15 de ago de 2009

The Beatles in Mono Box Set

sábado, agosto 15, 2009

Por Ricardo Seelig
Colecionador

Mais um lançamento que irá fazer a alegria dos beatlemaníacos. Trata-se do box The Beatles in Mono, que chegará às lojas no dia 09 de setembro. A caixa terá uma edição limitada em 10 mil unidades em todo o mundo, e contém 11 álbuns em formato mini LP (totalizando 12 discos, já que o Álbum Branco é duplo), remasterizados por Paul Hicks, Sean Magee, Guy Massey e Steve Rooke. Os discos presentes no box são:

Please Please Me (1963)
With The Beatles (1963)
A Hard Day's Night (1964)
Beatles for Sale (1964)
Help! (além da versão mono, também o mix original em stereo) (1965)
Rubber Soul (além da versão mono, também o mix original em stereo) (1965)
Revolver (1966)
Sgt. Pepper's Lonely Hearts Club Band (1967)
Magical Mystery Tour (1967)
The Beatles (1968)
Mono Masters (com todas as faixas movo presentes em singles e EPs, ou que nunca apareceram antes nos 13 LPs originais gravados pelos Beatles)

Os álbuns Yellow Submarine (1969), Abbey Road (1969) e Let It Be (1970) não foram incluídos na caixa porque foram gravados originalmente em stereo.

Ainda não há informação de quanto o box irá custar, mas com certeza é mais um item que deixará os fãs dos Beatles, como eu, com água na boca.


14 de ago de 2009

Hardão 70: JPT Scare Band

sexta-feira, agosto 14, 2009

Por Marcos A. M. Cruz
Colecionador

Quem leu o texto de introdução desta coluna vai se lembrar que menciono o fato de não ter ficado para a posteridade registro sonoro de nenhuma banda brazuca que tenha feito rock pesado nos anos setenta, coisa que sempre me intrigou, pois até nossos hermanos argentinos tiveram seus heróis naqueles tempos, sem contar o Uruguai (Dias de Blues), Peru (Pax), etc.

É bem verdade que houve um ou outro espasmo através de faixas perdidas em álbuns do Casa das Máquinas, O Peso, Made in Brazil e outros, porém todos mais próximos do rock and roll em si que propriamente do hard rock, heavy rock ou seja lá como o leitor queira chamar. Isto não significa que não existiram bandas que faziam som pesado na época, mas simplesmente que estas não deixaram nada gravado. O porquê disso? Desconfio que, aliado à falta de memória do povo brasileiro, chavão que de tão batido infelizmente parece que se tornou uma verdade absoluta, todos estes grupos eram muito undergrounds para aqueles tempos.

"Era isto mesmo!" me disse Orlando "Landinho" Lui, num bate-papo informal que tivemos há cerca de três anos. Landinho foi integrante de uma banda lendária chamada Rock da Mortalha, que atravessou inúmeras formações durante os anos setenta e que, dentre outros feitos, se apresentou no "Woodstock brasileiro", ou seja, o festival de Águas Claras de 1975, realizado numa fazenda em Iacanga, interior de São Paulo. De acordo com o depoimento de quem assistiu ao seu set, eles soavam como uma espécie de versão brazuca do Black Sabbath e nesta apresentação estavam usando umas roupas pretas, com uma cortina também preta de fundo, carregando o logotipo do grupo.

"Éramos realmente o Sabbath brasileiro", afirmou Landinho, confirmando que em seus shows, baseados principalmente em composições próprias, sempre tentavam criar uma atmosfera sombria para combinar com seu som, que de acordo com ele era muito pesado para a época, sendo Iommi & companhia uma de suas principais referências. Perguntei-lhe, já com o coração na mão, se havia algum registro sonoro, sonhando em encontrar alguma preciosidade perdida que mandaria minha tese água abaixo, mas líquida e gelada foi a ducha que Landinho mandou: "Não Marcos, nunca gravamos absolutamente nada, a gente tocava principalmente pelo prazer de fazer música"...


Em 1973, Jeff Littrel e Terry Swope, dois velhos conhecidos de infância, estavam tocando numa banda de country rock no Kansas chamada Carol Cruise and the Cruisers, que tinha como formação a tal vocalista chamada Carol, um baterista chamado Frank Infranca e um baixista cujo nome se perdeu no tempo, além de Jeff nos teclados e Terry na guitarra. O tal baixista decidiu sair, e em seu lugar entrou Paul Grisby, velho conhecido da época de faculdade de Jeff e Terry.

Nesta época, de acordo com Jeff, ele, Terry e Paul eram muito jovens (cerca de 20 anos de idade) e não tinham dinheiro, ao contrário de Carol e Frank, que vinham de famílias mais abastadas. Os três decidem então, junto com outro amigo chamado Greg Gassman, alugar um casarão velho, devidamente rebatizado de Electric House, que se tornaria o estúdio caseiro do grupo, principalmente depois que Carol e Frank decidem sair, tendo Jeff assumido as baquetas e Terry e Paul dividindo os vocais, nascendo daí o JPT Scare Band.

Por mais pitoresco que possa parecer, o lance dos caras não era gravar, tampouco tocar ao vivo, mas apenas tocar pelo prazer de tocar, como afirmou Jeff em entrevista ao Planeta Stoner: "É importante que as pessoas entendam que, voltando ao passado, quando estávamos felizes gravando nossas jams no porão da Electric House e na sala de jantar da Stone House on Crooked Road (local para onde Paul se mudaria mais tarde), nós estávamos totalmente imersos em fazer música e nos divertirmos. Não tínhamos absolutamente nenhum interesse em assinar contratos com gravadoras ou fazer tours. Tivemos sorte em ter um cara (Greg Gassman) morando com a gente na Electric House e que era engenheiro de gravação. E temos um outro grande amigo (Rocky Van Rude) que tinha uma companhia de som para shows e nos deixava usar uma das mesas de mixagem e os microfones. Caso contrário, não teríamos nenhuma gravação destes tempos maravilhosos".

Na realidade, eles chegaram a fazer algumas poucas apresentações num lugar chamado Volker Park ainda nos anos setenta, onde várias bandas se apresentavam mediante uma platéia de hippies totalmente chapados, pois aqueles eram tempos recheados de boa música, diversão, mulheres selvagens e aventuras cósmicas, nas palavras de Jeff.


Algum tempo depois, Jeff e Terry se mudam para um lugar chamado Boogie Barn, enquanto Paul seguiria para Parkville, no Missouri, passando a residir na tal Stone House on Crooked Road, onde prosseguiriam as loucas jams iniciadas no Kansas.Para se ter uma idéia do método de trabalho dos caras, eis trecho do relato de uma das sessões de gravação: "As músicas geralmente surgiam a partir de um riff que posteriormente ganhava uma letra (...), montamos nossos instrumentos na sala enquanto Greg registrava tudo na cozinha, tentando mixar tudo com auxílio de fones de ouvido, mas como tocávamos com os amplificadores no volume máximo, certamente ele não conseguia ouvir nada direito. Além do mais, haviam duas garotas com ele na cozinha, de forma que sempre que eu o vislumbrava pela porta suas mãos não estavam na mesa de som, mas sim ocupadas com as garotas!"

Como precisavam sobreviver, eles se viravam com o que aparecia pela frente. Dentre outras coisas, Paul foi balconista, Jeff foi vigia e Terry diz que foi salva-vidas, além dos dois últimos eventualmente terem feito bicos em estúdio de gravação e participações em diversas outras bandas locais. Embora o JPT sempre tenha girado em torno dos três, eventualmente em algumas jams o trio contou com outros guitarristas, tecladistas e bateristas, sendo que parte deste material ainda permanece inédito nas mãos de Jeff.

No final dos anos setenta Terry e Jeff formaram o Prisoner (também chamado de Project 23) juntamente com o baixista Wally Binney (Paul havia mudado para o Colorado), banda que adotava uma sonoridade diferente do JPT (aparentemente bem mais pop, pra ser sincero nunca ouvi), e que gravou um disco independente, lançado em 1980, que não chegou de fato a ir para as lojas, tendo sido vendido durante as apresentações que fizeram, abrindo para grupos do porte do Krokus, Alvin Lee, Savoy Brown e REO Speedwagon. Tudo indicava que aquelas lendárias jams iriam acabar mofando em velhos tapes, mas uma reviravolta iria ocorrer no futuro.


Estamos em 1992: Jeff vai atender ao telefone e do outro lado da linha um sujeito se identifica como sendo Phil Baker, dizendo que havia comprado em um sebo o tal disco do Prisoner e gostara muito de uma faixa chamada "Burning Hell", perguntando para Jeff se o grupo gravara mais algo naquela linha. O baterista, ainda meio reticente, diz que na realidade a faixa em questão havia sido gravada originalmente em meados da década de setenta pela sua banda da época, chamada JPT Scare Band, da qual ele mantinha caixas e mais caixas de material. Phil pergunta se poderia rolar alguma coisa pelo próprio telefone, e Jeff lhe mostra um trecho de 45 segundos de Acid Acetate Excursion. Algum tempo depois, um ansioso Phil estaria recebendo no Texas o primeiro lote de fitas do JPT.

Acontece que Baker, juntamente com Dennis Bergeron, são proprietários da Monster Records, gravadora independente norte-americana cuja principal missão, de acordo com eles, é editar e relançar clássicos perdidos do hard rock, heavy metal, psicodelismo e progressivo dos anos 60, 70 e 80 (Nota do Editor: veja uma pequena lista com os itens lançados pela Monster aqui).


A gravadora então lança em 1994 o LP Acid Acetate Excursion em tiragem limitada de 300 cópias, que seria o estopim do culto ao JPT, seguido por Rape of Titan's Sirens, também prensado somente em LP, com uma tiragem de 500 cópias. Logicamente ambos os discos não tardaram a ser pirateados mundo afora em formato digital, e em junho de 2000 finalmente a Monster lança Sleeping Sickness, trazendo todas as faixas de Acid Acetate Excursion e três de Rape of Titan´s Sirens, todas em versões expandidas. Uma frase extraída de uma resenha sobre o CD diz tudo: "Use com cuidado! Este álbum pode causar sérios problemas musculares devido ao desejo incontrolável de se praticar air guitar".


Como a gravadora de Phil decidiu trabalhar apenas com material dos anos setenta, o grupo optou por formar um selo próprio chamado Kung Bomar, que lançou em 2002 o CD Past is Prologue trazendo gravações realizadas recentemente, além de outras ainda dos anos setenta (não se deixe enganar pelas três primeiras faixas, que são justamente as mais recentes, e ficaram um tanto quanto polidas, pois a partir da quarta em diante o troço pega fogo!).


A banda lançou em 2007 mais um trabalho, chamado Jamm Vapours. Futuramente aguarda-se outros lançamentos de material dos anos setenta pela própria gravadora do grupo, já que o contrato com a Monster Records acabou há alguns anos; dentre eles, há idéia de um CD somente com jams de blues, trazendo material gravado em meados daquela década com um cantor chamado Jerry Wood (homenageado com uma faixa chamada "Jerrys Blues" em Past is Prologue, gravada em meados dos anos setenta - se aquilo, na realidade uma jam infernal, recheada de riffs, for o que eles entendem por blues, muitos tradicionalistas vão enfartar quando sair o tal CD).

Quem estiver interessado em mais detalhes e algumas histórias pitorescas, basta dar uma conferida no
website oficial do grupo. E se você ainda não conhece a banda, e gosta de jams sessions pontuadas por riffs esporrentos de guitarra, vale à pena batalhar ao menos o Sleeping Sickness, que é garantia de diversão do começo ao fim!

Possivelmente ainda vamos nos surpreender com muito material inédito do JPT, eles de fato merecem recolher os louros pelo seu passado. Enquanto isto, Landinho continua por aí tocando a vida, tendo somente as lembranças em sua mente, ao mesmo tempo em que seus relatos nos aguçam a curiosidade. Quem sabe alguém venha a encontrar alguns tapes perdidos que possam resgatar pelo menos um pouco da memória dos nossos heróis daqueles tempos, e algum dia eu possa estar aqui contando a história do Rock da Mortalha e de outras bandas brazucas perdidas no tempo?

Projeto The Beatles: 1970 a 1981

sexta-feira, agosto 14, 2009

Por Ricardo Seelig
Colecionador

Todo apreciador de música já se perguntou como teriam sido os discos que os Beatles teriam gravado caso não tivessem se separado em 1970. Tendo isso em mente, alguns colecionadores brasileiros do Fab Four desenvolveram um projeto intitulado The Beatles: 1970 a 1981, onde procuraram responder essa pergunta.

Todo o processo consumiu dois meses de trabalho, onde foram selecionadas 182 faixas abrangendo os maiores hits das carreiras solo de John Lennon, Paul McCartney, George Harrison e Ringo Starr, gravadas entre os anos de 1969 e 1981, já que Lennon foi assassinado no dia 08 de dezembro de 1980 por Mark Chapman em frente ao Edifício Dakota.


Seguindo a lógica dos discos reais gravados pelos Beatles durante a década de 60, as faixas foram divididas da seguinte maneira: quatro para John, quatro para Paul, quatro para George e duas para Ringo em cada álbum. Dessa maneira, foram montados doze discos, um para cada ano, que teriam sido lançados entre 1970 e 1981.

O resultado é um ótimo exercício de imaginação, além de uma excelente compilação do material que os quatro produziram naquela primeira década após a separação dos Beatles.

Abaixo, confiram como seriam cada um desses doze álbuns, com seus títulos, ano de lançamento e respectivas faixas.


Give Peace a Chance (1970)

Lado A
1 Give Peace A Chance (Lennon, 1969)
2 Isn't It A Pity (Harrison, 1966)
3 Maybe I'm Amazed (Mccartney, 1970)
4 Mother (Lennon, 1970)
5 Not Guilty (Harrison, 1968)
6 Man We Was Lonely (Mccartney, 1970)
7 God (Lennon, 1970)

Lado B
8 It Don't Come Easy (Starkey-Harrison, 1970)
9 Love (Lennon, 1970)
10 All Things Must Pass (Harrison, 1970)
11 Cold Turkey (Lennon, 1969)
12 Teddy Boy (Mccartney, 1970)
13 Instant Karma (Lennon, 1970)
14 My Sweet Lord (Harrison-Williams, 1969)

Apple Scruffs (1971)

Lado A
1 Another Day (Mccartney, 1971)
2 Imagine (Lennon, 1971)
3 Too Many People (Mccartney, 1971)
4 Gimme Some Truth (Lennon, 1971)
5 Bye Bye Blackbird (Dixon-Henderson, 1970)
6 Oh My Love (Lennon-Ono, 1971)
7 Uncle Albert, Admiral Halsey (Mccartney, 1971)

Lado B
8 Happy Xmas (Lennon-Ono, 1971)
9 Monkberry Moon Delight (Mccartney, 1971)
10 Beware Of Darkness (Harrison, 1970)
11 Power To The People (Lennon, 1971)
12 Try Some Buy Some (Harrison, 1971)
13 How Do You Sleep (Lennon, 1971)
14 Apple Scruffs (Harrison, 1970)

Heart of the Country (1972)

Lado A
1 Woman Is The Nigger Of The World (Lennon-Ono, 1972)
2 I'd Have You Anytime (Harrison, 1970)
3 Give Ireland Back To The Irish (Mccartney, 1971)
4 Angela (Lennon-Ono, 1972)
5 Early 1970 (Starkey, 1970)
6 Dear Boy (Mccartney, 1971)
7 Bangla Desh (Harrison, 1971)

Lado B
8 Heart Of The Country (Mccartney, 1971)
9 What Is Life (Harrison, 1970)
10 Country Dreamer (Mccartney, 1972)
11 Jealous Guy (Lennon, 1971)
12 Tomorrow (Mccartney, 1971)
13 Remember (Lennon, 1970)
14 Hear Me Lord (Harrison, 1969)

Give Me Love (1973)

Lado A
1 Photograph (Starkey-Harrison, 1973)
2 Mind Games (Lennon, 1973)
3 Bluebird (Mccartney, 1973)
4 Don't Let Me Wait Too Long (Harrison, 1973)
5 Little Woman Love (Mccartney, 1971)
6 Behing That Locked Door (Harrison, 1970)
7 Hi, Hi, Hi (Mccartney, 1972)

Lado B
8 Give Me Love (Give Me Peace On Earth) (Harrison, 1973)
9 C'moon (Mccartney, 1973)
10 Attica State (Lennon, 1972)
11 Oh My My (Poncia-Starkey, 1973)
12 The Luck Of The Irish (Lennon-Ono, 1972)
13 My Love (Mccartney, 1973)
14 Linving In The Material World (Harrison, 1973)

Steel and Glass (1974)

Lado A
1 Steel And Glass (Lennon, 1974)
2 Mrs Vanderbilt (McCartney, 1973)
3 No No Song (Axton, 1974)
4 Live And Let Die (Mccartney, 1973)
5 Dark Horse (Harrison, 1974)
6 Jet (Mccartney, 1973)
7 Sunday Bloody Sunday (Lennon-Ono, 1972)

Lado B
8 Nr 9 Dream (Lennon, 1974)
9 So Sad (Harrison, 1973)
10 When The Night (Mccartney, 1973)
11 Ding Dong Ding Dong (Harrison, 1974)
12 Helen Wheels (Mccartney, 1973)
13 Simple Shady (Harrison, 1974)
14 Band On The Run (Mccartney, 1973)

You (1975)

Lado A
01 Stand By Me (King-Leiber-Stoller, 1975)
02 Listen To What The Man Said (Mccartney, 1975)
03 It Is He (Jai Sri Krishna) (Harrison, 1974)
04 John Sinclair (Lennon, 1972)
05 One More Kiss (Mccartney, 1973)
06 You're Sixteen (Sherman, 1973)
07 Junior's Farm (Mccartney, 1974)
.
Lado B
08 I'm The Greatest (Lennon, 1973)
09 No Words (Mccartney-Laine, 1973)
10 The Light That Has Lighted The World (Harrison, 1973)
12 Six O'clock (Mccartney, 1973)
13 Miss O'dell (Harrison, 1973)
13 You Gave Me The Answer (Mccartney, 1975)
14 You (Harrison, 1975)

Love Songs (1976)

Lado A
01 Bless You (Lennon, 1974)
02 Silly Love Songs (Mccartney, 1976)
03 Dear One (Harrison, 1976)
04 Only You (Ram-Rand, 1974)
05 Love In Song (Mccartney, 1975)
06 Pure Smokey (Harrison, 1976)
07 Nobody Loves You (When You're Down And Out) (Lennon, 1974)

Lado B
08 San Ferry Anne (Mccartney, 1976)
09 Maya Love (Harrison, 1974)
10 Treat Her Gently, Lonely Old People (Mccartney, 1975)
11 Bye Bye Love (Bryant, 1974)
12 Warm And Beautiful (Mccartney, 1976)
13 Hey Baby (Channel-Cobb, 1976)
14 Beware My Love (Mccartney, 1976)

Rock Show (1977)

Lado A
01 A Dose Of Rock'n'roll (Groszman, 1976)
02 Tight As (Lennon, 1973)
03 Magneto And Titanium Man (Mccartney, 1975)
04 Crackerbox Palace (Harrison, 1976)
05 Let Me Roll It (Mccartney, 1973)
06 Slidin’ And Slidin’ (Bocage-Collins-Penniman-Smith, 1975)
07 Venus And Mars & Rock Show (Mccartney, 1975)

Lado B
08 Scared (Lennon, 1974)
09 Nineteen Hundred And Eighty Five (Mccartney, 1973)
10 Meat City (Lennon, 1973)
11 This Song (Harrison, 1976)
12 Whatever Gets You Throu The Night (Lennon, 1974)
13 Letting Go (Mccartney, 1975)
14 Goodnight Vienna (Lennon, 1974)

The Beatles (Black Album) (1978)

Lado A
1 Cofee On The Left Bank (Mccartney, 1978)
2 Mamunia (McCartney, 1973)
3 Surprise Surprise (Lennon, 1974)
4 Famous Grupies (Mccartney, 1978)
5 Call Me (Starkey, 1974)
6 This Guitar (Can't Keep From Crying) (Harrison, 1975)
7 Mull Of Kintyre (Mccartney, 1977)

Lado B
8 With A Little Luck (Mccartney, 1978)
9 Old Dirt Road (Lennon-Nilsson, 1974)
10 Don't Let It Bring You Down (Mccartney, 1978)
11 Tired Of Midnight Blues (Harrison, 1975)
12 Junk (McCartney, 1970)
13 Drowning In The Sea Of Love (Gamble-Huff, 1977)
14 Free As A Bird (Lennon, 1977)

Lado C
1 Name And Address (Mccartney, 1978)
2 Going Down On Love (Lennon, 1974)
3 I'm Carrying (Mccartney, 1978)
4 Cookin (Lennon, 1976)
5 Let 'em In (Mccartney, 1976)
6 Morse Moose And The Grey Goose (Mccartney-Laine, 1978)
7 Learning How To Love You (Harrison, 1976)

Lado D
8 Hari's On Tour (Harrison, 1974)
9 London Town (Mccartney, 1978)
10 True Love (Porter, 1976)
11 Pure Gold (Mccartney, 1976)
12 Beautiful Girl (Harrison, 1970)
13 The Note You Never Wrote (McCartney, 1976)
14 Gave It All Up (Poncia-Starkey, 1977)

Blow Away (1979)

Lado A
1 Bring On The Lucie (Lennon, 1973)
2 Getting Closer (Mccartney, 1979)
3 Your Love Is Forever (Harrison-Wright, 1979)
4 Backwards Traveller (McCartney, 1979)
5 It's No Secret (Poncia-Starkey, 1977)
6 To You (Mccartney, 1979)
7 Blow Away (Harrison, 1979)

Lado B
08 Wings (Poncia-Starkey, 1977)
09 Girlfriend (McCartney, 1979)
10 If You Believe (Harrison, 1979)
11 To Know Her Is To Love Her (Spector, 1975)
12 I'l Still Love You (Harrison, 1976)
13 Spin It On (McCartney, 1979)
14 Real Love (Lennon, 1979)

Starting Over (1980)

Lado A
01 We're Open Tonight (Mccartney, 1979)
02 (Just Like) Starting Over (Lennon, 1980)
03 Soft Hearted Hana (Harrison, 1979)
04 I'm Loosing You. (Lennon, 1980)
05 Daytime Nightime Suffering (Mccartney, 1979)
06 Heart On My Sleeve (Gallagher-Lyle, 1978)
07 Faster (Harrison, 1979)

Lado B
08 I'm Loosing You (Hard Version) (Lennon, 1980)
09 Waterfalls (Mccartney, 19I80)
10 Oo-Wee (Poncia-Starkey, 1974)
11 So Glad To See You (Mccartney, 1979)
12 Cleanup Time (Lennon, 1980)
13 Dark Sweet Lady (Harrison, 1979)
14 Watching The Wheels (Lennon, 1980)

All Those Years Ago (1981)

Lado A
1 I'm Stepping Out (Lennon, 1980)
2 Summer's Day Song (Mccartney, 1980)
3 Old Time Relovin (Poncia-Starkey, 1978)
4 Nobody Told Me (Lennon, 1980)
5 Coming Up (Mccartney, 1980)
6 Grow Old With Me (Lennon, 1980)
7 Wonderful Christmastime (Mccartney, 1979)

Lado B
8 Love Comes To Everyone (Harrison, 1979)
9 (Forgive Me) My Little Flower Princess (Lennon, 1980)
10 Winter Rose, Love Awake (Mccartney, 1979)
11 Here Comes The Moon (Harrison, 1979)
12 Woman (Lennon, 1980)
13 After The Ball, Million Miles (Mccartney, 1979)
14 All Those Years Ago (Harrison, 1981)


Parabéns a todos os envolvidos, o resultado ficou sensacional!

13 de ago de 2009

Filmes sobre Música: The Commitments (1991)

quinta-feira, agosto 13, 2009

Por Rubens Leme da Costa
Colecionador

Um dos filmes mais bacanas dos anos 90, The Commitments rendeu um culto absurdo e uma banda "oficial" que vive tocando até os dias de hoje em excursões pelo planeta. Considerado um filme menor na carreira do cineasta Alan Parker, The Commitments - inspirado em um livro de Roddy Boyle - virou uma febre impressionante e a trilha sonora vendeu mais de 15 milhões de cópias.

A história conta o nascimento de um grupo que se une para tocar soul music, mostrando a meteórica ascensão e a mais meteórica ainda queda. Do mesmo modo que possuíam uma química para tocar, os músicos se odiavam. E o ódio não era apenas fingimento - o cantor Andrew Strong, um gorducho de 17 anos e voz que lembra Joe Cocker - era considerado um escroto. Mas Andrew e Maria Doyle Kennedy fizeram sucesso e conseguiram ter boas carreiras-solo e chegou a ser especulada até uma continuação do filme. Mas antes que eu conte toda a história, vamos começar bem do início.

Quando o famoso diretor Alan Parker começou a montar The Commitments não sabia que estava diante de uma febre que se estende até atualmente. Famoso por dirigir filmes como The Wall e Bird, Parker resolveu adaptar um livro de sucesso do escritor irlandês Roddy Boyle, que contava a história de jovens irlandeses que montam uma banda de r&b e soul, na Irlanda.


O filme possui dois personagens principais: o empresário Jimmy Rabbitte - morador do subúrbio e que sonha fazer dinheiro com uma banda - e o cantor Deco - vivido então por um jovem desconhecido, Andrew Strong, com 16 para 17 anos na época.

A história é basicamente simples: Jimmy vive em um bairro pobre da Irlanda com sua família e tem um pai absolutamente fanático por Elvis Presley, que defende com unhas e dentes a teoria de que o rei do rock não morreu de overdose por drogas. Como curiosidade vale notar a então desconhecida Andrea Corr como a irmã de Jimmy, Sharon. Andrea é hoje uma das integrantes de uma banda de enorme sucesso mundial, The Corrs.

Nesse ambiente, Jimmy sonha em montar uma banda de música negra, pois segundo ele os irlandeses são os negros da Europa e os dublinenses são os negros mais negros da Irlanda, e por isso são os mais aptos para tocar soul. Sem saber como encontrar músicos para sua banda - a World's Hardest Working Band (a banda mais trabalhadora do mundo) e que já tem até um nome escolhido previamente, The Commitments -, Jimmy sai perambulando pela cidade até encontrar em uma chatíssima festa de casamento um jovem garoto, que, bêbado, sobe ao palco e canta algumas músicas com grande talento: Deco. Deco era conhecido como uma pessoa problemática e intragável, mas mesmo assim Jimmy resolve convidá-lo para integrar o grupo. Desempregado e sem maiores preocupações, Deco aceita.


Mas Jimmy ainda precisava de mais integrantes. Em sua cabeça era necessário cantoras, uma seção de metais, além de um guitarrista, um pianista, um baixista e um baterista, completando a formação. A primeira providência é arranjar as cantoras e Jimmy recruta então três beldades. Na verdade, ele usa um artifício inteligente, convidando a menos bonita de todas primero, pedindo para que leve as demais para um ensaio. Jimmy estava de olho na loira e sexy Imelda, vivida por Angeline Ball, mas acabou muito feliz com a chegada da igualmente bonita Natalie, e que canta até melhor.

Recrutando músicos dos mais diferentes lugares, Jimmy começa a montar o grupo. Mas ainda faltava o toque final, uma cabeça que pudesse orientar todos aqueles talentos crus. É aí que aparece o trompetista Joey "The Lips" Fagan, um músico com mais de 40 anos, misterioso e que encontrou Jimmy após ouvir um chamado do Senhor.

Joey era realmente o único músico profissional do jovem grupo e mostra um currículo impressionante - e que Jimmy não acredita, à princípio - pois havia tocado com todos os nomes importantes dos anos 50, 60 e 70 - de Elvis até Wilson Pickett. Obviamente Joey será a voz que aconselhará Jimmy e que regerá os ensaios. Será ele que ensinará aos garotos como tocar soul e o que faz um músico soul. É nesse momento que Jimmy explica a idéia central para os músicos, durante uma viagem de ônibus: The Commitments será uma banda de música negra, pois eles são os negros da Irlanda. Aqueles jovens branquelos, obviamente, pensam que Jimmy havia ficado maluco.

Sobre essa afirmação, o escritor Roddy Doyle comenta: "A questão dessa frase ter causado polêmica foi porque eu quis fazer uma brincadeira. Ele está motivando os músicos e está motivando a todos que estão na banda e dando-lhes uma uma razão de estar lá, mesmo que não sejam tão talentosos. E há também o aspecto histórico da Irlanda, um país que foi durante séculos uma colônia, e que por causa disso nunca se encaixou perfeitamente aos padrões europeus. A Irlanda é diferente, é mais sombria, e o fato de muitos terem que ter deixado o país nos séculos XIX e XX para poderem comer e a luta para habitarem lugares inóspitos fez com que fossem tão discriminados em certos lugares como os negros, e considerados pessoas de segunda classe. Mas a idéia principal era fazer uma piada, e ao mesmo tempo chocar os mais conservadores com a idéia de serem negros".

Para começar o filme, Parker recrutou uma imensa seleção de jovens músicos irlandeses e que soubessem atuar, como mostra esse cartaz à procura desses talentos durante a pré-produção.


Alan Parker também só conheceu Roddy Doyle dias antes de começar os trabalhos em Dublin, e o escritor lembra que o contato entre os dois foi mínimo: "Nessa época eu trabalhava como professor em Dublin e vi Parker apenas uma duas vezes quando ele chegou. Entreguei a ele o script do filme e fiz uma rápida leitura com os atores para tirar algumas dúvidas. Alan me pareceu uma pessoa bacana e sabia exatamente o que queria durante os trabalhos, mas nos encontramos pouquíssimas vezes depois disso. Eu fui assistir a uns dois ensaios, por cortesia, já que eu estava muito ocupado ensinando. Mas Alan vivia em Los Angeles, tinha uma outra realidade e não posso dizer que ficamos amigos. E, como já disse, ele já tinha todo o filme em sua cabeça."


E no meio de todos os jovens atores a figura do jovem Andrew Strong, que viveria Deco, explode. Gordo, desbocado, egocêntrico, indolente e com modos porcos, Deco é desde o primeiro ensaio a grande figura da banda. Mesmo causando aversão aos demais componentes do grupo, Deco é aceito pois Joey afirma que sua voz é abençoada. E realmente é impressionante que um garoto de 16/17 anos consegue ter tamanho domínio de sua voz, que embora não seja tão grande, é cheia de energia e ritmo.

Mas estamos falando de irlandeses, um povo tradicionalmente de sangue quente e briguento. Ao mesmo tempo em que os ensaios vão progredindo e as primeiras apresentações vão aparecendo, as brigas explodem entre os membros. E reza a lenda que muitas delas não estavam no roteiro original e que eram bem reais, especialmente as que envolviam Deco e o baterista Mickah Wallace.


As histórias se sucedem de maneira absolutamente divertida. Há a cena em que o guitarrista é eletrocutado em cena e levado ao hospital; a contratação de um antigo punk como segurança por Jimmy, perseguido por agiotas que querem o dinheiro emprestado de volta, segurança esse que sonha em matar Deco, e que seria, indiretamente, o responsável pelo fim da banda. E, em meio a tudo isso, cresce um pequeno culto aos Commitments em Dublin. A banda começa a fazer fama e Jimmy pode finalmente fazer o que tanto ama: dar entrevistas aos jornais falando de sua banda, de seu projeto, de sua "visão". Jimmy podia parar finalmente de dar sua entrevistas imaginárias no seu quarto e fazer de sua escova de cabelo um microfone de um repórter.

O grande ápice do filme é realmente o show final, que termina de uma maneira insólita. O velho Joey havia tido caso com todas as garotas da banda, que se engalfinham nos bastidores e disputam o velho músico, que, deliciado, apenas observa a tudo. No meio disso, o segurança é promovido ao cargo de baterista, já que o batera original deixou o grupo para não matar Deco. O cantor aumenta ainda mais seu egocentrismo e chama os Commitments de sua banda de apoio, desprezando os outros integrantes. Para aumentar a tensão, Joey fez uma visita ao lendário Wilson Pickett, que estava em Dublin para um show, um dia antes da apresentação, e jura (segundo Joey) que Pickett tocará com o grupo por alguns minutos. Excitado com a idéia, o inexperiente Jimmy sai divulgando ao mundo que The Commitments fará um show histórico e que terá a participação de Pickett. Para tal celebração, mete a banda, pela primeira vez, em trajes de gala: os homens de smoking, as mulheres em longos vestidos negros e justos, para realçar suas curvas.

Antes do show começar o pau explode nos camarins entre os músicos, que, mesmo assim, ainda vão para o palco e arrepiam a todos, especialmente na versão de "Try a Little Tenderness", imortalizada na voz única de Otis Redding, em que Deco brilha mais do que nunca. Mas Pickett não chega e todos começam a gozar Jimmy pela promessa furada. Jimmy, por sua vez, cobra de Joey uma posição sobre o caso. Velhaco, o trompetista apenas afirma que Wilson jurou aparecer, mas que não se pode cobrar nada de uma pessoa tão famosa. Logo após o show a banda desmorona, e Deco é espancado selvagemente pelo baterista. Ocorre uma grande confusão e os Commitments acabam tão rapidamente quanto apareceram.

E o que sobra para Jimmy? Duas coisas: quando caminhava a pé para sua casa, desiludido, Jimmy é parado por uma grande limousine. De lá sai uma voz famosa perguntando onde era tal lugar, pois ele tinha prometido uma canja. A pessoa era ninguém menos que Wilson Pickett! A segunda é tornar-se empresário da cantora Natalie, com quem tem um caso. Natalie era apaixonada por Jimmy desde o início. Ao final, Jimmy, atuando como o narrador da história, conta as desventuras de cada integrante: Deco virou um cantor genioso e fracassado e cada um voltou a ser o que era - com o destaque para o padre que tocava James Brown no órgão da igreja.


Mas o grande charme de tudo isso é a trilha sonora. Lançado em 1991, o disco original causou tamanha sensação que foi editado um volume dois. E aqui repousa o alvo desse texto. O primeiro disco é simplesmente um clássico e uma ótima porta de entrada para quem quer se aventurar no mundo musical da América negra. Andrew Strong simplesmente rouba a cena em "Mustang Sally", "Take Me to the River", "The Dark End of the Street", "In the Midnight Hour" e, logicamente, "Try a Little Tenderness". Maria Doyle (Angela) faz uma bela versão de "I Never Loved a Man", clássico na voz de Aretha Franklin; Angelina resplandece em "Chain of Fools" e "I Can't Stand the Rain"; e Jimmy (ou o ator Robert Arkins), quem diria, solta sua voz afinada e sensual na belíssima "Slip Away", que fecha o primeiro volume. O segundo, embora seja bom, fica aquém do primeiro, embora contenha bons momentos, como a versão de "Bring on Home to Me", de Sam Cooke, na voz de Jimmy.

O filme teve um enorme sucesso de público e crítica, concorrendo ao Oscar e ganhando diversos prêmios da crítica inglesa. Após isso, uma banda real foi criada como The Commitments e saiu tocando mundo afora, mas sem Andrew Strong ou as cantoras originais. Nessas, inclusive o baterista do filme fazia as voz principal e chegaram, inclusive, a tocar no Brasil.


O grupo sobrevive até hoje excursionando pela Europa e Estados Unidos e tocando todos os clássicos dos dois discos. E quem se deu bem foram os dois mais talentosos cantores da película original, Andrew Strong e Maria Doyle Kennedy, que desenvolveram boas carreiras-solos e conquistaram sucesso de público e crítica.

Há rumores de que existe uma possível sequência do filme, mas sem nenhum ator original, pois alguns já se desinteressaram ou estão velhos demais. Ao que parece, o filme poderia ser estreado pelo The Corrs, com Andrea surgindo como a estrela principal, mas não seria dirigido por Alan Parker.

Enfim, enquanto o filme não acontece - há inclusive problemas de direitos autorais entre o autor Doyle e os produtores -,você pode e deve curtir o filme e os CDs. Uma boa sugestão seria poder adquirir uma cópia em DVD da película e os discos, mas se você estiver duro e quiser gastar apenas em um item, sugiro que compre o filme e copie os discos. Afinal, por mais que os discos sejam excelentes, deixar de assisti-lo seria um pecado.

12 de ago de 2009

poeiraCast #20 – 1969, o ano do Creedence!

quarta-feira, agosto 12, 2009

Por Bento Araújo
Colecionador e Jornalista
poeira Zine

O poeiraCast, o podcast da revista
poeira Zine, traz em sua 20ª edição um especial sobre o Creedence Clearwater Revival no ano de 1969. Além dos grandes álbuns lançados pela banda naquele ano, o programa apresenta as capas de discos mirabolantes de grupos como Stones, Small Faces, Who, Velvet, Zeppelin, etc…

Neste programa, a participação especial do guitarrista Michel Leme.

O poeiraCast é um programa de bate papo, na verdade uma mesa redonda livre e direta sobre o assunto que a gente mais aprecia: música. Nele você encontra polêmicas, curiosidades, as famigeradas listas e bizarrices mil de seus grupos e artistas favoritos. Ajeite-se na poltrona e boa curtição.

Direção: Bento Araújo
Locução: Ricardo Alpendre
Produção: Bento Araújo, Sérgio Alpendre, José Damiano e Ricardo Alpendre
Edição: Xando Zupo (Overdrive Estúdio – email: xandozupo@gmail.com)


Novos discos do Lynyrd Skynyrd pintando

quarta-feira, agosto 12, 2009

Por Ricardo Seelig
Colecionador

Apesar de ter começado o ano com o pé esquerdo devido à triste notícia do falecimento do tecladista Billy Powell no dia 28 de janeiro, os fãs do Lynyrd Skynyrd tem sim o que comemorar em 2009.


Além de anunciar um novo álbum para o dia 29 de setembro, chamado God & Guns, que será antecipado pelo single Still Unbroken, o lendário grupo, maior ícone do southern rock, está lançando também dois álbuns ao vivo dentro da série Authorized Bootleg.


O primeiro, chamado Live at Winterland: San Francisco Mar 07 1976, traz um show gravado na casa de Bill Graham, proprietário também do mítico Fillmore. A apresentação aconteceu apenas um mês após o lançamento do quarto disco da banda, Gimme Back My Bullets. A qualidade de áudio é excelente, pois o áudio foi capturado direto da mesa de som, e os arquivos foram cedidos pelo site Wolfgang´s Vault. O lançamento é da gravadora Geffen.

Confira o track list de Live at Winterland:

1 Cry for the Bad Man 5:41
2 Saturday Night Special 5:35
3 Searching 4:02
4 I Got the Same Old Blues 4:26
5 Gimme Back My Bullets 4:13
6 Tuesday's Gone 7:52
7 The Needle and the Spoon 4:47
8 Gimme Three Steps / Call Me the Breeze 10:08
9 Sweet Home Alabama 7:13
10 Free Bird 12:47


Já o segundo, intitulado Live Cardiff Capitol Theater - Cardiff, Wales, Nov 04 1975, contém uma apresentação originalmente gravada para o programa King Biscuit Flower Hour. Produzido por Bob Meyrowitz, o CD é um raro registro do grupo com apenas duas guitarras, já que foi gravado logo após a saída do guitarrista original Ed King, durante a tour que promovia o terceiro disco dos caras, Nuthin´ Fancy, de 1975. É interessante ver como Gary Rossington e Allen Collins realinharam suas guitarras para preencher o buraco deixado com a ausência de King, e só esse fator já vale a aquisição do play. Confira o track list:

1 Double Trouble 3:02
2 I Ain't the One 3:49
3 The Needle and the Spoon 4:41
4 Saturday Night Special 5:24
5 Gimme Three Steps 5:27
6 Whiskey Rock-A-Roller 3:57
7 Call Me the Breeze 5:36
8 Sweet Home Alabama 5:28
9 Free Bird 12:20

Se você é fã do Lynyrd Skynyrd, separe uma grana e abra espaço na estante!

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