20 de dez de 2013

19 de dez de 2013

Slash em estúdio, novo disco em 2014

quinta-feira, dezembro 19, 2013
Slash está em estúdio com sua banda solo, que conta com o vocalista Myles Kennedy (Alter Bridge). Os músicos estão preparando o sucessor de
Apocalyptic Love (2012) e já possuem 16 faixas prontas. 

O terceiro disco de Slash será lançado em 2014, mas ainda não há data confirmada. A sonoridade seguirá a apresentada no álbum de 2012, que foi muito bem recebido por crítica e fãs, apesar de uma parcela ter reclamado dos vocais de Kennedy - saudosismo besta, na minha opinião, já que o cara fez um ótimo trabalho em Apocalyptic Love.

Que venham novos rocks e solos cheios de melodia, Saul.

Por Ricardo Seelig

O Caminho Mais Longo, novo livro de crônicas de Márcio Grings

quinta-feira, dezembro 19, 2013
Depois de Drive-in,  livro lançado na última Feira do Livro de Santa Maria, Márcio Grings, autor santa-mariense de 43 anos, coloca na roda sua nova publicação. Trata-se de O Caminho Mais Longo, uma coletânea de 46 crônicas que foram publicadas ao longo de dezesseis meses (2012-2013), sempre às sextas-feiras no Diário de Santa Maria, época em que o autor atuou como cronista do jornal.

Suas histórias falam de temas comuns a todos nós: angústias, alegrias, o previsível gosto pela nostalgia, e o contraditório flerte com a tecnologia e a vida na cidade. Muitas crônicas versam sobre o tempo, solidão, a assumida inaptidão em vivermos sozinhos, a inabilidade com afazeres domésticos, a peculiar relação entre pai e filho, a contemplação da natureza e a busca por uma vida simples. Também estão lá textos que exploram o amor, a amizade, o vai e vem dos relacionamentos, o movimento das estações, a sensação (imaginária ou não) de deslocamento, sonhos e pesadelos e reflexões sobre dilemas da humanidade.

E claro, além das citações literárias, das pinçadas pelos filmes, a música é borrifada incessantemente pelas páginas de O Caminho Mais Longo. Bandas ou artistas como Bob Dylan, Neil Young, Gram Parsons, Rolling Stones, Crosby Stills and Nash, Tim Hardin, Willie Nelson, Grateful Dead, entre tantos outros, fazem a trilha sonora do livro. 

O Caminho Mais Longo será lançado no próximo dia 27 de dezembro, 18h, na Athena Livraria. 
Além de Drive-in, Grings já lançou A Nós, o Clube dos Descontentes (2009), Vivendo À Sombra dos Gigantes (2006), Rock & Roll (2004) e Saindo da Linha (2002), além de ter organizado e participado da coletânea Santa Invasão Poética (2003).

O Caminho Mais Longo é uma publicação independente capitaneada pelo Blog Memorabilia em parceria com a Athena Livraria.  


Rod quer, Ian não

quinta-feira, dezembro 19, 2013
Nas últimas semanas, Rod Stewart deu declarações na imprensa dizendo que finalmente se encontrava pronto para uma reunião com os seus antigos companheiros de banda do Faces, um dos nomes mais populares e influentes do rock setentista.

Respondendo ao cantor, o tecladista Ian McLaggan falou exatamente o contrário: "Rod disse isso sem falar comigo e com Kenny (Jones, baterista). Acredito que esteja falando a verdade, mas em 2015 comemoraremos 50 anos do Small Faces e estaremos muito ocupados. Faces só em 2016".

O The Faces surgiu a partir do Small Faces e contava também com Ron Wood e Ronnie Lane. Nos últimos anos, a banda tem excursionando com Mick Hucknall, do Simply Red, no lugar de Stewart.

Por Ricardo Seelig

18 de dez de 2013

Top 2013 Collectors Room: o resultado final

quarta-feira, dezembro 18, 2013
Nas últimas semanas, publicamos 26 listas com os melhores do ano segundo a nossa equipe e convidados especiais (jornalistas, blogueiros, colecionadores) de todo o Brasil. Agora, chegou a hora de revelar o que essas listas nos mostraram, confeccionando uma lista final com os melhores discos de 2013 segundo o Top 2013 Collectors Room.

De Abyssal a Yeah Yeah Yeahs, foram citados nada mais nada menos que 170 álbuns diferentes. Essa pluralidade e mistura de estilos nos deixa muito orgulhosos, porque, além de pinçar o que de mais relevante o ano nos deu na música, oferece aos leitores e a nós mesmos a oportunidade de ouvir discos pelos quais passamos batido durante o ano, proporcionando a sempre agradável recompensa de descobrir novos sons.

Algumas curiosidades sobre o Top 2013 Collectors Room:

- publicamos 26 listas distintas com 10 discos cada uma

- ao todo, foram citados 170 álbuns diferentes

- o disco mais citado foi 13, do Black Sabbath, presente em 16 das 26 listas. Na sequência, David Bowie (10), Paul McCartney (8), The Winery Dogs (8), Ghost (7) e Queens of the Stone Age (7)

- o álbum com mais números 1 nas listas também foi o último do Black Sabbath, que liderou 4 das 26. Em seguida tivemos Ghost (3), The Winery Dogs (2) e Queens of the Stone Age (2)

A seguinte metodolodia foi aplicada para chegar ao resultado final do nosso Top 2013:

- demos pontos em uma escala de 10 a 1 para cada lista que recebemos, com o primeiro colocado recebendo 10 pontos e o décimo 1 ponto

- também distribuímos um ponto extra para cada vez que determinado disco foi citado. Assim, se um álbum foi citado em 15 listas, recebeu 15 pontos adicionais

- em caso de empate, o primeiro critério foi o número de vezes em que o título foi citado, seguindo pela posição mais alta que ele alcançou

Dito isso, gostaríamos de agradecer a todos que atenderam ao nosso convite e participaram de nosso Top 2013. Obrigado por enviarem as suas listas, e nos vemos no final de 2014 com mais uma maratona semelhante. Você pode conferir todas as listas do nosso Top 2013 clicando aqui. E aproveite e dê uma olhada também nos melhores dos anos anteriores: 2012, 2011 e 2010.

O ano está chegando ao fim, e mais uma vez foi muito bom para todos nós que fazemos a Collectors Room dividirmos a nossa paixão pela música com vocês, nossos leitores, que não apenas nos dão audiência mas também nos ensinam com seus comentários. Esperamos que cada um de vocês siga ao nosso lado em 2014.

A lista abaixo é bastante democrática (tanto em sua construção, já que levou em conta as escolhas de todos os participantes, quanto em sua abrangência) e vai do pop ao metal, passando pelo rock, soul, indie, folk e blues. Dispa-se de seus preconceitos e use-a como guia para descobrir novas bandas, novos sons e novos gêneros.

Com vocês, os 25 melhores discos de 2013 segundo o Top 2013 Collectors Room:

25 Deventter - Empty Set
24 Arcade Fire - Reflektor
23 The Strokes - Comedown Machine
22 Arctic Monkeys - AM
21 Volbeat - Outlaw Gentlemen & Shady Ladies
20 Mavis Staples - One True Vine
19 Manic Street Preachers - Rewind the Film
18 Alice in Chains - The Devil Put Dinosaurs Here
17 Dream Theater - Dream Theater
16 Anciients - Heart of Oak
15 Deep Purple - Now What!?
14 Haken - The Mountain
13 Fates Warning - Darkness in a Different Light
12 Scorpion Child - Scorpion Child
11 Sepultura - The Mediator Between Head and Hands Must Be the Heart
10 Laura Marling - Once I Was an Eagle
9 Tedeschi Trucks Band - Made Up Mind
8 Daft Punk - Random Access Memories
7 Carcass - Surgical Steel
6 The Winery Dogs - The Winery Dogs
5 Paul McCartney - New
4 Queens of the Stone Age - ... Like Clockwork
3 Ghost - Infestissumam
2 David Bowie - The Next Day
1 Black Sabbath - 13

Por Ricardo Seelig

Top 2013 Collectors Room: os melhores do ano segundo Márcio Grings

quarta-feira, dezembro 18, 2013
O Grings é parceiro de longa data da Collectors. Diversos textos seus estão aqui no site, onde o jornalista, radialista e escritor gaúcho desfila o seu conhecimento avantajado sobre música. Amigo dos bons sons, Grings revela abaixo os seus preferidos de 2013.

Com essa lista, encerramos o nosso Top 2013. Esperamos que vocês tenham gostado. Ainda hoje, colocaremos no ar o resultado final da nossa eleição, revelando quais foram os melhores discos do ano segundo a Collectors Room. Fiquem ligados!

Rinoceronte – O Instinto

Assim como o animal que inspirou o seu nome, o grande mamífero perissodátilo de pele espessa e pregueada, que possui um ou dois chifres sobre o nariz, a Rinoceronte (banda) também pode ser considerada um peso pesado do pedaço. O Instinto, segundo disco dessa banda de Santa Maria (RS), postula no alto do pódio por motivos óbvios. O som feito pelo trio formado por Paulo Noronha (voz e guitarra), Vinícius Brum (baixo e voz) e Alemão (bateria), é uma ilha no universo do rock nacional. Ah, e eles ainda lançaram o play em vinil! Nuances de stoner rock, forte influência no som pesado dos anos 1970 e uma digital única que pode ser conferida em canções como “Chemako”, “As cores” e na faixa-título.

Tedeschi Trucks Band – Made Up Mind

Esse é um daqueles discos que nos enchem de alegria. Basta ouvir os segundos iniciais da faixa homônima para você concluir que está na trilha não apenas de um dos melhores discos do ano, mas da década. Formada por uma reunião de músicos de primeira linha, o casal Susan Tedeschi e Derek Trucks (Allman Brothers) comanda as operações apresentando uma aula de blues, rock, soul e até mesmo pop, mas tudo isso com aquela dose de equilíbrio pertencente aos artistas que sacam do cortado. Se Derek é considerando um dos melhores guitarristas da atual geração, Susan não fica para trás, impossível não relacioná-la como um dos destaques da voz feminina do blues/rock. Ouça “Whiskey Legs” e tire a prova. Destaque para a (contraditória) leveza de “It’s So Heavy”, para a ‘MarsallTuckeriana’ “Idle Wind” e “Sweet and Low”, um daqueles blues de chorar no cantinho.

Laura Marling – Once I Was An Eagle

Nenhum trabalho me impressionou tanto nos últimos tempos. As primeiras quatro músicas de Once I Was an Eagle estão tão bem entrelaçadas que mal podemos saber onde começa uma e termina outra. Ao menos que você as ouça em LP, olhando para o vinil na sua frente. Nesse álbum, a britânica Laura Marling distancia-se do pop e se aproxima ainda mais do folk e da introspecção. A grosso modo dá pra dizer que ela soa como uma mistura de Tim Buckley com Joni Mitchell, por mais estranho que isso possa parecer. Aquela estranheza bonita, entende? “Once” explica em partes o que acaba de ser dito. “Little Love Caster” parece um tema mexicano salpicado de dor e “Devil’s Resting Place” não passa de uma cantiga cigana desesperada. A narrativa de “Undine” nos tira o fôlego. Um disco com cheiro de inverno e repleto de silêncios, com ecos de solidão e feito para ser ouvido como uma cantilena a beira de uma fogueira.

Willie Nelson – To The All Girls

Willie Nelson é um artista a ser estudado. 80 anos nas costas, 143 shows em 2013 e cerca de 74.000 km percorridos de leste a oeste dos Estados Unidos. E a produção do vovô não dá a mínima pinta de cessar. To The All Girls, seu álbum de duetos, é uma mostra desse poder de reinvenção. Mesmo quando apresenta versões batidas de canções exploradíssimas em sua discografia como “Always On My Mind”, ou ao reinventar o clássico do Creedence “Have You Ever Seen the Rain”, Nelson consegue nos surpreender com novas e criativas abordagens. Poucos conseguem manter esse pique. E rodeado de tanto talento feminino, esse velho tarado definitivamente está em casa.

Black Sabbath – 13

Um dos lançamentos mais esperados de 2013 não decepcionou. 13 pode não ter sido uma unanimidade quanto à produção de Rick Rubin, assim como também pode não ter aquela unidade perceptível nos primeiros discos com Ozzy, mas está longe de ser um trabalho medíocre. Bem pelo contrário, há muito a ser celebrado. Os riffs de Iommi continuam matadores, a voz de Ozzy parece revigorada e canções como “Age of Reason”, “God is Dead?” e “End of Beginning” não fizeram feio no setlist das apresentações (frente aos clássicos dos velhos tempos). E de quebra, o velharedo ainda nos deu um dos melhores shows do ano.

Elton John – The Diving Board

Se existe alguém que redescobriu seu verdadeiro som nos últimos tempos, esse cara é Elton John. Desde Songs From the West Coast, Eltinho parece ter desembaraçado o fio da meada, numa carreira que estava atravancada desde meados dos anos 1980. The Diving Board já começa emocionante com “Oceans Way”, uma canção que cheira a Elton John e Bernie Taupin. Um disco despojado de requinte, piano na linha de frente antecipando melodias muitas vezes amargas, temas que certamente não serão ouvidos nas FMs. Candidato e capa do ano, The Diving Board é uma obra maiúscula que consegue fazer o que muitos álbuns de Elton não conseguiram nos últimos trinta anos – retornar aos melhores momentos dos 1970. Ouça “Mr. Quicksand”, “Can’t Stay Alone Tonight” e você entenderá perfeitamente o que digo.

Mavis Staples – One True Vine

Coloque a Bíblia ao lado do toca-discos. Depois de ganhar um Grammy com o álbum You Are Not Alone (2010), uma das vozes mais poderosas da música negra, Mavis Staples, lançou um novo disco digno de figurar entre os grandes da música gospel. Esse é o segundo trabalho de Mavis com produção de Jeff Tweedy (Wilco), que também compôs três temas para One True Vine. O catecismo de Mavis pode tanto nos derrubar ou energizar, dependendo do estado de espírito de cada um, mas uma coisa é certa: impossível ficarmos impassíveis a esse conjunto de canções.

Paul McCartney – New

Macca trabalhou em silêncio e só soubemos desse novo trabalho quando o play já estava prestes a ser lançado. New é um disco que mostra o Beatle muito à vontade, fazendo o que sabe: música de altíssima qualidade. E há um punhado de boas canções que agradam tanto ao fã mais ortodoxo quanto a nova geração. Destaque para “Save Us”, “On My Way to Work”, “Early Days” e “Get Out of Here”. Não é nenhum Chaos and Creation in the Backyard, mas novamente Paul nos mostra do alto de seus 71 anos que continua louco para bater uma bolinha.

Madeleine Peyroux – The Blue Room

Se a crítica malhou The Blue Room, pouco importa. Madeleine Peyroux sempre me emociona. Para compor o espírito do novo trabalho, a diva se inspirou em Modern Sounds of Country and Western, clássico de Ray Charles lançado em 1962 – quatro temas do disco de Charles foram revisitados pela cantora. Esse lance de abordar clássicos da música caipira (ou similares) com o espírito do jazz, continua rendendo um caldo. Dá pra perceber o barato do enlace em “Taking These Chains”, “Changing All Those Changes” e “I Can’t Stop Loving You”. Orquestrações na medida, aquele clima “slow” e a voz de uma das melhores cantoras da atualidade garantem a satisfação na audição. E tem um lance fundamental: Madeleine não tem medo de soar pop. E isso acaba fazendo toda a diferença no resultado final.

Gustavo Telles – Eu Perdi o Medo de Errar

Quando conheci o álbum de estreia de Gustavo Telles, confesso que fiquei semanas ouvindo o CD no carro, em casa, no fone de ouvidos, em qualquer lugar que parasse para ouvir música. Se o segundo trabalho do ex-Pata de Elefante não é tão empolgante como o anterior, bueno, isso é culpa dele mesmo que nos deixou mal acostumados. Já em Eu Perdi o Medo de Errar, Telles se distancia um pouco da veia country rock e se aproxima do soul, no entanto, o clima romântico das letras continua imperando. Destaques para a (quase) ecumênica “Tudo Vai Ficar Bem”, o hino anti-nostalgia “A Dor de Morrer” (a melhor do disco) e para “Na Sua Solidão”, única pérola genuinamente country de um disco raro no mercado nacional. O CD pode ser baixado gratuitamente por este link.

Top 2013 Collectors Room: Silvio Essinger, do Jornal O Globo, revela os seus melhores do ano

quarta-feira, dezembro 18, 2013
Um dos mais respeitados críticos de música do Brasil, Silvio Essinger, atualmente no Jornal O Globo, passou por diversas publicações nacionais e possui dois livros publicados - Punk: Anarquia Planetária e a Cena Brasileira e Batidão: Uma História do Funk.

Silvio participa dos nossos melhores do ano, revelando o seu top 10 de 2013.

Wado - Vazio Tropical

Apoteose de um compositor há muito promissor.

Disclosure - Settle

Luz no fim do túnel da dance music, com jovialidade e vocabulário.

Maglore - Vamos pra Rua

Dos mais maduros encontros entre a MPB e o rock contemporâneo.

My Bloody Valentine - m b v

Extremos da guitarra psicodélica em um percurso inebriante.

Paul McCartney - New

A consistência que falta aos novos, a novidade que falta aos velhos.

Do Amor - Piracema

Reflexivo, extenso, livre, a reinvenção necessária de uma banda fervilhante.

Toro y Moi - Anything in Return

Ouriversaria pop com requintes de Todd Rundgren. Um pequeno prodígio.

Sepultura - The Mediator Between Head and Hands Must Be the Heart

A maior banda brasileira de rock reencontra o fio da meada em disco sanguíneo.

Death Grips - Government Plates

O rap no que ele tem de mais feio, sujo, transgressivo, barulhento e assustador. Não é para qualquer um.

Laura Marling - Once I Was an Eagle

Folk do fundo do abismo, com beleza suficiente para conversar com os anjos.

Top 2013 Collectors Room: os melhores do ano segundo Rafael Fernandes, do Geek Musical

quarta-feira, dezembro 18, 2013
O Geek Musical é um site de duas cabeças. Criado e levado a cabo por Diogo Salles e Rafael Fernandes, é uma evolução do trabalho da dupla no Digestivo Cultural e no podcast Tungcast. Com textos sempre críticos porém bem humorados, o Geek Musical possui uma linha editorial distinta da grande massa de sites e blogs musicais brasileiros, entregando um conteúdo diferenciado e nada raso.

Assim como Diogo Salles, Rafael Fernandes também participa do nosso Top 2013 revelando para os leitores da Collectors Room quais foram os melhores discos do ano na sua opinião.


The Dear Hunter - Migrant

Esse ótimo grupo de rock pop liderado por Casey Crescenzo volta mais livre e direto ao ponto, depois de álbuns conceituais e flertes com o progressivo. Os arranjos continuam muito bem cuidados, com variações de instrumentações e climas. Música recomendada: “Girl”


Queens of the Stone Age - ... Like Clockwork

Josh Homme nos apresenta mais um belo trabalho, um pouco diferente dos anteriores: mais maduro, reflexivo, menos pesado e sujo, com certo grau de sofisticação - e algo de sombrio. É um álbum bem pensado na construção do repertório e que deve ser ouvido com atenção. Música recomendada: “Like Clockwork”


Nine Inch Nails - Hesitation Marks

Trent Reznor volta com o Nine Inch Nails numa sonoridade mais eletrônica em relação ao disco anterior, The Slip (2008). Os climas parecem de uma viagem nonsense ao submundo de uma mente perturbada e obsessiva - não à toa, David Lynch dirigiu o vídeo de “Came Back Haunted”. O apuro sônico e de produção são, como sempre, os destaques. Música Recomendada: “In Two”


The Dillinger Escape Plan - One of Us is the Killer

The Dillinger Escape Plan continua pesado e virtuoso, mas parece cada vez mais focado. One of Us is the Killer é um ótimo álbum, com tudo na medida certa: poucas músicas e canções mais diretas, sem perder suas características de virtuosismo e quebra de ritmos. Música Recomendada: “When I Lost My Bet”


Norma Jean - Wrongdoers

Seu avô diria que o Norma Jean, assim como o The Dilliger Escaple Plan, faz “rock paulêra”. Mas se o primeiro é mais técnico e virtuoso, o segundo é mais sujo e cru - ainda que também capriche nos arranjos. Wrongdoers, o sexto disco do grupo, mostra uma boa evolução em relação aos anteriores. Música Recomendada: “Funeral Singer”


Freak Guitar - The Smorgasbord

Projeto solo de um dos guitarristas mais criativos dos últimos anos, Mattias “IA” Eklundh (Freak Kitchen).  Um álbum duplo com 40 faixas calcadas nas idiossincrasias guitarrísticas bem humoradas desse instrumentista sueco. Ideal para amantes de um virtuosismo meio maluco. Música Recomendada: “Mattias - The Beautiful Guy"


Tomahawk - Oddfellows

A banda liderada por Duane Denison (ex-Jesus Lizard) e Mike Patton (Faith No More) fez um dos melhores discos de sua carreira. E, também, o mais “comercial”. Músicas bem construídas que unem a crueza bem pensada da guitarra de Denison às melodias e gritos de Patton. Música Recomendada: “White Hats/Black Hats”


Joe Satriani - Unstoppable Momentum

Joe Satriani é um músicos mais gente fina e trabalhadores da música - e ainda achou tempo para se divertir no Chickenfoot. Mas há muitos anos ele deve aos fãs um grande álbum solo. Seus lançamentos mais recentes soam mais do mesmo. Apesar disso, sempre há alguns bons achados. Música Recomendada: “Jumping Out”


Dream Theater - Dream Theater

Esse disco é bem amarrado em termos de repertório e produção. A banda parece mais leve depois do primeiro e bem sucedido lançamento sem Mike Portnoy (A Dramatic Turn of Events, de 2011). John Petrucci evoluiu como produtor e, nas guitarras, está mais afiado do que nunca. O que falta para o grupo, agora, é sair de sua zona de conforto - para não correr o risco de repetição. Música recomendada: “The Looking Glass”


The Winery Dogs - The Winery Dogs

Um dos mais aguardados lançamentos do ano, o auto intitulado disco do The Winery Dogs é competente e consistente. Nele, ficam comprovados o talento subestimado de Ritchie Kotzen, o alto nível de Billy Sheehan e a versatilidade de Mike Portnoy. Porém, não é um disco brilhante - falta um "algo mais". Quem sabe no próximo disco? Música recomendada: “Not Hopeless”

17 de dez de 2013

Top 2013 Collectors Room: os melhores do ano segundo Nino Lee Rocker, colecionador e proprietário da Contra Grife

terça-feira, dezembro 17, 2013
Nino Lee Rocker é um colecionador. É um pesquisador. É um praticante ávido do garimpo musical. E é o dono de uma das coleções de discos mais impressionantes que já mostramos aqui na Collectors Room. Com uma visão plural da música e mergulhado em um universo sonoro profundo e cheio de surpresas, Nino, proprietário da Contra Grife Cult & Rock'N Roll Shop, traz até os nossos leitores os seus 10 discos preferidos de 2013.

Mergulhe com a gente nessa jornada musical!

Ghost – Infestissumam / If You Have Ghost

O Ghost para mim é um sopro de vida dentro do novo cenário roqueiro. Sou obrigado  a citar a dobradinha entre o segundo disco e o EP recém-lançado. O somatório do conteúdo sonoro e estético contido nesses lançamentos resulta em um supra sumo de referências fantásticas, um creme de la creme das décadas de 60, 70 e 80 em uma só banda.

2013 foi um ano onde muitas bandas, cuja sonoridade resgata clássicas eras do rock, ganharam evidência e caberiam dentro dessa lista, como In Solitude, Jess and The Ancient Ones, Scorpion Child, Temperance Movement, Gov’t Mule, Pursun, The Oath, entre várias outras, mas não vão caber aqui. Numa regra de 10 é preciso ser eclético.

The Mother Hips – Behind Beyond

Oitavo disco dos californianos do Mother  Hips, Behind Beyond é uma bela obra de power pop, estilo que me faz muito a cabeça, quanto mais se acompanhado de umas boas pitadas de psicodelia.

Jacco Gardner - Cabinet of Curiosities

Nada como revisitar o clima psicodélico das grandes obras de 1967. Em Cabinet of Curiosities, Jacco Gardner nos remete a essa sensação com belas pinceladas de Brian Wilson, Van Dyke Parks, Billy Nicholls, Syd Barrett, Curt Boettcher, Love e Hollies, entre tantos outros mágicos. Brilhante.

Manic Street Preachers - Rewind the Film

Tão viciante e poderoso quanto This is My Truth Tell Me Yours. Há muito que eu  aguardava um disco como esse vindo do Manic Street Preachers.

Mavis Staples - One True Vine

Uma obra maravilhosa e iluminada de soul music, folk e spiritual songs. Dispensa mais comentários.

Iron and Wine – Ghost on Ghost

Jazz, pop e R&B dão o tom nessa obra inspiradíssima do Iron and Wine, a banda de Sam Beam, velho conhecido da Sub Pop. Finíssimo.

The Olms – The Olms

Gema pop bacana da dupla J.D. King e Pete Yorn, que se conheceu através de Linda  Ramone,  viúva de Johnny - hoje, por sinal, namorada de Pete. Recomendo.

The Besnard Lakes  - Until in Excess, Imperceptible UFO

Esse é para os fãs da 4AD anos 80. Sonoridade onírica, atmosferas para viagens, um álbum perfeito para dar uma desconectada na agitação cerebral e se deixar levar por uma boa música.

David Bowie – The Next Day

Acho que não há mais dúvidas quanto ao prêmio de melhor disco do ano. Bowie não deixou pra ninguém ao criar essa verdadeira obra prima chamada The Next Day. Hoje eu até colocaria o novo do Daft Punk nessa lista, não como o grande disco do ano, mas resolvi deixar de fora pelo que a super exposição fez ao disco. Isso me cansou um pouco, o que está longe de acontecer com esse novo Bowie, que a cada dia encanta mais os meus ouvidos.

Nick Cave – Push the Sky Away

Nick Cave mais uma vez esbanjando genialidade.

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