5 de jun de 2009

A História do Rock - Parte I

sexta-feira, junho 05, 2009

Por Ugo Medeiros
Colecionador e Jornalista
Coluna Blues Rock

As Raízes

Falar sobre a formação deste estilo musical pode ser uma pretensão deste formando. Tentarei aqui mostrar, de forma simples e sucinta, como se deu a criação dessa nova música, dentro de um espaço altamente segregado. Como se sabe, o rock veio do blues, música dos escravos do final do século retrasado, portanto é necessário resgatarmos o seu histórico para entendermos a criação do rock.

Como já foi dito anteriormente, o blues veio da fusão das culturas africanas e européias.

(...) Para compreender como ele foi gerado, é preciso realizar uma longa viagem até a África Ocidental de séculos atrás. Foi dali, onde ficam atualmente países como Mali, Senegal, Gana, Congo e Gâmbia, que saiu a maior parte dos negros levados como escravos para os Estados Unidos (RIBEIRO, 2005, pág. 14). 

Era comum à cultura desses povos a prática de griots, forma de cantar semelhante ao grito, onde o homem cantava acompanhado de um instrumento de cordas arcaico. Era uma forma de glorificar seus mitos e a história de sua comunidade. Nas palavras de MUGGIATI (1973, pág. 8):

(...) o rock nasceu de um grito, o primeiro grito do escravo negro ao pisar em sua nova terra, a América. Esses berros de estranha entonação eram atividade expressiva comum entre os nativos da África Ocidental. O primeiro grito cortou os céus americanos como uma espécie de sonar, talvez a única maneira de fazer o reconhecimento do ambiente novo e hostil. 

Estes “gritos”, aos poucos, evoluiram às work songs: o canto coletivo durante o trabalho nas lavouras, sob o forte sol, sob e sobre a dura rotina nos campos de algodão, onde havia um líder que berrava uma frase, seguido de um coro do restante presente.

Adicionados a esta tradição africana, a Europa contribuiu com baladas, instrumentos (violão de origem espanhola e a gaita de origem alemã) e os
spirituals. Estes consistiam em cantos religiosos, onde os africanos eram evangelizados. 

Em algum momento, work songs e spirituals começaram a se intercambiar. Muitas canções de trabalho tinham letras religiosas e, por outro lado, vários spirituals eram entoados da mesma forma como se cantava nos campos de algodão (RIBEIRO, 2005, pág. 19). 

Assim, do casamento destas duas escolas, o blues nascia ao final do século retrasado, provavelmente no estado do Mississipi (devido a maior concentração de negros e músicas que descreviam a paisagem local).

No seu começo, o blues era cantado de forma coletiva sem acompanhamento de instrumento, apenas no coro (
spirituals e griots), como já foi dito. Porém, após a Guerra de Secessão e a consequente vitória do norte, os escravos foram libertados e uma pequena reforma agrária tentou reordenar a distribuição de terra, vigente até então. A estrutura agrária passou a se basear na agricultura familiar, no sistema de meagem, onde o proprietário branco explorava, ainda, grande parte dos agricultores negros. Assim, há uma importante mudança direta na forma de cantar o blues:

O fim das grandes plantações marcou, portanto, a substituição do trabalho coletivo dos escravos pela agricultura familiar. Consequentemente, as work songs entoadas em coro deram lugar ao canto individual. É assim que o blues iria surgir, como expressão de um indivíduo cantando e frequentemente acompanhando a si próprio ao violão (RIBEIRO, 2005, pág. 23).

Aos poucos, cantores como W.C. Handy (considerado o “pai do blues”), Charley Patton e seu aluno Robert Johnson (ambos ex-trabalhadores em lavouras do Mississipi ) passam a moldar esta nova música que representava a sofrida vida dos ex-escravos. O Delta Blues, ou blues rural, foi a forma mais primitiva de se cantar: uma voz rouca e potente e um violão acústico, tocado com força e recheado de
blue notes, que davam a tonalidade de tristeza. 

Assim, canções como “Hard Times Killing Floor” (“Tempos Difíceis que Destróem o Solo”), de Skip James, representavam as reivindicações e indignações do povo negro: “Tempos difíceis aqui e em todo lugar que você vai / Os tempos estão mais difíceis do que já foram antes / E as pessoas vão correndo de porta em porta / Não conseguem encontrar o paraíso, não importa onde elas vão”

Outras composições, como “Hard Times Blues” (“Blues de Tempos Difíceis”) de Josh White, falam do cruel mundo que lhes cerca: “Eu fui até o dono, no mercado / Todos estão com fome, por favor não feche a porta / Queremos mais comida, um pouco mais de tempo para pagar / O dono riu e foi embora”.

Com a incrementação do blues, criou-se o rhythm blues (R&B), a música própria dos negros. Em pouco tempo, em Nova Orleans, o R&B evoluíra ao jazz, que desde o final do século XIX levara prazer às vidas miseráveis daquela parte da sociedade. Porém, pelo caráter racista da classe média branca, apenas na década de 1920 o jazz ganharia status de música “apropriada”, devido a formação da Original Dixieland Jazz Band (ODJB), onde todos os músicos eram brancos. Paulatinamente, músicos brancos roubavam canções de artistas negros e levavam todo o crédito, fazendo com que muitos desistissem da música. Na tentativa de executar um som não-branco (pela falta de técnica), o be-bop e o free jazz passam a ser o estilo de jazz mais popular e de forma que conservasse as tradições das raízes negras.

O negro, que sempre estivera nas periferias, passava a ter novas formas de contestar a injusta sociedade. Bom exemplo era a inscrição na guitarra do bluesman Leadbelly The Borgeois (um dos primeiros a fazer excursão pela Europa, nos anos trinta): “
Esta máquina mata fascistas”.

Entre as décadas 1920 e 1930, o jazz e o blues já estavam consolidados como dois estilos de sucesso, mesmo que ainda dividindo espaço nas rádios com a música gospel. Aos poucos a indústria fonográfica passa a atender à demanda dos amantes dessas músicas, com a criação dos race records (discos raciais) ou gravadoras independentes (indies). Desta forma, com uma aparelhagem inferior quando comparada com as grandes marcas, produtores negros podiam divulgar os trabalhos de músicos que não estavam inseridos no mainstream da época, ainda que apenas nos bairros mais pobres começava-se a criar um fiel público.

As contribuições dos primeiros bluesmans e seus “primitivos” compactos, acima citados, foram de suma importância, pois levaram o estilo a lugares novos, como o Texas, Los Angeles e Chicago. Se na Califórnia o blues sofreu influência direta do jazz e formou o West Coast Blues, e no Texas ganha mais força, proveniente da música latina, em Chicago ganha um novo rumo. Entre os anos vinte e cinquenta há um intenso fluxo migratório rumo ao norte: as condições de vida eram melhores, menos racismo e havia condições decentes para os músicos trabalharem, já que o destino no sul era tocar em cabarés.

O norte, por ter uma tradição industrial, dá à música novos incrementos tecnológicos, como a eletrificação do violão. Pioneiros da guitarra elétrica, T-Bone Walker e Big Bill Broonzy puderam desenvolver a forma de cantar o blues, pois o vocalista poderia ser mais suave e concentrar-se nas letras. Com composições cada vez mais engajadas, os recém-chegados na cidade grande começavam a fazer sucesso mas, é claro, ainda nos bairros pobres. A partir da eletrificação do blues, o Chicago Blues, representado por músicos como Muddy Waters, Howlin’ Wolf e Little Walter, passou a ser o principal som nas comunidades periféricas dos Estados Unidos durante a primeira metade dos anos cinquenta.
 
Assim, o blues e o jazz estavam criados e relativamente difundidos pelo país, ao menos em comunidades pobres. Porém, o rock ainda não estava com todas as suas influências. Ao contrário do que muitos pensam, ele também sofreu influência direta do country & western.

Por volta de 1950 as indies exploram dois importantes mercados específicos: o R&B negro e as músicas dos brancos rurais, o country & western. É a conjunção explosiva destas duas correntes, formando o estilo chamado rock’n’roll, que irá subverter a partir de 1950 todos os esquemas das gravadoras, os hábitos de consumo musical e, num sentido mais profundo, a própria cultura norte-americana. O R&B traz aquela dimensão existencial que está faltando à canção comercial do branco (MUGGIATI, 1973, pág. 35).

Enquanto a música negra traz um sentimento moderno e de críticas sociais, a música do branco rural (pobre) dá um teor de simplicidade. A partir do crescimento da televisão na rotina das famílias americanas, a vida dos cowboys passa a ser dividida através dos clássicos filmes de
bang-bang. A música sincera e melancólica era justamente o último ingrediente que faltava adicionar para a criação do explosivo rock’n’roll.


Behemoth - The Apostasy (2007)

sexta-feira, junho 05, 2009

Por Ricardo Seelig
Colecionador

Cotação: *****

The Apostasy
, último álbum do Behemoth, veio ao mundo cercado de expectativa, afinal o grupo polonês vem apresentando um crescimento constante nos seus últimos trabalhos. Seus quatro últimos discos (Satanica de 1999, Thelema.6 de 2000, Zos Kia Cultus (Here and Beyond) de 2002, e, principalmente, Demigod de 2004) consolidaram a banda liderada por Nergal como um dos maiores representantes do black metal atual (apesar de parte da mídia e dos fãs os classificarem como death metal).

Mais uma vez apostanto em uma temática que não se prende apenas ao satanismo, o Behemoth investe novamente em tópicos históricos. Se em
Demigod o assunto era o Egito, em The Apostasy o tema principal é o antigo Império Romano.

Uma introdução instrumental, marcada por um vocal feminino atmosférico, inicia o álbum, e é seguida por uma de suas melhores faixas, “Slaying the Prophets ov Isa”. O que se percebe de cara é que a produção seguiu o mesmo caminho do último disco, mantenho os mesmos timbres dos instrumentos. “Slaying the Prophets ov Isa” aposta em mudanças de andamento e linhas instrumentais complexas, bem construídas, tudo isso selado pelo potente vocal de Nergal. Chama a atenção também a presença de coros em algumas passagens da música, enriquecendo ainda mais o resultado final.

Como já havia demonstrado em seus últimos trabalhos, o grupo não se prende apenas à formação vocal-guitarra-baixo-bateria, investindo na inserção de diversos outros instrumentos na construção da sua música. Essa característica ajuda, e muito, na contextualização proposta pelo trio, além de diferenciar enormemente o som do Behemoth na cena.

Chama a atenção também o excelente trabalho de guitarra feito por Nergal, que investe em solos repletos de melodia. O baterista Inferno é outro que faz um trabalho desumano em
The Apostasy, com batidas muito técnicas e que não se limitam a nenhum estilo específico. O baixista Orion completa a banda, e suas linhas complementam e convivem em harmonia com a guitarra de Nergal, acrescentando ainda mais peso às músicas.

The Apostasy é um disco muito, muito rico, tanto lírica quanto musicalmente. Proliferam detalhes em suas composições, nuances que enriquecem e mostram o talento destes três poloneses. Há uma grande quantidade de coros épicos, passagens acústicas, piano e vários outros instrumentos, e o resultado final é um álbum que coloca uma farta dose de ambição na música extrema, levando-a para territórios em que ela nunca pisou antes.

Warrel Dane, vocalista do Nevermore, participa de “Inner Sanctum” ao lado do pianista Leszek Mozder, muito famoso na terra natal do grupo, a Polônia. Outros destaques são a já citada “Slaying the Prophets ov Isa”, “At the Left Hand ov God”, “Be Without Fear” (com um riff que é puro thrash metal), “Libertherme”, “Pazuzu” (sobre o lendário demônio, citado no clássico filme
O Exorcista) e o fechamento, com a impressionante “Christgrinding Avenue”. Uma característica que chama a atenção é a ausência de canções mais longas, já que todas as faixas do disco giram em torno dos quatro minutos.

O Behemoth conseguiu mais uma vez.
The Apostasy está, no mínimo, no mesmo nível do excepcional Demigod, e não deve nada a clássicos mais antigos como Satanica, por exemplo. Um álbum espetacular, com uma riqueza sonora impressionante.


Faixas:
1. Rome 64 C.E. - 1:25
2. Slaying the Prophets ov Isa - 3:23
3. Prometherion - 3:03
4. At the Left Hand ov God - 4:58
5. Kriegsphilosophie - 4:23
6. Be Without Fear - 3:17
7. Arcana Hereticae - 2:58
8. Libertheme - 4:53
9. Inner Sanctum - 5:01
10. Pazuzu - 2:36
11. Christgrinding Avenue - 3:40

Rolling Stones - The Biggest Bang (2007)

sexta-feira, junho 05, 2009

Por Ricardo Seelig
Colecionador

Cotação: ****1/2

Os Stones ainda são relevantes? Essa é uma questão bastante complexa. Se levarmos em conta apenas o aspecto musical, a resposta é não. Há tempos a gangue de Jagger e Richards não lança um álbum de cair o queixo, que possa figurar com destaque em sua discografia. O último trabalho a alcançar esse status foi
Tattoo You, lançado há mais de vinte e cinco anos.

Então eles não passam de uns velhinhos teimosos que não querem se aposentar? Também não. Se no aspecto artístico a banda não é mais imprescindível, isso é preenchido pelo gigantismo que envolve tudo o que o grupo faz. A turnê de A Bigger Bang, que contou com poucos shows, mas todos em lugares gigantescos, foi a mais lucrativa da história do rock. A língua característica do grupo é uma das marcas mais conhecidas do planeta. Seus integrantes ostentam o status de lendas vivas. Não há, em termos mercadológicos, nada que se compare ao lançamento de qualquer novo produto dos Rolling Stones, seja um álbum inédito ou um documentário dirigido por um cineasta famoso.

E tudo fica melhor ainda quando o lançamento em questão é algo na linha do box
The Biggest Bang. Com quatro DVDs e um acabamento gráfico excelente, é o documento oficial e definitivo sobre a última tour do grupo. 

O primeiro disco traz um show espetacular realizado em Austin, no Texas, para uma platéia gigantesca. Essa apresentação em especial serve para calar a boca de quem pensa que os Stones não sentem mais prazer em tocar juntos. Inspirada, a banda esbanja energia, e, na medida em que as músicas vão se sucedendo, os integrantes percebem que estão em um noite especial, onde nada poderá dar errado. As câmeras flagram olhares cúmplices entre Mick Jagger, Keith Richards, Ron Wood e Charlie Watts, surpreendendo-se uns com os outros em vários momentos do show. O palco, enorme e com um design belíssimo, faz o show tomar proporções ainda maiores. Neste primeiro disco, os melhores momentos são o resgate de “She´s So Cold”, a execução da até então inédita ao vivo “Swan” (do clássico Sticky Fingers, de 1971), a homenagem ao público texano com uma ótima releitura de “Learning the Game” e Richards transformando os Stones em uma banda de boteco em “Little T&A”. Além disso, os extras trazem uma verdadeira jóia, como o grupo ensaiando “I Can´t Be Satisfied”, onde Jagger e Watts começam a tocar e Richards e Wood, empolgados com o que ouvem, juntam-se rapidamente à dupla, em um registro que emociona até o mais rodado dos rockers.

Já o segundo DVD traz o famoso show do grupo em Copacabana em 2006. Talvez esse seja o principal motivo para os brasileiros se interessarem por este box inicialmente, mas, assistindo tudo o que The Biggest Bang traz, esta apresentação acaba sendo o momento mais baixo entre todos. Visivelmente nervosos, os Stones executam uma performance apenas mediana, cometendo erros em diversas passagens, tudo isso aos olhos de um público que, em sua grande maioria, nem sabia o que estava fazendo ali. Aliás, fossem os Stones ou fosse uma escola de samba, grande parte do público não veria a diferença, já que estava em Copacabana apenas porque se tratava de um evento gratuito. Como bônus, um ótimo documentário com tudo o que envolveu a produção da apresentação. Apesar de tudo, trata-se de um registro histórico, sem dúvida, e esse fator justifica a sua inclusão.

No terceiro disco temos trechos de shows realizados no Japão, na China e na Argentina, sendo que a apresentação em Buenos Aires, no estádio do River Plate, é disparada a melhor de todas. Completam o disco vídeos com participações especiais de nomes como Eddie Vedder, Bonnie Raitt e Dave Matthews, além de uma dispensável intervenção de Cui Jian, astro chinês que aparece todo perdido ao lado dos Stones.

Fechando o pacote, o quarto disco traz um extenso e completíssimo documentário sobre a tour de
A Bigger Bang, repleto de curiosidades e histórias, mostrando tudo o que envolve uma turnê da maior banda de rock do mundo.

Apesar de um ou outro deslize,
The Biggest Bang é um lançamento excepcional, obrigatório, principalmente para aqueles que pensam que os Stones já deram o que tinha que dar. 

Se depender do que assistimos neste box, muita pedra ainda vai rolar nesta história …


Discos Fundamentais: Robert Plant & Alison Krauss - Raising Sand (2007)

sexta-feira, junho 05, 2009

Por Ricardo Seelig
Colecionador

Raising Sand vem carregado de vários méritos. Um deles é ser o melhor trabalho de Robert Plant desde Physical Graffiti, clássico do Led Zeppelin lançado em 1975. Outro é revelar o talento de Alison Krauss, diva do bluegrass norte-americano, para um público muito maior que o seu habitual. Mas o principal é fazer com que essa união improvável resulte em um dos mais belos trabalhos dos últimos dez, quinze anos.

A química entre Plant e Krauss beira o sobrenatural. A voz do Led Zeppelin encontrou em Alison sua afinidade musical mais intensa desde a parceria com Jimmy Page, que gerou somente uma das maiores bandas de todos os tempos. Os dois se completam, com Plant mostrando os caminhos para Krauss, enquanto Alison torna doces e ainda mais belas as intervenções de Robert.

Produzido pelo lendário T. Bone Burnett,
Raising Sand apresenta uma sonoridade suja, áspera, ardida, com timbres cheios e graves, nos levando de volta aos melhores momentos do country rock do final dos anos sessenta e começo da década de setenta. É como se, ao colocar o disco para tocar, você se sentisse sentado ao lado de um celeiro do Alabama ou do Mississipi, escorado em um monte de feno, pensando na vida enquanto o sol se põe.

Um aviso aos fãs do Led Zeppelin: não espere encontrar em
Raising Sand os típicos vôos vocais de Plant. Aqui a história é outra. Mais contido e focado nos detalhes das canções, Plant canta com a serenidade que só alguém que já esteve no topo do mundo e viveu tudo o que ele viveu pode cantar. Sua voz está mais crua, mais profunda, revelando as experiências acumuladas ao longo dos anos.

Já Alison Krauss é o seu contraponto perfeito. Bela e doce, ela não compete com Plant em nenhum momento. Sabe que o seu nome é secundário para a maioria, menos para a voz do Zeppelin. Seu timbre delicado, afinadíssimo e transporta o ouvinte através das canções, revelando uma artista dona de um talento estupendo.

A parte instrumental de
Raising Sand brilha tão intensamente quanto os arranjos vocais. As guitarras, a cargo de T. Bone Burnett e Marc Ribot, revelam novas dimensões ao instrumento. A sutileza marca o trabalho das seis cordas, onde Burnett e Ribot passeiam com talento ímpar por caracteríscas que vão do country ao bluegrass, passando pelo blues e até mesmo pelo jazz dos anos vinte.

As treze canções de
Raising Sand formam um track list minucioso. Há versões para músicas de Gene Clark, Sam Phillips, Everly Brothers, Townes Van Zandt, Tom Waits, entre outros, em uma espécie de tratado do cancioneiro popular ianque. Faixas como "Killing the Blues", "Polly Come Home", "Gone Gone Gone (Done Moved On)", "Please Read the Letter", "Trampled Rose", "Fortute Teller" e "Stick With Me Baby" estão entre as minhas favoritas.

Raising Sand é um álbum único. Um disco que eleva a alma do ouvinte a um nível inédito, de onde a gente não quer mais sair. Um trabalho maravilhoso de Robert Plant e Alison Krauss, e que figura desde já como um dos registros fundamentais dos últimos tempos.


Faixas:
1. Rich Woman - 4:04
2. Killing the Blues - 4:16
3. Sister Rosetta Goes Before Us - 3:26
4. Polly Come Home - 5:36
5. Gone Gone Gone (Done Moved On) - 3:33
6. Through the Morning, Through the Night - 4:01
7. Please Read the Letter - 5:53
8. Trampled Rose - 5:34
9. Fortune Teller - 4:30
10. Stick With Me Baby - 2:50
11. Nothin' - 5:33
12. Let Your Loss Be Your Lesson - 4:02
13. Your Long Journey - 3:55

4 de jun de 2009

Começando a coleção: Slayer

quinta-feira, junho 04, 2009

Por Alessandro Cubas
Colecionador

Nuclear Assault, Anthrax, Metallica, Whiplash, Megadeth, Death Angel, Testament, Exodus, Forbidden. Podemos citar inúmeros nomes na cena thrash metal americana, porém poucos, ou talvez nenhum, tenha a credibilidade do Slayer.

Fundada em 1982 na Califórnia por Tom Araya (V/B), Kerry King (G), Jeff Hanneman (G) e Dave Lombardo (D), a banda foi uma das pioneiras dentro do estilo, e desde então nunca esteve inativa, continuando sempre fiel às suas raízes, não mudando muito seu estilo, lançando grandes álbuns e sempre promovendo muita, muita polêmica.

Assim o Slayer cravou seu nome na história do thrash metal, estilo que sem eles não teria a mesma força.

Show No Mercy (1983) ****

Produzido pela própria banda, Show No Mercy, juntamente com o Kill ‘Em All do Metallica, pode ser considerado um dos precursores do thrash da Bay Area, cena esta que se tornou uma das mais importantes em do estilo em todo o mundo.

O track list é uma paulada atrás da outra, começando por “Evil Has No Bopundaries”, que apresenta uma banda pesada e com músicas bem trabalhadas, com muitos riffs e solos avassaladores, o vocal rasgado de Tom Araya, e, é claro, Dave Lombardo destruindo em seu kit de bateria; ou seja, uma verdadeira avalanche era anunciada, e tinha continuidade com “The Antichrist”, novamente com excelentes riffs.

 O trabalho segue com “Die by the Sword”, “Fight Till Death” e “Metal Storm/Face the Slayer” todas com ótimos riffs, nos mostrando o belo conjunto formado pelos guitarristas Kerry King e Jeff Hanneman, dupla que inclusive compôs um dos melhores riffs da banda na próxima faixa, batizada de “Black Magic”, uma das obras-primas do álbum. Ainda temos mais algumas porradas, como “Tormentor”, “The Final Command”, “Crionics” e a faixa-título, “Show No Mercy”.

Tanto liricamente como musicalmente esta fase do Slayer foi muito importante, influenciando futuramente bandas mais extremas, como as de death e black metal.

Reign in Blood (1986) *****

O que falar de um dos maiores, se não o maior, disco de metal de todos os tempos?  Literalmente uma obra-prima do estilo! Lançado originalmente em 1986, um ano após o lançamento do também essencial
Hell Awaits, este foi o principal trabalho já gravado pelo Slayer.

As músicas são curtas, tocadas de forma super rápida e precisa, não dando tempo de o ouvinte descansar seu pescoço. Não sei da onde a banda conseguiu expressar tanta raiva em pouco mais de quarenta minutos. Composto por Kerry King e Jeff Hanneman,
Reign in Blood também marcou a estreia de Rick Rubin (Red Hot Chili Peppers, The Cult, Metallica) como produtor do quarteto, mostrando já de cara um excelente trabalho.

Desde os primeiros riffs da furiosa “Angel of Death” o álbum causa arrepios. O padrão de qualidade ainda segue nos clássicos “Piece by Piece”, “Necrophobic”, “Altar of Sacrifice”, “Jesus Saves”, “Criminally Insane”, “Reborn”, “Epidemic” e “Postmortem”, que possui grandes riffs e antecede o grand finale com o hino “Raining Blood”.

Em uma só palavra: destruidor!!!

Seasons in the Abyss (1990) ****1/2

Fiquei em um beco sem saída para escolher o terceiro disco para integrar esta sessão, pois além de
Seasons in the Abyss ainda haviam os excelentes Hell Awaits de 1985 e o South of Heaven de 1988, que também merecem total destaque na discografia do Slayer.

Seguindo a linha de seu antecessor,
Seasons in the Abyss nos traz músicas um pouco menos aceleradas, o que não quer dizer menos peso. O trabalho da banda continua soando como um vulcão em erupção, mostrando que o tempo e a experiência estavam fazendo muito bem ao grupo.

O play tem início com “War Ensemble” e segue com “Blood Red”, “Spirit in Black”, “Expendable Youth”, “Dead Skin Mask”, “Hallowed Point”, “Skeletons of Society”, “Temptation”, “Born of Fire” e fecha com a excelente faixa-título “Seasons in the Abyss”, que eu considero a melhor do disco.

Este foi o último álbum de estúdio antes da separação da formação original, quando o baterista Dave Lombardo deixou a banda para fundar o Grip Inc., sendo substituído pelo não menos talentoso Paul Bostaph, vindo do Forbidden, e que registrou sua estreia no excelente
Divine Intervention (1994), que apesar de contar com algumas faixas mais diretas é outro trabalho bem pesado e item obrigatório da discografia dos carrascos.

Após os álbuns já citados ainda completam a discografia o polêmico disco com covers de bandas punks,
Undisputed Attitude (1996), que é sim muito bom; o mediano Diabolus in Musica de 1998; God Hates Us All de 2001; e finalmente Christ Illusion de 2006, que marcou o retorno de Dave Lombardo à bateria do conjunto.

Um novo petardo já está preparado para ser lançado ainda este ano, com o sugestivo título de
World Painted Blood. Vamos aguardar e conferir o que o quarteto nos reservou desta vez.

Castiga!: Na frequência do Som Imaginário

quinta-feira, junho 04, 2009

Por Marco Antonio Gonçalves
Colecionador

O Som Imaginário foi uma das mais importantes bandas do cenário musical brasileiro da década de setenta e ficou conhecida não só por ser o núcleo que acompanhava Milton Nascimento em seus shows e travessias pelo Brasil, como também por abrigar o músico Wagner Tiso antes de sua bem sucedida carreira solo. 

Dominado por músicos mineiros e cariocas, o grupo foi formado no Rio de Janeiro em 1970 e teve curta duração, gravando apenas três discos: Som Imaginário (1970), Som Imaginário ou A Nova Estrela (1971) e Matança do Porco (1973), todos lançados pela gravadora Odeon.

Enquanto permaneceu na ativa, a trupe esteve ao lado não só de Milton – estreando o show Milton Nascimento… Ah! E o Som Imaginário em 1970 e participando de discos importantes como Milton (1970), Milagre dos Peixes (1973), Milagre dos Peixes Ao Vivo (1974) e o histórico Clube da Esquina (1972) – mas também como banda de apoio em álbuns e shows de Gal Costa, Taiguara, Sueli Costa e Carlinhos Vergueiro, entre outros.

Em sua rápida trajetória, a banda alterou continuadamente seu line-up, mas sempre contou com grandes instrumentistas. Além de Wagner Tiso, passaram pelas fileiras do Som Imaginário nomes como Zé Rodrix, Tavito, Laudir de Oliveira, Toninho Horta, Nivaldo Ornelas, Naná Vasconcelos e Marco Antônio Araújo. Alguns dos seus integrantes, como o baixista Luiz Alves, já tocavam com Tiso na noite carioca. Outros membros essenciais como o batera Robertinho Silva e o guitarrista Frederyko, o Fredera, vieram do combo Impacto 8 do trombonista Raul de Souza, que fazia uma mescla de jazz, soul, funk e samba.

Os dois primeiros álbuns do Som Imaginário seguem uma linha mais próxima do rock psicodélico, mostrando uma estética sonora pra lá de libertária. Nota-se também influências de música pop e Beatles, naturalmente. O Matança do Porco já é mais direcionado ao rock progressivo, ao erudito e ao jazz. Simplesmente um marco da música instrumental brasileira. Sintonize a frequência desta turma anárquica e faça boa viagem.


O homônimo disco de estréia do Som Imaginário bebia da fonte do rock psicodélico, mas pinçava elementos do rock progressivo, folk e MPB, mostrando um bom-humor nas letras e total criatividade nos arranjos. Uma estrutura sonora incrementada com guitarras wah-wah, órgão sessentista, percussão matadora e o vocal de Zé Rodrix aparecendo na maior parte das músicas. O poderoso agrupamento era uma verdadeira academia da imaginação sonora: Wagner Tiso (piano e órgão), Tavito (violão), Luiz Alves (baixo), Robertinho Silva (bateria), Frederyko (guitarra), Naná Vasconcelos (percussão) e Zé Rodrix (órgão, percussão, voz e flautas).

O elepê abre com a faixa “Morse”, um tema com riffs marcantes e a latinidade característica de Rodrix em ação. “Super God” sugere um ritmo flamenco, mas descamba mesmo pra lisergia pura, com vocal distorcido, guitarras ácidas e experimentos sonoros. “Tema dos Deuses”, de Milton Nascimento, tem participação do próprio nos vocais, num vôo mais progressivo, com breve escala no Clube da Esquina. Altas doses psicodélicas e climão paz e amor nas faixas “Make Believe Waltz”, “Sábado” e na anárquica “Nepal", hipongas pacas.


A primeira versão de “Feira Moderna” (de Fernando Brant, Beto Guedes e Lô Borges) aparece aqui, com letra original e que depois seria modificada na versão de Beto Guedes, contida no disco Amor de Índio, de 1978. “Hey Man” é outro ponto alto do disco, com uma levada contagiante e letra alfinetando o regime militar, no embalo da Copa de 70. O disco fecha com a bela “Poison”, composição de Rodrix em parceria com o cultuado músico Marco Antônio Araújo (que só lançaria seu primeiro álbum, Influências, dez anos mais tarde e que morreria em 1986, em decorrência de um aneurisma cerebral).

Um disco obscuro que já mostrava a competência desta turma de cabeludos, que pregava a paz e o amor livre e acreditava em um mundo melhor. A melhor definição do ideal do Som Imaginário está nas palavras de Milton Nascimento: “Um grupo com liberdade de pensamento político, e também sob o efeito de alguma magia, com tendência a rebeldia”. Obra fundamental da discografia nacional e que foi impressa com três capas diferentes. Bolhas de carteirinha possuem as três edições na maior felicidade!


O segundo e auto-intitulado trabalho do grupo foi lançado em 1971 e também é conhecido pelo título A Nova Estrela. Aqui a trupe já não contava com a participação do irreverente Zé Rodrix, que saiu para formar o trio Sá, Rodrix & Guarabyra, definindo aquilo que viria a ser chamado de rock rural.

Ainda sob a discreta liderança de Wagner Tiso, quem ganha espaço para desenvolver suas idéias anárquicas é Frederyko, que compõe vários temas, canta na maioria das músicas e faz, mais uma vez, um ótimo trabalho nos solos de guitarra. Além de Fredera e Wagner Tiso, completavam a formação os músicos Tavito (violão e guitarra), Luiz Alves (baixo) e Robertinho Silva (bateria).

Mantendo as diretrizes sonoras do álbum anterior, o grupo passeia por estilos que vão do rock psicodélico ao progressivo, flertando com a MPB, o folk e a música latina. O resultado é uma nova leva de belas vocalizações e melodias bem agradáveis, com destaque para as bem-humoradas “Cenouras”, “Gogó” e “Salvação pela Macrobiótica”.

A canção “Ascenso” é outra jóia rara, com letra e arranjos brilhantes, cantada com muito sentimento por Frederyko. “Uê” também manda muito bem: “Dê meu anel, meu colar / Meus parentes vão chegar / Amanhã de manhã / Vão saber que as flores são de papel / Que o dia é de papel / E nada”. Uma levada contagiante absorvida pela atmosfera flower power. Só escutando para entender.

Dos três discos este é o que menos me agrada no conjunto da obra, mas é também o que tem uma das minhas músicas preferidas do grupo, a subversiva “A Nova Estrela”. Composta por Wagner Tiso e Fredera, dava uma pista do som que seria desenvolvido no terceiro e último trabalho da banda, o progressivo Matança do Porco. A música rendeu um curta dirigido por André José Adler, que acabou representando o Brasil no Festival de Cinema de Berlim. Neste mesmo ano, o Som Imaginário acompanhou Gal Costa em seus shows pelo Brasil, tendo novamente a presença do percussionista Naná Vasconcelos em algumas das apresentações.

A trupe também participou de vários shows alternativos, como o Festival de Verão de Guarapari, realizado em fevereiro de 1971, no Espírito Santo, e anunciado como a versão brasileira do lendário Woodstock. Apesar das participações do Som Imaginário, Milton Nascimento e Novos Baianos, entre outros, o evento foi um estrondoso fracasso, prejudicado por uma série de fatores como a falta de planejamento dos organizadores e a infra-estrutura precária do local. 

Para piorar, a Polícia Militar vetou a presença dos hippies no festival. Resultado: ao invés das 40 mil pessoas esperadas, o “espetáculo” atraiu apenas 4 mil espectadores. Foi este também o festival em que Tony Tornado deu o famoso mosh sobre a platéia, caindo em cima de uma espectadora e quase a deixando paraplégica. Mas vamos tratar de amenidades ... Paz e amor, bicho!


Mas a obra-prima do Som Imaginário é mesmo este terceiro e último trabalho, o fantástico Matança do Porco, lançado em 1973. Mais líder do que nunca, o tecladista, arranjador e maestro Wagner Tiso assina a maioria dos temas e desenvolve uma sonoridade que marcaria também o seu trabalho solo. Um disco conceitual que apresenta um instrumental fascinante, fundindo jazz, rock progressivo, música erudita e MPB.

O line-up era composto pelos seguintes músicos: Wagner Tiso (Hammond, piano acústico e elétrico), Tavito (violão), Luiz Alves (baixo) e Robertinho Silva (bateria). O álbum conta ainda com as participações especiais de Milton Nascimento, Danilo Caymmi e dos Golden Boys. Frederyko, o grande Fredera, já havia saído da banda quando o LP foi lançado, mas os vestígios de que participou das gravações do “abate suíno” são evidentes ao se escutar os brilhantes solos de guitarra desenvolvidos no álbum. Arranjos sinfônicos muito bem elaborados, abrindo terreno para a banda fazer misérias.

Faixas como “Armina” (que combina guitarra fuzz e piano clássico de forma esplêndida), “A 3” (com Tiso criando frases no melhor estilo Kerry Minnear, do Gentle Giant), “A N° 2” (progressiva ao extremo, com um timbre de órgão sensacional e uma construção harmônica de arrepiar) ou “Mar Azul” (que agrega elementos do samba jazz e traz Danilo Caymmi nos arpejos de flauta) mostram uma banda bem entrosada e com músicos no auge de suas habilidades.

O maior destaque do disco está na faixa-título: um tema de onze minutos que divide-se em três movimentos, onde se sobressaem as vocalizações deslumbrantes de Milton Nascimento, os agudos da guitarra de Fredera e os fraseados bem bolados de Tiso. Divinamente sublime, “A Matança do Porco” foi composta por Wagner Tiso para o filme
Os Deuses e Os Mortos, de Ruy Guerra, que concorreu às premiações do Festival de Berlim, em 1971.

Depois deste disco, o grupo prosseguiu sua jornada por pouco tempo, promovendo novas alterações em sua formação. Robertinho Silva saiu para a entrada do baterista Paulinho Braga. Luiz Alves foi substituído pelo baixista Noveli. Tavito preferiu trabalhar sua carreira solo e cedeu lugar ao grande Toninho Horta. O saxofonista Nivaldo Ornelas, que já havia participado da banda em 1970, também foi reagrupado.

Com esse conjunto, gravaram o álbum
Milagre dos Peixes – Ao Vivo, creditado a Milton Nascimento e ao Som Imaginário, em 1974. Frederyko ainda retornaria à banda, antes do seu fim precoce, em meados de 1976. Menos mal que o intercâmbio entre os músicos continuou nos anos seguintes. Não é difícil encontrar alguns deles participando de discos de Wagner Tiso ou Milton Nascimento, por exemplo. Fredera, Tavito, Toninho Horta, Nivaldo Ornelas e a maioria de seus integrantes também gravaram seus registros individuais. Mas o certo é que O Som Imaginário, como banda, nunca mais gravou qualquer outro material, infelizmente!


Para quem se interessou em adquirir esses discos, a EMI lançou em 1997 uma caixa luxuosa contendo os três CDs da banda. Como não foram produzidas muitas cópias, o box simplesmente desapareceu das lojas rapidamente e hoje é um produto difícil de ser encontrado. Em 2003 a EMI soltou no mercado vários títulos remasterizados, no rastro das comemorações de 100 anos de Odeon no Brasil. Um dos relançamentos foi justamente o
Matança do Porco que, provavelmente, ainda deve estar em catálogo. Básico!

Tracklists Podcasts Collector´s Room #001 a #004

quinta-feira, junho 04, 2009

Por Ricardo Seelig
Colecionador
Atendendo aos pedidos de vários amigos e ouvintes, seguem abaixo os tracklists das quatro edições que já rolaram do podcast da Collector´s Room.

A lista está dividida em blocos, sempre com o nome da banda,, da faixa e do álbum em que ela se encontra. Qualquer dúvida entrem em contato comigo que eu repasso mais informações:

Podcast Collector´s Room #001

Produção e Apresentação: Ricardo Seelig

Bloco 1
J.J. Cale - I'll Make Love to You Anytime - 5 (1979)
Eric Clapton - Bottle of Red Wine - Eric Clapton (1970)
George Harrison - Dark Horse - Dark Horse (1974)

Bloco 2
Black Sabbath - Air Dance - Never Say Die! (1978)
Black Sabbath - It´s Allright - Technical Ecstasy (1976)

Bloco 3
Ram Jam - Black Betty - Ram Jam (1977)
Lynyrd Skynyrd - Saturday Night Special - Nuthin' Fancy (1975)
Montrose - Rock Candy (1973)

Bloco 4
White Stripes - 300 M.P.H. Torrential Outpour Blues - Icky Thump (2007)
Stevie Ray Vaughan - Pride and Joy - Texas Flood (1983)

Bloco 5 - Disco da Edição
Wilco - Impossible Germany - Sky Blue Sky (2007)
Wilco - You Are My Face - Sky Blue Sky (2007)

Bloco 6
Jorn - Promise - Lonely Are the Brave (2008)
Das Reich - Orpheu´s Dream - Sounds From the End of the World (2008)

Bloco 7
Dom Salvador e Abolição - Hei! Você - Som, Sangue e Raça (1971)
Dom Salvador e Abolição - Uma Vida - Som, Sangue e Raça (1971)

Podcast Collector´s Room #002

Produção e Apresentação: Ricardo Seelig

Bloco 1
Muddy Waters - I´m Ready - The London Muddy Waters Sessions (1971)
Ben Harper - Black Rain - Both Sides of the Gun (2006)

Bloco 2
David Bowie - Ziggy Stardust - The Rise and Fall of Ziggy Stardust and The Spiders from Mars (1972)
David Bowie - Song for Bob Dylan - Hunky Dory (1971)

Bloco 3
Ocean Colour Scene - Better Day - Marchin´ Already (19XX)
Flaming Lips - Yoshimi Battles the Pink Robots Part I - Yoshimi Battles the Pink Robots (2002)

Bloco 4
Thin Lizzy - Vagabonds of the Western World - The Peel Sessions (1995)
Wishbone Ash - Blowin´ Free - Argus (1972)

Bloco 5 - Disco da Edição
Crosby Stills Nash & Young - Woodstock - Deja Vu (1970)
Crosby Stills Nash & Young - Almost Cut My Hair (1970)

Bloco 6
Gil Evans - Crosstown Traffic - The Gil Evans Orchestra Plays the Music of Jimi Hendrix (1974)

Bloco 7
Wilco - You Never Know - Wilco (The Album) (2009)
Wilco - I´ll Fight - Wilco (The Album) (2009)

Podcast Collector´s Room #003

Produção e Apresentação: Ricardo Seelig
Participação especial: Ronaldo Rodrigues

Bloco 1
Gov´t Mule - Mule - Gov't Mule (1995)
Black Crowes - Twice as Hard - Shake Your Money Maker (1990)

Bloco 2
Chickenfoot - Oh Yeah - Chickenfoot (2009)
David Lee Roth - Goin´ Crazy - Eat ´Em and Smile (1986)

Bloco 3
Marcus - Black Magic - Marcus (1976)
Wild Turkey - Buttlerfly - Battle Hymn (1971)

Bloco 4
Bily Cobham - Stratus - Spectrum (1973)

Bloco 5 - Bloco do Colecionador: Ronaldo Rodrigues
Funk, Inc. - The Better Half - Chicken Lickin' (1972)
S.O.U.L. - Burning Spear - What Is It (1971)
Jasper - The Beard - Liberation (1969)

Bloco 6 - Disco da Edição
Quarteto Novo - O Ovo - Quarteto Novo (1967)
Quarteto Novo - Misturada - Quarteto Novo (1967)

Bloco 7
Som Nosso da Cada Dia - Pra Swingar - Som Nosso (1977)
Gerson King Combo - Mandamentos Black - Gerson King Combo, Volume 1 (1977)

Podcast Collector´s Room #004

Produção e Apresentação: Ricardo Seelig

Bloco 1
Dissection - Starless Aeon - Reinkaos (2006)
Girlschool - Other Side - Legacy (2008)
Fastway - Say What You Will - Fastway (1983)

Bloco 2
Ben Harper & Relentless7 - Shimmer & Shine - White Lies for Dark Times (2009)
Wolfmother - Joker & the Thief - Wolfmother (2005)

Bloco 3
James Gang - Funk#49 - Rides Again (1970)
Bull Angus - Pot of Gold - Bull Angus (1971)
Incredible Hog - Another Time - Volume 1 (1973)

Bloco 4
Rodrigo y Gabriela - Orion - Rodrigo y Gabriela (2006)

Bloco 5 - Bloco do Colecionador: Marcelo Peixoto
Jerry Lee Lewis - Rock and Roll - Last Man Standing (2006)
Jimmy McGriff - Spinning Wheel - Electric Funk (1970)
Bobby Hutcherson - Oye Como Va - Montara (1975)

Bloco 6 - Disco da Edição
Almendra - Muchacha (Ojos de Papel) - Almendra (1969)
Almendra - Fermín - Almendra (1969)

Bloco 7
Mutantes - O Contrário de Nada é Nada - Tudo Foi Feito pelo Sol (1974)
O Terço - Hey Amigo - Criaturas da Noite (1975)

Ouça também: Podcast Colletor´s Room#004

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