12 de jun de 2018

Por algum motivo, as fitas k7 estão sendo relançadas no Brasil


Sabe-se lá por qual motivo, o mercado de fitas cassete está renascendo no Brasil, algo muito próximo ao que ocorreu recentemente com o vinil. Exemplos recentes: Pitty lançou seu novo single, “Contramão”, no formato, enquanto o mais recente álbum do Arctic Monkeys, Tranquility Base Hotel & Casino, será disponibilizado por aqui neste formato. Além disso, discos como Usuário, do Planet Hemp, e Nando Reis – Voz e Violão – No Recreio – Volume 1, de Nando Reis, ganharam relançamentos especiais em K7.

A Polysom vem investindo no formato. A produção começou em maio, após quase um ano de preparação, em busca de uma qualidade condizente com os novos tempos. Assim como o vinil de hoje é muito melhor do que o que se fazia até os anos 1980, a Polysom está trabalhando para que o cassete tenha qualidade diferenciada. “Antigamente, as fitas não tinham qualidade como as importadas que serão utilizadas agora”, explica João Augusto, consultor da Polysom. “Os cuidados eram menores em razão da altíssima quantidade de produção e o controle de qualidade praticamente não existia. O formato em si inspirava desconfiança em quem desejava um som melhor”, explica.

De acordo com o consultor, ao longo do ano a empresa fornecerá fitas em várias cores com som de alta qualidade e o único fator de dúvida será o equipamento do consumidor, que precisa estar “alinhado e com a cabeça limpa”.


Sempre que falo a alguém sobre a volta dos cassetes, sinto uma fortíssima sensação de déjà vu ao me lembrar do início do retorno do vinil”, conta João. “As pessoas ficam completamente céticas, penso até que algumas consideram que enlouquecemos de vez. Para os que duvidam da existência de novos players, relembro que apenas duas fábricas em todo o mundo tinham os toca-discos em sua cadeia de produção quando retomamos os discos de vinil. Hoje são mais de vinte marcas ativas, com os mais diversos níveis de qualidade”, comentou.

Não vejo motivo algum neste retorno, por mais que os investimentos em qualidade estejam sendo feitos pela Polysom. Quem quer uma fita k7m, gente? O formato sempre foi discutível, e trazê-lo de volta não faz sentido, na minha opinião. 

E vocês, o que acham desse ressurreição das fitas cassete?

7 comentários:

Fabiano leal disse...

colecionismo, seu site chama Colectors Room, então deve conhecer os fetiches de um colecionador.
Acha realmente que alguém vai comprar uma fita para ouvir no dia a dia?

Ricardo Seelig disse...

Sim, o site se chama Collectors Room. Mas eu, enquanto colecionador, sempre comprei para ouvir em primeiro lugar, não para deixar fechado e exposto na estante.

Rinaldi disse...

Realmente a qualidade não é das melhores, mas acredito que o retorno das K7 atende a um pequeno nicho de colecionadores tanto de mídia como de aparelhos vintages, e não são poucos. Tem colecionador que curte aquelas grandes fitas de rolo com aparelhos devidamente revisados/restaurados para essa finalidade. Só o fato de haver lançamentos no formato K7 vai animar esse público em comprá-los.

Rinaldi disse...

E só complementando, artistas e bandas também estão incentivando essa volta, lançamentos recentes e até discografia completa estão sendo disponibilizados nesse formato.

Unknown disse...

Queremos tb então a volta do minidisc que aqui ñ se popularizou. Mas é bom lembrar que esses formatos são tão somente para angariar mais grana. Capitalismo selvagem.

Fabiano leal disse...

Mas você sabe dos desejos estranhos que vários colecionadores tem.
Tem gente com todos os tipos de gostos.
Conheço um cara que só coleciona Guns, ele deve ter uns mil itens da banda, tudo que ele vê o bicho compra se sair a discografia em K7 ele vai querer ter.

Fabiano leal disse...

O único formato que interessa a quem não é colecionador é o formato digital. Fim da discussão.

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