Review: Age of Artemis – Monomyth (2019)



A banda brasiliense Age of Artemis inicia uma nova etapa na carreira com o seu terceiro disco, Monomyth. O álbum, que foi lançado no início de abril, é o sucessor de The Waking Hour (2014) e marca a estreia do vocalista Pedro Campos, também integrante do Hangar e do Soulspell. A banda conta ainda com os fundadores Gabriel Soto (guitarra) e Giovanni Sena (baixo), mais Riccardo Linassi (bateria, desde 2014) e Jeff Castro (guitarra, desde 2015) – ambos estão também gravando o seu primeiro CD com o grupo.

Monomyth teve a produção assinada por Giovanni Sena e é um álbum temático que explora o conceito do monomito, a definição para os doze passos que uma pessoa deve executar para se transformar em um herói. O disco conta com doze músicas em pouco menos de uma hora e é o trabalho mais maduro do grupo.

A cena brasileira sempre foi pródiga em produzir ótimas bandas que unem elementos de power e prog metal, e o Age of Artemis se enquadra nessa categoria. O álbum apresenta uma abordagem moderna para ambos os estilos, mantendo a energia, a melodia e os andamentos acelerados do power metal e os arranjos complexos do prog, tudo executado com técnica e precisão.

Entre as músicas, meus destaques vão para os momentos mais speed presentes em “The Calling” (com uma certa influência de Kamelot), “Helping Hand” (para fãs da limpidez cristalina do Conception) e para a paulada certeira que é “Reborn”, a minha preferida. Mas essas escolhas são apenas pessoais, uma vez que o tracklist inteiro é fortíssimo e resulta em um disco muito bonito, que agradará em cheio fãs de bandas desde Angra até Symphony X.

Com Monomyth, o Age of Artemis retorna em grande estilo. E essa é uma das melhores notícias – e um dos melhores álbuns - que o metal brasileiro poderia ouvir em 2019.

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