26 de out de 2018

Review: Stormwitch - Bound to the Witch (2018)

sexta-feira, outubro 26, 2018

Décimo-primeiro álbum da banda alemã Stormwitch, Bound to the Witch ganhou lançamento nacional via Hellion Records e é uma ótima pedida para quem é fã do lado mais tradicional do heavy metal. O trabalho é o novo capítulo da quadrilogia de discos lançados pela banda e que trazem algo relacionado a bruxas ou bruxaria no título: Dance with the Witches (2002), Witchcraft (2004), Season of the Witch (2015) e Bound to the Witch (2018). O CD também é o segundo da fase atual do grupo, que passou por um hiato durante a década de 2000 e início dos anos 2010.

O que temos nesse novo disco são onze músicas de um puro metal tradicional que equilibra-se entre momentos mais influenciados pela New Wave of British Heavy Metal e outros onde a veia power metal dos caras toma a dianteira. A edição nacional disponibilizada pela Hellion vem com três faixas bônus, que na verdade são regravações para canções antigas do quinteto: “Stronger Than Heaven”, “Rats in the Attic” e “Priest of Evil”.

Com mais de trinta anos de estrada, o Stormwitch não soa cansado e nem arrastado em seu novo álbum. O grupo mostra energia em canções bem feitas, que, ainda que preguem para os já convertidos, soam legais e não incomodam quem se diz fã de metal. Não há nada de necessariamente novo aqui, porém a banda soube como soar atualizada sem perder a sua origem e nem desagradar um público tão cheio de dedos como o headbanger mais tradicional.

Bound to the Witch traz momentos de alegria para quem é fã da pegada mais oitentista do heavy metal, proporcionando uma ótima audição. Se você se enquadra nessa descrição, vá atrás que vale a pena.



Planeta DeAgostini lança nova coleção de HQs de Star Wars

sexta-feira, outubro 26, 2018

A Planeta DeAgostini está lançando uma nova coleção de HQs de Star Wars. Com o título de Histórias de Uma Galáxia Distante, a coleção já está à venda nas bancas do país.

A nova série é focada nas histórias publicadas após a aquisição da Marvel e da LucasFilm pela Disney, onde a série criada por George Lucas passou a ser contada também nos quadrinhos pelas mãos de gente como Jason Aaron, Kieron Gillen, Mark Waid, Salvador Larroca, John Cassaday, Terry Dodson e outros. Trata-se do novo cânone de Star Wars nas HQs, que está sendo publicado em edições mensais pela Panini aqui no Brasil além de simpáticos encadernados em capa cartão lançados pela editora.

Os volumes da coleção Histórias de Uma Galáxia Distante chegarão às bancas quinzenalmente em edições de capa dura, com o primeiro volume - Skywalker Ataca - custando R$ 9,99. O segundo será a adaptação para os quadrinhos do filme O Despertar da Força e custará R$ 29,99. Os demais volumes tem o preço de capa de R$ 54,99.

Não há nenhuma informação sobre essa coleção tanto no site como nas redes sociais da Planeta DeAgostini, então é impossível saber quais serão os próximos títulos e quantos volumes ela terá. Outro ponto é que não está claro se a coleção está em fase de testes ou se já é um lançamento definitivo.




A Planeta DeAgostini publicou uma coleção de HQs de Star Wars entre 2014 e 2016, e que contou com 70 volumes em capa dura focados nas aventuras clássicas dos personagens. Essas histórias, após o novo recomeço da série pela Marvel, deixaram de ser consideradas como o cânone dos personagens e passaram a ser chamadas de Legends.

Já a série atual de Star Wars, como citado anteriormente, além de sair mensalmente nas bancas está também sendo compilada pela Panini em encadernados de capa cartão. Até o momento já foram publicados nove encadernados: Skywalker Ataca, Confronto na Lua dos Contrabandistas, A Queda de Vader, Prisão Rebelde, O Último Vôo da Harbinger, Vader, Sombras e Segredos, Princesa Leia e Darth Maul. Ao que tudo indica, todos eles farão parte da nova coleção da Planeta DeAgostini.

N.E.: comprei o primeiro volume para ver como a edição era e para trazer mais informações. O encarte promocional que vem com a HQ revela quais são os 8 primeiros volumes da coleção: Skywalker Ataca, O Despertar da Força, Vader, Princesa Leia, Chewbacca, Rogue One, Poe Dameron e Darth Maul. Com exceção de Chewbacca e Poe Dameron, todos os outros já foram encadernados pela Panini. Além da HQ, a edição traz textos na abertura e no final, e galeria de capas.

Abaixo está uma galeria de imagens que mostra mais detalhes deste primeiro volume:











Review: Satyricon - Deep Calleth Upon Deep (2017)

sexta-feira, outubro 26, 2018

Uma das mais tradicionais bandas de black metal da Noruega, o Satyricon segue na ativa e, mais importante, mostrando criatividade. Fundado em 1991 e com pelo menos um clássico na bagagem - o incrível Nemesis Divina (1996) -, o hoje duo habitado por Satyr (vocal, guitarra, baixo e teclado) e Frost (bateria) lançou em setembro de 2017 o seu nono álbum, Deep Calleth Upon Deep. O disco saiu este ano no Brasil pela Hellion Records.

Realçando uma característica que sempre esteve presente no som do Satyricon, Deep Calleth Upon Deep traz muitos elementos de metal tradicional, que dividem espaço com a conhecida sonoridade black. Diria até que o metal tradicional é o principal elemento deste disco, o que faz com que as oito faixas do álbum levem a música do Satyricon para um ambiente próximo do occult rock e de nomes como o Tribulation. A massa sonora característica do black metal sai de cena para dar lugar a uma produção mais simples e discreta, mas também sem a crueza proposital que muitas vezes encontramos nos discos das bandas norueguesas nascidas no início da década de 1990.

A capa traz a uma ilustração obscura do artista Edvard Munch, autor do icômico O Grito, intitulada Todeskuss (em português, O Beijo da Morte). Munch a produziu em 1899. 

O processo de composição de Deep Calleth Upon Deep começou em 2015, mas precisou ser interrompido após Satyr ser diagnosticado com um tumor no cérebro. O músico foi submetido a um tratamento não cirúrgico, passou meses se recuperando e só então retomou o trabalho. Anders Odden, que toca baixo nos shows da banda, participou da gravação, assim como o saxofonista de jazz Hakon Kornstad e alguns músicos da Orquestra Filarmônica de Oslo. 

O interessante é que, mesmo explorando um universo onde o black metal divide espaço com o metal tradicional e até mesmo com elementos de post-rock, Deep Calleth Upon Deep consegue manter o ar hipnótico do típico black metal norueguês. Muito disso vem dos riffs de guitarra que se mantém na escola norueguesa, com aqueles típicos acordes cíclicos alternados com passagens instrumentais que transbordam melodia. Ainda que não alcance o nível de Nemesis Divina, este novo álbum mostra uma banda ainda inquieta e que segue evoluindo. Não à toa, o disco venceu a categoria de Best Metal Album na edição de 2017 do Spellemannprisen, o Grammy norueguês.

Caso você nunca tenha se aventurado pela polêmica geração de bandas norueguesas dos anos 1990, que muitas vezes são comentadas apenas pelos atos polêmicos que levaram à queima de igrejas históricas, os vários suicídios de músicos e pelos crimes que cometeram (como o assassinato de Euronymous por Varg Vikernes em 1993), essa versão mais suavizada do Satyricon pode ser uma ótima porta de entrada. A banda consegue manter o ar de misticismo de seus colegas de geração, e é uma sobrevivente orgulhosa de um dos períodos mais criativos e controversos do metal extremo.



25 de out de 2018

Editora SESI-SP lança último volume de Blacksad

quinta-feira, outubro 25, 2018

A Editora SESI-SP colocou em pré-venda o último volume de Blacksad. Com o título de Amarillo, o título completa a série que conta com mais quatro edições: Algum Lugar em Meio às Sombras (compre aqui), Artic-Nation (compre aqui), Alma Vermelha (compre aqui) e O Inferno, O Silêncio (compre aqui).

Neste volume, o detetive Blacksad está em Nova Orleans procurando emprego. Por acaso ele se depara com um rico texano que pede a ele para dirigir seu carro de volta para sua cidade natal. Um trabalho fácil e com bom dinheiro, para não mencionar o belo carro. Então, o detetive aceita. Mas, para seu espanto, o carro é roubado em um posto de gasolina por Chad Lowell e Abe Greenberg, dois escritores beatniks que querem chegar a Amarillo, Texas. As coisas logo ficam confusas quando Chad atira em Abe durante uma briga, matando-o. Forçado ao exílio, Chad encontra refúgio em um circo. Mas Blacksad é quente em sua trilha ao longo dessas estradas sem fim do sul da América.



Blacksad é uma série de quadrinhos criada pelos espanhóis Juan Díaz Canales e Juanjo Guarnido e publicada pela na Europa pela editora francesa Dargaud. As histórias se passam na década de 1950 e possuem um clima noir, e todos os personagens são representações antropomórficas - ou seja, tem aspecto de animais mas se comportam como seres humanos. 

Com Amarillo a SESI-SP completa a publicação da série no Brasil, lançando por aqui todos os volumes publicados na França. Canales e Guarnido estão, segundo consta, trabalhando nos dois próximos volumes de Blacksad, que deveriam sair no mercado no mercado francês em 2016 mas ainda permanecem inéditos.

Para comprar Amarillo, é só clicar abaixo:

Review: Samael - Hegemony (2017)

quinta-feira, outubro 25, 2018

Seis anos após seu último trabalho de estúdio, a banda suíça Samael retornou em 2017 com Hegemony. O sucessor de Lux Mundi também marcou uma mudança na formação do quarteto com a inclusão do baixista e guitarrista Thomas “Drop" Betrisey. O vocalista e guitarrista Michael “Vorph" Locher e o baterista Alexandre “Xytras" Locher completam a banda. Em Hegemony, a segunda guitarra ficou a cargo de Marco “Mak" Rivao, mas ele acabou sendo substituído pelo baixista Pierre “Zorrac" Carroz.

O que temos em Hegemony é a sonoridade que sempre marcou a trajetória do Samael. Ou seja: um metal atual, que flerta com o lado mais extremo do estilo e apresenta influências igualitárias tanto do gótico quanto do industrial. A edição nacional, lançada pela Hellion Records, vem com uma faixa bônus: “Storm of Fire”.

Se você não está familiarizado com o som do Samael, o que posso dizer é que trata-se de um metal industrial (sem tanta ênfase no industrial, o que pessoalmente me agrada) muito bem executado, que ganha contornos cinematográficos devido a inserções orquestradas bem desenvolvidas. O vocal gutural e o uso frequente de blast beats, que são devidamente intercalados com muitos momentos onde o ritmo é mais convencional, enfatizam o aspecto extremo da sonoridade do quarteto. Já a onipresença de teclados, que em alguns momentos transformam-se em pianos, deixa a música do grupo bastante dramática e é o responsável por trazer para o universo da banda a legião de góticos que sempre acompanhou o Samael.

Como curiosidade, vale mencionar a versão para “Helter Skelter”, clássico dos Beatles, que aqui foi vestida com a estética característica do Samael. O resultado é uma releitura inegavelmente curiosa, mas nada muito além disso.

Hegemony é mais um bom trabalho deste quarteto suíço, na estrada há mais de 30 anos e com uma sólida discografia. Se você ainda não conhece os caras, está aí uma ótima oportunidade. E se já é fã do Samael, certamente irá gostar bastante deste novo álbum.

Panini relança Origem, HQ que conta a história de Wolverine

quinta-feira, outubro 25, 2018

Publicada em seis partes entre novembro de 2001 e março de 2002, a minissérie Origem revelou a história de Wolverine, na época um dos personagens mais populares da Marvel mas cujas raízes eram desconhecidas. A série saiu em três edições no Brasil, entre abril e junho de 2002, e ganhou duas encadernações: capa cartão em julho de 2003 e capa dura em novembro daquele ano (inclusive, muitos afirmam que esse foi o primeiro encadernado em capa dura publicado pela Panini). Desde então, está fora de catálogo.

Mas agora não está mais, pois a editora Panini está relançando Origem em uma edição especial. O material vem em capa dura, papel couché e 160 páginas. A história foi escrita por Paul Jenkins e ilustrada por Andy Kubert, com cores de Richard Isanove. O roteiro tem como cenário o Canadá do século XIX e conta a infância de Wolverine, revelando o seu nome de batismo (James Howlett), o surgimento de seu poder mutante e as consequências que vieram com ele. Lindamente ilustrada, Origem é uma das histórias mais importantes para entender quem é Logan e como ele se tornou Wolverine.

A Marvel publicou uma sequência chamada Origem II, escrita por Kieron Gillen com arte de Adam Kubert, irmão de Andy. A história saiu por aqui em um encadernado que chegou às lojas em junho de 2015, mas é muito inferior à obra que a inspirou.

Pessoalmente, gosto muito de Origem e considero um dos quadrinhos que toda pessoa que gosta de HQs tem que ter em sua coleção. 

Aos interessados, a nova edição de Origem está em pré-venda e pode ser comprada no link abaixo:

Quadrinhos: Lumberjanes - Um Plano Terrível, de Noelle Stevenson, Shannon Watters e Carolyn Nowak

quinta-feira, outubro 25, 2018

Uma das minhas maiores queixas como leitor de quadrinhos é a quase inexistência de títulos da Marvel e DC voltados para o público infantil. A partir da chegada do mercado direto na primeira metade dos anos 1980 e que mudou a forma como os quadrinhos passaram a ser vendidos nos Estados Unidos, o foco das duas editoras mudou para o público colecionador, formado em sua imensa maioria por leitores na faixa dos 20, 30, 40 anos ou mais. Meu filho de 10 anos adora quadrinhos, mas é difícil encontrar revistas para ele ler. Com exceção de HQs como Homem-Aranha e Os Campeões, mangás como One-Punch Man e as Graphic MSP, é muito difícil encontrar quadrinhos que sejam voltados para a sua idade.

Por isso, um título como Lumberjanes é tão importante. Já havia lido sobre a série criada por Noelle Stevenson e vencedora de dois prêmios Eisner, porém ainda não tinha lido a série. E fiquei muito feliz após terminar Um Plano Terrível e ver que as minhas mais altas expectativas foram alcançadas.

Um Plano Terrível dá sequência a Cuidado com o Sagrado Gatinho (compre com desconto aqui) e Amizade é Tops! (compre com desconto aqui), os dois primeiros encadernados que a editora Devir colocou nas bancas e livrarias do país. O que temos é a história de um grupo de meninas escoteiras pré-adolescentes que vivem aventuras cheias de seres fantásticos e muita ação. Com diálogos muito bem escritos e uma sensibilidade nata para falar com garotas (e também garotos) naquela fase complicada entra a infância e a adolescência, Noelle e Shannon Watters entregam uma HQ divertidíssima que trata sobre amizade e é inclusiva de maneira absolutamente natural.



Neste terceiro volume, acompanhamos o grupo de amigas formado por Mal, Molly, Jo, April e Ripley em mais um dia no acampamento de escoteiras. Enquanto Mal e Molly saem para um piquenique e descobrem um mundo literalmente fantástico, o trio restante tenta desesperadamente conquistar distintivos que as coloquem em destaque entre as demais escoteiras. A arte de Carolyn Nowak é expressiva na medida certa, com cores marcantes e uma narrativa gráfica leve e bastante dinâmica. A participação de Faith Erin Hicks, Brittney Williams e Felicia Choo enriquece ainda mais a história com a inserção de ilustrações com traços distintos no meio da trama e que agregam muito ao roteiro.

Dona de uma capacidade invejável de entender e conversar com o público ao qual se dirige, Lumberjanes: Um Plano Terrível é uma HQ muito acima da média e totalmente diferenciada em relação ao que temos nas bancas e livrarias brasileiras. Um título voltado para o público feminino pré-adolescente, mas que pode ser apreciado por leitores de qualquer sexo e idade, e que possui um papel importante em uma sociedade que teima em ser cada vez menos inclusiva e mais retrógrada. Na verdade, pelos temas que propõe e pela qualidade que apresenta, Lumberjanes deveria ser muito mais celebrada tanto pelo público quanto pela imprensa voltada aos quadrinhos aqui no Brasil. É um título excelente, e que deveria chegar a muito mais leitoras e leitores do que, efetivamente, chega.

Se você tem filhos, está aqui algo que eles deveriam ler. E você também irá se divertir pra caramba, eu garanto.

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Ótimas dicas de leitura com preços imperdíveis

quinta-feira, outubro 25, 2018

Fiz uma seleção especial com o que está em oferta na Amazon e que vale a pena dar uma conferida. Boa leitura!


Contos Inacabados, de J.R.R. Tolkien - R$ 22,30 (68% de desconto)
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Este livro contém a única história que sobreviveu das longas eras de Númenor antes de sua queda, e tudo o que se conhece sobre temas como os Cinco Magos, os Palantíri ou a lenda de Amroth. Escrevendo acerca dos Apêndices de O Senhor dos Anéis, J.R.R.Tolkien disse em 1955: "Aqueles que apreciam o livro apenas como 'romance heróico' e consideram os 'panoramas inexplicados' parte do efeito literário, desprezarão os Apêndices, e farão muito bem." Contos Inacabados destina-se àqueles que, ao contrário, ainda não exploraram suficientemente a Terra-Média, suas línguas, suas lendas, sua política e seus reis. Christopher Tolkien editou e apresenta a coleção. Também redesenhou o mapa de O Senhor dos Anéis em escala maior e reproduziu o único mapa de Númenor.


Precisamos Falar Sobre o Kevin, de Lionel Shriver - R$ 24,20 (52% de desconto)
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Lionel Shriver realiza uma espécie de genealogia do assassínio ao criar na ficção uma chacina similar a tantas provocadas por jovens em escolas americanas. Aos 15 anos, o personagem Kevin mata 11 pessoas, entre colegas no colégio e familiares. Enquanto ele cumpre pena, a mãe Eva amarga a monstruosidade do filho. Entre culpa e solidão, ela apenas sobrevive. A vida normal se esvai no escândalo, no pagamento dos advogados, nos olhares sociais tortos. Transposto o primeiro estágio da perplexidade, um ano e oito meses depois ela dá início a uma correspondência com o marido, único interlocutor capaz de entender a tragédia, apesar de ausente. Cada carta é uma ode e uma desconstrução do amor. Não sobra uma só emoção inaudita no relato da mulher de ascendência armênia, até então uma bem-sucedida autora de guias de viagem. 


Psicose, de Robert Bloch - R$ 34,80 (46% de desconto)
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Edição especial capa dura com caderno de fotos do clássico do Hitchcock. Uma verdadeira edição de colecionador, para quem gosta e entende do assunto. Psicose, o clássico de Robert Bloch, foi publicado originalmente em 1959, livremente inspirado no caso do assassino de Wisconsin, Ed Gein. O protagonista Norman Bates, assim como Gein, era um assassino solitário que vivia em uma localidade rural isolada, teve uma mãe dominadora, construiu um santuário para ela em um quarto e se vestia com roupas femininas. Em Psicose, sem edição no Brasil há 50 anos, Bloch antecipou e prenunciou a explosão do fenômeno serial killer do final dos anos 1980 e começo dos 1990. O livro, assim com o filme de Hitchcock, tornou-se um ícone do horror, inspirando um número sem fim de imitações inferiores, assim como a criação de Bloch, o esquizofrênico violento e travestido Bates, tornou-se um arquétipo do horror incorporado a cultura pop.


Batman Corporação - Volume 2, de Grant Morrison - R$ 38,00 (54% de desconto)
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Batman descobriu que o Leviatã é uma organização criminosa de abrangência mundial comandada por ninguém menos que Tália al Ghul, a mãe de seu filho Damian, o atual Robin. E as verdadeiras intenções da herdeira do Cabeça do Demônio permanecem um mistério, assim como seu verdadeiro alcance e potencial. Para sorte do Morcego, ele não está sozinho em sua luta contra o crime, sendo auxiliado por um pequeno contingente de aliados. Mas a cabeça de Damian é colocada a prêmio, tornando-o alvo número um de todos os criminosos de Gotham. E seu destino final (e o da Corporação Batman) vai transformar a vida do Cavaleiro das Trevas para sempre. Todas as histórias da fase de Corporação Batman nos Novos 52 agora em um só volume! O laureado escritor Grant Morrison junta forças com os desenhistas Chris Burnham e Jason Masters, e o colorista Nathan Fairbairn, para criar um clássico moderno do Homem-Morcego!


Marvel 1602, de Neil Gaiman e Richard Isanove - R$ 38,70 (40% de desconto)
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Em Marvel 1602, o premiado escritor Neil Gaiman apresenta uma visão única do universo Marvel ambientada quatrocentos anos no passado. Ícones clássicos da casa das Idéias, como Os X-Men, Homem-Aranha, Quarteto Fantástico e Demolidor, parecem neste intrigante mundo de ciência e feitiçaria do século 17 - instantaneamente familiar aos leitores, e ainda assim sutilmente diferente nesta nova era. Marvel 1602 combina a clássica ação e aventura Marvel com uma historicamente acurada ambientação no reinado da rainha inglesa Elizabeth I para criar uma série singular, diferente de qualquer outra já publicada pela casa das ideias.


Tio Patinhas e Pato Donald: O Filho do Sol, de Don Rosa - R$ 42,00 (47% de desconto)
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Primeiro volume da coleção definitiva Disney publicada pela Editora Abril, escrita e desenha pelo renomado artista Don Rosa, e que traz uma das séries de histórias mais celebradas dos personagens.



24 de out de 2018

Panini lança o terceiro encadernado de Escalpo, de Jason Aaron

quarta-feira, outubro 24, 2018

O terceiro volume da edição de luxo de Escalpo, do roteirista Jason Aaron e do ilustrador R.M. Guéra, acaba de ser anunciado pela editora Panini. O material vem com capa dura e 256 páginas, reunindo as edições 25 a 34 da HQ.

Esta edição faz companhia aos dois primeiros volumes já publicados em acabamento luxuoso pela Panini, e que estão disponíveis com desconto aqui e aqui. A republicação da série neste formato contará com cinco volumes, e os próximos dois devem ser lançados em 2019.

Publicada nos Estados Unidos entre março de 2007 e agosto de 2012, Escalpo teve 60 edições. A série foi compilada em edições de luxo no mercado norte-americano a partir de fevereiro de 2015.

Escalpo conta a história de Dashiell Cavalo Ruim, um índio que retorna à reserva onde nasceu como agente infiltrado do FBI para investigar as operações do líder do local, Lincoln Corvo Vermelho. No meio disso tudo, Dash entra em contato novamente com o mundo que havia deixado para trás e descobre muito mais sujeiras do que poderia imaginar. A séria foi um sucesso de crítica e público e foi publicada no Brasil na extinta revista Vertigo. 

Recentemente, a DC Comics autorizou a produção de um piloto para uma possível adaptação para a TV de Escalpo. Doug Jung, roteirista responsável por Star Trek Beyond e The Cloverfield Paradox, é o produtor executivo e assinou o roteiro deste piloto.


Review: Behemoth - I Loved You at Your Darkest (2018)

quarta-feira, outubro 24, 2018

Vou fazer uma afirmação polêmica (ou não): para mim, o som atual do Behemoth é o que podemos chamar de black metal pop. Isso levando-se em conta todas as barreiras que encontramos ao tentar classificar uma música extrema como a dos poloneses como algo pop e feito para cair no gosto das massas.

O termo não é ofensivo, já digo antes que algum apressadinho entenda o contrário. Nergal e companhia tiveram a sabedoria de simplificar a sua música, deixando-a mais direta e sem o aspecto barroco que predominou em álbuns como Demigod (2004), The Apostasy (2007) e Evangelion (2009) - todos ótimos, que fique claro -, e o resultado dessa nova abordagem foi apresentada ao mundo no excepcional The Satanist (2014).

O novo disco do quarteto, I Loved You at Your Darkest, foi lançado no início de outubro e é uma espécie de passo adiante de tudo que foi apresentado em The Satanist. As faixas (doze no total) estão de modo geral mais curtas, evidenciando essa abordagem mais direta citada anteriormente. As melodias soam ao mesmo tempo sombrias, soturnas e ameaçadoras, porém acessíveis aos ouvidos de alguém leigo ao black metal, que imagino ser o tipo de público que a banda está buscando. O peso segue forte e onipresente, porém a massa sonora dos álbuns mais antigos foi amenizada, sofreu uma limpeza, e isso deixou a música do Behemoth ainda mais eficaz.

É evidente que o exemplar trabalho de composição possui um papel fundamental em todo esse contexto. Não à toa, há um espaço de quatro anos entre The Satanist e I Loved You at Your Darkest, assim como houve um gap de cinco anos entre Evangelion e The Satanist, justamente o período em que o Behemoth desenvolveu essa nova abordagem criativa para a sua música. No fim das contas são apenas dois discos em 9 anos, com direito à luta de Nergal contra o câncer no meio disso tudo.

Todo esse novo Behemoth apresentado nos dois últimos álbuns contrasta, por exemplo, com o exagero e o excesso que ainda reinam no black metal norueguês, onde o Dimmu Borgir se transformou em uma espécie de atração satânica do Cirque du Soleil. É claro que o aspecto visual sempre esteve presente na história do Behemoth, porém essa esfera da manifestação artística da banda continua transmitindo autenticidade e coerência, ao contrário dos figurinos e das maquiagens do Dimmu Borgir e seus imitadores, que viraram meras caricaturas com o passar dos anos.

Assim como fez em The Satanist, o Behemoth consegue entregar em I Loved You at Your Darkest uma espécie de manifesto religioso e sombrio dirigido para as massas, porém escrito de uma forma ainda mais atraente que o álbum de 2014. É o satanismo transformado em elemento da cultura pop, algo que sempre esteve presente na vidas das pessoas e deu ao mundo clássicos como o filme O Exorcista (1973), por exemplo. A filosofia do “menos é mais” é aplicada aqui de maneira exemplar, transformando uma sonoridade que já era cativante e riquíssima em algo ainda mais eficiente, com força para levar os poloneses ao topo do metal mundial - lugar onde, convenhamos, já deveriam estar há anos.

Um dos melhores discos de 2018, e praticamente sem concorrência se analisarmos apenas o que o heavy metal, como gênero musical, nos deu este ano. 

Discoteca Básica Bizz #122: Paul McCartney & Wings - Band on the Run (1973)

quarta-feira, outubro 24, 2018

Em 1973, Paul McCartney estava numa encruzilhada. Acusado de ser "o homem que acabou com os Beatles" e "traidor da contracultura", ele via sua carreira solo como algo que ainda não havia decolado propriamente, a despeito de hits como "Live and Let Die" e "My Love". 

Decidido a acabar com a maré de azar, Macca pegou sua mulher Linda e o guitarrista Denny Laine e foi para Lagos, na Nigéria (coração da África). Band on the Run, o disco que resultou dessas sessões de gravação, foi aclamado como o melhor trabalho de Paul e os críticos viram nele uma continuação do segmento sinfônico que permeou boa parte do lado B de Abbey Road (1969), o penúltimo trabalho dos Beatles. 

Como Henry McCullough e Denny Seiwell, outros integrantes do Wings, recusaram-se a viajar, Paul teve de tocar a maioria dos instrumentos sozinho. Paul não planejou um álbum conceitual, mas as melodias e temas quase sempre aludiam à liberdade e à fuga. A faixa título colocou o rockstar como um fora-da-lei disposto a sair da prisão, ou seja, fugir das regras estabelecidas. Mais tarde, ele revelou que a frase chave da canção - "Se algum dia nós conseguirmos sair daqui” - era uma expressão que George Harrison repetia constantemente nos intermináveis e sufocantes encontros com advogados e executivos na época do fim dos Beatles. 


"Band on the Run", a música, desembocava em "Jet", exuberante canção de cinco minutos que reforçava a ideia de uma mini-ópera. Paul não estava disposto a fazer as pazes apenas consigo próprio. Em "Let Me Roll It" ele prestava uma homenagem carinhosa a John Lennon, tapando um pouco das feridas que ficaram com o fim da maior parceria do século. A delicada "Bluebird" remonta a tradição das baladas acústicas de Paul e é uma espécie de visão mais otimista de "Blackbird" (clássico do White Album, de 1968). Paul também usou com maestria teclados eletrônicos na épica "Nineteen Hundred and Eighty-Five”. 

Paul foi assim alvo de um dos maiores comebacks da música pop. Muitos apontaram que ele nunca mais conseguiu repetir o espírito de ousadia e aventura de Band on the Run. Pode ser, mas com certeza nunca mais esqueceu como ser um legítimo superstar. 

Texto escrito por Paulo Cavalcanti e publicado na Bizz #122, de setembro de 1995

23 de out de 2018

Review: Michael Romeo - War of the Worlds Pt. 1 (2018)

terça-feira, outubro 23, 2018

24 anos após o lançamento de seu primeiro álbum solo, The Dark Chapter, o guitarrista Michael Romeo retorna com um novo disco pra chamar só de seu. War of the Worlds Pt. 1 é um trabalho conceitual inspirado no clássico conto de H.G. Wells publicado em 1898 e dramatizado por Orson Welles em um programa de rádio em 1938. A história recebeu inúmeras adaptações nas mais diversas mídias e é um dos textos mais influentes da cultura pop.

Michael Romeo, que está com a sua banda principal, o Symphony X, em pausa devido ao acidente sofrido pelo vocalista Russell Allen durante uma turnê do Adrenaline Mob em julho de 2017, decidiu então aproveitar as férias forçadas e lançar um trabalho solo. Para tanto, chamou o trio Rick Castellano (vocal), John DeServio (baixo, Black Label Society) e John Macaluso (bateria, Ark, TNT, Malmsteen), e assumiu ele mesmo os teclados e orquestrações. Este é o primeiro álbum que Romeo lança desde o mais recente disco do Symphony X, o excelente Underworld (2015).

O que chama a atenção, logo de cara, é a inclusão de elementos não muito comuns ao metal, como EDM e dubstep, além das orquestrações. Percebe-se um esforço de Romeo em propor caminhos e soluções que saiam do lugar comum e tragam algo de novo, equilibrando esse desejo por inovação com o universo musical já conhecido dos fãs. Dessa maneira, o que temos é um disco muito pesado, técnico, com foco na guitarra e que traz ideias surpreendentes. A ótima performance da banda ajuda Michael a colocar esta primeira parte de A Guerra dos Mundos em um nível superior, com destaques igualitários para os três músicos convidados.

As dez faixas apresentam uma qualidade homogênea e formam um conjunto bastante coeso, que demonstra o talento e a capacidade criativa de Micael Romeo, que a propósito também assinou a produção, igualmente muito bem feita. Entre as canções, destaque para “Fear the Unknow”, “Black”, para a união entre metal e dubstep presente na ótima “F*cking Robots”, a animalesca “Djinn" e “Oblivion”. Há duas instrumentais - “Introduction" e “War Machine” -, ambas muito boas. Outro ponto que merece menção é o ótimo encaixe das orquestrações, que dão um clima cinematográfico para a obra, reforçando ainda mais a associação com o clássico de H.G. Wells.

Enquanto o Symphony X não retorna, War of the Worlds Pt. 1 é uma ótima pedida. O disco acabou de ser lançado no Brasil pela Hellion Records e agradará em cheio os fãs da banda. E ainda tem mais: Romeo declarou que a segunda parte do projeto está praticamente pronta e será lançada provavelmente em 2019.

Ótimo!


Primeiro título da Disney pós-Editora Abril será publicado pela Panini

terça-feira, outubro 23, 2018

A Panini lançará no final de novembro o título Mickey Mouse 90 Anos - Livro Ilustrado Oficial. Trata-se de um álbum de figurinhas celebrando os 90 anos do Mickey e que contará com 36 cards e 276 figurinhas, sendo 60 delas especiais. O álbum será publicado em capa dura e trará uma HQ inédita do personagem. Com preço nada amigável - R$ 62,90, formato 23,7 x 29,3 cm e 12 envelopes de figurinhas inclusos -, chegará no final de novembro às bancas de todo o país.

Há rumores de que a Panini assumirá a publicação dos títulos da Disney no Brasil, após a empresa norte-americana romper o contrato com a Editora Abril devido aos problemas que a empresa da família Civita atravessa já há alguns anos. Ainda não há confirmação se isso acontecerá, no entanto sabe-se que desde o final do contrato com a Abril a Panini negocia com a Disney os direitos de publicação dos títulos aqui no país. Analisando o mercado, percebe-se que não existe outra editora com poder econômico e alcance semelhantes e que possa concorrer com a empresa italiana nesta negociação envolvendo os títulos da Disney.


Se isso ocorrer, e pessoalmente eu torço para que a Panini assuma a Disney por aqui, além da qualidade já conhecida dos títulos teremos também a expansão do domínio - para não dizer o quase monopólio - de mercado da editora. No momento em que o mercado de quadrinhos passa por uma crise séria, com queda de vendas e fechamento de players (FNAC se retirou do Brasil, Cultura e Saraiva vivem uma séria crise econômica, isso sem falar no fechamento constante de bancas em todos os cantos do país), o abocanhamento de uma fatia ainda maior do mercado por uma única editora não parece ser uma atitude saudável para o setor. Sei que o meu comentário traz pensamentos contrastantes - torço para a Panini assuma a Disney, porém fico preocupado com o impacto disso no mercado -, mas coerência não é o forte do Brasil no momento, convenhamos.

Vamos aguardar e ver o que irá acontecer.

Aos interessados, o título já está disponível na Amazon:

Review: FB1964 - Störtebeker (2017)

terça-feira, outubro 23, 2018

Com a chegada do Avantasia e o lançamento do seu disco de estreia - o já clássico The Metal Opera (2001) -, a proposta de unir o heavy metal a uma abordagem tanto musical quanto lírica inspirada na tradição das grandes óperas ganhou cada vez mais adeptos. No entanto, projetos realmente bons seguindo essa abordagem não foram muitos, convenhamos.

Felizmente, o FB1964 quebra a sina. Idealizado pelo guitarrista alemão Frank Badenhop, o grupo conta a história do corsário Klaus Störtebeker, um dos mais famosos piratas teutônicos, que viveu entre os anos 1300 e 1400. Seu novo disco, Störtebeker, vem com doze músicas e traz as participações especiais de nomes como Bobby Ellsworth (Overkill), David DeFeis (Virgin Steele), John Gallagher (Raven), Chris Boltendahl (Grave Digger), Udo Dirkschneider (ex-Accept), Gerre Jeremia (Tankard), Henning Basse (Firewind) e Ronnie Romero (Rainbow), além dos guitarristas Gary Holt (Slayer, Exodus), Jeff Loomis (Nevermore, Arch Enemy), Nita Strauss (Alice Cooper), John Norum (Europe), Axel Rudi Pell, David T. Chastain e Victor Smolski (Rage). Um time de respeito, e que entrega um ótimo trabalho.

Sob a batuta de Badenhop, a banda evolui seguindo uma estrutura que vai apresentando a história, e os convidados, aos poucos. O trabalho de composição é muito bem feito e intercala excelentes faixas instrumentais entre as canções, recurso que gera interlúdios que tornam a história ainda mais forte. Em termos de estilo, o que ouvimos é um metal com os dois pés no lado mais tradicional do gênero, porém sem soar ultrapassado. Há peso, grandes riffs e agressividade, assim como momentos de velocidade e outros mais calmos. A carga dramática do álbum é impressionante e consegue transportar o ouvinte para as batalhas e confrontos vividos por Störtebeker, assim como levar aos momentos mais contemplativos do personagem principal.

Para tornar tudo ainda mais forte, a edição nacional lançada pela Hellion Records vem com um encarte com nada mais nada menos que 32 páginas que apresenta a história, traz as letras e fala sobre todo o projeto. 

Störtebeker é um lançamento inesperado, já que nunca tinha ouvido falar deste projeto e acredito que ele é desconhecido também da maioria dos leitores do site. No entanto, a qualidade final deste disco é inegável, e traz aquela ótima sensação que tanto apreciamos ao ouvir um álbum de metal que reafirma nossa crença no estilo.

Quadrinhos: Blood - Uma História de Sangue, de J.M. DeMatteis e Kent Williams

terça-feira, outubro 23, 2018

Há muitas teorias sobre o que acontece a nós, seres humanos, após a morte. Tudo se encerra nela? É o fim de nossa experiência corpórea? Ou seria um recomeço? Para quem acredita em reencarnação, há a teoria de que vivenciamos a vida neste mundo, retornamos para outro lugar após a morte e, com as experiências que adquirimos em nossas vidas, voltamos como seres mais completos e melhores.

De modo geral, o que o escritor J.M. DeMatteis e o ilustrador Kent Williams propõem em Blood - Uma História de Sangue, é semelhante a isso. Partindo da figura do vampiro, um dos arquétipos mais populares do mundo ocidental, a dupla conta uma história de amor que é também o relato de almas gêmeas que buscam o paraíso a cada nova vida. Na introdução escrita especialmente para a nova edição brasileira, lançada pela Pipoca & Nanquim, DeMatteis explica que o rumo da história foi dado pelo seu subconsciente, já que ele, de maneira consciente, deixou que as ideias fluíssem de sua mente sem um roteiro pré-concebido ou uma estrutura que levaria até um final já pré-definido. Em suma: a história se contou sozinha.



Já em relação à arte, Kent Williams entrega belíssimos painéis pintados e muito influenciados pelo Expressionismo alemão da década de 1920. Os quadros de Williams trazem os personagens sempre em expressões marcantes, doloridas e impactantes, mas, acima de tudo, belas. A narrativa usa muito da condução artística para cativar o leitor de maneira profunda, tocando o coração de quem lê e fazendo com que a identificação com o que está sendo mostrado nas páginas seja muito forte.

Para contextualização história, é importante mencionar que Blood foi publicada pelo selo Epic da Marvel em 1987. Este selo era voltado para o público adulto e destinado a obras autorais dos criadores. Mais tarde, a DC republicou Blood pela Vertigo em 1996. No Brasil, Blood foi publicado pela Editora Abril em quatro edições entre o final de 1990 e o início de 1991, e também em uma edição encadernada lançada em 1991. Desde então, estava fora de catálogo.


A edição da Pipoca & Nanquim é, como de praxe, primorosa. O material vem em capa dura, formato 17,2 x 26,2 cm, papel couché e 196 páginas, e conta com verniz na capa, introdução exclusiva escrita por DeMatteis e galeria de capas. 

Se você procura um HQ que vá muito além do trivial e traga questionamentos que transcendem o mundo físico, Blood: Uma História de Sangue tem todos os ingredientes para conquistar o seu coração.

Compre com desconto abaixo:

22 de out de 2018

Novo capítulo de A Liga Extraordinária, de Alan Moore, é publicado no Brasil

segunda-feira, outubro 22, 2018

A editora Devir anunciou o lançamento de A Liga Extraordinária Apresenta: Nemo - As Rosas de Berlim, quadrinho que traz Alan Moore e Kevin O’Neil dando sequência ao universo dos clássicos heróis da era vitoriana. O título é a sequência de Nemo, publicado aqui no Brasil em 2015.

Com 64 páginas, capa dura e formato 20x5 x 27,5 cm, a história se passa no ano de 1941 e traz Janni Nemo, filha do lendário Capitão Nemo, indo a Berlim durante a Segunda Guerra Mundial resgatar a sua filha. A edição traz o encontro de Jenni com os Heróis do Crepúsculo, a versão da Liga Extraordinária apenas com heróis alemães.

As Rosas de Berlim está em pré-venda, com desconto, no link abaixo:

Quadrinhos: Imaginário Coletivo, de Wesley Rodrigues

segunda-feira, outubro 22, 2018

O realismo mágico - ou realismo fantástico, como alguns preferem - é uma escola literária que surgiu na América do Sul no início do século XX. A sua principal característica é fundir o universo mágico à realidade, mostrando elementos irreais e estranhos como algo natural e corriqueiro. E esses elementos são apresentados de forma intuitiva, sem a necessidade de explicações. Eles são porque são, e ponto final. O realismo fantástico surgiu como uma reação aos regimes ditatoriais latino-americanos, utilizando o elemento mágico como reforço das palavras contrárias aos regimes totalitários.


O maior clássico do estilo é o fenomenal Cem Anos de Solidão, livro do escritor colombiano Gabriel García Márquez publicado em 1967 e uma das maiores obras da literatura mundial. Na obra de García Márquez, alguns personagens ficam surpresos ao se depararem com elementos fantásticos, mas os aceitam sem maiores questionamentos e agem como se aquilo pudesse acontecer naturalmente. Ao adentrar no texto de García Marquez somos apresentados a fatos como a peste da insônia, a morte e o retorno à vida, uma mulher que sobe aos céus e outros fatos.


Imaginário Coletivo, HQ escrita e desenhada pelo brasileiro Wesley Rodrigues, bebe no realismo fantástico para entregar uma história de quadrinhos que é uma grande e arrebatadora fábula sobre a busca pela liberdade. Em suas quase 500 páginas somos apresentados a uma vaca que quer ser uma pássaro, e faz tudo para realizar o seu sonho. Wesley faz uso também de outros dois elementos marcantes da literatura para contar a sua história. O primeiro é a referência ao igualmente clássico A Revolução dos Bichos, livro escrito pelo inglês George Orwell e publicado em agosto de 1945, que conta a revolta dos animais contra a corrupção humana. E o outro é o antropomorfismo (também utilizado por Orwell), que é a atribuição de características humanas ao seres não humanos. Só que Rodrigues faz o uso inverso: ele atribui características de animais aos humanos, em uma metáfora que reduz cada personagem à sua essência mais oura. É o caso da vaca citada anteriormente: que outro animal um indivíduo sonhador poderia ser que não um pássaro?

A arte de Wesley Rodrigues é explosiva e expressiva, e beira o cartum em alguns momentos. As páginas exibem movimento e vida, e pulsam como se tivessem vontade própria. O texto, afiado e certeiro, é quase um elemento secundário na narrativa, que é toda focada na ilustração e utiliza as palavras apenas como complemento na maior parte do tempo.

O que temos, em sua essência, é a vaca sonhadora tendo o papel de catalisadora dos sonhos de toda uma comunidade. Ela é a combustível, a faísca que faz com que os moradores de um pequeno povoado, que são explorados por um rei sanguinário e que não se importa com eles, corram atrás dos seus sonhos. Utilizando outra referência, lembramos do saudoso Raul Seixas - “Sonho que se sonha só / É só um sonho que se sonho só / Mas sonho que se sonha junto / É realidade” - e assistimos aos personagens literalmente transformarem o mundo.


A edição da Darkside Books é belíssima, em um livro de capa dura com verniz na capa e 472 páginas de belíssima impressão, onde a arte incrível de Wesley Rodrigues ganha vida e transmite toda a sua força.

Mais que uma excelente HQ, Imaginário Coletivo é uma leitura extremamente indicada para o momento em que vivemos, onde a polarização política está levando o Brasil para caminhos desconhecidos e, infelizmente, cada vez mais extremos. Seria ótimo se o realismo fantástico ficasse apenas nas páginas de Wesley e García Marquez, mas, ao que tudo indica, ele será cada vez mais necessário para encararmos a realidade nada promissora dos anos que virão.

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