem filtros, com um texto que é diversão pura. Não dá pra não ler.


1 Demolidor, de Brian Michael Bendis e Alex Maleev (Marvel/Panini)

A fase mais celebrada do Demolidor é a que Frank Miller escreveu e desenhou durante os anos 1980. Foi Miller quem criou e desenvolveu toda a mitologia moderna do personagem, com direito a personagens coadjuvantes absolutamente incríveis como o Rei do Crime, Elektra e Mercenário. O período em que o Homem sem Medo foi escrito por Brian Michael Mendis e que saiu nos Estados Unidos em meados dos anos 2000 é uma das melhores fases do personagem, e na minha opinião só fica atrás do período clássico de Miller. Todo esse run foi compilado pela Panini em quatro volumes da coleção Marvel Deluxe - Revelado, O Rei da Cozinha do Inferno, Decálogo e O Demônio do Pavilhão D -, e toda pessoa que gosta de quadrinhos deveria ler o que Bendis fez ao lado do ilustrador Alex Maleev. Roteiros adultos, temas pesados, arte de cair o queixo e um texto inspirado pra caramba: tudo que uma HQ precisa ter, tudo que um personagem como o Demolidor merece.


Um comentário:

Do Vale disse...

Uma coisa que não se pode reclamar deste ano é de quadrinho bom publicado por aqui. Um top 10 cresce pra 20 brincando.

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