17 de jun de 2016

Sala de Som | Dois quadrinhos sobre música

sexta-feira, junho 17, 2016

Neste vídeo indico duas histórias em quadrinhos que tem como elemento principal a música. Ambas são muito indicadas não somente para quem já lê e coleciona HQs, mas também para quem gosta de música e quer começar a se aventurar pelo universo dos quadrinhos.

Leitura complementar:

Championship Vinyl, blog do Rob Gordon, autor de Terapia

Petisco, site com HQs online e onde Terapia começou a ser publicada

Crítica de Terapia Vol. 1 no Universo HQ

Red Rocket 7: A Saga do Rock na Devir

Dicas de HQs para quem quer começar a ler quadrinhos

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Playlist: Todo Mundo Tocando Iron Maiden

sexta-feira, junho 17, 2016

Mais uma edição da nossa série de playlists com versões para canções de bandas clássicas. Desta vez o foco é o Iron Maiden, com releituras para suas canções organizadas em ordem cronológica, começando no primeiro disco e indo até o Fear of the Dark (1992).

Para ouvir playlists similares, clique abaixo:




Ouça no player abaixo e siga essa e muitas outras playlists lá no Spotify:

16 de jun de 2016

Sala de Som | Spoiler: CROBOT

quinta-feira, junho 16, 2016

Estreia do Spoiler, nova seção no Sala de Som, onde o objetivo é indicar bandas que frequentarão a sua vitrola e o seu ouvido nos próximos anos.

Pra começar, falo dos norte-americanos do Crobot, uma das melhores bandas de hard rock surgidas nos últimos anos.

Assista, curta, dá um like e compartilhe, sempre no volume máximo!

CROBOT

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15 de jun de 2016

Quadrinhos: Coraline, de Neil Gaiman e P. Craig Russell

quarta-feira, junho 15, 2016


Coraline é um livro do escritor inglês Neil Gaiman (Sandman, Batman, Miracleman), publicado em 2002. O enredo conta a história da menina que intitula a obra, uma garota que tem entre 8 e 10 anos, filha única e que vive com os pais. A família se muda para uma nova casa, uma gigantesca construção antiga que foi dividida em apartamentos menores, e lá tudo acontece.

O que vemos é Coraline adentrar um mundo paralelo ao seu, onde todos os seus desejos se tornam realidade (uma família amorosa e sem problemas, todos os brinquedos que ela imaginar, …), e que a princípio a deixa fascinada. Mas então este mundo dos sonhos aos poucos se revela não tão encantador como parecia, com Gaiman trazendo questionamentos inquietantes ao leitor.

O livro foi adaptado para o cinema em 2009, em uma bela animação dirigida por Henry Selick (O Estranho Mundo de Jack, No Limite da Imaginação, James e o Pêssego Gigante) e que foi indicada ao Oscar em 2010. 

Mas o assunto aqui é a adaptação para os quadrinhos, publicada em 2008 e com ilustrações de P. Craig Russell (Sandman, Hellboy, Batman, Demolidor). A graphic novel foi lançada no Brasil pela editora Rocco em dezembro de 2010, no formato 15,5x23 cm, capa dura e lombada quadrada, e ainda pode ser encontrada com alguma sorte nas livrarias (que foi o meu caso).

A história é o principal trunfo de Coraline, independente da mídia em que a trama seja transportada. A sensibilidade de Neil Gaiman em contar a trajetória da pequena menina, que vive aquela fase onde já não é mais criança mas também ainda não chegou à puberdade, é tocante. Sofrendo em se adaptar ao seu novo lar, com pais que muitas vezes a ignoram e não são parceiros do seu dia a dia por absoluta falta de tempo, a garota explora o novo mundo ao seu redor por conta própria, e suas descobertas vão sendo mostradas página à página. Sejam os novos amigos (todos mais velhos e convenientemente pitorescos) ou os cômodos proibidos de sua casa, Coraline pouco a pouco mergulha nos segredos de seu novo lar ao mesmo tempo em que revela os pensamentos, meios e anseios que habitam sua mente.

Gaiman acerta ao mostrar a menina com uma maturidade inerente, e que conta, muitas vezes, apenas consigo mesma para vencer os desafios que surgem pelo caminho. A identificação com a personagem faz com que leitores mais velhos (como eu) relembrem com saudade da já longínqua pré-adolescência, enquanto os mais novos (como o meu filho) afirmem que a história de Coraline é uma de suas preferidas.

A arte de Russell é bela e elegante, dando forma à imaginação de Gaiman e mostrando como seriam os personagens criados pelo escritor, seu parceiro de longa data. Há, evidentemente, uma diferença entre o design de personagens do quadrinho e da animação, já que se tratam de equipes diferentes. Enquanto a animação é um pouco mais sombria e assustadora, a HQ usa sempre tons claros e explora o lado sombrio dos personagens de maneira mais sutil.

Coraline é uma linda história seja em livro, quadrinho ou filme, indicada para todas as idades. 



14 de jun de 2016

Os Melhores Discos de Todos os Tempos: 1995

terça-feira, junho 14, 2016

1995 foi marcado por alguns dos maiores discos da década de 1990. O Smashing Pumpkins gravou o seu principal trabalho, o épico álbum duplo Mellon Collie and the Infinite Sadness. O Oasis extrapolou as fronteiras da Inglaterra com (What's the Story) Morning Glory? e seus megahits. Alanis Morissette estreou chutando bundas e vendendo milhões com Jagged Little Pill, enquanto o Radiohead veio com o seu primeiro grande trabalho.

No metal, Ozzy lançou o sucessor de No More Tears enquanto o Paradise Lost vivia o auge dos seus poderes. O Iron Maiden veio com o controverso The X Factor e apresentou o seu novo cantor, enquanto Phil Anselmo explorava as suas influências sulistas com o Down. Além disso, Dark Tranquillity, Dissection e At the Gates uniam a melodia à agressividade das sonoridades mais extremas de maneira cirúrgica.

O ano foi dominado pelo Brit Pop, com Oasis, Blur, Pulp e Supergrass assumindo grande protagonismo. A explosão punk do ano anterior seguir rendendo frutos, seja pelo próximo passo do Green Day após Dookie ou pelo crescimento do Rancid. Tivemos ainda a estreia do Foo Fighters, com Dave Grohl seguindo com a sua carreira e se reinventando após a traumática morte de Kurt Cobain.

O pop viu ótimos discos de Ben Harper e do No Doubt, além do hip-hop abocanhando uma parcela considerável das paradas de sucesso com nomes como Coolio, 2Pac, Notorious B.I.G. e Shaggy.



Os principais eventos do ano foram:

- Tommy Lee, baterista do Mötley Crüe, casou-se com a atriz Pamela Anderson, da série Baywatch, no dia 19 de fevereiro. O casal teve dois filhos, Brandon Thomas Lee e Dylan Jagger Lee, se divorciou em 1998 e teve várias idas e voltas nos anos seguintes, até romper definitivamente em 2008

- Bill Berry, baterista do R.E.M., sofreu um aneurisma cerebral durante um show realizado pela banda na Suíça, no dia 1 de março. O músico passou por uma cirurgia bem sucedida dois dias depois no próprio país, mas decidiu deixar a música em 1997 por motivos de saúde

- Ingo Schwichtenberg, ex-baterista do Helloween, cometeu suicídio no dia 8 de março ao se jogar em uma ferrovia, na frente de um trem

- no dia 14 de março o rapper Tupac Shakur alcançou uma proeza peculiar, ao se tornar o primeiro músico a alcançar a primeira posição do Top 200 da Billboard (com o álbum Me Against the World) enquanto estava preso

- Eazy-E, um dos principais nomes do hip-hop e integrante do N.W.A., faleceu em 26 de março vítima de complicação decorrentes da AIDS

- durante um show em Michigan no dia 31 de março, Jimmy Page escapou por pouco do ataque de um homem que subiu ao palco com uma faca na mão. O indivíduo foi contido por seguranças, que ficaram feridos no embate

- em 9 de julho aconteceu o último show de Jerry Garcia com o Grateful Dead. A apresentação ocorreu em Chicago. O músico faleceria um mês depois

- Jerry Garcia, líder do Grateful Dead, faleceu no dia 9 de agosto vítima de um ataque cardíaco. Milhares de fãs se reuniram de maneira espontânea em diversas cidades norte-americanas para chorar a sua morte

- também em 9 de agosto aconteceu o Unplugged MTV do Kiss, marcando a reunião de Peter Criss e Ace Frehley com Gene Simmons e Paul Stanley. Grande sucesso de público, o programa foi lançado em um álbum e motivou o retorno da formação original da banda

- em 1 de setembro o Rock and Roll Hall of Fame abriu as suas portas na cidade de Cleveland, no estado norte-americano de Ohio

- em 2 de outubro foi lançado o segundo álbum do Oasis, (What’s the Story) Morning Glory?. O disco mudou a carreira da banda, transformando os ingleses em um dos maiores nomes do rock das décadas de 1990 e 2000

- Shannon Hoon, vocalista do Blind Melon, foi encontrado morto no dia 21 de outubro. A causa foi uma overdose de cocaína

- em 6 de novembro foi lançado Made in Heaven, último disco de estúdio do Queen. O disco foi um enorme sucesso, vendendo mais de 20 milhões de cópias em todo o mundo

- “Free As a Bird”, primeiro single dos Beatles em mais de duas décadas, foi lançado no dia 4 de dezembro, marcando o início do projeto Anthology, que garimpou os arquivos da banda e gerou três álbuns duplo e uma aclamada série televisiva, posteriormente lançada em DVD



Foram formadas em 1995 bandas como After Forever, Agalloch, Biffy Clyro, Borknagar, Buckcherry, Coheed and Cambria, Eels, Ensiferum, Evanescence, Evergrey, Foo Fighters, Godsmack, Matchbox Twenty, Mogwai, NSYNC, Nickelback, Orange Goblin, Shadows Fall, Six Feet Under e Slipknot. Encerraram suas atividades durante o ano nomes como Aztec Camera, Bad Brains, Dire Straits, Grateful Dead, Inspiral Carpets, Kyuss, Living Colour, Oingo Boingo, Sugar e Suicidal Tendencies. Journey e Misfits retomaram suas atividades em 1995.

Faleceram em 1995 Ingo Schwichtenberg (09/03), Eazy-E (26/03), Rory Gallagher (14/06), Jerry Garcia (09/08), Sterling Morrison (30/08) e Peter Grant (21/11).

Foram induzidos ao Rock and Roll Hall of Fame em 1995:

Al Green
Janis Joplin
Led Zeppelin
Martha and The Vandellas
Neil Young
Frank Zappa
The Allman Brothers Band

Os vencedores das principais categorias da 37ª edição do Grammy Awards foram:

Gravação do Ano: “All I Wanna Do”, de Sheryl Crow
Álbum do Ano: MTV Unplugged, de Tony Bennett
Música do Ano: “Streets of Philadelphia”, de Bruce Springsteen
Revelação: Sheryl Crow

Nas listas de melhores do ano das principais revistas sobre música da época, os vencedores foram:

Entertainment Weekly: Relish, de Joan Osborne
Eye Weekly: To Bring You My Love, de PJ Harvey
Humo: Tilt, de Scott Walker
Iguana: To Bring You My Love, de PJ Harvey
Kerrang!: Foo Fighters, do Foo Fighters
Melody Maker: Different Class, do Pulp
Mixmag: Leftism, do Leftfield
Mojo: The Bends, do Radiohead
NME: Maxinquaye, do Tricky
OOR: (What’s the Story) Morning Glory?, do Oasis
Raw: It’s Great When Your Straight … Yeah!, do Black Grape
Rolling Stone: To Bring You My Love, de PJ Harvey
Select: Different Class, do Pulp
Spin: Everything is Wrong, do Moby
The Face: Maxinquaye, do Tricky
The Wire: Maxinquaye, do Tricky
Village Voice: To Bring You My Love, de PJ Harvey



Os cinco maiores hits do ano foram “Gangsta's Paradise” do Coolio, “Boombastic” do Shaggy, “Back for Good” do Take That, “You Are Not Alone” do Michael Jackson e “Hold Me, Thrill Me, Kiss Me, Kill Me” do U2.

Também fizeram muito sucesso durante o ano as seguintes músicas:

“1979" e “Bullet with Butterfly Wings”, do Smashing Pumpkins
“All I Really Want”, “Hand in My Pocket”, ‘Head Over Feet”, “Ironic" e “You Oughta Know”, de Alanis Morissette
“All Over You” e “Lightning Strikes", do Live
“Alright”, do Supergrass
“Bang and Blame”, do R.E.M.
“Big Poppa”, do The Notorious B.I.G.
“Blind”, do KoRn
“Can't Stop Lovin’ You”, do Van Halen
“Champagne Supernova”, “Roll With It” e "Wonderwall", do Oasis
“Common People” e “Disco 2000", do Pulp
“Connection”, do Elastica
“Dead Mama”, de Tupac Shakur
“Grind”, do Alice in Chains
“Hard as a Rock”, do AC/DC
“I'll Be There for You”, do The Rembrandts
“Just a Girl”, do No Doubt
“Kiss From a Rose”, do Seal
“Leave Home”, do The Chemical Brothers
“Lie to Me”, do Bon Jovi
“Lump”, do The Presidents of the United States of America
“Missing”, do Everything But the Girl
“Miss Sarajevo”, do Passengers
“My Friends”, do Red Hot Chili Peppers
“One of Us”, de Joan Osborne
“Only Wanna Be With You”, do Hootie & The Blowfish
“River of Deceit”, do Mad Season
“Rock and Roll is Dead”, de Lenny Kravitz
“Sympathy for the Devil”, do Guns N’ Roses
“This is a Call”, do Foo Fighters
“Tomorrow”, do Silverchair
“Zombie”, do The Cranberries



A parada norte-americana foi dominada por Cracked Rear View, disco de estreia do Hootie & The Blowfish, que permaneceu durante 8 semanas na primeira posição da Billboard. Outros álbuns que obtiveram excelente performance comercial durante o ano foram The Hits do Garth Brooks (8 semanas como número 1), Me Against the World de 2Pac (4 semanas), Jagged Little Pill de Alanis Morissette (2 semanas), Daydream de Mariah Carey (4 semanas) e Anthology 1 dos Beatles (3 semanas). O single mais vendido durante 1995 nos Estados Unidos foi “Gangsta's Paradise” do Coolio, enquanto o álbum mais vendido foi Cracked Rear View do Hootie & The Blowfish, com mais de 7 milhões de cópias comercializadas.

No Reino Unido, o single mais vendido foi “Unchained Melody / (There’ll Be Bluebirds Over) The White Cliffs of Dover” e o álbum mais comercializado foi Robson & Jerome, ambos do duo pop inglês Robson & Jerome.



Mantendo a mesma metodologia dos anos anteriores, realizamos uma pesquisa em levantamentos similares publicados nos mais diversos veículos com o objetivo de identificar os discos mais significativos do ano. Feito isso, submetemos cada um desses títulos às notas atribuídas a eles por revistas e sites especializados em música, lançamos em nossa planilha e chegamos ao resultado abaixo.

Com vocês, os melhores discos lançados em 1995 (apenas discos de estúdio, pois como é padrão neste tipo de listas, álbuns ao vivo e compilações não entram):

50 Wilco - A.M.
49 Iced Earth - Burnt Offerings
48 Fear Factory - Demanufacture
47 Son Volt - Trace
46 Chris Isaak - Forever Blue
45 The Flaming Lips - Clouds Taste Metallic
44 Garbage - Garbage
43 Suffocation - Pierced From Within
42 Swans - The Great Annihilator
41 Scott Walker - Tilt
40 Gamma Ray - Land of the Free
39 Foo Fighters - Foo Fighters
38 Whiskeytown - Faithless Street
37 Stanley Clarke, Al Di Meola & Jean-Luc Ponty - The Rite of Strings
36 Cathedral - The Carnival Bizarre
35 Morphine - Yes
34 Mr. Bungle - Disco Volante
33 The Wildhearts - P.H.U.Q.
32 Fugazi - Red Medicine
31 Meshuggah - Destroy Erase Improve
30 Teenage Fanclub - Grand Prix
29 Spock's Beard - The Light
28 Sentenced - Amok
27 Elliott Smith - Elliott Smith
26 Pavement - Wowee Zowee
25 Björk - Post
24 At the Gates - Slaughter of the Soul
23 Dark Tranquillity - The Gallery
22 Tricky - Maxinquaye
21 Paradise Lost - Draconian Times
20 PJ Harvey - To Bring You My Love
19 Ben Harper - Fight for Your Mind
18 My Dying Bride - The Angel and the Dark River
17 D'Angelo - Brown Sugar
16 Genius/GZA - Liquid Swords
15 Ulver - Bergtatt: Et Eeventyr i 5 Capitler
14 Blind Guardian - Imaginations From the Other Side
13 Down - NOLA
12 Supergrass - I Should Coco
11 Death - Symbolic
10 Radiohead - The Bends
9 The Chemical Brothers - Exit Planet Dust
8 2Pac - Me Against the World
7 Dissection - Storm of the Light's Bane
6 Gov't Mule - Gov't Mule
5 Rancid - ... And Out Come the Wolves
4 Alanis Morissette - Jagged Little Pill
3 Pulp - Different Class
2 Oasis - (What's the Story) Morning Glory?
1 The Smashing Pumpkins - Mellon Collie and the Infinite Sadness

Meu top 10 do ano:

1 Oasis - (What's the Story) Morning Glory?
2 The Smashing Pumpkins - Mellon Collie and the Infinite Sadness
3 Gov't Mule - Gov't Mule
4 Alanis Morissette - Jagged Little Pill
5 The Chemical Brothers - Exit Planet Dust
6 Ben Harper - Fight for Your Mind
7 Blind Guardian - Imaginations From the Other Side
8 Wilco - A.M.
9 Whiskeytown - Faithless Street
10 Paradise Lost - Draconian Times

Abaixo você tem uma playlist com os maiores hits e as músicas mais significativas do ano. E nos comentários queremos saber quais foram os melhores discos lançados em 1995 na sua opinião. Poste a sua lista!

Sala de Som | Review: Rival Sons - Hollow Bones (2016)

terça-feira, junho 14, 2016

Neste vídeo analiso o novo álbum do Rival Sons, Hollow Bones, falando a respeito do mais recente capítulo da discografia desta ótima banda norte-americana.

E também quero saber a sua opinião sobre o Hollow Bones, então vá até os comentários e diga o que achou do novo disco do Rival Sons.

Leitura complementar:

Assista ao show do Rival Sons no Rock am Ring 2014

Review de Great Western Valkyrie (2014)

Review de Head Down (2012)

Review de Pressure & Time (2011)

Collectors Room Apresenta: Rival Sons

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13 de jun de 2016

Quadrinhos: Grandes Astros Superman e Batman & Robin, de Grant Morrison

segunda-feira, junho 13, 2016


O escocês Grant Morrison é um dos escritores mais aclamados dos quadrinhos, e com razão. Autor de obras excelentes e clássicas como Homem-Animal, Patrulha do Destino, Asilo Arkham, Os Invisíveis, Novos X-Men e outros, tem dois de seus melhores trabalhos disponíveis em edições de luxo nas bancas e livrarias.

A primeira é Grandes Astros Superman, encadernado de 308 páginas em capa dura e formado 19x28, que compila as doze edições da série lançada originalmente entre novembro de 2005 e outubro de 2008. A história, considerada uma das melhores HQs de toda a trajetória do Superman (e com justiça), conta os dias derradeiros do último filho de Krypton, que está morrendo, sabe disso e faz tudo para preparar o mundo para viver sem ele.

Resgatando elementos da Era de Prata dos quadrinhos, como o conceito de superinteligência aplicado ao Super-Homem, Grant Morrison entrega uma história belíssima e repleta de emoção. As doze edições fazem um paralelo com os 12 trabalhos de Hércules, e contam com a arte sensacional do ilustrador Frank Quitely (também escocês). Há momentos brilhantes, como a entrevista que um Lex Luthor no corredor da morte concede a Clark Kent dentro da prisão, a passagem do Superman pelo planeta Bizarro, o presente que o kryptoniano dá para Lois Lane (proporcionando que a jornalista experimente como é ter os seus poderes por 24 horas), e muitos outros.

Uma história absolutamente incrível e emocionante, obrigatória tanto para quem é fã do personagem quanto para quem gosta de quadrinhos.



Batman & Robin - Edição Definitiva é um encadernado de 444 páginas, também em capa dura e com o mesmo formato grande de Grandes Astros Superman (19x28), e compila as 16 primeiras edições da revista Batman & Robin escritas por Grant Morrison entre agosto de 2009 e novembro de 2010. 

Na trama, Bruce Wayne está morto (leia Crise Final, Descanse em Paz e O Retorno de Bruce Wayne, todas escritas por Morrison e lançadas no Brasil pela Panini, para entender melhor a trama) e o manto do Batman foi assumindo por Dick Grayson, o primeiro Robin, e que também combate o crime atendendo pela alcunha de Asa Noturna. Damian Wayne, o filho de Wayne com Talia, herdeira de Ra’s al Ghul, assume o uniforme de Robin e faz dupla com Grayson.

Um dos principais trunfos da história é mostrar, em um primeiro momento, os conflitos do relacionamento entre Grayson e Damian. Enquanto Dick tem que assumir o peso de vestir o uniforme do lendário Batman e sucedê-lo, Damian, um garoto inteligentíssimo e arrogante criado pela Liga dos Assassinos de seu avô, ao mesmo tempo em que torna o Robin muito mais violento e perigoso questiona constantemente a capacidade de Grayson em assumir o legado de seu falecido pai.

A partir deste plot, a história se desenvolve apresentando toda uma nova galeria de vilões interessantes (como é tradição na mitologia do Batman, dono da melhor galeria de vilões dos quadrinhos), criados e desenvolvidos com primazia e imaginação por Morrison e Quitely (que ilustra as quatro primeiras edições da série e todas as suas capas). A trama é muito bem escrita e amarrada, e chega à sua conclusão trazendo a esperança e a tradição novamente ao universo do Homem-Morcego.

É muito recomendável a leitura dos extras que estão no final do encadernado, onde Morrison conta os bastidores da história, como surgiram suas ideias e quais os objetivos que buscava com a trama.

Eis aqui dois quadrinhos excelentes sobre a principal dupla de personagens da DC Comics, escritos com o padrão de qualidade característico de Grant Morrison. Seja você um fã de Superman, Batman ou HQs, ambas são aquisições perfeitas para a sua biblioteca e valem cada centavo investido.


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