
Nascido na cidade de Reading, na Pensilvânia, em 3 de fevereiro de 1970, Richard Dale Kotzen Jr. tornou-se conhecido em todo o mundo como Richie Kotzen ao fazer parte de bandas como Poison, Mr. Big e The Winery Dogs, além de possuir uma prolífica discografia solo.
Com mais de trinta anos de carreira, Kotzen está
comemorando os seus cinquenta anos com um lançamento especial. O álbum 50 for
50 chegou nesta segunda-feira aos serviços de streaming
celebrando o aniversário de Kotzen. O disco, que é o vigésimo-segundo álbum
solo do vocalista e guitarrista, traz nada menos do que cinco dezenas de
canções inéditas em um CD triplo com mais de 3 horas e 20 minutos de duração. O
trabalho é o sucessor de Salting Earth (2017).
Richie falou sobre o projeto: "A ideia de um álbum
com cinquenta músicas me ocorreu enquanto eu estava em turnê no ano passado.
Concluí o que seria um álbum típico de 10 a 12 músicas e estava antecipando um
lançamento para 2020. Em algum momento descobri algumas músicas completas que,
por algum motivo, nunca foram lançadas. Junto com isso descobri uma coleção
maciça de material que estava em vários estágios de finalização. Algumas músicas
tinham bateria e piano sem vocal, outras eram nada além de uma linha de baixo e
uma melodia vocal, e assim por diante. Decidi aproveitar o verão e o outono,
fiquei no estúdio e vi quantas dessas ideias eu poderia levar adiante. O conceito era incluir as canções já finalizadas e terminar as
outras, e então parar quando chegasse a cinquenta músicas. Pensei
que se pudesse sair do estúdio com cinquenta músicas que eu realmente gosto mixadas e
masterizadas, poderia lançar um pacote de 50 faixas no meu aniversário de 50
anos".
Aos interessados, o material pode ser ouvido abaixo:
Eu vi outra notícia sobre esse lançamento mais cedo. Interessante.
ResponderExcluirE me fez pensar algo.
É provável que esse disco tenha todas as 50 músicas muito boas ou excelentes? Acho difícil. Inevitavelmente você terá uma variação na qualidade das canções. É normal.
Sendo assim, é comum pessoas perguntarem "pq não selecionar as melhores e lançá-las apenas?". Mas vale pensar sobre trabalhos volumosos. Se você pegar discos como Load/Reload, Use Your Illusion ou White Album dos Beatles, há bastante variação na qualidade das canções. Nem todas são boas. Mas eu acho importante que esses trabalhos existam, que os artistas deem vazão, em alguns momentos, para sua produção, mesmo que irregular. Faz parte. Inclusive obras gigantescas como de Frank Zappa, extensa, diversa e irregular, mas ainda genial.
Acho que é um tema interessante e nem tanto explorado, a prolificidade.