30 de set de 2011

Decemberists: novo EP e cover do Grateful Dead

sexta-feira, setembro 30, 2011


O Decemberists, responsável por um dos melhores álbuns de 2011 – o ótimo The King is Dead -, anunciou o lançamento de um EP. O disquinho se chamará Long Live the King e terá apenas seis faixas, sendo que uma delas é uma versão para “Row Jimmy”, do Grateful Dead.

Confira abaixo o tracklist e depois de play, porque vale a pena:

  1. E. Watson
  2. Foregone
  3. Burying Davy
  4. I 4 U & U 4 Me
  5. Row Jimmy
  6. Sonnet

29 de set de 2011

Metallica e Lou Reed: como será a edição especial de 'Lulu'

quinta-feira, setembro 29, 2011

Lulu, o álbum da parceria entre o Metallica e Lou Reed, terá também uma edição especial. A 'deluxe edition' do disco virá turbinada com alguns itens especiais para os fãs.

Farão parte do pacote um tubo com 1,24 metros de altura por 13 centímetros de diâmetro, que trará um pôster de 1,2 x 1,6 metros com as letras das músicas, 3 fotografias no formato 50 x 50,8 cm produzidas por Anton Corbijn e o álbum duplo em embalagem digipack.

Para quem estranhou o fato de o disco ser duplo, é só dar uma olhada na duração das músicas no tracklist abaixo:

  1. Brandenburg Gate – 4:19
  2. The View – 5:17
  3. Pumping Blood – 7:24
  4. Mistress Dread – 6:52
  5. Iced Honey – 4:36
  6. Cheat on Me – 11:26
  7. Frustration – 8:33
  8. Little Dog – 8:01
  9. Dragon – 11:08
  10. Junior Dad – 19:28

Um belo item de colecionador, não é mesmo?




Angra: Edu Falaschi divulga comunicado oficial e lança imensa dúvida sobre o seu futuro na banda

quinta-feira, setembro 29, 2011

Edu Falaschi, vocalista do Angra, divulgou a seguinte nota em seu site oficial:


"Caros amigos, 


Finalmente, eu gostaria de esclarecer alguns fatos em relação a minha voz com toda a sinceridade, humildade e integridade que eu possa ter. Por mais de 20 anos eu trabalhei sem um dia de descanso dentro do heavy metal, do qual todos sabem do grau de dificuldade e das exigências técnicas do estilo. 


Ao entrar no Angra tive ainda que me adequar a uma forma de cantar particularmente aguda e totalmente fora da minha tessitura, e da grande maioria dos cantores! Na época, assumi a bronca e encarei toda a pressão. Porém, há 10 anos era bem mais fácil devido ao fator físico, empolgação e idade. Fui ano após ano sentindo, progressivamente, as dificuldades de se cantar algo tão agudo e fora da minha característica natural. Lutei até o fim! Fiz o possível e o impossível para continuar a cantar bem as músicas do Angra, principalmente as mais antigas, sempre em tons altos, pois o público do Metal Melódico sempre "exigiu" isso de nós cantores. Mas infelizmente, hoje, mais velho e mais experiente, devo assumir que não estou mais apto a cantar tão agudo. 


Estou extremamente cansado e sentindo o peso de tudo isso na minha própria voz, inclusive na região que sempre foi o meu forte! Sou um cantor barítono que domina a região dos médios, graves, drives e o canto com voz de peito com conotação mais agressiva, assim como eu fazia no Symbols e faço no Almah atualmente. Conquistei muitas coisas e construí grande parte da minha história vitoriosa com meu próprio perfil, que é o meu forte! 


Enfim, tomei uma decisão, pensando única e exclusivamente na saúde da minha voz e na integridade da minha carreira, que construí com tanta luta e dedicação. Após cumprir todas as atividades de divulgação do 'Motion', pré-agendadas até o fim do ano, vou parar por tempo indeterminado para finalmente descansar, e poder tratar definitivamente da minha saúde. 


Mas devo já salientar que, a partir de hoje, só vou cantar o que estiver dentro da minha tessitura natural, seja no Angra ou em qualquer outra banda, para o meu próprio bem! Quero voltar a ser o que eu realmente sou, em vez de ser o que as pessoas desejam que eu seja! 


Nesse meio tempo, vou seguir com minhas atividades como produtor e compositor, que são coisas que amo fazer, e que não atrapalharão em nada o progresso da minha recuperação. 


Muito obrigado do fundo do meu coração a todos os fãs que sempre me apoiaram e incondicionalmente me defendem! Farei sempre o meu melhor cantando e compondo por vocês e pela boa música, com toda minha verdade e emoção! 


Eis o primeiro passo de uma nova fase na minha vida! Tenho confiança no futuro, e serei sempre um apaixonado pelo estilo musical mais foda do mundo, o Heavy Metal!" 


Edu Falaschi faz o certo ao parar para tratar não só a sua saúde, mas, principalmente, a sua voz, que é o seu instrumento de trabalho. A apresentação da banda no último domingo, no Rock in Rio, mostrou que não é possível seguir do jeito que está.


Com essa declaração de Edu, fica a pergunta: e o futuro do Angra? Ele continua ou não na banda? Essa pausa para tratamento não tem um tempo definido. Ela começará só após os compromissos já agendados com o Almah para a promoção do bom Motion - ou seja, Falaschi só irá parar no início de 2012. Esse descanso pode levar apenas alguns meses ou, dependendo do estado de suas cordas vocais, um tempo um pouco maior, que pode se estender por um ou dois anos. 


Esse comunicado de Edu Falaschi atesta o que noticiamos domingo aqui na Collector´s Room, após o show do Angra no Rock in Rio: aquela foi, provavelmente, a última apresentação da banda com esse line-up, colocando um ponto final em mais um capítulo da história do grupo. Falaschi foi importante para o Angra e assumiu, além de um dos postos mais desejados do heavy metal brasileiro, uma tremenda bronca, pois substituir um vocalista com o carisma de Andre Matos é tarefa para poucos. O resultado disso está sendo visto agora, com o próprio Edu assumindo publicamente a dificuldade em cantar as músicas no tom original de Matos - altíssimo -, e o quanto isso detonou a sua voz.


Independente disso, o saldo de sua passagem pelo Angra foi positivo, com o lançamento de pelo menos dois discos clássicos: o platinado Rebirth (2001) e o espetacular Temple of Shadows (2004). O mediano Aurora Consurgens (2006) foi gravado com o grupo em uma de suas infinitas crises, que culminou com a saída de Aquiles Priester. E Aqua (2010) é um bom álbum, ainda que bastante inferior a Rebirth e Temple of Shadows.


O que irá acontecer com o Angra? Como o próprio Edu já antecipou, ele cantará, a partir de agora, somente da maneira que vem cantando no Almah. Imaginar as composições do Angra com esse estilo de voz é até possível, mas o resultado seria muito distante não só do que os fãs esperam ouvir, mas, principalmente, da maneira com que a banda sempre trabalhou. 


Por essa razão, a decisão mais acertada para a banda, na minha opinião, é procurar um novo vocalista, e um nome que se encaixaria perfeitamente no grupo é Nando Fernandes, ex-Hangar, que está sem banda e se dedicando somente a sua carreira solo. Seria uma decisão acertada para os dois lados: o Angra teria um vocalista adequado para a sua sonoridade, e Nando a merecida projeção e reconhecimento pelo seu grande talento.


Enfim, aguardemos as cenas dos próximos capítulos ...

28 de set de 2011

Slipknot: edição especial de 10 anos do álbum 'Iowa'

quarta-feira, setembro 28, 2011


Você que ficou impressionado com a espetacular apresentação do Slipknot no Rock in Rio, anote aí: o segundo álbum do grupo, Iowa, lançado originalmente em 28 de agosto de 2001, vai ganhar uma edição turbinada em comemoração aos seus dez anos de vida.

Considerado o melhor disco do grupo, Iowa volta às lojas dia 01/11 em uma edição tripla com 2 CDs e 1 DVD. O primeiro disco conta com o álbum original e uma versão alternativa de “My Plague”. O segundo CD traz o áudio das 18 faixas lançadas originalmente no DVD Disasterpieces, gravado em Londres em 2002. E, fechando o pacote, o DVD contém o documentário Goat, que conta a história da gravação do trabalho com diversas entrevistas com os músicos e imagens até então inéditas, além de quatro clipes gravados para faixas do disco.

Confira abaixo o tracklist completo e o trailer do lançamento:

CD 1 – Iowa
  1. (515)
  2. People = Shit
  3. Disasterpiece
  4. My Plague
  5. Everything Ends
  6. The Heretic Anthem
  7. Gently
  8. Left Behind
  9. The Shape
  10. I Am Hated
  11. Skin Ticket
  12. New Abortion
  13. Metabolic
  14. Iowa
  15. My Plague (New Abuse Mix)

CD 2 – Disasterpieces: Live in London 2002
  1. (515)
  2. People = Shit
  3. Liberate
  4. Left Behind
  5. Eeyore
  6. Disasterpiece
  7. Purity
  8. Gently
  9. Eyeless
  10. Drum Solo
  11. My Plague
  12. New Abortion
  13. The Heretic Anthem
  14. Spit It Out
  15. Wait and Bleed
  16. 742617000027
  17. (sic)
  18. Surfacing

DVD

Goat (documentário de 1 hora sobre o disco)

Videoclipes:
My Plague
Left Behind
The Heretic Anthem (Live)
People = Shit (Live)

R.E.M.: coletânea com faixas inéditas sairá em novembro

quarta-feira, setembro 28, 2011

O anúncio do encerramento das atividades do R.E.M. pegou todo mundo de surpresa, afinal a banda estava aparentemente bem e havia lançado um bom disco em 2011, Collapse Into Now. Para confortar os milhões de fãs que ficaram órfãos da noite para o dia, o grupo anunciou o lançamento de uma nova compilação.

Como o bem humorado título Part Lies, Part Heart, Parth Truth, Part Garbage: 1982 – 2011, a coletânea dupla chegará às lojas dia 15/11 e terá 40 faixas, sendo 3 delas inéditas: “A Month of Saturdays”, “We All Go Back to Where We Belong” e “Hallelujah”. Essas três canções foram gravadas em sessões após o lançamento do último disco do grupo, e contam com a produção de Jacknife Lee, responsável por Collapse Into Now.

Confira abaixo o tracklist:

CD 1
  1. Gardening at Night
  2. Radio Free Europe
  3. Talk About the Passion
  4. Sitting Still
  5. So. Central Rain
  6. (Don't Go Back To) Rockville
  7. Driver 8
  8. Life and How to Live It
  9. Begin the Begin
  10. Fall on Me
  11. Finest Worksong
  12. Its the End of the World as We Know It (And I Feel Fine)
  13. The One I Love
  14. Stand
  15. Pop Song 89
  16. Get Up
  17. Orange Crush
  18. Losing My Religion
  19. Country Feedback
  20. Shiny Happy People

CD 2
  1. The Sidewinder Sleeps Tonite
  2. Everybody Hurts
  3. Man on the Moon
  4. Nightswimming
  5. Whats the Frequency, Kenneth?
  6. New Test Leper
  7. Electrolite
  8. At My Most Beautiful
  9. The Great Beyond
  10. Imitation of Life
  11. Bad Day
  12. Leaving New Yoir
  13. Living Well is the Best Revenge
  14. Supernatural Superserious
  15. Überlin
  16. Oh My Heart
  17. Aligator Aviator Autopilot Antimatter
  18. A Month of Saturdays
  19. We All Go Back to Where We Belong
  20. Hallelujah

Deep Purple: crítica de 'Rapture of the Deep – Tour Edition' (2011)

quarta-feira, setembro 28, 2011

Nota: 8,5

Seis anos após o seu lançamento, Rapture of the Deep, o último álbum de inéditas do Deep Purple, volta às lojas em uma edição dupla especial. Décimo-oitavo disco de estúdio da lendária banda inglesa, uma das mais importantes e influentes do hard rock e do heavy metal, Rapture of the Deep é apenas o segundo trabalho em toda a sua carreira a não contar com o tecladista Jon Lord, substituído em 2002 por Don Airey.

O fato é que a entrada do ótimo Steve Morse no posto do genial e temperamental Ritchie Blackmore, somada à adição de Airey, rejuvenesceram o som do Purple, fazendo-o soar mais energético e vibrante. Dessa maneira, Rapture of the Deep segue a ótima qualidade apresentada no trabalho anterior, Bananas (2003). Don Airey sai da postura de reverência e respeito absoluto ao aposentado Lord e insere a sua personalidade mais incisivamente no som do Purple. O ápice do trabalho é a balada madura “Clearly Quite Absurd”, uma canção que exemplifica, em termos práticos, porque o Deep Purple ainda deve ser ouvido.

A versão especial dupla que chega agora ao mercado brasileiro via Hellion Records foi lançada originalmente em 2006, e traz o sub-título Tour Edition. O principal atrativo dessa edição turbinada é a faixa “MTV”, bônus em alguns países mas até então inédita aqui no Brasil. Nela, o Purple faz um contundente desabafo sobre como a indústria da música trata atualmente o rock clássico, e cujo exemplo maior ocorre na MTV, outrora uma emissora dedicada integralmente à música mas que hoje vive de reality shows e programas de qualidade duvidosa dirigidos ao público adolescente. O CD bônus traz ainda uma nova versão para a bela “Clearly Quite Absurd”, b-sides e versões ao vivo.

Rapture of the Deep – Tour Edition é, sem dúvida alguma, um item de colecionador. O material adicional acrescentado é de grande qualidade, o que, somado às faixas originais do disco, torna esse item um dos mais interessantes álbuns gravados pelo Deep Purple em muitos anos.

Se você ainda não tem, compre já. E, caso você já possua a versão normal do álbum, essa nova edição vale pelo conteúdo e, no caso específico dos colecionadores, por também trazer uma capa diferente da original.

Faixas:

CD 1
  1. Money Talks
  2. Girls Like That
  3. Wrong Man
  4. Rapture of the Deep
  5. Clearly Quite Absurd
  6. Don't Let Go
  7. Back to Back
  8. Kiss Tomorrow Goodbye
  9. MTV
  10. Junkyard Blues
  11. Before Time Began

CD 2
  1. Clearly Quite Absurd (New Version)
  2. Things I Never Said
  3. The Well – Dressed Guitar (Studio Version)
  4. Rapture of the Deep (Live)
  5. Wrong Man (Live)
  6. Highway Star (Live)
  7. Smoke on the Water (Live)
  8. Perfect Strangers (Live)

Metallica e Lou Reed: o que eu ouvi em “The View”

quarta-feira, setembro 28, 2011

Quando a parceria entre o Metallica e Lou Reed foi anunciada, a primeira reação que tive foi: “que merda”. A razão para isso foi que, para mim, seria inconciliável que duas sonoridades tão distintas conseguissem conviver harmonicamente, construindo algo de qualidade. Mas, ao ouvir o primeiro single do projeto, confesso que mudei de opinião.

Lulu, o disco que Reed e o Metallica gravaram juntos e que chegará às lojas no próximo dia 31 de outubro, estará sujeito a avaliação de dois grupos bastante extremistas. De um lado os fãs de Lou Reed, um dos maiores músicos da história do rock, fundador e líder de uma das bandas mais influentes do gênero – o Velvet Underground – e dono de uma carreira solo pra lá de consistente, ainda que pródiga a flertes esporádicos com sonoridades experimentais que, de um modo geral, deram com os burros n'água. O ápice disso é o inaudível Metal Machine Music, de 1975, que, quando muito, serve apenas para enfeitar a mesa de sua sala de estar.

No outro extremo temos os apreciadores do Metallica, ao lado do Black Sabbath e do Iron Maiden a banda mais influente da história do heavy metal e, em termos comerciais e número de vendas, indiscutivelmente o maior expoente do gênero em todos os tempos. Como todo fã de metal, os do Metallica também apresentam, de modo geral, uma visão conservadora e saudosista, que vai na contramão do que a banda aspira. Enquanto os fãs cultuam – de forma totalmente justa, que isso fique claro – os álbuns iniciais da carreira do grupo, o quarteto sempre se mostrou inquieto, levando o seu som para os mais diversos caminhos, expandindo as fronteiras do heavy metal em álbuns que nunca foram muito bem aceitos pelos fãs – vide a dupla Load e Reload.

No meio disso tudo, abstraídas as opiniões apaixonadas, resta a música, pura e simplesmente. E ela, ao contrário do que poderia se supor, não é ruim. “The View”, o primeiro single de Lulu, surpreende positivamente. Com riffs pesados e arrastados que remetem diretamente aos já citados e controversos Load e Reload, a faixa conta com os característicos vocais falados de Lou Reed, uma de suas marcas registradas. A interpretação de Reed é primorosa, narrando a letra como um conto, sendo interrompido de tempos em tempos por um raivoso James Hetfield cuspindo frases como “I am the root, I am the progress, I am the agressor”, em uma analogia explícita às gigantescas diferenças que existem entre o universo sonoro de Reed e do Metallica.

É como se, ao se unirem, tanto Reed como o Metallica saíssem ganhando. Lou recebe o acompanhamento poderoso de uma das maiores bandas da história da música, enquanto, para o Metallica, o benefício está não só na concretização das suas aspirações artísticas, mas, principalmente, no tão sonhado reconhecimento por executar um som mais sério e profundo – ainda que os fãs estejam pouco se importando com isso.

“The View” é uma boa música. Não é uma obra-prima, mas está longe de ser ruim. E, ao contrário do que todo mundo pensava, lança uma luz de esperança sobre um trabalho que, de modo geral, todos enxergavam com desconfiança. Confesso que, depois de escutá-la, minha curiosidade pelo disco completo cresceu assustadoramente.

Que o dia 31 de outubro, data em que se comemora o Halloween, chegue rápido e com boas notícias, e não com o pesadelo que, em um primeiro momento, parecia trazer.

27 de set de 2011

Iron Maiden: veja como será o novo DVD do grupo

terça-feira, setembro 27, 2011

Kevin Shirley, produtor do Iron Maiden, postou em seu site oficial a notícia de que o novo DVD do grupo já está mixado. O vídeo se chamará, muito provavelmente, Live in Santiago 2011, e deverá chegar às lojas somente em 2012.

Na última passagem da banda pela América do Sul cogitou-se que, além do show em Santiago, a apresentação em Buenos Aires também iria ser gravada, mas, pelo jeito, se isso aconteceu a banda preferiu as imagens da capital chilena.

Como o Iron Maiden tem lançado nos últimos anos sempre um DVD e um CD ao vivo de cada uma de suas turnês, é provável que Live in Santiago 2011 também saia em CD, mas essa informação ainda não está confirmada.

Confira abaixo as faixas tocadas no show que ocorreu em Santiago no último dia 10 de abril, e que devem formar o tracklist do novo DVD da Donzela:

  1. Satellite 15 … The Final Frontier
  2. El Dorado
  3. 2 Minutes to Midnight
  4. The Talisman
  5. Coming Home
  6. Dance of Death
  7. The Trooper
  8. The Wicker Man
  9. Blood Brothers
  10. When the Wild Wind Blows
  11. The Evil That Men Do
  12. Fear of the Dark
  13. Iron Maiden
  14. The Number of the Beast
  15. Hallowed Be Thy Name
  16. Running Free

Foreigner: crítica do álbum 'Can't Slow Down … When It's Live!' (2010)

terça-feira, setembro 27, 2011

Nota: 8,5

Registro da bem sucedida turnê do álbum Can't Slow Down (2009), que marcou a estreia do vocalista Kelly Hansen no lugar de Lou Gramm, Can't Slow Down … When It's Live! repassa a carreira do Foreigner e mostra que a banda ainda tem muita energia em cima do palco.

Duplo, o disco ganha lançamento nacional pela Hellion Records em CD duplo a preço de CD simples. Ou seja, você leva o dobro e paga por apenas um disco! O conteúdo dos disquinhos irá agradar os fãs do grupo, já que mostra a banda desfilando com grande autoridade os seus maiores hits, com uma segurança e um pique um tanto incomuns para artistas com décadas de estrada.

Hansen canta com imensa categoria não só as faixas que gravou originalmente, mas, sobretudo, o vasto catálogo de sucessos do Foreigner, não deixando um pingo de saudades de Gramm. Entre os destaques, menção mais que especial para “Waiting for a Girl Like You”, “Urgent” e a arrasa quarteirão “Hot Blooded”.

Can't Slow Down … When It's Live! prova na prática que o Foreigner, considerado por muitos o pai do AOR, está com o tanque cheio e grande apetite para seguir na estrada por mais alguns anos. A escolha de Kelly Hansen se consolida como acertada nesse duplo ao vivo, um disco ótimo e saboroso como um vinho da melhor safra.

Faixas:

CD1
  1. Double Vision
  2. Head Games
  3. Cold as Ice
  4. In Pieces
  5. Blue Morning, Blue Day
  6. Waiting for a Girl Like You
  7. When It Comes to Love
  8. Dirty White Boy
  9. Starrider

CD 2
  1. Feels Like the First Time
  2. Urgent
  3. Juke Box Hero
  4. Long, Long Way From Home
  5. I Want to Know What Love Is
  6. Hot Blooded
  7. Can't Slow Down (bonus track)

26 de set de 2011

Porque o Brasil não tem um festival exclusivo de heavy metal?

segunda-feira, setembro 26, 2011


Ontem, mais de 100 mil fãs de heavy metal assistiram a noite dedicada ao som pesado no Rock in Rio. Pessoas de todo o país, que se deslocaram milhares de quilômetros até o Rio de Janeiro para presenciar uma apresentação espetacular do Slipknot e um show antológico do Metallica (desde já, o melhor do festival), além de performances excelentes do Korzus e do Sepultura, que mostraram o quão bom e forte é o metal produzido em nosso país - a despeito da apresentação risível do Angra e o equivocado Gloria.


Nessa hora, a pergunta é inevitável: se 100 mil headbangers de todo o Brasil não economizaram para estar ontem no Rock in Rio, porque não existe um festival dedicado exclusivamente ao heavy metal em nosso país? Falta de público é que não é, correto? Disputas entre os dois ou três empresários que monopolizam o mercado de shows de metal em nosso país? Pode ser. Falta de um espaço apropriado? Claro que não!


Já passou da hora de o Brasil, que se orgulha da sua paixão pelo heavy metal e é um dos maiores mercados para o gênero em todo o mundo, ter um grande festival anual dedicado totalmente ao estilo. O local apropriado seria São Paulo, não apenas o principal centro 'metálico' do país, mas também uma das maiores capitais para o heavy metal no planeta.


Se existisse um festival assim, você iria? É claro que iria!


Então, o que falta para isso acontecer?

25 de set de 2011

O fim do Angra no pior show do Rock in Rio

domingo, setembro 25, 2011


Confirmando o que já era dado como certo nos bastidores, o Angra fez uma das piores apresentações da sua carreira e, seguramente, o pior show dessa edição do Rock in Rio. Com o guitarrista Kiko Loureiro de malas prontas para morar na Europa com a família e o vocalista Edu Falaschi dando entrevistas deixando clara a sua insatisfação com o estágio atual do grupo, o quinteto entrou no palco do Rock in Rio nesse domingo sem clima algum entre os integrantes. Para piorar, Edu cantou propositadamente de má vontade e muito abaixo de suas capacidades, demonstrando a sua insatisfação com os demais integrantes do grupo e, sobretudo, e sua falta de profissionalismo com os fãs que estavam ali presentes.


Um triste fim para essa segunda encarnação do grupo, que gravou pelo menos dois discos essenciais - Rebirth e Temple of Shadows. Kiko, o dono da marca Angra ao lado do também guitarrista Rafael Bittencourt, como já disse no parágrafo anterior, está de mudança para a Europa, onde passará a residir. Isso, certamente, irá alimentar nos fãs saudosistas rumores sobre uma possível volta do cantor original, Andre Matos, que também mora atualmente no Velho Mundo, o que não deve acontecer, já que a relação entre ambos é bastante conturbada. Rafael deverá seguir com o seu projeto solo, enquanto Edu colocará todos os seus esforços no Almah, que acaba de lançar seu novo disco, o bom Motion. Felipe Andreolli (companheiro de Falaschi no Almah) e Ricardo Confessori são músicos contratados, então acabam de perder o emprego.


É impossível dizer qual será o futuro do Angra. O certo é que Edu Falaschi não cantará mais na banda, pois não tem mais clima para isso. Não há nenhum anúncio oficial a respeito ainda, mas essa é a verdade. Um final triste e, acima de tudo, constrangedor, para um dos maiores e mais importantes nomes da história do heavy metal brasileiro, que, ao invés de aproveitar a oportunidade de tocar em um festival com a imensa visibilidade do Rock in Rio, foi incapaz de vencer os seus infinitos problemas e conflitos internos e implodiu em pleno palco, ao vivo e em rede nacional.


Uma pena. Só nos resta aguardar as cenas dos próximos capítulos. Ah, e se você tiver estômago, assista o vídeo abaixo, uma das piores performances que já tive o desprazer de ouvir:


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