Chegou com estilo. Cabelo rapado nas laterais, topetão na frente. Barba por fazer, é claro. Figurino de alto impacto, cores berrantes, estampas e listras. Sentou, ligou o Mac e abriu a mochila. Pegou um fone de ouvido Beats - vermelho, não preciso bem dizer. E a música começou a tocar.
Os dias passaram, e fomos conhecendo mais a fundo o indivíduo do parágrafo acima. Diagramava bem. Ilustrava, desenhava, criava. Estudava produção musical, tinha um estúdio em casa onde inventava batidas. Amava música, era fissurado por rap. E então, do nada, ele falou: "sou evangélico". Da igreja tal, qua agora não lembro o nome.
Era uma agência de propaganda. Em um ambiente assim, a reação é imediata. Alguém, de bate-pronto, respondeu instantaneamente: "então você é um evangehipster".
O apelido, é óbvio, pegou.
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