Em 1975, durante a turnê de Physical Graffiti , Robert Plant sofreu um grave acidente de carro na Grécia. Com lesões sérias, ele passou meses se recuperando, colocando o futuro do Led Zeppelin em suspensão. Foi nesse cenário que Presence (1976) começou a tomar forma. As gravações aconteceram no Musicland Studios, em Munique, com Plant cantando em uma cadeira de rodas, enquanto Jimmy Page assumia ainda mais o controle criativo. Em poucas semanas, o álbum estava praticamente pronto. Sem espaço para excessos, a banda seguiu um caminho direto: guitarras à frente, poucos ornamentos e uma sonoridade seca. Era o Led Zeppelin reduzido ao essencial, operando no limite físico e emocional. A abertura com “Achilles Last Stand” já estabelece o tom: uma faixa longa, guiada por riffs incessantes e sensação de movimento constante, com direito a uma das melhores performances do baterista John Bonham. Em seguida, o disco mergulha em uma sequência que reforça sua proposta minimalista. “Nobody’s Faul...
Lindas e Letais parte de uma premissa que, à primeira vista, parece saída de um delírio estilizado: transformar o balé em linguagem de combate dentro de um thriller de sobrevivência. A ideia é tão absurda quanto sedutora, e o filme sabe disso. O problema é que, ao tentar sustentar esse conceito por mais de uma hora, revela rapidamente suas limitações. Dirigido por Vicky Jewson e estrelado por Maddie Ziegler , Lana Condor e Uma Thurman , o longa aposta quase tudo na sua estética: movimentos coreografados que transitam entre a dança e a violência gráfica, compondo sequências que flertam com o chamado “ballet-fu”. Em seus melhores momentos, há uma energia visual interessante, com cenas que realmente conseguem transformar gestos graciosos em algo agressivo e funcional dentro da ação. O problema é que esse esforço não encontra sustentação no restante da obra. O roteiro é mínimo, e não no sentido elegante da síntese, mas na falta de densidade mesmo. Personagens surgem e desaparecem se...