Review: Accept – Too Mean to Die (2021)


O Accept intensifica em seu novo disco uma tendência que já era perceptível nos últimos trabalhos do grupo: a diminuição do apelo épico e dos arranjos grandiosos em favor de uma sonoridade mais direta, na linha do hard & heavy tão popular na primeira metade da década de 1980.

Décimo-sexto álbum da banda alemã, Too Mean to Die é o sucessor de The Rise of Chaos (2017) e também o quinto disco com Mark Tornillo como vocalista. É preciso dizer que essa fase atual do Accept, iniciada com Blood of the Nations (2010), está em pé de igualdade com o período clássico do quinteto, quanto o grupo conquistou o mundo com trabalhos como Restless and Wild (1982), Balls to the Wall (1983) e Metal Heart (1985). Dito isso, é importante frisar que Too Mean to Die é o primeiro disco do grupo sem o baixista Peter Baltes, que deixou a banda em 2018 e tocou em todos os álbuns do Accept. Seu substituto é Martin Motnik. Além disso, a banda agora é um sexteto com a entrada de um terceiro guitarrista, Philip Shouse. O guitarrista Wolf Hoffmann é o único remanescente da formação original.

Produzido por Andy Sneap, Too Mean to Die entrega onze faixas inéditas em pouco mais de 50 minutos. As canções variam entre momentos inspirados e outros em tanto. Não há aqui a energia e o elemento surpresa de Blood of the Nations e nem a inspiração onipresente de Stalingrad (2012), mas o disco entrega bons momentos como a abertura com “Zombie Apocalypse”, o metal oitentista da música título, o hard rock de “Overnight Sensation”, a agradável balada “The Undertaker” e “Sucks to Be You”, essa última com uma clima meio AC/DC. As influências de músicas clássica de Wolffmann são responsáveis por duas das melhores canções, a grudenta “No Ones Masters” e a cativante “Symphony of Pain”, essa última com direito até à uma citação da 9ª Sinfonia de Beethoven.

Too Mean to Die não apresenta o brilhantismo dos dois primeiros discos da fase com Tornillo, mas está longe de ser um disco ruim. Os bons momentos superam os problemas, resultando em um álbum que os fãs farão questão de ter e que agradará também quem procura apenas um bom disco para ouvir.


Comentários

  1. Gostei muito da faixa instrumental que fecha o disco "Samson And Delilah". Sei não hein, acho que já temos uma sério candidato aos melhores discos do ano.

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    1. "Samson and Delilah" é uma ótima canção para estar em um futuro disco solo do Hoffmann, e não neste novo do Accept. Acho que "The Best is Yet to Come" deveria ser o encerramento mais adequado para Too Mean to Die. Se fosse assim, eu já gostava do disco!

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  2. Concordo com o Review e digo que o Blood of the Nations, Stalingrad e ainda o Blind Rage (acho este, de forma geral, melhor que o Stalingrad) são novos clássicos do Metal, o The Rise of Chaos ja sofreu com um certo cansaço de todos e, provavelmente, com a inevitável saída do Peter Baltes. O novo álbum é muito mais energético que o The Rise, muito mais direto, porém é um album da dupla Hoffman/Tornillo (com algumas pitadas do baixista novo), ou seja, os outros integrantes, principalmente os guitarristas (que desperdício 3 guitarristas que não podem duelar solando ou fazer nada além do que o Mr. Wolf dita) não cheiram e nem fedem. O Accept é um derivado da mistura Judas Priest/AC-DC e Música Clássica e continua entregando o que esperamos e ainda nos surpreendendo ! Graças ao Deus do Metal !

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  3. Não gostei, de boa... Tal como o disco anterior, o The Rise of Chaos (2017), este Too Mean to Die também não será visto como um clássico da banda. Nem mesmo a chegada de novos membros fizeram o Accept se revigorar nestes dois últimos álbuns, depois das saídas de Stefan Schwarzmann (bateria), Herman Frank (segunda guitarra) e, em especial, Peter Baltes (baixo). A vinda de um terceiro guitarrista me soa desnecessária no grupo, já que somente o Iron Maiden nesse quesito é o suficiente. Enfim, em primeira mão, afirmo aqui que o Accept de Tornillo só é bom mesmo com Blood of the Nations (2010), Stalingrad (2012) e Blind Rage (2014 - este último meu favorito dessa nova fase dos caras sem o Udo). Três discaços!

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  4. Eu não gostei. Músicas descartáveis e um disco burocrático

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  5. Achei bem...meh.

    Quer dizer, não é ruim, longe disso. É um bom álbum para deixar tocando enquanto faz alguma outra coisa, com boas batidas e etc, mas não tem nenhuma música verdadeiramente marcante aqui!! Bem inferior aos três primeiros da fase atual.

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  6. este foi o meu primeiro encontro com o accept, gostei muito do album e pretendo escutar os seus trabalhos anteriores e futuros

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