Review: Doctor Smoke – Dreamers and the Dead (2021)


Na estrada desde 2012, o Doctor Smoke soltou em 2021 o seu segundo ábum, Dreamers and the Dead. Sucessor da estreia The Witching Hour (2014), o CD foi lançado no Brasil em uma edição slipcase pela Hellion Records.

O som do Doctor Smoke é um metal com elementos de doom e hard, influências dos primeiros álbuns do Megadeth (intensificadas pela semelhança entre os timbres vocais de Dave Mustaine e Matt Tluchowski, cantor e guitarrista do grupo) e uma aura meio occult rock, o que poderá agradar apreciadores do Ghost.

Dreamers and the Dead vem com dez canções que proporcionam uma audição que varia entre interessante e irregular, muitas vezes soando como a banda de Papa Emeritus se ela fosse mais pesada e tivesse uma sonoridade mais crua. As melodias vocais são sempre cativantes, e ficariam ainda mais fortes nas mãos de um produtor mais experiente. No entanto, a produção do disco, com uma cara bem na cara e pesada, não compromete e é competente.

As melhores canções são “Reborn Into Darkness”, “Out of Time” (com um clima bem década de 1980 e solos e harmonias de guitarra bem legais), “Vexed” e “This Hallowed Ground”. A banda precisa de mais maturação, seja na estrada ou no estúdio, mas demonstra potencial para evoluir e alcançar um nível superior em trabalhos posteriores.

A capa merece destaque, com uma fantasmagórica caveira tirando a sua “máscara” humana, mas infelizmente não há informação do artista que a criou.

A edição brasileira conta com slipcase e com encarte em quatro páginas, com todas as letras.

Se você é fã de Ghost ou de metal com elementos de doom, confira.


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