3 de out de 2012

O conto do vigário do metáu nassionau

Era uma vez um país tropical localizado na América do Sul. Estamos em meados da década de 1980, e Monte Pascoal, o tal país latino-americano, arrasta-se em um longo processo de abertura política, saindo de décadas sob o comando de uma ditadura militar que fechou suas portas para o mundo. Nesse cenário onde tudo era muito diferente do que é hoje em dia, é anunciado um grande festival de música. Pela primeira vez, a juventude de Monte Pascoal teve a oportunidade de assistir grandes shows de bandas como Iron Maiden, Ozzy Osbourne, Whitesnake, AC/DC e inúmeros outros. E o estrago estava feito.

O festival citado pode ser considerado o marco zero para o crescimento e divulgação do heavy metal nesse pitoresco país tropical. Nesse cenário, onde revistas sobre música eram raríssimas, um empresário do principal estado da federação tem a ideia de lançar uma publicação mensal dedicada exclusivamente ao som pesado. Criativamente, batiza o seu novo empreendimento com o nome de Brigada do Rock, junta alguns amigos e começa a escrever sobre heavy metal (primordialmente) e hard rock (em menor quantidade). 

Era uma época mais ingênua, e os textos da Brigada do Rock refletiam esse momento, com o uso de uma linguagem repleta de preconceito com qualquer som que não fosse, na opinião da revista, o mínimo pesado e “verdadeiro” como eles acreditavam que deveria ser. Tais textos, lidos hoje em dia, parecem obras de crianças de quarta-série, mas naquela época serviram de doutrina para a juventude que curtia som pesado em Monte Pascoal.

A revista de Artur Pereira, o nome verdadeiro do dono da Brigada do Rock, cresceu rapidamente e se estabeleceu não apenas como uma das principais publicações musicais de Monte Pascoal, mas também como uma das mais respeitadas revistas da América do Sul. E aí começaram os problemas. 

Motivados por esse sucesso, os caras resolveram criar um selo para lançar os discos dos grupos estrangeiros naquelas terras quentes. Batizada como Brigada do Rock Gravações, a gravadora começou a colocar nas lojas álbuns que antes só estavam disponíveis em caríssimas edições importadas. E, para promover esses discos, os redatores da Brigada do Rock foram orientados a sempre falar bem desses lançamentos. No início ninguém deu muita bola para isso, mas logo os leitores começaram a se questionar e a reclamar da incômoda e repetida característica. Os textos publicados na Brigada do Rock sempre davam, no mínimo, uma nota 8 para qualquer lançamento da Brigada do Rock Gravações, fosse ele bom, mediano ou péssimo. E, apesar de a qualidade de ensino não ser reconhecidamente das melhores em Monte Pascoal, os leitores da revista estavam longe de ser burros e começaram questionar essa postura. Artur Pereira e seus funcionários simplesmente ignoraram a reação negativa, e seguiram em frente como se tal postura fosse a coisa mais natural do mundo.

Com os negócios indo de vento em popa, Arturzinho, como era conhecido na cena, teve mais uma ideia. Um dia, caminhando pelas ruas de Paulo Santo, a maior cidade de Monte Pascoal e onde a Brigada do Rock tinha a sua sede, passou em frente a uma escola de música e ouviu um som interessante vindo lá de dentro. Entrou e ficou surpreso com um garoto cabeludo com o mesmo nome de um personagem coadjuvante em uma popular série mexicana que passava todos os dias no segundo canal mais assistido do país, dono de uma técnica impressionante na guitarra. O tal garoto queria ser estrela do rock, e Arturzinho viu no menino a oportunidade de ter a sua própria banda. Assim, foi atrás de outros jovens como ele e, após encontrar cinco adolescentes com as mesmas aspirações, colocou-os em uma sala e começou a falar. O discurso de Arturzinho foi claro: a banda que nascia ali teria o apoio total e irrestrito da Brigada do Rock e faria o som que estava na moda na época, batizado no exterior como power metal mas que em Monte Pascoal, para ajudar na divulgação do estilo, a Brigada do Rock iria chamar de metal melódico. Em suas claras instruções, Arturzinho deixou claro que os pirralhos não precisavam ser amigos, apenas tocar juntos e fazer shows. Ele já sabia que o garoto com nome de coadjuvante mexicano tinha um ego do tamanho do mundo e queria ser tudo, menos coadjuvante.

Batizada com o nome de uma usina nuclear localizada no estado de Rio do Começo do Ano, a banda rapidamente caiu no gosto dos fãs de metal de Monte Pascoal, amparada pela forte divulgação da Brigada do Rock. Mas, é claro, como já havia ficado claro para Arturzinho desde o começo, o ego de seu guitarrista com nome de coadjuvante de seriado mexicano causou uma implosão, com a banda indo para os ares. Rapidamente a situação foi remediada, trazendo um prodígio para a bateria, um novo baixista e um cantor conhecido por falar pelos cotovelos. Com a nova formação, a banda com nome de usina pareceu entrar nos eixos novamente, e gravou alguns de seus melhores discos. Mas daí o ego do guitarrista encontrou um concorrente no do baterista, que se retirou para o seu próprio grupo, chamado Abrigo. Um pouco mais tarde, o falante cantor deu com a língua nos dentes algumas vezes, foi protagonista de uma das piores performances vocais da última edição do festival que deu origem a toda essa cena, e foi mandado embora do conjunto.

No meio desse furacão, a popularidade da Brigada do Rock despencou. Procurando alternativas para colocar a revista novamente no topo, Arturzinho e seus novos companheiros - novos, já que os antigos foram um a um se retirando da publicação, insatisfeitos com os rumos dados por Pereira para a revista - decidiram tornar a linha editorial da Brigada do Rock mais abrangente, cobrindo também o rock alternativo e toda uma nova cena de bandas que vinha da chuvosa cidade norte-americana de Seattle. É claro que essa decisão não agradou os leitores da revista, que foram criados por anos de textos radicais sobre música, que pregavam que nada era melhor ou superior ao glorioso e mágico heavy metal. Assim, lentamente e de maneira decadente, a Brigada do Rock foi se reduzindo e hoje é pouco mais do que um mero site e uma revista “mensal” que sai, no máximo, duas vezes por ano. E o seu braço fonográfico, a Brigada do Rock Gravações, caiu em desgraça pelas constantes forçadas de barra que promoviam bandas ruins como sendo a última bolacha recheada do pacote.

Nesse meio tempo, outro empresário de Paulo Santo sentiu que havia uma oportunidade no mercado. Conhecido como Vicentinho, criou uma nova revista e a chamou de Assistentes de Palco. Com uma linha editorial que privilegiava os nomes clássicos e que apresentavam um som “correto” - ou seja, tradicional e pouco avesso a inovações -, a Assistentes de Palco logo cresceu e tomou o mercado que era da Brigada do Rock, estabelecendo-se como a principal publicação dedicada ao hard rock e ao heavy metal em Monte Pascoal.

Sem concorrência e achando que a batalha estava ganha, a Assistentes de Palco se acomodou e começou a decair. Em um caso que ficou conhecido em todo o país, seu principal redator e seu editor-chefe trocaram farpas em público. Após perder o seu melhor colaborador, a Assistentes de Palco se viu em um mato sem cachorro e, tentando suprir a enorme falta na equipe, chamou alguns fãs que conheciam muito sobre o trabalho de seus grupos do coração mas pouco sobre o que era jornalismo, para fazerem parte de seu cast.

O resultado era previsível para qualquer um, apesar da, mais uma vez, reconhecidamente baixa competência da educação de Monte Pascoal. Os textos caíram de qualidade, e o nível de exigência da Assistentes de Palco tombou assustadoramente. Avaliados por fãs apaixonados e não com o distanciamento recomendável a um jornalista sério, a seção de reviews da revista começou a distribuir notas 8 e 9 a dar com pau, chegando a tal discrepância que, em algumas edições, 90% dos discos lançados naquele mês eram considerados clássicos. Alguns textos acabaram se tornando exercícios involuntários de redação, listando o maior número possível de elogios em um espaço limitado.

Aliado a tudo isso e supridos por uma efervescente oferta de novas opções espalhadas pela web, os fãs de música pesada de Monte Pascoal começaram a comprar cada vez menos revistas, desiludidos com o baixo nível que tanto a Assistentes de Palco quanto a Brigada do Rock haviam chegado. Embarcando sem medo nessa van, a maioria trocou as “notícias” e “reviews” pra lá de suspeitos das revistas pelos comentários rápidos e certeiros dos sites.

No meio disso tudo, tentando trazer de volta a magia dos festivais que haviam servido de base para toda aquela cena, dois “empresários” promoveram, em um distante estado de Monte Pascoal, um evento chamado MOA - Mais Ouvintes Atraiçoados, onde anunciaram 40 bandas e apenas 10 tocaram. Não fosse isso o bastante, uma das principais gravadoras dedicadas ao heavy metal no tal país tropical foi pega falsificando e fazendo cópias piratas dos discos que deveria vender de maneira oficial e correta em nosso país.

Passados quase trinta anos, o heavy metal continua sendo um dos gêneros musicais mais populares de Monte Pascoal. Milhões de fãs apaixonados pelo estilo povoam as ruas das principais cidades do país, promovendo na base do boca a boca o estilo. E, por mais que Arturzinhos, Vicentinhos e outros tentem fazer as coisas do seu jeito e se comportem como coronéis do século XIX enviando jagunços para ameaçar e subjugar quem denuncia as suas “estratégias mercadológicas”, o amor dos monte pascualinos pelo heavy metal é maior do que todas as suas picaretagens e trambiques, juntos.

Fim.

* Este conto é uma obra de ficção. Qualquer semelhança com nomes, fatos ou pessoas é apenas coincidência. Portanto, ninguém deve se sentir ofendido pelas tramas que a criativa mente do escritor fez surgir pelo caminho. *

31 comentários:

Gustavo Roos disse...

Ricardo, tu é foda e tem coragem pra caramba. Passei a te admirar ainda mais após ler esse texto.

Spock disse...

ótimo texto!

André Luiz disse...

Totalmente genial!

André Luiz disse...

Totalmente GENIAL!

Bruno Sousa disse...

Texto sensacional.

Parabéns, Ricardo.

Jayme Lettermam disse...

Cadão, primeiramente, parabéns pelo ótimo texto e principalmente pela coragem de não ter rabo preso com ninguém.Agora nessa história faltou 2 revistas importantes que não foram faladas no texto.A primeira é a revista Metal, que era boa, mas a Brigada fazia questão de descer a lenha neles e rotularam eles de "poser".
A segunda é a melhor revista que eu já li de metal no Brasil chamava-se Vahalla,capitaniada pelo Eliton Tomasi,(falavam não apenas de metal mas de cinema, livros e comportamento) pena que durou pouco.
Acho a Collectors muito parecida(linha editorial) com a Vahalla, por isso passo aqui sempre e leio seus posts.
Assinei a Brigada por vários anos e depois passei a comprar em bancas, fui perceber toda essa história já meio tarde, pois a revista já havia simplesmente se tornado um fã-clube-magazine da banda Portogalo(se é que vc me entende).
Passei a comprar os Assistentes, mas logo notei que já seguiam pela mesma linha e desanimei totalmente, fiquei mais de 5 anos só ouvindo coisas antigas sem saber de nenhuma novidade.(apesar de visitar um site que iniciava "O Chicotada")Tudo isso no inicio dos '00.
Faltou falar também na armação do dono da Brigada com o Portogalo, acho que pela mesma situação da Nuclear Blast em que faziam cds na Argentina , mas produziam muito mais de forma pirata e sem prestar contas.
Vergonha Total
Abração

franklin leüenröth disse...

caro jayme lettermam,concordo totalmente com você. a valhalla era a melhor revista de rock n roll do brasil!!
pena q acabou,mas era u mtesão ler a revista de cabo a rabo...
também tinha um jornal de rock progressivo chamado metamusica(algo assim) q também era ótimo...
ah e parabéns pelo texto ricardo!

Culto e Grosso disse...

Ótima literatura, mas no entanto, péssimo em conteúdo. O autor fala em pouco conhecimento de "jornalismo", no entanto ele se baseou apenas em sua percepção e opiniaõ. Isso tipo de "crítica pela crítica", era uma das coisas que eu mais "criticava" e pontuava aos meus alunos do curso de Jornalismo de uma universidade onde eu dava aula.

tiagorolim78 disse...

G-E-N-I-A-L!!!
Parabéns Cadão. Vc sabe que sou um antigo frequentador do Siter, mas desde que vc se voltou mais e mais pro Metal eu meio que o deixei de lado. Mas depois de sua reavaliação e seu afastamento este meio podre e viciado me vejo brindado por textos maravilhosos como este.

Aumenta que isso aí é Rock n' Roll! disse...

Ricardo..

Mais uma vez parabéns pelo texto. Jornalismo independente e sem o rabo preso com ninguém, com coragem pra dar a cara a tapa. "Tô" contigo e não abro.

Ideologia Rock disse...

Mensagem cifrada! Foda! Um de seus melhores textos Ricardo, parabéns!

Rodrigo Simas disse...

Precisa falar alguma coisa... PERFEITO!!!

HARISSOM SILVEIRA disse...

Texto espetacular ... por isso vale a pena ler a Collectors diariamente.

HARISSOM SILVEIRA disse...
Este comentário foi removido pelo autor.
cleibsom disse...

Seelig, a Rock Brigade e a Roadie Crew são reféns da mentalidade True Metal européia, elas não criaram nada apenas reproduziram aqui um comportamento europeu, basicamente alemão. Basta olhar o Wacken para descobrir de onde vem essa ideologia infantil. Estas revistas atualmente não têm força nenhuma para influenciar o mercado brasileiro e seu conto chuta cachorro morto. A história está ai para que os mesmos erros não sejam repetidos e toda e qualquer revista de metal que surgir daqui para frente, se quiser ter alguma relevância, terá que seguir uma linha editorial diferente. Rock Brigade e Roadie Crew cumpriram um papel no cenário nacional mas já estão mortas mesmo sem saber, vamos deixá-las descansarem em paz!

Leandro disse...

Se tudo isso for verdade, simplesmente o fã de metal deve boicotar essas figuras.
Porém como saber se isso tudo é verdade, ou pior: meia verdade?
Não temos como saber.
O jornalista não cita fontes, declarações, entrevistas... Não sabe-se como isso foi apurado.
Cade você, Verdade? Apareça?

Danilo Alves disse...

Culto e Grosso, infelizmente não foram expostas aqui opiniões mal fundamentadas. É simples de encontrar material que comprove tudo aquilo que ele comentou, isso sem fazer pesquisas muito profundas. Eu mesmo disponho de documentos suficientes para assinar embaixo de tudo que foi dito no conto; e acredito que a fonte mais antiga é datada de 2010.
Sugiro (caso se interesse) que confira entrevistas sobre os primórdios da referida banda e as edições mais atuais das revistas citadas acima; certamente haverá de concordar com a crítica. A narrativa do conto só não subestima a capacidade do leitor headbanger em conhecer a situação do cenário nacional do Metal, prescindindo de menções à fontes.
Abraço.

Heitor Barros disse...
Este comentário foi removido pelo autor.
Heitor Barros disse...

Esse foi um dos melhores, senão o melhor, post da Collectors Room.

Uma coisa que nenhum desses integrantes pode reclamar é de não ter sido ajudados pelas revistas brasileiras, afinal, houve uma época que o power metal melódico invadiu tanto que dava uma dor lá por baixo...

Todos queriam tocar como o Kiko, cantar como o André Matos (até meio esquecido) e seu sucessor. Para piorar, o brasileiro ele é bastante fervoroso para tudo que não é importante. como: novela, bbb e outras coisas mais, o que na época gerou rodinhas de "metaleiros" que chegavam a brigar para saber quem tinha a voz mais bonita... Os vocalistas da banda com nome de usina ou a Mariah Carey.

Enfim... Em um país de uma educação não tão boa e no qual os fãs absurdamente cegos, é bastante difícil manter uma mente aberta para debates saudáveis sobre mídias abusivas e outras coisas mais.

De qualquer forma, fiquei um pouco surpreso em não ver você comentando algo sobre o episódio bem complicado que se passou Jô Soares.

Ali tivemos 3 problemas que gerou um quarto...

- O baterista que se propondo divulgar o trabalho concordou em deixar de lado o seu objeto de trabalho,
- A produtora que tentou moldar o programa,
- O entrevistador que podia ter mudado um pouco o tom da entevista.

O quarto problema gerado? Bem... Os fãs que só veem um único lado, ou o do apresentador ou o do músico.

Rafael disse...

Desnecessário... totalmente desnecessário... atirou para todos os lados e não vai acertar alvo nenhum... as verdades jamais serão confirmadas, a situação não vai mudar e com isso apenas o autor está se queimando por aí com fama de fofoqueiro. Admiro seu trabalho, mas este "post" sobre um conto fictício do passado não mexerá com o futuro.

Pablo S. Neto (ElDeablo) disse...

Bom texto, realmente engraçado em algumas partes, mas concordo que esta atirando em cachorro morto.

No Monte Pascoal nada muda, nada mudará e agora temos sites/blogs/podcasts/rádios com os mesmos maneirismos e protecionismo citados no texto e o pior, alguns são tão passionais que esquecem do principal, MÚSICA BOA. Tem tanta banda ruim no mercado que da nojo e me deixa nervoso(tsc).

Sorte nossa que no Monte Pascoal existem muitas bandas que estão na batalha e com talento, talvez essa história mude um dia, enquanto isso não acontece eu leio os textos do CollectorsRoom que são ótimos e esse não fugiu da regra.

Continue assim, sem rabo preso com ninguém, abraço!

Cristiano Olderground disse...

Legal teu texto, Ricardo! Bem escrito e com uma visão crítica bem clara, cujos alvos já conhecemos bem. Porém, volto a reiterar algo que já disse aqui em outro comentário a um post seu: essa cena heavy metal que vc denuncia não é mesma cena que eu conheço há mais de 25 anos. O problema é que vc está tentando dar uma cara mais sincera e honesta a um meio em que essas quilidades não existem: o mainstream. E elas não existem simplesmente pq a lógica do mainstream é a mesma do mundo do capital em que vivemos: ganhar dinheiro. Eu já deixei de assinar a Roadie faz um bom tempo e não me faz falta nenhuma, pois busco informações em fanzines (sim, feitos a mão e xerocados...eles ainda existem!), livros (vários têm sido pulbicados nos últimos anos), webzines independentes e com as próprias bandas. Ficar esperando pela sinceridade da grande mídia ou das gravadoras coligadas talvez seja mera perda de tempo...Longa vida ao UNDERGROUND!

Rafael disse...

Cara ... nada menos do que sensacional este texto !!! Parabéns ...

Rafael disse...

Nada menos que sensacional ...foda pela coragem e criatividade !!!

BUscariolli disse...

E ae Ricardo
Você bem que podia publicar mais contos nessa linha né? Dar mais detalhes da gravadora que foi pega fazendo cópias piratas dos discos que deveria vender legalmente (não vi nenhum site falando desse caso), falar mais sobre os jagunços a serviço da Assistente de Palco e etc.
Tenho certeza que você têm ""imaginação"" pra ""criar"" mais contos nessa linha.

Luiz Diego disse...

Ricardo, eu não entendo o porquê da sua indignação com a Roadie. Você já chegou até a colaborar na revista em algums reviews e Roadie Collection. OK, concordo referente a nota das resenhas dos discos serem sempre altas e de darem prioridade a capas com bandas "maiores e clássicas", mas fora isso, a revista abrange bem as mais variadas vertentes do rock e é um prato cheio para quem curte o(s) estilo(s).

Remo Colomba disse...

Ricardo, este foi um dos melhores textos que já li sobre o chamado metal nacional. Parabéns, parabéns e parabéns novamente!!!!!!!! É realmente incrível como determinadas pessoas acham que somos acéfalos: revistas querendo enfiar goela abaixo de todos seus próprios interesses, esquecendo de seu objetivo principal, que deveria ser informar de maneira isenta; demagogo que cria o "Dia do Metchauuuuu", se auto intitula o "Cavalerio da Salvação do Movimento" e posta no Twitter os seus belos momentos na orla nordestina enquanto seus fãs dormem em meio ao esterco, e ameaça de maneira covarde quem o desmascara; membro de banda que manda seus próprios ou mesmo possíveis admiradores fazerem um blowjob, somente porque seu ego e sua falta absoluta de bom senso e respeito são maiores que o território nacional; bandas que criam adesivos e jingles estúpidos que querem obrigar a todos a apoiar alguma coisa, como se não tivessemos capacidade de fazer escolhas; e bandas e músicos que não param de choromingar que o público nacional é uma merda e que só apoia bandas estrangeiras, sem ao menos perder 3 segundos com uma auto-crítica de seu próprio som e sem ao menos ter uma pálida idéia de como é o seu público, afinal, para eles, somos todos um bando sem destino de imbecis de cabelos longos (eu, por exemplo, sou careconesssss) e de cérebro oco, com capacidade -63 de discernimento. Perdôe-me pelo texto enorme (é a primeira vez que me manifesto aqui), mas este post me fez parar para refletir sobre o tema. Parabéns pelo blog, pela abertura da orientação sonora e todo o resto!!!!

Fábio RT disse...

Putz Luiz... Não cobre não...
Dá uma olhadinha na Metal Hammer, Classic Rock e Uncut... acho que vc vai mudar um pouco de idéia...

Abração

metalstorm disse...

Excelente texto. Sorte que na terra brasilis não temos nenhum problema sequer parecido com monte pascoal. Afinal aqui tudo dá certo,todas as bandas nacionais são respeitadas e valorizadas, tendo seus cachês sempre pagos no ato e sem enrolação e com vários shows lotados e com infraestrutura de dar inveja em muitos festivais da germânia.

Lucas S disse...

Texto interessante...

Sempre li as duas revistas e estou no 3º ano de assinante da Crew e digo com certeza que o nível caiu muito nos últimos anos, principalmente depois da entrada do ACM (ex-Brigade). Pessoas como Sarkis, Ricardo Campos e André Delhamanha mandando na revista, e não só aparecendo, fazem falta pra caramba.

Engraçado era ver a Brigade e a Crew brigando com capas de Angra e Shaman no começo da décado de 2000.

Mas sabe quando eu parei de ler a Brigade? Quando fizeram aquele leva-e-trás ridículo com Roland Grapow e Michael Weikath, ali mostrou o fim mesmo...

Sobre a gravadora, tem uns dois anos atrás, eu peguei uma edição nova do Edguy - Burning Live Down To Opera, e quando fui escutar o cd 2, pelo meu espanto, ele era o cd bonus do Tinnitus Sanctus!! Isso deve ter acontecido com mais gente...

O Colecionador disse...

Ótimo texto, mas um dia o protagonista destas linhas será a concorrente, e nem é preciso dizer porque.

Aliás o nível das revistas brasileiras, ao meu ver sempre foram muito fracos e as coisas vem piorando paulatinamente, pois no caso da Roadie Crew a vejo como uma cópia de segunda classe da Classic Rock Britânica entre outras.

A Rock Brigade é outra grande porcaria, uma publicação infantil, só para ser educado, pois como todos sabemos a coisa é feia lá naquele "reino" mais parece uma revista de fofocas sobre o cenário metal e rock.

Na minha opinião, o futuro são os blogs independentes justamente por não terem os seus rabinhos presos com os "executivos" que fazem o cenário acontecer e por isso mesmo não economizam nas criticas aquilo que não lhes cheira bem.

Dar notas é complicado, mas o novo álbum do Testament na minha opinião é nota máxima pelo conjunto da obra, ou seja, não é só a música, mas contam as letras que no caso são parte fundamental e nesse trabalho são ótimas pelo conteúdo crítico, a capa também reflete o espírito do álbum e na minhã opinião são justamente essas características que fazem o Dark Roots of Earth ser disco clássico de Thrash Metal.

Eu penso que um álbum não deve ser avaliado apenas pela música, ele deve ser avaliado pelo conjunto completo e nisso está incluso: letras (outro fator principal, pois afinal de contas o cara passa uma ideologia, idéias e etc.)e a capa (o conteúdo gráfico). Digo isso porque estamos falando de obras de arte, correto? E destarte qualquer obra independente de seu estilo é avaliada pelo conjunto que ela apresenta.

As revistas (RC e RB)aqui são avaliadas pelo mesmo prisma dentro de seu estilo, mas claro não são obras de arte e mostram na verdade as deficiências educacionais da sociedade brasileira e outras coisas mais.

Independente de tudo nós fãs estaremos aqui colecionando nossos cd's, lp's entre outros, comprando algumas revistas, indo a shows e nos virando como podemos no meio de selva chamada heavy metal brasileiro.

















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