10 de jun de 2017

Adam West, o Batman da série de TV dos anos 1960, morre aos 88 anos

sábado, junho 10, 2017

Faleceu neste sábado o ator norte-americano Adam West, que entrou para a história da cultura pop como o Batman da série de TV produzida durante a década de 1960. Ele sofria de leucemia.

William West Anderson, seu nome de batismo, nasceu em 19 de setembro de 1928 em Walla Walla, Washington. O papel de maior destaque de sua carreira foi o de Bruve Wayne na série produzida pela ABC entre 1966 e 1968. Além disso, ele viveu o personagem também em um filme lançado em 1966. Com apelo cômico e diálogos inocentes, o Batman de Adam West era uma figura muito diferente do Batman atual, que é um personagem muito mais sombrio e complexo.


Após a série, West atuou em diversos filmes ao longo das décadas. Ele também tinha uma carreira de dublador, e sua voz pode ser ouvida em séries animadas como The Simpsons, Futurama, Johnny Bravo e Family Guy. 


Adam West casou três vezes e teve seis filhos.


Jane´s Addiction comemora os 25 anos de Ritual de lo Habitual com álbum ao vivo

sábado, junho 10, 2017

Dia 4 de agosto chegará às lojas em Blu-ray, DVD, CD e LP o ao vivo Ritual de lo Habitual - Alive at Twenty-Five. O material celebra os 25 anos do maior clássico do Jane´s Addiction, Ritual de lo Habitual, lançado em 1992.

O material foi gravado com vinte câmeras 4K e tem direção de Mark Ritchie, que já assinou trabahos para Madonna e Kanye West. O show registrado aconteceu em 23 de setembro de 2016 no Irvine Meadows Amphitheatre em Irvine, na California.


Abaixo você assiste ao trailer de Ritual de lo Habitual - Alive at Twenty-Five:


9 de jun de 2017

Vem, novo disco de Mallu Magalhães, é bem legal e você deveria parar para ouvir

sexta-feira, junho 09, 2017

Hoje, 9 de junho, Mallu Magalhães lançou o seu quarto disco, Vem.

E o que isso tem a ver com um site de rock, pode perguntar você. O fato é que não somos um site de rock, mas sim de música. Basta dar uma pesquisada nos quase 9 mil posts que colocamos no ar desde 2008 pra sacar isso.


O segundo ponto é que Vem, o quarto disco de Mallu Magalhães, é o trabalho mais maduro da garota que surgiu conquistando corações em 2008. 


Vale a pena ouvir. Dispa-se de preconceitos e pré-conceitos. Afinal, quem gosta de música gosta é de música, não de um gênero específico.

Só dar play abaixo:


Quadrinhos: Y, O Último Homem - Edição de Luxo Livro Três, de Brian K, Vaughan e Pia Guerra

sexta-feira, junho 09, 2017

Dando sequência à republicação de Y: O Último Homem, a Panini lançou o terceiro volume da edição de luxo da série escrita por Brian K. Vaughan (Saga, Os Leões de Bagdá, Ex Machina) e ilustrada por Pia Guerra (Canário Negro: O Som e a Fúria, DC Convergência). Este encadernado dá sequência às histórias apresentadas nos volumes 1 e 2 desta coleção, publicados em setembro de 2015 e em julho de 2016 respectivamente, e compila os números 24 a 36 da revista original (no total, foram 60 edições). A edição de luxo da Panini está seguindo a Deluxe Edition norte-americana, onde a série foi compilada em cinco volumes - ou seja, temos ainda mais dois livros pela frente.

Y: O Último Homem - Edição de Luxo Livro Três é um encadernado em capa dura no formato 19x28 cm, 320 páginas e papel couché. A trama acompanha as consequências de um mundo onde todos os homens e seres do sexo masculino morreram subitamente de uma causa desconhecida. Apenas um sobreviveu: o jovem Yorick Brown, bem como o seu macaco Ampersand. 

Neste terceiro volume acompanhamos a continuação da road trip do trio formado por Yorick, pela doutora Allison Mann e pela Agente 355 pelos Estados Unidos em busca das razões e cura para todo esse processo. No caminho os três cruzam com diversas situações complicadas, frutos de um inspirado exercício de imaginação realizado por Vaughan e Guerra, que conceberam, através de uma ótima pesquisa, as possíveis realidades que a extinção de todos os homens poderia causar.

Este terceiro arco deixa em segundo plano as amazonas urbanas que emergiram nos dois primeiros, focando mais no relacionamento de Yorick com a dupla que o acompanha e também com sua irmã, Hero. Além disso, somos apresentados a pontuais flashbacks em que o último homem da Terra recorda a sua relação com Beth, sua noiva, que está literalmente no outro lado do mundo, na Austrália.


A série segue apresentando um mundo caótico e com diversos conflitos pelo poder, onde a morte de grande parte dos líderes mundiais e o caos pela extinção dos homens literalmente mudou e dificultou o acesso aos serviços prestados por diversas profissões dominadas pelo sexo masculino, passado pelos transportes e chegando até serviços como a polícia e o próprio sistema de saúde. 

A naturalidade dos diálogos escritos por Vaughan torna ainda mais próxima a distopia apresentada pela série, transmitindo um clima de autenticidade e veracidade que inegavelmente levanta diversos pontos de questionamento no leitor. Já a arte da ilustradora canadense Pia Guerra segue exemplar, com um traço elegante e limpo que enche os olhos a cada virada de página. Aliás, a dupla usa e abusa da linguagem das HQs para explorar aspectos só possíveis nessa mídia, como a condução do foco da narrativa para pontos específicos da arte, sequências que se revelam apenas após as viradas de página e belas splash pages que funcionam como elementos narrativos.


Eu não li Y: O Último Homem quando a série foi publicada anteriormente aqui no Brasil, nos dez encadernados de capa cartão que a Panini lançou entre 2009 e 2012. Estou tento o meu primeiro contato com a série somente agora, com essas edições deluxe (que compilam cada uma dois volumes dos encadernados cartonados lançados anteriormente). E o que eu posso dizer é que trata-se de uma das melhores histórias em quadrinhos que já tive contato na vida. Muito além do universo de super-heróis ou dos personagens para o público infantil, Y: O Último Homem é uma história complexa e cheia de camadas, onde cada nova leitura revela um significado mais abrangente e completo.

A Panini ainda não anunciou quando os dois últimos volumes serão lançados, mas não deve demorar muito. Enquanto isso, aproveite que os três já publicados são facilmente encontrados em livrarias e bancas, além da internet, e compre. É uma história incrível e que certamente estará entre as preferidas da sua jornada como leitor de HQs.

Stoner made in Curitiba: conheça o som do Pantanum

sexta-feira, junho 09, 2017

Formada em 2014, a banda curitibana Pantanum está lançando um novo EP. Com o título de Purple Blaze, o disquinho está disponível nos serviços de streaming e também em formato físico, em um vinil de 7 polegadas que pode ser comprado aqui. No streaming, o material vem com música a mais, a jam “Searching the Way out Through the Mind’s Door”.

O Pantanum é formado por Francisco Gusso (baixo e vocal), Alexandre Stresser (guitarra) e Bruno Silvério (bateria). André Centofante participa como músico convidado e responde pelos sintetizadores.

Musicalmente, o que temos é um stoner pesadão e influenciado pra caramba pelo Black Sabbath e por nomes mais contemporâneos como Electric Wizard, característica que fica ainda mais evidente devido à semelhança entre os vocais de Gusso e os de Ozzy.

O novo disco do grupo deve ser gravado este ano, mas ainda não tem data de lançamento confirmada. Ele vem na sequência da estreia, Volume 1, que saiu em 2015.

Ouça abaixo o novo single dos paranaenses:

Nightwish anuncia compilação e turnê mundial com duração de nove meses

sexta-feira, junho 09, 2017

Após a pausa devido à gravidez da vocalista Floor Jansen, o Nightwish já marcou o seu retorno para o início de 2018.

A banda anunciou uma turnê mundial com duração de nove meses (olha a referência à gravidez aí) e que terá início em março com 34 datas já confirmadas na América do Norte. Estes shows terão a presença de músicas pouco tocadas ao vivo pelo grupo, conforme o release enviado.

Além disso, a banda finlandesa lançará dia 9 de março um CD duplo chamado Decades, que será disponibilizado pela Nuclear Blast e cobrirá toda a carreira do sexteto. O tracklist ainda não foi informado.

Unisonic lança álbum ao vivo gravado no Wacken

sexta-feira, junho 09, 2017

O Unisonic lançará dia 21 de julho o ao vivo Live in Wacken. O material será disponibilizado em CD+DVD e traz o show que a banda de Michael Kiske e Kai Hansen realizou no festival alemão Wacken Open Air em 2016.

Abaixo está o tracklist, bem como o vídeo ao vivo da música que dá nome à banda:

CD
1. Venite 2.0
2. For The Kingdom
3. Exceptional
4. My Sanctuary
5. King For A Day
6. A Little Time
7. Your Time Has Come
8. When The Deed Is Done
9. Star Rider
10. Throne Of The Dawn
11. March Of Time
12. Unisonic

DVD:
1. For The Kingdom
2. Exceptional
3. Your Time Has Come
4. When The Deed Is Done
5. March Of Time
6. Unisonic

Venom Inc. anuncia disco de estreia e mostra música

sexta-feira, junho 09, 2017

E o legado do Venom segue forte. Trazendo dois integrantes da formação original do trio inglês, o Venom Inc. anunciou o lançamento do seu disco de estreia. O álbum tem o título de Avé e chegará às lojas dia 11 de agosto pela Nuclear Blast.

A banda é formada por Jeff “Mantas" Dunn (guitarra), Anthony “Abaddon" Bray (bateria) e Tony “Demolition Man” Dolan (vocal e baixo). Dolan substituiu Conrad “Cronos" Lant entre 1989 e 1992 e gravou três discos com Venom: Prime Evil (1989), Temple of Ice (1991) e The Waste Lands (1992).

Abaixo você confere o tracklist e assiste ao vídeo da música “Dein Fleisch” - bem legal, por sinal:

Minhas HQs: conheça a enorme coleção de quadrinhos de Christian Farias, do BlogBuster TV

sexta-feira, junho 09, 2017

De colecionador pra colecionador, faça uma breve apresentação para os nossos leitores.

Meu nome é Christian Farias, sou gaúcho, gremista, jornalista, pós-graduado em cinema e um dos fundadores e editores do canal BlogBuster TV no YouTube, onde debatemos assuntos nerds em geral, mas principalmente nossas maiores paixões: quadrinhos, séries, cinema e games. 

Quantas HQs você tem em sua coleção?

Na última contagem minha coleção havia passado de 4.500 edições. Não saberia dizer o número exato, pois a cada dia mais HQs invadem minha casa e estou sempre atrasado na contagem.

Quando você começou a colecionar HQs?

Minha mãe comprava quadrinhos para mim desde meus 4 anos, pois comecei a ler muito cedo. Mais tarde eu ganhei centenas de edições que faziam parte do acervo de meu primo mais velho, e então a coleção foi tomando forma.


Você lembra qual foi a sua primeira HQ? Ainda a tem em sua coleção?

Os quadrinhos que ganhei em 1992 foram gibis da Turma da Mônica e Zé Carioca. Ainda tenho todos eles.

Quando caiu a ficha e você percebeu que não era só um leitor de quadrinhos, mas sim um colecionador de quadrinhos?

Identifiquei-me como colecionador quando fui morar em Porto Alegre. Minha coleção sempre foi algo muito particular, pois no interior as crianças não tinham o hábito de colecionar quadrinhos. Quando cheguei a Porto Alegre para fazer faculdade, com 16 anos, acabei me dando conta que muitas pessoas dividiam o gosto pela nona arte, portanto ficou ainda mais fácil de manter essa prática.  

Como você organiza a sua coleção? Por ordem alfabética, de editora, autores, personagens, ou usa algum outro critério?

Confesso que sou meio desorganizado com minha coleção. Como estou sempre consultando algo, tirando de ordem e etc, então acabo separando mais por editoras e formatos. 


Onde você guarda a sua coleção? Foi preciso construir um móvel exclusivo pra guardar tudo, ou você conseguiu resolver com estantes mesmo?

Como minha coleção está em duas casas que são situadas em cidades diferentes, então eu reparti as edições. Boa parte da coleção de formatinhos e edições antigas fica em Camaquã, em um armário que foi feito para este fim. Comigo estão hoje as edições mais relevantes, as autografadas e também os materiais mais recentes. 

Que dica de conservação você dá para quem também coleciona HQs?

Não quero ser pretensioso a ponto de dar dicas aos colecionadores, mas gostaria de dar uma dica primorosa aos novos colecionadores ou para aqueles que estão pensando em começar: não compre tudo que você vê pela frente. Nem tudo é importante para uma coleção, pois uma coleção precisa – mais do que números – de conteúdo. 

Boa! Você já leu tudo que tem?

Claro que não! O colecionador que falar que sim estará mentindo. Sempre tenho uma pilha de “próximas leituras”, e essa pilha nunca acaba – pelo contrário -, cada vez aumenta mais. Alguns dias quase consigo acabar com ela, mas vou na banca e realimento a torre.  

Você tem o hábito de retornar a alguma quadrinho tempos depois de lê-lo pela primeira vez, entrando em contato novamente com a história? Essas releituras já fizeram você mudar a sua opinião que tinha sobre tal HQ quando a leu pela primeira vez?

Com certeza! Existem diversos quadrinhos que a leitura foi ficando cada vez mais produtiva, conforme minha bagagem cultural foi sendo formada. Quando li O Reino do Amanhã nos anos 1990, não consegui absorver o que pude nas outras vezes que o fiz. O mesmo vale para muitas obras de Alan Moore, que cada vez que releio posso captar mais signos e riquezas de roteiro. 

Qual o seu escritor preferido e o seu personagem favorito?

Existe um escritor que nunca me decepcionou, mas ele seria como comparar algum jogador com Pelé, então Alan Moore não poderia entrar nessa resposta. Tenho um carinho enorme pelo Garth Ennis, pela desconstrução que ele faz com os heróis e pelo tom agressivo e questionador de dogmas e regras. Meu personagem favorito é o Arseface, traduzido no Brasil para Cara de Cu, que faz parte de Preacher.

De qual personagem, autor e editora você tem mais itens em sua coleção?

Acho que podemos colocar um empate técnico. Tenho muitas coisas de Batman e Homem-Aranha. Em relação a autor, acredito que tenho muito material de Garth Ennis e Alan Moore, pois são dois que compro exatamente TUDO que vejo, materiais importados e nacionais. Não vou poder negar que tenho mais quadrinhos da DC, pois fiz a loucura de comprar todas as grandes sagas e seus vínculos em edições mensais. 

Quais são os itens mais raros, e também aqueles que você mais gosta, na sua coleção?

Não saberia dizer qual o mais raro, mas eu possuo muitas coisas que guardo com carinho: Crise nas Infinitas Terras autografada pelo George Pérez, Hitman e Lobo autografado pelo Bisley, V de Vingança autografada pelo Lloyd, Monstro do Pântano autografado pelo John Tottleben, edições gringas da Mulher-Maravilha do Deodato autografadas pelo mesmo, Reino do Amanhã autografada pelo Mark Waid, Grandes Astros Superman autografado pelo Frank Quitely e mais uma centena de edições autografadas por diversos artistas e roteiristas. 

Uma das edições que mais guardo com carinho é a primeira edição da Liga Cômica original gringa, autografada pelo Kevin Maguire.



Você só coleciona edições brasileiras ou tem o hábito de também adquirir edições gringas para o seu acervo de quadrinhos?

Tenho muitas coisas gringas. Existem diversas séries que nunca saíram no Brasil e que provavelmente não sairão, pois não possuem divulgação e público por aqui, o que é uma pena.

Além de HQs, você possui alguma outra coleção?

Eu tenho muitos DVDs e Blu-Rays, pois sou apaixonado por cinema. Mas não é algo que me faça ter a mídia física, pois muita vezes o sistema de streaming me satisfaz. Busco edições físicas quando tenho curiosidades sobre algum processo de produção, que geralmente são documentadas nos extras.


Você ainda frequenta bancas de revistas e livrarias, ou hoje compra tudo pela internet mesmo?

Não resisto a bancas e livrarias. Sempre foi meu ponto fraco. Como trabalhei muitos anos em produção de TV, acabei viajando por diversas regiões do Brasil e meu vício era sempre visitar as livrarias pra saber o que havia de diferente. Ainda compro muito em lojas físicas.

Que loja de HQs você indica para os nossos leitores? 

Para fugir das dicas que todos conhecem (Amazon, Saraiva, Fnac), vou indicar o Punch Comics, uma loja de quadrinhos online com descontos muito legais, e que é de um amigo aqui da cidade.

Qual foi o lugar mais estranho em que você já comprou quadrinhos?

Quando eu era criança costumava comprar quadrinhos em uma loja de cigarros. Era estranho, pois meu tio ia comprar cigarro e a loja tinha um pequeno espaço para quadrinhos (o mais estranho é que eram quadrinhos antigos do Mandrake e Fantasma). Eu acabava sempre ganhando um gibi antigo nessa ida ao “tio do cigarro”.


Que HQs você indicaria para quem nunca leu quadrinhos e quer começar a se aventurar pela nona arte?

Eu indicaria O Escultor, de Scott McCloud. Uma história linda, que não foge muito de uma narrativa com ritmo cinematográfico, mas que deve ser apreciada com atenção, pois muitos detalhes podem passar em branco. 

Quais foram as cinco melhores HQs que você já leu na vida? E as piores?

Vou tentar sair do óbvio e elencar algumas coisas que realmente me marcaram:

Preacher
Planetary
Monstro do Pântano (Fase do Moore)
Miracleman (Moore)
O Escultor

Não gosto de elencar coisas ruins, pois acaba ofendendo quem curte, mas vou deixar alguns nomes:

Superman dos Novos 52
Heróis Renascem Capitão América
Homem-Aranha Pecados Pretéritos
Constantine Novos 52
Homem-Aranha Saga do Clone

O que as pessoas pensam da sua coleção de quadrinhos? Estranham este hábito ou admiram a sua biblioteca?

Nunca tive uma preocupação com o que as outras pessoas pensavam sobre a minha coleção, até por que eu nunca fui de ficar mostrando ela e falando sobre. Costumo separar muito bem minhas nerdices no dia-a-dia, e tento não ficar falando sobre coisas específicas deste ramo com amigos que não são ligados nisso. Mas todos que sabem e conhecem minha coleção acabam achando bacana, até pelo tempo e carinho que dedico a isso na minha vida. 


Você se espelha em alguma outra coleção de quadrinhos, ou outro colecionador, para seguir com a sua? Alguém o inspira nessa jornada?

Nunca tive ninguém como uma fonte de inspiração como colecionador, até por que na minha cidade eu não conhecia ninguém com esta prática. Mas acredito que algo que me motivou a continuar comprando e buscando conhecimento sempre, mesmo em tempos em que a grana ficou curta e que não existia a internet, foi a revista Herói. Eu ainda possuo mais de 100 edições dessa que foi uma grande fonte de informação de coisas que aconteciam na gringa e que não tínhamos como saber.   

Qual o valor cultural, e não apenas financeiro, que você vê em uma coleção de HQs como a sua?

Eu só vejo valor cultural. Não costumo calcular quanto já gastei em quadrinhos, pois isso é irrelevante para mim. Acho que essas práticas de consumo cultural nos transmitem muito do que somos, e minha coleção de HQ é uma boa parte de mim, pois moldou meu caráter e me acompanhou desde a infância até hoje. Acredito que somente quem absorve o conhecimento de sua coleção sabe o valor que ela tem, pois ele está dentro de você. 

Vai chegar uma hora em que você vai dizer "pronto, tenho tudo o que queria e não preciso comprar mais quadrinhos", ou isso é uma utopia para um colecionador?

Acredito que este momento não chega nunca. Ficamos sempre procurando mais uma sensação de descoberta. Gostaria tanto de sentir outra vez a sensação que tive ao terminar de ler Preacher, Watchmen, Cavaleiro das Trevas, e acredito que essa sensação é que nos motiva a continuar desbravando obras culturais.



O que significa ser um colecionador de HQs?

Acho que mais do que ostentar um número de objetos em uma estante, um colecionador é alguém que guarda memórias e sentimentos em forma de objetos. Algo que parece fútil para quem não está próximo, mas que carrega um valor sentimental muito além de números e de tamanho.

Qual o papel dos quadrinhos na sua vida?

Os quadrinhos fizeram parte de momentos incríveis da minha vida, me acompanharam em grandes desafios, me ensinaram a ler, me incentivaram a batalhar quando uma crise de ansiedade enorme apareceu na minha adolescência. Minha memória de infância já começa com os quadrinhos em volta, e acredito que eu seria uma pessoa completamente diferente sem eles.

Pra fechar: o que você está lendo atualmente e o que recomenda para os nossos leitores?

Eu tenho o péssimo costume de ler e reler diversas coisas ao mesmo tempo. Neste momento estou lendo Saga e O Legado de Júpiter, também estou relendo A Era de Ouro de James Robinson, uma bela leitura.

Vou recomendar dois tipos de leituras, talvez para dois públicos diferentes. Começarei com Crossed, uma HQ de horror que teve sua primeira fase escrita por Garth Ennis e que depois teve Alan Moore nos roteiros. Não preciso falar mais nada sobre ela né?

Recomendo também – para quem ainda não conhece – uma HQ brasileira: A Vida de Jonas, de Magno Costa e Marcelo Costa. Simplesmente um quadrinho que me impactou anos atrás e que ainda mexe muito comigo toda vez que releio.

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Ouça “Paranoiac Personality”, nova música de Alice Cooper

sexta-feira, junho 09, 2017

Alice Cooper liberou o primeiro single de seu novo disco, Paranormal, seu primeiro trabalho em seis anos. O álbum vem com as participações especiais de Billy Gibbons, Larry Mullen Jr. e Roger Glover, e traz um CD bônus com faixas inéditas gravadas pela formação original do Alice Cooper Group.

“Paranoiac Personality” é grudenta e teatral, seguindo a tradição de Cooper. 

Quem é fã vai curtir!

Chegaram os wallpapers e as capas para celular oficiais do Kiss

sexta-feira, junho 09, 2017

E o Kiss segue expandindo a sua já enorme linha de itens de merchandise oficiais. Agora é a vez dos dispositivos mobile receberam a cara dos mascarados norte-americanos.

Desenvolvidos em parceria com a filha de Gene Simmons, Sophie, a banda está lançando 12 designs diferentes para os telefones Pixel e Nexus, do Google. Todas estão disponíveis no Google Play (ainda não em todos os países).

Pessoalmente, achei que as artes deram uma renovada no visual do Kiss, atualizando para a geração atual.

E aí, curtiram?

8 de jun de 2017

Fizeram um cover de "Hardwired", do Metallica, com uma cítara

quinta-feira, junho 08, 2017

Essa é demais: Rishabh Seen, um músico norte-americano com ascendência indiana e que se auto-denomina o primeiro tocador de cítara do heavy metal, gravou uma improvável versão com o instrumento para "Hardwired", música de abertura do último disco do Metallica.

E ficou legal pra caramba, como você pode conferir abaixo:


Review: Yannick - Também Conhecido Como Afro Samurai (2016)

quinta-feira, junho 08, 2017

De cara, o que chama a atenção neste EP de estreia do rapper Yannick Hara é a temática das letras. Elas são inspiradas no mangá Afro Samurai, de Takashi Okazaki, publicado entre setembro de 1999 e maio de 2000. No Japão a história saiu em um único volume, enquanto no restante do mundo foi dividido em dois. O enredo conta a história de um samurai negro e é fortemente influenciado pela blaxploitation, movimento do cinema norte-americano do início da década de 1970 focado na valorização da cultura negra. O mangá foi adaptado para o anime, que estreou em janeiro de 2007 e teve cinco episódios. No Brasil, o título foi publicado no final de 2009 pela Panini Mangás, enquanto o anime passou na MTV.

Desde o início, a obra de Okasaki teve forte ligação com a música, com a trilha-sonora do anime sendo composta por RZA, integrante do combo Wu-Tang Clan. Essa associação segue com o trabalho de Yannick.


São apenas oito faixas em 28 minutos, que traduzem a trama para as canções de Yannick. Musicalmente, temos um hip-hop com batidas fortes e melodias que remetem à cultura japonesa, tudo feito de maneira orgânica e pulsante e com direito a participações de nomes com associação direta com o rock como Dieguito Reis do Vivendo do Ócio, Paula Malvar do Vó Tereza e do rap como Pedro Camargo da Ol Darth Bastard. 

O timbre de voz de Yannick lembra, ainda que sutilmente, a de Thayde, o que traz boas recordações que ficam ainda mais acentuadas pelo sotaque paulista. Mas, como já dito, Yannick ganha atenção pela originalidade de sua abordagem, trilhando pelo caminho do mangá-rap com autoridade e firmeza.

Entre as faixas, destaque para “Jinno" e a ótima música que dá nome ao EP, que vem em duas versões, incluindo um delicioso remix.

Também Conhecido Como Afro Samurai é uma bela estreia de um cara que chega atraindo a atenção, com um trabalho bem feito e que tem tudo para render belos frutos nos próximos anos. Ouça!


Ramones estão preparando edição comemorativa de seu segundo álbum

quinta-feira, junho 08, 2017

Lançado em 10 de janeiro de 1977, Leave Home, segundo disco dos Ramones, será relançado em uma edição comemorativa de 40 anos. 

Ramones: Leave Home 40th Anniversary Deluxe Edition chegará às lojas dia 14 de julho pela Rhino em um box com 3 CDs e um LP. O material vem com o áudio remasterizado e faixas extras e ao vivo, enquanto o LP contém uma nova mixagem feita por Ed Stasium, o engenheiro de som da gravação original, especialmente para esta edição.

Em 2016, uma edição semelhante foi lançada celebrando as quatro décadas de vida do auto-intitulado disco de estreia do quarteto.

Tracklist completo abaixo:

Disc One: Original Album
Remastered Original Mix

1. "Glad to See You Go"
2. "Gimme Gimme Shock Treatment"
3. "I Remember You"
4. "Oh Oh I Love Her So"
5. "Carbona Not Glue"
6. "Suzy is a Headbanger"
7. "Pinhead"
8. "Now I Wanna Be a Good Boy"
9. "Swallow My Pride"
10. "What's Your Game"
11. "California Sun"
12. "Commando"
13. "You're Gonna Kill That Girl"
14. "You Should Have Never Opened That Door"
40th Anniversary Mix
15. "Glad to See You Go"
16. "Gimme Gimme Shock Treatment"
17. "I Remember You"
18. "Oh Oh I Love Her So"
19. "Carbona Not Glue"
20. "Suzy is a Headbanger"
21. "Pinhead"
22. "Now I Wanna Be a Good Boy"
23. "Swallow My Pride"
24. "What's Your Game"
25. "California Sun"
26. "Commando"
27. "You're Gonna Kill That Girl"
28. "You Should Have Never Opened That Door"

Disc Two: Bonus Material
Sundragon Rough Mixes

1. "Glad to See You Go"*
2. "Gimme Gimme Shock Treatment"*
3. "I Remember You"*
4. "Oh Oh I Love Her So"*
5. "Carbona Not Glue"*
6. "Suzy is a Headbanger"*
7. "Pinhead"*
8. "Now I Wanna Be a Good Boy"*
9. "Swallow My Pride"*
10. "What's Your Game"*
11. "California Sun"*
12. "Commando"*
13. "You're Gonna Kill That Girl"*
14. "You Should Have Never Opened That Door"*
15. "Babysitter"*
40th Anniversary Extras
16. "Sheena is a Punk Rocker" (Single Version)
17. "I Don't Care" (B-Side Version)
18. "Babysitter" (UK Album Version)
19. "Glad to See You Go" (BubbleGum Mix)*
20. "I Remember You" (Instrumental)*
21. "Gimme Gimme Shock Treatment" (Forest Hills Mix)*
22. "Oh Oh I Love Her So" (Soda Machine Mix)*
23. "Carbona Not Glue" (Queens Mix)*
24. "Suzy is a Headbanger" (Geek Mix)*
25. "Pinhead" (Psychedelic Mix)*
26. "Pinhead" (Oo-Oo-Gabba-UhUh Mix)*
27. "Now I Wanna Be a Good Boy" (Bowery Mix)*
28. "Swallow My Pride" (Instrumental)*
29. "What's Your Game" (Sane Mix)*
30. "California Sun" (Instrumental)*
31. "Commando" (TV Track)*
32. "You're Gonna Kill That Girl" (Doo Wop Mix)*
33. "You Should Have Never Opened That Door" (Mama Mix)*

Disc Three: Live at CBGB April 2nd, 1977

1. "I Don't Wanna Go Down to the Basement"*
2. "Now I Wanna Sniff Some Glue"*
3. "Blitzkrieg Bop"*
4. "Swallow My Pride"*
5. "Suzy is a Headbanger"*
6. "Teenage Lobotomy"*
7. "53rd & 3rd"*
8. "Now I Wanna Be a Good Boy"*
9. "Sheena is a Punk Rocker"*
10. "Let's Dance"*
11. "Babysitter"*
12. "Havana Affair"*
13. "Listen to My Heart"*
14. "Oh Oh I Love Her So"*
15. "California Sun"*
16. "I Don't Wanna Walk Around With You"*
17. "Today Your Love, Tomorrow the World"*
18. "Judy is a Punk"*
19. "Pinhead"*

LP: 40th Anniversary Mix

Side One
1. "Glad to See You Go"
2. "Gimme Gimme Shock Treatment"
3. "I Remember You"
4. "Oh Oh I Love Her So"
5. "Carbona Not Glue"
6. "Suzy is a Headbanger"
7. "Pinhead"

Side Two
1. "Now I Wanna Be a Good Boy"
2. "Swallow My Pride"
3. "What's Your Game"
4. "California Sun"
5. "Commando"
6. "You're Gonna Kill That Girl"
7. "You Should Have Never Opened That Door"

* Previously Unreleased

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