12 de ago de 2016

Os 25 anos de Black Album, o disco que mudou a vida do Metallica (e de todo mundo)

sexta-feira, agosto 12, 2016


As pessoas podem não gostar dos caminhos que o Metallica tomou, em termos de sonoridade, com o passar dos anos. Porém, não dá para acusar a banda de ter se acomodado em uma fórmula, mesmo que alguns assim desejassem. Desde o thrash puro de Kill ‘Em All, passando pela revolução de Ride the Lightning, a afirmação em Master of Puppets e a polêmica guinada de … And Justice For All, o grupo sempre buscou novos caminhos. Portanto, apesar de ter desagradado os mais conservadores, não foi lá uma grande surpresa a lógica de James Hetfield e Lars Ulrich ao buscar o emergente Bob Rock para produzir o trabalho seguinte. 

O principal interessado foi justamente o baterista, impressionado com a sonoridade do instrumento de Tommy Lee no álbum Dr. Feelgood, do Mötley Crüe. Até então, Robert Jens (nome verdadeiro do figura) não havia colaborado com um grupo tão heavy – situação que não mudaria posteriormente.

Justamente por esse encontro de mundos diferentes, as sessões de gravação tiveram momentos tensos. Nem sempre foi fácil para o quarteto acatar as ideias propostas pelo comandante do processo, que por sua vez, encontrava dificuldades para lidar com uma equipe tão fechada em suas convicções. Não à toa, o disco foi remixado três vezes, o que custou um milhão de dólares à gravadora. Rock pressionou para que os músicos compusessem mais em conjunto, além de incentivar Hetfield a escrever mais letras sobre suas experiências pessoais. Literalmente apagado de sua estreia, o baixista Jason Newsted foi muito mais valorizado na nova empreitada, já que Bob valorizou a sessão rítmica, encorpando a sustentação para que as guitarras tivessem mais liberdade nos riffs e solos. Três também foram os divórcios no período. Apenas o frontman não passou pelo litígio conjugal. Muitas vezes, o atrito gera resultados, como parece ter sido o caso.

Inicialmente, a ideia era chamar o disco de Five – pelo motivo óbvio de ser o quinto full-length. Depois, se pensou em escolher alguma das músicas como faixa-título. No fim das contas, a opção foi pelo caminho mais simples e direto, não apenas no título. Metallica ganhou uma capa preta, com o logo da banda em relevo e uma cobra quase escondida na ilustração. Ela é derivada da bandeira de Gadsden, um das mais históricas dos Estados Unidos, com o lendário lema “Don’t Tread On Me”, que dá nome a uma das canções do play. Embora muitos entendam a estrutura gráfica como referência a Back in Black, do AC/DC, os próprios membros da banda citam Smell the Glove, da banda fictícia Spinal Tap, como inspiração em forma de zoeira. Com todos esses predicados, nasceu o apelido pelo qual é conhecido até hoje: Black Album. Afinal de contas, White é o dos Beatles.


A sonoridade foi simplificada, contendo várias influências de hard rock. O que, para alguns, pareceu uma proposital guinada para algo mais radiofônico, foi explicado por Lars e James como o entendimento de que haviam alcançado o máximo que podiam àquela altura com músicas longas e elaboradas em … And Justice For All. O novo caminho pode ter descontentado alguns. Porém, arrematou toda uma nova base de fãs, que não para de crescer até hoje. Não são poucos os fãs de rock pesado, em geral, que tiveram sua primeira experiência no estilo com este disco. Afinal de contas, se trata de um trabalho que conserva características de peso, aliadas a melodias acessíveis e execução primorosa. E a produção, embora seja um pormenor para o fã com ouvidos menos apurados, inegavelmente é superior, tendo se tornado referência a tudo que foi feito a partir de então.

Cinco músicas foram lançadas como single. Pela ordem: “Enter Sandman”, “The Unforgiven”, “Nothing Else Matters”, “Wherever I May Roam” e “Sad But True”. Todas se tornaram clássicas, fazendo parte do setlist dos shows até hoje. As outras sete também são altamente recomendáveis. 

Metallica, o álbum, chegou ao número um das paradas dos Estados Unidos, Inglaterra, Canadá, Suíça, Noruega, Nova Zelândia, Alemanha e Austrália. É o disco mais vendido da era Soundscan, que fiscaliza os números da indústria musical desde 1991. Mundialmente, estima-se que já tenha chegado a 30 milhões de cópias comercializadas. 

Para alguns, foi o começo do fim. Para outros, a afirmação definitiva de uma das maiores bandas da história. De um modo ou de outro, não dá para negar o valor histórico. Especialmente a angariar uma multidão de novos fãs ao estilo que os protagonistas carregam no nome que usam em conjunto.


Pantera anuncia edição comemorativa de The Great Southern Trendkill

sexta-feira, agosto 12, 2016

Celebrando os 20 anos de seu oitavo disco, o Pantera lançará dia 21 de outubro uma edição comemorativa de The Great Southern Trendkill. Trazendo o subtítulo 20th Anniversary Edition, a nova versão será dupla e trará o álbum original remasterizado, várias faixas com mixagens alternativas e inéditas, versões instrumentais e gravações ao vivo. Na mesma data também será disponibilizado um LP intitulado The Great Southern Outtakes, somente com as faixas inéditas.

Abaixo está o tracklist completo de The Great Sourhern Trendkill 20th Anniversary Edition:

Disc 1
01. The Great Southern Trendkill
02. War Nerve
03. Drag The Waters
04. 10 s
05. 13 Steps To Nowhere
06. Suicide Note Pt. I
07. Suicide Note Pt. II
08. Living Through Me (Hell's Wrath)
09. Floods
10. The Underground In America
11. (Reprise) Sandblasted Skin

Disc 2
01. The Great Southern Trendkill (2016 Mix)
02. War Nerve (Live 98)
03. Drag The Waters (Early Mix)
04. 10 s (Early Mix)
05. 13 Steps To Nowhere (Instrumental Version)
06. Suicide Note Pt. I (Intro) *
07. Suicide Note Pt. I (Early Mix) *
08. Suicide Note Pt. II (Live 98)
09. Living Through Me (Hell's Wrath) (Instrumental Version)
10. Floods (Early Mix)
11. The Underground In America (Early Mix)
12. Sandblasted Skin (Live 98)

Assista “This House is Not For Sale”, novo clipe do Bon Jovi

sexta-feira, agosto 12, 2016

O (já não tão) bom jovem norte-americano liberou o clipe da faixa-título de seu novo disco. O vídeo de “This House is Not For Sale” vem cheio de metáforas, tanto na letra quanto nas cenas, reafirmando que o músico e a banda estão de volta ao lar, a boa e inesquecível New Jersey.

This House is Not For Sale, o disco, tem data de lançamento marcada para 21 de outubro. A produção é de John Shanks ao lado de Jon Bon Jovi, parceiro de longa data do grupo e que já assinou discos de nomes como Van Halen, Miley Cyrus e Céline Dion. O álbum, décimo-quarto trabalho da banda, marcará a estreia de Phil X em estúdio, substituindo o posto que por décadas foi de Richie Sambora.

Assista ao clipe abaixo:

Testament divulga título e capa de novo álbum

sexta-feira, agosto 12, 2016


O Testament divulgou através de suas redes sociais a capa de seu novo disco, Brotherhood of the Snake. O álbum será lançado dia 28 de outubro pela Nuclear Blast e teve a arte criada por Eliran Kantor, artista responsável pela capa do disco anterior da banda, Dark Roots of Earth (2012).

Segundo Kantor, a arte é uma metáfora da pirâmide maçônica e faz referência à uma sociedade secreta dedicada às artes ocultas, mostrando um ritual envolvendo figuras de olhos vendados que saem de cálices de óleo empunhando foices que formam uma serpente de três cabeças. Outros detalhes são os marcadores de livros feitos com línguas vermelhas, duas figuras antigas escondidas nas sombras e, claro, o retorno do logotipo clássico do grupo.

E aí, curtiu a capa de Brotherhood of the Snake?

11 de ago de 2016

Green Day anuncia novo álbum

quinta-feira, agosto 11, 2016

O décimo-segundo disco do Green Day tem o título de Revolution Radio e será lançado dia 7 de outubro. O trabalho quebra um silêncio de quatro anos desde a trilogia ¡Uno!, ¡Dos! e ¡Tré!, lançada em 2012. A capa pode ser vista acima.

A banda também liberou o primeiro single do álbum, a faixa “Bang Bang”, que pode ser ouvida abaixo:

Lamb of God: artista indiana toca clássicos da banda com gaita de foles

quinta-feira, agosto 11, 2016

Archy Jay, instrumentista indiana conhecida pelo nome artístico The Snake Charmer, lançou um vídeo tocando clássicos do Lamb of God em gaita de foles. O material contém as faixas “Walk With Me in Hell”, “Again We Rise”, “Laid to Rest”, “Broken Hands”, “Hourglass" e “Descending”.

O resultado final é curioso e bem legal. Assista abaixo:

10 de ago de 2016

Review: Monster Truck - Sittin’ Heavy (2016)

quarta-feira, agosto 10, 2016


Na estrada desde 2009, o quarteto canadense lançou este ano o seu segundo disco, Sittin’ Heavy. O álbum é o sucessor de Furiosity, o bom CD de estreia dos caras, que saiu em 2013. Pra começar, uma boa notícia: ambos os títulos foram lançados no mercado brasileiro pela Hellion Records.

A proposta do Monster Truck é um hard rock direto, calcado em riffs e cheio de energia. A banda despeja testosterona pelas caixas de som, foca no que interessa e o resultado agrada em cheio. Com canções coesas e curtas, sempre com boas melodias vocais e refrãos fortes, o grupo mostra personalidade e potencial para fazer companhia pra gente, que não vive sem o bom rock and roll, por longos anos a fio.



Em relação ao primeiro trabalho há uma evolução bastante evidente, tanto no trabalho de composição quanto na produção, que é muito mais desenvolvida. O trabalho de guitarras é o principal destaque, adicionando mais variantes às influências da banda e construindo riffs fortes que ora vem do blues, ora da veia setentista que permeia o trabalho da banda. A alternância de vocais entre os quatro integrantes, bem como os constantes coros, adicionam ainda mais molho à mistura, resultando em um trabalho muito agradável de se ouvir.

Dando um passo respeitável em relação ao seu primeiro disco, o Monster Truck mostra inegável desenvolvimento em relação ao seu primeiro disco, tanto no excelente nível das faixas quanto em detalhes saborosos como a inclusão do órgão Hammond em algumas passagens. E ainda brinda nossos ouvidos com uma jóia do nível de "For the Sun", um hard blues não menos que sensacional!

Energia, peso e nada de enrolação: com o Monster Truck, o rock mostra que segue bem e muito vivo!

Judas Priest: os seis melhores álbuns da banda

quarta-feira, agosto 10, 2016

Vindo das mesmas raízes e cinzas do Black Sabbath e do Led Zeppelin, o Judas Priest surgiu em Birmingham, na Inglaterra, em 1969. Colocando elementos da juventude pobre dos músicos em suas composições, a banda elevou o metal para o seu próximo nível. Os vocais melódicos e em tons altos de Rob Halford misturados com o ataque das guitarras de Glenn Tipton e KK Donwning definiram o padrão que o heavy metal seguiria a partir de então.

O Judas Priest tem um impacto gigantesco no cenário do heavy metal há quase cinco décadas. Com dezessete álbuns de estúdio, sua música é bastante diversificada. Uma das maiores características da banda é que eles nunca olham para trás e tiveram a coragem de pisar fora do caixa, desafiando constantemente o ouvinte. O Judas Priest é uma das mais importantes e influentes bandas da história do metal, e aqui está a nossa opinião sobre os melhores lançamentos da sua carreira.



6. British Steel (1980)

1980 foi um ano lendário para o heavy metal com lançamentos bombásticos de nomes como Black Sabbath, AC/DC e Iron Maiden. O mundo do metal estava mudando, e nenhum disco trouxe tantas mudanças quanto o sexto álbum do Judas, British Steel. O disco foi um estouro nos Estados Unidos, puxado pelas clássicas “Living After Midnight” e “Breaking the Law”. A abertura com “Rapid Fire” já era de tirar o fôlego. A banda buscou inspiração no reggae para compor “The Rage, mostrando toda a sua diversidade e que eles eram muito mais do que apenas uma banda de metal. British Steel é um dos discos mais cruciais da história do heavy metal, e ajudou muito a trazer o gênero para as massas.



5. Painkiller (1990)

Painkiller é simplesmente o álbum mais pesado da carreira do Judas Priest. A faixa-título literalmente mudou o metal do início da década de 1990 e ajudou a expandir o power metal enormemente. Halford ainda estava no topo e nunca soou tão raivoso quanto aqui. O trabalho de composição é intenso e sofisticado, e não reflete os problemas internos pelos quais a banda passava na época. O último disco de Rob Halford antes de sair da banda e retornar somente onze anos depois, Painkiller também apresentou ao mundo o monstruoso baterista Scott Travis. Não há momentos fracos, e faixas como “A Touch of Evil”, “One Shot At Glory” e a fantástica “Night Crawler” mostram a banda ainda mantendo-se no auge no seu décimo-segundo álbum.



4. Screaming for Vengeance (1982)

Com a abertura mais definitiva da história do metal, Screaming for Vengeance não desperdiça um momento sequer e soca o ouvinte sem piedade. Após o mediado Point of Entry, o Priest estava de volta, melhor do que nunca. A dobradinha “The Hellion / Electric Eye” é a realeza do metal. Tipton e Downing executam durante o disco alguns dos melhores riffs do gênero. Canções como “Riding on the Wind”, “Devil's Child” e a faixa-título mostram a banda mantendo o lado pesado que havia aprimorado até então. Eles também incluem elementos pop nas insanamente chicletes “You've Got Another Thing Coming”, “Pain and Pleasure” e “(Take These) Chains”. É o lançamento mais bem sucedido comercialmente da banda, e levou a popularidade do grupo para a estratosfera.



3. Defenders of the Faith (1984)

Partindo do fenomenal sucesso de Screaming for Vengeance, Defenders of the Faith colocou a banda em outro nível. O Priest estava no auge da sua popularidade e escreveu músicas que funcionavam de maneira perfeita ao vivo. As melodias vocais de Halford estão no topo, com alguns dos momentos mais memoráveis de sua carreira. Faixas como “Freewheel Burning”, “Jawbreaker”, “Love Bites”, “Rock Hard Ride Free” e “The Sentinel” fazem o disco ter uma cara de Greatest Hits. “Eat Me Live” e “Night Comes Down” são duas das mais subestimadas canções da banda. Um dos álbuns mais pesados do Judas, só ficou melhor com a passagem dos anos.



2. Sin After Sin (1977)

O terceiro álbum do Judas Priest trouxe a banda incorporando temas mais pesados em sua sonoridade. Gravado em apenas seis dias, o disco foi produzido pelo baixista do Deep Purple, Roger Glover. Sin After Sin é o primeiro trabalho verdadeiramente proto-thrash da banda, e isso é evidenciado em faixas como “Sinner”, “Let Us Pray” e “Dissident Aggressor”, todas com andamentos rápidos, arranjos agressivos e batidas explosivas. “Dissident Aggressor” é tão à frente do seu tempo que permanece até hoje como uma das músicas mais agressivas da banda. O baterista Simon Phillips apresenta uma performance monstruosa, sentida por todo o álbum. Eles também mostram um lado diferente de sua personalidade com a linda “Last Rose of Summer” e a assombrosa “Here Come the Tears”. Os vocais de Halford soam lendários e sua performance é apaixonada, justificando o status de Metal God. Merece destaque também a incrível releitura de “Diamonds and Rust”, de Joan Baez, que incorporou toda a personalidade sonora do Judas.



1. Sad Wings of Destiny (1976)

Em uma época em que os três maiores nomes do metal no período - Black Sabbath, Led Zeppelin e Deep Purple - estavam em declínio, o Judas Priest entrou em cena com um dos álbuns mais importantes de sua história. O seu segundo disco foi uma rajada de ar fresco em um momento que o heavy metal precisava desesperadamente ressurgir. Apresentando os vocais grandiosos de Halford, o ataque de guitarras gêmeas de Tipton e Downing e o ritmo galopado, a banda desenvolveu algo totalmente novo. “Victim of Changes” é um verdadeiro épico e uma das melhores canções da história. “Tyrant”, “The Ripper” e “Island of Domination” apresentam a mistura de riffs agressivos com vocais primorosos. Sem Sad Wings of Destiny, o heavy metal teria tomado um caminho totalmente diferente.

Por Dan Drago, do Heavy Music Headquarters 
Tradução de Ricardo Seelig

9 de ago de 2016

Lady Gaga faz bela versão de "Come Together" em convenção do Partido Democrata

terça-feira, agosto 09, 2016

Excelente cantora e uma artista singular, Lady Gaga se apresentou na semana passada em um dos eventos relacionados à convenção do Partido Democrata, que referendou a candidatura de Hillary Clinton à presidência dos Estados Unidos.

Na ocasião, Gaga cantou uma versão de "Come Together", clássico dos Beatles. Assista a bela performance abaixo:

Review: Blues Pills - Lady in Gold (2016)

terça-feira, agosto 09, 2016


Formado em 2011 na Suécia, o Blues Pills surgiu como uma jóia rara aos ouvidos. A razão para isso foi o auto-intitulado disco de estreia do quarteto, lançado em julho de 2014 pela Nuclear Blast. Trazendo uma sonoridade vintage inspirada na tradição setentista e tendo a vocalista Elin Larsson como figura principal, a banda foi super bem acolhida pelo público e pela crítica, obtendo reconhecimento imediato de ambos.

Agora, dois anos depois, o Blues Pills retorna com o seu aguardado segundo disco. Lady in Gold saiu dia 5 de agosto e tem produção de Don Alsterberg, com quem a banda também trabalhou em seu debut. O álbum marca a estreia em estúdio do novo baterista, André Kvarnström, substituto de Cory Berry. Completam o tome o guitarrista Dorian Sorriaux e o baixista Zach Anderson.

Em relação ao primeiro CD, percebe-se uma incursão mais forte pelo soul e um certo afastamento do hard cru apresentado anteriormente. As influências de Janis Joplin agora ganharam a companhia da inspiração de Aretha Franklin, com Elin soando como uma espécie de Adele nascida em New Orleans. A estética empoeirada segue como protagonista, e é adornada por uma presença maior do órgão Hammond, tornando a música do Blues Pills, em certos aspectos, até mesmo um tanto sombria. Todos esses ingredientes dão mais profundidade à sonoridade da banda e tornam possível a exploração de novos horizontes, como já fica claro na abertura com a ótima faixa-título.



Ainda que o apego exagerado a elementos do rock dos anos 1970 às vezes soe cansativo e um tanto monocromático em alguns momentos, principalmente pela sensação transmitida pela própria banda de que é capaz de alçar vôos maiores se tiver a coragem de se libertar dessa característica, é fácil apontar acertos neste segundo LP do Blues Pills. “Burned Out” é um deles, com seu groove viajante que remete ao Jefferson Airplane. “Bad Talkers” é outro, com a banda encarnando o Big Brother and The Holding Company, banda solo de Janis. “You Gotta Try” é um soul blues delicioso, e reforça o clima predominantemente contemplativo do disco.

A dobradinha “I Felt a Change” e “Gone So Long”, propositalmente colocadas lado a lado no tracklist, funciona como uma longa suíte onde a banda escancara o seu flerte com o soul. Ambas as composições destacam em sua plenitude o excelente vocal de Elin Larsson, e são uma espécie de exercício futuro de como Adele soaria se optasse por uma produção menos grandiosa e incorporasse influências da música norte-americana em sua música.

Lady in Gold é um álbum claramente diferente da estreia do Blues Pills, e isso pode estranhar um pouco os fãs do primeiro trabalho. Mas, superado o susto inicial, o que temos é um disco muito bem feito e composto, que mostra uma banda com coragem suficiente para sair de sua zona de conforto e evoluir a sua música. Um belo segundo capítulo de uma carreira que promete entregar vários passos interessantes para os fãs.

8 de ago de 2016

Darkthrone anuncia novo álbum

segunda-feira, agosto 08, 2016

Um dos nomes mais importantes da história do black metal, a banda norueguesa Darkthorne anunciou que lançará um novo álbum este ano. O disco se chamará Arctic Thunder e, segundo o grupo, trará uma sonoridade mais sombria e primitiva que a habitual, com um clima introspectivo que permeia todo o trabalho. Não foram divulgados tracklist e nem a data de lançamento, que devem ser informados nos próximos dias. 

Arctic Thunder será o sucessor de The Underground Resistance, disco lançado em 2013 e que apresentou uma pegada mais próxima do metal punk.

DJ britânico lança documentário sobre música brasileira

segunda-feira, agosto 08, 2016

O radialista e DJ britânico Gilles Peterson produziu um documentário com mais de 2 horas mostrando as suas aventuras no Rio de Janeiro. Dirigido por Charlie Inman e Ben Holman, Brasil Bam Bam Bam foi exibido em festivais e mostras, e agora está sendo disponibilizado na íntegra pela produtora Browswood, do próprio Peterson, para coincidir com os Jogos Olímpicos que acontecem no Rio.

O documentário mostra o processo de gravação do álbum Sonzeira, com Peterson trabalhando ao lado dos produtores ingleses Floating Points e Earl Zinger e músicos brasileiros como Ed Motta, Marcos Valle, Seu Jorge e Elza Soares. O DJ também explora a história das favelas cariocas e o contraste entre o berço do samba e a limpeza e maquiagem pra gringo ver aplicada pela mega produção de eventos como a Copa do Mundo e as Olimpíadas, além de sair a caça de raridades fonográficas pelas lojas do Rio de Janeiro.

Você pode assistir Brasil Bam Bam Bam no player abaixo:

ONLINE

PAGEVIEWS

PESQUISE