22 de abr de 2016

Game of Thrones: Billboard imagina astros do pop como personagens da série

sexta-feira, abril 22, 2016


A sexta temporada de Game of Thrones estreará neste domingo, 24 de abril, na HBO. Comemorando o fato, a Billboard imaginou astros do pop e do rock como personagens da série, em ilustrações bem interessantes criadas pelo artista Paul Tuller.

Assim, temos Justin Timberlake como Jon Snow, Rihanna como Ygritte, Taylor Swift como Daenerys, Madonna como Cersei, Bruce Springsteen como Ned Stark e Lorde como Arya Stark.

A matéria completa, em inglês, pode ser lida neste link.









Metallica: a história de ‘Kill ‘Em All’ na nova Metal Hammer

sexta-feira, abril 22, 2016

A nova edição da Metal Hammer tem o Metallica na capa em uma matéria especial sobre o clássico primeiro álbum da banda norte-americana. A revista conta a história de cada riff e de cada canção de Kill 'Em All, com novas entrevista que passam a limpo todo o processo de composição e gravação do disco.

A revista tem também matérias com Killswitch Engage, Hatebreed, The Dillinger Escape Plan, All Them Witches e outras bandas, além do tradicional CD que sempre vem junto com a publicação.




Os Melhores Discos de Todos os Tempos: 1985

sexta-feira, abril 22, 2016

Para o heavy metal, 1985 foi marcante para consolidar de vez as sonoridades mais extremas do gênero através de discos seminais como Bonded by Blood, do Exodus, e To Mega Therion, do Celtic Frost. Enquanto o Metallica caía na estrada no período entre Ride the Lightning e Master of Puppets (que seria lançado no ano seguinte), o Iron Maiden registrava para a posteridade e gigantesca World Slavery Tour no duplo ao vivo Live After Death (cujas falas de Bruce Dickinson entre as faixas foram devidamente decoradas pela juventude da época). O Megadeth estreou com o pé direito com Killing is My Business, dando início à sua muito bem-sucedida carreira.

O ano foi marcado por dois concertos históricos. Em janeiro aconteceu a primeira edição do Rock in Rio no Rio de Janeiro, mostrando para os brasileiros, na época vivendo os últimos meses do governo militar, que havia literalmente milhares de rockeiros espalhados por todo o país. O festival foi o ponto de partida para o desenvolvimento de um mercado fonográfico com forte presença de artistas de rock e heavy metal na ordem do dia, feito sob medida para saciar o apetite de um público consumidor que era praticamente ignorado até então. Ao mesmo tempo, uma nova geração de bandas nacionais como Legião Urbana, Engenheiros do Hawaii, Titãs, Ultraje a Rigor e Ira! surgia e fazia a cabeça da moçada.

O outro foi o antológico Live Aid, realizado em Londres e reunindo a nata da música na época. Transmitido para todo o planeta e tendo parte da renda aplicada em iniciativas de combate à fome na África, o evento alavancou definitivamente a carreira de bandas como U2, que realizou um de seus mais famosos shows durante o evento.

No rock tivemos o retorno de John Fogerty após dez anos de silêncio, com o ótimo Centerfield. Jimmy Page retomou a sua carreira montando o The Firm com Paul Rodgers, Tony Franklin e Chris Slade. Dois dos principais vocalistas do gênero, Mick Jagger e Freddie Mercury, aventuraram-se em álbuns solo. O Dire Straits lançou o seu disco de maior sucesso e transformou-se em uma mega banda, enquanto o The Cure também viveu um momento de grande inspiração com The Head on the Door. Tivemos também o estouro comercial do The Cult com Love, puxado pelo mega hit “She Sells Sanctuary”. 

O ano ficou marcado pelo último disco do The Clash, o tenebroso Cut the Crap. Em compensação, o Aerosmith retomou a sua carreira após um momento conturbado, com Done with Mirrors iniciando um novo período que levaria a banda a uma enorme popularidade durante a década de 1990.

1985 foi um ano bastante importante para o hip-hop, que teve dois álbuns fundamentais lançados durante o ano: Radio, de LL Cool J, e King of Rock, do Run-D.M.C., títulos que ajudaram a popularizar o gênero e prepararam o terreno para a enorme popularidade que o estilo teria nos anos seguintes.

Indo para o pop, tivemos a chegada do a-ha e do Tears for Fears, dois campeões de venda. Ao mesmo tempo, o INXS lançou um de seus melhores álbuns e iniciou a sua espiral de sucesso rumo ao topo, assim como o Oingo Boingo com o muito bem sucedido Dead Man’s Party.

Mas o grande evento pop de 1985 foi, sem dúvida alguma, o projeto USA for Africa. Reunindo inúmeros artistas, o grupo gravou o single “We Are the World” e foi um dos protagonistas das paradas em todo o planeta.



Os principais fatos do ano foram:

  • no dia 1 de janeiro a VH-1 estreou nos Estados Unidos e passa a ser concorrente da MTV. O primeiro clipe transmitido pela emissora foi a versão de Marvin Gaye para “The Star-Spangled Banner”
  • a primeira edição do Rock in Rio teve início em 11/01. Mais de 1,5 milhão de pessoas assistiram shows históricos de nomes como Queen, Iron Maiden, AC/DC, Ozzy Osbourne, Rod Stewart, Yes, Whitesnake e Scorpions, entre outros
  • no dia 11 de janeiro Willie Dixon entrou com um processo contra o Led Zeppelin alegando que “Whole Lotta Love” era um plágio de uma de suas canções, “You Need Love”. Em acordo realizado fora do tribunal, Dixon passou a ser creditado como co-autor do clássico do Zeppelin e recebeu uma compensação financeira
  • no dia 28 de janeiro foi realizada a gravação da canção “We Are the World”, escrita por Michael Jackson e Lionel Richie e gravada pelo grupo de artistas intitulado USA for Africa, que contou com nomes como Ray Charles, Bob Dylan, Cyndi Lauper, Willie Nelson, Smokey Robinson, Diana Ross, Paul Simon, Bruce Springsteen, Huey Lewis, Tina Turner, Stevie Wonder e outros. A renda da venda do single foi repassada para a luta contra a fome no continente africano
  • a principal rede de TV da África do Sul anunciou em 27 de janeiro que todas as canções de Stevie Wonder estavam banidas de suas transmissões após o artista norte-americano dedicar a Nelson Mandela o Oscar que havia recebido
  • após meses e meses de especulações, em 1 de abril foi anunciado oficialmente que David Lee Roth estava fora do Van Halen e iniciaria uma carreira solo
  • no dia 13 de maio chegou às lojas Brothers in Arms, quinto álbum do Dire Straits. O disco se tornaria um dos LPs mais vendidos da década de 1980
  • em 13 de julho aconteceu o concerto Live Aid, transmitido para todo o mundo e com parte da renda arrecadada em benefício das vítimas da fome na África. O evento marcou a primeira apresentação pública do Led Zeppelin desde o fim da banda, em 1980. Phil Collins e Tony Thompson assumiram a bateria. Devido à enorme repercussão, desde então o dia 13 de julho passou a ser considerado como o Dia Mundial do Rock
  • Michael Jackson adquiriu o catálogo dos Beatles no dia 6 de setembro. A oferta do cantor foi de 47 milhões de dólares, superando a oferecida por Paul McCartney
  • no dia 19 de setembro teve início o julgamento público promovido pelo PMRC - Parents Music Resource Center. O evento ocorreu no Senado dos Estados Unidos. Artistas como Dee Snider, FranK Zappa e John Denver deram depoimentos defendendo a liberdade de expressão e artística dos músicos
  • dois jovens fãs do Judas Priest atiraram contra si próprios no dia 23 de dezembro após escutarem os discos da banda. O fato levaria a banda a julgamento no ano seguinte
  • a Metal Edge, uma das revistas de música mais populares da década, foi lançada durante 1985. A publicação seria publicada por 24 anos, encerrando a sua circulação em 2009

Foram formadas em 1985 bandas como A Tribe Called Quest, Carcass, Crowded House, Double You, Dream Theater, Emerson Lake & Powell, Engenheiros do Hawaii, Erasure, Extreme, Forbidden, Guns N’ Roses, Hootie & The Blowfish, Iced Earth, Jane’s Addiction, L7, Love and Rockets, Mr. Bungle, Neurosis, Obituary, Radiohead, Sarcófago, Screaming Trees, Stone Temple Pilots, S.O.D., Vio-lence, Violeta de Outono, Viper, White Zombie e The Young Gods. Encerraram suas atividades durante o ano nomes como Diamond Head, Hanoi Rocks, Mercyful Fate, Minutemen, Social Distortion e Trio. O Aerosmith retornou após um breve período, em um processo que evoluiria para um período de enorme sucesso a partir da década de 1990.

Nasceram em 1985: Simone Simons (18/01), Lily Allen (02/05), Lana Del Rey (21/06), Bruno Mars (08/10), Zac Hanson (22/10) e Carly Rae Jepsen (21/11). Faleceram durante o ano David Byron (28/02), Ricky Wilson (12/10), Big Joe Turner (24/11), Ian Stewart (12/12) e Ricky Nelson (31/12).

Os vencedores das principais categorias da 27ª edição do Grammy foram: 

Gravação do Ano e Canção do Ano: “What's Love Got to Do with It”, de Tina Turner
Álbum do Ano: Can’t Slow Down, de Lionel Richie
Melhor Artista Novo: Cyndi Lauper

Nas listas de melhores discos do ano das principais revistas de música do período, os vencedores foram:

Kerrang!: Reckless, de Bryan Adams
Melody Maker: The Head on the Door, do The Cure
NME: Rain Dogs, de Tom Waits
Rolling Stone: Little Creatures, do Talking Heads



Os cinco maiores hits de 1985 foram “Shout" do Tears for Fears, “We Are the World” do USA for Africa, “Take on Me” do a-ha, “I Want to Know What Love Is” do Foreigner e “Material Girl” da Madonna.

Também fizeram muito sucesso durante o ano as seguintes músicas:

  • “A View to a Kill”, do Duran Duran
  • “Alive and Kicking” e “Don't You (Forget About Me)", do Simple Minds
  • “And We Danced”, do The Hooters
  • “Broken Wings”, do Mr. Mister
  • “Brothers in Arms”, “Money for Nothing”, “So Far Away” e “Walk of Life”, do Dire Straits
  • “Centerfield”, de John Fogerty
  • “Close to Me” e “In Between Days", do The Cure
  • “Dancing in the Street”, parceria entre David Bowie e Mick Jagger
  • “Everybody Wants to Rule the World”, “Head Over Heels” e "Shout", do Tears for Fears
  • “Money Changes Everything” e “The Goonies ‘R' Good Enough”, de Cyndi Lauper
  • “The Heat is On”, de Glenn Frey
  • “Home Sweet Home”, do Mötley Crüe
  • “I Was Born to Love You”, de Freddie Mercury
  • “Johnny Come Home”, do Fine Young Cannibals
  • “Just Like Honey”, do The Jesus and Mary Chain
  • “Kayleigh”, do Marillion
  • “Listen Like Thieves”, “This Time” e “What You Need”, do INXS
  • “Lover Why”, do Century
  • “Madhouse”, do Anthrax
  • “Man in the Mirror”, de Michael Jackson
  • “Nikita”, de Elton John
  • “Never”, do Heart
  • “One More Night”, de Phil Collins
  • “One Vision”, do Queen
  • “Only the Young”, do Journey
  • “Part-Time Lover”, de Stevie Wonder
  • “The Power of Love”, de Huey Lewis & The News
  • “Raspberry Beret”, de Prince and The Revolution
  • “Say You, Say Me”, de Lionel Richie
  • “Tarzan Boy”, do Baltimora
  • “There Must Be an Angel (Playing with My Heart)”, do Eurythmics com Stevie Wonder
  • “This is England”, do The Clash
  • “We Don’t Need Another Hero”, de Tina Turner
  • “West End Girls”, do Pet Shop Girls
  • “The Whole of the Moon”, do The Waterboys
  • “The Boy with the Thorn in His Side”, do The Smiths

O ano teve várias alternâncias na lista de álbuns mais vendidos. No total, quatorze títulos alcançaram a primeira posição do Billboard 200 durante as 52 semanas de 1985, incluindo dois títulos de Prince: Purple Rain, lançado em 1984, e Around the World in a Day. O retorno de John Fogerty após dez anos sem lançar nada inédito colocou Centerfield no topo em março. No Jacket Required, terceiro álbum solo de Phil Collins, ficou na primeira posição durante sete semanas. 

Duas trilhas sonoras também se transformaram em best sellers durante o ano. A de Beverly Hills Cop (Um Tira da Pesada) alcançou o número 1 no final de junho, enquanto a de Miami Vice dominou as paradas a partir de novembro, ficando na primeira posição até o final de dezembro. 

No entanto, o grande best seller de 1985 foi mesmo Brothers in Arms, quinto LP do Dire Straits. Lançado em maio, alcançou a primeira posição da Billboard na última semana de agosto e por lá ficou até o final de outubro, totalizando nove semanas como número 1.

O single mais vendido nos Estados Unidos foi “Careless Whisper” do Wham!, enquanto o álbum com maior venda durante 1985 no mercado norte-americano foi Born in the U.S.A., sétimo trabalho de Bruce Springsteen, lançado em junho de 1984.

Na Inglaterra, as paradas foram dominadas por Phil Collins, Bruce Springsteen, Phil Collins e Madonna, enquanto “The Power of Love”, de Jennifer Rush, foi o single mais vendido do ano. O álbum mais vendido no Reino Unido em 1885 foi Brothers in Arms.



Mantendo a mesma metodologia dos anos anteriores, realizamos uma pesquisa em levantamentos similares publicados nos mais diversos veículos com o objetivo de identificar os discos mais significativos do ano. Feito isso, submetemos cada um desses títulos às notas dadas a eles por revistas e sites especializados em música, lançamos em nossa planilha e chegamos ao resultado abaixo.

Com vocês, os melhores discos lançados em 1985 (apenas discos de estúdio, pois como é padrão neste tipo de listas, álbuns ao vivo e compilações não entram):

50 Phil Collins - No Jacket Required
49 Aerosmith - Done With Mirrors
48 John Fogerty - Centerfield
47 Dead Can Dance - Spleen and Ideal
46 Mötley Crüe - Theatre of Pain
45 Megadeth - Killing is My Business … and Business is Good!
44 Descendents - I Don’t Want to Grow Up
43 Dokken - Under Lock and Key
42 Anthrax - Spreading the Disease
41 Helloween - Walls of Jericho
40 Killing Joke - Night Time
39 John Cougar Mellencamp - Scarecrow
38 Chris Isaak - Silvertone
37 The Style Council - Our Favorite Shop
36 Oingo Boingo - Dead Man’s Party
35 New Model Army - No Rest for the Wicked
34 The Sisters of Mercy - First and Last and Always
33 Ry Cooder - Paris, Texas
32 Slayer - Hell Awaits
31 Hoodoo Gurus - Mars Needs Guitars!
30 a-ha - Hunting High and Low
29 INXS - Listen Like Thieves
28 Accept - Metal Heart
27 Exodus - Bonded by Blood
26 The Smiths - Meat is Murder
25 Tears for Fears - Songs From the Big Chair
24 Run-D.M.C. - King of Rock
23 New Order - Low-Life
22 The Waterboys - This is the Sea
21 The Fuzztones - Lysergic Emanations
20 Marillion - Misplaced Childhood
19 S.O.D. - Speak English or Die
18 R.E.M. - Fables of the Reconstruction
17 Meat Puppets - Up on the Sun
16 The Pogues - Rum, Sodomy & the Lash
15 Hüsker Dü - Flip Your Wig
14 Prefab Sprout - Steve McQueen
13 LL Cool J - Radio
12 Possessed - Seven Churches
11 Tom Waits - Rain Dogs
10 Talking Heads - Little Creatures
9 Manilla Road - Open the Gates
8 The Cult - Love
7 The Cure - The Head on the Door
6 Kate Bush - Hounds of Love
5 Hüsker Dü - New Day Rising
4 Celtic Frost - To Mega Therion
3 The Jesus and Mary Chain - Psychocandy
2 The Replacements - Tim
1 Dire Straits - Brothers in Arms

Meu top 10 do ano ficaria assim:

1 The Cult - Love
2 Dire Straits - Brothers in Arms
3 The Cure - The Head on the Door
4 Talking Heads - Little Creatures
5 New Order - Low-Life
6 Tears for Fears - Songs From the Big Chair
7 INXS - Listen Like Thieves
8 Oingo Boingo - Dead Man’s Party
9 John Cougar Mellencamp - Scarecrow
10 John Fogerty - Centerfield

Abaixo você tem uma playlist com os maiores hits e as músicas mais significativas do ano. E nos comentários queremos saber quais foram os melhores discos lançados em 1985 na sua opinião. Poste a sua lista!

Discoteca Básica Bizz #042: Phil Spector - A Christmas Gift for You (1963)

sexta-feira, abril 22, 2016

É curioso constatar que, num país tão religioso como o Brasil, não haja tradição para a composição de canções de Natal. Fora honrosas exceções, como a famosa "Boas Festas", de Assis Valente, cantada por Carlos Galhardo nos anos 1930 e perpetuada como marchinha de Carnaval, todas as músicas que se referem à festa e povoam os monitores de TV neste período do ano são composições tradicionais importadas da Europa e dos Estados Unidos.

Uma tradição intimamente ligada à música popular americana do século, a partir dos cantos gospel de autores semi-anônimos, das composições de Irving Berlin e tantos outros, interpretadas por Judy Garland, Big Crosby, Aretha Franklin, Ray Charles, Elvis Presley. Quase todos os grandes cantores prestaram um dia homenagem ao velhote de manto púrpura e barba branca.

Mas a obra-prima do gênero é, sem dúvida, o Christmas Album de Phil Spector, um compositor e produtor que nasceu justamente no dia 25 de dezembro de 1940, no Bronx, em Nova York. Este clássico entre os clássicos é percorrido por treze faixas luminosas, com interpretações impecáveis de cantores soul, como Bobby B. Soxx & The Blue Jeans e Darlene Love, e ainda dos girl groups The Ronettes e The Crystals, principais estrelas da gravadora Philles, dirigida por Spector.

O álbum apresenta várias curiosidades. Embora reúna dezenas de músicos, intérpretes e compositores diferentes, é acima de tudo a obra de seu produtor, que levanta aqui o edifício mais acabado do seu estilo, o wall of sound. É uma das primeiras vezes na história em que o processo de gravação de um disco é abordado como forma de criação artística absoluta. Spector passou meses no estúdio, onde se dedicou à busca da perfeição para cada música. 



Megalomaníaco dos sons, ele se definiu assim: "Minha abordagem do rock and roll é wagneriana. Faço pequenas sinfonias para a garotada". Para tanto, ele levou a técnica dos overdubs - a sobreposição de cinco ou seis guitarras, três ou quatro pianos, inúmeras percussões com baterias, castanholas, tamborins, sinos e tímpanos - até suas últimas consequências, para criar uma massa sonora de proporções até então inéditas. Os músicos que participaram dessas gravações - entre eles os guitarristas Glen Campbell, Sonny Bono e Barney Kessel, o pianista Leon Russell e o baterista Hal Blaine - contam que Spector resolveu gravar algumas partes do álbum no banheiro do estúdio (o Gold Star, em Los Angeles), porque somente ali conseguia a acústica e a reverberação de que estava precisando.

O álbum foi lançado sob o título A Christmas Gift for You no final de 1963, às vésperas do assassinato do presidente John Kennedy. Os americanos não tiveram humor para apreciar suas músicas alegres e embaladas. Mesmo assim, o disco frequentou os charts a cada ano, na época do Natal, principalmente na Inglaterra, onde foi reeditado pela Apple Records, selo dos Beatles, e rebatizado Phil Spector's Chrismas Album, em 1972, a partir do nome dado pelo público. 

É extraordinária e muito mais importante do que se pensa a influência de Phil Spector sobre a música pop dos últimos trinta anos. Numa entrevista recente, Brian Wilson, líder dos Beach Boys, reconheceu que criou confiança e buscou inspiração nos discos de Phil Spector no início de sua carreira. Quanto aos Beatles, ele fez a remixagem do LP Let it Be; co-produziu Imagine, de Lennon; e voltou ao seu estilo wall of sound no LP triplo All Things Must Pass, de George Harrison, em 1970. Mais recentemente, Spector produziu os LPs Death of a Ladies Man, de Leonard Cohen, e End of the Century, dos Ramones.

Mas nada melhor que este disco, que iluminou até hoje muitos Natais de seus felizes possuidores.

(Texto escrito por Jean-Yves de Neufville, Bizz #042, janeiro de 1989)

19 de abr de 2016

Vinyl: análise do episódio final da primeira temporada

terça-feira, abril 19, 2016

O episódio final da primeira temporada de Vinyl foi ar na HBO na noite deste domingo, 17 de abril, e trouxe pontos bem interessantes para a série criada por Mick Jagger e Martin Scorcese. Intitulado Alibi, o capítulo concluiu vários pontos da primeira (e irregular) temporada do seriado.

Richie Finestra conseguiu lançar o seu novo selo, Alibi, com a banda que o representa, os Nasty Bits, abrindo para o New York Dolls. Além do impacto causado junto ao público com o single “Woman Like You”, ainda temos um truque de mestre de Finestra e Andrea Zito, a responsável pelo A&R da gravadora, pra dar ainda mais impacto ao show de estreia do quarteto, recheado de convidados especiais, incluindo a nata da crítica musical da época.

Arcos são fechados definitivamente, outros deixam pontas soltas para a segunda temporada, como deve ser. De maneira surpreendente, somos apresentados ao que deve ser a principal locação da segunda temporada, o lendário CBGB. Vemos a popularização crescente da disco music e o mergulho do personagem de Jack Quaid na cultura dance da metade dos anos 1970. Joey Ramone aparece no episódio e fica encantado com os Nasty Bits - estamos em 1974, vale lembrar, e o primeiro disco do grupo seria lançado apenas em 1976. Os New York Dolls também marcam presença.

O sucesso dos Nasty Bits e a chegada do CBGB apontam para uma presença forte da cena punk na segunda temporada de Vinyl, o que deve render episódios muito interessantes. A própria pista dada pela CBGB deve fazer com que nomes como Patti Smith, Talking Heads e outras bandas nova-iorquinas sejam nomes constantes na vindoura temporada. 

Pessoalmente, espero que o Kiss seja citado e surja na série, já que estamos falando de uma gravadora situada em Nova York, cidade natal da banda, e um seriado que se passa no período em que o quarteto mascarado foi criado. Apesar de que, sabendo do quanto é difícil negociar com Gene Simmons, talvez a banda passe batido mesmo.

Apesar de um período de irregularidade no meio da temporada, esse primeiro arco de dez episódios de Vinyl foi muito bom e trouxe inúmeros pontos interessantes para quem gosta de música. Ter já um conhecimento prévio sobre as bandas, locais e músicas citados no seriado torna a experiência de assisti-lo inevitavelmente mais completa. E, sem dúvida, poucas vezes a paixão pela música, pelo rock e pelos discos foi retratada com tamanha beleza e preciosismo, seja na TV ou no cinema.

O primeiro lado foi legal, Vinyl. Agora estamos virando o disco e esperando que lado B mantenha o padrão.

Dica: a HBO disponibilizou o segundo volume da trilha da série lá no Spotify, vale conferir ;-)

18 de abr de 2016

Gorguts: lenda do death metal na capa da nova Decibel

segunda-feira, abril 18, 2016

A lendária banda norte-americana Gorguts é o destaque de capa da nova Decibel. Com o título de Reinvetando o Livro do Death Metal, a matéria analisa a carreira do grupo e mostra o quanto ele influenciou o estilo.

O número 140 da Decibel tem também matérias com Mastodon, Neurosis, Death Angel e outros nomes, e vem com um vinil split do Asphyx.



Capas de álbuns clássicos reimaginadas com personagens de Star Wars

segunda-feira, abril 18, 2016

Projeto do designer Steven Lear, o Why the Long Play Face? traz releituras de discos clássicos com personagens da série Star Wars. Uma ideia bem legal e que une duas paixões em comum de quem curte cultura pop: a música e o universo criado por George Lucas.

O belo trabalho de Lear pode ser visto nas imagens abaixo e também em sua página no Facebook.
































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