3 de jun de 2016

Os Melhores Discos de Todos os Tempos: 1993

sexta-feira, junho 03, 2016


O Aerosmith lançou em 1993 Get a Grip, o disco com as canções de maior sucesso da banda até então, pelo menos para as gerações que estavam descobrindo o grupo após o retorno no final dos anos 1980. Puxado pela tríade “Crazy”, “Cryin’" e “Amazing” e pelos belos e sensuais clipes destas faixas, estrelados por Alicia Silverstone e que apresentaram ao mundo Liv Tyler, a banda norte-americana teve um ano histórico

O Nirvana também fez bonito, surpreendendo quem esperava a segunda parte de Nevermind com um trabalho maduro e desafiador, o excelente In Utero. O Pearl Jam também seguiu uma linha parecida com Vs., discão que veio na sequência do multiplatinado Ten.

No metal, o nome foi o Sepultura com Chaos A.D., o disco que colocou a banda de forma definitiva entre as mais inovadoras e criativas do gênero na época. O Carcass também subverteu a lógica ao unir o death a doses maciças de melodia em Heartwork, enquanto o Paradise Lost mostrava como o gothic metal deveria soar.

No rock, Mick Jagger gravou o seu melhor álbum solo, Lenny Kravitz encarnou Jimi Hendrix em Are You Gonna Go My Away e o Counting Crows gravou a música de sua vida, “Mr. Jones”.

Ainda tivemos o Us3 mergulhando no catálogo clássico do jazz para criar um clássico do hip-hop, o U2 desafiando tudo e todos com o corajoso Zooropa enquanto rodava o mundo com uma turnê antológica, a estreia solo de Björk e a chegada bombásica do Wu-Tang Clan com um dos melhores álbuns de rap da história.



Os principais fatos do ano foram:

- pela primeira vez desde o fim da banda em 1969, o Cream se reuniu. O trio tocou junto no dia 12 de janeiro, durante a cerimônia de indução do grupo no Rock and Roll Hall of Fame

- no dia 31 de janeiro Michael Jackson se apresentou durante o intervalo do Super Bowl XXVII, com o show atingindo enorme repercussão na mídia. A grande aceitação do público fez com que a NFL passasse a convidar grandes nomes da música para tocarem no intervalo da final do futebol americano, tradição que se mantém até hoje

- no dia 4 de junho Kurt Cobain foi preso após problemas domésticos com sua esposa, Courtney Love. A questão foi resolvida com rapidez e o músico foi solto em seguida

- no dia 17 de julho aconteceu o último show da turnê Use You Illusion. Essa foi a última vez que a formação clássica do Guns N’ Roses tocou junto

- Varg Vikernes assassinou seu companheiro de banda, o guitarrista Euronymous, no dia 10 de agosto, com diversas facadas. O fato teve grande repercussão na mídia e lançou os holofotes sobre a polêmica cena black metal da Noruega

- em 28 de agosto aconteceu o último show de Bruce Dickinson com o Iron Maiden. A apresentação ocorreu em Londres e foi lançada em 1994 no VHS e DVD intitulado Raising Hell

- em 19 de outubro foi lançado o segundo álbum do Pearl Jam, Vs., que vendeu astronômicas 950 mil cópias apenas na primeira semana nas lojas

- o Nirvana gravou o seu MTV Unplugged no dia 18 de novembro, em Nova York. O disco/vídeo do programa, lançado em 1994, foi aclamado pela crítica e trouxe uma das performances mais famosas da banda





Foram formadas em 1993 bandas como All Saints, Apocalyptica, At the Drive-in, Backstreet Boys, Ben Folds Five, Black Grape, Children of Bodom, Coal Chamber, Daft Punk, Dark Funeral, Dimmu Borgir, Electric Wizard, Garbage, Grip Inc., HammerFall, Korn, Korpiklaani, Melechesh, Nile, O Rappa, Old Man’s Child, Papa Roach, Planet Hemp, The Presidents of the United States of America, Rhapsody of Fire, Slash’s Snakepit, Spoon, Supergrass, Superjoint Ritual, Theatre of Tragedy, Train, Trans-Siberian Orchestra e Wilco. 

Encerraram suas atividades durante o ano Badlands, Celtic Frost, Echo & The Bunnymen, Exodus (a banda retornou no início da década de 2000), Faster Pussycat, Heathen, Mayhem (retornou em 1995), New Order (retornou em 1998), Pixies, Poison Idea, Possessed, Stryper (retornou em 1999), Television, Triumph e Venom (retornou em 1995). Retomaram as atividades em 1993 o Big Star e o Steely Dan.

Nasceram em 1993 Miranda Cosgrove (14/05) e Ariana Grande (26/06). Faleceram durante o ano Dizzy Gillespie (06/01), Mick Ronson (30/04), Sun Ra (30/05), GG Allin (28/06), Oysten Aarseth (10/08), River Phoenix (31/10), Albert Collins (24/11), Ray Gillen (01/12) e Frank Zappa (04/12).

Foram induzidos ao Rock and Roll Hall of Fame em 1993:

Cream
Creedence Clearwater Revival
Etta James
Sly & The Family Stone
The Doors
Van Morrison

Os vencedores das principais categorias da 35ª edição do Grammy foram:

Gravação do Ano e Canção do Ano: “Tears in Heaven”, de Eric Clapton
Disco do Ano: Unplugged, de Eric Clapton
Revelação: Arrested Development

Nas listas de melhores do ano das principais revistas de música da época, os vencedores foram:

Kerrang!: Vs., do Pearl Jam
Les Inrockuptibles: Liberation, do The Divine Comedy
Melody Maker: Tindersticks, do Tindersticks
NME: Debut, da Björk
Rolling Stone: In Utero, do Nirvana
Spin: Exile in Guyville, da Liz Phair





Os cinco maiores hits do ano foram “I’d Do Anything For Love (But I Won’t Do That)” de Meat Loaf, “I Can’t Help Falling in Love With You” do UB40, “What's Up?” do 4 Non Blondes, “Informer" do Snow e “What is Love?” do Haddaway.

Também fizeram muito sucesso durante o ano as seguintes músicas:

“Again”, de Janet Jackson
“Ain't It Fun”, do Guns N’ Roses
“All That She Wants” e “The Sign", do Ace of Base
"Amazing”, “Crazy”, Cryin’”", “Eat the Rich” e “Living on the Edge”, do Aerosmith
“Are You Gonna Go My Way”, de Lenny Kravitz
“Bad Boys”, do Inner Circle
“Big Gun”, do AC/DC
“Boom Shack-A-Lak”, do Apache Indian
“Break It Down Again”, do Tears for Fears
“Cantaloop (Flip Fantasia)”, do Us3
“Come Undone” e “Ordinary World", do Duran Duran
“Condemnation", do Depeche Mode
“Creep”, do Radiohead
“Easy”, do Faith No More
“Go West”, do Pet Shop Boys
“Heart-Shaped Box”, do Nirvana
“Hope of Deliverance”, de Paul McCartney
“I Don’t Wanna Fight”, de Tina Turner
“La Solitudine”, de Laura Pausini
“Linger”, do Cranberries
“Mary Jane’s Last Dance”, de Tom Petty
“Mr. Jones”, do Counting Crows
“Oh Carolina”, de Shaggy
“Please Forgive Me”, de Bryan Adams
“Regret”, do New Order
“Stay (Faraway, So Close!)”, do U2
“Sweet Thing”, de Mick Jagger
“Wild World”, do Mr. Big



O mercado norte-americano foi dominado pela trilha do filme O Guarda-Costas, de Whitney Houston, que permaneceu durante 17 semanas na primeira colocação. Outros destaques foram Unplugged de Eric Clapton (3 semanas no número 1), Janet. de Janet Jackson (6 semanas no número 1), In Pieces de Garth Brooks (5 semanas no topo) e Vs. do Pearl Jam (5 semanas). O disco mais vendido durante o ano nos Estados Unidos foi a trilha de O Guarda-Costas, e o single número 1 foi “I Will Always Love You”, ambos de Whitney Houston.

No Reino Unido, o single mais vendido foi “I'd Do Anything for Love (But I Won’t Do That)” de Meat Loaf, e o álbum recordista em vendas foi Bat Out of Hell II: Back Into Hell, também de Meat Loaf.



Mantendo a mesma metodologia dos anos anteriores, realizamos uma pesquisa em levantamentos similares publicados nos mais diversos veículos com o objetivo de identificar os discos mais significativos do ano. Feito isso, submetemos cada um desses títulos às notas atribuídas a eles por revistas e sites especializados em música, lançamos em nossa planilha e chegamos ao resultado abaixo.

Com vocês, os melhores discos lançados em 1993 (apenas discos de estúdio, pois como é padrão neste tipo de listas, álbuns ao vivo e compilações não entram):

50 Blur - Modern Life is Rubbish
49 Neurosis - Enemy of the Sun
48 Jamiroquai - Emergency on Planet Earth
47 Depeche Mode - Songs of Faith and Devotion
46 Darkthrone - Under a Funeral Moon
45 Primus - Pork Soda
44 Savatage - Edge of Throns
43 Cry of Love - Brother
42 The Cranberries - Everybody Else is Doing It, So Why Can’t We?
41 Meat Loaf - Bat Out of Hell II: Back Into Hell
40 Cathedral  The Ethereal Mirror
39 Fight - War of Words
38 Entombed - Wolverine Blues
37 PJ Harvey - Rid of Me
36 Tool - Undertow
35 Paradise Lost - Icon
34 Duran Duran - Duran Duran (The Wedding Album)
33 John Mellencamp - Human Wheels
32 Cypress Hill - Black Sunday
31 Bad Religion - Recipe of Hate
30 Sheryl Crow - Tuesday Night Music Club
29 Suede - Suede
28 Uncle Tupelo - Anodyne
27 Angra - Angels Cry
26 Urge Overkill - Saturation
25 Us3 - Hand on the Torch
24 Concrete Blonde - Mexican Moon
23 U2 - Zooropa
22 Carcass - Heartwork
21 Immortal - Pure Holocaust
20 Type O Negative - Bloody Kisses
19 Masters of Reality - Sunrise on the Sufferbus
18 Lenny Kravitz - Are You Gonna Go My Way
17 Cynic - Focus
16 Rush - Counterparts
15 Death - Individual Thought Patterns
14 Morphine - Cure for Pain
13 Morbid Angel - Covenant
12 Mick Jagger - Wandering Spirit
11 Björk - Debut
10 Liz Phair - Exile in Guyville
9 Counting Crows - August and Everything After
8 Snoop Doggy Dogg - Doggystyle
7 Smashing Pumpkins - Siamese Dream
6 Aerosmith - Get a Grip
5 Pearl Jam - Vs.
4 Wu-Tang Clan - Enter the Wu-Tang (36 Chambers)
3 Sepultura - Chaos A.D.
2 A Tribe Called Quest - Midnight Marauders
1 Nirvana - In Utero

Meu top 10 do ano: 

1 Sepultura - Chaos A.D.
2 Aerosmith - Get a Grip
3 Counting Crows - August and Everything After
4 Mick Jagger - Wandering Spirit
5 Lenny Kravitz - Are You Gonna Go My Way
6 U2 - Zooropa
7 Concrete Blonde - Mexican Moon
8 Urge Overkill - Saturation
9 John Mellencamp - Human Wheels
10 Cry of Love - Brother

Abaixo você tem uma playlist com os maiores hits e as músicas mais significativas do ano. E nos comentários queremos saber quais foram os melhores discos lançados em 1993 na sua opinião. Poste a sua lista!

Sala de Som | Os 20 anos de 'Load', o disco mais injustiçado do Metallica

sexta-feira, junho 03, 2016

Neste vídeo falo sobre Load (1996), o sucessor de Black Album e o disco mais injustiçado do Metallica.

Leitura complementar:

Por que Load e Risk fazem os fãs até hoje torcerem o nariz?
http://goo.gl/UMztmd

O Metallica não precisa gravar um novo disco

O que aconteceria com o Metallica se Cliff Burton não tivesse falecido?

A história do thrash metal contada pelos próprios músicos

Acompanhe a gente também em:
Twitter

1 de jun de 2016

Novas bandas pra você ouvir: Broken Jazz Society, Golden Suck Orchestra e Belga Bordô

quarta-feira, junho 01, 2016

Novos sons produzidos no Brasil, pra você atualizar o ouvido.

“Riot Spring” é inspirada no momento atual do Brasil, repleto de discussões e escândalos políticos, e faz parte do novo EP da banda mineira Broken Jazz Society, intitulado Gas Station. O trabalho é o sucessor de Tales From Purple Land, estreia do grupo, lançado em 2014. O som é um metal com influência de rock clássico e alternativo, com o fuzz recheando a sonoridade do baixo e dando um toque especial.



O Golden Duck Orchestra vem de São Paulo e faz um rock atual e bem agradável, com bons riffs e uso constante de melodias. Músicas bem acabadas e desenvolvidas, como fica claro em “On Sale”, que conta com um divertido clipe gravado na Marginal Pinheiros, na capital paulista.




Já o Belga Bordô vem de Guarulhos e traz um indie rock cantado em português. O primeiro EP do grupo, auto-intitulado, foi lançado em maio e mostra uma banda bastante promissora, que deve agradar bastante quem procura novidades no rock nacional.




Quadrinhos: Batman, A Morte da Família

quarta-feira, junho 01, 2016


Este é o segundo arco escrito por Scott Snyder e desenhado por Greg Capullo para o Batman dos Novos 52, reboot realizado pela DC em 2011. Anteriormente, a dupla havia criado a Saga das Corujas, que a Panini já lançou por aqui em dois belos encadernados de capa dura intitulados A Corte das Corujas e A Noite das Corujas.

A Morte da Família (cujo título faz alusão à Morte em Família, clássica história que mostra a morte do Robin pelas mãos do Coringa, publicada nos anos 1990) não é uma sequência dos dois primeiros arcos, mas sim a primeira aparição do Coringa no universo do Batman nos Novos 52. Ao contrário da maioria dos personagens da DC Comics, o homem morcego não perdeu toda a sua memória com a reinicialização da sua cronologia, mas ficou menos experiente do que era até então. 

A história vale principalmente por apresentar uma interpretação totalmente insana do Coringa, que surge em uma de suas encarnações mais assustadoras. O trabalho de Snyder na construção do personagem, com um discurso desequilibrado e imprevisível, é complementado pelas ilustrações de Capullo, que compõe um Coringa doentio e repleto de podridão (física e mental), aspecto que fica ainda mais explícito pelo fato de o personagem estar sem o seu rosto, que foi arrancado em um arco anterior. O que temos agora é o Coringa vestindo a pele arrancada de sua face como uma espécie de máscara, e isso deixa o personagem visualmente bastante perturbador.


A trama tem Batman e Coringa como personagens principais, com o palhaço assassino tentando provar um ponto de vista sobre a relação de ambos para o herói. E isso passa pelos coadjuvantes que formam o universo do Batman, como Robin, Asa Noturna, Tim Drake, Robin Vermelho, Batgirl, Comissário Gordon e Alfred, além de outros vilões como Pinguim, Charada e Duas-Caras.

Gostei muito de todo o enredo, que é construído passo a passo, história a história, até chegar à sua conclusão. Mesmo não alcançando o nível de clássicos com Cavaleiro das Trevas e A Piada Mortal (o que é praticamente impossível, convenhamos), A Morte da Família é uma excelente história, que tem como seu principal trunfo trazer até o leitor uma das encarnações mais doentias do Coringa, um serial killer lunático e disposto a tudo.

Você encontra A Morte da Família em livrarias e bancas, em uma edição de capa dura e com 252 páginas lançada pela Panini Comics, com papel couché de alta qualidade e lombada quadrada. Vale muito a pena!



31 de mai de 2016

Reviews: Thrice, Katatonia, Kvelertak, Grand Magus e DevilDriver

terça-feira, maio 31, 2016

Uma passada rápida e direto ao ponto, com breves análises sobre alguns discos que foram lançados nas últimas semanas. Nos comentários, você está convidado a também dar a sua opinião sobre os álbuns analisados neste post, compartilhando as suas impressões com a gente.


Thrice - To Be Everywhere is to Be Nowhere

Nono álbum do Thrice, e provavelmente o trabalho mais maduro da banda norte-americana. Os cinco anos que separam To Be Everywhere is to Be Nowhere de seu antecessor, Major/Minor (2011), mostram-se refletidos com clareza nas onze faixas. Boas melodias, um certo ar contemplativo e melancólico onipresente e a sempre agradável sonoridade que caminha no limiar entre o metal, hard, prog e umas pitadinhas de leve no rock alternativo, com variações de dinâmica sempre muito interessantes. Um disco agradabilíssimo, mais uma vez, e que deve agradar em cheio quem está curtindo as novas experiências sonoras do Opeth, por exemplo.


Katatonia - The Fall of Hearts

A banda sueca retorna com o seu décimo álbum, quatro anos depois de Dead End Kings (2012). E o disco dá mais um passo em direção ao rock progressivo, com o Katatonia mergulhando de maneira definitiva no gênero. O trabalho mostra a sensibilidade tocante dos músicos em composições invariavelmente muito bonitas, que deixam o peso de lado e são construídas através de camadas e arranjos muito bem pensados. A excelente produção, assinada pela dupla Jonas Renkse e Anders Nyström (vocal e guitarra, respectivamente), evidencia ainda mais a qualidade de The Fall of Hearts. O resultado é um disco adulto e maduro, que demonstra com clareza o atual momento vivido pelo Katatonia.


Kvelertak - Nattesferd

Uma das maiores forças surgidas nos últimos anos no cenário heavy metal, a banda norueguesa Kvelertak segue fazendo bonito em seu novo disco. Nattesferd, terceiro trabalho dos caras, traz mais uma vez aquela sonoridade que une metal, black, death e punk em um mesmo caldeirão, resultando em uma pancadaria viciante. Estão aqui os riffs de guitarra cíclicos típicos do black metal norueguês, a violência e agressividade do punk, a acessibilidade do hard e a energia e peso do metal, em uma alquimia mais uma vez perfeita. Excelente!


Grand Magus - Sword Songs

Tendo como figura central o vocalista e guitarrista Janne Christoffersson, ex-Spiritual Beggars, o Grand Magus deixou de lado o stoner metal de seus discos iniciais e resolveu se transformar em uma banda de metal tradicional. Esse processo teve início em The Hunt, sexto disco da banda, lançado em 2012, foi intensificado em Triumph and Power (2014) e tem o seu novo capítulo em Sword Songs, lançado no último 13 de maio pela Nuclear Blast. A principal qualidade de JB é saber dosar com sabedoria o seu passado stoner com a sonoridade atual da banda, resultando em um metal tradicional contagiante e que, apesar de utilizar os clichês do estilo, consegue não soar gratuito e nem exagerado em nenhum momento. Pegue a sua espada, vista a sua armadura e aumente o volume! (ah, e ainda tem uma versão bem legal para a clássica “Stormbringer”, do Deep Purple, como faixa bônus).


DevilDriver - Trust No One

Uma das bandas mais emblemáticas do groove metal retorna com um CD um tanto repetitivo, que de modo geral não acrescenta muita coisa à carreira do grupo e à evolução do próprio estilo. Trust No One é o sétimo disco do DevilDriver e foi produzido por Mark Lewis (Chimaira, Trivium, Job for a Cowboy). O álbum é o sucessor de Winter Kills (2013) e o primeiro trabalho da banda sem o guitarrista Jeff Kendrick e o baterista John Boecklin, substituídos por Neal Tiemann e Austin D’Amond. O trabalho marca também a estreia de Diego Ibarra, ex-Static-X, no baixo. Ainda que soem agressivas, as dez faixas não apresentam grandes atrativos e mostram a banda em sua zona de conforto, apenas repetindo ideias já exploradas em discos anteriores. Mesmo que possa (e é bem provável que deva) agradar aos fãs, Trust No One é um disco apenas regular e que, de modo geral, não diz muito a que veio.

30 de mai de 2016

ONLINE

PAGEVIEWS

PESQUISE