O
Decemberists, responsável por um dos melhores álbuns de 2011 – o
ótimo The King is Dead -, anunciou o lançamento de um EP. O
disquinho se chamará Long Live the King e terá apenas seis faixas,
sendo que uma delas é uma versão para “Row Jimmy”, do Grateful
Dead.
Confira
abaixo o tracklist e depois de play, porque vale a pena:
Stevie
Wonder fez um show sublime ontem, no Rock in Rio. Um dos momentos
mais marcantes aconteceu quando Stevie chamou a sua filha Aisha para
cantar “Garota de Ipanema”, surpreendendo o público, que cantou
a letra junto, emocionando a banda.
Lulu,
o álbum da parceria entre o Metallica e Lou Reed, terá também uma
edição especial. A 'deluxe edition' do disco virá turbinada com
alguns itens especiais para os fãs.
Farão
parte do pacote um tubo com 1,24 metros de altura por 13 centímetros
de diâmetro, que trará um pôster de 1,2 x 1,6 metros com as letras
das músicas, 3 fotografias no formato 50 x 50,8 cm produzidas por
Anton Corbijn e o álbum duplo em embalagem digipack.
Para
quem estranhou o fato de o disco ser duplo, é só dar uma olhada na
duração das músicas no tracklist abaixo:
Edu Falaschi, vocalista do Angra, divulgou a seguinte nota em seu site oficial:
"Caros amigos,
Finalmente, eu gostaria de esclarecer alguns fatos em relação a minha voz com toda a sinceridade, humildade e integridade que eu possa ter. Por mais de 20 anos eu trabalhei sem um dia de descanso dentro do heavy metal, do qual todos sabem do grau de dificuldade e das exigências técnicas do estilo.
Ao entrar no Angra tive ainda que me adequar a uma forma de cantar particularmente aguda e totalmente fora da minha tessitura, e da grande maioria dos cantores! Na época, assumi a bronca e encarei toda a pressão. Porém, há 10 anos era bem mais fácil devido ao fator físico, empolgação e idade. Fui ano após ano sentindo, progressivamente, as dificuldades de se cantar algo tão agudo e fora da minha característica natural. Lutei até o fim! Fiz o possível e o impossível para continuar a cantar bem as músicas do Angra, principalmente as mais antigas, sempre em tons altos, pois o público do Metal Melódico sempre "exigiu" isso de nós cantores. Mas infelizmente, hoje, mais velho e mais experiente, devo assumir que não estou mais apto a cantar tão agudo.
Estou extremamente cansado e sentindo o peso de tudo isso na minha própria voz, inclusive na região que sempre foi o meu forte! Sou um cantor barítono que domina a região dos médios, graves, drives e o canto com voz de peito com conotação mais agressiva, assim como eu fazia no Symbols e faço no Almah atualmente. Conquistei muitas coisas e construí grande parte da minha história vitoriosa com meu próprio perfil, que é o meu forte!
Enfim, tomei uma decisão, pensando única e exclusivamente na saúde da minha voz e na integridade da minha carreira, que construí com tanta luta e dedicação. Após cumprir todas as atividades de divulgação do 'Motion', pré-agendadas até o fim do ano, vou parar por tempo indeterminado para finalmente descansar, e poder tratar definitivamente da minha saúde.
Mas devo já salientar que, a partir de hoje, só vou cantar o que estiver dentro da minha tessitura natural, seja no Angra ou em qualquer outra banda, para o meu próprio bem! Quero voltar a ser o que eu realmente sou, em vez de ser o que as pessoas desejam que eu seja!
Nesse meio tempo, vou seguir com minhas atividades como produtor e compositor, que são coisas que amo fazer, e que não atrapalharão em nada o progresso da minha recuperação.
Muito obrigado do fundo do meu coração a todos os fãs que sempre me apoiaram e incondicionalmente me defendem! Farei sempre o meu melhor cantando e compondo por vocês e pela boa música, com toda minha verdade e emoção!
Eis o primeiro passo de uma nova fase na minha vida! Tenho confiança no futuro, e serei sempre um apaixonado pelo estilo musical mais foda do mundo, o Heavy Metal!"
Edu Falaschi faz o certo ao parar para tratar não só a sua saúde, mas, principalmente, a sua voz, que é o seu instrumento de trabalho. A apresentação da banda no último domingo, no Rock in Rio, mostrou que não é possível seguir do jeito que está.
Com essa declaração de Edu, fica a pergunta: e o futuro do Angra? Ele continua ou não na banda? Essa pausa para tratamento não tem um tempo definido. Ela começará só após os compromissos já agendados com o Almah para a promoção do bom Motion - ou seja, Falaschi só irá parar no início de 2012. Esse descanso pode levar apenas alguns meses ou, dependendo do estado de suas cordas vocais, um tempo um pouco maior, que pode se estender por um ou dois anos.
Esse comunicado de Edu Falaschi atesta o que noticiamos domingo aqui na Collector´s Room, após o show do Angra no Rock in Rio: aquela foi, provavelmente, a última apresentação da banda com esse line-up, colocando um ponto final em mais um capítulo da história do grupo. Falaschi foi importante para o Angra e assumiu, além de um dos postos mais desejados do heavy metal brasileiro, uma tremenda bronca, pois substituir um vocalista com o carisma de Andre Matos é tarefa para poucos. O resultado disso está sendo visto agora, com o próprio Edu assumindo publicamente a dificuldade em cantar as músicas no tom original de Matos - altíssimo -, e o quanto isso detonou a sua voz.
Independente disso, o saldo de sua passagem pelo Angra foi positivo, com o lançamento de pelo menos dois discos clássicos: o platinado Rebirth (2001) e o espetacular Temple of Shadows (2004). O mediano Aurora Consurgens (2006) foi gravado com o grupo em uma de suas infinitas crises, que culminou com a saída de Aquiles Priester. E Aqua (2010) é um bom álbum, ainda que bastante inferior a Rebirth e Temple of Shadows.
O que irá acontecer com o Angra? Como o próprio Edu já antecipou, ele cantará, a partir de agora, somente da maneira que vem cantando no Almah. Imaginar as composições do Angra com esse estilo de voz é até possível, mas o resultado seria muito distante não só do que os fãs esperam ouvir, mas, principalmente, da maneira com que a banda sempre trabalhou.
Por essa razão, a decisão mais acertada para a banda, na minha opinião, é procurar um novo vocalista, e um nome que se encaixaria perfeitamente no grupo é Nando Fernandes, ex-Hangar, que está sem banda e se dedicando somente a sua carreira solo. Seria uma decisão acertada para os dois lados: o Angra teria um vocalista adequado para a sua sonoridade, e Nando a merecida projeção e reconhecimento pelo seu grande talento.
Enfim, aguardemos as cenas dos próximos capítulos ...
Você
que ficou impressionado com a espetacular apresentação do Slipknot
no Rock in Rio, anote aí: o segundo álbum do grupo, Iowa,
lançado originalmente em 28 de agosto de 2001, vai ganhar uma edição
turbinada em comemoração aos seus dez anos de vida.
Considerado
o melhor disco do grupo, Iowa
volta às lojas dia 01/11 em uma edição tripla com 2 CDs e 1 DVD. O
primeiro disco conta com o álbum original e uma versão alternativa
de “My Plague”. O segundo CD traz o áudio das 18 faixas lançadas
originalmente no DVD Disasterpieces,
gravado em Londres em 2002. E, fechando o pacote, o DVD contém o
documentário Goat,
que conta a história da gravação do trabalho com diversas
entrevistas com os músicos e imagens até então inéditas, além de
quatro clipes gravados para faixas do disco.
Confira
abaixo o tracklist completo e o trailer do lançamento:
O
anúncio do encerramento das atividades do R.E.M. pegou todo mundo de
surpresa, afinal a banda estava aparentemente bem e havia lançado um
bom disco em 2011, Collapse Into Now. Para confortar os
milhões de fãs que ficaram órfãos da noite para o dia, o grupo
anunciou o lançamento de uma nova compilação.
Como
o bem humorado título Part Lies, Part Heart, Parth Truth, Part
Garbage: 1982 – 2011, a coletânea dupla chegará às lojas dia
15/11 e terá 40 faixas, sendo 3 delas inéditas: “A Month of
Saturdays”, “We All Go Back to Where We Belong” e “Hallelujah”.
Essas três canções foram gravadas em sessões após o lançamento
do último disco do grupo, e contam com a produção de Jacknife Lee,
responsável por Collapse Into Now.
Confira
abaixo o tracklist:
CD
1
Gardening
at Night
Radio
Free Europe
Talk
About the Passion
Sitting
Still
So.
Central Rain
(Don't
Go Back To) Rockville
Driver
8
Life
and How to Live It
Begin
the Begin
Fall
on Me
Finest
Worksong
Its
the End of the World as We Know It (And I Feel Fine)
Seis
anos após o seu lançamento, Rapture of the Deep, o último álbum
de inéditas do Deep Purple, volta às lojas em uma edição dupla
especial. Décimo-oitavo disco de estúdio da lendária banda
inglesa, uma das mais importantes e influentes do hard rock e do
heavy metal, Rapture of the Deep é apenas o segundo trabalho em toda
a sua carreira a não contar com o tecladista Jon Lord, substituído
em 2002 por Don Airey.
O
fato é que a entrada do ótimo Steve Morse no posto do genial e
temperamental Ritchie Blackmore, somada à adição de Airey,
rejuvenesceram o som do Purple, fazendo-o soar mais energético e
vibrante. Dessa maneira, Rapture of the Deep segue a ótima qualidade
apresentada no trabalho anterior, Bananas (2003). Don Airey sai da
postura de reverência e respeito absoluto ao aposentado Lord e
insere a sua personalidade mais incisivamente no som do Purple. O
ápice do trabalho é a balada madura “Clearly Quite Absurd”, uma
canção que exemplifica, em termos práticos, porque o Deep Purple
ainda deve ser ouvido.
A
versão especial dupla que chega agora ao mercado brasileiro via
Hellion Records foi lançada originalmente em 2006, e traz o
sub-título Tour Edition. O principal atrativo dessa edição
turbinada é a faixa “MTV”, bônus em alguns países mas até
então inédita aqui no Brasil. Nela, o Purple faz um contundente
desabafo sobre como a indústria da música trata atualmente o rock
clássico, e cujo exemplo maior ocorre na MTV, outrora uma emissora
dedicada integralmente à música mas que hoje vive de reality shows
e programas de qualidade duvidosa dirigidos ao público adolescente.
O CD bônus traz ainda uma nova versão para a bela “Clearly Quite
Absurd”, b-sides e versões ao vivo.
Rapture
of the Deep – Tour Edition é, sem dúvida alguma, um item de
colecionador. O material adicional acrescentado é de grande
qualidade, o que, somado às faixas originais do disco, torna esse
item um dos mais interessantes álbuns gravados pelo Deep Purple em
muitos anos.
Se
você ainda não tem, compre já. E, caso você já possua a versão
normal do álbum, essa nova edição vale pelo conteúdo e, no caso
específico dos colecionadores, por também trazer uma capa diferente
da original.
Quando
a parceria entre o Metallica e Lou Reed foi anunciada, a primeira
reação que tive foi: “que merda”. A razão para isso foi que,
para mim, seria inconciliável que duas sonoridades tão distintas
conseguissem conviver harmonicamente, construindo algo de qualidade.
Mas, ao ouvir o primeiro single do projeto, confesso que mudei de
opinião.
Lulu,
o disco que Reed e o Metallica gravaram juntos e que chegará às
lojas no próximo dia 31 de outubro, estará sujeito a avaliação de
dois grupos bastante extremistas. De um lado os fãs de Lou Reed, um
dos maiores músicos da história do rock, fundador e líder de uma
das bandas mais influentes do gênero – o Velvet Underground – e
dono de uma carreira solo pra lá de consistente, ainda que pródiga
a flertes esporádicos com sonoridades experimentais que, de um modo
geral, deram com os burros n'água. O ápice disso é o inaudível
Metal Machine Music, de 1975, que, quando muito, serve apenas
para enfeitar a mesa de sua sala de estar.
No
outro extremo temos os apreciadores do Metallica, ao lado do Black
Sabbath e do Iron Maiden a banda mais influente da história do heavy
metal e, em termos comerciais e número de vendas, indiscutivelmente
o maior expoente do gênero em todos os tempos. Como todo fã de
metal, os do Metallica também apresentam, de modo geral, uma visão
conservadora e saudosista, que vai na contramão do que a banda
aspira. Enquanto os fãs cultuam – de forma totalmente justa, que
isso fique claro – os álbuns iniciais da carreira do grupo, o
quarteto sempre se mostrou inquieto, levando o seu som para os mais
diversos caminhos, expandindo as fronteiras do heavy metal em álbuns
que nunca foram muito bem aceitos pelos fãs – vide a dupla Load
e Reload.
No
meio disso tudo, abstraídas as opiniões apaixonadas, resta a
música, pura e simplesmente. E ela, ao contrário do que poderia se
supor, não é ruim. “The View”, o primeiro single de Lulu,
surpreende positivamente. Com riffs pesados e arrastados que remetem
diretamente aos já citados e controversos Load e Reload, a
faixa conta com os característicos vocais falados de Lou Reed, uma
de suas marcas registradas. A interpretação de Reed é primorosa,
narrando a letra como um conto, sendo interrompido de tempos em
tempos por um raivoso James Hetfield cuspindo frases como “I am
the root, I am the progress, I am the agressor”, em uma
analogia explícita às gigantescas diferenças que existem entre o
universo sonoro de Reed e do Metallica.
É
como se, ao se unirem, tanto Reed como o Metallica saíssem ganhando.
Lou recebe o acompanhamento poderoso de uma das maiores bandas da
história da música, enquanto, para o Metallica, o benefício está
não só na concretização das suas aspirações artísticas, mas,
principalmente, no tão sonhado reconhecimento por executar um som
mais sério e profundo – ainda que os fãs estejam pouco se
importando com isso.
“The
View” é uma boa música. Não é uma obra-prima, mas está longe
de ser ruim. E, ao contrário do que todo mundo pensava, lança uma
luz de esperança sobre um trabalho que, de modo geral, todos
enxergavam com desconfiança. Confesso que, depois de escutá-la,
minha curiosidade pelo disco completo cresceu assustadoramente.
Que
o dia 31 de outubro, data em que se comemora o Halloween, chegue
rápido e com boas notícias, e não com o pesadelo que, em um
primeiro momento, parecia trazer.
Kevin
Shirley, produtor do Iron Maiden, postou em seu site oficial a
notícia de que o novo DVD do grupo já está mixado. O vídeo se
chamará, muito provavelmente, Live in Santiago 2011, e deverá
chegar às lojas somente em 2012.
Na
última passagem da banda pela América do Sul cogitou-se que, além
do show em Santiago, a apresentação em Buenos Aires também iria
ser gravada, mas, pelo jeito, se isso aconteceu a banda preferiu as
imagens da capital chilena.
Como
o Iron Maiden tem lançado nos últimos anos sempre um DVD e um CD ao
vivo de cada uma de suas turnês, é provável que Live in Santiago
2011 também saia em CD, mas essa informação ainda não está
confirmada.
Confira
abaixo as faixas tocadas no show que ocorreu em Santiago no último
dia 10 de abril, e que devem formar o tracklist do novo DVD da
Donzela:
Registro
da bem sucedida turnê do álbum Can't Slow Down (2009), que marcou a
estreia do vocalista Kelly Hansen no lugar de Lou Gramm, Can't Slow
Down … When It's Live! repassa a carreira do Foreigner e mostra que
a banda ainda tem muita energia em cima do palco.
Duplo,
o disco ganha lançamento nacional pela Hellion Records em CD duplo a preço de CD simples. Ou seja, você leva o dobro e paga por apenas um disco! O conteúdo dos disquinhos irá agradar os fãs do
grupo, já que mostra a banda desfilando com grande autoridade os
seus maiores hits, com uma segurança e um pique um tanto incomuns
para artistas com décadas de estrada.
Hansen
canta com imensa categoria não só as faixas que gravou
originalmente, mas, sobretudo, o vasto catálogo de sucessos do
Foreigner, não deixando um pingo de saudades de Gramm. Entre os
destaques, menção mais que especial para “Waiting for a Girl Like
You”, “Urgent” e a arrasa quarteirão “Hot Blooded”.
Can't
Slow Down … When It's Live! prova na prática que o Foreigner,
considerado por muitos o pai do AOR, está com o tanque cheio e
grande apetite para seguir na estrada por mais alguns anos. A escolha
de Kelly Hansen se consolida como acertada nesse duplo ao vivo, um
disco ótimo e saboroso como um vinho da melhor safra.
Ontem, mais de 100 mil fãs de heavy metal assistiram a noite dedicada ao som pesado no Rock in Rio. Pessoas de todo o país, que se deslocaram milhares de quilômetros até o Rio de Janeiro para presenciar uma apresentação espetacular do Slipknot e um show antológico do Metallica (desde já, o melhor do festival), além de performances excelentes do Korzus e do Sepultura, que mostraram o quão bom e forte é o metal produzido em nosso país - a despeito da apresentação risível do Angra e o equivocado Gloria.
Nessa hora, a pergunta é inevitável: se 100 mil headbangers de todo o Brasil não economizaram para estar ontem no Rock in Rio, porque não existe um festival dedicado exclusivamente ao heavy metal em nosso país? Falta de público é que não é, correto? Disputas entre os dois ou três empresários que monopolizam o mercado de shows de metal em nosso país? Pode ser. Falta de um espaço apropriado? Claro que não!
Já passou da hora de o Brasil, que se orgulha da sua paixão pelo heavy metal e é um dos maiores mercados para o gênero em todo o mundo, ter um grande festival anual dedicado totalmente ao estilo. O local apropriado seria São Paulo, não apenas o principal centro 'metálico' do país, mas também uma das maiores capitais para o heavy metal no planeta.
Se existisse um festival assim, você iria? É claro que iria!
Confirmando o que já era dado como certo nos bastidores, o Angra fez uma das piores apresentações da sua carreira e, seguramente, o pior show dessa edição do Rock in Rio. Com o guitarrista Kiko Loureiro de malas prontas para morar na Europa com a família e o vocalista Edu Falaschi dando entrevistas deixando clara a sua insatisfação com o estágio atual do grupo, o quinteto entrou no palco do Rock in Rio nesse domingo sem clima algum entre os integrantes. Para piorar, Edu cantou propositadamente de má vontade e muito abaixo de suas capacidades, demonstrando a sua insatisfação com os demais integrantes do grupo e, sobretudo, e sua falta de profissionalismo com os fãs que estavam ali presentes.
Um triste fim para essa segunda encarnação do grupo, que gravou pelo menos dois discos essenciais - Rebirth e Temple of Shadows. Kiko, o dono da marca Angra ao lado do também guitarrista Rafael Bittencourt, como já disse no parágrafo anterior, está de mudança para a Europa, onde passará a residir. Isso, certamente, irá alimentar nos fãs saudosistas rumores sobre uma possível volta do cantor original, Andre Matos, que também mora atualmente no Velho Mundo, o que não deve acontecer, já que a relação entre ambos é bastante conturbada. Rafael deverá seguir com o seu projeto solo, enquanto Edu colocará todos os seus esforços no Almah, que acaba de lançar seu novo disco, o bom Motion. Felipe Andreolli (companheiro de Falaschi no Almah) e Ricardo Confessori são músicos contratados, então acabam de perder o emprego.
É impossível dizer qual será o futuro do Angra. O certo é que Edu Falaschi não cantará mais na banda, pois não tem mais clima para isso. Não há nenhum anúncio oficial a respeito ainda, mas essa é a verdade. Um final triste e, acima de tudo, constrangedor, para um dos maiores e mais importantes nomes da história do heavy metal brasileiro, que, ao invés de aproveitar a oportunidade de tocar em um festival com a imensa visibilidade do Rock in Rio, foi incapaz de vencer os seus infinitos problemas e conflitos internos e implodiu em pleno palco, ao vivo e em rede nacional.
Uma pena. Só nos resta aguardar as cenas dos próximos capítulos. Ah, e se você tiver estômago, assista o vídeo abaixo, uma das piores performances que já tive o desprazer de ouvir: