18 de abr de 2009

George Harrison ganha estrela na Calçada da Fama em Hollywood

sábado, abril 18, 2009

Por Ricardo Seelig
Colecionador

Na foto: Tom Petty, Jeff Lynne, não sei que é, Paul McCartney, não sei quem é, Olivia Harrison e o filho de George. Harrison faz companhia agora a John Lennon, que já havia sido homenageado com a sua estrela. A pergunta: só ganha uma quem partiu para o lado de lá?

17 de abr de 2009

O encontro entre Miles Davis e Jimi Hendrix

sexta-feira, abril 17, 2009

Por Vagner Pitta
Colecionador
Exoticpittajazz

Miles Davis adorava Jimi Hendrix. Dividiu uma namorada com ele num triângulo amoroso cheio de ciumeiras e barracos típicos deste tipo de situação. O nome da diva era Betty Marble e pode ser vista na capa de
Filles on Kilimanjaro, lançado em 1969 pelo trompetista. Inventor de mais da metade da sonoridade do século e grande vetor de novidades, Miles também tomou o famoso pancadão quando ouviu a música de Jimi pela primeira, vez apresentado por Betty.

Jimi também adorava a música dele, principalmente
Kind of Blue (1959), que era um de seus discos preferidos. Trocaram umas figurinhas em alguns ensaios e reza a lenda que estavam se preparando para gravar juntos um pouco antes de Jimi morrer. 

A opinião de Miles Davis sobre a música de Hendrix era um tanto quanto original:

"
Jimi era ligado à música caipira country, tocada pelos montanheses brancos. Por isso tinha aqueles caras ingleses no conjunto, porque muitos brancos gostavam de música caipira americana. O melhor som dele para mim foi quando teve Buddy Miles na bateria e Billy Cox no baixo. Jimi tocava aquela coisa indiana, ou aquelas musiquinhas engraçadas, que duplicava na guitarra. Eu adorava quando ele duplicava na guitarra as coisas daquele jeito. Costumava tocar um 6/8 o tempo todo quando estavam os tais brancos ingleses, e era isso que, pra mim, o fazia parecer caipira. Só esse conceito, que aplicava nessa coisa. Quando começou a tocar com Buddy e Billy no Band of Gypsys creio que botou tudo que estava fazendo pra fora. Mas as empresas de discos e os brancos o preferiam com os caras brancos no conjunto. Mas Jimi vinha do blues, como eu. Nos entendemos imediatamente por causa disso. Ele era um grande guitarrista de blues, ele e Sly Stone eram grandes músicos naturais: tocavam de ouvido".

E sobre o mítico disco conjunto: "
Ele e eu devíamos nos encontrar em Londres depois do Concerto na Ilha de Wight para discutir um disco que finalmente decidimos fazer juntos. Quase fizemos um certa vez, com o produtor Alan Douglas, mas ou não pagavam bastante ou estávamos ocupados demais para fazê-lo juntos. Tínhamos tocado muito juntos na minha casa, apenas fazendo jams, e achávamos que talvez tivesse chegado a hora de fazermos alguma coisa juntos num álbum. Mas as estradas estavam tão engarrafadas na volta a Londres, após este concerto, que não consegui chegar a tempo, e quando cheguei a Londres Jimi não estava mais lá. Eu ia para a França, acho, fazer mais algumas apresentações e depois voltaria à Nova York. Gil Evans me ligou e disse que ia se encontrar com Jimi e queria que eu participasse do encontro. Respondi que iria. Esperávamos a chegada de Jimi quando soubemos que ele tinha morrido em Londres".

Só de imaginar o que daria este encontro chego a ter arrepios. As gravações de Miles Davis com Gil Evans são para mim o auge da perfeição; com Jimi Hendrix seria uma covardia total. O que iriam tocar? Vai ver pelo fato de nunca ter acontecido fica este espectro de absoluto.

Gil Evans tempos depois gravou um disco muito doido com orquestra recriando alguns clássicos como "Voodoo Chile" (com um inacreditável solo de tuba) e "Little Wing", que ficou belíssima num clima meio free, mas bastante interessante. Tenho em um vinil combalido e nunca vi em CD. 

Outra releitura muito interessante são as versões do Lonnie Smith Trio, onde o rei do Hammond Organ manda ver em versões alucinantes acompanhado do soberbo John Abercrombie na guitarra, que não imita um só solo, mas mantém o clima hendrixiano sem deixar a peteca cair. São releituras onde o espírito da coisa permanece sem imitação, afinal recriação não é cover.

Embora estudiosos costumem apontar elementos do jazz-rock desde meados da década de sessenta, principalmente nos trabalhos de Larry Coryell, o primeiro álbum considerado do gênero foi
Bitches Brew de Miles Davis, editado em 1970. Na época Miles andava ensaiando uma aproximação com o rock, tendo sido o único jazzista a participar do Festival da Ilha de Wight, além de haver tentado marcar uma sessão de gravação com Jimi Hendrix, sessão esta que não se concretizou devido à morte de Jimi.

Embora muitas pessoas pensem que a última apresentação de Hendrix com sua banda própria tenha sido no
Festival da Ilha de Wight, depois dessa houveram mais seis apresentações, culminando com a derradeira ocorrida nesta data em 1970. Embora tenha sido registrado profissionalmente em vídeo, este filme nunca apareceu, pois foi roubado em 1971. Apenas um pequeno trecho com menos de três minutos circula atualmente, e foi usado pela estação de TV que o filmou no anúncio de sua morte.  

Gravações de áudio existem três, apenas duas completas, uma feita por um fã que amarrou um microfone junto às caixas de som (devido ao barulho do vento batendo no mesmo esta gravação é conhecida como windy tape) e a outra registrada por um roadie, a pedido de Billy Cox, ao lado do palco (esta denominada stage tape). Hendrix ainda faria mais uma aparição pública, numa jam junto a Eric Burdon & War no Ronnie Scott's Club em Londres, um dia antes de sua morte. 

Embora muitas pessoas pensem que Jimi Hendrix morreu por overdose de drogas, na realidade o que aconteceu é que horas antes Hendrix tomara alguns remédios para dormir e, ao passar mal e ser levado para o hospital, os enfermeiros o deitaram na maca de barriga para cima, só que Jimi acabou vomitando e morrendo sufocado pelo próprio vômito.

Miles Davis e Jimi Hendrix tinham um encontro marcado para o final do mês de setembro de 1970 no
Carnegie Hall, onde ensaiariam para um eventual álbum ao vivo a ser editado futuramente. Com a morte de Jimi obviamente o projeto não saiu do papel. Miles esteve presente nos funerais de Hendrix, onde tentou em vão tocar seu trumpete, mas foi impedido por Leon, irmão do guitarrista.

Big Gilson comemora carreira internacional com novo CD

sexta-feira, abril 17, 2009

Por Carlos Augusto
Colecionador

Com quinze anos de estrada, o guitarrista, cantor e compositor Big Gilson pode dizer hoje que é um artista internacional. Ele acaba de chegar de mais uma turnê pelo Canadá, a segunda de sua carreira, além de ter passado recentemente também pela Argentina e pelo Chile, quando foi promover o recém-lançado CD Sentenced to Living. O cuidado com repertório - todo em inglês -, produção e embalagem do álbum - o décimo-terceiro de sua carreira, incluindo o trabalho com a infelizmente extinta banda Big Allanbik - mostra a dedicação de Gilson para agradar ao público estrangeiro, sem deixar de privilegiar seus fãs nacionais.

O guitarrista argumenta que, em tempos de download digital, é cada vez mais necessário dar um motivo especial ao público para comprar um CD. “
Os ouvintes de blues em geral se interessam em comprar o disco. Por isso, procuro caprichar nos detalhes para dar vontade do cara ter o CD, não só piratear”, afirma o bluesman, que também oferece em seu site oficial músicas avulsas e álbuns inteiros para venda online.

Gilson acredita que a pirataria “faz parte do pacote”, embora seja uma atividade prejudicial. “
Como a maioria dos músicos independentes nunca ganhou grana vendendo discos, então para a gente não afeta tanto. Ganhamos dinheiro mesmo é com os shows, tentando fazer o máximo deles possível. Tem a questão também de que, se a pessoa pirateia, pelo menos está divulgando o trabalho. E muitas vezes acontece que os ouvintes baixam o CD, gostam e vão lá comprar. É quase como se fosse uma amostra grátis”, acredita.

E numa época em que a internet dita regras e tendências musicais e mercadológicas, Big Gilson apresenta em seu novo CD o que se pode classificar como um “trabalho globalizado”. Participam dele músicos da Espanha, Inglaterra, Canadá e do sul do Brasil. “
Neste CD me cerquei dos músicos que eu realmente queria. Cada um está no seu instrumento certo, ninguém está substituindo ninguém. A internet possibilitou isso. O cara grava em seu país de origem, te manda o arquivo via download, que não perde nada de qualidade. E grava quando pode, sem problemas de conciliar agendas e horas de estúdio".

Os temas por trás de
Sentenced to Living vieram da crença de que, num mundo cheio de problemas e injustiças, viver se tornou um fardo. “As letras e a sonoridade refletem a minha desilusão com tanta coisa ruim, como as guerras e o mundo em geral. Desde o momento em que nascemos estamos condenados a viver, por isso o nome do álbum”, explica. O novo disco traz covers inspiradas, como “I Wonder” de Rory Gallagher e “Yer Blues” dos Beatles, junto a composições próprias, como a que dá título ao trabalho.


E essa desilusão com o mundo atual não poderia ter uma capa melhor para ilustrar do que o próprio Gilson, aos seis meses de idade, segurando – como ele próprio brinca – seu primeiro cigarro. “Meu tio me deu esse cigarro e tirou a foto, que minha mãe aliás odeia. E ela odiou mais ainda quando descobriu que eu ia usar esta imagem como capa do CD”, diverte-se Gilson.

Apesar de músico de blues, gênero praticamente sinônimo de tristeza, Gilson está felicíssimo pelo momento pelo qual passa sua carreira. E ela inclusive foi abençoada recentemente com dois momentos marcantes. O primeiro, ocorrido na Inglaterra, quando encontrou a casa de Eric Clapton em Ripley, graças a trechos da autobiografia do músico, que Gilson já devorou três vezes, e dicas da internet. O segundo momento foi em Clarksdale, no Mississipi, quando diz ter vivido uma experiência mística e cósmica.

Clarksdale, que abriga o
Delta Blues Museum, é onde está localizada a famosa crossroad onde Robert Johnson supostamente fez seu pacto com o diabo em troca de talento. O local deste acontecimento – a mais famosa história do blues - seria a interseção das highways 61 e 49, onde Gilson fez questão de se sentar na sombra de uma árvore e tocar um blues com um violão dobro emprestado. “Eu vinha de Memphis, onde toquei em alguns shows, e seguiria para Dallas. Decidi passar uns dias em Clarksdale, pois tinha essa vontade de visitá-la há muitos anos”.

Outra experiência incrível para Gilson em Clarksdale foi tocar em uma autêntica
jook joint – os famosos locais de shows dos primeiros bluesmen. E tudo aconteceu por acaso. Gilson foi com seu empresário canadense assistir a uma apresentação no local, praticamente a única noitada da cidade num domingo. “Depois que entrei, me arrependi. Era tudo muito escuro, com luzes púrpuras, somente pessoas meio mal encaradas lá dentro. Depois percebi que havia outros turistas e relaxei. No show, os músicos eram extremamente bons. Meu empresário ficou botando pilha para eu me oferecer para uma canja e acabou indo lá ele mesmo sugerir. Por sorte, eu estava super inspirado e me aplaudiram de pé. Ia tocar apenas uma música, e acabei ficando por umas cinco. Estava em transe. Me senti fazendo parte daquele lugar. Foi uma experiência que mexeu muito com minha cabeça”, conta.

De espírito renovado, Big Gilson se prepara agora para divulgar o novo CD pelo Brasil afora até o final de maio, quando embarca novamente para a Inglaterra. “
Minha carreira é hoje toda voltada para o exterior”, diz, com orgulho, este que é o mais batalhador dos músicos de blues nacionais.

16 de abr de 2009

Chimaira - The Impossibility Of Reason (2CD Limited Edition) (2004)

quinta-feira, abril 16, 2009

Por Ricardo Seelig
Colecionador

Cotação: ****

Surgido na década de oitenta, o thrash metal causou uma revolução na música pesada. O nascimento de grupos como Slayer, Metallica, Anthrax, Exodus, Testament e, mais tarde, Pantera, deu um choque na cena americana e mundial daquela época, dominada por dinossauros em formação lançando trabalhos clássicos (Iron Maiden com
Powerslave), novos nomes injetando sangue no estilo (Helloween e os seus Keepers) e o nascimento de gigantes que marcariam uma época (Guns´N Roses com Appetite for Destruction).

O som do grupo americano Chimaira é um retorno a este período. Fincado no thrash de uma maneira sólida, mas mesmo assim mantendo os ouvidos abertos a novas influências, o grupo vem colocando trabalhos interessantes no mercado.
The Impossibility of Reason (2003), segundo álbum do grupo, ganhou uma interessante versão especial que também chegou ao mercado brasileiro.

A diferença entre o som do Chimaira e de outros grupos norte-americanos classificados como new metal, como é o caso do Korn, está no uso de características muito mais "metálicas”. As linhas vocais são muito mais agressivas, com grandes influências do já citado thrash oitentista. As guitarras derramam riffs pesados e inspirados, além de diversos solos que irão fazer a alegria de qualquer headbanger, tudo amparado por uma cozinha extremamente coesa, formada por um baixo pesado e uma bateria rápida, repleta de viradas e bumbos duplos.

O grupo utiliza muito bem as lições aprendidas com as grandes bandas do passado em seu som, e acrescenta novos elementos que atualizam o thrash metal de uma maneira que poucos grupos fazem hoje em dia. Que elementos são estes ? Guitarras afinadas em tons mais graves, elementos eletrônicos que dão ainda mais peso às canções, alternância entre vocais ora urrados ora mais limpos e riffs mais diretos, gerando uma agressividade palpável. Apesar de parecerem sutis, estas "inovações” funcionam muito bem, tornando o som do Chimaira extremamente atual.

Provas disso ? Ouça a excelente “Pure Hatred”, talvez a melhor faixa do disco. Além dela, músicas como “Cleansation”, “The Impossibility of Reason”, “Pictures in the Gold Room”, a excelente “Down Again” e “Overlooked” (que lembra muito o Sepultura antigo) merecem destaque. 

Mas, apesar disso, nada se compara à viagem instrumental de “Implements of Destruction”, com mais de treze minutos onde o grupo passeia com desenvoltura pelas mais diversas influências que caracterizam o heavy metal de uma maneira geral, desde guitarras cheias de melodia até uma rifferama absurda, passando por momentos mais calmos e outros de pancadaria pura. Em uma comparação rápida, soa como um Dream Theater mais pesado e carregadíssimo de influências da Bay Area.

A edição especial do trabalho vem ainda com faixas multimídia apresentando clipes e um CD bônus repleto de versões demo e ao vivo de músicas da banda. Isso sem falar da bela embalagem
slipcase e toda a parte gráfica do trabalho, de muito bom gosto.

Apesar de já ter sido lançado há mais de seis anos,
The Impossibility of Reason ainda soa atual e cheio de energia. Sem sombra de dúvida um álbum muito original e interessante, e que vai agradar os apreciadores de um thrash metal agressivo e competente.


CD 1

1. Cleansation
2. The Impossibility Of Reason
3. Pictures In The Gold Room
4. Power Trip
5. Down Again
6. Pure Hatred
7. The Dehumanizing Process
8. Crawl
9. Stigmurder
10. Eyes Of A Criminal
11. Overlooked
12. Implements Of Destruction
13. Army Of Me

CD 2

1. Indifferent To Suffering
2. Without Moral Restraint
3. Fascination Street
4. Let Go (Demo)
5. Pass Out Of Existence (Demo)
6. Severed (Demo)
7. Dead Inside (Demo)
8. Power Trip (Live)
9. Cleansation (Live)

Metallica - The Videos 1989-2004 (2006)

quinta-feira, abril 16, 2009

Por Ricardo Seelig
Colecionador

Cotação: ****1/2

Fazia tempo que os fãs esperavam um lançamento como esse
The Videos 1989-2004, e finalmente ele chegou. Como o título já entrega, o DVD traz todos os clipes gravados pelo Metallica em toda a sua carreira, de “One” até “Some Kind Of Monster”.

O DVD deixa claro a evolução e as mudanças que a banda liderada por James Hetfield passou durante toda a sua história. A primeira concessão à grande mídia, com o clipe para “One”, de 1988, soa meio mítica nos dias atuais, pois o que temos naquelas imagens é um grupo muito diferente daquele que nos acostumamos a ver durante toda a década de noventa. Este vídeo é a única ligação com o Metallica pré-mega banda, é o único elo com aquela gangue radical formada por quatro garotos raivosos que revolucionou o heavy metal durante a década de oitenta.

Depois disso, o que se vê são super produções visuais, com resultados excepcionais. Caminhos musicais à parte, o fato é que os clipes feitos pela banda para divulgar os álbuns
Metallica, Load e Reload são excelentes. Como destaques, os obrigatórios “Enter Sandman”, “Wherever I May Roam” e “Sad But True”, além dos ótimos “Until Is Sleeps” e “The Memory Remains”. Como ponto negativo desta fase, é constrangedor ver o grupo, principalmente Kirk e Lars, com um visual pré-emo nos vídeos de lançamento de Load.

“Turn the Page” e “Whiskey in the Jar”, os dois representantes do duplo de covers
Garage Inc, são também dois dos principais destaques deste DVD. O primeiro traz uma narrativa calcada no depoimento da personagem principal, uma prostituta, mostrando seus dramas diários e a sua relação com a filha. Um ótimo clipe, extremamente emocional, característica essa realçada pela excelente versão registrada pelo Metallica para a composição de Bob Seger.

Já o segundo traz um clima bem hard rock para a tradicional canção irlandesa imortalizada pelo Thin Lizzy. Garotas, e só garotas, se divertindo em uma casa, enquanto o grupo toca. Bebidas, amassos, lesbianismo explícito, nudez e erotismo amparados por um potente hard rock. Não tem como não gostar, não é mesmo?

Pra quem curte a linguagem dos clipes, ou trabalha com isso - como eu, o melhor fica para o final. O vídeo de “I Disappear”, canção que faz parte da trilha de
Missão Impossível II, é um primor técnico. James, Kirk, Lars e Jason são colocados em situações diferentes, unidas por uma edição cheia de maneirismos e composições visuais. Esplêndido.

Já os quatro vídeos do discutido 
St Anger mostram um grupo tentando se reerguer das cinzas, literalmente. A faixa-título, gravada na lendária prisão de San Quentin, merece destaque instantêneo. Assistir o grupo colocar para fora toda a raiva reprimida na frente de condenados perigosos é uma experiência e tanto. A tensão é palpável. Um dos melhores vídeos do DVD. Já “Frantic” se destaca por seu ritmo e por sua edição frenéticos, enquanto “The Unnamed Felling” faz uso de referências de vídeoarte para contar a sua história. Fechando o quarteto, a boa “Some Kind of Monster” traz cenas do documentário homônimo e funciona perfeitamente como um aperitivo, já que é impossível assistí-lo e não ter vontade de ver o filme.

Além de vite e um clipes, o DVD traz também quatro extras: “2 of One”, “One (Jammin´ Version)”, “The Unforgiven (Theatrical Version)” e o trailer do documentário
Some Kind of Monster.

Como pontos negativos cito a horrível arte da capa e o pobre encarte, que, apesar de conter todas as informações dos clipes, poderia ser mais extenso.

Você não precisa gostar dos caminhos que o Metallica deu para o seu som para curtir
The Videos 1989-2004. Por mais que seja um clichê, música é uma coisa e imagem é outra. Neste DVD estão inúmeras referências que foram copiadas por muita gente depois de lançadas, sejam elas na música pesada ou fora dela.

Grande lançamento, indicado não apenas para os fãs do Metallica, mas para toda e qualquer pessoa que queira saber um pouco mais sobre uma das maiores bandas da história do rock.


Faixas:
1. One - 7:41
2. Enter Sandman - 5:28
3. The Unforgiven - 6:21
4. Nothing Else Matters - 6:24
5. Wherever I May Roam - 6:05
6. Sad But True - 5:26
7. Until It Sleeps - 4:32
8. Hero of The Day - 4:30
9. Mama Said - 4:51
10. King Nothing - 5:26
11. The Memory Remains - 4:37
12. The Unforgiven II - 6:33
13. Fuel - 4:35
14. Turn the Page - 5:49
15. Whiskey in the Jar - 4:43
16. No Leaf Clover - 5:33
17. I Disappear - 4:28
18. St. Anger - 5:50
19. Frantic - 4:55
20. The Unnamed Feeling - 5:29
21. Some Kind of Monster - 4:28

Bonus Features
22. 2 of One - Introduction - 5:43
23. One (Jammin' Version) - 5:05
24. The Unforgiven (Theatrical Version) - 11:29
25.
Metallica: Some Kind of Monster Film Trailer - 2:27


Donavon Frankenreiter - Move by Yourself (2006)

quinta-feira, abril 16, 2009

Por Ricardo Seelig
Colecionador
Collector´s Room

Cotação: ***1/2

O americano Donavon Frankenreiter conseguiu bastante destaque aqui no Brasil com o seu auto-intitulado álbum de estreia, puxado pelo hit “Free” e por uma enorme influência do conterrâneo Jack Johnson, que não por acaso fazia uma participação especial na música citada. O surpreendente é que, ao invés de seguir o mesmo caminho fácil em seu segundo disco, Donavon conseguiu criar uma identidade musical bastante interessante em seu novo álbum.

Move by Yourself é despretensioso do início ao fim. A música título, que abre o CD, possui um balanço funk setentista delicioso. “The Way It Is”, o primeiro single, tem um belo arranjo de cordas e vem carregada de influências da disco music, enquanto o apelo pop e o bom gosto marcam ponto na balada “By Your Side”.

A influência de Jack Johnson só aparece na quarta faixa, “These Arms”, e ainda assim de forma tímida. O principal destaque desta canção é o solo de teclado, que dá um clima
vintage à canção, lembrando gigantes do passado como o Traffic. Destaque também para o rock despretensioso de “That´s Too Bad (Byron Jam)” e “Girl Like You”, além da acústica “Beautiful Day”, que fecha o disco.

Cheio de personalidade, Donavon mostra talento ao distanciar-se do havaiano Johnson e sua centena de clones, jogando todas as suas fichas na construção de um som carregado de influências do funk e da disco music, além de pitadas de gospel em uma ou outra faixa. Em vários momentos temos longas passagens instrumentais, dando um clima ainda mais soft ao disco, com aquela aura de jam entre os músicos.

Move by Yourself vai surpreender muita gente. Quem espera um álbum similar ao seu debut pode até estranhar, mas o fato é que Frankenreiter distancia-se da surf music acústica tão em voga, soando muito mais como um velho hippie dos novos tempos do que como mais um surfista sarado no dial. Um belo trabalho, sem dúvida alguma.


Faixas:
1. Move by Yourself - 5:16
2. The Way It Is - 3:49
3. By Your Side - 4:36
4. These Arms - 2:59
5. Let It Go - 4:11
6. Fool - 6:02
7. Everytime - 3:24
8. That's Too Bad (Byron Jam) - 2:42
9. Girl Like You - 3:07
10. All Around Us - 4:50
11 Beautiful Day - 3:26

15 de abr de 2009

A bibliografia de Martin Popoff, o maior escritor "metálico" do planeta

quarta-feira, abril 15, 2009

Por Ricardo Seelig
Colecionador

Para mim, o canadense Martin Popoff é o principal escritor especializado em heavy metal e hard rock da atualidade. Ex-editor de publicações destinadas à música pesada, contribuiu e continua contribuindo com revistas como Goldmine, Record Collector, Guitar World e Revolver, além de já ter produzido material para a VH1, Amazon, Outsider, Maximum Guitar, Classic Rock e outros.

Respeitadíssimo pelos músicos, Martin possui uma extensa bibliografia focada no heavy metal, indo desde os primórdios do estilo até os tempos atuais. Seus livros são leitura obrigatória para quem se interessa e quer compreender melhor este apaixonante gênero chamado heavy metal.

Abaixo estão listados todos os livros lançados por Martin em quase vinte anos de carreira como escritor. Não há reviews dos mesmos, mas sim uma espécie de guia para quem quiser se aventurar pelas excelentes obras desse compulsivo escritor canadense, dono de um trabalho pra lá de recomendado.

Boa viagem e divirtam-se!

The Collector´s Guide to Heavy Metal

Contém 3.750 reviews de álbuns de heavy metal, abrangendo discos lançados até 1997, com 540 páginas de textos, sem imagens. Além disso, vem com um CD com samplers de 19 faixas, um glossário de termos, entre outras informações bastante úteis para quem aprecia a música pesada.

The Goldmine Heavy Metal Record Price Guide

Um dos principais guias de preços para colecionadores de heavy metal, com 11.800 itens e sua respectiva cotação, abrangendo LPs, EPs e singles. Além disso, contém 300 fotos, textos descritivos sobre os itens, um CD com 18 faixas de bandas do selo Metal Blade, o top#10 com os álbuns preferidos de Martin e muito mais, tudo em 368 páginas obrigatórias para quem curte metal.

Southern Rock Review

200 páginas com 410 reviews de discos de southern rock. Um compêndio repleto de textos interessatíssimos, e que vem acompanhado por um CD com dez samplers de clássicos do gênero. Quem é fã do som do sul dos Estados Unidos precisa ter.

The Top 500 Heavy Metal Songs of All Time

Um trabalho de pesquisa exemplar em busca das quinhentas maiores e mais representativas composições da história do rock pesado. Em 468 páginas, Popoff  disseca o gênero que tanto amamos, analisando cada uma das canções, tudo com dezenas de fotos dos grupos, singles e álbuns onde cada faixa está contida. Outra obra obrigatória.

The Top 500 Heavy Metal Albums of All Time

Dando sequência ao livro anterior, Popoff compilou os quinhentos discos mais representativos da história do metal em 450 páginas. Cada álbum foi analisado pelo autor, e a obra traz, além de inúmeras fotos, outros atrativos como listas, os preferidos do escritor, etc.

The Collector´s Guide to Heavy Metal - Volume 1: The Seventies

Incríveis 1.162 reviews de álbuns da primeira geração do heavy metal, abrangendo o final dos anos sessenta e os clássicos anos setenta. Vem ainda com um CD com samplers de raridades setentistas, formando um livro apetitosíssimo para colecionadores e fãs do chamado hardão 70.

The Collector´s Guide to Heavy Metal - Volume 2: The Eighties

432 páginas com 2.258 reviews de álbuns lançados na década de oitenta, considerada por muitos como a era de ouro do heavy metal. Vem também com um CD com raridades da década e inúmeros outros atrativos, tornando a obra emblemática.

The Collector´s Guide to Heavy Metal - Volume 3: The Nineties

3.073 reviews espalhados por 518 páginas repletas de textos cheios de informação. Também vem com um CD com raridades, listas elaboradas por Martin e outras cositas más.

Blue Oyster Cult: Secrets Revealed!

A história do clássico grupo, com entrevistas com os integrantes da banda e pessoas próximos ao conjunto. Acabou de ser relançado, transformando o livro original, que tinha 193 páginas, em uma enciclopédia com 303 páginas e 174 imagens. Se você é fã do BOC, é uma leitura obrigatória.

Contents Under Pressure: 30 Years of Rush at Home & Away

Um canadense contado a história do maior e mais importante grupo de rock de seu país. Autorizado pela própria banda, o livro contém 230 páginas com entrevistas com o trio e sua rica história. Além disso, é totalmente colorido e traz 270 fotos. Sensacional.

The New Wave of British Heavy Metal Singles

580 singles da NWOBHM são analisados por Martin Popoff nessa obra definitiva sobre o movimento que moldou o heavy metal como o conhecemos hoje. Cada item tem o seu valor de mercado apontado, número de catálogo, ano de lançamento, e o livro traz ainda 424 fotos. Básico.

UFO: Shoot Out the Lights

Biografia do lendário grupo inglês, que influenciou gigantes como Iron Maiden e Judas Priest. Entrevistas, análise de cada discos, de cada canção, em 257 páginas que incluem inclusive as carreiras solo de cada músico que passou pelo UFO.

Rainbow: English Castle Magic

O cultuado grupo que Ritchie Blackmore formou após a sua saída do Deep Purple em meados dos anos setenta tem a sua história contada nos mínimos detalhes por Popoff. Em 228 páginas, o escritor canadense analisa disco a disco, faixa a faixa, toda a obra da banda, trazendo entrevistas inéditas com o conjunto. Além dos discos do Rainbow, as carreiras solos também são enfocadas, e fotos recheiam todo o conteúdo. De dar água na boca!

Dio: Light Beyond the Black

Biografia da banda Dio abrangendo o período até o lançamento de Holy Diver Live, em 2006. Contém entrevistas com Ronnie James Dio, Vinnie Appice, Vivian Campbell, Jimmy Bain e inúmeros outros músicos, além de resenhas de todos os discos e belas fotos ilustrando o vasto conteúdo.

Black Sabbath: Doom Let Loose

Lindo!  Todo em cores, conta a história do grupo que, para muitos, é o mais importante e influente da história da música pesada. Traz dezenas de fotos em suas 355 páginas, e é mais do que obrigatório para quem se interessa por heavy metal e pela história do rock.

Run for Cover: The Art of Derek Riggs

Outra obra sensacional! Popoff analisa tudo o que Derek Riggs ilustrou para o Iron Maiden, imagem por imagem. Além disso, o livro é em formato grande, todo em cores e impresso em papel de altíssima qualidade e gramatura. Contém também ilustrações de Riggs pós-Maiden, para artistas como Bruce Dickinson, Stratovarius e Gamma Ray. De cair o queixo!

Ye Olde Metal: 1968 to 1972

Série de livros em que Martin Popoff  analisa a cena e os discos de determinados períodos da história da música pesada. Cada edição é limitada a apenas 1.000 cópias, todas elas assinadas pelo escritor canadense. Esse primeiro livro contém 231 páginas e traz matérias sobre bandas como Sir Lord Baltimore, Blue Cheer, Captain Beyond, Bloodrock, Uriah Heep, Mountain, Cactus, Dust, Humble Pie, Buffalo, Trapeze, Warpig, MC5 e Nitzinger.

Ye Olde Metal: 1973 to 1975

Nos mesmos moldes do anterior, suas 232 páginas abrangem discos e matérias com Bachmam Turner Overdrive, Nazareth, Montrose, New York Dolls, Foghat, ZZ Top, Robin Trower, Buffalo, Deep Purple, Alice Cooper, Uriah Heep, Dictators, Budgie e Status Quo.

Ye Olde Metal: 1976

241 páginas onde são analisados treze álbuns de nomes como Rex, Ted Nugent, Scorpions, Teaze, Moxy, Angel, Point Blank, Max Webster, Lone Star, Starz, Foghat, Boston e Kansas.

Ye Olde Metal: 1977

Dezoito álbuns lançados em 1977 analisados em 247 páginas, desta vez abrangendo os grupos Derringer, Angel, Sweet, Moxy, Dictators, Starz, Triumph, Styx, Motorhead, Lone Stars, Dirty Tricks, Piper, Goddo, Ram Jam, Rex, Point Blank, Hydra e Legs Diamond.

Ye Olde Metal: 1978

Análise dos discos lançados em 1978 por nomes como The Godz, Uriah Heep, The Hounds, DMZ, The Boyzz, Ram Jam, Streetheart, Pat Travers Band, Y & T e outros, tudo recheado com belos textos e fotos raras.

Judas Priest: Heavy Metal Painkillers

Biografia do Judas contada em 380 páginas, com análise da discografia do grupo, bem como do Halford e do Fight. O livro contém incríveis 541 fotos e é todo em cores, abrangendo imagens antigas do conjunto, discos e memorabília, além de entrevistas exclusivas com os integrantes.

All Access: The Art and History of the Backstage Pass

Todo em cores e em tamanho grande, conta, como o título entrega, a história dos cultuados backstage passes, itens de desejo de fãs e colecionadores ao redor do planeta. O livro traz ainda mais de mil imagens, um verdadeiro deleite para quem curte o assunto.

Gettin´ Tighter: Deep Purple ´68-´76

A história da primeira fase da carreira do Deep Purple, até o grupo anunciar o seu primeiro fim, em meados da década de setenta. Além do Purple, há análises dos projetos e discos solo dos integrantes lançados naquele período, transformado o livro em obra obrigatória para os fãs do conjunto.

Para adquirir os livros de Martin Popoff, basta acessar o seu site oficial ou, se preferir, entrar em contato com o escritor pelo endereço abaixo:

Martin Popoff,
P.O. Box 65208
358 Danforth Ave.
Toronto, Ontario
M4K 2Z2

 
Posso dizer, por experiência própria, que, além de gente boa, seus livros são fundamentais e estão repletos de informações para quem, como a gente, ama a música.



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