Baroness: crítica de Live at Maida Vale (2013)

Live at Maida Vale, EP lançado pelo Baroness no último dia 23 de julho, fecha um ciclo na carreira da banda norte-americana. O disco é o último a contar com o baixista Matt Maggioni e, principalmente, com o baterista Allen Blickle, membro fundador do grupo ao lado do vocalista e guitarrista John Baizley. O guitarrista Peter Adams completa o quarteto.

Gravado nos estúdios da BBC, em Londres, em 13 de julho de 2012, o EP é o registro dos últimos momentos da banda antes do terrível acidente sofrido pelos músicos e equipe em agosto do ano passado. Aliás, Maggioni e Blickle deixaram a banda justamente devido à gravidade dos ferimentos que sofreram.

O grupo estava promovendo o seu espetacular último disco de estúdio, Yellow & Green (2012), quando teve a sua trajetória forçadamente interrompida em razão do ocorrido. A aparição na BBC foi justamente uma das ações de divulgação do álbum, com a banda tocando quatro canções presentes no trabalho. Live at Maida Vale traz o registro ao vivo dessas quatro faixas - “Take My Bones Away”, “March to the Sea”, “Cocainium” e “The Line Between”.

Particularmente, não gosto muito quando as gravações ao vivo perdem o refinamento daquelas registradas em estúdio, entregando versões mais sujas das músicas. E isso acontece aqui. Todas as quatro faixas de Live at Maida Vale apresentam essa “queda” em relação às versões originais - repito, “queda” no meu ponto de vista -, soando mais ásperas e cruas. Essa característica faz bem para um faixa como “Take My Bones Away”, por exemplo, que é rápida e agressiva, mas acaba não soando tão apropriada para uma composição mais contemplativa e cheia de sutilezas como “Cocainium”.

Apesar disso, trata-se de um EP bastante forte, além de um documento sobre um período que já faz parte da história do Baroness, tanto pelo alto nível alcançando em Yellow & Green quanto por tudo que veio depois.

Além das músicas, o principal atrativo do EP está no fato de ele ter sido lançado apenas em vinil (e em quantidade limitada) e com quatro diferentes artes no picture disc que o acompanha, todas de cair o queixo. Um item de colecionador na verdadeira acepção da palavra, e que entrega, além de um excelente trabalho gráfico, música de qualidade inquestionável.

Nota 8,5

Abaixo, algumas imagens de Live at Maida Vale para vocês sacarem sobre o que estou falando:




Faixas:
A1 Take My Bones Away
A2 March to the Sea

B1 Cocainium
B2 The Line Between

Por Ricardo Seelig

Comentários

  1. Do jeito que eu tenho sorte o meu vai vir com o vinil preto normal mesmo... :-/

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  2. O som do Baroness não é a minha praia, mas o material gráfico dos caras é (sempre) sensacional.

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  3. Pelo jeito esse promete, pois os meus preferidos do Baroness são os dois primeiros EPs, justamente os com o som mais cru. Muito bom o site de vocês.

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