4 de set de 2009

O bardo canadense na arena britânica

sexta-feira, setembro 04, 2009

Por Maurício Rigotto
Colecionador
Collector´s Room

Há cerca de um mês, exatamente no ápice do temor provocado pela pandemia mundial de Influenza A, a popular gripe suína, um casal de amigos, em férias de seus empregos, resolveu passar uma semana fazendo turismo em Buenos Aires.

A escolha deixou os amigos em polvorosa, não que a capital da Argentina não seja uma das mais belas cidades da América do Sul para se visitar, mas o momento os colocava na contramão da história, pois os primeiros casos de infecção pelo vírus por aqui se manifestaram justamente em pessoas que haviam passado por Buenos Aires recentemente, onde o surto estava em descomunal descontrole. A cidade estava praticamente deserta, os eventos foram cancelados, a rede hoteleira estava jogada as traças e todos evitavam ir para lá. Mesmo assim, esse casal de amigos encheu as mochilas com litros de álcool gel e embarcou para a capital portenha. Os amigos diziam: "Quando vocês voltarem, não nos visitem, apenas telefonem".

Quando retornaram, ele me ligou e perguntou: "Adivinhe o que eu trouxe de Buenos Aires?". Arrisquei: "Gripe suína?". Ele redargüiu: "Não, o DVD Leonard Cohen Live in London!". Fiquei empolgado, pois sou muito fã do bardo canadense, a ponto de esquecer os riscos e correr para assistir o tal DVD.


Leonard Cohen, nascido em 1934 em Montreal, província canadense de Quebec, em uma família judia de origem polonesa, é agora um senhor com 74 anos que há quinze anos não fazia uma turnê, desde que se converteu ao budismo, inclusive residindo por um tempo em um mosteiro. Não importa o que o motivou a voltar aos palcos, se foram os cinco milhões de dólares que o seu ex-empresário roubou-lhe, ou qualquer outro motivo, o que importa é que no dia 17 de julho de 2008 Cohen e sua excelente banda subiram ao palco do 02 Arena de Londres com grande entusiasmo, verve e paixão, para defronte a uma platéia lotada (vinte mil pessoas, incluindo o guitarrista do Pink Floyd, David Gilmour), fazer um show impecável de mais de duas horas e meia de duração.

Leonard Cohen continua com o mesmo charme e elegância que fizeram a sua fama. Trajando um terno risca de giz, ele educadamente agradece a multidão por várias vezes durante o concerto, sempre tirando o seu chapéu enquanto é aplaudido e ovacionado pela platéia. Seu humor ácido e seu lirismo poético permeiam seu extraordinário repertório, extraído de seus quarenta anos de carreira musical, desde a abertura com a magistral "Dance Me to the Ed of Love" e em clássicos como "Birn on the Wire"; "Everybody Knows"; "In My Secret Life"; "Who by Fire"; "Suzanne"; "Hallelujah"; "So Long, Marianne" e "Sisters of Mercy", que receberam interpretações magníficas por sua voz grave e rouca, permeada de emoção e poesia. Até mesmo quando tece comentários entre as canções ou quando apresenta os músicos da banda, Mr Cohen parece estar sempre declamando um de seus brilhantes poemas, recheados de cinismo e sarcasmo. Um dos melhores lançamentos do ano. Já tenho o meu exemplar em meu acervo.

Como Leonard Cohen é praticamente um desconhecido no Brasil, considero oportuno citar um pouco da sua trajetória. Aos 17 anos, inspirado em Garcia Lorca, passa a escrever seus primeiros poemas. Em 1956 lança seu primeiro livro de poesia
Let Us Compare Mythologies, seguido em 1961 por The Spice Box of Earth, que lhe conferiria fama internacional. Lançou em 1963 seu primeiro romance, The Favorite Game, seguido em 1964 pelo livro de poemas Flowers for Hitler e por seu segundo romance em 1966, Beaultiful Losers.

Já consagrado como escritor, somente em 1968, aos 34 anos, lança seu primeiro disco, Songs of Leonard Cohen, muito bem recebido por público e crítica, e se apresenta no Newport Folk Festival.

Leonard Cohen segue até hoje com sua proeminente carreira, lançando discos e livros que influenciaram, entre outros, Bob Dylan, Lou Reed, Elvis Costello, U2, Patti Smith e uma infinidade de pessoas.

3 de set de 2009

Podcast Collector´s Room #018: A História do Hard Rock e do Heavy Metal - Parte I

quinta-feira, setembro 03, 2009

Por Ricardo Seelig
Colecionador

A partir dessa edição, o podcast da Collector´s Room começará a contar, em alto e bom som, a história do hard rock e do heavy metal através das bandas, dos discos e das músicas que marcaram a trajetória destes dois gêneros tão apaixonantes.

Nossa viagem pelo tempo será feita de forma cronológica, passando de grupo em grupo, ano a ano, com comentários a respeito das bandas e das faixas que ajudaram a construir e a desenvolver o rock pesado.

Prepare-se, porque será uma longa jornada por caminhos muitas vezes nebulosos e escuros, mas estaremos sempre acompanhados de ótimos sons em nossa viagem.

Garantir a sua passagem nessa trip é muito fácil: é só clicar aqui para baixar e ouvir o primeiro programa. Portanto, aumente o volume do seu som, descubra novos grupos e reencontre velhos companheiros pelo caminho.

Sugestões e comentários são, mais do que nunca, muito bem-vindos.

Um grande abraço, e espero que vocês curtam fazer essa viagem comigo.


2 de set de 2009

Beatles também na capa da edição brasileira da Rolling Stone

quarta-feira, setembro 02, 2009

Por Ricardo Seelig
Colecionador

Conforme já noticiado pela Collector´s Room, os Beatles estampam a capa da última edição da Rolling Stone norte-americana, em uma matéria especial que investiga as razões pelas quais o grupo se separou.

Pois bem, o grupo também estará na capa da edição brazuca da revista, que traz, a princípio, o mesmo texto publicado na edição dos EUA, falando das razões que levaram à separação, uma geral nos lendários estúdios Abbey Road, a análise das novas versões remasterizadas dos discos do Fab Four (que chegam às lojas no dia 09 de setembro) e uma geral na versão do game Rock Band dedicado ao grupo.


A nova edição da Rolling Stone chega às bancas nos próximos dias, então é só preparar a cabeça para ler esse verdadeiro tratado, que deve agradar não só quem curte os Beatles, mas toda e qualquer pessoa que goste de música.

Charlie Watts deixa os Rolling Stones!

quarta-feira, setembro 02, 2009

Por Ricardo Seelig
Colecionador

Fontes próximas aos Rolling Stones confirmam que o baterista Charlie Watts anunciou a sua saída do lendário grupo, e não realizará mais gravações nem shows com a banda. Em seu lugar, os Stones contrataram o baterista Charlie Drayton, que já havia tocado com Keith Richards em sua carreira solo.

Segundo consta, Mick Jagger está muito animado com os novos projetos dos Stones, mas Watts, que já conta 68 anos, não estaria mais interessado em seguir o ritmo do grupo, preferindo relaxar com a família e realizando os seus projetos pessoais.

Dessa maneira, dos Rolling Stones originais restam apenas Jagger e Richards, a locomotiva criativa da banda. Musicalmente, Charlie Watts foi fundamental para a sonoridade dos Stones, com sua levada característica que marcou as canções do grupo desde a sua entrada no conjunto, em 1963.

Certamente uma notícia que pega os fãs dos Stones de surpresa, mas Watts bem que merece um descanso depois de décadas aguentando as loucuras de Jagger, Richards, Jones, Taylor, Wood e companhia.

1 de set de 2009

Roadie Crew #128: Immortal

terça-feira, setembro 01, 2009

Por Ricardo Seelig
Colecionador
Nova edição da revista Roadie Crew nas bancas, com a banda norueguesa Immortal na capa. Confira abaixo o que esse novo número da publicação traz para quem curte heavy metal e hard rock:


Matéria de capa: Immortal, com entrevistas com Abbath e Demonaz;

Entrevistas: God Dethroned, Voivod, Amorphis, As I Lay Dying, Ace Frehley, Pat Travers, HIM, Hellish War, Primordial e Hostile Inc.;

Background: Sepultura - Parte 1;

Backspage: 1969, um ano inesquecível para o rock;

Blind Ear: Van Williams (Nevermore);

ClassiCover: "Gimme Shelter" (Rolling Stones/Grand Funk Railroad);

ClassiCrew: Aerosmith (Night in the Ruts - 1979) e Terrorizer (World Downfall - 1989);

Eternal Idols: Midnight (Crimson Glory);

Hidden Tracks: King Kobra;

Live Evil: MSG, Joe Lynn Turner, Sinner/Primal Fear, Paul Di'Anno, Hatebreed, Masters of Rock Festival (República Tcheca) / Wacken Open Air - 20ª Edição;

Roadie Collection - Dream Theater;

Roadie Profile - David Reece (Gypsy Rose, ex-Accept);

Poster - Running Wild (W:O:A 2009).

Além disso, os tradicionais reviews de CDs e DVDs. Agora é esperar chegar nas bancas e postar aqui o que cada um achou dessa edição.

Bandas de Um Disco Só: Khan - Space Shanty (1972)

terça-feira, setembro 01, 2009

Por Ronaldo Rodrigues
Colecionador
Apresentador do programa Estação Rádio Espacial

A Banda

A história começa com o jovem Steve Hillage, que tinha abandonado a banda Arzachel em 1969 para continuar seus estudos (ao contrário da imensa maioria dos jovens músicos da época) na Universidade de Kent. Durante o período em que esteve estudando, Hillage continuou compondo e escrevendo, dentro de um período muito profícuo e inspirado, que refletiu no trabalho da banda Khan.

No final de 1970 ele chegou em Londres disposto a iniciar um novo projeto, recrutando para tal seu amigo baixista e vocalista Nick Greenwood, que tinha estrada com o maluquete Arthur Brown em seu Crazy World of Arthur Brown. Outros dois amigos de Nick se ajuntaram nessa primeira formação - Eric Peachey (baterista), que era da Dr. K's Blues Band, e o tecladista Dick Henningham. A idéia original era chamar Pip Pyle para a bateria, mas ele estava envolvido com o Gong naquela época.

Hillage aproveitou a amizade que cultivou com o pessoal do Caravan, na época da faculdade, para descolar um espaço no selo Deram e o empresariado de Terry King. Quando a banda estava para gravar seu primeiro registro, em novembro de 71, Dick Henningham pula fora. Segundo depoimento de Dave Stewart, esse cara tinha problemas pessoais e não conseguia conciliar os compromissos de banda com seu namoro (parece que a garota vetava as atividades do cara na banda aos domingos porque gostava de cozinhar um rango especial para ele).

A saída encontrada por Hillage para seguir em frente foi chamar o velho parceiro de Arzachel, Dave Stewart, que pilotava os teclados na banda Egg (formada pelos remanescentes do Arzachel). Stewart aceitou, visto a amizade com Hillage e o fato de ter gostado muito do material composto pelo amigo. A química entre a banda e o novo membro foi fantástica. A contribuição dos teclados de Stewart foi acachapante no disco e colaborou para elevar a música do Khan ao patamar de sofisticação e refinamento que hoje milhares de fãs de rock progressivo admiram. As gravações de Space Shanty seguiram rapidamente e foram concluídas ainda em 1971.


Antes de gravar o disco, a banda já estava com a cara na rua, tocando no circuito londrino e abrindo shows para grupos como Caravan, Steamhammer, Gnidrolog, Gary Wright e Audience, entre outros. Apenas em maio de 72 a Deram lança o disco Space Shanty. Em junho, a banda segue para uma tour promocional do LP, contando com o tecladista Val Stevens, que tinha entrado na banda em fevereiro. Em agosto de 72, após a derrocada do Egg, Dave Stewart volta a trabalhar com o Khan. Nessa altura, a formação já era outra - Steve Hillage, Eric Peachey, Nigel Griggs no baixo (que depois integraria o Split Enz) e Dave Stewart.

Esse vai-e-vem de músicos dificultou as coisas para a banda, que não conseguia dar continuidade aos seus trabalhos de divulgação do álbum. Mas mesmo assim, essa última formação começou a trabalhar em um novo material, que viria a ser aproveitado dentro do primeiro disco solo de Hillage, o clássico Fish Rising, 3 anos depois. O empresário Terry King era um cara bem esperto e acabava pressionando a banda a dar duro. Quem sentiu mais a pressão foi Hillage, ainda mais com o fato de não conseguir manter membros fixos no grupo para executar o complexo material do disco. Em outubro é a vez do próprio Steve Hillage desistir do lance e seguir para a Kevin Ayers' Band, integrando também depois o Gong. Daí a banda quebra de vez.

Nicholas Greenwood, o baixista e vocalista original da banda, já tinha algum material composto antes do início do Khan e depois que debandou foi para os EUA, onde registrou seu primeiro disco solo, Cold Cuts, que se transformou num item muito procurado por colecionadores de todo o mundo.

O Disco


Space Shanty é marcado por um talento promíscuo, disposto a traçar riffs poderosos e padronizados do hard rock, levadas jazzy, erudição clássica, senso improvisador com maestria instrumental e dote composicionista de melodias. Não há como escrever isoladamente de nenhuma música, trecho, solo instrumental ou acompanhamento porque aqui tudo é um monumental encontro de perfeições sonoras, seja nas entrelinhas ou naquilo que salta de imediato aos ouvidos. Um disco histórico, devocional, com o melhor do auge do rock progressivo dos anos setenta.

A banda consegue impressionar tanto pelas mágicas e cerebrais harmonias por sobre inconvencionais distribuições matemáticas de ritmo, quanto pela beleza descompromissada de simples acordes palpitados nas cordas de um violão. Há um espectro tão rico e belo de sonoridades de teclado (órgão e piano, sem sintetizadores) e guitarra (distorcida e acústica), tão intensamente explorado, que alcança o nível do cultuável. Nem virtuosismo, nem dramaticidade; nem inovação, nem mediocridade; nem improvisação, nem arranjismo. Nenhum elemento sequer beira o exagero, mas atua numa precisa (e muito rara) sinergia.

De cósmicas passagens vocalizadas aos riffs incisivos da guitarra sobre maciças pratadas e aos momentos de intervenção musical declaradamente livre, tudo acontece neste disco com perfeição. Os temas jazzistas são manejados com refinamento e há uma possante pegada rock ora ou outra interludiando uma cândida linha musical de guitarras ou teclados. As partes vocais, apoiadas em grande parte nos trechos suaves, são fantásticas em sua construção e, em boa parte do tempo, harmonizadas em duo. Há tanta variação e tanta fartura de boas idéias que não raro obriga o ouvinte a uma nova audição para uma melhor apreciação.


O disco foi relançado em CD apenas em 2004 e hoje também está disponível numa bela edição japonesa no formato digipack. Em vinil, apesar de não ser rara, uma cópia em bom estado abocanha uma quantia considerável de dinheiro.

Faixas:
A1 Space Shanty 8:59
A2 Stranded 6:35
A3 Mixed Up Man of the Mountains 7:14

B1 Driving to Amsterdam 9:22
B2 Stargazers 5:32
B3 Hollow Stone 8:16

Separe a grana para os novos lançamentos que estão chegando

terça-feira, setembro 01, 2009

Por Ricardo Seelig
Colecionador

Do black metal ao ska, passando por trilhas sonoras, classic rock e rock progressivo, não vão faltar novidades nas lojas nos próximos dias. Confira abaixo os discos que estão pintando por aí, que vão desde os novos trabalhos de veteranos como o Living Colour até box sets de grupos seminais, mas não tão badalados, como o Big Star.

Separe a grana que ótimas opções não faltam!

Megadeth - Endgame
Gênero: Thrash Metal
Lançamento: 15 de setembro

The Black Dahlia Murder - Deflorate
Gênero: Melodic Death Metal
Lançamento: 15 de setembro

Skinlab - Scars Between Us
Gênero: Heavy Metal
Lançamento: 15 de setembro

Dying Fetus - Descend Into Depravity
Gênero: Death Metal
Lançamento: 15 de setembro

Shadows Fall - Retribution
Gênero: Metalcore
Lançamento: 15 de setembro

Living Colour - The Chair in the Doorway
Gênero: Hard Rock
Lançamento: 15 de setembro

Big Star - Keep and Eye on the Sky (box )
Gênero: Rock
Lançamento: 15 de setembro

Lynch Mob - Smoke and Mirrors
Gênero: Hard Rock
Lançamento: 18 de setembro

Pearl Jam - Backspacer
Gênero: Rock
Lançamento: 20 de setembro

Nick Cave and Warren Ellis - White Lunar
Gênero: Trilha Sonora
Lançamento: 21 de setembro

Uriah Heep - Celebration: Forty Years of Rock
Gênero: Hard Rock
Lançamento: 21 de setembro

Evile - Infected Nations
Gênero: Thrash Metal
Lançamento: 21 de setembro

Gong - 2032
Gênero: Prog Rock
Lançamento: 21 de setembro

Madness - Total Madness
Gênero: Ska
Lançamento: 21 de setembro

Diablo Swing Orchestra - Sing-Along Songs for the Damned & Delirious
Gênero: Prog Metal
Lançamento: 21 de setembro

Danny Elfman - Taking Woodstock
Gênero: Trilha Sonora
Lançamento: 22 de setembro

Yoko Ono - Between My Head and the Sky
Gênero: Experimental
Lançamento: 22 de setembro

Marduk - Wormwood
Gênero: Black Metal
Lançamento: 24 de setembro

Destruction - The Curse of the Antichrist: Live in Agony
Gênero: Thrash Metal
Lançamento: 25 de setembro

Immortal - All Shall Fall
Gênero: Black Metal
Lançamento: 25 de setembro

Hangar - Infallible
Gênero: Heavy Metal
Lançamento: 26 de setembro

Andre Matos - Mentalize
Gênero: Heavy Metal
Lançamento: 26 de setembro

Arch Enemy - The Root of All Evil
Gênero: Melodic Death Metal
Lançamento: 28 de setembro

Ian Brown - My Way
Gênero: Britpop
Lançamento: 28 de setembro

Kraftwerk - The Catalogue (box com 8 discos)
Gênero: Electronic / Industrial
Lançamento: 28 de setembro

Paradise Lost - Faith Divides Us, Death Unites Us
Gênero: Gothic Metal
Lançamento: 28 de setembro

Rod Stewart - The Rod Stewart Sessions 1971-1998
Gênero: Classic Rock / Pop
Lançamento: 29 de setembro

Genesis - 1973-2007 Live
Gênero: Prog Rock / Pop
Lançamento: 29 de setembro

Foreigner - Can´t Slow Down
Gênero: Hard Rock / AOR
Lançamento: 29 de setembro

Steve Vai - Where the Wild Things Are
Gênero: Hard Rock / Fusion
Lançamento: 29 de setembro
P.S.: sai em CD e DVD

Alice in Chains - Black Gives Way to Blue
Gênero: Grunge
Lançamento: 29 de setembro

31 de ago de 2009

ICS Vortex e Mustis fora do Dimmu Borgir

segunda-feira, agosto 31, 2009

(Matéria publicada originalmente no Babblermouth)
(Tradução de Diego Camara e Emanuel Seagal, do
Whiplash!)

Mustis (nome real: Øyvind Mustaparta), até então tecladista da banda de black metal sinfônico Dimmu Borgir, colocou no ar a seguinte declaração:

"Atenção a todos os fãs do meu trabalho com o Dimmu Borgir: sinto que eu tenho que começar minha nota dizendo que a dedicação de vocês e o interesse em meu trabalho musical com o Dimmu Borgir tem sido muito apreciada por mim por muitos, muitos anos, e vocês tem me motivado a continuar com os trabalhos cada dia mais.

Estou informando a vocês que não estou mais associado à banda e deixei o grupo. Minha saída não foi totalmente da minha própria vontade, e senti que essa mudança era algo iminente para meu futuro. Meu tempo foi gasto vendo o fato de que muitas das músicas escritas por mim não haviam sido registradas propriamente com meu nome nos créditos. Apesar de o meu nome não aparecer em cada música, vamos dizer que uma grande parte de álbuns como Puritanical Euphoric Misanthropia e In Sorte Diaboli seriam bastante diferentes se eu não tivesse composto e criado o quanto criei.

Infelizmente, baseado nas falhas terríveis no processo de comunicação e na falta de raciocínio lógico do porque isso tinha sido feito desta forma, me encontrei batendo de parede em parede ao invés de encontrar uma solução profissional e razoável para o problema. Meus inquéritos e investigações sobre as questões que eu queria resolver fizeram com que no final eu fosse demitido do grupo. Sem discussões sobre isto, apenas "adeus", em uma mensagem de texto.

Posso dizer a vocês que isso não é uma disputa nova, e é algo que está acontecendo por alguns anos desde que meus direitos criativos individuais e respeto ao meu trabalho estão sendo negados. Nós iremos agora ver a resolução vinda dos advogados ao invés de lidar com mentiras em um nível pessoal. Não posso dizer mais sobre isso pois nós iremos entrar em uma área estritamente legal.

Digo aos meus fãs, que me motivam a criar grandes músicas sempre e sempre, que eles devem saber que eu irei continuar a fazer isto e retornarei em um futuro não tão distante com material que eu espero que alimente as necessidades deles.

Por último, gostaria de dizer que agradeço por suas notas e mensagens de apoio, e gostaria que vocês entendessem que não há mais muito a dizer sobre isto, e que eu não poderei responder cada mensagem que recebo. Farei meu melhor para postar sobre o que eu puder dividir com vocês, então se mantenham informados".


Mustis também afirmou, em uma mensagem anterior no seu MySpace, que ICS Vortex (vocais limpos, baixo; nome real: Simen Hestnæs) também havia sido demitido do Dimmu Borgir, informação esta que foi confirmada em nota posterior pela banda:

"Lamentamos informar que nos separamos de Vortex e Mustis . No entanto queremos deixar perfeitamente claro que a força criativa da banda está intacta, talvez ainda mais do que nunca. Com isso dito, estamos atualmente trabalhando no próximo álbum, e estamos ansiosos para iniciar um novo capítulo no legado que é o Dimmu Borgir."

Minha Coleção: Fábio Moyses - "Eu precisava ouvir tudo que eles tinham, precisava da capa, queria ler as informações do disco, a ficha técnica, tudo!"

segunda-feira, agosto 31, 2009

Por Ricardo Seelig
Colecionador
Collector´s Room

O Kiss é uma das bandas mais colecionáveis do mundo. Isso explica a grande quantidade de coleções do grupo que já mostramos aqui na Collector´s Room. Mas a verdade é que, assim como nenhum fã é igual ao outro, nenhuma coleção é igual à outra. Todas são únicas, belas e impressionantes por si só.

Com vocês Fábio Moysés, mais um Kissmaníaco que mostra, agora, todos os seus discos para a gente. Separe o babador porque a coisa é de cair o queixo!

Fábio, pra começar muito obrigado por ter aceito o convite para participar da Collector´s Room. Gostaria que você se apresentasse aos nossos leitores e já nos contasse quais são os seus artistas e estilos musicais preferidos.

Olá a todos os leitores da Collector´s Room. Meu nome é Fábio Moysés, tenho 36 anos, moro em São Paulo e sou colecionador de Kiss há quase 20 anos. Também sou baterista da banda Genocídio. Ouço metal e só metal. Minhas bandas preferidas são, além de Kiss, Black Sabbath, Metallica, Ramones, Motorhead, Sepultura, Dorsal Atlântica, Slayer e tantas outras.

Como você disse, você coleciona material do Kiss há quase vinte anos. Como você conheceu a banda e como se tornou um colecionador do grupo?

Eu conheci i Kiss durante a primeira passagem da banda pelo Brasil, em 1983. A exposição deles na mídia foi enorme, e foi inevitável para mim, um pivete de 10 anos na época, não ver e ouvir a banda na TV, no rádio, nas bancas de jornal, nos muros da cidade. Foi uma overdose. Comecei a gostar de Kiss a partir dessa época, e a conhecer outras bandas também. Mas comecei a colecionar Kiss de fato alguns anos depois, vendo a enorme quantidade de material que eles tinham. Era difícil repetir algum item.

Como foi a transição de um ouvinte tradicional para aquele ponto ou sensação de "putz, quero todos os discos dessa banda". Quando caiu a ficha e você percebeu que estava se tornando um colecionador?

Eu queria ouvir tudo que eles tinham, e odiava ouvir em cassete gravada em casa. Precisava da capa, queria ler as informações do disco, ficha técnica, etc. Quando comecei a ir a sebos e na Woodstock com um amigo, descobri as diferentes versões dos LPs do Kiss. A prensagem da época, da PolyGram, tinha alguns discos com o logo do Kiss alemão, com os "SS" em formato de "ZZ", e eu não gostava. Quando vi que as prensagens importadas e a nacional antiga (da Som Ind & Com) tinham esses mesmos discos com os logos "SS", eu pirei. Precisava ter aquilo! Deixava de comer, de sair, vendia carrinhos pra comprar os mesmos LPs do Kiss que eu já tinha, mas em versões diferentes. Foi aí.

Você lembra como foi o seu primeiro contato com a música, como você descobriu e se apaixonou pelo rock em geral? Cite o primeiro disco e o famoso marco inicial da sua coleção.

Quando eu era pequeno eu me lembro que rolava Ritchie, Ultraje a Rigor, RPM, e esse era o rock que eu conhecia e gostava. Antes disso eu gostava de Sidney Magal (risos). Mas meu primeiro disco de rock / metal foi o Creatures of the Night do Kiss, que meu pai me deu. Daí em diante, eu não parei mais. 


Quantos álbuns você possui e que outros itens formam a sua coleção, além dos discos e DVDs?

Minha coleção é essencialmente formada por LPs, CDs e DVDs. Tenho uns 600 itens no total.

Dentre os que você citou acima, quantos são do Kiss (ou afins)? De que outros grupos você possui bastante material?

CDs: São, aproximadamente, 450 CDs, incluindo os oficiais, box sets, singles e piratas, sendo:

- 200 LPs (oficiais, singles 12", piratas e box sets);
- 40 compactos 7";
- 80 cassetes (oficiais e singles):
- 100 DVDs e VHS:
- um cinzeiro do Kiss, pra não dizer que eu não tenho merchandising (risos).


E só coleciono Kiss. Das outras bandas tenho só os discos normais, se começar a colecionar alguma outra, tô ferrado (risos).

O amor pela banda gravado na pele

Outra característica da sua coleção, e que foge um pouco aos padrões dos colecionadores do Kiss, é que o seu acervo é focado em áudio, deixando um pouco de lado os milhões de itens de memorabília lançados pelo Kiss. Porque você fez essa opção?

Não curto muito memorabília / merchandising em geral, como calcinha, sutiãs, pneus, meias, porta-celulares, canecas, caixões, travesseiros de defuntos, roupas sadomasoquistas com logotipos de bandas de rock (risos). Eu gosto mesmo é de LP (principalmente) e CD.

Alguns grupos costumam lançar muitos singles, diferentes versões, além de diversos CDs "caça-níqueis". Estes itens costumam ser muito desejados entre os fãs. Você possui todas as versões de um mesmo disco ou se contenta apenas com uma? Se for só uma, qual versão você escolhe?

Ter absolutamente todas as versões de um disco específico do Kiss é praticamente impossível, a não ser os que tem somente uma edição, como o The Originals II, que teve somente uma prensagem no Japão, por exemplo, ou mesmo os que tiveram poucas prensagens, como o The Originals, que teve a primeira americana, uma japonesa, uma canadense, a segunda americana, e só. Esse eu tenho todas as prensagens, mais o promocional com selo branco. 


Misprint do Hotter Than Hell

Qual item você considera o mais valioso da sua coleção?


Eu tenho alguns itens raros. Vou listá-los abaixo. 


Todos em vinil:

- Kiss - 1ª prensagem americana de 1974 do primeiro LP, número de série NBLP 9001, sem a música “Kissin' Time”. Todas as outras prensagens desse disco, até hoje, tem essa música;

- Más Caliente que El Infierno - é a edição argentina do disco Hotter Than Hell, mas com uma capa totalmente diferente. Esse é um dos mais raros da minha coleção;

- Hotter Than Hell - 1ª prensagem americana, com o selo do lado B sem nada escrito. Esse tipo de erro é chamado de misprint, e é muito difícil de ser encontrado;

- En Vivo - é a edição argentina do Alive!, mas com uma capa totalmente diferente e que foi lançada em dois LPs separados;

- The Originals - com selo branco promocional e com todos os encartes;

- The Originals II - este é muito difícil de achar completo com as máscaras e com o OBI (faixa frontal característica dos LPs japoneses);

- The Originals III - uma caixa japonesa de LPs que é extremamente rara. Tem os nove primeiros LPs em vinil colorido, cada um de uma cor, e nenhum preto;

- Ace Frehley - disco solo do Aces de 1978, cuja capa foi impressa com uma coloração roxa na parte de trás, igual à do disco solo do Paul Stanley. Este é outro misprint;

- Animalize - ainda lacrado (1984);

- First Kiss, Last Licks - uma coletânea lançada para promover o LP Hot in the Shade, de 1989, e que foi somente enviada às rádios norte-americanas. Só há 800 cópias no mundo desse disco;

- Solo Albums Radio Assembly - uma coletânea feita para promover os discos-solos de 1978, e enviada somente às rádios americanas. 


Outros formatos:

- Rock and Roll Over - fita cassete da edição argentina que, a exemplo do Más Caliente que El Infierno, tem uma capa diferente;

- Kissin' Time - EP 7'' brasileiro com quatro músicas, de 1974;

- Rock and Roll all Nite - EP 7'' brasileiro com quatro músicas, de 1975;

- Startrax - EP australiano 7'' com 4 músicas;

- E Com Vocês o Maior Grupo de Rock do Mundo - EP brasileiro de 12'' com três músicas promocionais da primeira visita deles ao Brasil, em 1983. 


Killers brasileiro, japonês e alemão

Unmasked em várias versões diferentes

Diferentes versões do álbum Dynasty

Qual foi o maior número de álbuns que você comprou de uma única vez?


Acho que foram nove ou dez, do Kiss, pelo eBay.

Quantos álbuns em média você compra por mês?

Ultimamente, não muitos. Uma média de 4 ou 5 LPs.

Tem algum item que, só de alguém chegar perto, você já gela e morre de ciúmes, tem um carinho especial e não venderia de jeito nenhum?

Sim. Acho que toda coleção tem. Seria qualquer um dos Originals lá da lista. Os EPs brasileiros também.

Entre tudo o que você possui, quais foram os itens que deram mais trabalho para conseguir?

Com certeza o The Originals promocional, o The Originals II e o box The Originals III. O First Kiss, Last Licks também foi difícil, e o Más Caliente que El Infierno foi quase impossível (risos).

Creatures of the Night americano com vinil colorido e que brilha no escuro

Dressed to Kill (Vestidos para Matar), 2a prensagem argentina

Qual é o CD mais estranho da sua coleção?


Na verdade, considero o item mais curioso da minha coleção a passagem de avião, da United Airlines, que o Ozzy Osbourne usou quando veio fazer o Monsters of Rock em 1996. É legal ter comigo uma passagem que passou pala mão do Ozzy e da Sharon!

A sua coleção tem um limite? Você acha que, algum dia, vai parar de comprar discos porque acha que, enfim, tem tudo o que sempre quis ter? Você acha que esse dia chegará, ou ele não existe para um colecionador?

Eu acho que não. Coleções de bandas como Kiss, Beatles, Iron Maiden, que tem muito merchandising e versões diferentes de cada disco, não tem fim. Você desiste de completar ou morre antes (risos).

Já parou para pensar com quem os seus discos ficarão quando você estiver mais velho? Quem será o herdeiro da sua coleção no seu futuro?

Alguns vão comigo, já avisei (risos). Mas pretendo dividir com os amigos que dão valor aos itens. Acho que meu irmão vai ficar com grande parte, pois ele gosta também. Espero que ele não venda, pois deu muito trabalho pra conseguir (risos). Ou meu filho, se eu tiver e se ele curtir.

Como sua famíla lida com essa quantidade de discos?

Ninguém fala nada, não.

Fábio com uma de suas raridades

Você possui algum acervo de bootlegs? O que acha disso? Quais bootlegs de sua coleção você destacaria?


Eu tenho muitos, e acho bem legais bootlegs ao vivo. Pirataria é prejudicial, e hoje se confunde muito as duas coisas. Mas hoje em dia eles são bem menos difíceis de encontrar que há dez, quinze anos. Você consegue baixar qualquer coisa na internet, mas acho que os highlights da coleção são o primeiro e o último shows do Eric Carr com o Kiss; alguns shows antológicos, como o show em Anaheim de 1976; São Paulo 1983, que foi o último show de maquiagem da tour do Creatures of the Night, mas qualquer fã consegue isso na net hoje.

Sabemos que todo colecionador tem as suas manias. Alguns mais, outros menos, mas todos tem as suas. Como você guarda e conserva os seus LPs e CDs?

Nada muito especial, na verdade. Todos são mantidos na vertical, em plásticos limpos e, preferencialmente, novos. Quando pego um disco usado que está sujo, lavo com água e detergente neutro antes de ouvi-lo e guardá-lo. Nada demais.

Você empresta os seus discos ou emprestar é um verbo inconcebível com um colecionador?

Ninguém tira nenhum disco da minha casa se não me matar antes (risos)!

O box The Originals, fechado e aberto

Creatures of the Night americano e picture disc

Eu gostaria que você fizesse agora um top#5 com os itens do seu acervo que você mais curte.


- The Originals II;
- os EPs brasileiros;
- Creatures of the Night (meu primeiro LP, de 1983);
- (Music from) The Elder japonês, com a ordem das músicas totalmente diferente;
- Kiss, 1ª prensagem, sem “Kissin' Time”.


Todo colecionador tem as suas listinhas. É a tal síndrome de Alta Fidelidade. Quais são, para você, os dez melhores álbuns de todos os tempos?

1. Creatures of the Night - Kiss
2. Sabotage - Black Sabbath
3. God Hates Us All - Slayer
4. Master of Puppets - Metallica
5. Simoniacal - MX
6. Gateways to Annihilation - Morbid Angel
7. Chaos A.D. - Sepultura
8. Girls, Girls, Girls - Motley Crue
9. Brazil - Ratos de Porão
10. Mesmerize / Hypnotize - System of a Down

Alguns singles de 12"

Entre os álbuns do Kiss e de seus integrantes, sejam os atuais ou os que passaram pela banda em algum momento, quais são os seus discos favoritos?


- Rock and Roll Over (1976)
- Love Gun (1977)
- Paul Stanley (1978)
- Ace Frehley (1978)
- (Music From) The Elder (1981)
- Creatures of the Night (1982)
- Lick It Up (1983)
- Revenge (1992)
- Frehley's Comet - Frehley's Comet (1987)


E estou aguardando o Sonic Boom, novo álbum do Kiss. 


Que banda não te desce de jeito nenhum?

Eu odeio bandas de metal melódico. Nunca ouvi nenhuma que eu gostasse. Não dá!

O que você está ouvindo ultimamente e recomendaria para os nossos leitores?

Bandas brasileiras - The Famous Unknown, do Ancesttral; Image of Disorder, do Chaosfear; Homem Inimigo do Homem, do Ratos de Porão; Simoniacal, do MX; Sepultura antigo; e o The Clan, do Genocídio.

Bandas gringas - Gojira, The Way of All Flesh; tudo do Faith No More; Infini, do Voi Vod; Evangelion, do Behemoth; Static Tensions, do Kylesa; Mesmerize e Hypnotize, do System of a Down; e American Dream, do Walls of Jericho.

Os cobiçados singles de 7 polegadas

Qual é o item mais estranho da sua coleção, e também que álbum as pessoas ficariam surpresas em saber que você possui?


Eu tenho um LP do Ghengis Khan. Lembra dessa banda, que cantava "Moscow"? É muito velha. E o pior é que meu irmão também tem o mesmo disco!! (risos). Tenho o Revoluções por Minuto do RPM, mas não espalha (risos).

Qual item que você tem apenas para completar a coleção?

Acho que o Forbidden, do Black Sabbath. Esse disco é péssimo. O Reload do Metallica também, mas estão lá.

Se você tivesse que indicar algumas bandas, e alguns discos, para uma pessoa que nunca teve contato com o rock, o que indicaria?

- Deep Purple - Machine Head
- Led Zeppelin - Led Zeppelin IV
- Black Sabbath - Paranoid
- Kiss - Creatures of the Night
- Iron Maiden - Powerslave
- Metallica - Metallica
- Motorhead - Ace of Spades


O rock já está aí há mais de cinquenta anos, e passou por diversas fases nestes anos todos. Sendo assim, eu gostaria que você indicasse aos nossos leitores os álbuns que você recomenda das décadas de sessenta até hoje.

Bem, sem ser Kiss: 


- Anos 60 - Help! dos Beatles e Black Sabbath, do Black Sabbath;

- Anos 70 - Sabotage do Black Sabbath, Virgin Killer do Scorpions, Road to Ruin dos Ramones, Alive! e Love Gun do Kiss;

- Anos 80 - Ace of Spades do Motorhead, Harmony Corruption do Napalm Death, Reign in Blood do Slayer, Master of Puppets do Metallica, Into the Strange do Mutilator, I.N.R.I. do Sarcófago, Girls, Girls, Girls do Motley Crue, W.A.S.P. do W.A.S.P., Depression do Genocídio, Schizophrenia do Sepultura, Creatures of the Night e Lick It Up do Kiss;

- Anos 90 - The Real Thing do Faith No More, Vision Thing do Sisters of Mercy, Chaos A.D. do Sepultura, Revenge e Psycho Circus do Kiss;

- Anos 2000 - God Hates Us All do Slayer, Death Magnetic do Metallica, Through the Ashes of Empire do Machine Head.

Lick it Up e suas versões brasileira, argentina, canadense, americana e japonesa

Nestes anos todos esta paixão pela música certamente propiciou a você diversas experiências interessantes e curiosas. Quais foram as mais divertidas e quais foram os momentos mais inesquecíveis?


Olha, a forma que me fez descobrir ser fã de Kiss eu acho muito legal. Eu comecei a curtir os caras em 1983, quando vieram ao Brasil. Naquela época vivíamos numa ditadura e as informações eram escassas, de rock então, nem se fala. Lá pro fim do ano, meu pai estava ouvindo rádio e começou a passar um baita som pesado que me deixou de boca aberta. Tomei o rádio da mão dele e colei a orelha no aparelho, desacreditando no som, e não sabia o que era. Claro, era Kiss, com "Lick It Up". Aí eu descobri que essa banda tinha algo de muito especial pra mim. 
 


Algumas perguntinhas rápidas: Deep Purple ou Black Sabbath?

Black Sabbath.

Ozzy ou Dio?

Ambos são deuses.

Dickinson ou Dianno?

Dickinson.

Ace ou Tommy?

Ace, Ace e Ace!!!!!!!!!!!!

Peter Criss, Eric Carr ou Eric Singer?

Eric fucking Carr!!!

Tyketto ou Vaughn?

Na boa? Não fazem meu estilo (risos).

Simmons ou Stanley?

Almas gêmeas.

Um show ou CD?

Um show. O CD eu compro depois. 


Várias versões de Dressed to Kill

Na sua opinião, qual a importância do Kiss para a história do rock?

O Kiss foi a banda que melhor soube reunir música de qualidade e espetáculo no mundo do rock. Toda banda que assistia a um show do Kiss teria de superá-los. Eles viraram referência em termos de business e de promoção. Nenhuma banda conseguiu se promover como eles, e poucas conseguiram dar tantas voltas por cima durante a carreira como eles fizeram. O Kiss sempre surpreende seus fãs e chacoalha a mídia do mundo todo. Conseguiram se manter por 35 anos no topo e, quando decaíram, fizeram a maior reviravolta e chamaram a atenção de todo o mundo. Eles param as cidades onde tocam e proporcionam um dos maiores espetáculos da terra, sem demagogia. Poucos shows se comparam aos do Kiss. Só isso os credenciaria a ser uma das bandas mais importantes do mundo do rock e da música. E tem também o som. E que som!!!!!!!!

Mais uma vez muito obrigado por ter participado da Collector´s Room e parabéns pela coleção. Este espaço é seu, manda bala e deixa seu recado!

Agradeço muito a Collector´s Room pela oportunidade de mostrar minha coleção aos fãs. Quero agradecer ao meu irmão Ricardo, ao Luciano Sorrentino, ao Giba, ao Vina, ao Fabião e à Sílvia, ao Calza e a todos os amigos que, de alguma forma, contribuíram com a minha coleção do Kiss. Gostaria de deixar meu contato para fãs que queiram trocar idéias sobre material do Kiss: fabiomoyses@hotmail.com

Um abração, e apóiem o metal nacional! Temos bandas excelentes aqui.

ONLINE

PAGEVIEWS

PESQUISE