4 de jan de 2014

Rhapsody of Fire: crítica de Dark Wings of Steel (2013)

sábado, janeiro 04, 2014
Quando o guitarrista Luca Turilli e o tecladista Alex Staropoli anunciaram a separação de sua dupla criativa, o verdadeiro centro de poder do grupo italiano Rhapsody of Fire, e a subseqüente criação de duas bandas distintas, houve quem apostasse imediatamente que o grupo agora liderado por Staropoli fosse sair perdendo. Afinal, por mais que que o tecladista tenha ficado com o nome Rhapsody of Fire e com a presença do vocalista Fabio Lione, era inevitável lembrar que Turilli, além de compor as canções ao lado de Staropoli, também era o responsável pelas letras e pelas sagas de fantasia medieval que davam base para o conceito de cada álbum, uma característica bastante marcante da banda. 

Com Lione a cargo das letras e Staropoli cuidando das composições (junto com o irmão, Manuel, que chegou a participar dos corais do primeiro Symphony of Enchanted Lands), uma coisa fica bastante clara neste Dark Wings of Steel, o primeiro álbum sem Turilli: a qualidade e intensidade das letras caiu bastante, é verdade. Isso não dá para negar, resultando numa estranha (e por vezes incompreensível) mescla de dragões e temas de cunho quase religioso. Mas, no que diz respeito ao aspecto de composições, Dark Wings of Steel mostra um Rhapsody talvez um pouco menos épico. Digamos que esta é uma coleção de canções menos trilha-sonora e mais heavy metal. Dark Wings of Steel quer conversar muito com Dawn of Victory, o melhor momento da discografia do Rhapsody, ainda sem "of Fire". É um disco que pretende ser mais reto, mais direto, menos dependente de vinhetas, orquestrações, corais e narrações de Christopher Lee. E isso, senhoras e senhores, seria um movimento interessante. Isso mesmo. Apenas "seria". Porque, de fato, não o é. Explico. 

Apesar de pretender caminhar em direção a Dawn of Victory, o novo álbum do quinteto não consegue chegar lá. A falta de Turilli como guitarrista não é, de fato, sentida. Instrumentalmente, a banda está muito bem arranjada: o novato Roby De Micheli, agora atuando sozinho (já que o outro guitarrista, Tom Hess, também se mandou), segura bem as pontas. E o novo baixista, Oliver Holzwarth, irmão do baterista e bem conhecido dos fãs por ser o músico que acompanha o Blind Guardian ao vivo há anos, também não faz feio. O caso é que, desde o primeiro minuto da faixa inicial "Rising From Tragic Flames", fica claro que Dark Wings of Steel é bonito, até, mas falta algo. Falta a potência, o peso, a vibração de Dawn of Victory. Faltou ser um pouco menos power e um pouco mais metal. Do início ao fim, tudo soa achatado, genérico, neutro, como o que qualquer boa banda europeia faria com um pé nas costas. O grupo parece ter preferido jogar no seguro, no garantido, sem se permitir um único segundo de ousadia. O resultado acaba sendo óbvio e pouco empolgante. 

Não que as músicas sejam ruins. Mas chega a ser complicado dizer claramente a diferença entre o eficiente single "Silver Lake of Tears" e passagens como "Fly to Crystal Skies", "A Tale of Magic" e a faixa-título. Todas se parecem. A audição, do começo ao fim, torna-se monótona. Mesmo a balada em italiano "Custode di Pace", um momento que o Rhapsody parece ter transformado em obrigatório em suas bolachas, chega a surpreender. Falta comer muito feijão com arroz para chegar a ter o sentimento de "Guardiani Del Destino" ou da gloriosa "Lamento Eroico". 

Em Dark Wings of Steel, o Rhapsody of Fire provou que consegue, de alguma forma, continuar de pé sem a presença do Turilli músico. Bom. Mas como o disco de estreia da banda de Turilli (lançado em 2012) parece sofrer rigorosamente do mesmo mal deste álbum, uma falta crônica de adrenalina, tudo indica que agora o futuro do Rhapsody of Fire reside  estritamente nas mãos de Staropoli. Afinal, é ele quem vai ter que descobrir como fazer a magia voltar a acontecer sem a sua ótima química com Turilli. Do seu lado, Turilli tem o mesmo desafio. Vamos ver se eles conseguem encontrar, cada um a seu modo, a outra metade do medalhão mágico. 

Nota 4,5

Faixas:
1. Vis Divina (Divine Strength)
2. Rising From Tragic Flames
3. Angel of Light
4. Tears of Pain
5. Fly to Crystal Skies
6. My Sacrifice
7. Silver Lake of Tears
8. Custode di Pace
9. A Tale of Magic
10. Dark Wings of Steel
11. Sad Mystic Moon

Por Thiago Cardim

3 de jan de 2014

Os 67 melhores discos de 2013 na opinião dos leitores da Collectors Room

sexta-feira, janeiro 03, 2014
Fechando o nosso Top 2013, chegou a hora de conhecer quais foram os melhores discos do ano na opinião de nossos leitores. O resultado é uma convincente e abrangente lista final com 67 discos, e que nos dá orgulho de escrever para leitores como vocês.

Abaixo, os melhores álbuns de 2013 segundo os leitores da Collectors:

67. Soulfly - Savages
66. Amon Amarth - Deceiver of the Gods
65. SubRosa - More Constant Than the Gods
64. Biffy Clyro - Opposites
63. James LaBrie - Impermanent Resonance
62. The Baggios - Sina
61. Laura Marling - Once I Was an Eagle
60. Gorguts - Colored Sands
59. Riverside - Shrine of New Generation Slaves
58. Vampire Weekend - Modern Vampires of the City
57. Orphaned Land - All is One
56. Reckless Love - Spirit
55. Cathedral - The Last Spire
54. Gov't Mule - Shout!
53. Spiritual Beggars - Earth Blues
52. Janelle Monáe - The Electric Lady
51. Jake Bugg - Shangri La
50. Justin Timberlake - The 20/20 Experience
49. Hatebreed - The Divinity of Purpose
48. Kanye West - Yeezus
47. Stone Sour - House of Gold & Bones Part 2
46. Bad Religion - True North
45. The Strokes - Comedown Machine
44. Nick Cave - Push the Sky Away
43. Anjo Gabriel - Lucifer Rising
42. Rotting Christ - Kata Ton Daimona Eaytoy
41. Intronaut - Habitual Levitations
40. Watain - The Wild Hunt
39. Clutch - Earth Rocker
38. Protest the Hero - Volition
37. Vespas Mandarinas - Animal Nacional
36. Kylesa - Ultraviolet
35. Franz Ferdinand - Right Thoughts, Right Words, Right Action
34. The Dillinger Escape Plan - One of Us is the Killer
33. Avenged Sevenfold - Hail to the King
32. Orchid - The Mouths of Madness
31. The Ocean - Pelagial
30. Black Star Riders - All Hell Breaks Loose
29. Kadavar - Abra Kadavar
28. Killswitch Engage - Disarm the Descent
27. Charles Bradley - Victim of Love
26. Deafheaven - Sunbather
25.Audrey Horne - Youngblood
24. Deep Purple - Now What?!
23. Alter Bridge - Fortress
22. Kvelertak - Meir
21. Anciients - Heart of Oak
20. Motörhead - Aftershock
19. Dream Theater - Dream Theater
18. Arctic Monkeys - AM
17. Trivium - Vengeance Falls
16. Arcade Fire - Reflektor
15. Pearl Jam - Lightning Bolt
14. Volbeat - Outlaw Gentlemen & Shady Ladies
13. Scorpion Child - Scorpion Child
12. Sepultura - The Mediator Between Head and Hands Must Be the Heart
11. Steven Wilson - The Raven That Refused to Sing
10. Paul McCartney - New
9. Tedeschi Trucks Band - Made Up Mind
8. Alice in Chains - The Devil Put Dinosaurs Here
7. Queens of the Stone Age - ... Like Clockwork
6. David Bowie - The Next Day
5. The Winery Dogs - The Winery Dogs
4. Daft Punk - Random Access Memories
3. Ghost - Infestissumam
2. Carcass - Surgical Steel
1. Black Sabbath - 13

Por Ricardo Seelig

2 de jan de 2014

Crítica do livro This is a Call: a vida e a música de Dave Grohl, dePaul Brannigan

quinta-feira, janeiro 02, 2014

Se você der de cara com este livro por aí, saiba que está diante de uma das melhores biografias de astros do rock disponíveis no mercado. A relação de cumplicidade entre biógrafo e biografado permitiu a Paul Brannigan escrever — pegando emprestadas as palavras da quarta capa da edição brasileira lançada pela Leya — “um relato sem paralelos, íntimo e extraordinário da vida de Dave Grohl”

Brannigan conheceu Grohl em 1997 e, desde então, o jornalista, que já foi editor da Kerrang!, tem se mantido por dentro da vida do líder do Foo Fighters. Como repórter das revistas Q e Mojo, entrevistou Grohl em inúmeras oportunidades e testemunhou, entre outras coisas, as sessões de gravação de Wasting Light, o mais recente álbum do Foo Fighters — e o melhor já lançado pela banda até hoje, certo? 

Mas This is a Call: a vida e a música de Dave Grohl começa muito antes da segunda metade dos anos 1990, quando o Foo Fighters começou sua escalada rumo ao topo das paradas de todo o mundo. A narrativa de Brannigan tem início com a chegada dos antepassados de Grohl — os Grohol — à América e como se estabeleceram no novo país. A abordagem da infância de Dave, de como este descobriu o rock, arranhou os primeiros acordes no violão e formou suas primeiras bandas levará muita gente de volta no tempo, afinal, sua história nesse aspecto é bem parecida com a de muitos de nós todos. 

A juventude de Grohl em meio a efervescente cena punk underground do início dos anos 1980 é traçada em paralelo a uma breve história do hardcore americano. Dave fez parte daquilo, testemunhou ascensão e queda de bandas, hoje em dia, lendárias, como Bad Brains e Minor Threat. Esteve presente em concertos históricos, teve lá seu envolvimento com drogas e fez parte do infame grupo Scream, de onde seria fisgado para o que parecia ser o emprego dos sonhos para qualquer baterista que vendia o almoço para comprar a janta. 

Quase um terço do livro é sobre o Nirvana. Para quem busca um texto sem a idolatria que costuma assolar praticamente tudo que envolve o grupo e, em especial, a figura de Kurt Cobain, os capítulos de 5 a 8 — todos nomeados a partir de músicas do Nirvana — garantem horas de leitura ininterrupta. Viúvas de Cobain têm tudo para odiar este pedaço, visto que Brannigan não mede palavras ao afirmar que Kurt forjava a própria história e ajudou a edificar o mito construído em torno de si. O vício em drogas e a relação doentia com Courtney Love — e como esta teve papel principal no início do fim da banda — também figuram no que são as melhores páginas do livro. 

A partir daí, This is a Call assume o papel de complemento impresso do excelente Back and Forth, com Brannigan aprofundando, com o know-how típico de um profissional calejado, todos os assuntos pautados por Dave e os (muitos) outros no documentário. Ao término das mais de 500 páginas, um encarte colorido com imagens que ilustram algumas das principais passagens do livro. Algumas não deixam dúvidas quanto à fama de gente fina de Grohl. 

Obviamente, como acontece em toda biografia, nem todas as lacunas são preenchidas, nem todos os tópicos são aprofundados da maneira que nós, fãs, gostaríamos que fossem etc. Mas pode-se dizer com clareza que This is a Call é o livro definitivo sobre Dave Grohl — pelo menos até agora — e um must read para qualquer curioso ou entusiasta à procura de uma boa história no rock.

Por Marcelo Vieira

1 de jan de 2014

Os 10 discos mais aguardados de 2014

quarta-feira, janeiro 01, 2014
Primeiro dia de 2014, e enquanto você se recupera da festa da virada e tenta curar a ressaca, preparamos uma lista com os dez discos mais aguardados que serão lançados nos próximos doze meses. Anote na agenda e prepare-se, pois vem muita música boa por aí.

Lamb of God

O sucessor de Resolution (2012) será o primeiro disco dos norte-americanos depois do drama vivido pelo vocalista Randy Blythe, julgado na República Checa pela morte de um fã durante um show. Não há confirmação da data de lançamento ainda, mas o álbum deve chegar às lojas no segundo semestre, seguindo o caminho sonoro do excelente último disco.

Machine Head

Depois de dois ótimos discos, ambos já ostentando o status de clássicos modernos - The Blackening (2007) e Unto the Locust (2011) - o Machine Head inicia uma nova fase em sua carreira, gravando o seu primeiro trabalho sem o baixista original Adam Duce. Aguardadissimo, o álbum marca também a estreia da banda pela gravadora Nuclear Blast. Não há ainda data de lançamento definida.

Opeth

Aclamado pela crítica, Heritage (2011), último disco do Opeth, dividiu os fãs ao mostrar uma sonoridade distante da que consagrou a banda sueca, explorando influências do prog setentista e afastando-se do metal. Mikael Akerfeldt já adiantou que o grupo seguirá experimentando novos caminhos no novo trabalho. Nós, que gostamos de boa música, já estamos com água na boca.

Metallica

Com um caminhão de riffs prontos, o Metallica deve lançar em 2014 o sucessor de Death Magnetic (2008). A banda dividirá o tempo entre a estrada e o estúdio, e o aguardado novo passo do Metallica virá ao mundo apenas no final do ano.

Mastodon

Segundo o vocalista e baixista Troy Sanders, o Mastodon está gravando algo maior que apenas a sequência de The Hunter (2011). Sempre surpreendente, o quarteto norte-americano é a garantia de um heavy metal criativo, repleto de passagens instrumentais colossais. Um dos mais aguardados de 2014, de longe.

Foo Fighters

Após um breve hiato, o Foo Fighters já está aquecendo os motores preparando o sucessor do excelente Wasting Light. Afiada e renovada após o breve descanso, a banda liderada por Dave Grohl, uma espécie de Lemmy do novo milênio, prepara mais um vôo alto em sua sempre ascendente carreira.

U2

O U2 é a maior banda de pop rock do planeta há décadas. Tudo que envolve o grupo é gigantesco, e reflete em toda a indústria musical. Esses são apenas alguns dos motivos que tornam o sucessor de No Line on the Horizon (2009) um dos discos mais aguardados de 2014. Retornando à gravadora que a revelou - Island -, a banda irlandesa trabalha com vários produtores de renome e já tem prontas aproximadamente doze novas músicas. Se seguir o alto nível do álbum mais recente, vem aí outra delicia sonora.

Adele

O novo disco de Adele é o álbum pop mais aguardado de 2014. Lembrem-se: 21, segundo disco da cantora inglesa, vendeu tanto que deu nova vida quase sozinho a todo o mercado musical. Muito provavelmente, vem aí outro best seller.

Bruce Springsteen

Bruce vive uma das melhores fases de sua carreira, gravando álbuns sensacionais e fazendo shows antológicos nos últimos anos. Seu novo disco conta com a participação especial do guitarrista Tom Morello, do Rage Against the Machine, e já está disponível no mundo virtual. 

Baroness

A banda norte-americana lançou o duplo Yellow & Green em 2012 e apresentou uma incrível mistura entre metal, prog e alternativo. Depois de passar por um acidente de ônibus que custou a saída de dois integrantes, o Baroness está trabalhando com Kurt Ballou, guitarrista do Converge e aclamado produtor. Será a estreia da nova formação em estúdio, e a oportunidade da banda mostrar que tem força e criatividade para manter o alto nível do último disco.

Por Ricardo Seelig

31 de dez de 2013

Retrospectiva 2013: todos os reviews de discos

terça-feira, dezembro 31, 2013
Em 2013, a Collector's Room resenhou 134 discos. Uma média de mais de dez novos reviews ao longo de cada um dos doze meses do ano. Fato que gerou um recorte bastante interessante e fiel do que de melhor e mais relevante foi produzido no cenário musical em suas inúmeras ramificações. Há também, claro, trabalhos ruins e questionáveis. Só não há tapinhas nas costas, pois o site está longe de ter postura chapa branca. 

Confira uma espécie de retrospectiva com um apanhado mês a mês que só não vai de ABBA a Zappa porque ambos não lançam albuns mais. Mas a ampla diversidade presente na compilação a seguir certamente contempla universos tão variados e distintos quanto. É o último dia do ano, mas ainda dá tempo de pinçar algo bacana que tenha passado batido ou apenas rever aquela crítica que exaltou ou detonou seu disco favorito de 2013. 

Música além do óbvio, amigos. Mergulhem de cabeça!

Janeiro (10)

Newsted - Metal
Helloween - Straight out of Hell
Bad Religion - True North
JackDevil - Faster Than Evil
Lancer - Lancer
Crashdïet - Savage Playground
Egypt - Become the Sun
Cult of Luna - Vertikal
Philip H. Anselmo & The Illegals/WarBeast - War of the Gargantuas
Hatebreed - Divinity of Purpose

Fevereiro (8)

Sulphur Aeon - Swallowed by the Ocean's Tide
Audrey Horne - Youngblood
Riverside - Shrine of New Generation Slaves
Coheed And Cambria - The Afterman: Descension
Enforcer - Death by Fire
Matanza - Thunder Dope
Black Debbath - Nå får det faen meg være Rock! Akademisk Stoner-Rock!
Black Veil Brides - Wretched and Divine: The Story of the Wild Ones

Março (16)

Steven Wilson - The Raven Tha Refused do Sing (And Other Stories)
Rotting Christ - Kata Ton Daimona Eaytoy
Bon Jovi - What About Now
Ancient VVisdom - Deathlike
Jess and The Ancient Ones - Astral Sabbat
David Bowie - The Next Day
Terra Tenebrosa - Purging
Adrenaline Mob - Covertá
Johnny Marr - The Messenger
Anthrax - Anthems
Stratovarius - Nemesis
Intronaut - Habitual Levitations (Instilling Words With Tones)
The Strokes - Comedown Machine
Clutch - Earth Rocker
Avantasia - The Mystery of Time
Darkthrone - The Underground Resistance

Abril (14)

Soilwork - The Living Infinite
Black Rebel Motorcycle CLub - Specter at the Feast
Killswitch Engage - Disarm the Descent
Bring Me the Horizon - Sempiternal
Hypocrisy - End of Disclosure
Justin Timberlake - The 20/20 Experience
Stone Sour - House of Gold & Bones Part 2
Ghost - Infestissumam
Kvelertak - Meir
Shining - One One One
Volbeat - Outlaw Gentlemen & Shady Ladies
Cathedral - The Last Spire
Amorphis - Circle
Lordi - To Beast or Not to Beast

Maio (11)

Orchid - The Mouths of Madness
Device - Device
Deep Purple - Now What?!
Spiritual Beggars - Earth Blues
Kadavar - Abra Kadavar
Queens of the Stone Age - ...Like Clockwork
Queensrÿche - Frequency Unknown
Black Star Riders - All Hell Breaks Loose
Evile - Skull
Dark Tranquility - Construct
Charles Bradley - Victim of Love

Junho (13)

Megadeth - Super Collider
The Winery Dogs - The Winery Dogs
Daft Punk - Random Access Memories
Black Sabbath - 13
Deventter - Empty Set
Alice in Chains - The Devil Put Dinosaurs Here
Anciients - Heart of Oak
Airbourne - Black Dog Barking
Rob Zombie - Venomous Rat Regeneration Vendor
Leprous - Coal
Amon Amarth - Deceiver of the Gods
Valient Thorr - Our Own Masters
Scorpion Child - Scorpion Child

Julho (15)

Kanye West - Yeezus
The Dillinger Escape Plan - One of Us is the Killer
Centurian - Contra Rationem
Jay-Z - Magna Carta ... Holy Grail
Phil Anselmo & The Illegals - Walk Through Exits Only
The Crystal Caravan - With Them You Walk Alone
Kylesa - Ultraviolet
Blood Ceremony - The Eldritch Dark
Uncle Acid & The Deadbeats - Mind Control
The Dirty Streets - Blades of Grass
LO! - Monstrorum Historia
Powerwolf - Preachers of the Night
Violator - Scenarios of Brutality
Baroness - Live at Maida Vale
Andrew Stockdale - Keep Moving

Agosto (8)

Five Finger Death Punch - The Wrong Side of Heaven and the Righteous Side of Hell
Farscape - Primitive Blitzkrieg
Black Tusk - Tend No Wounds
Orphaned Land - All Is One
Extol - Extol
Toxic Rose - Don't Hide in the Dark/I Drown in Red
Avenged Sevenfold - Hail to the King
Franz Ferdinand - Right Thoughts, Right Words, Right Action

Setembro (9)

Newsted - Heavy Metal Music
O Rappa - Nunca Tem Fim
Reckless Love - Spirit
Embate do Século: Nação Zumbi x Mundo Livre S/A
Fleshgod Apocalypse - Labyrinth
Thor - Aristocrat of Victory
The Strypes - Snapshot
Haken - The Mountain
Scalene - Real/Surreal

Outubro (11)

Houston - II
Carcass - Surgical Steel
Dream Theater - Dream Theater
Soulfly - Savages
Fates Warning - Darkness in a Different Light
Trivium - Vengeance Falls
Korn - The Paradigm Shit
Tarja - Colours in the Dark
Asking Alexandria - From Death to Destiny
Arcade Fire - Reflektor
Charlie Brown Jr. - La Familia 013

Novembro (14)

Almah - Unfold
Corrections Home - Last City Zero
Lady Gaga - Artpop
Blackrain - It Begins
Protest the Hero - Volition
Questions - Out of Society
Baranga - O 5° dos Infernos
Sepultura - The Mediator Between Head and Hands Must Be the Heart
Ghost - If You Have Ghost
Paul McCartney - New
Pearl Jam - Lightning Bolt
Anjo Gabriel - Lucifer Rising
Red Fang - Whales And Leeches
Arctic Monkeys - AM

Dezembro (5)

Place Vendome - Thunder in the Distance
Tedeschi Trucks Band - Made Up Mind
Deafheaven - Sunbather
Dave Evans - Sinner e Judgement Day
Whipstriker - Troopers of Mayhem

Por Guilherme Gonçalves

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