Discografia comentada: Blind Guardian


"Hansi Kürsch tem um Fabio Lione de estimação" e "Hansi Kürsch come Edu Falaschi e André Matos no café da manhã" são alguns dos itens mais divertidos de um texto conhecido como "Verdades sobre Hansi Kürsch", uma versão headbanger dos clássicos Chuck Norris Facts que se espalharam pela internet há alguns anos. Salvo exageros típicos, a divertida compilação sobre o vocalista do Blind Guardian é prova cabal do quão cultuado é o grupo alemão, talvez uma das formações ao mesmo tempo mais simpáticas e mais low profile, pouco afeita a estrelismos, do universo metálico.

Formada, em 1984, na cidade de Krefeld, localizada na região oeste da Alemanha, por Hansi Kürsch (vocal/baixo) e Andre Olbrich (guitarra), a banda que ainda trazia em sua formação Markus Dörk (guitarra) e Thomen Stauch (bateria) atendia inicialmente pelo polêmico nome de Lucifer's Heritage. Embora tenham contado com um segundo vocalista, Thomas Kelleners, a versão quinteto durou pouco. Conseguiram lançar, entre 1985 e 1986, duas fitas demo, mesmo passando por uma série de mudanças de line-up: Dörk e Stauch saíram, sendo substituídos respectivamente por Christof Theißen e Hans-Peter Frey. Estes dois últimos então sairiam pouco depois, para dar lugar ao retorno de Stauch e ao novo guitarrista, Marcus Siepen, solidificando uma formação que duraria 18 anos.

Depois de finalmente assinarem com o selo No Remorse Records, decidiram mudar seu nome para Blind Guardian, tentando distanciar-se de possíveis associações com satanismo e com a sonoridade do black metal. Seu debut, "Battalions of Fear", sairia em 1988 - mas o restante da história você conhece logo abaixo, na discografia comentada deste influente e festejado quarteto alemão. Importante: estamos incluindo aqui apenas os álbuns de estúdio. :)


Battalions of Fear (1988)
Quem conheceu o Blind Guardian a partir de "Imaginations From The Other Side" ou "Nightfall in Middle-Earth" pode, de fato, se espantar ao ouvir "Battalions of Fear" e simplesmente não reconhecer a banda. O som, bem mais agressivo, faz eco direto na sonoridade inicial do Helloween, com quem tinham uma série de laços de amizade. Tanto a produção musical quanto o refinamento dos detalhes tinham pouca ou nenhuma sutileza. Era tudo muito cru, direto, na cara, quase básico.

O "quase", entenda, é porque mesmo assim já se reconhecem traços de uma musicalidade que seria explorada anos depois. Apesar da velocidade quase sufocante de "Majesty", até hoje um clássico, a faixa abre com uma versão de "Danúbio Azul", de Johann Strauss II, tocada no órgão. Nada menos do que quatro músicas são inspiradas na obra de J.R.R.Tolkien, o sul-africano que escreveu "O Senhor dos Anéis" e que está no epicentro dos interesses de Hansi Kürsch, vocalista e principal compositor das letras, um verdadeiro fanático por literatura de fantasia, terror e ficção científica.

Duas destas canções, aliás, são instrumentais, o que não se tornou um expediente recorrente na carreira do quarteto: "By the Gates of Moria" e a faixa bônus "Gandalf's Rebirth". E enquanto "The Martyr" trata da vida de Jesus Cristo, antecipando uma tendência mais forte do disco seguinte, a faixa que dá nome ao disco está longe de ser uma obviedade sobre exércitos medievais em combate: na verdade, ela fala sobre as iniciativas do Departamento de Defesa do governo norte-americano de Ronald Reagan. Afinal, lembre-se, era o auge dos anos 80, Guerra Fria, aquela coisa toda. (Nota: 7)


Follow The Blind (1989)
Não se deixe enganar por esta capa mais, digamos, tipicamente Blind Guardian. Estamos falando de uma musicalidade ainda bem mais acelerada e pesada do que aquela que se está acostumado a ouvir quando se fala em Blind Guardian. E ao se dizer "pesada", leia-se pesada mesmo. Os riffs em vibração máxima chegavam a flertar com o thrash, inclusive. O guitarrista Marcus Siepen explica. "Quando estávamos compondo o 'Follow The Blind', estávamos ouvindo um monte de bandas de thrash metal, como Testament e Forbidden, e este é o motivo deste disco ter ficado um pouco mais pesado".

A abertura, com um cântico religioso em latim entoado por um coral, similar ao dos monges masoquistas de "Monty Python Em Busca do Cálice Sagrado", clássico do humor britânico, pode até passar a impressão errada. Mas o tema da fé e da religião surge sem frescuras e sem papas na língua na sequência, na cavalgada e parruda "Banish From Sanctuary", que fala sobre a vida de João Batista e sua relação com Jesus Cristo. Apesar do título, "Hall of The King" também é sobre fé - e sempre ser fiel, aliás.

Deste disco, saiu ainda uma música que pode ser ouvida até hoje nos shows do Blind Guardian: "Valhalla", cuja letra trata de alguém esquecido pelo paraíso sagrado da mitologia nórdica, reservado apenas aos guerreiros que morreram em batalha e não se ajoelharam diante do inimigo. O refrão, "Valhalla - Deliverance / Why've you ever forgotten me?" é repetido à exaustão pelos fãs mesmo depois do fim da execução da música, como uma espécie de homenagem aos seus ídolos no palco. (Nota: 7,5)


Tales From The Twilight World (1990)
Queremos ser uma banda de verdade, certo? Então por que diabos eu vou ficar emulando o speed/power metal do Helloween, por mais que eles sejam nossos amigos? E por que diabos vou ficar debruçado na sonoridade dos gigantes do thrash, por mais que sejamos fãs deles? Queremos ser reconhecidos como Blind Guardian. Então, vamos experimentar. E foi isso que aconteceu em "Tales...", quando a banda começou a colocar sutis pitadas de melodia e influência neo-clássica em sua sonoridade, arriscando um pouco mais - o que passou a casar muito mais com as letras inspiradas em clássicos da fantasia medieval que Hansi tanto adora.

Foi com estas novas influências que eles cunharam, por exemplo, a linda história musical de "Lord of The Rings", inspirada no livro de Tolkien e cheia de variações, com pequenos elementos celtas; Tolkien também é tema de "Lost in the Twilight Hall", cujos vocais quase falados, como se estivessem declamando uma narrativa, falam sobre o período em que o mago Gandalf esteve em uma espécie de limbo, depois da batalha contra o demoníaco Balrog em Moria. O mesmo expediente, que começaria a marcar o estilo vocal de Hansi, pode ser ouvido em "Traveler in Time", inspirada na trama de "Duna", obra de ficção científica do escritor Frank Hebert.

Curiosamente, as duas canções mais pesadas do disco, que poderiam tranquilamente estar na bolacha anterior, são a respeito de temas relacionados a obras fora deste espectro, digamos, RPGístico: "Tommyknockers", sobre o livro de mesmo nome escrito por Stephen King, e a intensa "Goodbye My Friend", que é uma inesperada celebração ao doce "E.T. - O Extraterrestre", clássico oitentista dirigido por Steven Spielberg. Um detalhe importante: uma das faixas bônus é um cover, coisa que o Blind Guardian ama fazer. Neste caso, o resultado foi simplesmente incrível: uma reinterpretação de "To France", do cantor Mike Oldfield. Forte e ao mesmo tempo emocional, em uma performance surpreendente do vocalista do grupo. (Nota: 8)


Somewhere Far Beyond (1992)
A porta que seria escancarada no disco seguinte começou a ser aberta rigorosamente aqui, o primeiro lançamento depois da assinatura de contrato com a gigante Virgin Records. Embora ainda estivessem presos a alguns maneirismos típicos dos clichês do power metal, começamos a ver um Blind Guardian disposto a fazer um som único e que rompesse com o que todos os outros figurões da época faziam. O aspecto épico e melódico que passou a ser experimentado no disco anterior ganhou ainda mais destaque na mistura, em comparação ao peso e à velocidade do speed metal.

É claro que estão presentes canções sobre as obras de Tolkien ("The Bard's Song: The Hobbit") e Michael Moorcock ("The Quest for Tanelorn", "Journey Through the Dark"), duas referências frequentes do grupo. Mas é interessante que, tematicamente, o disco se debruça sobre uma série de referências diferentes. A faixa-título, ideal para bater cabeça, faz referência à popular Saga da Torre Negra, do escritor Stephen King. Já "Time What is Time", igualmente pesada, é o ponto de vista de um replicante sobre o universo de ficção científica de "Blade Runner". E a curtinha acústica "Black Chamber" é sobre alguém lidando com um destino sombrio em pleno mundo da soturna série de TV "Twin Peaks", criada por David Lynch. Isso sem contar a dura realidade de "Ashes to Ashes", que ganha ainda mais corpo quando você descobre que é uma composição de Hansi a respeito da morte de seu pai.

O grande destaque de "Somewhere Far Beyond", obviamente, reside na balada "The Bard's Song: In The Forest". A canção em formato acústico é, disparado, o maior hit do grupo, seu clássico absoluto, onipresente em qualquer show e aquele momento no qual a plateia canta em uníssono, praticamente calando o cantor. Diz a lenda, inclusive que, numa sala repleta de fãs de heavy metal, basta alguém sacar um violão e começar a dedilhar os primeiros acordes de "The Bard's Song" para que todos comecem a cantar juntos como num musical da Disney, por mais que não se conheçam e/ou sejam inimigos mortais. (Nota: 8)


Imaginations From The Other Side (1995)
Quando uma banda consegue, enfim, encontrar o seu DNA musical, aquela assinatura que se torna a sua marca registrada e que faz qualquer ouvinte mais atento identificar imediatamente de que se trata de uma de suas músicas, dá para dizer que ela atingiu o seu ápice musical. É rigorosamente isso que acontece com o Blind Guardian em "Imaginations...". Trata-se do disco que os ajudou a solidificar uma sonoridade que vinha sendo competentemente desenvolvida ao longo dos anos anteriores. Aqui, é possível dizer que a banda criou sua própria escola dentro do metal alemão.

A imensa faixa-título é pura metalinguagem, homenagem escancarada à imaginação e aos mundos e personagens criados por autores que o próprio grupo menciona em faixas anteriores: O Senhor dos Anéis, Peter Pan, O Mágico de Oz, Alice no País das Maravilhas, As Crônicas de Narnia. Cada canção deste "Imaginations..." é, nitidamente, uma espécie de forma metálica de contar uma história em forma de música, justificando totalmente o apelido de "bardos". A belíssima "A Past and Future Secret", um dos pontos altos do disco, se parece claramente com uma música entoada por um bardo de fantasia medieval, exaltando os feitos de um garoto que arrancou a espada da pedra e se tornou um herói e, depois, um rei. Tudo pelo ponto de vista de Merlin, o mago.

O mito arturiano é novamente revisitado na sombria "Mordred's Song", que fala sobre o traidor do Rei Arthur, aquele que em algumas crônicas é retratado como seu filho com ninguém menos do que a feiticeira Morgana. O universo medieval também é o palco de "Another Holy War", dona de um de seus riffs mais pesados e que usa as Cruzadas para criticar o fanatismo religioso; e da brilhante "The Script for My Requiem", uma das melhores composições da carreira da banda até então, que versa a respeito da busca sem sucesso pelo chamado Santo Graal da Igreja Católica. (Nota: 10)


Nightfall in Middle-Earth (1998)
Embora eu considere este disco tão bom quanto o anterior, o fantástico "Imaginations...", confesso que "Nightfall..." garante, digamos, uns dois milésimos de vantagem. Ele tem nota 10,2. Enquanto "Imaginations..." foi o disco que melhor definiu o que seria a sonoridade proprietária e definitiva do Blind Guardian nos anos que se seguiram, "Nightfall..." foi aquele disco que catapultou a banda para um outro nível. Com uma camada épica mais bem-acabada, vimos estes alemães cimentarem de vez a sua estrela na calçada da fama dos deuses do heavy metal.

Álbum conceitual completamente baseado em "O Silmarillion", obra de J.R.R.Tolkien que conta a história da Terra-Média muito tempo antes dos acontecimentos de "O Hobbit" e "O Senhor dos Anéis", este "Nightfall..." também foi o primeiro no qual Hansi, enfim, deixa o baixo também nos discos de estúdio, entregando a tarefa ao músico convidado Oliver Holzwarth, velho conhecido da banda nas apresentações ao vivo. Também foi o primeiro da banda a ser lançado nos Estados Unidos, abrindo-lhe as portas para um mercado bem mais amplo. Tudo conspirou a favor para que o Blind Guardian se tornasse ainda maior e mais relevante.

Para um fã do quarteto germânico, tornou-se obrigatório saber palavra por palavra do diálogo entre Sauron e Morgoth na vinheta "War of Wrath", que abre o disco - dando passagem, logo depois, à veloz e porradeira "Into The Storm". Também é mandatória a presença de "Mirror, Mirror" no repertório ao vivo da banda, geralmente encerrando os trabalhos. Mas não é só: a envolvente e operística "Nightfall"; a delicada balada ao piano de "The Eldar"; o refrão poderoso e irresistível de "Time Stands Still (At The Iron Hill)". Tudo conspira para que se possa chamar, com propriedade, "Nightfall in Middle-Earth" de uma verdadeira obra-prima. (Nota: 10)


A Night At The Opera (2002)
Sei que não apenas a nota, mas também os meus comentários a respeito deste disco, já devem causar uma espécie de cizânia entre os fãs mais tradicionalistas - mas tudo bem, já estou mais do que acostumado. O fato é que, depois da epopeia que foi "Nightfall...", a banda anunciou um disco chamado "A Night At The Opera" - que é nada menos do que o mesmo nome do retumbante disco máximo de uma das bandas preferidas dos integrantes do Blind Guardian, o Queen. As expectativas eram altíssimas. Mas, infelizmente, não corresponderam. E "A Night..." não foi, nem de longe, o sucessor que "Nightfall..." mereceria.

O principal motivo é o flerte exagerado com o rock progressivo, o que torna algumas de suas passagens exageradamente longas e ultrapassando o limite da grandiloquência com toneladas de orquestrações, camadas de vozes... O peso do metal perdeu espaço para os flertes clássico-operísticos - resultando, inclusive, na posterior saída do baterista Thomas Stauch, citando exatamente insatisfação com os rumos musicais que a banda estava seguindo. Um exemplo claríssimo é a música "And Then There Was Silence", que numa manobra ousada tornou-se seu primeiro single, mesmo com longos 14 minutos. A faixa, sobre a Guerra de Tróia, é poderosa e intensa, mas parece uma colagem de diversas músicas, com pedaços que funcionam e outros pedaços bastante cansativos e repetitivos. Poderia ser tranquilamente retalhada em duas outras músicas.

É claro, o disco tem também seus pontos altos, que merecem ser destacados: desde "Precious Jerusalem", que consegue tratar dos dias de tentação de Jesus no deserto sem soar pedante e nem perder o peso; até "The Soulforged", herança da obsessão RPGista de Hansi e que fala sobre as façanhas do mago Raistlin Majere, um dos personagens da série de livros "Dragonlance". Destaque ainda para a inteligente abordagem de "Punishment Divine", sobre a loucura do filósofo Nietzsche, na qual ele se imagina sendo julgado por um tribunal de santos. (Nota: 7)


A Twist in The Myth (2006)
O single “Fly” pode não representar em totalidade o que o ouvinte vai de fato escutar neste sucessor de “A Night At The Opera”, mas uma coisa é inegável – não espere um lançamento datado e nem uma banda auto-referente. “A Twist...” deve desagradar os tradicionalistas pentelhos de plantão, que acham que uma banda tem que fazer o mesmo tipo de som a vida inteira. O disco é, sem sombra de dúvidas, Blind Guardian puro, com todas as marcas registradas do seu tipo de som. Mas também mostra uma banda madura e consistente em busca da evolução.

“A Twist...” carrega alguns elementos de “A Night At The Opera”, tudo bem. Tem um quêzinho épico-sinfônico, tem lá seus teclados progressivos, muitos corais e diversas camadas de vozes se misturando, tudo com uma produção esmeradíssima. Mas o lance é que aqui as faixas estão recheadas de uma agressividade que remete imediatamente a trabalhos como “Imaginations From The Other Side”.

“A Twist...” é mais violento, mais pesado, mais visceral, deixando um pouco de lado toda a pompa e circunstância. O resultado desta mistura é um tipo de material que não deixa de soar Blind Guardian, mas que ganha uma sonoridade nova e, por que não, muito mais moderna e atual. Duvida? Músicas como “Lionheart”, “The New Order”, “The Edge” e principalmente a excelente “Another Stranger Me” estão aí para não me deixar mentir. Continua sendo o tal do “power metal” rápido e intenso, mas que não deixa de buscar mais e mais influências diferenciadas para enriquecer ainda mais o seu som, inclusive no metal tradicional e no hard rock. Outros destaques são “Carry The Blessed Home” (com uma levada que mais parece o Queen tocando rock pesado) e a indispensável balada folk-celta “Skalds and Shadows”, na linha de “The Bard’s Song – In The Forest”, daquelas para cantar junto nos shows. E para os preocupados com a cozinha da banda, desfalcada após a saída de Thomen Stauch, podem ficar tranquilos: o novo batera Frederik Ehmke, fã de longa data do BG, segura a onda sem maiores problemas. (Nota: 8,5)


At The Edge of Time (2010)
Imagine a seguinte mistura: a força power metal de “Imaginations from the Other Side” + a pompa épica de “Nightfall in Middle-Earth” + o respiro progressivo de “A Night at the Opera” + a modernidade despreocupada de “A Twist in the Myth”. O resultado? Simples: “At The Edge of Time”, mais recente disco dos bardos germânicos do Blind Guardian e, inegavelmente, o melhor lançamento de sua discografia desde “Nightfall”. Estamos falando, resumidamente, de um disco que busca referências no passado, o que deve agradar a parcela mais purista de seus seguidores, mas sem se tornar saudosista de maneira pedante.

Vale lembrar que este disco é o primeiro no qual o quarteto germânico trabalha com uma orquestra de verdade – no caso, a FILMharmonic Orchestra de Praga, especializada em trilhas sonoras. Se você procura aquelas baladas do tipo “Bard’s Song” e “Skalds and Shadows”, que a banda faz tão bem e lhes dão merecidamente o título de “bardos”, em “At The Edge of Time” você vai encontrar duas. Com uma inspiração celta descarada, “Curse My Name” é do tipo música deliciosa, quase ambiente, que faz entrar no clima imediatamente sem que se perceba. E é a toada praticamente acústica que dá a cara para “War of Thrones”, inspirada no livro “A Guerra dos Tronos”, primeiro volume de “As Crônicas de Gelo e Fogo”, de George R. R. Martin, fenômeno editorial e que gerou uma série de TV tão bem-sucedida quanto.

As referências literárias continuam na ótima “Control the Divine”, uma faixa rápida e acelerada na melhor tradição do Blind Guardian clássico – e que faz referência direta ao poema medieval “Paraíso Perdido”, obra de John Milton sobre a queda do anjo Lúcifer do céu ao inferno. E de volta às obras de Michael Moorcock, Hansi Kürsch abre as portas para o Multiverso na igualmente empolgante e veloz “Tanelorn”, cujo tema já tinha sido abordado em “The Quest for Tanelorn”, do disco “Somewhere Far Beyond”. (Nota: 9)

Por Thiago Cardim

Comentários

  1. Muito legal o texto, parabéns Thiago!

    O Blind Guardian é a minha banda favorita, e o show deles no qual eu fui em Porto Alegre em 2011 foi um dos melhores momentos da minha vida.

    Eu entendo o seu ponto o A Night at Opera, ele realmente é meio exagerado e tal, mas mesmo assim eu gosto muito deles e é um dos meus favoritos da banda haha

    Estou muito ansioso pelo disco novo deles e espero que mantenham o alto nível de sempre.

    Continuem o bom trabalho aqui no site, tão sempre de parabéns. Abração!

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  2. Gostei demais do texto. Teve uma época da minha vida que fui muito fã do Blind Guardian, até 2002. Mas como não gostei muito do "A Night at the Opera", e estava numa fase de "transição" do metal melódico para o death metal melódico, acabei deixando a banda de lado e nem ouvi os lançamentos posteriores.

    Esse texto me deixou com vontade de ouvir os discos mais recentes.

    Parabéns e abraços!

    Vinícius - Florianópolis/SC

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  3. Muito legal o texto, Thiago!

    Blind Guardian com certeza foi uma das bandas marcantes na minha vida e o tanto de boas memórias e referências literárias e musicais que eles me trouxeram, que apareceram só de ler o texto, já me emocionam.

    Legal destacar os covers deles, pois eu era - e ainda sou um pouco - desses fãs chatos que prefere a sonoridade do Tales até o Nightfall, pois eles abriram um espectro totalmente novo na música pra mim, como o Iron Maiden fez com muita gente através de seus covers, apresentando artistas do nivel de Mike Oldfield, Beach Boys, Uriah Heep até os grandes Demon e Satan e, no meu caso dar uma chance pra Dio e Judas Priest, que não agradaram de primeira e hoje são tão fundamentais na minha formação musical quanto os bardos.

    Além de que eles são os únicos alemães que fizeram um som tão poderoso - pesado e cativante - quanto o Power Metal americano, de bandas como Metal Church e Savatage, além até mesmo do Helloween.

    Grande abraço!

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  4. Ótimo texto, o BG foi uma das bandas mais queridas da minha juventude, assim como um monte de brasileiros, não sei que alguém aqui esteve no show no Via Funchal em SP em 2000 alguma coisa...foi épico!

    Não sei se foi só eu, mas acho que a grande cagada da carreira do BG foi aquele intervalo gigantesco entre o Nightfall in Middle-Earth e o Nigth of Opera....e quando este veio...meu Deus!

    Claramente, o auge da carreira deles não foi tão bem aproveitado.

    Em fim, acho que o metal evoluiu muito e o BG sentiu o peso no Nightfall, afinal é o auge do Powermetal e um clássico do metal.

    E já é 2014...e nada de novo álbum , pô, estes intervalos são coisas para Iron, Metallica, bandas de médio porte não podem fazer isso com os fãs.

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  5. Muito bom!
    Parabéns pela pesquisa e pelo texto!!

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  6. Meu deu vontade de ouvir a discografia inteira, apesar do gênero (Power metal?) não ser meu favorito. Mas quem gosta de Metal seja qual for a vertente sabe que Blind Guardian é uma banda de respeito.

    Parabéns pelo texto, grande abraço.

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  7. Muito bom o texto, parabéns.

    Pelo visto cada um tem seu disco preferido do BG, o meu por exemplo é o Somewhere Far Beyond que me marcou mais do que os outros, talvez por jogar RPG de mesa com mais frequência na época.

    Agora fica a espera de um novo álbum e de novos shows, enquanto isso o jeito é ouvir outras bandas do gênero.

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