14 de dez de 2018

As 25 melhores HQs de 2018 segundo a Collectors Room


2018 foi um ano paradoxal para a indústria de quadrinhos brasileira. Ao mesmo tempo em que nunca tivemos tantos lançamentos nas bancas e livrarias, vimos o mercado editorial se afundar em uma crise sem precedentes e que gerou o fechamento da FNAC e está levando a Livraria Cultura e a Saraiva pelo mesmo caminho.

Enquanto isso não se resolve, seguimos lendo quadrinhos todos os dias. E aqui já deixo claro: a lista abaixo apresenta a minha opinião pessoal a respeito das obras que li durante o ano, e apenas isso. Ela não pretende ser definitiva e outros adjetivos arrogantes tão comuns aos ditos “influenciadores”. Até porque ninguém consegue ler tudo que é lançado, seja pela limitação do bolso ou pela escassez de tempo. Além disso, várias HQs celebradas que saíram este ano não chegaram às minhas mãos, seja por ainda não tê-las adquirido ou pelo simples fato de as editoras não terem enviado um exemplar.

Dito isso, abaixo estão as 25 melhores HQs de 2018 na opinião da Collectors Room. O critério para escolha foi bem simples: o título precisava ser inédito no Brasil. Encadernados compilando arcos e republicações ganharam uma lista à parte, leia aqui.

Divirtam-se, e coloquem as suas listas nos comentários!


25 Conto de Areia, de Ramón K. Perez (Archaia/Pipoca & Nanquim)

Este é um quadrinho diferente. Adaptação para a nona arte de um roteiro esquecido de Jim Henson (criador dos Muppets e Vila Sésamo) e Jerry Juhl, Conto de Areia ganhou forma de HQ pelas mãos do ilustrador Ramón K. Perez. E o trabalho é de cair o queixo. Mas onde se encaixa o “diferente" da primeira frase? Na forma como a história é contada. O texto aqui quase não existe e é praticamente dispensável. O que importa é a arte de Pérez, que enche os olhos em todas as páginas e apresenta uma narrativa gráfica poucas vezes vista. E não se preocupe caso você não tenha entendido a história - pouca gente entendeu, acredite.


24 Deuses Americanos: Sombras, de Neil Gaiman e P. Craig Russell (Dark Horse/Intrínseca)

P. Craig Russell (O Anel de Nibelungo, Hellboy, Sandman) adaptou para os quadrinhos o livro mais conhecido e celebrado de Neil Gaiman. E o resultado vale a pena. A história da Gaiman é fantástica, como todo mundo que já leu a obra sabe, e aqui ganha o acompanhamento visual da arte e da narrativa gráfica de Russell, que já havia realizado trabalho semelhante na HQ de Coraline e em outros títulos de Gaiman. As capas com as lindas ilustrações de David Mack são a cereja do bolo. A série terá mais dois encadernados, que devem sair en 2019 pela Intrínseca.


23 Refugiados: A Última Fronteira, de Kate Evans (Verso/Darkside Books)

A inglesa Kate Evans realizou em Refugiados um trabalho que pode ser colocado na mesma prateleira das obras de Joe Sacco, maior nome do “quadrinho reportagem”. Mostrando a realidade de um dos maiores flagelos deste início de século XXI - a questão dos milhares de refugiados que fogem de seus países em busca de uma vida melhor em uma nova pátria -, Evans foca a sua história na chamada Selva de Calais, imenso acampamento levantado na cidade portuária francesa de Calais. A arte é crua, a narrativa não tem filtros, o texto é forte. E a história é tocante até a alma. Uma HQ necessária e que faz pensar.


22 Imaginário Coletivo, de Wesley Rodrigues (Darkside Books)

O Brasil é um país de talentos singulares. E essa característica, é claro, também é claramente perceptível nos quadrinhos. Imaginário Coletivo é a primeira HQ de Wesley Rodrigues, e foi publicada em uma linda edição pela Darkside Books. A história bebe no realismo fantástico para entregar uma trama que traz doses imensas de surrealismo atreladas a uma forte crítica social. Com lindas ilustrações que muitas vezes parecem conduzidas muito mais pelo coração do que pelo lápis, Wesley "chegou chegando" com uma obra que conversa com a realidade e mostra o quanto o nosso cotidiano não está tão longe assim da mais estranha ficção.


21 Batman & Flash: O Bóton, de Tom King, James Williamson, Jason Fabok e Howard Porter (DC/Panini)

Esta história dá início (ou sequência, se considerarmos o volume único DC Renascimento como ponto de partida, você decide) à inclusão dos personagens de Watchmen no Universo DC. E, independentemente de essa ser ou não uma boa ideia, o que lemos em O Bóton é demais! Na prática,o que temos é uma HQ de investigação com doses enormes de ação, como a já clássica luta entre o Batman e o Flash Reverso. Não sei o que me espera e nem o que a DC pretende com O Relógio do Juízo Final, mas essa passagem pelo Bóton foi uma das leituras mais divertida do ano, com certeza.


20 DC Encontra Looney Tunes, de Tom King, Lee Weeks e outros (DC/Panini)

Os encontros entre os super-heróis da DC e personagens de outros universos sempre rendem boas histórias. É o caso dessa HQ. Nomes malucos do mundo dos Looney Tunes como Pernalonga, Coiote, Papa-Léguas e outros dividem espaço com Batman, Mulher-Maravilha, Ajax e toda a turma. Os grandes momentos estão em quatro encontros: Lobo ajudando o Coiote e caçar o Papa-Léguas, a Mulher-Maravilha confrontando o Diabo da Tasmânia e, notadamente, na história que une Eufrazino e Frangolino ao caçador de recomepensas Jonah Hex e na disputa entre Batman e Hortelino, que fecha o encadernado. Divertidíssimo!


19 Trillium, de Jeff Lemire (Vertigo/Panini)

Trillium não é apontada como um dos melhores trabalhos de Jeff Lemire e não possui o mesmo status de Condado de Essex, por exemplo. No entanto, para um cara como eu, que não é versado no universo do escritor canadense, a experiência de leitura foi recompensadora. O que lemos, em sua essência, é uma história de amor que atravessa os limites do tempo. A arte peculiar de Lemire e a colorização com aspecto aquarelado tornam a experiência ainda mais forte. Mesmo que um pouco confusa em certas passagens, Trillium é uma HQ que faz pensar sobre o que realmente importa: o que somos e o que queremos nessa nossa passagem pelo mundo.


18 Paraíso Perdido, de Pablo Auladell (Huacanamo/Darkside Books)

Escrito pelo poeta inglês John Milton em 1667, Paraíso Perdido é uma das maiores obras da literatura universal. Sua influência na forma como enxergamos a figura de Deus e, principalmente, do Diabo, é profunda em toda a cultura ocidental. Essa HQ traz a adaptação para os quadrinhos da épica obra de Milton realizada pelo quadrinista espanhol Pablo Auladell. A obra é densa, sombria e lindamente ilustrada com um traço que a princípio parece perturbador e estranho, mas que depois se revela totalmente alinhado com a história. E tudo fica ainda mais forte com a incrível edição que a Darkside Books publicou e que é, certamente, uma das mais belas HQs já lançadas aqui no Brasil em se tratando de projeto gráfico e tudo que o envolve. Tanto pela história quanto pelo acabamento, Paraíso Perdido é uma obra extremamente indicada pra quem curte quadrinhos.


17 Batman: Cavaleiro Branco, de Sean Murphy (DC/Panini)

Nessa série de oito edições (e cujo quinto volume está saindo agora em dezembro), o roteirista e ilustrador norte-americano Sean Murphy (Punk Rock Jesus) traz uma nova interpretação para o Batman e todo o universo de Gotham City. Na história criada por Murphy, o Coringa assume o papel de bem feitor enquanto o Cavaleiro das Trevas passa a ser visto com olhos não tão amigáveis pelos cidadãos de Gotham. O roteiro é bem escrito, mas o destaque é a arte de cair o queixo de Murphy, com ótimas sacadas e ilustrações que estão entre as melhores que Batman e sua turma receberam nos últimos anos.


16 Cebolinha: Recuperação, de Gustavo Borges (Mauricio de Sousa/Panini)

Um dos maiores méritos das Graphic MSP é dar projeção e colocar em destaque novos talentos do universo de quadrinhos brasileiro. E Gustavo Borges é um dos mais promissores da atual geração. Em Recuperação, o gaúcho conta uma história que fala tanto com os pequenos quanto com os adultos, expondo problemas que afetam Cebolinha e sua família e que fazem parte do cotidiano de milhões de brasileiros país afora. Com uma arte ao mesmo tempo estilizada e um tanto cartunesca, porém sempre cheia de personalidade, Gustavo Borges entregou uma HQ que diverte e faz pensar na mesma proporção. Mais uma bola dentro da Graphic MSP!


15 Batman, de Tom King (DC/Panini)

O roteirista Tom King está fazendo história em seu run no Batman. Humanizando o personagem de uma maneira poucas vezes vista antes, retirando a aura de invencível que inúmeros escritores colocaram no alter ego de Bruce Wayne ao longo dos anos, King usa o romance do Cavaleiro das Trevas com a Mulher-Gato para revelar, edição após a edição, novas camadas da personalidade pra lá de complexa de um dos maiores personagens dos quadrinhos. E tudo isso escrito com rara sensibilidade e doses generosas de inspiração. Quem está esperando a série ser encadernada para ler só daqui há alguns anos está perdendo um dos melhores momentos da história do morcego de Gotham.


14 Jessica Jones, de Brian Michael Bendis e Michael Gaydos (Marvel/Panini)

Essa aqui é até covardia. Bendis fez uma pequena revolução quando publicou Alias no início dos anos 2000. A história da problemática detetive Jessica Jones foi o primeiro título do selo Marvel MAX, focado em leitores adultos. Quase duas décadas depois, ele retorna à personagem ao lado da mesma equipe que fez de Alias um dos clássicos modernos da Marvel: o ilustrador Michael Gaydos, o colorista Matt Hollingsworth e o capista David Mack. A história segue com a pegada crua da série original, e agora mostra Jessica investigando também o que aconteceu com o universo Marvel após as Guerras Secretas arquitetadas por Jonathan Hickman e as consequências de tudo que rolou. Excelente!


13 Paper Girls 2, de Brian K. Vaughan e Cliff Chiang (Image/Devir)

Brian K. Vaughan vive uma fase especialmente inspirada. Além da já clássica Saga, o roteirista natural de Cleveland entrou de cabeça nos anos 1980 em Paper Girls. O que temos aqui é uma grande homenagem aos filmes pipoca daquela década, em uma história que une ficção científica e viagem no tempo enquanto conta a jornada de um grupo de garotas pré-adolescentes. A arte de Cliff Chiang, que ilustrou a Mulher-Maravilha de Brian Azzarello nos Novos 52, é muito expressiva e usa tons quase monocromáticos para contar a história. Se você curtiu Stranger Things, encontrará em Paper Girls uma certa equivalência em forma de HQ.


12 O Xerife da Babilônia, de Tom King e Mitch Gerards (Vertigo/Panini)

Esta HQ é escrita por um dos mais celebrados roteiristas da atualidade, o norte-americano Tom King. É uma saga compilada em dois encadernados, e que mostra um agente da CIA no Iraque logo após a queda de Saddam Hussein. E King, veja só, é um ex-agente da CIA. Xerife da Babilônia assemelha-se a um ótimo filme de ação, conta com diálogos inspirados e com a arte (e consequente narrativa gráfica) de tirar o fôlego de Mitch Gerards. Um trabalho excelente, muito melhor que os infinitos títulos de super-heróis que chegam todos os meses nas bancas e, paradoxalmente, muito menos falado do que eles - o que não deixa ser ser um recorte interessante do leitor brasileiro de HQs, mas isso é assunto pra outro dia.


11 Demolidor, de Charles Soule e Goran Sudzuka (Marvel/Panini)

O advogado Matt Murdock e seu alter ego, o Demolidor, são sempre personagens interessantes. Coloque um roteirista minimamente competente e já teremos algo agradável para ler. Porém, Charles Soule é mais do que apenas competente. Advogado assim como Murdock, Soule cria uma saga que reconecta o Demolidor à Cozinha do Inferno e Nova York depois do período ensolarado em San Francisco, escrito por Mark Waid. E faz mais: Soule coloca Murdock como o centro do universo do personagem, levando o Demolidor para o banco dos réus e causando uma decisão que pode impactar todo o universo Marvel. A arte de Goran Sudzuka é a cereja do bolo, dinâmica e repleta de ação, que fica ainda mais evidenciada pelo trabalho de colorização exemplar. Mais uma vez, o ditado faz sentido: se é do Demolidor, leia sem medo.


10 Senhor Milagre, de Tom King e Mitch Gerards (DC/Panini)

Contada em doze partes, essa história do Senhor Milagre criada pela dupla Tom King e Mitch Gerards foi celebrada pela crítica e elogiada pelos leitores. Quando essa rara sinergia acontece, algo especial está em nossas mãos, não há dúvida. Maior artista de fugas do multiverso, Scott Free tem uma vida tranquila quando enfrenta o maior desafio de todos: escapar da própria morte. Absolutamente incrível!


9 O Legado de Júpiter - Livro Dois, de Mark Millar e Frank Quitely (Image/Panini)

Mark Millar sabe contar uma história. Isso é inegável. Um dos mais prolíficos roteiristas da atualidade, Millar traz em O Legado de Júpiter uma nova interpretação para uma velha pergunta: como seria o mundo se os super-heróis realmente existissem? O roteiro apresenta uma abordagem bastante criativa e que é amplificada pela arte soberba de Quitely. As soluções encontradas pelo artista para dar forma aos poderes dos personagens e para as situações que eles vivem faz de O Legado de Júpiter não só mais um grande momento de Millar como, sobretudo, um dos melhores trabalhos da carreira de Frank Quitely. Leia, é imperdível!


8 Os Flintstones, de Mark Russell e Steve Pugh (DC/Panini)

Dentre os vários títulos que trazem roupagens novas e mais atuais para os personagens de Hanna-Barbera, Os Flintstones é a melhor, de longe. Mark Russell desenvolveu um roteiro repleto de críticas sociais e alfinetadas irônicas ao mundo moderno. O resultado é um quadrinho muito acima da média, que coloca pulgas e pulgas atrás da orelha do leitor enquanto conta histórias divertidas e que sempre trazem algo que faz pensar. A arte de Pugh é outro ponto forte, com caracterizações expressivas e cativantes dos clássicos Fred, Wilma, Barney, Beth e os outros vários personagens.


7 Verões Felizes 3: A Senhorita Estérel, de Zidrou e Jordi Lafebre (Dargaud/SESI-SP)

O que temos na série Verões Felizes é a antítese das HQs de super-heróis: nada de ação sem limites, massaveísmo explícito e roteiros que só conduzem a batalhas (pseudo) épicas. Verões Felizes é um quadrinho francês que fala sobre a vida. Os momentos simples da vida que não damos valor quando acontecem, mas que morremos de saudade quanto mais o tempo nos afasta deles. Aqui, a história gira em torno de uma viagem de férias com os avós e a família em torno da qual a série é contruída. E no meio disso tudo, doses e doses de feeling e emoção. Em suma: uma história simples, boa pra caramba e que ilumina qualquer dia ruim.


6 Jeremias: Pele, de Rafael Calça e Jefferson Costa (Mauricio de Sousa/Panini)

Jeremias: Pele é a história em quadrinhos mais importante publicada por artistas brasileiros em 2018. A Graphic MSP que traz o simpático Jeremias como personagem principal fala sobre uma das questões mais sérias da nossa sociedade: o racismo. Rafael Calça construiu um roteiro que só poderia ter sido escrito por quem experimentou na pele o que é ser negro em um país como o Brasil, que nega suas origens e insiste em afirmar que não é racista, mesmo com dezenas de notícias e situações todos os dias mostrando o contrário. Um quadrinho sensacional, repleto de uma verdade dolorida e que conversa com todas as idades.


5 Visão, de Tom King (Marvel/Panini)

Em seu único trabalho para a Marvel até o momento, Tom King conseguiu conceber uma pequena joia em forma de HQ. Visão é uma história calcada em doses generosas de filosofia, que apresenta o andróide integrante dos Vingadores querendo viver como um ser humano e criando ele mesmo uma família (de andróides, logicamente) para realizar o seu objetivo. Mas as coisas não saem como o esperado e somos apresentados então a uma sequência de acontecimentos trágicos e chocantes que mostram o quanto a vida pode ser complicada, seja você feito de carne e osso ou circuitos. Como diria um amigo: “Isso aqui é ouro!”. Ele nunca esteve tão certo.


4 Thor, de Jason Aaron e Russell Dauterman (Marvel/Panini)

Jason Aaron escreveu uma saga tão incrível para A Poderosa Thor que conseguiu transformar a antes questionada personagem em uma unanimidade entre os leitores. Jane Foster assumiu o posto de Deusa do Trovão em uma jornada de cair o queixo, que conta com ilustrações surreais de Russell Dauterman. À prova do purismo saudosista e do sexismo besta de uma parcela considerável dos "nerds".


3 A Arte de Charlie Chan Hock Chye, de Sonny Liew (Pantheon/Pipoca & Nanquim)

A Arte de Charlie Chan Hock Chye é praticamente uma aula sobre a história das histórias em quadrinhos. Sonny Liew relata o conturbado cenário político de Singapura através da figura de um quadrinista. E faz isso utilizando as mais variadas técnicas, indo de ilustração a composições com fotos, passando pelo caminho por inúmeras variações de traço conforma o tempo avança através das décadas. Um trabalho grandioso que faz o queixo cair e bater com força no chão, e que ganhou uma edição simplesmente incrível a cargo da editora Pipoca & Nanquim. Obrigatória, e ponto final!


2 Saga, de Brian K. Vaughan e Fiona Staples (Image/Devir)

Desde que foi lançada pela Image, em 2012, Saga frequenta as listas de melhores HQs dos sites norte-americanos. Desde que começou a ser publicada no Brasil pela Devir, em 2014, Saga é presença certa nas listas de melhores quadrinhos do ano elaboradas pelo pessoal deste cada vez mais estranho país tropical. E, se depender do que Brian K. Vaughan e Fiona Staples estão fazendo, esta constante não será alterada tão cedo. Saga é, sem exageros e desde já, uma das melhores HQs dos últimos dez, quinze, vinte anos. E além. Um épico em quadrinhos, uma aula de roteiro e um desfile de páginas e páginas deslumbrantes. Gaste bem o seu dinheiro, pare de ler títulos superestimados e mergulhe no que realmente vale a pena.


1 Black Hammer, de Jeff Lemire e Dean Ormston (Dark Horse/Intrínseca)

Um grupo de personagens nada funcional, preso em uma fazenda de uma cidade do interior. Este é o resumo de Black Hammer, a homenagem de Jeff Lemire ao universo dos super-heróis. Uma mulher de meia idade, alcoólatra e presa no corpo de uma pré-adolescente. Um alienígena tentando aceitar a sua sexualidade. Um grande herói do passado tendo que lidar com a velhice. Lemire parte de personagens claramente inspirados em clássicos dos quadrinhos (Shazam, Ajax, Capitão América, Monstro do Pântano e outros) e vira seus arquétipos de cabeça pra baixo, apresentando uma abordagem original e cativante. Os dois primeiros volumes da série - Origens Secretas e O Evento - foram os melhores quadrinhos publicados no Brasil em 2018 e merecem todos os elogios que têm recebido. E em 2019 tem mais, já que a Intrínseca confirmou os próximos volumes da saga. Tem cara de clássico!



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