A casa mais vigiada do metal O Big Brother Brasil não é apenas um reality show. É uma máquina de narrativa. A cada semana, a edição escolhe o que mostrar, o que esconder, quem vira herói, quem vira vilão e qual tensão será explorada. Nada acontece de forma isolada, tudo é apresentado em blocos dramáticos. Nos últimos meses, o Angra parece ter entrado em uma dinâmica parecida. Não pela música, mas pela forma como sua história recente vem sendo contada ao público. Anúncios fragmentados. Postagens enigmáticas. Saídas e retornos divulgados em sequência. A sensação não é de planejamento estratégico, mas de episódios semanais de um reality show sendo liberados para manter a casa movimentada. O paredão de Fabio Lione No BBB, o paredão é construído com tensão crescente. Primeiro a indicação, depois o contragolpe, o discurso e, por fim, a eliminação. A saída de Fabio Lione aconteceu em um timing curioso: em meio ao entusiasmo causado pela reunião da formação da era Rebirth. A euforia no...
Voodoo (1998) representa um momento particularmente interessante na trajetória de King Diamond. Distante do impacto revolucionário de Abigail (1987), mas igualmente comprometido com a narrativa conceitual, o álbum mostra um artista maduro, consciente de sua estética e disposto a aprofundar sua linguagem teatral dentro de uma moldura mais sombria e densa. A história ambientada na Louisiana de 1932 não é apenas pano de fundo exótico. O uso do vodu como elemento central permite a King explorar atmosferas pantanosas, quase sufocantes, que se refletem na construção musical. Há menos ênfase em refrões imediatos e mais investimento em climas prolongados, interlúdios narrativos e transições dramáticas. A abertura com “LOA House” já apresenta riffs cortantes e uma tensão constante, enquanto “Life After Death” desacelera para criar uma sensação espectral que dialoga diretamente com o enredo. O disco é guiado pelo trabalho refinado de Andy LaRocque, cujos riffs equilibram peso tradicional e...