Entre os chamados Tex Gigantes, poucos volumes deixam uma impressão tão imediata quanto Arizona em Chamas . Publicado originalmente em 1992, o álbum é um exemplo claro de como a série pode expandir seus limites quando coloca lado a lado um roteirista experiente e um artista com identidade visual forte. O ponto de partida é clássico dentro do universo de Tex: o conflito entre colonos brancos e povos indígenas. Mas aqui, Claudio Nizzi conduz a narrativa por um caminho mais sombrio e político do que o habitual. Em vez de uma oposição simplificada entre mocinhos e vilões, o roteiro apresenta uma engrenagem de interesses econômicos, manipulação e violência institucionalizada. O grupo dos chamados Voluntários do Arizona funciona quase como uma milícia legitimada pelo silêncio — ou pela cumplicidade — de figuras influentes. A tensão cresce de forma gradual, sustentada por diálogos que revelam mais do que aparentam e por uma sensação constante de que a situação está prestes a explodir. Qua...