Baby , do taiwanês Chang Sheng , é o tipo de obra que conquista no primeiro impacto e se sustenta ao longo da leitura mais pela força de sua proposta do que por eventuais fragilidades pontuais. Reunida em três volumes na edição brasileira publicada pela Comix Zone, a HQ apresenta uma ficção científica com horror corporal que parte de uma ideia potente e se desenvolve com consistência, ainda que sem explorar todas as possibilidades de seu universo. A história se passa em 2043, quando um organismo parasitário conhecido como “Baby” leva a humanidade ao colapso. Ao infectar humanos e transformá-los em criaturas híbridas de carne e máquina, o parasita cria um cenário de devastação quase total. No centro desse mundo em ruínas está Elisa, uma protagonista que carrega uma anomalia: o organismo se instala em seu corpo, mas não a consome por completo. Preso à sua mão, ele a coloca em um estado intermediário, entre o humano e o monstruoso. Esse ponto de partida sustenta o principal eixo temát...
Long Live Rock ’n’ Roll (1978) representa um ponto de ruptura na trajetória do Rainbow . Terceiro álbum do grupo liderado por Ritchie Blackmore , o disco encerra a fase clássica ao lado de Ronnie James Dio e funciona, ao mesmo tempo, como ápice e despedida de uma identidade que ajudou a moldar os caminhos do heavy metal. A gestação do álbum foi marcada por instabilidade. Gravado em meio a mudanças constantes de formação e tensões internas, o processo teve momentos caóticos, incluindo o próprio Blackmore assumindo o baixo em algumas faixas. Esse contexto turbulento não apenas impacta o resultado final como também ajuda a explicar a sensação de transição que permeia o disco. Musicalmente, Long Live Rock ’n’ Roll mantém os pilares estabelecidos em Rising (1976): riffs neoclássicos, atmosferas grandiosas e letras mergulhadas em fantasia. Faixas como “Gates of Babylon” e “Lady of the Lake” evocam cenários épicos com uma naturalidade impressionante, enquanto “Kill the King” entrega v...