27 de abr de 2018

Ouça o EP de estreia da banda carioca Lâmmia

sexta-feira, abril 27, 2018

A Abraxas Records disponibiliza nas principais plataformas de streaming o EP de estreia da banda carioca Lâmmia, com seis músicas que exploram um instrumental denso, arrastado, ajustado à melodia de vocais femininos. Ouça aqui: https://ONErpm.lnk.to/Lammia.

Carmen Cunha (voz), Luiz Gustavo (baixo), Dony Escobar (guitarra) e Jonas Caffaro (bateria) apresentam um registro tipicamente stoner, bastante orgânico, com peso, com passagens arrastadas, incrementados pela voz blueseira da vocalista.

A faixa de abertura, “Acid Trip”, a primeira composição da banda, é a mais densa, e que dá o norte da proposta da Lâmmia. Outro destaque é “Spellbound”, com baixo marcante, com nuances experimentais e um jogo de guitarras setentistas.

O EP, homônimo, foi gravado em apenas dois dias no final de dezembro do ano passado no home estúdio do baterista, com produção do experiente e renomado Jorge Guerreiro, que assinou discos lançados pela Desk Disc, como o primeiro da Pitty, além de Dead Fish, Titãs e Nação Zumbi.





Sepultura anuncia edição expandida de Arise

sexta-feira, abril 27, 2018

Anote na agenda: dia 15 de junho será lançada uma edição expandida do álbum Arise, do Sepultura. Com o título de Arise: Expanded Edition, a versão virá com nada mais nada menos que 28 faixas adicionais, limpando o baú do que a banda brasileira produziu no período.

Arise: Expanded Edition será disponibilizado em CD duplo, LP duplo e nos formatos digitais. Não há informação se esse material será lançado no Brasil.

Tracklist completo abaixo:

CD 1:
01 – Arise
02 – Dead Embryonic Cells
03 – Desperate Cry
04 – Murder
05 – Subtraction
06 – Altered State
07 – Under Siege (Regnum Irae)
08 – Meaningless Movements
09 – Infected Voice

Bonus Tracks:
10 – Orgasmatron (Motörhead cover) (studio version)
11 – Intro (instrumental)
12 – C.I.U. (Criminals In Uniform)
13 – Desperate Cry (Scott Burns mix)
14 – Drug Me
15 – Dead Embryonic Cells (rough mix)
16 – Dead Embryonic Cells (industrial remix)
17 – “For Our Own Good (C.U.I.)” (writing sessions August 1989)
18 – Murder (writing sessions August 1989)
19 – Altered State (writing sessions August 1989)

CD 2:
01 – Under Siege (Regnum Irae) (writing sessions March 1990)
02 – Meaningless Movements (writing sessions March 1990)
03 – Infected Voice (writing sessions March 1990)
04 – Altered State (basic track)
05 – Dead Embryonic Cells (basic track)
06 – Desperate Cry (basic track)
07 – Infected Voice (basic track)
08 – Meaningless Movements (basic track)
09 – Murder (basic track)
10 – Under Siege (Regnum Irae) (basic track)
11 – Arise (live in Barcelona 1991)
12 – Desperate Cry (live in Barcelona 1991)
13 – Dead Embryonic Cells (live in Barcelona 1991)
14 – Mass Hypnosis (live in Barcelona 1991)
15 – Inner Self (live in Barcelona 1991)
16 – Troops Of Doom (live in Barcelona 1991)
17 – Beneath The Remains (live in Barcelona 1991)
18 – Orgasmatron (live in Barcelona 1991)

Tracklist da versão em vinil:

Lado 1:
01 – Arise
02 – Dead Embryonic Cells
03 – Desperate Cry
04 – Murder
05 – Subtraction

Lado 2:
01 – Altered State
02 – Under Siege (Regnum Irae)
03 – Meaningless Movements
04 – Infected Voice

Lado 3:
01 – Arise (live)
02 – Dead Embryonic Cells (industrial remix)
03 – Desperate Cry (live)
04 – Murder (writing session 1989)
05 – Murder (basic track)

Lado 4:
01 – Altered State (basic track)
02 – Under Siege (Regnum Irae) (basic track)
03 – Meaningless Movements (writing session 1990)
04 – Infected Voice (writing session 1990)
05 – Orgasmatron (Motörhead cover) (studio version)

Review: Brothers Osborne - Port Saint Joe (2018)

sexta-feira, abril 27, 2018

Tenho gostado muito da nova cena de country que está rolando nos Estados Unidos. Nomes como Ryan Bingham e Chris Stapleton estão entre os meus favoritos, e eles acabam de ganhar a companhia do Brothers Osborne.

Trata-se de um duo natural do estado de Maryland, formado em 2013 pelos irmãos T.J. (vocal e guitarra) e John Osborne (guitarra). Port Saint Joe, lançado em 20 de abril, é o segundo disco da dupla, sucedendo Pawn Shop (2016).

O que ajuda nessa identificação com o country contemporâneo é a sua aproximação com o southern rock, com momentos onde os dois gêneros se fundem de tal maneira que é difícil definir o que se está ouvindo. Na melhor escola de nomes como Lynyrd Skynyrd e Marshall Tucker Band, somos apresentados a um mundo dominado por vocais anasalados e belas melodias agrestes.

Port Saint Joe apresenta momentos onde a banda soa bem country, e outros onde o rock entra com tudo na receita. Apesar de os momentos mais calmos e bucólicos apresentarem uma beleza inerente, são as faixas agitadas e com maior tempero rock que me agradam mais. A abertura com a dobradinha “Slow Your Roll” e a incrível “Shoot Me Straight” é sensacional, com essa segunda tendo uma estrutura que me fez pensar se o termo prog country existia ou não. Já “A Couple Wrongs Makin’ It Alright” me faz acreditar que o Skynyrd não soaria muito diferente hoje em dia caso Ronnie Van Zant ainda estivesse vivo.

Trata-se de um belo disco, com momentos bem claros de luz e sombra responsáveis por trechos capazes de animar o seu dia ou fazer você pensar sobre os caminhos que quer dar para a sua vida. Em ambos os casos, a audição é recompensadora.

Ouça “Bronx Boy”, novo single de Ace Frehley

sexta-feira, abril 27, 2018

Ace Frehley liberou nesta sexta o seu novo single, “Bronx Boy”. A música estará no novo álbum do ex-guitarrista do Kiss, ainda sem título definido e que será lançado entre o final do primeiro e o início do segundo semestre.

O disco é o sucessor de Space Invader (2014) e do disco de covers Origins, Vol. 1 (2016).

Ouça “Bronx Boy” abaixo:

Devin Townsend Project celebra duas décadas de álbum clássico com disco ao vivo

sexta-feira, abril 27, 2018

Será lançado dia 6 de julho o ao vivo Ocean Machine - Live at the Ancient Roman Theatre Plovdiv, disco que celebra os vinte anos ao álbum Ocean Machine, considerado um dos melhores trabalhos do Devin Townsend Project. 

O material é o registro de um show realizado no histórico anfiteatro localizado na Bulgária, e conta com a participação da Orchestra of Plovdiv State Opera.

O show foi gravado e filmado e será lançado em diferentes formatos, incluindo uma edição limitada com 3 CDs, 2 DVDs e 1 Blu-ray.

Tracklist abaixo:

By Request with Orchestra
1. Truth
2. Stormbending
3. Om
4. Failure
5. By Your Command
6. Gaia
7. Deadhead
8. Canada
9. Bad Devil
10. Higher
11. A Simple Lullaby
12. Deep Peace

Ocean Machine

1. Seventh Wave
2. Life
3. Night
4. Hide Nowhere
5. Sister
6. 3 A.M.
7. Voices in the Fan
8. Greetings
9. Regulator
10. Funeral
11. Bastard
12. The Death of Music
13. Things Beyond Things

Novidades: ouça os novos discos de Janelle Monáe, Godsmack, Titãs, Emicida e Tesseract

sexta-feira, abril 27, 2018

Sexta é o dia em que os novos álbuns desembarcam nos serviços de streaming. Então, para ajudar você a navegar nesse mar de sons, passaremos a postar toda sexta-feira alguns dos principais lançamentos que estão chegando em apps como Spotify, Deezer e Apple Music.

Pra começar temos os novos trabalhos da sempre ótima Janella Monáe, a primeira ópera-rock dos Titãs, Emicida celebrando 10 anos de carreira ao vivo e o peso do Godsmack e do Tesseract.

Box reúne pérolas do punk rock inglês

sexta-feira, abril 27, 2018

Com 4 CDs, o box Burning Britain: A Story of Independent UK Punk 1980-1983 compila 114 faixas de bandas britânicas obscuras do início da década de 1980. A caixa está sendo lançada nesta sexta, 27 de abril, pela Cherry Red Records, gravadora criada pelo lendário radialista, pesquisador e colecionador inglês John Peel.

O box é a sequência de outras duas caixas, Action Time Vision: A Story of UK Independent Punk 1976-1979 e To the Outside of Everything: The Story of UK Post Punk 1977-1981, lançadas em 2016 e 2017 pela Cherry Red, respectivamente.

O material vem com inúmeros singles raros de bandas desconhecidas e ignoradas pelo grande público, e conta com pequenas biografias de cada um dos nomes incluídos no setlist. Um tesouro para pesquisadores e colecionadores que gostam de mergulhar muito além da superfície do rock and roll.

26 de abr de 2018

Galeria de Fotos: a propaganda especializada em rock

quinta-feira, abril 26, 2018

Houve uma época em que as revistas de música eram muito populares e tinham tiragens gigantescas. Apesar de ainda permanecerem na ativa, as publicações atuais não possuem mais a força que o jornalismo musical impresso teve durante os anos 1970 e 1980.

Voltando no tempo e dando uma espiada naquela época, selecionamos alguns anúncios de artistas, bandas e discos veiculados no passado e que mostram como os músicos se comunicavam com o seu público. E, além disso, são um pequeno recorte da propaganda especializada em rock daqueles tempos.

Divirta-se!















 




 

Premiada como Melhor Artista Hardcore, The Bombers é uma banda que merece a sua atenção

quinta-feira, abril 26, 2018

Aconteceu no último sábado, dia 21/04, em Brasília, a cerimônia da 4ª edição do Prêmio Profissionais da Música (PPM). O evento premiou os vencedores de 60 categorias, entre elas a de Artista Hardcore, que contemplou a banda santista The Bombers.

O grupo concorreu ao prêmio com o álbum Embracing the Sun, lançado em 2017 pela gravadora Hearts Bleed Blue (HBB) e produzido e mixado por Gustavo do Vale. O disco de 14 faixas e conta com as participações especiais de Henrike Baliú (Armada / Blind Pigs), Jay Bone (Mafia Red), Jhow “O Grande” (Shark Attack), Zé Pitoco e Olivio Souza Filho.


O vocalista Matheus Krempel diz que não imaginava que a banda ganharia o prêmio. “Foi uma surpresa enorme. Estávamos sentados na ‘turma do fundão’, tentando aproveitar o momento ao máximo e quando nosso nome foi anunciado, eu confesso que já havia tomado uns drinks, aí então veio aquela descarga de adrenalina e tudo passou como se fosse mágica. Aí estou eu lá, na frente daquele monte de gente, com um microfone na mão, falando tudo que sempre tive vontade de falar em apenas 40 segundos”, conta o músico, que fez um discurso sobre a importância do rock como um instrumento de transformação.

Matheus acredita que o prêmio dá forças para a banda seguir em frente arriscando e criando. “Essa busca que fazemos em encontrar uma identidade própria, dentro de um meio tão repetitivo - e por vezes preconceituoso -, talvez não seja uma atitude tão errada. Foi uma experiência incrível ver tanta gente boa como Liniker e os Caramelows, Rincon Sapiência, Yamandu Costa, Jaques Morelenbaum, Bloco Exagerado e Oxe sendo premiada e a gente lá, sendo reconhecido da mesma maneira”, completa o vocalista.

Nunca ouviu falar do The Bombers? A gente resolve: ouça o disco Embracing the Sun aqui.

E se gostou e quer apoiar a banda, compre o álbum em CD ou K7 na loja dos caras.



Review: The Temperance Movement - A Deeper Cut (2018)

quinta-feira, abril 26, 2018

Vou começar este texto da maneira mais clara possível: A Deeper Cut, terceiro disco do quinteto inglês The Temperance Movement, é um forte candidato a melhor disco de 2018. E agora vamos para os próximos parágrafos tentar explicar porque.

Sucessor do auto-intitulado álbum de estreia (2013) e de White Bear (2016), A Deeper Cut foi lançado em 16 de fevereiro pela Earache. Ou seja, já deu tempo de ouvir bastante e chegar a uma conclusão. Produzido pela própria banda ao lado de Sam Miller, o trabalho vem com doze músicas  e marca a estreia do baterista Simon Lea, já que Damon Wilson saiu da banda em 2016.

Deixando para trás a similaridade com AC/DC e The Black Crowes presente no início da carreira, o The Temperance Movement evoluiu e ampliou a sua esfera de influências, movimento que já era bastante perceptível em White Bear. Pintando o seu rock com tons fortes de soul e blues, além de buscar inspiração em nomes como o Faces, o grupo atinge em A Deeper Cut um trabalho de excelência. Tendo a voz rascante do vocalista Phil Campbell à frente, o quinteto derrama doses generosas de feeling em canções repletas de grandes refrãos e belas melodias, ao mesmo tempo que soam profundamente ligadas à árvore genealógica do rock and roll.

É preciso admitir quando uma banda faz um disco acima da média. Não é dar o braço a torcer, até porque ouvir música e escrever sobre o tema não é, e nem nunca foi, uma competição. Existem momentos em que o nosso ouvido encontra canções que se destacam na infinidade sonora que caracteriza o mundo cada vez mais dominado pelo streaming, e quanto isso acontece a sensação é gratificante. 

Em pleno 2018, ouvir um álbum como A Deeper Cut dá um frio na espinha. E isso acontece porque, por mais que a razão diga e afirme que o rock está longe de morrer e de produzir grandes discos, ter provas concretas e incontestáveis do que acreditamos é sempre algo que coloca um sorriso no rosto.

Não fazendo força para resistir ao trocadilho linguístico, concluo afirmando que A Deeper Cut fará um corte profundo no seu peito e no seu coração roqueiro, e de uma maneira que poucos discos conseguiram nos últimos anos.

The Killers anuncia box com toda a sua discografia em vinil

quinta-feira, abril 26, 2018

Com o título de Career Box, o The Killers traz para o mercado uma caixa contendo todos os seus álbuns em vinil. Todos os títulos foram prensados em vinil preto, enquanto uma edição limitada vem com os discos em vinis transparentes, ambas as edições em LPs de 180 gramas.

A caixa será lançada no dia 15 de junho. Sawdust, Live From the Royal Albert Hall e Battle Born vem em edições duplas.

O jogo virou: receita com streaming de música supera vendas físicas pela primeira vez

quinta-feira, abril 26, 2018

O relatório mais recente da IFPI - Federação Internacional da Indústria Fonográfica, comprovou o que já era esperado há alguns anos: pela primeira vez na história, a receita gerada pelos serviços de música como Spotify, Apple Music e Deezer superou o valor das vendas físicas e downloads digitais.

Os dados da IFPI também apontaram que o rápido crescimento e popularização dos apps de streaming levou a uma recuperação da indústria fonográfica mundial, que após um bom tempo de resultados negativos voltou a crescer pelo terceiro ano consecutivo.

Entre 1999 e 2014, as vendas de música tiveram uma diminuição de 40%. Isso se deu em um período onde o serviços de compartilhamento de arquivos como o Napster e produtos como o iPod popularizaram o consumo do MP3, derrubando as vendas de CDs. Ainda que a Apple tenha tentado uma alternativa com os serviços de download legalizados do iTunes, a iniciativa não teve força para mudar a tendência de consumo do mercado.

Em 2017, a receita total dos serviços de streaming de música representou 38% do mercado fonográfico, um crescimento considerável em relação aos 29%  do ano anterior. A receita total do mercado em 2017 foi de US$ 17,3 bilhões, apresentando um aumento de 8,1% em relação ao ano anterior. Isso quer dizer que, com quase 40% do bolo, os apps de streaming foram responsáveis pela arrecadação de mais de US$ 6,5 bilhões desse bolo. O relatório também revelou que os apps estão entrando em novos mercados onda ainda não estavam presentes, e que o seu impacto no modo das pessoas consumiren música está afastando uma geração de fãs, principalmente os mais novos, do acesso à música gratuita e pirateada de forma ilegal.

Apesar de todo esse crescimento, as receitas de 2017 ainda representam apenas 68,4% do valor que a indústria fonográfica arrecadou em 1999, quando os CDs estavam no auge.

O mercado brasileiro de streaming cresceu quase o dobro do restante do mundo, com um aumento de 17,3%. Na fatia do bolo, os apps de streaming já representam 64% do mercado brasileiro de música, enquanto no mundo essa participação está em torno de 41%. Além disso, o valor arrecadado pelos streaming de música no Brasil representa 92% do faturamento total da indústria fonográfica brasileira, enquanto os 8% restantes são das vendas físicas.

Vale lembrar que, apesar de todos esses números, o Spotify segue operando de maneira deficitária segundo seus executivos, e ainda é preciso regular uma forma de pagamento mais atrativa para os músicos em relação ao consumo de streaming, já que os valores atuais são baixíssimos.

25 de abr de 2018

Review: Thundermother - Thundermother (2018)

quarta-feira, abril 25, 2018

O Thundermother é mais uma banda que vem da Suécia e chama a atenção. Na ativa desde 2010, o quarteto de Estocolmo é muito influenciado pelo AC/DC em todos os aspectos, com riffs que remetem diretamente aos irmãos Young, batidas que bebem no estilo de Phil Rudd e aquele hard rock ganchudo e empolgante. A banda lançou em no final de fevereiro o seu terceiro disco, batizado apenas com o nome do grupo e que completa a trilogia que já contava com Rock ’n' Roll Disaster (2014) e Road Fever (2015). 

Uma das figuras centrais do Thundermother é a vocalista Guernica Mancini. Sua voz é pura agressividade, com um belo timbre e um timing perfeito para encaixar momentos mais gritados e outros onde vai mais na manha. A banda é completada por Filippa Nässil na guitarra, Sara Pettersson no baixo e Emlee Johansson na bateria. Por mais que eu esteja me esforçando para não chamar o Thundermother de "AC/DC de saias", confesso que é difícil resistir à tentação.

O novo disco tem 13 músicas espalhadas pelos seus 48 minutos, todas nascidas a partir da guitarra de Filippa. Talentosa e riffeira, Nässil divide os holofotes com Guernica, funcionando com a usina de força do quarteto. Musicalmente, o que chega aos fones de ouvido é rock and roll na melhor acepção da palavra. Não há uma grande preocupação com a originalidade, no entanto isso acaba passando batido com o pique e a energia que a banda entrega.

Uma boa dica pra quem anda procurando apenas e simplesmente um bom disco de rock. Aqui tem um prontinho pra ouvir, e que vem com um bônus importante: a afirmação, pela enésima vez, de que música boa e rock de qualidade não têm nada a ver com o sexo de quem toca. O Thundermother é uma baita banda e que está em pé de igualdade com qualquer dos melhores nomes atuais do estilo. Mostre para as suas amigas e amigos e ajude a divulgar o trabalho das suecas.


Rolling Stones anunciam box com 15 discos de vinil

quarta-feira, abril 25, 2018

Os Rolling Stones lançarão em 15 de junho a caixa The Studio Albums Vinyl Collection 1971-2016, que como o próprio título deixa claro traz todos os discos de estúdio lançados pela banda de 1971 em diante, iniciando em Sticky Fingers (1971) e indo até Blue & Lonesome (2016).

Todos os 15 álbuns presentes no box foram prensados em Abbey Road em discos de vinil de 180 gramas e vêm acondicionados em uma caixa limitada lenticular. As capas e os encartes reproduzem os originais da época do lançamento, e cada um dos títulos vem com um cartão para download em HD e um certificado de autenticação numerado.

Detalhes que fazem a alegria dos fãs e colecionadores dos Stones foram mentidos, como a famosa capa concebida por Andy Warhol para Sticky Fingers com o zíper e os recortes vazados na capa de Some Girls. O clássico Exile on Main Street inclui ainda 12 cartões postais. Exile, Voodoo Lounge, Bridges to Babylon, A Bigger Bang e Blue & Lonesome vêm em edições duplas.




Som Nosso de Cada Dia anuncia show tocando o clássico Snegs na íntegra

quarta-feira, abril 25, 2018

O lendário Som Nosso de Cada Dia fará um show tocando o álbum Snegs na íntegra. A apresentação acontecerá no próximo sábado, dia 5 de maio, no Teatro Municipal João Caetano, em Niterói.

Snegs foi lançado em 1974 e é considerado pela crítica especializada como o melhor disco brasileiro de rock progressivo. Icônico e cultuado, o LP é um dos itens mais cobiçados pelos colecionadores, tanto dentro quanto fora do Brasil.

O Som Nosso de Cada Dia é formado atualmente por Pedro Baldanza (vocal e baixo), Pedro Calasso (percussão e vocal), Marcello Schevano (guitarra e vocal, com passagens por Casa das Máquinas, Golpe Estado e atualmente no Carro Bomba), Fernando Cardoso (teclados, Violeta de Outono) e Edson Ghilardi (bateria, Terreno Baldio).

A banda está compondo material para um novo álbum, que tem previsão de lançamento para o segundo semestre.

Mike Portnoy no Rush? O próprio baterista responde

quarta-feira, abril 25, 2018

Com a decisão de Neil Peart de se aposentar, o Rush acabou. No entanto, Geddy Lee e Alex Lifeson seguem na ativa e o rumor de que ambos estão montando uma nova banda só cresce. E, evidentemente, um dos nomes mais cogitados para assumir a bateria nesse eventual novo trio é Mike Portnoy, ex-Dream Theater e atualmente no Sons of Apollo.

O próprio Portnoy comentou sobre o assunto: “Não acho que eles irão tocar juntos novamente, e para mim o Rush será sempre apenas Geddy, Alex e Neil. Me perguntam muito sobre a possibilidade de eu tocar com Lee e Lifeson, e é claro que eu trabalharia com qualquer um deles. E sim, seria algo incrível. Eu nunca colaborei com nenhum dos dois antes. Neil e eu nos tornamos muito amigos ao longo dos anos, e esse é um relacionamento pelo qual sou muito grato. Também conheço Alex muito bem. Então, o que quero dizer é que, se acontecer, será incrível”.

E você, aprovaria um novo trio com Lee, Lifeson e Portnoy?

24 de abr de 2018

Review: Turbonegro - RockNRoll Machine (2018)

terça-feira, abril 24, 2018

O que acontece se você colocar em uma mesma banda doses cavalares de AC/DC, a medida equivalente de glam metal e grudasse tudo com teclados onipresentes e com um timbre que vem direto dos anos 1970, mais especificamente das experimentações de Jeff Lynne na sua Electric Light Orchestra?

Essa fórmula está presente em RockNRoll Machine, novo álbum dos noruegueses do Turbonegro. O disco é, em sua essência, uma grande homenagem ao rock e ao clima que ele traz para as nossas vidas, tornando momentos difíceis melhores e os dias mais fáceis. Em alguns momentos, o recurso de faixas interligadas reforça a temática recorrente presente em todo o trabalho, como se fosse uma espécie de álbum conceitual. Em outros, a pegada e os teclados à la ELO aproximam o Turbonegro do que o The Night Flight Orchestra vem fazendo em seus discos, porém com mais testosterona na mistura.

Com 11 músicas em quase 40 minutos, trata-se de um álbum no tamanho ideal e sem exageros. É rock com bastante energia, refrãos compostos com o intuito de que você aí, ao ouvi-los, cante junto com a banda, e todos esses ingredientes que um bom disco de rock deveria ter.

Em relação aos discos anteriores do Turbonegro, há uma evidente mudança de rota. O rock ríspido e irônico de antes, influenciado por nomes como Iggy Pop, David Bowie, Kiss, Ramones e Rolling Stones, entre outros, foi deixado de lado para o que gosto de chamar de uma “experimentação sonora e estética”. A banda mudou o curso de maneira consciente, homenageando e pagando tributo a ídolos que nem sempre foram associados à sua sonoridade. É um risco? Claro que é, e pode ter gente que sempre curtiu e vá estranhar. Mas acredito que o artista deve sentir-se livre para levar a sua obra pelos caminhos que anseia, nunca ficando preso à expectativa e às “normas" criadas pelos fãs. Neste ponto, o acerto do Turbonegro é evidente.

Enfim, diversão garantida ou o seu dinheiro de volta.

Riverdogs disponibiliza mini doc mostrando primeiro show da banda em 13 anos

terça-feira, abril 24, 2018

O Riverdogs, banda do guitarrista Vivian Campbell (Dio, Whitesnake, Def Leppard), publicou em seu canal no YouTube um mini doc com quase 10 minutos de duração mostrando o seu primeiro show em 13 anos.

A apresentação aconteceu em dezembro de 2017 durante o Frontiers Rockin’ Christmas Bash, no The Canyon Club em Agoura Hills, na California.

O material vem com músicas e cenas de backstage e pode ser assistido abaixo:

Review: Walking Papers - WP2 (2018)

terça-feira, abril 24, 2018

O Walking Papers lançou o seu primeiro disco em 2013 e chamou a atenção pela formação: Jeff Angel (vocal e guitarra, The Missionary Position), Benjamin Anderson (teclado), Duff McKagan (baixo, Guns N’ Roses) e Barrett Martin (bateria, Screaming Trees e Mad Season). Pra completar, o trabalho de estreia veio com a produção de Jack Endino, um dos mais celebrados nomes dos anos 1990 e associado profundamente com a cena de Seattle, e contou com a participação especial de Mike McCready, guitarrista do Pearl Jam.

Cinco anos depois, WP2 vem ao mundo meio fora de timing. O álbum foi gravado em 2015 mas só foi lançado em 19 de janeiro deste ano devido aos compromisso de Duff com o Guns N’ Roses. Há uma certa diferença em relação ao debut, que vinha com um rock mais cru e na cara. Este segundo disco entrega doses maiores de groove e até uma evidente influência de Queens of the Stone Age em algumas faixas, como fica claro logo na abertura com “My Luck Pushed Back”.

De modo geral, as treze canções de WP2 soam como uma espécie de “classic rock moderno”, por mais estranho que essa definição possa parecer. O quarteto bebe dos elementos clássicos do rock, coloca algumas pitadas de blues e balanço por todo o play, e, aliado à produção mais cheia e repleta de graves em relação ao primeiro disco, soa atual sem abrir mão das raízes do gênero que executa. Ainda que em alguns momentos as coisas fiquem adocicadas e suaves demais e o Walking Papers aproxime-se do universo do U2, por exemplo - ouça “Yours Completely” -, a pegada rock mantém-se presente e agradará os fãs.

Um bom disco, mas pelos nomes envolvidos esperava mais desse segundo álbum.


Galeria de Fotos: conheça a incrível arte do ilustrador argentino Pablo Lobato

terça-feira, abril 24, 2018

Pablo Lobato é um ilustrador argentino dono de um traço original e cheio de personalidade. Seu trabalho dá vida a retratos de artistas das mais variadas áreas, principalmente da música, criando quadros e artes incríveis.

As linhas retas, o excepcional trabalho de cor, as texturas aplicadas e a influência cubista que remete a Pablo Picasso enchem os olhos e fizeram o seu trabalho se destacar na Argentina e fora de seu país, estampando capas de revistas, pôsteres de festivais e outros eventos.

Abaixo está uma pequena amostra do universo criativo de Pablo Peixoto, para que vocês tenham contato com a sua obra. Divirtam-se!











 

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