Na sexta-feira pré-carnaval, quarteto pernambucano apresentou sua potência monolítica em vibrante apresentação ao vivo no templo do frevo. A definição de uma identidade. O duro empreendimento de prover contornos nítidos a um todo cultural tão difuso quanto possível. Se tem uma coisa que impressiona no show deste grupo é a constatação de sua insólita e aparentemente espontânea habilidade de encontrar sua unidade no exercício da dispersão. Dito isto, esqueça o rótulo "música regional", pois no final das contas, ele não se mostrará nada mais que uma camisa de força usada para amarrar as mil e uma nuances que este quarteto pernambucano explora com sete fôlegos e ampla coragem. O chassis é, de fato, o regionalismo, o explorar do encanto, mágica e carisma que possui a cultura popular. Só que no lugar de seguir reto nesta via única, os pernambucanos acabam por buscar seu caminho próprio na torta e incerta trilha que leva o regional ao universal. A formação é exuber...