26 de set de 2014

Slash: crítica de World on Fire (2014)

sexta-feira, setembro 26, 2014
Slash é um guitar hero. Provavelmente o último a surgir no rock. Você não precisa gostar do som que ele fez pra admitir isso. No entanto, o velho Saul sempre teve uma qualidade salutar e que o fez se destacar desde o início: ele trabalha para a música, não para alimentar o seu ego. Até mesmo em “Sweet Child 'O Mine”, a faixa mais conhecida do Guns N’ Roses (e que é, em sua essência, um grande solo), isso fica evidente.

Instrumentista habilidoso e dono de um grande feeling, que sabe construir melodias marcantes em seus solos, Slash segue fazendo bonito em sua carreira. É o que se percebe em World on Fire, novo álbum do músico com a sua banda atual, encabeçada pelo vocalista Myles Kennedy e batizada como The Conspirators.

A coisa segue na linha do trabalho anterior, Apocalyptic Love, de 2012: boas canções, riffs legais, baladas pra quebrar o clima e solos em profusão. Tudo bem tocado, bem composto, bem produzido. Em suma, um disco de rock bom, com momentos muito interessantes.

Justificando o pedigree, Slash é o protagonista de World on Fire. Sua guitarra faiscante é o centro de tudo, despejando riffs, bases e solos pelos poros. Myles, excelente cantor, é o contraponto disso tudo, com uma performance mais uma vez convincente e agradável. E o resto da banda segura as pontas.

World on Fire é longo - são 17 faixas em aproximadamente 80 minutos -, mas não soa cansativo. É bom demais ouvir e perceber que Slash segue produzindo música de qualidade, ao contrário de seu egomaníaco ex-companheiro de banda.

Pra curtir sem compromisso, sem preocupação, todo dia, dia após dia. 

Aumente o volume e dê play!

Nota 8

Audrey Horne: crítica de Pure Heavy (2014)

sexta-feira, setembro 26, 2014
O som da banda norueguesa Audrey Horne mudou para melhor no álbum anterior, o excelente Youngblood (2013). Deixou de ser um rock com pitadas de peso e flertes com o alternativo para se transformar em um potente, empolgante e agradável hard repleto de melodia. Este caminho segue em Pure Heavy, quinto trabalho do grupo, que acaba de chegar às lojas pela Napalm Records.

São 11 faixas (mais duas bonus tracks) que, ainda que não tragam a energia onipresente em Youngblood, mostram que a banda acertou em mudar o curso de sua carreira. A própria capa já deixa claras as intenções: trata-se daquele tipo de música perfeita pra pegar a estrada sem rumo, afastando todo e qualquer pensamento da cabeça e pisando cada vez mais fundo no acelerador.

As fartas doses de melodia e o uso quase cirúrgico das guitarras gêmeas seguem sendo um dos principais atrativos da música do Audrey Horne, ainda que o trabalho de composição apresentado em Pure Heavy não mantenha o mesmo brilhantismo de Youngblood. São boas canções, mas que soam, infelizmente, abaixo do disco de 2013.

“Out of the City” é um dos melhores momentos, com cara de single. “Volcano Girl”, “Into the Wild”, “Gravity" e “High & Dry” garantem a qualidade da audição e agradarão em cheio os fãs daquele hard que não tem vergonha de flertar abertamente com elementos do heavy metal.

Pure Heavy não é um álbum ruim, mas está longe - bem longe - da qualidade altíssima de Youngblood. Apesar deste porém, reserva bons momentos para os ouvidos.

Ouça no player abaixo e diga o que achou do disco nos comentários.

Nota 6

Faixas:
1 Wolf in My Heart
2 Holy Roller
3 Out of the City
4 Volcano Girl
5 Tales From the Crypt
6 Diamond
7 Into the Wild
8 Gravity
9 High & Dry
10 Waiting for the Night
11 Boy Wonder
12 Let Live (bonus)
13 Between the Devil and the Deep Blue Sea (bonus)


Novo álbum do AC/DC será lançado em dezembro

sexta-feira, setembro 26, 2014
Já pode anotar no calendário: dia 1 de dezembro chegará às lojas o novo disco do AC/DC, Rock or Bust. Sucessor de Black Ice (2008), o álbum será o primeiro da carreira da banda a não contar com o guitarrista Malcolm Young, que sofre de uma doença degenerativa e foi afastado do grupo por questões de saúde. Seu substituto é Stevie Young, sobrinho de Angus e Malcolm.

A produção é de Brendan O’Brien e a mixagem foi assinada por Mike Fraser, a mesma dupla de Black Ice. Serão 11 faixas inéditas, e “Play Ball”, primeiro single, será disponibilizado neste sábado, 27/09, mas já rola em uma versão não autorizada por aí.

Viva o rock, viva o AC/DC!


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