4 de fev de 2011

Rory Gallagher a um milhão de milhas de distância!

sexta-feira, fevereiro 04, 2011

Por Ricardo Seelig

"A Million Miles Away", lançada originalmente pelo guitarrista irlandês Rory Gallagher no álbum Tattoo, de 11 de novembro de 1973, é, na minha opinião, uma das mais belas canções já gravadas. A sua versão definitiva está no ao vivo Irish Tour '74, que chegou às lojas em 21 de julho de 1974.

O vídeo abaixo está no antológico DVD Irish Tour 1974, que se você tiver sorte como eu irá encontrar bem baratinho (no meu caso, meros R$ 10!) em uma loja perto de você.

Pra passar o final de semana curtindo, tranquilo e na boa!


Adele e a nova cara do soul!

sexta-feira, fevereiro 04, 2011

Por Ricardo Seelig

Nascida em 5 de maio de 1988, Adele tem apenas 22 anos, dois discos na bagagem e uma voz espetacular. A cantora inglesa natural de Londres tem tudo para crescer muito em 2011. Seu novo disco, o excelente 21, lançado no último dia 24 de janeiro - a estreia, 19, chegou às lojas no final de janeiro de 2008 -, está carregado não apenas de ótimas composições, mas também de faixas que, se bem trabalhadas, tem tudo para se transformar em hits gigantescos. Além disso, a bela Adele ainda fez uma versão arrepiante de "Lovesong", clássico do The Cure, e que você pode ouvir na Mixtape #002 da Collector´s.

A música que abre 21, "Rolling in the Deep", é um exemplo disso tudo. Nela, a cantora solta a voz maravilhosa que possui em um arranjo crescente que, quando o ouvinte menos espera, já o conquistou. Lá em dezembro, quando fizermos as listas de melhores do ano, "Rolling in the Deep" será lembrada como uma das músicas de 2011, assim como 21 será presença certa quando listarmos os melhores discos do ano.


Lançamentos da semana - 05 a 11/02/2011!

sexta-feira, fevereiro 04, 2011

Por Ricardo Seelig

Uma semana com ótimos lançamentos e excelentes capas!

Tem o debut do misterioso rapper e produtor Imakemadbeats, o country contemporâneo do Sugarland, o stoner inglês do Black Spiders, o jazz maluco misturado com world music do combo Shaw Lee´s Ping Pong Orchestra, mais jazz atual com Led Bid e Quasimode e jazz clássico com um relançamento do sempre genial Dave Brubeck, a excelente estreia da The Snakehandlers Blues Band, o Mott the Hoople capturado ao vivo na Suécia em 1971, Miles detonando Bitches Brew também ao vivo e muitos outros discos de dar água na boca!

Duvida? Então saca só!


3 de fev de 2011

Quando o clipe torna a música melhor ainda!

quinta-feira, fevereiro 03, 2011

Por Ricardo Seelig

Ainda falando sobre o White Stripes, que anunciou o encerramento de suas atividades ontem, um exemplo de como um clipe pode dar outra dimensão para uma música.

"The Hardest Button to Button" é, em sua essência, um hard blues que bebe claramente na sonoridade setentista - aliás, como a maioria das músicas do grupo. Lançada no dia 9 de dezembro de 2003 como terceiro single do álbum Elephant, a faixa se transformou em um dos maiores sucessos da banda, e grande parte desse impacto se deu devido ao seu videoclipe, um dos meus preferidos de todos os tempos.

Dirigido pelo genial Michel Gondry - sempre ele! - o clipe da canção é não menos que simples e sensacional! Brincando com cenas curtas de Meg e Jack White editadas no ritmo da música, virou referência de um sem número de comerciais, vinhetas e afins, e transformou uma canção que já era excelente em um clássico contemporâneo.

Nunca assistiu? Faz tempo que você não vê? Então aperte o play e delicie-se!


White Stripes: 15 fotos para lembrar a carreira da banda!

quinta-feira, fevereiro 03, 2011

Por Ricardo Seelig

Ontem, o mundo do rock foi sacudido com o anúncio do fim do White Stripes. O duo formado por Jack e Meg White foi um dos mais importantes grupos dos últimos dez anos, lançando álbuns marcantes e músicas que fizeram história, como o mega hit "Seven Nation Army".

Sem dúvida alguma, o White Stripes é (agora, foi) um dos maiores símbolos e ícones do rock atual. A carreira da banda tem ótimos discos como White Blood Cells (2001), Elephant (2003) e Icky Thump (2007), que valem uma audição atenta e rendem ótimos momentos para quem gosta de música.

Portanto, seja tirando a poeira dos discos do grupo ou ouvindo a sua música pela primeira vez, coloque a cerveja para gelar, aumente o volume e dê play em qualquer álbum dos caras.

A boa música agradece!


Robert Plant - Band of Joy (2010)

quinta-feira, fevereiro 03, 2011

Por Fabiano Negri

Cotação: *****

Desde o fim do Led Zeppelin, Robert Plant vem buscando em sua carreira solo diversificar sua música, explorando novos elementos e sonoridades. Isso resultou em uma trajetória que até o inicio dos anos 2000 teve mais pontos baixos do que altos. Alguns bons trabalhos e outros nem tanto – vide o terrível Now and Zen (1988).

Para nossa sorte, de uns tempos pra cá Plant não só achou seu porto seguro como lançou trabalhos indispensáveis para qualquer discografia. Após dois ótimos álbuns com a banda Strange Sensation – Dreamland (2002) e Mighty Rearranger (2005) –, gravou ao lado de Alisson Krauss o maravilhoso Raising Sand, que além de vender muito e faturar alguns prêmios Grammy, colocou o nome de Robert Plant novamente em evidência.

Sob o título de Band of Joy – nome de sua banda pré-Led –, o vocalista colocou no mercado um dos melhores trabalhos de 2010, e talvez o melhor de sua carreira. Num disco formado basicamente por versões – apenas a faixa “Central Two-O-Nine” tem a assinatura de Robert e do guitarrista Buddy Miller – a banda passeia pelo folk, blues, country e rock, dando ênfase aos timbres espetaculares e performances no mínimo brilhantes.


E mesmo no meio de tantas feras, quem acaba tendo o maior brilho é o próprio Golden God. Após algum tempo penando por não saber lidar com o que o tempo e os excessos fizeram com sua voz – com algumas sofríveis incursões pelo mundo da música oriental que, na minha opinião, tornaram suas vocalizações insuportáveis durante boa parte das décadas de 1980 e 1990 – o mestre deixou a síndrome de odalisca de lado e partiu para interpretações mais intimistas, privilegiando seu belíssimo timbre e senso de divisão único.

Não espere pelo hard áspero do Led Zeppelin. Band of Joy é um trabalho de beleza ímpar, sem pressa, que mistura leveza e densidade na medida certa. É muito bom ouvir uma banda sem ego, que toca seus instrumentos em favor da música. Some-se isso à produção impecável e temos um trabalho perfeito.

Espero que as pessoas superem o assunto Led Zeppelin e deixem o homem em paz nesse que é, sem dúvida, o segundo auge de sua carreira. E olha que são poucos os artistas que podem se dar ao luxo de ter dois auges!


1 Angel Dance 3:49
2 House of Cards 3:13
3 Central Two-O-Nine 2:49
4 Silver Rider 6:05
5 You Can't Buy My Love 3:10
6 Falling in Love Again 3:37
7 The Only Sound That Matters 3:44
8 Monkey 4:57
9 Cindy, I'll Marry You Someday 3:36
10 Harm's Swift Way 4:18
11 Satan Your Kingdom Must Come Down 4:12
12 Even This Shall Pass Away 4:02


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